Atleta venezuelana ensina caratê para refugiados e migrantes em Pacaraima

Nos corredores da estrutura montada para receber refugiados e migrantes venezuelanos em Pacaraima (RR), na fronteira entre o país e o Brasil, a sensei faixa-preta em caratê Jhogsi Gómez treina novas alunas e alunos.

Campeã nacional do esporte na Venezuela — com 47 medalhas, sendo 17 de ouro —, a experiente professora dá aulas hoje em um cenário diferente. “Quando cheguei aqui, eu queria ajudar. Então, me cederam esse espaço para ensinar, principalmente as mulheres, a se defender”, conta.

UNFPA participou de capacitação de servidores públicos com discussões sobre os grupos mais vulneráveis em contextos migratórios, como as mulheres, as crianças, os idosos e a população LGBTI. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Agências da ONU discutem direitos humanos com servidores públicos de Pacaraima

Servidores públicos da Prefeitura de Pacaraima (RR) e conselheiros tutelares participaram na semana passada de uma capacitação sobre direitos humanos, migração e refúgio.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou da iniciativa com discussões sobre leis específicas para grupos vulneráveis em contextos migratórios — como as crianças e adolescentes, as mulheres, os indígenas, os idosos, pessoas com deficiência e indivíduos LGBTI.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, em 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

Em dia internacional, UNFPA reforça importância de lutar contra machismo e racismo

Na quinta-feira, 25 de julho, é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana, Caribenha e da Diáspora, e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) esteve presente no evento de celebração, promovido pelo Governo do Distrito Federal, na terça-feira (23). O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, reforçou a importância de lutar contra o racismo e o machismo, que também são obstáculos para o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos.

A data marca a luta pelo fim da violência doméstica e do feminicídio, pela garantia de acesso à saúde pelas mulheres negras, inclusive saúde sexual e reprodutiva, pelo direito de exercer práticas religiosas e culturais, entre outras.

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em parceria com UNFPA, Exército da Salvação cria espaço para refugiados em Boa Vista

“Cada Vida Uma História” é o nome dado ao primeiro espaço de encontro que permitirá às pessoas que transitam pela Rodoviária Internacional de Boa Vista ter um momento para compartilhar suas experiências nos processos migratórios, por meio da escrita e da conversa. A atividade acontece dentro do espaço seguro que o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) abriu em junho, em parceria com as Forças Armadas, no âmbito da Operação Acolhida.

Atualmente, as áreas de apoio da Rodoviária Internacional de Boa Vista contam com uma estrutura que permite aos migrantes que chegam à cidade em condições de vulnerabilidade ter acesso a diferentes serviços oferecidos por agências da ONU — UNFPA, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) — e pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, entre outros.

Novo relatório publicado por agências da ONU mostrou que taxa brasileira de gravidez na adolescência está acima da média latino-americana e caribenha. Foto: EBC

UNFPA discute prevenção da gravidez na adolescência com servidores do Paraná

Entender como temas ligados ao corpo e ao afeto evoluíram ao longo do tempo e refletir sobre como esses assuntos fazem parte do dia a dia dos adolescentes. Estes foram os pontos que guiaram o segundo módulo de capacitação do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná, uma parceria entre o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Itaipu Binacional.

As oficinas foram realizadas nos dias 10 e 12 de julho e tiveram a participação de 100 profissionais das áreas de educação, cultura, saúde e assistência social que trabalham diretamente com adolescentes.

O Brasil registra um alto índice de gravidez na adolescência. De acordo com o último Relatório Sobre a Situação da População Mundial, a taxa no país é de 62 jovens gestantes a cada 1 mil, que é maior do que a taxa mundial, de 44 a cada 1 mil. Prevenir e oferecer respostas para a gravidez não intencional na adolescência, de forma que as pessoas jovens tenham acesso a informações e conhecimentos, está entre as prioridades do UNFPA.

