Mobilização do governo, com apoio do UNICEF e da OMS, levou vacinas para mais de meio milhão de meninos e meninas moçambicanos. Foto: UNICEF

ONU apoia mobilização de saúde para levar vacinas e nutrição a crianças em Moçambique

Quase dois meses após a passagem do ciclone Idai por Moçambique, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apoiaram o governo local, na semana passada, a realizar uma “semana de saúde” em resposta aos desafios vividos pela população. Iniciativa levou vacinas, remédios e suplementação alimentar para mais de meio milhão de meninos e meninas afetados pela tempestade tropical.

Vista de Florianópolis, Santa Catarina. Foto: EBC

Em Florianópolis, ONU promove capacitações sobre integração de refugiados e migrantes

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) está com inscrições abertas para a edição de Santa Catarina do ciclo de formações ‘Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil’.

De 5 a 7 de junho, evento vai promover simpósio, oficinas e minicursos em Florianópolis. As inscrições são gratuitas. Quatro agências da ONU participam da série de atividades.

Quase 700 crianças, incluindo 106 meninas, foram libertadas das fileiras de um grupo armado chamado Força-Tarefa Civil Conjunta (CJTF), em Maiduguri, nordeste da Nigéria. Foto: UNICEF

Grupo armado liberta quase 900 crianças no nordeste da Nigéria

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) elogiou nesta sexta-feira (10) a decisão de um grupo armado do nordeste da Nigéria de libertar quase 900 crianças. Segundo a agência da ONU, os jovens libertados precisarão de ajuda de longo prazo para ter uma vida normal no futuro. A libertação é parte de um plano de ação liderado pelas Nações Unidas.

De acordo com a agência, as crianças “têm suportado o fardo de anos de conflito”, ligado a uma insurgência liderada por grupos extremistas armados da oposição.

A mãe de Nelwin, Silviane Garcia, teve papel fundamental na melhora do menino e comemora a boa saúde do filho. Foto: UNICEF/Inaê Brandão

UNICEF garante assistência médica e nutricional para crianças venezuelanas em Roraima

Com um ano e nove meses, Nelwin Torres vive correndo e brincando com os primos e tios pelo abrigo Janokoida, para venezuelanos indígenas, em Pacaraima (RR). Mas nem sempre foi assim.

Quando ao chegou ao Brasil, em setembro último, o menino estava doente, desidratado, com perda de peso e indícios de desnutrição. Sem forças, parou de comer e de engatinhar. O relato é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em Cúcuta, na Colômbia, todos os dias por volta das 5 da manhã, centenas de crianças cruzam a fronteira com a Venezuela para pegar ônibus que levam para escolas em Cúcuta. Foto: UNICEF/Santiago Arcos

Cerca de 300 mil crianças venezuelanas precisam de assistência humanitária na Colômbia

Sem mais apoio, a saúde, a educação e o bem-estar de ao menos 327 mil crianças venezuelanas que vivem como migrantes e refugiadas na Colômbia estarão em risco, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A situação econômica e política na Venezuela fez com que cerca de 3,7 milhões de venezuelanos deixassem suas casas e viajassem para o Brasil, Colômbia, Equador, Peru e outros países da região.

Cerca de 1,2 milhão destes venezuelanos estão na Colômbia, muitos deles vivendo em comunidades vulneráveis e que já estão com recursos sobrecarregados, segundo o UNICEF.

Distribuição de contraceptivos e materiais de informação sobre HIV e Aids. Foto: UNFPA/UNFPA Brasil/Solange Souza

Agenda traça estratégia para ampliar acesso de populações-chave a tratamento para HIV

O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde lançou a “Agenda estratégica para ampliação do acesso e cuidado integral das populações-chave em HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis”.

