Aids é uma ‘questão de direitos humanos’, declara Ban em lançamento de novo relatório da ONU

Novo estudo adverte que, apesar de alguns avanços nas batalhas contra a doença, a taxa de novas infecções pelo HIV não caíram rápido o suficiente.

Novo relatório da ONU apresenta ações necessárias para acabar com a epidemia de aids até 2030. Foto: UNAIDS

Novo relatório da ONU apresenta ações necessárias para acabar com a epidemia de aids até 2030. Foto: UNAIDS

Acabar com a epidemia da aids – em todos os lugares e todas as comunidades – é essencial para concretizar a visão de uma vida digna para todos, declarou nesta sexta-feira (03), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em visita a Barbados, para o lançamento do relatório que apela para a ampliação de uma resposta inclusiva, baseada nos direitos e fim do estigma para acabar com a doença mortal.

O relatório “Derrotando a aids – Aprimorando a Saúde Global” foi lançado no final de junho pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV / Aids (UNAIDS), e adverte que, apesar de alguns avanços nas batalhas contra a doença, a taxa de novas infecções pelo HIV não caíram rápido o suficiente. Como resultado, o estudo apela para a necessidade urgente de intensificar os esforços de aids, exorta os governos a aumentar os esforços de prevenção do HIV, e continuar expandindo o acesso ao tratamento.

Em seu discurso Ban destacou que a epidemia só é agravada por leis punitivas e estigma, fatores que geram vulnerabilidade para a infecção de HIV – e bloqueia o acesso a tratamentos que salvam vidas.

Segundo ele, o relatório tem quatro mensagens principais. Em primeiro lugar, o mundo tem o conhecimento, as ferramentas e a experiência para acabar com a epidemia de aids até 2030. Para isso, é necessário um aumento urgente e completo no financiamento da resposta à aids. Em terceiro lugar, ele pediu a aplicação das lições aprendidas com a resposta à aids para outros desafios complexos. E por fim, não se pode deixar ninguém para trás. A aids só vai acabar quando protegermos os direitos humanos de todos.

“A aids é mais do que (uma questão de) saúde humana – é fundamentalmente uma questão de direitos humanos”, disse o chefe da ONU.