Os dois jovens se apoiam mutuamente no enfrentamento ao HIV. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Fundo de População da ONU atende venezuelanos vivendo com HIV em Roraima

O venezuelano Misael González, um indígena de 29 anos do povo Pemón Taurepang, havia acabado de conseguir um emprego em uma padaria na Venezuela quando descobriu que vivia com HIV. Tomado por uma mistura de choque e medo do estigma e do preconceito, decidiu deixar a família e cruzar a fronteira com o Brasil em busca de tratamento.

Um médico do programa Mais Médicos que conhecia o mandato do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) o encaminhou ao Espaço Amigável. Lá, ele foi uma das pessoas vivendo com HIV acolhidas pelo Fundo em Roraima, desde o início de 2019. Em junho, foram 13 atendimentos realizados pela equipe da agência da ONU.

Países africanos têm buscado cooperação técnica com IBGE. Foto: EBC

Representante do UNFPA apresenta em Nova Iorque experiência do Brasil em Cooperação Sul-Sul

O representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, apresentou durante evento na sede da ONU, em Nova Iorque, os avanços alcançados pelo país por meio da Cooperação Sul-Sul e os benefícios deste tipo de modelo durante apresentação voltada para especialistas da agência das Nações Unidas em todo o mundo.

A Cooperação Sul-Sul é um modelo de cooperação em que dois ou mais países em desenvolvimento atuam em conjunto, por meio do intercâmbio de conhecimentos e habilidades, para atingir determinados objetivos. No Brasil, os projetos são viabilizados por meio do diálogo constante e da parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Como exemplos, o representante do UNFPA citou o projeto que visa buscar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres em países africanos, uma cooperação entre Brasil e Moçambique, com a participação do UNFPA; e o projeto do Censo Eletrônico, que leva o pioneirismo da tecnologia do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) no levantamento e registro de dados populacionais a países da África.

Bandeira dos EUA em Washington, D.C.. Foto: Flickr (CC)/Ryan Bodenstein

Fundo de População da ONU lamenta decisão dos EUA de cortar recursos de seu orçamento

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lamentou a decisão do governo dos EUA de cortar recursos para a agência pelo terceiro ano consecutivo. Segundo informações da imprensa, o país norte-americano vai cancelar uma doação de 32,5 milhões de dólares em financiamento.

De acordo com a imprensa, o motivo por trás do corte seria a alegação de que o UNFPA apoiaria ou participaria de um programa de aborto forçado ou esterilização involuntária na China. A agência nega a acusação.

Funcionária de centro médico do vilarejo Tajikhan, no Afeganistão, conversa com uma mulher e seu bebê de 5 meses em 10 de maio de 2012. Foto: Banco Mundial/Graham Crouch

Mulheres ainda enfrentam desafios de bem-estar e direitos humanos, diz chefe da ONU

Muitas mulheres e meninas “ainda enfrentam enormes desafios aos seus direitos à saúde, bem-estar e aos seus direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas em encontro de alto nível da Assembleia Geral na terça-feira (16), em Nova Iorque. A reunião foi convocada para marcar os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), um importante evento em saúde reprodutiva e direitos.

“Estamos vendo um retrocesso global em direitos das mulheres, incluindo direitos reprodutivos e serviços de saúde vitais”, afirmou António Guterres aos participantes do encontro.

Embora progressos alcançados em direitos das mulheres ao longo dos últimos 25 anos tenham contribuído para reduzir a pobreza e a fome e melhorar a educação e a saúde, em torno de 650 milhões de mulheres se casaram quando ainda eram crianças. Todos os dias, mais de 500 mulheres e meninas morrem durante a gravidez e o parto em todo o mundo.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Jovens de hoje estão mais abertos à diversidade sexual, diz ativista trans

Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a mulher trans e ativista de direitos humanos Jacqueline Rocha Côrtes diz ver avanços nos direitos garantidos legalmente para os jovens, na comparação com a sua própria geração.

