América Latina e Caribe: Quase metade do trabalho remunerado das mulheres é precário, diz CEPAL

Em média, a taxa de atividade econômica feminina na região é de apenas 49,8%, enquanto um terço das mulheres possui renda própria.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Quase metade das mulheres na América Latina e no Caribe que possuem trabalhos remunerados ocupam empregos de reduzidas produtividade e proteção social, de acordo com um relatório publicado esta semana pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Em média, a taxa de atividade econômica feminina na América Latina é de apenas 49,8%, enquanto um terço das mulheres na região não possui renda própria. Além disso, o tempo que os homens dedicam a trabalhos não remunerados é duas vezes menor.

Nos últimos 20 anos, novas formas de discriminação de gênero ganharam espaço na região, apesar dos significativos progressos já alcançados. “A carga de trabalho não remunerado reduz a participação das mulheres na tomada de decisões e limita o seu progresso profissional e as suas opções de trabalho, o que, por sua vez, reduz os seus rendimentos e as suas perspectivas para o acesso à proteção social”, afirma o documento.

Por isso, a secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, convocou os governos e a sociedade civil a unir forças e a reverter os retrocessos, as diferenças regionais e as dificuldades em outras questões importantes. As questões de gênero devem estar presentes em todos os aspectos da agenda de desenvolvimento pós-2015.

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