Maria e sua família no abrigo em Boa Vista. Foto: ACNUR/ Victor Moriyama

Sem dinheiro para sustentar filhos na Venezuela, professora retoma vida em Boa Vista

Ao lado de sua família, a venezuelana Maria percorreu um longo caminho até Boa Vista (RR). No percurso, foi roubada e teve que dormir por um mês na rua com seu neto de 20 dias até conseguir ser acolhida em um abrigo apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Hoje, está reconstruindo sua vida, sendo uma das fundadoras de um projeto de educação para crianças.

Professora há 16 anos, Maria, de 45 anos, dava aula em uma cidade rural da Venezuela até que viu seu salário mensal equivaler a 60 reais por conta da inflação. Sem meios para sustentar a família, ela deixou tudo para trás em busca de uma vida digna e segura. Emocionada, compartilhou com o ACNUR como tomou a decisão impossível que envolveu deixar dois filhos para trás. Leia o relato completo.

Criança caminha em meio a inundação no distrito de Kurigram, norte de Bangladesh, em agosto de 2016. Foto: UNICEF/Akash

Bangladesh: 19 milhões de crianças estão sob risco de desastres ligados à mudança climática

Mais de 19 milhões de crianças em Bangladesh sofrem com riscos de enchentes devastadoras, ciclones e outros desastres ambientais ligados à mudança climática, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em novo relatório publicado na semana passada (4).

De acordo com o estudo, a topografia plana, a alta densidade populacional e as fracas infraestruturas tornam o país “excepcionalmente vulnerável às poderosas e imprevisíveis forças que a mudança climática está consolidando”.

Prêmio nacional é referência no reconhecimento de educadores brasileiros. Foto: UNICEF/Raoni Libório

UNICEF apoia premiação de professores e coordenadores pedagógicos do Brasil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) passa a ser parceiro, em 2019, do Prêmio Educador Nota 10. Realizada desde 1998, a premiação se tornou o principal reconhecimento do trabalho de professores e gestores de escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

A agência da ONU vai apoiar a iniciativa dando ênfase na necessidade de enfrentar a exclusão e o abandono escolares – problemas que atingem mais de 9 milhões de crianças e adolescentes brasileiros, segundo dados oficiais.

Crianças na Mongólia frequentam jardim de infância itinerante, que leva educação infantil a comunidades rurais. Foto: UNICEF/Matas

UNICEF: 175 milhões de crianças não têm acesso a creches e pré-escola no mundo

Em seu primeiro relatório global sobre educação infantil, divulgado nesta terça-feira (9), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta que, em países de baixa renda, apenas uma em cada cinco crianças pequenas tem acesso a essa etapa inicial do ensino.

No Brasil, a agência da ONU lembra que as matrículas têm aumentado em creches e jardins de infância, mas o país não conseguiu atingir a meta de 2016 do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa a universalização da pré-escola para crianças de quatro e cinco anos.

Criança lava o rosto no Sudão do Sul (2018). Foto: UNICEF/Meyer

Falta de água e saneamento deixa milhões de vidas em risco no mundo, diz OMS

Mais de 2 bilhões de pessoas enfrentam riscos graves à saúde porque serviços básicos de água não estão disponíveis em um em cada quatro hospitais no mundo, afirmaram as Nações Unidas nesta quarta-feira (3), em apelo para países fazerem mais para prevenir a transmissão de doenças infecciosas evitáveis.

Em primeira avaliação sobre o assunto, o relatório Higiene, Saneamento e Água em Instalações de Assistência de Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), também mostra que um em cada cinco centros de assistência de saúde não possui banheiro ou latrina. O problema afeta ao menos 1,5 bilhão de pessoas, o que provavelmente reflete uma falta de instalações em comunidades como um todo.

