Ajuda da ONU chega a Cuba para atender vítimas do furacão Sandy

Agências da ONU patrocinam o envio emergencial de 80 toneladas de suprimentos. Programa Mundial de Alimentos organiza remessa de quase 800 toneladas para os próximos 10 dias.

Estragos provocados pela passagem do furacão Sandy em Nicaro, Cuba. (Foto: ONU / Juan Pablo)Após decolar do Panamá, um avião com mais de 40 toneladas de suprimentos para a ajuda humanitária chegou ontem (8) em Santiago de Cuba, segundo maior centro urbano do país caribenho. Este é o primeiro carregamento de socorro patrocinado por agências das Nações Unidas em resposta aos estragos causados pela passagem do furacão Sandy.

No sábado (10) está previsto o envio de outro carregamento de 40 toneladas para Cuba. “Eles [atendem a] necessidades imediatas da população”, disse a Coordenadora Residente das Nações Unidas em Cuba, Barbara Pesce Monteiro, informando que entre os itens transportados estão lonas impermeáveis, tanques para armazenamento de água, pastilhas purificadoras, além de material de higiene, escolar e kits para o preparo de comida.

A entrega ocorre após uma conversa do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, com o Presidente cubano, Raúl Castro, na qual expressou a disposição do organismo mundial em ajudar a ilha a se recuperar da tempestade que atingiu a área oriental do país no início da manhã de 25 de outubro, matando 11 pessoas e afetando quase três milhões.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) informou que usará recursos próprios em uma remessa prevista para os próximos dez dias, com a intenção de complementar a alimentação básica e a capacidade de armazenamento. O PMA prepara o envio de quase 800 toneladas de alimentos, incluindo 453 toneladas de arroz, 227 de feijão e 114 de óleo vegetal, além de 15 armazéns temporários com uma capacidade de 500 toneladas cada um.

A ajuda humanitária é financiada pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Os governos do Chile e da Colômbia também se juntaram ao esforço da ONU.