Alimentação e nutrição são essenciais para acabar com epidemia de aids até 2030, diz agência da ONU

Segundo os participantes de evento do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a nova Estratégia do Programa para 2016-2021 deve centrar-se na melhoria da qualidade dos serviços prestados às pessoas vivendo com HIV e às mais afetadas pelo vírus.

Foto: Divulgação/UNAIDS

Foto: Divulgação/UNAIDS

“Pessoas subnutridas vivendo com o HIV têm duas a seis vezes mais chances de morrer nos primeiros seis meses de tratamento, e a fome é uma das barreiras à adesão em longo prazo.”

O alerta é do consultor sênior de Nutrição e coordenador global do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), Martin Bloem, durante reunião em Genebra, no final de maio.

“Acredito que podemos alcançar os três zeros, mas a falta de alimentos e de apoio nutricional ainda é um obstáculo. É hora de priorizar a alimentação e a nutrição na abordagem de Aceleração da Resposta à aids (Fast-Track), proposta pelo UNAIDS”, disse Bloem.

O evento, organizado pelo UNAIDS e pelo PMA, abordou a importância crítica de alimentos e apoio nutricional tanto para as Metas de Tratamento 90-90-90 como também para a prevenção de novas infecções pelo HIV, especialmente entre as adolescentes e as mulheres jovens.

Os três zeros dizem respeito às metas da ONU para o tema: zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à aids.

Segundo os participantes do evento, a nova Estratégia do UNAIDS para 2016-2021 deve centrar-se na melhoria da qualidade dos serviços prestados às pessoas vivendo com HIV e às mais afetadas pelo vírus.

“Somente colocando as pessoas no centro de nossa atenção é que poderemos chegar ao fim da epidemia da aids. A alimentação e a nutrição são essenciais para alcançarmos as Metas de Aceleração da Resposta (Fast-Track)”, afirmou o diretor executivo adjunto do UNAIDS, o brasileiro Luiz Loures.