Alta Comissária da ONU saúda Camboja por julgamento de três líderes do Khmer Vermelho

Alta Comissária dos Direitos Humanos, Navi Pillay, elogiou hoje (21/11) julgamento de três líderes do Khmer Vermelho acusados de genocídio entre 1975 e 1979.

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, saudou hoje (21/11) o início do julgamento no Camboja de três líderes do Khmer Vermelho acusados de genocídio. Pillay ressaltou a necessidade de assegurar que os direitos das vítimas sejam respeitados.

O ex-Chefe de Estado Khieu Samphan, o chamado ‘Irmão Número Dois’ Nuon Chea, e o ex-Ministro das Relações Exteriores Ieng Sary são acusados também de crimes contra a humanidade e tortura.

É o segundo caso a ser levado a julgamento pelas Câmaras Extraordinárias do Tribunal do Camboja (ECCC), uma corte mista criada em 2003 sob acordo das Nações Unidas com o governo para julgar os maiores responsáveis pelos crimes cometidos entre 1975 e 1979, quando pelo menos 1,7 milhão de pessoas morreram.

“O testemunho dos sobreviventes, sem dúvida, ajuda uma nova geração de cambojanos a entender sua história e adiciona ímpeto aos esforços da comunidade internacional para combater futuros crimes em massa”, defendeu a Alta Comissária.

Navi Pillay também notou que, apesar do progresso nas decisões, o tribunal ainda precisa enfrentar desafios, particularmente quanto à segurança de seus funcionários. Em casos recentes, juízes  da câmara de pré-julgamento encontraram “sérias deficiências” na aplicação dos padrões internacionais e alegações de interferência em casos antes do julgamento do tribunal.