Sala de aula no campo de Kutupalong. Foto: UNICEF/Patrick Brown

VÍDEO: Coronavírus chega ao maior campo de refugiados do mundo, em Bangladesh

Agências humanitárias das Nações Unidas confirmaram o primeiro caso de COVID-19 no maior assentamento de refugiados do mundo, Kutapalong, em Bangladesh, que acolhe 860 mil pessoas da minoria rohingya que fugiram da perseguição em Mianmar, país vizinho.

Uma pessoa da comunidade de acolhimento também testou positivo. Os dois pacientes estão isolados, sendo tratados, e todos os seus contatos estão sendo rastreados, testados e colocados em isolamento.

Em entrevista à ONU News, a coordenadora de Gestão e Desenvolvimento de Campo da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Kerry McBroom, explicou os três maiores desafios atuais.

Uma menina de 7 anos recebe triagem médica da Dra. Antonella Tochiaro em um assentamento informal onde mora em Roma, uma das milhões de crianças durante a pandemia que estão fora da escola. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

Como as escolas podem abrir novamente com segurança? ONU publica novas diretrizes

Enquanto os países enfrentam graves interrupções na educação causadas pela COVID-19, várias agências da ONU – como parte da Coalizão Global de Educação – emitiram novas diretrizes na quinta-feira (29) para ajudar os governos a tomar decisões sobre a reabertura de escolas com segurança para os 1,3 bilhão de estudantes do mundo afetados por fechamentos em andamento.

Lançada em março por Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa Mundial de Alimentos (WFP) e Banco Mundial, a Coalizão trabalha para promover oportunidades de aprendizado inclusivas.

Com apoio do PNUD, trabalhadores comunitários em Bangladesh estão distribuindo kits de higiene e promovendo ações de prevenção contra o novo coronavírus. Foto: Fahad Kaizer/PNUD

COVID-19: ONU lidera proposta para ajudar 135 países a conseguir kits médicos vitais

Uma grande iniciativa liderada pelas Nações Unidas está em curso para garantir suprimentos para equipamentos médicos fundamentais para 135 países de renda média que enfrentam a pandemia da COVID-19. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A iniciativa da força-tarefa da COVID-19 segue um pedido direto do secretário-gera da ONU, António Guterres, para que a OMS coordene a resposta da Organização ao novo coronavírus.

Os ministros destacaram a importância da disponibilidade de alimentos a preços convenientes em meio à pandemia de COVID-19. Foto: EBC

Países das Américas coordenaram ações para garantir alimentos na pandemia

Ministros de 34 países das Américas, entre eles do Brasil, destacaram a importância da disponibilidade de alimentos a preços convenientes. Também enfatizaram a necessidade de que produção, distribuição e venda sejam realizadas com o menor risco para a saúde de todos os que participam da cadeia alimentar.

A inédita Reunião Hemisférica de Ministros e Secretários de Agricultura foi organizada pelo Instituto Interamericano de Cooperação em Agricultura (IICA) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em resposta a uma solicitação do Ministério da Agricultura do Chile.

WFP Centro de Excelência arrecada doações para fornecer materiais de limpeza e proteção às escolas

O WFP Centro de Excelência contra a Fome Brasil firmou parceria com a startup de impacto social Ribon para levantar fundos para fornecer itens de limpeza e proteção a escolas públicas brasileiras.

No país, as aulas na rede pública foram suspensas como parte das medidas de combate à pandemia da COVID-19. Isso significa que mais de 40 milhões de crianças atendidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar estão sem receber refeições escolares todos os dias. Saiba como doar.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala em Genebra sobre a pandemia da COVID-19. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Fim das restrições de movimento deve ser processo realizado em fases, diz chefe da OMS

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse em uma reunião virtual das principais economias globais do G20 no domingo (19) que, embora seja encorajador que alguns países estejam planejando diminuir os bloqueios contra a COVID-19, “é essencial que essas medidas sejam um processo realizado em fases”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus disse estar profundamente preocupado com o fato de que o vírus parece estar agora “ganhando ritmo em países que carecem da capacidade de muitos países do G20 de responder a ele”. “É necessário apoio urgente, não apenas para que possam responder à COVID-19, mas para garantir a continuidade de outros serviços de saúde essenciais.”

