Ano teve eliminação do sarampo nas Américas, lembra OPAS

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Na saúde, 2016 foi marcado pela propagação do zika e o nascimento dos primeiros bebês com malformações congênitas relacionadas a esse vírus. Mas neste ano também houve a declaração da eliminação do sarampo no continente americano, lembrou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em retrospectiva.

Maior parte dos casos de microcefalia está concentrada no Nordeste do país. Foto: EBC

No Brasil, a maior parte dos casos de microcefalia está concentrada no Nordeste. Foto: EBC

Na saúde, 2016 foi marcado pela propagação do zika e o nascimento dos primeiros bebês com malformações congênitas relacionadas a esse vírus. Mas neste ano também houve a declaração da eliminação do sarampo no continente americano, lembrou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em retrospectiva.

A OPAS tem trabalhado com os países e territórios da região para enfrentar esses novos desafios, emergências e desastres, como os causados pelo terremoto no Equador e o Furacão Matthew, no Haiti. Além disso, continua apoiando os anos de esforços para reduzir, controlar e até mesmo eliminar doenças como a oncocercose na Guatemala.

Além disso, a organização publicou diversos relatórios sobre questões de saúde fundamentais — tais como o modelo de perfil de nutrientes, que estabelece critérios para níveis excessivos de açúcar, sal e gordura nos alimentos e bebidas – que ajudarão os Estados-membros a melhorar a saúde de suas populações.
Confira a retrospectiva da OPAS de 2016.

Janeiro de 2016

Em 2016, o vírus zika se espalhou rapidamente pelas Américas. No dia 1º de fevereiro, a OMS declarou o zika, a microcefalia e os distúrbios neurológicos associados como Emergência Pública de Saúde de Importância Internacional.

A OPAS/OMS realizou 80 missões de especialistas para apoiar seus Estados-membros e lançou uma nova estratégia para prevenir e controlar os vírus transmitidos por mosquitos, que põem em risco 500 milhões de pessoas na região.

Fevereiro de 2016

O novo Modelo de Perfil de Nutrientes da OPAS estabelece critérios sobre níveis excessivos de açúcar, sal e gordura em alimentos e bebidas processados.
O propósito é ajudar governos a desenvolver políticas mais eficazes para promover a alimentação saudável, em tempos em que os padrões alimentares pouco saudáveis estão contribuindo para a crescente epidemia de doenças crônicas na região.

Abril de 2016

O atleta jamaicano Usain Bolt uniu-se este ano à Semana de Vacinação nas Américas, iniciativa regional impulsionada pela OPAS para gerar consciência e promover a vacinação, uma das melhores ferramentas para prevenir doenças e salvar vidas.

No mesmo mês, um terremoto de magnitude 7,8 afetou o Equador em abril e resultou em centenas de mortes e muitos feridos. A OPAS mobilizou especialistas e trabalhou junto às autoridades na restituição dos serviços de saúde afetados, organização da distribuição de insumos e medicamentos, assim como no apoio psicossocial para as pessoas afetadas, com a coordenação de equipes médicas. O Equador foi o primeiro país a pôr em prática os padrões internacionais da OMS para gerenciar equipes médicas de emergência.

O número de pessoas com diabetes nas Américas triplicou desde 1980 e a doença é atualmente a quarta causa de morte na região, logo após infarto, acidente vascular cerebral e demências. Esses são dados do primeiro Relatório Mundial sobre a Diabetes, da OMS, que recomenda medidas que facilitem um estilo de vida saudável para deter o avanço da doença. Para gerar conscientização sobre a magnitude do problema, a diabetes foi o tema do Dia Mundial de Saúde deste ano.

Julho de 2016

O Uruguai ganhou um litígio internacional contra a Philip Morris, empresa que desafiava as regulações de controle do tabaco implementadas pelo país em cumprimento à Convenção-Quadro da OMS. A OPAS/OMS apoiou o Uruguai na defesa das normas, que buscam proteger a vida da população.

Setembro de 2016

Após 22 anos de esforços, as Américas foram declaradas este ano como a primeira região do mundo livre de sarampo. A OPAS coordenou os esforços regionais até o alcance dessa meta, assumida em 1994. O êxito se consolidou um ano após a declaração de eliminação da rubéola e síndrome da rubéola congênita do continente americano.

A epidemia de ebola e, mais recentemente, do zika, ensinaram à região e ao mundo que os sistemas de saúde frágeis são incapazes de responder de forma eficaz a novas ameaças à saúde. Com o objetivo de melhorar seu rendimento, a OPAS criou este ano um novo marco de trabalho para tornar resilientes os sistemas de saúde, tanto em situações de emergência como em condições normais.

Novembro de 2016

Após o dano gerado pelo Furacão Matthew no Haiti e diante da ameaça de um ressurgimento da cólera, o governo do Haiti, com o apoio da OPAS/OMS e associados, levou adiante uma campanha de vacinação contra a doença que alcançou 729 mil pessoas nos locais mais afetados. A Organização também apoiou Bahamas, Cuba e Jamaica em sua preparação e recuperação frente ao furacão.

Dezembro de 2016

A Guatemala recebeu em dezembro a verificação oficial da OMS pela eliminação da oncocercose, doença que colocava em risco de perder a visão mais de 230 mil pessoas em 518 comunidades onde havia transmissão. A OPAS e seus associados ofereceram uma cooperação ao país para eliminar a doença, que segue presente na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, 31 países da África e Iêmen.

Neste ano, os países da região acordaram, na OPAS, um novo plano para reduzir em 74% o número de novos casos de HIV até 2020 e diminuir em 62% as mortes relacionadas à Aids na região. Isso consolidaria o caminho para o fim da epidemia até 2030. Na América Latina e no Caribe, 100 mil pessoas adquirem o vírus a cada ano e 50 mil perdem a vida por causas relacionadas à doença.


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