A agenda reúne um conjunto de estratégias para ampliar e qualificar as ações de saúde destinadas às populações consideradas chave e centrais para o enfrentamento das epidemias de HIV, hepatites virais e sífilis no Brasil — pessoas que usam álcool e outras drogas, travestis e pessoas trans, gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas privadas de liberdade. Tais grupos ainda enfrentam grandes obstáculos para obter acesso a cuidado integral e aos programas e serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento em HIV e outras ISTs.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apoia a iniciativa.

Raquel sofre de hidrocefalia, uma condição médica rara caracterizada pelo acúmulo de líquidos nas cavidades internas do cérebro. Foto: Jéssica Chiareli

Programa do governo federal apoia criança com hidrocefalia em município do RN

Lançado em 2016 pelo governo federal, o Programa Criança Feliz tem o objetivo de ampliar a rede de atenção à primeira infância no país, atendendo às especificações do Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016).

Quatro organismos das Nações Unidas no Brasil apoiam o programa desde sua concepção: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Leia a história de Raquel, de 4 anos, que foi atendida pelo projeto no município de Parnamirim (RN).

Crianças andam em lamaçal no distrito de Buzi, em Moçambique, onde os efeitos do ciclone Idai ainda são visíveis. Foto: UNICEF/De Wet

Com ciclones em ascensão, UNICEF alerta para impacto de mudanças climáticas sobre as crianças

Os ciclones que atingiram Índia e Moçambique em março e abril deixaram milhares de crianças mortas. Eles devem ser considerados pelos líderes globais um alerta urgente sobre os graves riscos representados pelos eventos climáticos extremos, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na sexta-feira (3).

“Estamos testemunhando uma tendência preocupante”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF. “Ciclones, secas e outros eventos climáticos extremos aumentam em frequência e intensidade. Como vimos em Moçambique e em outros lugares, os países e comunidades mais pobres são desproporcionalmente afetados. Para as crianças que já são vulneráveis, o impacto pode ser devastador”.

Bombeiros brasileiros em operação de busca e salvamento em Pemba, Moçambique. Foto: Bombeiros do Brasil

Bombeiros brasileiros salvam vítimas de novo ciclone em Moçambique

Em meio à passagem do ciclone Kenneth por Moçambique, uma ação coordenada entre agências da ONU, o governo moçambicano e bombeiros brasileiros salvou a vida de centenas de pessoas no último domingo (28) em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, no norte do país. A tempestade tropical, que chegou na quinta-feira passada (25) ao território moçambicano, destruiu até 90% das residências em algumas aldeias.

Bebê recebe vacina contra o sarampo na cidade de Taguig, nas Filipinas. Foto: UNICEF/Noorani

UNICEF: lacunas de vacinação deixaram 169 milhões de crianças no mundo sem proteção contra sarampo

De 2010 a 2017, 169 milhões de crianças no mundo não receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo, afirmou nesta quinta-feira (25) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No Brasil, segundo dados do Programa Nacional de Imunizações, foram pouco mais de 940 mil crianças que não receberam a primeira dose da tríplice viral em 2010-2017, para a prevenção do sarampo, caxumba e rubéola.

Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

UNICEF capacita 1,9 mil municípios brasileiros para combater violência contra crianças e adolescentes

No Brasil, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) deu início nesta semana a um ciclo de formações sobre prevenção da violência contra crianças e adolescentes. Iniciativa terá a participação de gestores de 1.924 municípios da Amazônia e do Semiárido brasileiros. Em 2016, 11.351 meninos e meninas de dez a 19 anos foram vítimas de homicídio no país, totalizando 34 mortes por 100 mil habitantes, segundo o Datasus.

Maria e sua família no abrigo em Boa Vista. Foto: ACNUR/ Victor Moriyama

Sem dinheiro para sustentar filhos na Venezuela, professora retoma vida em Boa Vista

Ao lado de sua família, a venezuelana Maria percorreu um longo caminho até Boa Vista (RR). No percurso, foi roubada e teve que dormir por um mês na rua com seu neto de 20 dias até conseguir ser acolhida em um abrigo apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Hoje, está reconstruindo sua vida, sendo uma das fundadoras de um projeto de educação para crianças.