As bicicletas tornaram-se a opção de deslocamento e lazer durante a pandemia de COVID-19 em Kiev, na Ucrânia. Foto: ONU Ucrânia/Shuvaev

Tempestade da COVID-19 ainda paira sobre a Europa, diz OMS

As nuvens de tempestade da COVID-19 ainda pairam pesadamente sobre a Europa, disse um especialista sênior da Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira (16), com casos registrados nos últimos dez dias dobrando para quase 1 milhão. O continente agora responde por 10% do total global.

Dos dez países da região com o maior número de casos, houve alguns sinais otimistas, com números diminuindo em Espanha, Itália, Alemanha, França e Suíça nas últimas semanas. No entanto, esses ganhos são moderados pela incidência sustentada – e até crescente – em Reino Unido, Turquia, Ucrânia, Belarus e Rússia.

Organizações se unem para garantir sistemas alimentares durante pandemia da COVID-19

Onze organizações internacionais concordaram em unir esforços para ajudar os países da América Latina e do Caribe a proteger seus sistemas alimentares e a manter a agricultura e o comércio de alimentos durante a atual pandemia da COVID-19.

Entre as medidas estão: manter vivo o comércio agroalimentar e garantir a segurança alimentar dos mais vulneráveis; reduzir o impacto e monitorar os efeitos da COVID-19 na alimentação e na agricultura; trabalhar em conjunto através de uma plataforma virtual de comunicação e da ampliação de diálogo através de seminários online.

Representantes dos governos de Paraguai, Peru, Colômbia e Chile estão no Brasil para conhecer a experiência brasileira em compras públicas de alimentos. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

FAO apoia compromisso de países da América Latina e do Caribe na garantia de alimentos durante pandemia

Não faltarão alimentos para os 620 milhões de habitantes  da América Latina e do Caribe durante a pandemia da COVID-19. O compromisso foi assinado por representantes dos 25 países da região, que garantiram o abastecimento de alimentos suficientes, inócuos e nutritivos.

O compromisso conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) , do Programa Mundial de Alimentos (WFP) e outros organismos internacionais.

Assistência remota é usada pelo Programa Mundial de Alimentos durante a COVID-19

Remote Assistance: learn about the methodology used by the WFP Centre of Excellence Brazil

In recent weeks, the World Food Programme (WFP) – Centre of Excellence Against Hunger Brazil team – as well as other United Nations teams around the world – has had to adapt to restrictions imposed by the Covid-19 pandemic and all employees are working from home. However, the Centre had already started to adopt remote assistance methodologies to support countries back in 2019. With new travel restrictions, the team has been improving these tools so that what was previously done in person can continue to take place remotely.

Learn how the team is working remotely.

Assistência remota é usada pelo Programa Mundial de Alimentos durante a COVID-19

Assistência remota: conheça a metodologia usada pelo Programa Mundial de Alimentos durante a COVID-19

Nas últimas semanas, o time brasileiro do Programa Mundial de Alimentos (WFP, em inglês) –Centro de Excelência contra a Fome – assim como outras equipes das Nações Unidas ao redor do mundo – tem se adaptado às restrições impostas pela pandemia da COVID-19 e todos os funcionários estão trabalhando de casa. No entanto, o Centro já tinha começado a adotar metodologias de assistência remota para apoiar países desde 2019. Com as novas restrições de viagem, a equipe está aperfeiçoando estas ferramentas, assim o que antes era feito presencialmente agora possa ser feito remotamente.

Conheça um pouco mais como é feita a assistência remota.

