Ajuda alimentar da ONU chega a 60 mil pessoas em Papua-Nova Guiné após série de terremotos

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A agência de assistência alimentar de emergência das Nações Unidas transportou por via aérea mais de 80 toneladas de suplementos nutricionais vitais – o suficiente para alimentar cerca de 60 mil pessoas na Papua-Nova Guiné, país da Oceania recentemente atingida por um terremoto.

As pessoas afetadas pelo terremoto em Papua-Nova Guiné se abrigam sob uma tenda. Em todo o país insular, mais de 270 mil permanecem dependentes da assistência humanitária após o desastre e uma série de tremores devastadores. Foto: UNICEF/Bell

As pessoas afetadas pelo terremoto em Papua-Nova Guiné se abrigam sob uma tenda. Em todo o país insular, mais de 270 mil permanecem dependentes da assistência humanitária após o desastre e uma série de tremores devastadores. Foto: UNICEF/Bell

A agência de assistência alimentar de emergência das Nações Unidas transportou por via aérea mais de 80 toneladas de suplementos nutricionais vitais – o suficiente para alimentar cerca de 60 mil pessoas na Papua-Nova Guiné, país da Oceania recentemente atingida por um terremoto.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), a aeronave transportando os biscoitos ricos em nutrientes de alta energia, partiu do depósito humanitário da ONU em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na segunda-feira (2) de manhã, e em poucos dias atenderá a população.

O avião utilizado para a ponte aérea foi fornecido pelo xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e governante de Dubai.

“[Este] apoio é crucial para prestar assistência humanitária aos mais afetados por este desastre natural”, disse Stefano Peveri, chefe do Centro de Resposta Humanitária em Dubai.

Mais de 270 mil pessoas, incluindo 125 mil crianças, continuam dependentes da assistência humanitária em todo o país insular do Pacífico, depois de ter sido atingida por um devastador terremoto de magnitude 7,5 em fevereiro.

O terremoto foi seguido por uma série de réplicas severas ao longo de março, causando pânico generalizado entre as comunidades.

Além disso, Papua-Nova Guiné já enfrentava insegurança alimentar grave e níveis alarmantes de desnutrição antes do terremoto. O PMA avalia que aproximadamente 37% da população, ou 60 mil pessoas, estavam gravemente inseguras em relação à alimentação antes do terremoto.

O terremoto e seus tremores secundários afetaram ainda mais as pessoas nas áreas mais vulneráveis do país, destruindo plantações de raízes e hortas, as fontes primárias de alimentos na área afetada, disse a agência da ONU.


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