Agroextrativistas do Marajó participam de diagnóstico sobre bem-estar e desenvolvimento

Cerca de 300 agroextrativistas que atuam no manejo de açaizais, em ilhas do estuário amazônico – ponto de encontro entre o rio e o mar, na divisa dos estados Amapá e Pará –, foram convidados a participar do diagnóstico que resultará em indicadores de bem-estar e desenvolvimento da região.

A proposição dos indicadores se dá por meio de oficinas realizadas pela equipe do projeto Bem Diverso, fruto de parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).

Ilha do Meio, Território da Cidadania Marajó. Foto: Ana Euler

Ilha do Meio, Território da Cidadania Marajó. Foto: Ana Euler

Cerca de 300 agroextrativistas que atuam no manejo de açaizais, em ilhas do estuário amazônico – ponto de encontro entre o rio e o mar, na divisa dos estados Amapá e Pará –, foram convidados a participar do diagnóstico que resultará em indicadores de bem-estar e desenvolvimento da região.

A proposição dos indicadores se dá por meio de oficinas realizadas pela equipe do projeto Bem Diverso, fruto de parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).

De acordo com a engenheira florestal e pesquisadora da EMBRAPA Ana Euler, encerrou-se, na última semana, a primeira rodada de oficinas nas comunidades Nova Aliança e Bom Jesus, nos Assentamentos Agroextrativistas Charapucu e Ilha do Carás, com a participação de produtores de outras comunidades das Ilhas Jurupari e Queimada, todas localizadas no município de Afuá (PA).

No total, são promovidas seis oficinas, entre março e maio, com as comunidades dos 18 assentamentos agroextrativistas de Afuá, que representam cerca de 80% do território do município.

A proposta delas é apresentar o projeto Bem Diverso, dialogar sobre as atividades relacionadas à safra do açaí e elaborar um diagnóstico rápido e participativo da comunidade, construindo seus indicadores de bem-estar e desenvolvimento, levantando os principais problemas e discutindo propostas para superá-los.

“O município de Afuá está entre os que concentram a maior produção de açaí do Pará. A economia familiar é dependente desse produto florestal que, na última década, vem proporcionando melhoria na renda e na qualidade de vida da população no campo e na cidade”, disse Ana Euler, que atua como facilitadora nas oficinas junto ao engenheiro florestal Carlos Augusto Ramos e jovens monitores extrativistas da região.

“O projeto Bem Diverso aposta nessa cadeia produtiva como estratégia para promover o uso múltiplo sustentável e a conservação das florestas de várzea do Território do Marajó.”

A equipe do projeto Bem Diverso trabalha articulada com parceiros locais, entre eles o Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Afuá (STTR) e as associações comunitárias no fortalecimento da organização para o monitoramento da safra do açaí, da organização da produção e comercialização, do bom manejo e da qualidade do produto ofertado pelos produtores locais.

Os parceiros buscam melhores preços e mercados, além do acesso a políticas de assistência, crédito rural e compras públicas. Outros parceiros estratégicos são a EMATER, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (IdeflorBio) e a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

Projeto Bem Diverso

O principal objetivo do Bem Diverso é a conservação da biodiversidade brasileira e a geração de renda para comunidades tradicionais e agricultores familiares. O projeto atende a seis Territórios da Cidadania em vários estados. No Estuário Amazônico (Amapá e Pará), o projeto é desenvolvido no Território da Cidadania do Marajó, com foco nas espécies açaí e andiroba.

O projeto teve início em 2015 e tem duração prevista de cinco anos, com atuação em dois eixos principais: desenvolvimento e promoção do uso de técnicas de manejo para extração e uso sustentável de produtos florestais não madeireiros e promoção de sistemas agroflorestais; e identificação dos gargalos financeiros e de mercado que comprometem o aumento da produção e da renda de comunidades agroextrativistas e agricultores familiares.


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