No entanto, a militante alerta que, devido à violência e à intolerância, nem sempre esses direitos podem ser exercidos plenamente. “Em termos de sexualidade, os jovens estão mais abertos para lidarem com a diversidade”, aponta Jacqueline.

Jurema Werneck é diretora executiva da Anistia Internacional. Foto: Anistia Internacional

Diretora da Anistia Internacional fala sobre conquistas e desafios da população negra no Brasil

Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para ocasião do Dia Mundial da População (UNFPA), a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, fala sobre as conquistas e desafios da população negra no Brasil, em especial meninas e mulheres.

“Convivi com várias gerações de mulheres negras da minha família (bisavó, avós, mãe e tias, primas, sobrinhas). Nunca houve oportunidades, mas conquistas — e as gerações mais novas sempre usufruíram mais do que as anteriores. Entre todas, as mais novas e as mais velhas, sou a que teve acesso a mais espaços e possibilidades, a partir das conquistas feitas”, declarou. Leia a entrevista completa.

Mães utilizam creche no distrito de Sire, na Etiópia. Foto: Banco Mundial/Binyam Teshome

No Dia Mundial da População, Guterres defende desenvolvimento equitativo e inclusivo

À medida que a população global continua a aumentar, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou nesta quinta-feira (11), Dia Mundial da População, a estreita ligação entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e as tendências demográficas — exortando todos a “dar oportunidades para aqueles deixados para trás e ajudar a abrir o caminho para um desenvolvimento sustentável, equitativo e inclusivo para todos”.

“Para muitos dos países menos desenvolvidos do mundo, os desafios para o desenvolvimento sustentável são agravados pelo rápido crescimento populacional e pela vulnerabilidade às mudanças climáticas”, disse ele em comunicado. “Outros países estão enfrentando o desafio do envelhecimento populacional, incluindo a necessidade de promover um envelhecimento ativo saudável e fornecer proteção social adequada”.

Distribuição de preservativos em São Paulo. Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

ONU defende certificação de produtos brasileiros para mercado global de saúde sexual e reprodutiva

O representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, voltou a defender o potencial do país em oferecer produtos de saúde sexual e reprodutiva para agências da ONU — que distribuem métodos anticoncepcionais em nações em desenvolvimento e crises humanitárias.

Em Brasília (DF), o dirigente participou na terça-feira (9) do lançamento — para a legislatura de 2019 — da Frente Parlamentar da Indústria Pública de Medicamentos.

O Brasil passou por uma acelerada queda de fecundidade nas últimas décadas, chegando a uma média atual de 1,7 filhos por mulher, mas a taxa declinou de forma considerável entre as mulheres mais vulneráveis, grupo que compreende as mulheres mais pobres e as mulheres negras, segundo o UNFPA. Foto: OPAS

UNFPA aponta maior queda de fecundidade no Brasil entre mulheres mais vulneráveis

O Brasil passou por uma acelerada queda de fecundidade nas últimas décadas, chegando a uma média atual de 1,7 filho por mulher, mas a taxa declinou de forma considerável entre as mais vulneráveis, grupo que compreende as mulheres mais pobres e negras.

É o que demonstra um levantamento apresentado nesta quinta-feira (11), por ocasião do Dia Mundial de População. Com o título “Fecundidade e Dinâmica da População Brasileira”, a publicação foi elaborada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e busca traçar um retrato populacional e de desenvolvimento do país.

Os dados demonstram que um maior acesso a serviços e informações sobre métodos contraceptivos, em larga escala, foi fundamental para que todas as mulheres, inclusive negras e pobres, conseguissem planejar melhor suas famílias, fator importante no empoderamento e engajamento delas mulheres na vida produtiva.

