Apenas 10,6% dos gastos públicos são direcionados à juventude no Brasil, diz relatório da CEPAL

Segundo o documento, o índice dos gastos públicos no Brasil para os jovens está abaixo do proporcional em relação ao peso demográfico dos outros grupos etários.

Foto: EBC

Os países da América Latina investiram cerca de 21,2% do PIB regional em gastos sociais em 2012. No entanto, desse total, apenas 12,2% foram direta ou indiretamente destinados para os jovens da região, de acordo com o relatório “Investir para transformar”, produzido em conjunto pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Ibero-Americana da Juventude (OIJ).

O estudo identificou que três a cada dez pessoas na América Latina são jovens. Além disso, reforçou que é fundamental que os governos dos países invistam os gastos públicos de forma mais equilibrada em relação às áreas sociais e os grupos etários.

A maior parte da despesa pública da região vai para educação, seguida por uma porcentagem bem menor para saúde e assistência social.

O Brasil está entre os países que apresenta um deficit de 50% da participação da juventude nos gastos públicos em relação a outros grupos etários, considerando principalmente o seu peso demográfico. A incidência total de gastos sociais na juventude brasileira é de 10,6%.

Em geral, a maior parte deste investimento é destinado à educação (62,9%). Já em saúde o gasto é de apenas 13,9%, em assistência social 3,3% e em habitação e outros, 19,9%. Segundo o relatório, a maior parte destes recursos é distribuído aos jovens através de programas do governo brasileiro, como o Bolsa Família, o PETI e o ProJovem.

Além disso, o relatório alertou que a incidência de pobreza entre os jovens com idades entre 15 e 29 anos no Brasil é de 19%, correspondendo a 9 milhões de jovens.

No geral, a América Latina tem 23,8% dos jovens em situação de pobreza, cerca de 35,4 milhões de jovens.

Para ter acesso ao relatório “Investir para transformar”, na versão em espanhol, clique aqui.