Alimentação escolar e agricultura familiar podem combater a fome na África, destaca seminário da ONU

Moçambique, Malauí, Níger, Etiópia, Senegal, Quênia e Gâmbia fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos para a África.

Criada em parceria da ONU com o Brasil, a iniciativa fortalece a segurança alimentar e a economia do continente através do fornecimento de refeições nas escolas, que são feitas com produtos comprados de pequenos agricultores.

Criança adquire refeição em campo do Programa Mundial de Alimentos, na Região das Nações, Nacionalidades e Povos do Sul (SNNPRS), na Etiópia. Foto: PMA / Silvanus Okumu

Criança alimenta-se em campo do Programa Mundial de Alimentos, na Região das Nações, Nacionalidades e Povos do Sul (SNNPRS), na Etiópia. Foto: PMA / Silvanus Okumu

Nesta semana (2 a 4), organismos das Nações Unidas e Estados-membros discutem em Roma os novos rumos do Programa de Aquisição de Alimentos para a África – PAA África. A iniciativa visa a combater a fome no continente e estimular o crescimento econômico, combinando o fornecimento de alimentação escolar para crianças e jovens à compra de produtos de pequenos agricultores.

Criado em 2012 por uma parceria entre o Brasil, o Reino Unido, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o PAA África já foi implementado em Moçambique, Malauí, Níger, Etiópia, Senegal, Quênia e Gâmbia.

Para avaliar os resultados óbitos até o momento, os criadores do projeto realizam o seminário “Fortalecendo Sistemas Alimentares Locais para o Crescimento Inclusivo: a expansão do PAA África” para avaliar os resultados já óbitos até o momento com o projeto.

Ao longo do encontro, serão debatidas medidas nacionais que cada país beneficiado está tomando para fortalecer a agricultura familiar e levar alimentos aos seus estudantes. Cerca de 150 participantes devem se reunir na capital italiana, incluindo representantes da Alemanha, do Canadá, dos Estados Unidos, de Portugal, da Espanha, do Haiti e da Guiné Equatorial.

A expectativa é de que o evento permita o estabelecimento de diálogos entre nações africanas e novos potenciais financiadores da iniciativa. O seminário busca ainda sensibilizar os parceiros presentes sobre a importância de transformar a alimentação escolar – através das compras locais de alimentos – em uma estratégia que alcance todo o continente africano.

Saiba mais sobre o seminário clicando aqui.