Quase dois terços das pessoas que passam fome aguda estão em apenas oito países: Afeganistão, Etiópia, Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen. Foto: FAO

Fome aguda afeta 113 milhões de pessoas no mundo, diz relatório da ONU

Um relatório apresentado nesta terça-feira (2) conjuntamente por União Europeia, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Programa Mundial de Alimentos (PMA), concluiu que cerca de 113 milhões de pessoas em 53 países tiveram insegurança alimentar aguda em 2018, na comparação com 124 milhões em 2017.

A insegurança alimentar aguda ocorre quando a incapacidade de uma pessoa de consumir alimentos adequados coloca em perigo imediato sua vida ou seus meios de subsistência. Apesar do recuo em 2018, o número de pessoas no mundo que enfrentam crise alimentar se manteve acima dos 100 milhões nos últimos três anos, e o volume de países afetados aumentou.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam ponte Simon Bolívar com destino à Colômbia. Foto: ACNUR

ONU e governos sul-americanos discutem como proteger direitos de crianças venezuelanas

Durante uma Reunião Técnica de Alto Nível nos dias 27 e 28 de março em Buenos Aires, Argentina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), junto ao Instituto de Políticas Públicas e Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH), convocaram representantes institucionais de países da América do Sul receptores de refugiados e migrantes da Venezuela para trocar experiências sobre os desafios e oportunidades para a proteção de crianças e adolescentes venezuelanos.

Com um número de pessoas venezuelanas refugiadas e migrantes chegando a 3,4 milhões no mundo todo, crianças e adolescentes são os grupos mais afetados, enfrentando sérios riscos de proteção como separação familiar, falta de regularização migratória, exploração laboral e sexual, tráfico de pessoas, recrutamento forçado, limitações no acesso à certidão de nascimento e aos serviços básicos de saúde e educação.

Crianças em escola feita de tendas do UNICEF no Acampamento de Alhabanya, em Anbar, no Iraque. Foto: UNICEF/Anmar

Estudo avalia preparação de sistemas de proteção social para emergências no Oriente Médio

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram um estudo que analisa o funcionamento dos sistemas de proteção social em situações de emergência em países do Norte da África e Oriente Médio. Relatório reúne pesquisas sobre oito nações da região, incluindo Palestina, Iraque, Sudão e Síria.

Após uma longa viagem, venezuelanos chegam a Dourados para uma nova vida. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Com assistência da ONU, 130 venezuelanos são interiorizados para Mato Grosso do Sul

Dormindo nas ruas de Boa Vista (RR) por quase um mês, o venezuelano Daniel Andrade, de 29 anos, buscou apoio no centro de registro e documentação da Operação Acolhida na cidade e conseguiu, por meio da estratégia de interiorização, um emprego em Dourados (MS). Em busca de melhores oportunidades de integração, ele confirmou sua participação, refez as malas e embarcou rumo a uma nova vida.

Daniel é um dos 100 venezuelanos embarcados há uma semana para Dourados. Outros trinta, divididos em diferentes voos comerciais, também se juntaram ao grupo, que começa a trabalhar na cidade em 8 de abril. Todos receberam auxílio financeiro emergencial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O voo foi fretado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Aniversário de um ano da Operação Acolhida promoveu interação entre brasileiros e venezuelanos. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Agências da ONU lembram um ano da operação de acolhimento de venezuelanos

Um ano após iniciar as atividades de proteção e assistência aos venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira com Roraima, a Operação Acolhida celebrou seu primeiro aniversário com atividades culturais e esportivas para promover a integração entre refugiados e migrantes e brasileiros residentes de Boa Vista (RR).

Nas últimas semanas, uma feijoada beneficente e uma exposição fotográfica em um dos shopping da cidade marcaram o início das celebrações. No fim de semana, as comemorações tomaram a Praça Flávio Marques Paracat, um dos principais pontos turísticos de Boa Vista, com corridas de rua para crianças e adultos.

