Apenas 5% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres, afirma novo relatório da OIT

No Brasil, a mão de obra feminina em cargos de nível médio e sênior chegou a 37,3% em 2012. Estados Unidos, França e Rússia tiveram um resultado melhor, mas o Brasil ainda está à frente de Alemanha, Argentina, Canadá e Portugal.

Trabalhadora em Gana. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Trabalhadora em Gana. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou, nesta segunda-feira (12), um relatório que afirma que a participação das mulheres em cargos de chefia de empresas no mundo aumentou consideravelmente em 20 anos.

A publicação “Mulheres em Gestão e Negócios: ganhando impulso” com dados de 108 países, mostra que em 80 destes países houve um crescimento significativo da liderança feminina nas empresas, principalmente nas posições intermediárias. No entanto, quase todas as empresas no mundo continuam sendo presididas por homens, e apenas 5% dos postos de chefia de empresas e de CEOs são ocupados por mulheres.

Segundo a OIT, os melhores desempenhos foram registrados na Finlândia, na Noruega, no Reino Unido e na Suécia com mais de 20% das mulheres em altas posições nas empresas. No Brasil, o índice de ocupação feminina nestes cargos fica entre 5% e 10%, assim como a China, Itália, México e Espanha. Já o Chile, Índia, Japão e Portugal têm menos de 5% de mulheres nestas posições.

Em relação a cargos médios e sêniores houve uma alta muito grande nos últimos 20 anos. O documento mostra que no Brasil, a mão de obra feminina neste nível chegou a 37,3% em 2012.

Estados Unidos, França e Rússia tiveram um resultado melhor, mas o Brasil ainda está à frente de Alemanha, Argentina, Canadá e Portugal. Os piores resultados foram registrados no Iêmen, no Paquistão, na Argélia e na Jordânia, onde a presença das mulheres está abaixo dos 5%.

A OIT afirma que a participação crescente das mulheres no mercado de trabalho tem sido a principal força por trás do crescimento global e da competitividade. Mas, lembrou a agência da ONU, ainda há muito a ser feito para que a igualdade de gêneros nos locais de trabalho seja atingida, especialmente em altos cargos.

A íntegra do relatório encontra-se disponível neste link.