Professora há 16 anos, Maria, de 45 anos, dava aula em uma cidade rural da Venezuela até que viu seu salário mensal equivaler a 60 reais por conta da inflação. Sem meios para sustentar a família, ela deixou tudo para trás em busca de uma vida digna e segura. Emocionada, compartilhou com o ACNUR como tomou a decisão impossível que envolveu deixar dois filhos para trás. Leia o relato completo.

Criança caminha em meio a inundação no distrito de Kurigram, norte de Bangladesh, em agosto de 2016. Foto: UNICEF/Akash

Bangladesh: 19 milhões de crianças estão sob risco de desastres ligados à mudança climática

Mais de 19 milhões de crianças em Bangladesh sofrem com riscos de enchentes devastadoras, ciclones e outros desastres ambientais ligados à mudança climática, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em novo relatório publicado na semana passada (4).

De acordo com o estudo, a topografia plana, a alta densidade populacional e as fracas infraestruturas tornam o país “excepcionalmente vulnerável às poderosas e imprevisíveis forças que a mudança climática está consolidando”.

Prêmio nacional é referência no reconhecimento de educadores brasileiros. Foto: UNICEF/Raoni Libório

UNICEF apoia premiação de professores e coordenadores pedagógicos do Brasil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) passa a ser parceiro, em 2019, do Prêmio Educador Nota 10. Realizada desde 1998, a premiação se tornou o principal reconhecimento do trabalho de professores e gestores de escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

A agência da ONU vai apoiar a iniciativa dando ênfase na necessidade de enfrentar a exclusão e o abandono escolares – problemas que atingem mais de 9 milhões de crianças e adolescentes brasileiros, segundo dados oficiais.

Crianças na Mongólia frequentam jardim de infância itinerante, que leva educação infantil a comunidades rurais. Foto: UNICEF/Matas

UNICEF: 175 milhões de crianças não têm acesso a creches e pré-escola no mundo

Em seu primeiro relatório global sobre educação infantil, divulgado nesta terça-feira (9), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta que, em países de baixa renda, apenas uma em cada cinco crianças pequenas tem acesso a essa etapa inicial do ensino.

No Brasil, a agência da ONU lembra que as matrículas têm aumentado em creches e jardins de infância, mas o país não conseguiu atingir a meta de 2016 do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa a universalização da pré-escola para crianças de quatro e cinco anos.

Criança lava o rosto no Sudão do Sul (2018). Foto: UNICEF/Meyer

Falta de água e saneamento deixa milhões de vidas em risco no mundo, diz OMS

Mais de 2 bilhões de pessoas enfrentam riscos graves à saúde porque serviços básicos de água não estão disponíveis em um em cada quatro hospitais no mundo, afirmaram as Nações Unidas nesta quarta-feira (3), em apelo para países fazerem mais para prevenir a transmissão de doenças infecciosas evitáveis.

Em primeira avaliação sobre o assunto, o relatório Higiene, Saneamento e Água em Instalações de Assistência de Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), também mostra que um em cada cinco centros de assistência de saúde não possui banheiro ou latrina. O problema afeta ao menos 1,5 bilhão de pessoas, o que provavelmente reflete uma falta de instalações em comunidades como um todo.

Quase dois terços das pessoas que passam fome aguda estão em apenas oito países: Afeganistão, Etiópia, Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen. Foto: FAO

Fome aguda afeta 113 milhões de pessoas no mundo, diz relatório da ONU

Um relatório apresentado nesta terça-feira (2), conjuntamente por União Europeia, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Programa Mundial de Alimentos (PMA), concluiu que cerca de 113 milhões de pessoas em 53 países tiveram insegurança alimentar aguda em 2018, na comparação com 124 milhões em 2017.

