Agricultores precisam de ajuda para retomar subsistência, diz brasileira chefe da ONU nas Filipinas

Luiza Carvalho aponta necessidades urgentes para garantir que pessoas retomem o rumo de suas vidas. Uma das prioridades é garantir plantio de arroz para não comprometer a colheita do ano que vem, o que geraria insegurança alimentar e comprometeria as rendas familiares.

Destruição causada pelo supertufão Haiyan em Tanauan, Filipinas. Foto: ACNUR/R. Rocamora

À medida que se descobre o impacto do tufão Hayan nas Filipinas, as necessidades das comunidades afetadas vão se tornando mais evidentes. Famílias que perderam suas casas e meios de subsistência vão precisar de assistência contínua para ajudá-las a suprir suas necessidades diárias.

“Fornecer abrigo e reconstruir vidas é uma prioridade urgente”, afirma a brasileira Luiza Carvalho, coordenadora residente e humanitária da ONU no país. “Há muitas necessidades na sequência do tufão e precisamos de suporte para sermos capazes de colocar as pessoas de volta em seu rumo. Famílias precisam de segurança, abrigo e trabalho para sustentar uma vida decente.”

Comunidades inteiras que dependem da pesca para a sua renda diária perderam barcos e equipamentos. Uma intervenção urgente é necessária, incluindo sementes, fertilizantes e ferramentas para reconstruir a subsistência de agricultores durante e depois da atual temporada de plantio.

“As comunidades agrícolas precisam de assistência para uma colheita bem sucedida”, disse Rodrigue Vinet, um representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no país. “Agricultores também precisam de canais de irrigação limpos, que podem ser alcançados por meio de programas de dinheiro por trabalho.”

Se os agricultores não forem capazes de semear arroz durante esta época de plantio, não terão arroz para colher em março ou abril e isso vai comprometer a segurança alimentar das famílias, assim como a nutrição e a geração de renda.

“Centenas de milhares de famílias perderam tudo. Continuaremos a priorizar suas necessidades conforme entram em um novo ano”, garante Carvalho. “Somos gratos à comunidade internacional, mas precisamos de apoio contínuo nos próximos dias e meses.”