Além do Brasil, outros 5 países sul-americanos registram casos de febre amarela, alerta OMS

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A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) divulgou na quinta-feira (16) uma atualização de alerta epidemiológico sobre a febre amarela nas Américas. Neste ano, além do Brasil, Colômbia, Bolívia, Equador, Peru e Suriname têm notificado casos da doença.

A agência da ONU alertou que existe a possibilidade de o Brasil passar a ter também a transmissão urbana da febre amarela — ou seja, causada pelo Aedes aegypti — devido à confirmação de casos em humanos e macacos em áreas próximas a grandes aglomerados urbanos. No entanto, até o momento, não há evidências de que esse mosquito esteja envolvido na transmissão. Equipes da OPAS/OMS estão em diversas áreas afetadas para apoiar o Brasil na resposta ao surto.

Vacinação é estratégia de saúde pública mais importante no combate à febre amarela, segundo a OPAS. Foto: EBC

Vacinação é estratégia de saúde pública mais importante no combate à febre amarela, segundo a OPAS. Foto: EBC

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) divulgou na quinta-feira (16) uma atualização de alerta epidemiológico sobre a febre amarela nas Américas. Neste ano, Colômbia, Bolívia, Equador, Peru, Suriname e Brasil têm notificado casos da doença.

Atualmente, existe a possibilidade de o Brasil passar a ter também a transmissão urbana da febre amarela – ou seja, causada pelo Aedes aegypti – devido à confirmação de casos em humanos e macacos em áreas próximas a grandes aglomerados urbanos. No entanto, até o momento, não há evidências de que esse mosquito esteja envolvido na transmissão. Equipes da OPAS/OMS estão em diversas áreas afetadas para apoiar o Brasil na resposta ao surto.

No Equador, foi confirmado um caso de febre amarela em humano. No Suriname, também (em um holandês não vacinado). No Peru, foram três. Na Bolívia, foi registrado um caso em um turista que não havia se vacinado e com prova laboratorial de IgM (Imunoglobulina M) positivo, o que significa que o contato com o vírus causador da doença foi recente.

Confira o alerta epidemiológico completo (em espanhol ou inglês).

Vacina

A medida mais importante para prevenir a febre amarela é a vacinação. A população que vive ou se desloca para as áreas de risco deve estar com as vacinas em dia e se proteger de picadas de mosquitos. De acordo com a OMS, apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida. Efeitos secundários graves são extremamente raros.

No Brasil, o esquema de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) inclui uma primeira dose aos nove meses de idade, seguida de uma segunda dose aos quatro anos de idade. Para os adultos, a recomendação no país consiste em duas doses administradas com um intervalo de 10 anos. A OPAS/OMS avalia que a vacinação dessa forma também protege o indivíduo.

Pessoas com mais de 60 anos só devem receber a vacina após avaliação cuidadosa de risco-benefício. A vacina contra a febre amarela não deve ser administrada em pessoas com doença febril aguda, cujo estado de saúde geral está comprometido; pessoas com histórico de hipersensibilidade a ovos de galinha e/ou seus derivados; mulheres grávidas, exceto em uma emergência epidemiológica e situações em que há recomendação expressa de autoridades de saúde.

A vacina também não deve ser administrada em pessoas severamente imunodeprimidas por doenças (por exemplo, câncer, Aids etc.) ou por medicamentos; em crianças com menos de 6 meses de idade (consulte a bula do laboratório da vacina) e em pessoas de qualquer idade com uma doença relacionada ao timo.

Dada a atual situação da febre amarela no Brasil e o surgimento de casos em áreas que passaram vários anos sem registros, a OPAS – escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) – insta os Estados-membros a continuar os esforços para detectar, confirmar e tratar adequadamente e de maneira oportuna os casos de febre amarela. Para isso, é importante que os profissionais de saúde estejam atualizados e capacitados para detectar e tratar casos, especialmente em áreas de circulação dos vírus.


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