A Operação Acolhida envolve 11 ministérios e possui apoio e engajamento de organizações da sociedade civil e de diversas agências da ONU, como Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Resposta brasileira aos venezuelanos é referência para outros governos, diz oficial da ONU

Ao combinar ajuda humanitária e integração socioeconômica, a inovadora resposta do governo brasileiro aos refugiados e migrantes venezuelanos que chegam ao país é uma boa prática que deve ser mais bem conhecida e replicada em outras ações emergenciais voltadas a esta população no mundo.

Essa visão foi manifestada na última segunda-feira (25) pelo representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, durante reuniões em Brasília com os principais órgãos do governo brasileiro que trabalham na resposta humanitária.

Ciclone Idai foi o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas. Foto: UNICEF

UNICEF: Mais de 1,5 milhão de crianças precisam de ajuda em Moçambique, Malauí e Zimbábue

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 3 milhões de pessoas, das quais mais da metade são crianças, precisem urgentemente de ajuda humanitária em Malauí, Moçambique e Zimbábue após a passagem do ciclone Idai – o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas.

O UNICEF lançou na quarta-feira (27) um apelo para arrecadar 122 milhões de dólares para ajudar em sua resposta humanitária a crianças e famílias afetadas pela tempestade e seus efeitos nos três países atingidos pelos próximos nove meses. Saiba como doar.

O pessoal de campo do UNICEF reúne-se com a população local em Bankass, no centro do Mali, que foi atacada em 23 de março, deixando mais de 150 mortos, 2.000 deslocados e inúmeras cabanas e celeiros queimados. Foto: UNICEF/Maiga

ONU pede que Mali leve responsáveis por ataques contra comunidades à Justiça

As Nações Unidas pediram que autoridades do Mali garantam justiça às vítimas e aos sobreviventes de ataques dos chamados grupos de autodefesa, responsáveis por violência entre comunidades na região central do país, após um ataque no fim de semana que deixou mais de 150 mortos, incluindo cerca de 50 crianças.

O ataque de sábado (23) em Ogossagou, na região de Mopti, é o mais recente em uma série de operações desde março de 2018, que resultou na morte de cerca de 600 mulheres, crianças e homens, afirmou na terça-feira (26) o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Vinte e uma famílias de crianças com microcefalia manifestaram interesse em matricular seus filhos em um dos 59 Centros Municipais de Educação Infantil da rede municipal de Maceió (AL). Foto: Adalberto Farias, Jangada Filmes

PNUD apoia inclusão de crianças com microcefalia na rede municipal de ensino de Maceió

Com o objetivo de capacitar profissionais do ensino municipal de Maceió (AL) a atender as novas demandas de necessidades especiais na rede — incluindo o atendimento a crianças com microcefalia provocada pelo vírus zika —, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) promovem até esta quarta-feira (27) a segunda edição da Semana da Inclusão.

O encontro prioriza a discussão de propostas e a formação pedagógica para uma educação inclusiva, com base no direito da pessoa com deficiência de ir à escola, participar, interagir e se desenvolver.

Menino olha para a câmera, enquanto (à esquerda) a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, fala com pessoas deslocadas internamente durante visita a uma escola secundária usada como abrigo em 22 de março de 2019, em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

UNICEF envia ajuda para pessoas afetadas por ciclone Idai em Moçambique

“Estamos numa corrida contra o tempo para ajudar e proteger as crianças nas áreas devastadas pelo desastre em Moçambique”, afirmou a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, no final de uma visita a Beira, uma das áreas mais afetadas pelo ciclone Idai.

O UNICEF está preocupado com o fato de que inundações, combinadas com condições de superlotação nos abrigos, falta de higiene, água estagnada e fontes de água infectadas, coloquem crianças e famílias em risco de doenças como cólera, malária e diarreia.

Delegação do Conselho de Segurança da ONU e chefe da missão da ONU no Mali (MINUSMA) durante coletiva de imprensa na capital do país, Bamako, em 23 de março de 2019. Foto: MINUSMA/Harandane Dicko

ONU condena ataque que deixou ao menos 134 mortos no Mali

As Nações Unidas condenaram veementemente o ataque armado a um vilarejo na região central do Mali, que, segundo relatos, deixou ao menos 134 mortos e dezenas de feridos no sábado (23).

