A ONU Brasil realiza até setembro exposição no Rio com obras do artista paulistano Otávio Roth, que em 1978 criou e imprimiu xilogravuras que ilustram os trinta artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Exposição no Rio reafirma importância da Declaração dos Direitos Humanos 70 anos após adoção

Ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece necessária e atual em um mundo marcado por crescentes conflitos, desigualdades sociais, racismo, deslocamento forçado e violência, especialmente contra ativistas.

A avaliação é de diplomatas, representantes do Sistema ONU e de organizações da sociedade civil presentes na abertura da exposição de xilogravuras do artista plástico brasileiro Otávio Roth, na quarta-feira (8), no Rio de Janeiro. A exposição fica no Centro Cultural Correios até 9 de setembro.

Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos / Acervo Otávio Roth

ONU inaugura no Rio exposição inédita com obras da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, com apoio do Acervo Otávio Roth e o Centro Cultural Correios, inaugura nesta quarta-feira (8) a exposição 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com obras de Otávio Roth.

Realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro, a mostra apresenta 30 xilogravuras que traduzem os ideais de paz e igualdade defendidos nos artigos do documento. A entrada é franca.

A exposição fica em cartaz até 9 de setembro, das 12h às 19h.

O Brasil é um dos dez países em que mais ocorrem desastres naturais no mundo. Nas últimas duas décadas, foram registradas mais de 23 mil catástrofes naturais no país, sendo a estiagem e a seca as principais. Foto: ONU/Logan Abassi

Escritório da ONU para redução de risco de desastres realiza oficina em São Paulo

Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) promoveu no fim de novembro uma oficina em São Paulo sobre a formulação de planos de redução de risco de desastres no nível local.

O Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015-2020 inclui entre suas metas globais o aumento considerável do número de países com estratégias de redução de risco de desastres no nível nacional e local até 2020. A oficina, de 20 horas, respondeu ao chamado para fortalecer as capacidades locais e apoiar as ações para alcançar esta meta.

Menina de sete anos em meio à devastação deixada pelo furacão Irma nas ilhas do Caribe. Foto: UNICEF/Moreno

Desastres naturais levam 24 milhões de pessoas por ano a situações de pobreza

Catástrofes naturais fazem com que, anualmente, 24 milhões de indivíduos sejam levadas à miséria, alertou na semana passada o secretário-geral da ONU, António Guterres. Dirigente pediu mais compromisso com marcos globais para combater a ameaça dos desastres. Segundo novo relatório do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR), fenômenos extremos deslocam cerca de 14 milhões de pessoas por ano.

Há oito anos a empresa Natex confecciona preservativos para o Ministério da Saúde. Foto: UNFPA

ONU e Ministério da Saúde orientam empresas a se tornar fornecedoras de organismos internacionais

Auxiliar empresas brasileiras a entrar em novos mercados e a compor o quadro de fornecedores da ONU. Esse é o objetivo do seminário que será realizado em Brasília, de 15 a 17 de agosto, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pelo Ministério da Saúde. Encontro terá participação de representantes da indústria, dos organismos internacionais e da Agência Nacional de Regulação (ANVISA).

FAO: desastres ‘menores’ matam mais do que grandes catástrofes na América Latina

Em novo relatório, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) alerta para os desastres naturais ‘de pequena escala’. Eles causam menos mortes e destruição individualmente, mas sua frequência os torna mais destrutivos que as grandes catástrofes. Na América Latina, de 1990 a 2014, 22,4 mil pessoas foram mortas por esse tipo de tragédia e 115 milhões de indivíduos foram afetados.

Para o diretor-executivo do PNUMA, Achim Steiner, a América Latina e o Caribe estão na “vanguarda” da luta contra o efeito estufa, buscando fontes renováveis de energia para alcançar o desenvolvimento sustentável. Foto: PNUMA

Concentração de CO₂ atinge seu mais alto nível em milhões de anos, alerta ONU

Citando os graves impactos que os recordes de emissões CO₂ causaram no mês de setembro, o Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) pediu que países aumentem o compromisso com a redução da emissão dos gases de efeito estufa.

“É profundamente perturbador saber que os níveis globais das 400 partes por milhão (ppm) já tenham sido alcançados no mês de setembro pela primeira vez”, disse o diretor da agência da ONU, Robert Glasser.

Enchentes agudas afetaram regiões do Paquistão, em 2015. O país também foi um dos mais afetados pelas ondas de calor registradas no ano passado. Temperaturas extremas mataram mais de 1,2 mil paquistaneses em 2015. Foto: PMA / Amjad Jamal

Desastres associados ao clima foram os mais devastadores em 2015, alerta escritório da ONU

Em 2015, 92% dos 98,6 milhões de pessoas afetadas por 346 desastres enfrentaram fenômenos naturais como secas, enchentes e tempestades, associados ao clima. No ano passado, o mais quente já registrado, ondas de calor mataram 7.346 pessoas, quase um terço do total de indivíduos mortos em catástrofes. Governos e organizações têm buscado conter riscos e combater mudanças climáticas. Propostas de agência da ONU que limitam emissões de carbono da indústria de aviação civil foram elogiadas por Ban Ki-moon.