António Guterres defende mediação para reduzir conflitos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a mediação e o diálogo estão tendo resultados positivos na redução de conflitos, sobretudo no continente africano. Nesta quinta-feira (31), ele participou da abertura da 6ª Conferência de Mediação de Istambul, na Turquia, onde citou como exemplos os casos do Sudão, Sudão do Sul, Etiópia, Eritreia, Madagáscar e República Centro-Africana.

O secretário-geral destacou, porém, os muitos desafios ainda existentes, como divisões na comunidade internacional, que contribuem para a imprevisibilidade e a insegurança; além de nacionalistas e extremistas que estão explorando divisões entre pessoas para aumentar o risco de confrontos violentos.

: Secretário-geral participa da 6ª Conferência de Mediação em Istambul – Foto: Emrah Gruel/UN Photo

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a mediação e o diálogo estão tendo resultados positivos na redução de conflitos, sobretudo no continente africano. Nesta quinta-feira (31), ele participou da abertura da 6ª Conferência de Mediação de Istambul, na Turquia, onde citou como exemplos os casos do Sudão, Sudão do Sul, Etiópia, Eritreia, Madagáscar e República Centro-Africana.

Para Guterres, o mundo assiste a uma redução nos conflitos e no sofrimento humano que se deve, em parte, aos esforços de mediadores para criar diálogo entre as partes.

O secretário-geral destacou, porém, os muitos desafios ainda existentes, como divisões na comunidade internacional, que contribuem para a imprevisibilidade e a insegurança; além de nacionalistas e extremistas que estão explorando divisões entre pessoas para aumentar o risco de confrontos violentos.

“O ressurgimento do populismo e a marginalização de minorias pode levar a isolamento e radicalização”, alertou, citando como exemplos Iêmen, Líbia, Sahel e Sudeste Africano.
O secretário-geral também afirmou que “a mediação não pode esperar por um conflito militar ou um pedido de ajuda, há uma necessidade de mediação em todas as fases do processo de paz.”

Esse trabalho deve ser feito em conjunto com a resolução das causas dos conflitos, sobretudo a nível local, para impedir que a violência retorne. Também é necessário coordenar o trabalho das Nações Unidas com um número crescente de organizações regionais, sociedade civil e outros.

O secretário-geral destacou o papel das mulheres,  dos jovens e das novas tecnologias, que podem contribuir para a mediação e a construção de paz. “As plataformas de mídia social e as tecnologias digitais podem melhorar o alcance e a inclusão, principalmente para mulheres, jovens e grupos minoritários ou marginalizados”, afirmou. Essas tecnologias também podem ser usadas para controlar o cessar-fogo em áreas de difícil acesso, como aconteceu na Ucrânia.

Apesar dessas vantagens, Guterres alertou que “a tecnologia pode criar sérios desafios para mediação.” Ele afirmou que “o discurso de ódio online é um problema generalizado” e que “o conteúdo digital pode ser manipulado para criar narrativas venenosas.”

Para o secretário-geral, “a comunicação estará sempre no centro de uma mediação bem-sucedida”, mas o mundo precisa garantir “que essa comunicação seja a mais precisa, confiável e segura possível.”

Em seu discurso, António Guterres também destacou a realização do primeiro encontro do Comitê Constitucional da Síria, que aconteceu na quarta-feira (30), em Genebra. Para ele, a iniciativa é “um exemplo claro do sucesso da mediação”. O secretário-geral espera que este “seja o primeiro passo para uma solução política que acabe com este capitulo trágico na vida do povo sírio.”