Analfabetismo cai de 11,4% para 8,3% em Maceió em 5 anos, diz estudo

Estudo conduzido pelo International Policy Center for Inclusive Growth (IPC-IG), com supervisão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apontou redução da taxa de analfabetismo em Maceió, em Alagoas, que passou a ficar próxima da taxa brasileira, de 8,3%. Segundo coordenador da pesquisa, iniciativas de educação e alfabetização de jovens e adultos tiveram efeitos positivos no município.

A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais passou de 10,1% em 2007 para 8,3% em 2014. Foto: EBC

A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais passou de 10,1% em 2007 para 8,3% em 2014. Foto: EBC

Entre 2010 e 2015, a taxa de pessoas analfabetas em Maceió caiu de 11,4% para 8,3%. Com a redução, a capital passa a alcançar um índice de analfabetismo bem próximo da média nacional, de 7,8%.

Esses são resultados destacados por uma pesquisa divulgada durante o evento “Enfrentamento do Analfabetismo em Maceió: Discutindo Inovações para Orientações da Educação de Jovens, Adultos e Idosos”, ocorrido em agosto na cidade. O estudo foi conduzido pelo International Policy Center for Inclusive Growth (IPC-IG), com supervisão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O estudo fornece subsídios para que o município alcance, até 2024, a meta do Plano Nacional de Educação de redução do analfabetismo. Segundo o coordenador do trabalho, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do IPC-IG, Rafael Osório, “o processo de pesquisa partiu de uma demanda da Secretaria Municipal de Educação que queria ter um compromisso sério com a superação do analfabetismo”.

Segundo censo de 2010, havia 88 mil analfabetos em Maceió. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Continua do IBGE (PNAD) do último trimestre de 2015, o número era de 66 mil. Segundo Osório, embora esses dados sejam de fontes diferentes, e, portanto, não inteiramente comparáveis, eles sugerem que as iniciativas de educação e alfabetização de jovens e adultos existentes no município devem ter tido algum resultado.

Para o coordenador do estudo, é possível verificar que a redução significativa do analfabetismo em Maceió, nas ultimas três décadas, deve-se ao aumento do acesso e da permanência de crianças na educação fundamental. “Analisando os dados do censo de 2000 e de 2010, verifica-se que a população analfabeta em Maceió está menor e mais velha, o que indica ter havido, sim, maior eficácia da alfabetização de crianças”, analisa Osório.

O estudo passa a ser material de apoio para a construção de estratégias para universalizar a alfabetização na cidade. “Entregamos subsídios para que a secretaria conheça a realidade do analfabetismo em Maceió. Nossa expectativa é de que as informações sejam suficientes para a tomada de decisão para formulação e fortalecimento de política pública e para a redução do analfabetismo no município”, disse a oficial de programa do PNUD, Maria Teresa Fontes.

Estima-se que existam atualmente 13 milhões de analfabetos no Brasil, o equivalente a 8,3% da população com 15 anos ou mais, segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2007, esse índice era de 10,1%.