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à COVID-19. Foto: UNESCO

Coronavírus: UNESCO reúne organizações, sociedade civil e setor privado em coalizão pela aprendizagem

Em um momento no qual 87% da população mundial de estudantes é afetada pelo fechamento de escolas devido à COVID-19, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) está lançando uma coalizão global de educação para apoiar os países a ampliar suas melhores práticas de aprendizagem a distância e atingir crianças e jovens em maior risco.

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à COVID-19.

Leguminosas garantem alimentação saudável para crianças em idade escolar - Foto: StockSnap/Pixabay

Programa Mundial de Alimentos recomenda inclusão de leguminosas na dieta infantil

O feijão é talvez a mais famosa leguminosa no cardápio brasileiro. Mas esse grupo de alimentos tem outros integrantes que também contribuem para uma dieta saudável, especialmente para crianças em idade escolar. Grão-de-bico, lentilha, ervilha e fava são exemplos de outras leguminosas que podem ser transformadas em pratos deliciosos, além de nutritivos. A recomendação é do Programa Mundial de Alimentos (WFP).

Através dos programas de alimentação escolar, o Programa orienta a inclusão de leguminosas nos cardápios, em combinação com grãos, legumes, proteínas, folhas e minerais.

Conheça os benefícios desse grupo de alimentos.

A merenda escolar é uma das ações do PMA em mais de 60 países. Foto: Simon Pierre Diouf/PMA

COVID-19 deixa 9 milhões de crianças sem refeições escolares, diz Programa Mundial de Alimentos

O Programa Mundial de Alimentos (WFP) diz que cerca de 9 milhões de crianças estão sem acesso a merenda escolar após o fechamento das escolas para conter o novo coronavírus.

Com a interrupção das aulas, estes alunos deixaram de ter alimentos em seus estabelecimentos de ensino.

O WFP prevê que esse número vai aumentar nos próximos dias e semanas, podendo chegar a 860 milhões de crianças e jovens dispensados de escolas e universidades devido à pandemia. O número equivale à metade da população estudantil do mundo.

Em 3 de março de 2020 na Síria, o diretor executivo do PMA, David Beasley (sentado, no centro), e a diretora executiva do UNICEF, Henrietta H. Fore (em pé, segundo da direita), visitam crianças da terceira série na escola Tal-Amara no sul rural de Idlib. Foto: UNICEF

Em visita à Síria, representantes de UNICEF e WFP alertam para impacto do conflito sobre crianças

É urgente acabar com a violência na Síria e melhorar o acesso da ajuda humanitária em todo o país, disseram na terça-feira (3) a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, e o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (WFP), David Beasley.

Ao encerrar uma visita de dois dias ao país, os dois chefes das agências também enfatizaram a necessidade de fornecer às famílias serviços básicos e melhorar suas condições econômicas.

A viagem ocorre em meio a uma escalada militar no noroeste da Síria e no momento em que o conflito está prestes a entrar em seu décimo ano. A guerra deixou um terço do povo sírio em situação de insegurança alimentar, uma em cada três crianças fora da escola e mais da metade de todas as instalações de saúde não funcionais.

Distribuição de alimentos na Venezuela. Foto: NRC/Ingebjørg Kårstad

Estudo da ONU aponta que 1 em cada 3 venezuelanos não tem o suficiente para comer

A hiperinflação na Venezuela fez com que cerca de um terço da população — mais de 9 milhões de pessoas — não coma o suficiente e precise de assistência, segundo estimativas publicadas na terça-feira (25) pelo Programa Mundial de Alimentos (WFP, na sigla em inglês).

A conclusão é baseada em uma Avaliação de Segurança Alimentar realizada pela agência das Nações Unidas a pedido do governo do país entre julho e setembro do ano passado.

Projeto Além do Algodão, do WFP Brasil, contribui para a geração de renda dos agricultores familiares. Crédito: Julie Krabbe Clausen/Pexels.