A insegurança alimentar aguda ocorre quando a incapacidade de uma pessoa de consumir alimentos adequados coloca em perigo imediato sua vida ou seus meios de subsistência. Apesar do recuo em 2018, o número de pessoas no mundo que enfrentam crise alimentar se manteve acima dos 100 milhões nos últimos três anos, e o volume de países afetados aumentou.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam ponte Simon Bolívar com destino à Colômbia. Foto: ACNUR

ONU e governos sul-americanos discutem como proteger direitos de crianças venezuelanas

Durante uma Reunião Técnica de Alto Nível nos dias 27 e 28 de março em Buenos Aires, Argentina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), junto ao Instituto de Políticas Públicas e Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH), convocaram representantes institucionais de países da América do Sul receptores de refugiados e migrantes da Venezuela para trocar experiências sobre os desafios e oportunidades para a proteção de crianças e adolescentes venezuelanos.

Com um número de pessoas venezuelanas refugiadas e migrantes chegando a 3,4 milhões no mundo todo, crianças e adolescentes são os grupos mais afetados, enfrentando sérios riscos de proteção como separação familiar, falta de regularização migratória, exploração laboral e sexual, tráfico de pessoas, recrutamento forçado, limitações no acesso à certidão de nascimento e aos serviços básicos de saúde e educação.

Crianças em escola feita de tendas do UNICEF no Acampamento de Alhabanya, em Anbar, no Iraque. Foto: UNICEF/Anmar

Estudo avalia preparação de sistemas de proteção social para emergências no Oriente Médio

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram um estudo que analisa o funcionamento dos sistemas de proteção social em situações de emergência em países do Norte da África e Oriente Médio. Relatório reúne pesquisas sobre oito nações da região, incluindo Palestina, Iraque, Sudão e Síria.

Após uma longa viagem, venezuelanos chegam a Dourados para uma nova vida. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Com assistência da ONU, 130 venezuelanos são interiorizados para Mato Grosso do Sul

Dormindo nas ruas de Boa Vista (RR) por quase um mês, o venezuelano Daniel Andrade, de 29 anos, buscou apoio no centro de registro e documentação da Operação Acolhida na cidade e conseguiu, por meio da estratégia de interiorização, um emprego em Dourados (MS). Em busca de melhores oportunidades de integração, ele confirmou sua participação, refez as malas e embarcou rumo a uma nova vida.

Daniel é um dos 100 venezuelanos embarcados há uma semana para Dourados. Outros trinta, divididos em diferentes voos comerciais, também se juntaram ao grupo, que começa a trabalhar na cidade em 8 de abril. Todos receberam auxílio financeiro emergencial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O voo foi fretado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Aniversário de um ano da Operação Acolhida promoveu interação entre brasileiros e venezuelanos. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Agências da ONU lembram um ano da operação de acolhimento de venezuelanos

Um ano após iniciar as atividades de proteção e assistência aos venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira com Roraima, a Operação Acolhida celebrou seu primeiro aniversário com atividades culturais e esportivas para promover a integração entre refugiados e migrantes e brasileiros residentes de Boa Vista (RR).

Nas últimas semanas, uma feijoada beneficente e uma exposição fotográfica em um dos shopping da cidade marcaram o início das celebrações. No fim de semana, as comemorações tomaram a Praça Flávio Marques Paracat, um dos principais pontos turísticos de Boa Vista, com corridas de rua para crianças e adultos.

A Operação Acolhida envolve 11 ministérios e possui apoio e engajamento de organizações da sociedade civil e de diversas agências da ONU, como Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Resposta brasileira aos venezuelanos é referência para outros governos, diz oficial da ONU

Ao combinar ajuda humanitária e integração socioeconômica, a inovadora resposta do governo brasileiro aos refugiados e migrantes venezuelanos que chegam ao país é uma boa prática que deve ser mais bem conhecida e replicada em outras ações emergenciais voltadas a esta população no mundo.

Essa visão foi manifestada na última segunda-feira (25) pelo representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, durante reuniões em Brasília com os principais órgãos do governo brasileiro que trabalham na resposta humanitária.

