Ajuda humanitária chega à Líbia

Coordenadores Residentes são os representantes designados pelo Secretário-Geral para as operações de desenvolvimento. “O braço humanitário da Organização das Nações Unidas está tomando todas as medidas para garantir que estaremos preparados para qualquer eventualidade,” disse Amos em entrevista coletiva em Nova York.

Valerie AmosConfrontada com um êxodo de refugiados da Líbia em meio à violência de Muammar Qaddafi, a possível escassez de comida e remédios e a crescente insegurança, a ONU está aumentando os esforços de auxílio no país, ao longo das fronteiras e nos países vizinhos. A Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários e Coordenadora de Socorro de Emergência, Valerie Amos, anunciou hoje que o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) pretende instalar rapidamente uma equipe no Cairo (Egito) para reforçar o escritório do Coordenador Residente da ONU em Trípoli, capital da Líbia, e colocar imediatamente em prática mecanismos de coordenação.

Coordenadores Residentes são os representantes designados pelo Secretário-Geral para as operações de desenvolvimento. “O braço humanitário da Organização das Nações Unidas está tomando todas as medidas para garantir que estaremos preparados para qualquer eventualidade,” disse Amos em entrevista coletiva em Nova York. Em seu discurso à imprensa, ela expressou profunda preocupação com “as notícias alarmantes” de violência contínua na Líbia, citando relatos de que civis, incluindo mulheres e crianças têm sido gravemente feridos, com estimativas de mortos que vão de centenas a milhares, enquanto mais de cem mil pessoas já fugiram para países vizinhos.

O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) enviou equipes para o Egito e para a Tunísia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou kits cirúrgicos e de emergência para Benghazi, cidade mais ao leste comandada por forças de oposição, considerando precária a situação de saúde.
“Os governos têm mostrado incrível generosidade e pessoas comuns, especialmente na Tunísia, tem acolhido pessoas em suas casas,” disse Amos, pedindo que Egito e Tunísia mantenham suas fronteiras abertas para aqueles que fogem e que países da União Europeia também ajudem.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) está despachando equipes às fronteiras para avaliar as necessidades e “fazer planejamento de contingência para a entrega de ajuda alimentar às pessoas afetadas pela violência dentro da Líbia, se houver necessidade e uma vez que a situação de segurança permita,” acrescentou. A principal preocupação, segundo ela, é conseguir o acesso a Trípoli e regiões vizinhas, onde a situação de segurança é “extremamente volátil,” observando que, de acordo com relatórios, suprimentos conseguiram passar por Benghazi e pelo leste, onde a situação é “quase normal.”

“Queremos entrar para fazer avaliações adequadas,” disse. “Estamos vendo, é claro, fotografias terríveis em nossas telas de televisão, conforme as pessoas fogem, mas precisamos fazer um balanço sobre quais são as necessidades reais.”