“Condenamos nos mais fortes termos este ataque indescritível”, disse François Delattre, embaixador da França nas Nações Unidas, falando como presidente do Conselho de Segurança, em entrevista à imprensa no sábado na capital do Mali, Bamako.

Ciclone Idai em Moçambique, Zimbábue e Malauí: saiba como ajudar

O ciclone tropical Idai chegou à terra durante a noite de 14 para 15 de março de 2019, perto da cidade de Beira, província de Sofala, no centro de Moçambique. O ciclone provocou chuvas torrenciais e ventos nas províncias de Sofala, Zambézia, Manica e Inhambane.

A cidade da Beira, na província de Sofala, região central de Moçambique, perdeu a comunicação. O impacto total do ciclone ainda está por ser estabelecido. No entanto, os relatórios iniciais indicam pelo menos 500 mortos e danos significativos na infraestrutura em Beira e arredores.

O ciclone Idai continuou em terra como uma tempestade tropical e atingiu o leste do Zimbábue com fortes chuvas e fortes ventos. A tempestade causou ventos fortes e precipitação intensa nos distritos de Chimanimani e Chipinge, causando inundações ribeirinhas e repentinas e mortes subsequentes, bem como destruição de meios de subsistência e propriedades.

Saiba aqui como ajudar.

Chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, e a chefe do UNICEF, Henrietta Fore, durante visita à República Democrática do Congo em março de 2019. Foto: OCHA

ONU alerta para necessidade de financiamento da resposta à crise humanitária na RDC

A chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o coordenador humanitário da ONU afirmaram na quinta-feira (21) que é necessário financiamento urgente e contínuo para uma resposta liderada pelo governo da República Democrática do Congo à crise humanitária no país.

“Podemos derrotar a enorme e prolongada crise humanitária. Mas precisamos urgentemente que doadores forneçam financiamentos generosos, conforme as necessidades continuam superando os recursos (disponíveis)”, disse o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock.

Segundo ele, a República Democrática do Congo precisa de contínuo engajamento internacional para criar as condições para paz, segurança e desenvolvimento de longo prazo.

Uma menina rohingya de sete anos carrega um jarro d'água para o abrigo improvisado de sua família, no assentamento de Bormapara , em Ukhia, na cidade de Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Sujan

UNICEF: mais crianças morrem por água não tratada do que por violência no mundo

Crianças menores de 15 anos que vivem em países afetados por conflitos prolongados têm, em média, quase três vezes mais chances de morrer de doenças diarreicas causadas pela falta de água potável, saneamento e higiene do que por violência direta, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em novo relatório divulgado nesta sexta-feira (22).

“As chances já estão contra as crianças vivendo em conflitos prolongados – com muitas incapazes de chegar a uma fonte de água segura”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “A realidade é que há mais crianças que morrem por falta de acesso a água potável do que por balas”.

Distribuição de alimentos em Beira, Moçambique. Mais de 70 famílias receberam ajuda em escola transformada em abrigo. A maior parte dos moradores teve de deixar suas casas danificadas pelo ciclone. Foto: PMA/Deborah Nguyen

PMA destaca devastação provocada por ciclone no sudoeste da África

A escala completa da devastação causada pelo ciclone tropical Idai no sudoeste da África está se tornando mais clara, afirmaram as Nações Unidas na terça-feira (19), alertando que a emergência “está crescendo a cada hora”.

Cinco dias após a tempestade chegar a Moçambique, causando amplos danos e enchentes, a estimativa é de que ao menos 1 mil pessoas tenham morrido no país.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) busca apoiar 600 mil pessoas afetadas pelo ciclone, que chegou a Moçambique com ventos de mais de 150 quilômetros por hora.

No Malauí, a agência da ONU planeja alcançar 650 mil pessoas com assistência alimentar.