Agências da ONU participam de workshop para impulsionar produção de algodão sustentável

Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) participaram do evento organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) para impulsionar produção de algodão sustentável em países da América Latina e África.

Workshop aconteceu em Santiago, no Chile, e teve como foco negociações estratégicas e modelos de negócios para mercados têxteis, focando em mercados para projetos de Cooperação Sul-Sul trilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) que envolvem o algodão, dentre eles o Projeto Além do Algodão, do WFP Brasil.

Programas de alimentação escolar podem contribuir para combater a má nutrição no mundo. Foto: WFP

Como as escolas podem nos ajudar a enfrentar a má nutrição no mundo?

Uma em cada três pessoas no mundo está malnutrida. E isso pode mudar em breve para uma em cada duas pessoas, se continuarmos com os negócios como de costume, com impactos negativos na saúde e no bem-estar das populações.

Dado o aumento acentuado da carga dupla da má nutrição entre crianças em idade escolar (a coexistência de sobrepeso e obesidade juntamente com a desnutrição), as escolas representam um importante ponto de entrada para uma melhor nutrição.

Equipes do Centro de Excelência contra a Fome visitam centro de pesquisa na Tanzânia. Foto: WFP

Com apoio do Brasil, Tanzânia impulsiona pequenos agricultores algodoeiros

O projeto “Além do Algodão” apoia pequenos agricultores e suas famílias, bem como instituições públicas em Benin, Moçambique, Quênia e Tanzânia, em uma iniciativa conjunta do governo brasileiro, representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), e do Programa Mundial de Alimentos (WFP) das Nações Unidas.

A ação conecta subprodutos de algodão, como óleo e farelo de algodão, e culturas consorciadas, como milho, sorgo e feijão, a mercados estáveis, incluindo programas de alimentação escolar. O objetivo é contribui para a geração de renda dos agricultores familiares e aumentar a segurança alimentar e nutricional nas áreas rurais.

Delegação de Uganda visitou o Brasil para conhecer Programa Nacional de Alimentação Escolar. Foto: WFP

Delegação de Uganda visita Brasil para conhecer programa nacional de alimentação escolar

Dezesseis representantes do governo de Uganda e dos escritórios de duas agências da ONU no país – Programa Mundial de Alimentos (WFP) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) – visitaram na semana passada a sede do Centro de Excelência contra a Fome no Brasil, fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o WFP.

O objetivo da visita foi conhecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e as iniciativas de compras públicas da produção de pequenos agricultores. Uganda pretende adotar políticas de alimentação escolar para acabar com a fome entre estudantes e reduzir a evasão escolar.

Centro de Excelência contra a Fome enfatizou importância dos agricultores familiares para a erradicação da fome no mundo. Foto: PMA/Francisco Fion

Agricultores familiares têm papel-chave no combate à fome, diz centro da ONU

Cerca de 200 representantes de governos, organizações não governamentais, setor privado, academia e potenciais investidores reuniram-se em São Paulo (SP) na semana passada (12 e 13) para buscar formas de fortalecer as relações entre o Brasil e o continente africano no que se refere à segurança alimentar.

Na ocasião, o diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, enfatizou a importância de os países adquirirem produtos de pequenos agricultores como forma de enfrentar a fome no mundo, que teve um aumento recente após anos de declínio.

“Na América Latina e no Caribe, muitas crianças comem pouca comida saudável e muita comida processada”, Bernt Aasen, diretor regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe. Foto: Kwanchai.c | Shutterstock.

ONU pede ações urgentes para frear o aumento da fome e da obesidade na América Latina e no Caribe

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) pediram ações urgentes aos países da América Latina e do Caribe para combater o aumento da má nutrição na região.

