Menina de sete anos em meio à devastação deixada pelo furacão Irma nas ilhas do Caribe. Foto: UNICEF/Moreno

Desastres naturais levam 24 milhões de pessoas por ano a situações de pobreza

Catástrofes naturais fazem com que, anualmente, 24 milhões de indivíduos sejam levadas à miséria, alertou na semana passada o secretário-geral da ONU, António Guterres. Dirigente pediu mais compromisso com marcos globais para combater a ameaça dos desastres. Segundo novo relatório do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR), fenômenos extremos deslocam cerca de 14 milhões de pessoas por ano.

Há oito anos a empresa Natex confecciona preservativos para o Ministério da Saúde. Foto: UNFPA

ONU e Ministério da Saúde orientam empresas a se tornar fornecedoras de organismos internacionais

Auxiliar empresas brasileiras a entrar em novos mercados e a compor o quadro de fornecedores da ONU. Esse é o objetivo do seminário que será realizado em Brasília, de 15 a 17 de agosto, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pelo Ministério da Saúde. Encontro terá participação de representantes da indústria, dos organismos internacionais e da Agência Nacional de Regulação (ANVISA).

FAO: desastres ‘menores’ matam mais do que grandes catástrofes na América Latina

Em novo relatório, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) alerta para os desastres naturais ‘de pequena escala’. Eles causam menos mortes e destruição individualmente, mas sua frequência os torna mais destrutivos que as grandes catástrofes. Na América Latina, de 1990 a 2014, 22,4 mil pessoas foram mortas por esse tipo de tragédia e 115 milhões de indivíduos foram afetados.

Para o diretor-executivo do PNUMA, Achim Steiner, a América Latina e o Caribe estão na “vanguarda” da luta contra o efeito estufa, buscando fontes renováveis de energia para alcançar o desenvolvimento sustentável. Foto: PNUMA

Concentração de CO₂ atinge seu mais alto nível em milhões de anos, alerta ONU

Citando os graves impactos que os recordes de emissões CO₂ causaram no mês de setembro, o Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) pediu que países aumentem o compromisso com a redução da emissão dos gases de efeito estufa.

“É profundamente perturbador saber que os níveis globais das 400 partes por milhão (ppm) já tenham sido alcançados no mês de setembro pela primeira vez”, disse o diretor da agência da ONU, Robert Glasser.

Enchentes agudas afetaram regiões do Paquistão, em 2015. O país também foi um dos mais afetados pelas ondas de calor registradas no ano passado. Temperaturas extremas mataram mais de 1,2 mil paquistaneses em 2015. Foto: PMA / Amjad Jamal

Desastres associados ao clima foram os mais devastadores em 2015, alerta escritório da ONU

Em 2015, 92% dos 98,6 milhões de pessoas afetadas por 346 desastres enfrentaram fenômenos naturais como secas, enchentes e tempestades, associados ao clima. No ano passado, o mais quente já registrado, ondas de calor mataram 7.346 pessoas, quase um terço do total de indivíduos mortos em catástrofes. Governos e organizações têm buscado conter riscos e combater mudanças climáticas. Propostas de agência da ONU que limitam emissões de carbono da indústria de aviação civil foram elogiadas por Ban Ki-moon.