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

‘Interiorização é a nossa esperança por melhores oportunidades’, diz venezuelano no Brasil

Eram quatro horas da manhã e muitas pessoas dormiam no abrigo Rondon 2, um alojamento do governo para venezuelanos em Boa Vista (RR). Mas cerca de 200 moradores da residência já estavam de pé e mal conseguiam controlar a ansiedade e a animação: dali a poucas horas, os refugiados e migrantes se mudariam para outros estados brasileiros.

O grupo participou da mais recente etapa do programa de interiorização, realizada na última quarta-feira (13). O projeto do governo federal tem o apoio da ONU Brasil.

Da esquerda para a direita: o vice-presidente da Comissão Nacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência do Conselho Federal da OAB, Joelson Costa Dias; a a coordenadora geral de saúde da pessoa com deficiência do Ministério da Saúde, Odilia de Souza; a chefe dos Programas de Saúde, HIV/AIDS e Desenvolvimento Infantil do UNICEF no Brasil, Cristina Albuquerque. Foto: Ministério da Cidadania/Clarice Castro

PNUD ressalta necessidade de incluir crianças com deficiências em políticas públicas

No Seminário Internacional da Primeira Infância, realizado na semana passada em Brasília (DF), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alertou para a necessidade de incluir crianças com deficiências em políticas para os meninos e meninas de até seis anos de idade. Investimentos nesse período inicial da vida são considerados fundamentais pela ONU para o desenvolvimento neurológico e bem-estar social dos pequenos.

Bandeira da Nova Zelândia vista na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Guterres pede que países se posicionem contra ódio após ataques em mesquitas na Nova Zelândia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou a comunidade internacional a se posicionar contra o “ódio antimuçulmano”, após ataques a tiros em massa na sexta-feira (15) na Nova Zelândia. Os ataques miraram duas mesquitas e deixaram ao menos 49 mortos e diversos feridos, alguns em estado crítico.

“Estou entristecido e condeno veementemente os ataques a tiros contra pessoas inocentes, conforme rezavam pacificamente em mesquitas na Nova Zelândia”, tuitou o chefe da ONU, expressando suas “mais profundas condolências às famílias das vítimas”.

“Hoje, e todos os dias, devemos nos posicionar contra ódio antimuçulmano e todas as formas de intolerância e terror”, afirmou.

Projeto SensibilizArte animou posto de triagem em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Thais Rodrigues

Em Boa Vista, estudantes de Medicina promovem brincadeiras em posto para venezuelanos

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) surpreendeu venezuelanos num posto de triagem com música e uma atividade lúdica para crianças. Treze voluntários vestidos de palhaços animaram o centro de atendimento com performances artísticas para mais de 200 pessoas. Iniciativa realizada neste mês (1º) foi fruto de parceria da agência da ONU com a Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina (IFMSA).

Participantes de Assembleia da ONU para o Meio Ambiente fazem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da queda de um avião da Ethiopian Airlines. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU lamenta queda de avião na Etiópia; 22 funcionários da Organização morreram

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente triste” com a queda neste domingo do avião da Ethiopian Airlines, que deixou todas as 157 pessoas a bordo mortas, incluindo pelo menos 22 funcionários das Nações Unidas.

Aeronave caiu logo após decolar da capital da Etiópia, Adis Abeba. O destino do voo era Nairóbi, no Quênia, onde teve início nesta segunda-feira a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente.

No Brasil, de agosto a setembro de 2018, o governo realizou uma campanha contra pólio e sarampo alcançando mais de 11 milhões de crianças com menos de 5 anos (97,89% de cobertura). Foto: EBC

UNICEF: surto global de sarampo é ameaça crescente para crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou nesta sexta-feira (1) que casos de sarampo estão surgindo em níveis alarmantes no mundo, puxados por dez países — entre eles o Brasil —, responsáveis por mais de 74% do aumento, e por várias nações que tinham sido previamente declaradas livres da doença.

