A venezuelana Yianela e seu filho estão abrigados em Roraima. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Com apoio da ONU, venezuelana recebe informações sobre cuidados de pré-natal

Proveniente da cidade venezuelana de Tigre, Yianela Brizuela, de 18 anos, cruzou a fronteira com o Brasil quando estava em seu terceiro mês de gravidez e levava seu filho de 3 anos no colo. Sua principal motivação era ter melhores condições de vida.

Atualmente no oitavo mês de gestação, ela lembra ter tido contato com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio de uma sessão informativa em Roraima sobre saúde sexual e reprodutiva. Na ocasião, estavam sendo discutidos cuidados de pré-natal.

“Não me esqueço desse dia, porque aprendemos muitas coisas novas. Uma mãe pode acreditar que, por já ter tido um filho, sabe tudo, mas me dei conta de que havia muitas coisas a aprender em relação à gravidez”, explica. Leia o relato completo.

Magdali e seus filhos, felizes em solo brasileiro. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Em Roraima, Espaço Amigável acolhe, escuta e encaminha mulheres venezuelanas a serviços públicos

Em 2018, Magdali Bronn e sua família iniciaram uma luta para ter acesso a serviços de saúde na Venezuela. Os empecilhos, no entanto, foram muitos. Seu marido faleceu de malária no fim de 2018, e sua filha mais nova contraiu otite aguda, que agora precisa ser operada.

Magdali chegou ao Brasil em 14 fevereiro de 2019, quando se celebra, na Venezuela, o Dia do Amor e da Amizade. “Fui recebida pelas pessoas do UNFPA no Espaço Amigável, que me trataram muito bem. Expliquei minha situação e da minha filha, e soube que a operação dela seria possível aqui”, contou.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) dá apoio a mulheres que chegam em situação de extrema vulnerabilidade ao Brasil, oferecendo um espaço de escuta sensível nos ‘Espaços Amigáveis’, em Roraima.

Salvador, Bahia. Foto: Albert Dezetter (Creative Commons).

UNFPA apoia oficina sobre direitos humanos em instituto cultural na Bahia

Para sensibilizar seus funcionários a respeito da diversidade e do combate a todas as formas de discriminação, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) promoveu em 05 e 06 de setembro, em Salvador, uma oficina de formação e diálogo em direitos humanos.

A atividade “Dialogando sobre Diversidade e Direitos Humanos” foi organizada em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBTI da Bahia (CPDD) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

O encontro discutiu assuntos como sexualidade, orientação sexual, LGBTIFobia, identidade de gênero e garantia de direitos.

1º Mutirão da Saúde em Ka'ubanoko, ocupação de refugiados e migrantes venezuelanos indígenas e não indígenas, em Roraima. Foto: UNFPA | Yareidy Perdomo.

UNFPA apoia venezuelanos indígenas no processo de integração ao território brasileiro

Agências da ONU têm realizado diversas atividades para ampliar o nível de informação e acesso daqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade social em Roraima.

Ka’ubanoko, que significa “meu lar” na língua Warao, é uma ocupação que conta com mais de 600 pessoas indígenas e não indígenas vindas da Venezuela.

O local sediou o 1º Mutirão da Saúde – atividade que reuniu comunidade local, agências das Nações Unidas, instituições públicas e outras organizações para tratar de cuidados médicos e sanitários, além de outros eventos e rodas de conversa sobre direitos, liderança e resiliência comunitária.

Representantes de CONASEMS e UNFPA reuniram-se na sede das Nações Unidas, em Brasília (DF). Foto: UNFPA/Thais Rodrigues

UNFPA pretende realizar ações conjuntas com conselho de secretarias municipais de saúde

Representantes de Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) reuniram-se na quinta-feira (5) em Brasília (DF) para identificar convergências em seus trabalhos e apresentar projetos desenvolvidos por cada uma das instituições. A reunião terminou com a proposta de um acordo de cooperação para ações conjuntas.

Tendo como base a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), que aconteceu em Cairo, em 1994, o UNFPA trabalha para que o Brasil consiga zerar, até 2030, as necessidades insatisfeitas de contracepção, as mortes maternas evitáveis e as práticas nocivas contra mulheres e crianças. Dessa maneira, colabora para a conquista dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A cada dez crianças que nascem no Brasil, duas são de mães adolescentes. Foto: Governo do Rio de Janeiro

Seminário na Câmara dos Deputados discute gravidez não intencional na adolescência

Seminário a ser realizado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (11) debaterá a gravidez não intencional na adolescência sob uma perspectiva de direitos humanos e desenvolvimento.

A convite da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, com requerimento de autoria da deputada Carmen Zanotto, parlamentares, integrantes do setor público e privado — representado pela Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil — e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) vão discutir os impactos de uma gravidez não planejada na adolescência e o que fazer para garantir o acesso de adolescentes brasileiras aos direitos reprodutivos.

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 18% dos nascimentos no Brasil são de mães entre 10 e 19 anos. A cada dez crianças que nascem, duas são de mães adolescentes.

Equipe de estagiários e estagiárias do UNFPA Brasil 2019. Foto: UNFPA/Giselle Cintra

Estágio afirmativo do UNFPA é porta de entrada de jovens para Sistema ONU

Estudante de Geografia na Universidade de Brasília (UnB), Fábio Pereira é o primeiro da sua família a ingressar no ensino superior, uma vez que seus pais, moradores da Cidade Estrutural (DF), se sustentavam por meio da reciclagem de resíduos sólidos de um dos maiores aterros sanitários da América Latina.