Ao todo, 32 grávidas venezuelanas refugiadas e migrantes participaram da roda de conversa. Foto: UNFPA Brasil

Fundo de População da ONU faz roda de conversa venezuelanas gestantes em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realizou, na última semana, uma roda de conversa direcionada para gestantes de um dos abrigos da Operação Acolhida em Boa Vista (RR). Ao todo, 32 refugiadas e migrantes venezuelanas e alguns de seus parceiros participaram da conversa sobre saúde sexual e reprodutiva, acesso a métodos contraceptivos e direitos.

Em contexto de emergências humanitárias, mulheres gestantes, assim como mulheres em geral, pessoas LGBTI, idosas e com deficiência – entre outras com necessidades específicas de proteção – são especialmente vulneráveis.

Por isso, o UNFPA é responsável por promover ações em saúde sexual e reprodutiva e prevenir a violência baseada em gênero, principalmente no caso das grávidas: de acordo com o último Relatório Sobre a Situação da População Mundial, ao menos 800 mulheres e meninas morrem todos os dias no mundo de complicações relacionadas à gravidez ou ao parto, devido à falta de serviços obstétricos adequados.

Formação é feita com vários parceiros da força-tarefa da logística humanitária. Foto: UNFPA Brasil

Oficinas capacitam profissionais em Roraima no combate à exploração sexual de crianças

As oficinas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) sobre como prevenir casos de exploração sexual e abuso de crianças e adolescentes têm como alvo não apenas militares envolvidos na força-tarefa da Operação Acolhida, mas também civis e profissionais da ONU que trabalham dentro dos abrigos em Roraima, lidando diretamente com pessoas migrantes e refugiadas.

No último fim de semana de junho, 94 profissionais da Visão Mundial, contratados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para atuar em espaços educativos nos abrigos, passaram pela formação.

Mulheres da equipe do UNFPA participaram da atividade para aprimorar conhecimento em gestão de projetos. Foto: UNFPA Brasil

Equipe de assistentes do UNFPA Brasil é certificada em curso para gestão de projetos

Ampliar conhecimentos e fortalecer as capacidades das profissionais que trabalham no mundo corporativo e em gestão de projetos. Estes são os principais focos da rede “Elas Projetam”. No final de maio, funcionárias da equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil marcaram presença no curso preparatório para a certificação do Prince2 Foundation, metodologia de gestão de projetos.

Em 10 anos, mais de 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram assassinados no estado de São Paulo. Foto: Fora do Eixo (CC)

No Paraná, Fundo de População da ONU debate vivência do corpo e afetividade na adolescência

Em Guaíra e Medianeira, cidades do oeste do Paraná, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ITAIPU Binacional realizam na próxima semana uma capacitação com servidores públicos sobre a vivência do corpo e da afetividade na adolescência. Iniciativa faz parte de um projeto para prevenir e reduzir a gravidez não intencional nessa fase da vida. Formação acontece nos dias 10 e 12 de julho.

Oficina reuniu mulheres venezuelanas que trabalham com liderança comunitária em abrigo da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil

Em Boa Vista, oficina explica para venezuelanas como denunciar violência de gênero

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reuniu cerca de 40 venezuelanas para uma oficina sobre violência de gênero em contextos de migração. As participantes eram mulheres responsáveis pela proteção e mobilização comunitária do Abrigo Jardim Floresta, mantido pela Operação Acolhida do governo federal brasileiro. Também estiveram presentes moradores que atuam na gestão do alojamento.

O UNFPA lidera a ação de prevenção e resposta à violência baseada em gênero e atua na promoção do acesso à saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Fundo de População da ONU dá orientações de saúde para venezuelanos transferidos de Roraima

Antes de serem transferidos para outros estados do Brasil, refugiados e migrantes venezuelanos que vivem em Roraima recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre violência de gênero.

A iniciativa é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que apoia o programa de interiorização do governo federal por meio de sessões informativas para mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, idosas ou com deficiência.