No Brasil, de agosto a setembro de 2018, o governo realizou uma campanha contra pólio e sarampo alcançando mais de 11 milhões de crianças com menos de 5 anos (97,89% de cobertura). O UNICEF encorajou as pessoas de todo o país a se vacinar e capacitou monitores que trabalham em abrigos para migrantes venezuelanos em Roraima para promover a vacinação entre as famílias. O UNICEF também incluiu a vacinação contra o sarampo como parte da estratégia Selo UNICEF, que alcança 1.924 municípios no Semiárido e na Amazônia.

Interiorização de venezuelanos no Brasil. Foto: Casa Civil/Governo Federal

Estão abertas inscrições para evento em Porto Alegre sobre acolhimento de refugiados

Entre os dias 18 a 20 de março, a cidade de Porto Alegre (RS) receberá o evento “Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil”, organizado pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).

O ciclo de atividades terá início com a oficina “Imprensa no Combate à Xenofobia contra Refugiados e Migrantes”, promovida por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Conectas Direitos Humanos.

As inscrições para o simpósio e as oficinas vão até as 12h do dia 1º de março.

Mercado Ver-o-Peso em Belém do Pará. Foto: EBC

Pará reafirma compromisso com UNICEF pelos direitos das crianças

A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Florence Bauer, visitou nesta semana o estado do Pará, onde se reuniu na quinta-feira (21) com o governador Helder Barbalho. Dirigentes discutiram o apoio do estado ao Selo UNICEF, iniciativa que estimula e reconhece projetos municipais voltados para os direitos das crianças e adolescentes.

O Selo UNICEF é voltado para municípios do Semiárido e da Amazônia Legal brasileira. Dos 644 municípios que aderiram ao projeto na região amazônica, 115 são do Pará.

De manhã cedo, no condado de Leer, no Sudão do Sul, famílias aguardam cadastramento para uma distribuição de comida realizada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA). Foto: UNICEF/Modola

Escravidão sexual e estupros coletivos viraram ‘lugar comum’ no Sudão do Sul, diz comissão

Investigadores das Nações Unidas denunciaram na quarta-feira (20) uma série de violações de direitos humanos no Sudão do Sul, onde casos de estupros aumentaram ao longo do ano passado e sequestros, escravidão sexual e assassinatos brutais “se tornaram lugar comum”.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 25% dos alvos de violência sexual no país são crianças, incluindo meninas de até sete anos de idade.

Crianças estão particularmente vulneráveis em Rukban, na Síria. Foto: OCHA

ONU alcança 40 mil pessoas em maior entrega de ajuda humanitária na Síria

Na fronteira sul da Síria, o maior comboio humanitário da ONU a operar dentro do país distribuiu com sucesso ajuda para 40 mil pessoas, anunciou na sexta-feira passada (15) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Em Rukban, região que recebeu a assistência, pelo menos oito crianças morreram recentemente por causa do inverno rigoroso e da falta de serviços médicos. No local, algumas mulheres estavam se prostituindo para sobreviver.

Crianças deslocadas internamente em Bangui, na República Centro-Africana. Foto: ONU/Evan Schneider

UNICEF lista passos concretos para garantir proteção de crianças na República Centro-Africana

Elogiando o recente acordo de paz assinado por 15 partes conflitantes na República Centro-Africana (RCA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) destacou na segunda-feira (18) que “agora é hora para ação” e listou passos concretos que grupos armados, autoridades judiciais e governo podem dar para que o futuro de milhões de crianças seja protegido.

“O acordo de paz assinado pelo governo da República Centro-Africana e outras partes do conflito é um passo bem-vindo em direção à paz duradoura e à esperança de um futuro melhor para as crianças do país”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, em comunicado.

Conversas de paz começaram em 24 de janeiro deste ano e um acordo foi alcançado dez dias depois sob mediação da Iniciativa Africana para Paz e Reconciliação na RCA, liderada pela União Africana, com apoio da ONU. O acordo foi formalmente assinado em 6 de fevereiro.