Apenas metade dos bebês expostos ao HIV são testados para o vírus

Uma mãe e seu bebê recém-nascido no Instituto de Treinamento de Saúde Materno-infantil em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park

Para recém-nascidos infectados com o HIV, o diagnóstico imediato e a vinculação ao tratamento são cruciais. A taxa de mortalidade entre os bebês não tratados é maior nos primeiros três meses de vida, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS). Mas a agência alerta que, globalmente, apenas metade dos bebês expostos ao HIV durante a gravidez são testados antes das oito semanas de idade.

O organismo internacional explica que a baixa taxa de realização de exames está associada aos custos e ao acesso do teste virológico. Esse método diagnóstico é diferente do teste sorológico, usado em crianças com mais de um ano e meio de idade e também em adultos. O exame sorológico identifica o antígeno do HIV ou o anticorpo gerado pelo corpo humano como resposta à infecção.

Com bebês de até um ano e meio de idade, o teste sorológico não pode ser utilizado, pois o exame não diferencia anticorpos produzidos pela mãe e transmitidos ao bebê durante a gestação.

Já o teste virológico, que pode ser aplicado em recém-nascidos, mira o vírus ou os seus componentes no organismo. Mas essa forma de testagem para o HIV não está disponível de maneira consistente na maioria dos países de baixa e média renda. Quando há oferta, os exames costumam ser caros e demorados, envolvendo várias consultas clínicas para mães e bebês, transporte de amostras para laboratórios distantes e potenciais atrasos no retorno dos resultados.