Jesus Villarroel e Ricardo Alfonzo Roca, fundadores do grupo. Foto: UNFPA/Débora Rodrigues

Venezuelanos LGBTI montam grupo de arte em abrigo da Operação Acolhida em Roraima

Jovens venezuelanos LGBTI que cantam, dançam, interpretam e desenham encontraram, dentro de um abrigo da Operação Acolhida em Roraima, uma forma de se unirem durante o difícil processo de deslocamento ao Brasil, seja como migrante ou como refugiado.

Com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), eles batizaram o coletivo de “DiverTsarte”. “É um grupo, mas somos família, união e estabilidade. Essa sigla significa diversidade, diversão e arte”, justifica o representante, Jesus Daniel Villaroel, de 26 anos.

A professora venezuelana Asia Jiménez, de 27 anos, foi atendida pela equipe do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU apoia saúde mental de refugiados e migrantes venezuelanos

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realiza atendimento a refugiados e migrantes que enfrentam difíceis jornadas até chegar ao Brasil. Esse foi o caso da professora venezuelana Asia Jiménez, de 27 anos.

“As pessoas do Fundo de População das Nações Unidas me ajudaram muito, com rodas de conversa, com um lugar onde eu pudesse falar. Estou muito grata por toda ajuda”, resume.

A professora não pretende regressar à Venezuela. Ela e a família conseguiram uma vaga em um dos abrigos da Operação Acolhida em Boa Vista (RR) e agora estão na fila por uma oportunidade de interiorização. “Só espero me recuperar, e que meus filhos cresçam bem”, afirma.

Workshop do UNFPA abordou questões de direitos humanos com profissionais que trabalham com empreendedorismo e empoderamento da juventude. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Fundo de População da ONU discute direitos humanos com profissionais de empreendedorismo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em junho (27), em Brasília (DF), um workshop sobre direitos humanos para profissionais que trabalham com empreendedorismo e empoderamento da juventude.

Ao longo de um dia inteiro, 17 professores de diversas regiões do Brasil puderam aprender um pouco mais sobre igualdade racial e de gênero e direitos da população LGBTI. Os debates incluíram temas como racismo institucional e ações afirmativas.

Grupo se reúne aos sábados, em oficinas que durarão até o próximo mês. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Em Roraima, projeto capacita brasileiras e venezuelanas para enfrentar violência de gênero

Realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e instituições parceiras, o projeto Promotoras Legais Populares completou três semanas de oficinas voltadas para a capacitação de mulheres em Boa Vista (RR).

A iniciativa pretende empoderar e formar 30 lideranças comunitárias, entre brasileiras e venezuelanas. Formação aborda direitos, conceitos e políticas públicas sobre combate à violência de gênero.

Grupo reúne-se aos sábados em oficinas que durarão até o próximo mês. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Projeto discute violência de gênero e direitos das mulheres em Roraima

Realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com o Núcleo de Mulheres de Roraima (NUMUR) e o Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), o projeto Promotoras Legais Populares completou três semanas de oficinas voltadas para a capacitação de mulheres em Boa Vista (RR).

A iniciativa pretende empoderar e formar 30 lideranças comunitárias, entre brasileiras, refugiadas e migrantes, sobre direitos, conceitos e políticas públicas relacionados ao combate à violência de gênero.

No sábado (22), as participantes aprenderam sobre os diversos serviços e instituições que atuam no processo de enfrentamento à violência contra a mulher, como o Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), o 190 (Polícia Militar), a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM).

Time do UNFPA em ação na comunidade indígena Sakaumotá, em março deste ano. Foto: UNFPA Brasil

Fundo de População da ONU completa um ano de atividades em Pacaraima

Há um ano, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) chegava a Pacaraima, município na fronteira do Brasil com a Venezuela, para integrar os serviços de ordenamento de fronteira da Operação Acolhida, iniciativa do governo federal e das Forças Armadas para coordenar a resposta e atendimento às pessoas refugiadas e migrantes que chegam ao país.