Ciclone Idai foi o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas. Foto: UNICEF

UNICEF: Mais de 1,5 milhão de crianças precisam de ajuda em Moçambique, Malauí e Zimbábue

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 3 milhões de pessoas, das quais mais da metade são crianças, precisem urgentemente de ajuda humanitária em Malauí, Moçambique e Zimbábue após a passagem do ciclone Idai – o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas.

O UNICEF lançou na quarta-feira (27) um apelo para arrecadar 122 milhões de dólares para ajudar em sua resposta humanitária a crianças e famílias afetadas pela tempestade e seus efeitos nos três países atingidos pelos próximos nove meses. Saiba como doar.

O pessoal de campo do UNICEF reúne-se com a população local em Bankass, no centro do Mali, que foi atacada em 23 de março, deixando mais de 150 mortos, 2.000 deslocados e inúmeras cabanas e celeiros queimados. Foto: UNICEF/Maiga

ONU pede que Mali leve responsáveis por ataques contra comunidades à Justiça

As Nações Unidas pediram que autoridades do Mali garantam justiça às vítimas e aos sobreviventes de ataques dos chamados grupos de autodefesa, responsáveis por violência entre comunidades na região central do país, após um ataque no fim de semana que deixou mais de 150 mortos, incluindo cerca de 50 crianças.

O ataque de sábado (23) em Ogossagou, na região de Mopti, é o mais recente em uma série de operações desde março de 2018, que resultou na morte de cerca de 600 mulheres, crianças e homens, afirmou na terça-feira (26) o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Vinte e uma famílias de crianças com microcefalia manifestaram interesse em matricular seus filhos em um dos 59 Centros Municipais de Educação Infantil da rede municipal de Maceió (AL). Foto: Adalberto Farias, Jangada Filmes

PNUD apoia inclusão de crianças com microcefalia na rede municipal de ensino de Maceió

Com o objetivo de capacitar profissionais do ensino municipal de Maceió (AL) a atender as novas demandas de necessidades especiais na rede — incluindo o atendimento a crianças com microcefalia provocada pelo vírus zika —, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) promovem até esta quarta-feira (27) a segunda edição da Semana da Inclusão.

O encontro prioriza a discussão de propostas e a formação pedagógica para uma educação inclusiva, com base no direito da pessoa com deficiência de ir à escola, participar, interagir e se desenvolver.

Menino olha para a câmera, enquanto (à esquerda) a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, fala com pessoas deslocadas internamente durante visita a uma escola secundária usada como abrigo em 22 de março de 2019, em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

UNICEF envia ajuda para pessoas afetadas por ciclone Idai em Moçambique

“Estamos numa corrida contra o tempo para ajudar e proteger as crianças nas áreas devastadas pelo desastre em Moçambique”, afirmou a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, no final de uma visita a Beira, uma das áreas mais afetadas pelo ciclone Idai.

O UNICEF está preocupado com o fato de que inundações, combinadas com condições de superlotação nos abrigos, falta de higiene, água estagnada e fontes de água infectadas, coloquem crianças e famílias em risco de doenças como cólera, malária e diarreia.

Delegação do Conselho de Segurança da ONU e chefe da missão da ONU no Mali (MINUSMA) durante coletiva de imprensa na capital do país, Bamako, em 23 de março de 2019. Foto: MINUSMA/Harandane Dicko

ONU condena ataque que deixou ao menos 134 mortos no Mali

As Nações Unidas condenaram veementemente o ataque armado a um vilarejo na região central do Mali, que, segundo relatos, deixou ao menos 134 mortos e dezenas de feridos no sábado (23).

“Condenamos nos mais fortes termos este ataque indescritível”, disse François Delattre, embaixador da França nas Nações Unidas, falando como presidente do Conselho de Segurança, em entrevista à imprensa no sábado na capital do Mali, Bamako.