Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU afirma que documento da Rio+20 é retrocesso

“Os Direitos Humanos não são um produto comercial nem assunto para barganhas políticas”, comentou Navi Pillay, durante a Conferência Rio+20.

A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay (UNIC Rio / Diego Blanco)Apesar de afirmar que a linguagem dos Direitos Humanos consta no documento da Rio+20, a Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, comentou hoje (19/6) que o texto é um retrocesso. “Alguns temas importantes como a liberdade de expressão, protesto e associação, os Direitos Humanos dentro dos negócios e no mundo empresarial ficaram fora do documento. Precisamos destacar que os Direitos Humanos devem vir junto do desenvolvimento sustentável (…) é fundamental que estejam em primeiro plano quando pensamos na economia verde. Os Direitos humanos não são um produto comercial nem assunto para barganhas políticas”.

Navi Pillay disse ainda que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) devem incluir de forma clara os Direitos Humanos. “Os instrumentos de aplicação, o empoderamento das mulheres e meninas, os direitos sexuais e de gênero, o papel dos Governos em garantir os Direitos Humanos são alguns dos temas essenciais, que devem ter papel central nos ODS. Enviei uma carta a todos os países do mundo para que coloquem as pessoas no centro das políticas do Desenvolvimento Sustentável”.

Assista ao vídeo com uma mensagem da Alta Comissária sobre o documento final da Rio+20:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_profilepage&v=j0YI7GLNoHg