As quatro agências das Nações Unidas que trabalham com o tema da Alimentação lançaram hoje (12) o Panorama de Segurança Alimentar e Nutricional 2019. O relatório apresenta dados do cenário alimentar da América Latina e do Caribe, e destaca que a região está pior que o resto do mundo na maioria dos indicadores de má nutrição relacionados ao consumo excessivo de calorias – enquanto que a fome voltou a crescer: 11%, ou 4,5 milhões de pessoas, desde 2014.

Segundo a diretora da OPAS/OMS, Carissa F. Etienne, “precisamos do compromisso de toda a sociedade e de políticas públicas que regulem produtos alimentares pouco saudáveis, criem ambientes propícios à atividade física e promovam uma alimentação saudável na escola e na mesa das famílias”.

Evento aconteceu em Addis Abeba, capital da Etiópia, e debateu o tema da “Assistência Alimentar Transformativa para um Mundo Sem Fome”. Foto: PMA.

Centro de Excelência da ONU participa de convocação global contra a fome

Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) na Etiópia e Comissão Nacional de Gerenciamento de Riscos de Desastres da Etiópia (NDRMC) realizaram uma Convocação Global com intuito de reunir líderes para debater a crescente necessidade de transformação dos sistemas alimentares para superar a fome e a desnutrição.

O encontro ocorreu em Adis Abeba, capital da Etiópia, entre 4 e 6 de novembro, e teve como tema a “Assistência Alimentar Transformativa para um Mundo Sem Fome”. Na ocasião, líderes discutiram a criação de um Centro Global de Excelência para Assistência Alimentar Transformativa, com base na Etiópia.

Diretor adjunto do Centro de Excelência contra a Fome do PMA, Peter Rodrigues, compartilhou resultados de políticas públicas desenvolvidas e implementadas nos países assistidos pelo Centro.

Cerca de 420 mil pessoas estão sob cerco na Síria – sem alimentos e remédios, famílias com fome e crianças malnutridas e definhando. Elas precisam de ajuda agora, precisam de paz agora. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) precisa de financiamento e acesso para ajudar.

Centro da ONU realiza seminário em Brasília para discutir combate à deficiência nutricional infantil

Realizado conjuntamente pelo Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) e pela Royal DSM – empresa global de ciências atuante nas áreas da Nutrição, Saúde e Vida sustentável, o seminário “Micronutrientes: contribuindo para a infância no Brasil” debaterá políticas públicas para a fortificação de alimentos.

Dados das Nações Unidas apontam que o Brasil está entre os 51 países mais suscetíveis à prevalência da desnutrição, alcançando a marca de aproximadamente 5,2 milhões de pessoas desnutridas no ano de 2017.

O evento acontece no dia 7 de novembro, em Brasília, e reunirá representantes do governo, de empresas, universidades e organizações que atuam em diferentes âmbitos da cadeia alimentar para discutir maneiras de combate à fome e à deficiência nutricional infantil. O seminário é gratuito e, para participar, é necessário realizar inscrição prévia.

Obesidade no Brasil será discutida em conferência da FAO na Jamaica. Foto: Flickr/Tony Alter (CC)

FAO: temos que abordar a obesidade como uma questão pública, não individual

Comer melhor significa apoiar os pequenos agricultores, redistribuir renda, respeitar a natureza e nutrir o mundo com comida de verdade. A declaração foi feita pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, durante o segundo dia das comemorações do Dia Mundial da Alimentação 2019, na terça-feira (17), em Brasília (DF).

“Os números globais de desnutrição crescem e mostram que uma alimentação nutritiva ainda está longe de se tornar um bem comum. Enquanto lutamos contra a fome, a obesidade aumenta de forma ainda mais rápida. Hoje, são 672 milhões de adultos obesos em todo o planeta”, disse o representante. “Temos que abordar a obesidade como uma questão pública, não como um problema individual”, declarou.