Desde então, o UNFPA lidera as ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva e de prevenção da violência baseada em gênero no contexto de assistência humanitária. “É fundamental a atuação do Fundo de População neste cenário: para garantir que cada gestação seja desejada, cada parto seja seguro e cada pessoa jovem possa atingir o seu potencial, inclusive em situações de crises humanitárias”, disse o chefe do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

Em Boa Vista (RR), o público do abrigo Santa Tereza participou de ação do UNFPA e ACNUR sobre homofobia. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Em Boa Vista, ONU debate homofobia em abrigo para homens venezuelanos

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniram 74 homens venezuelanos na semana passada para uma roda de conversa sobre saúde sexual e combate à homofobia. Os refugiados e migrantes moram no abrigo Santa Tereza, do governo federal. Os organismos internacionais decidiram ir ao local após relatos de discriminação homofóbica entre os moradores.

Para se distrair dos obstáculos que sua família enfrentava, Roberth aprendeu a fazer origami, a jogar xadrez e rúgbi. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Venezuelano de 17 anos retoma estudos e práticas esportivas no Brasil

O venezuelano Roberth Anzoategui, de 17 anos, jogava beisebol em uma academia de seu país e estava a dois meses de assinar um contrato profissional quando sua vida tomou rumos inesperados.

A casa onde ele morava com mãe, pai e dois irmãos foi alvo de um assalto à mão armada. A família teve todos os seus pertences roubados, foi ameaçada de morte e, para sobreviver, precisou fugir.

Quando chegou a Pacaraima (RR), cidade na fronteira entre Venezuela e Brasil, em outubro de 2018, o adolescente encontrou conforto no atendimento do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

As especialistas em violência baseada em gênero e em saúde sexual e reprodutiva, Patrícia Ludmila e Leila Rocha, organizaram a roda de conversa em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA Brasil/Rafael Sanz

Mulheres indígenas em Boa Vista recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva

A equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) visitou na semana passada (10) a ocupação Kau’banoko, que abriga mulheres venezuelanas refugiadas e migrantes dos povos indígenas Warao e Inepá em Boa Vista (RR).

Saúde sexual e reprodutiva é um dos eixos do trabalho UNFPA no programa de assistência humanitária. Em contextos de emergência, pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, são mais vulneráveis à violência sexual, infecções sexualmente transmissíveis e gestações não intencionais. Na ausência de serviços adequados de obstetrícia, há um alto índice de mortes maternas e complicações relacionadas ao parto.

Jovens negros são as principais vítimas e estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil. Foto: EBC

Fundo de População da ONU pede mais investimentos nos 165 milhões de jovens da América Latina e Caribe

A América Latina e o Caribe têm hoje aproximadamente 165 milhões de pessoas entre dez e 24 anos de idade, de um total de 658 milhões de habitantes da região. Isso significa que uma em cada quatro pessoas da região é jovem. No caso do Brasil, são 49 milhões de jovens e adolescentes, cerca de 30% do total de latino-americanos e caribenhos nessa faixa etária.

Investir nesta população, garantir que ela tenha acesso à saúde — incluindo à saúde sexual e reprodutiva —, à educação e ao mercado de trabalho é investir no futuro e em sociedades mais produtivas, aponta publicação lançada nesta terça-feira (18) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A iniciativa incentiva que unidades de saúde ofereçam serviços adequados a adolescentes. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

UNFPA premia serviços de saúde do Distrito Federal com Selo Chega Mais

Um serviço de saúde inclusivo, que se preocupa com as questões sexuais e reprodutivas dos e das adolescentes e que seja acessível e livre de discriminação. Essas são características presentes nas três unidades e serviços de saúde do Distrito Federal premiadas pelo “Chega Mais – Selo de Qualidade de Serviços para Adolescentes”. A solenidade de premiação aconteceu na quinta-feira (13), no Centro de Saúde 1 – Hospital Dia, em Brasília (DF).