Agricultura familiar é essencial para erradicar a fome na América Latina e no Caribe, diz FAO

O progresso da Iniciativa Regional para a Agricultura Familiar da FAO, que apoia os governos em suas estratégias de redução da pobreza rural, foi discutido na Conferência da Organização.

Na América Latina e no Caribe, há 60 milhões de agricultores familiares. Foto: Flickr/Secom/Mateus Pereira

Na América Latina e no Caribe, há 60 milhões de agricultores familiares. Foto: Flickr/Secom/Mateus Pereira

A agricultura familiar deve ser um motor para a erradicação da fome, o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza nas áreas rurais da América Latina e do Caribe, disse o representante regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Raul Benitez, durante um evento paralelo da Conferência da Organização que analisou o progresso da Iniciativa Regional para a Agricultura Familiar e o Desenvolvimento Rural Territorial da FAO.

FAO criou esta iniciativa para apoiar os governos em suas estratégias de redução da pobreza rural, com um olhar mais abrangente sobre a agricultura familiar, desenvolvimento rural e os meios de vida sustentáveis.

Benitez destacou nesta quarta-feira (10) que é essencial que a agricultura familiar permaneça no centro das políticas públicas por parte dos governos como forma de garantir a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a redução da pobreza territorial na América Latina e no Caribe.

Na América Latina e no Caribe, há 60 milhões de agricultores familiares que produzem entre 57 e 77% do emprego agrícola, fazendo uma grande contribuição para a economia regional, a produção de alimentos, segurança alimentar, desenvolvimento das zonas rurais e a qualidade de vida da população rural.

Para aumentar o alcance dessas contribuições na luta contra a fome, é primordial a formulação de políticas agrícolas com as políticas de emprego, proteção social e gestão de risco, como a Iniciativa Regional da FAO.