Bela Gil participa de Simpósio Internacional sobre o Futuro dos Alimentos, na sede da FAO, em Roma. Foto: FAO/Pier Paolo Cito

Bela Gil defende comida de verdade e proteção ambiental no Dia Mundial da Alimentação

Atualmente, as principais causas de mortes no mundo estão relacionadas às doenças crônicas não transmissíveis ocasionadas pela dieta de má qualidade, e que poderiam ser evitadas com uma alimentação saudável. O alerta foi feito pela chef de cozinha, nutricionista e apresentadora de TV Bela Gil, que participou em Brasília (DF) do início das comemorações do Dia Mundial da Alimentação.

Durante a palestra, que reuniu cerca de 200 pessoas, Bela Gil lembrou os problemas de saúde causados pela má alimentação e complementou: “precisamos mudar a maneira como nos alimentamos por uma questão de sobrevivência”. Ela afirmou que há atualmente uma epidemia de má nutrição, o que inclui a desnutrição e a obesidade.

Em dezembro de 2017, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução criando a Década da ONU para a Agricultura Familiar (2019-2028). Foto: MDA

FIDA: investimento em agricultura familiar é maneira mais eficaz de reduzir pobreza rural

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas lança em Brasília (DF) na terça-feira (15) a publicação “Estudo comparativo dos efeitos diretos da agricultura e do agronegócio na redução da pobreza rural”.

O estudo destaca o potencial da agricultura familiar e suas vantagens comparativas no combate à pobreza rural, analisando a geração de renda de dois sistemas produtivos em cadeias como ovinos/caprinos, aves, produção de mandioca e apicultura.

A análise trabalha com dados do semiárido nordestino, considerado o maior bolsão de pobreza da América Latina.

Neste ano, o evento da ONU em celebração ao Dia Mundial da Alimentação traz como convidada a chef de cozinha e ativista da alimentação natural Bela Gil. Foto: Jill Wellington/CC.

Bela Gil participa de evento da ONU na semana do Dia Mundial da Alimentação

Para marcar o Dia Mundial da Alimentação (DMA), lembrado anualmente em 16 de outubro, agências das Nações Unidas que trabalham com o tema promovem em conjunto um evento aberto ao público na segunda-feira (14), no Museu Nacional da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Neste ano, o evento traz como convidada a chef de cozinha e ativista da alimentação natural Bela Gil, que irá falar sobre a importância de dietas saudáveis e suas consequências para a sociedade e para o futuro do planeta. Após a palestra, o público é convidado a uma aula de yoga a céu aberto com a instrutora Andrea Hughes.

As atividades são gratuitas e, para participar, os interessados devem preencher previamente um formulário de inscrição.

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram nesta terça-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. Foto: UNICEF

ONU e parceiro fornecem ajuda humanitária a milhares de deslocados no sudeste da Síria

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram na quarta-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. A comida foi distribuída a todos os civis no campo, e suprimentos nutricionais foram fornecidos para as crianças.

A distribuição foi a segunda fase de uma extensa operação cujo objetivo é aliviar o sofrimento de milhares de pessoas que ficam presas na fronteira entre a Síria e a Jordânia há anos. A primeira fase foi uma missão preparatória, em agosto de 2019, para avaliar as necessidades prioritárias da população de Rukban e identificar civis que desejam e buscam apoio para deixar a área.

Anísio, de 10 anos, nasceu com HIV e está tendo problemas com o tratamento devido à desnutrição. Foto: ONU News/Reprodução

Moçambique: metade das pessoas vivendo com HIV interrompeu tratamento após ciclones

Na noite de 28 de abril, o ciclone Kenneth entrou pela costa da província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, e destruiu a casa de Luísa Maio. Luísa, de 36 anos, vive em uma casa de palha e barro com o marido e o filho mais novo. A família, que já tinha dificuldades para se alimentar, teve a situação agravada depois que a tempestade arrasou os campos onde cultivava legumes.

