Albinismo: os direitos humanos contra crenças e mitos

Crenças equivocadas sobre a condição das pessoas com albinismo fazem muitos sofrerem em todo o mundo, como na Tanzânia. Confira nesta reportagem da TV ONU.

O albinismo é uma condição rara, não contagiosa e herdada geneticamente que ocorre em todo o mundo, independentemente da etnia ou gênero. Caracteriza-se pela ausência total ou parcial de uma enzima, a tirosinase, envolvida na síntese da melanina, pigmento marrom-escuro produzido nos melanócitos, que confere cor à pele, cabelos, pelos e olhos, e funciona como agente protetor contra os raios ultravioleta do sol. Isso pode levar ao câncer de pele ou à deficiência visual grave.

A prevalência de albinismo varia em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as estimativas variam de uma em cada 5 mil até uma em cada 15 mil pessoas na África Subsaariana. Na Europa e na América do Norte, uma em cada 20 mil pessoas têm a condição, de acordo com a ONG ‘Under the Same Sun’ (em português, ‘Sob o mesmo sol’). No entanto, os dados sobre a prevalência de albinismo por país permanece escassa.

Crenças equivocadas sobre a condição das pessoas com albinismo fazem muitos sofrerem em todo o mundo, muitas vezes pagando com a própria vida. A Tanzânia, por exemplo, presenciou uma série de ataques brutais e assassinatos de pessoas com albinismo. Os ataques estão ligados aos mitos e à “feitiçaria”. Em uma tentativa de proteger este grupo vulnerável, o governo da Tanzânia tem acolhido crianças com esta condição em centros em todo o país – o que, assim como o preconceito, causou preocupação por conta da segregação sofrida. Confira nesta reportagem da TV ONU.

Saiba mais no site especial da ONU sobre o albinismo (em inglês e francês): http://albinism.ohchr.org