A moçambicana e três de seus quatro filhos vivem com HIV. Preocupada em reconstruir a casa e encontrar o que comer, a família interrompeu o tratamento com medicamentos antirretrovirais.

O mesmo ocorreu com outros moçambicanos vivendo com HIV em locais atingidos pelos ciclones Kenneth e Idai. Segundo uma análise do Ministério da Saúde do país, apoiada pelas Nações Unidas, houve uma queda de 50% no número de consultas de acompanhamento para o vírus. O número de pessoas em tratamento também caiu para cerca de metade. O relato é da ONU News.

O algodão é produzido por cerca de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados do mundo. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

OIT e parceiros apresentam resultados de cooperação técnica no setor algodoeiro

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) participam até quinta-feira (29) do 12º Congresso Brasileiro do Algodão em Goiânia (GO), onde apresentam resultados da cooperação técnica do Brasil com outros países de África e América Latina nesse setor.

“O algodão é um dos principais produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda, especialmente em países em desenvolvimento. O setor ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento econômico e social nos programas nacionais de redução da pobreza de diversos países parceiros do Brasil na África e na América Latina”, disse o embaixador Ruy Carlos Pereira, diretor da ABC.

Os projetos de cooperação são desenvolvidos em parceria com 13 instituições públicas brasileiras, contam com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e são executados com agências especializadas das Nações Unidas, como OIT, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Centro de Excelência Contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Centro da ONU apoia Gâmbia a mobilizar recursos para agricultura familiar

O Centro de Excelência contra a Fome da ONU enviou nesta semana uma equipe para a Gâmbia, onde especialistas vão traçar um plano de mobilização de recursos para a agricultura familiar.

O objetivo da viagem é impulsionar a produção de pequenos agricultores, por meio de estratégias que conectem esses camponeses a mercados. O país africano produz apenas 50% da comida que consome, o que deixa seus cidadãos dependentes das importações.

Em 6 de dezembro de 2018, em uma creche apoiada pelo UNICEF em Beni, no leste da República Democrática do Congo, Kavira Langa Jemima, sobrevivente do ebola, dá banho em seu filho de 6 meses em tratamento para o vírus. Foto: UNICEF/Hubbard

Surto de ebola completa um ano na RD Congo; ONU pede intensificação da resposta global

Oficiais de agências das Nações Unidas pediram nesta quinta-feira (1º) uma resposta global mais intensa e investimentos de doadores para combater o surto de ebola na República Democrática do Congo, que completou um ano. Há duas semanas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto uma emergência internacional de saúde pública.

No total, houve mais de 2,6 mil casos confirmados, incluindo mais de 1,8 mil mortes em partes das províncias de Ituri e Kivu do Norte. Um em cada três casos envolvia crianças.

“Um novo caso da doença foi confirmado ontem em Goma, com o paciente morrendo posteriormente – o segundo caso confirmado neste mês na cidade de cerca de 1 milhão de habitantes”, disseram os oficiais das Nações Unidas. “Este caso mais recente em um centro populacional tão denso destaca o risco muito real de maior transmissão da doença, talvez além das fronteiras do país, e a necessidade de uma resposta global intensificada”.

O Além do Algodão é uma iniciativa conjunta entre a Agência Brasileira de Cooperação, o Instituto Brasileiro do Algodão e o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos. Representantes do projeto visitaram comunidades em Moçambique. Foto: PMA

Representantes do projeto Além do Algodão visitam agricultores de Moçambique

Representantes do Além do Algodão, projeto do Centro de Excelência contra a Fome da ONU e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) para fortalecer a cadeia do algodão em quatro países africanos, iniciaram na semana passada (15) visitas a escolas e agricultores familiares das províncias de Tete e Manica, em Moçambique.

O projeto visa apresentar novos canais de comercialização institucionais e privados aos agricultores familiares, incentivando a diversificação de cultivos e garantindo, além do consumo de subsistência, a venda dos excedentes nos próprios territórios.