Ele é um dos 11 estagiários que ingressaram no Sistema das Nações Unidas por meio do Programa de Estágio Afirmativo do UNFPA no Brasil em 2019. Leia depoimentos dele e de outros estagiários.

O workshop sobre comunicação e HIV na Bahia teve duas turmas (manhã e tarde) compostas por comunicadores, estudantes e profissionais de áreas relacionadas à saúde. Foto: UNAIDS

UNAIDS promove oficina de comunicação sobre HIV na Bahia

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) promoveu na segunda-feira (26), em Salvador (BA), o segundo workshop da série “Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS”. O evento, realizado no auditório do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), é uma ação do UNAIDS com apoio do IRDEB e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e faz parte do Plano Conjunto da ONU sobre AIDS 2019.

Foram duas turmas (manhã e tarde) compostas por comunicadores, estudantes e profissionais de áreas relacionadas à saúde. Ao todo, cerca de 70 pessoas participaram do seminário, cujo objetivo foi apresentar uma atualização de conceitos e terminologias relacionados ao universo do HIV e da AIDS, além de demonstrar práticas sobre as soluções mais recomendadas e informadas por evidências a respeito da epidemia de HIV, estigma, discriminação e direitos humanos.

Vista do Elevador Lacerda, em Salvador, na Bahia. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Bahia é o estado do Nordeste que mais recebe migrantes internacionais

O Observatório das Migrações em São Paulo (NEPO/UNICAMP), o Observatório das Migrações no Estado do Ceará e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) lançaram na quarta-feira (28), em Salvador (BA), o “Atlas Temático: Migrações Internacionais na Região Nordeste”, que analisa os fluxos migratórios para a região entre 2000 e 2017. A publicação teve o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O atlas mostrou que, entre 2000 e 2017, 117,9 mil migrantes internacionais registrados se instalaram na região Nordeste, a maior parte deles no estado da Bahia (36,2 mil). Em segundo lugar vem o Ceará, com a presença de 26,4 mil migrantes. Terceira região do Brasil com maior concentração de fluxo migratório, o Nordeste atraiu, principalmente, migrantes oriundos de países europeus, que correspondem à quase metade dos países de origem analisados, com um total de 52,5 mil pessoas.

Durante o mês de agosto são realizadas atividades que buscam reconhecimento e valorização de mulheres lésbicas em diversas esferas da sociedade. Ilustração: Ani Ganzala

Mulheres lésbicas falam sobre mobilização por direitos e desafios para cidadania

Agosto é o mês da mobilização de mulheres lésbicas por direitos. Duas datas – 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, e 19 de agosto, Dia do Orgulho Lésbico – movimentam o calendário de atividades de coletivas, grupos e organizações em defesa dos direitos das mulheres lésbicas em todo o Brasil.

De acordo com ativistas lésbicas entrevistadas pela ONU Mulheres, os últimos dois anos têm sido marcados pela intensificação da mobilização por direitos. Elas avaliam que, desde 2017, há uma organização maior e agenda ainda mais unificada para a realização de atividades políticas e culturais durante todo o mês de agosto.

Apesar dos avanços em termos de representatividade, mobilização e união, as ativistas ressaltam o atraso em políticas públicas direcionadas a este grupo, principalmente em questão de saúde e segurança. Leia a reportagem completa.

UNFPA realizou sessão com foco específico em mulheres idosas e mulheres migrando sozinhas. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA realiza sessão informativa em Roraima com idosas e mulheres migrando sozinhas

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Secretaria Municipal da Gestão Social de Boa Vista, por meio do Centro de Referência de Assistência Social, participou de um encontro com mulheres refugiadas e migrantes no abrigo Rondon 3, da Operação Acolhida, em Roraima.

A Operação Acolhida é a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada no Brasil por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Na ocasião, um grupo mulheres idosas e de mulheres migrando sozinhas ou com filhos receberam sessões informativas sobre violência baseada em gênero, saúde sexual e reprodutiva e sobre o acesso aos serviços do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Com apoio do UNFPA, Meninas Guerreiras desenharam o próprio uniforme. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Jovens venezuelanas jogam amistoso com time de futebol feminino de Roraima

O time de futebol feminino Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela, formado por adolescentes e jovens venezuelanas, jogou no sábado (24) um amistoso em Boa Vista (RR) com jogadoras brasileiras profissionais que fazem parte do time de futebol feminino Atlético Roraima.

A disputa ocorreu no campo esportivo do abrigo Rondon 3, em Roraima, e foi organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) com apoio da Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil — e do Atlético Roraima.

O time das Meninas Guerreiras faz parte de um projeto de esporte apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Visão Mundial, Operação Acolhida e o UNFPA na resposta humanitária em Roraima.

Jogadoras do time "Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela" elaboraram esboço de uniforme. Foto: UNFPA Brasil/Débora Rodrigues

UNFPA debate violência de gênero com meninas de time de futebol em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em agosto encontros com meninas e mulheres refugiadas e migrantes moradoras de Roraima para impulsionar a resposta e a prevenção à violência baseada em gênero. Um desses encontros envolveu um time de futebol feminino formado por adolescentes e jovens venezuelanas com idade entre 11 e 26 anos.

O encontro, apoiado pela Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil —, reuniu 14 jogadoras no Espaço Amigável em Boa Vista (RR). O objetivo também foi discutir temas como saúde sexual e reprodutiva e direitos humanos.

Capacitação realizada em Santa Terezinha de Itaipu (PR). Foto: UNFPA

Oficinas capacitam profissionais do Paraná para atendimento a adolescentes

Os ciclos de capacitações oferecidos pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pela Itaipu Binacional em agosto envolveram 285 profissionais no Paraná. As atividades fazem parte do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná, firmado entre as duas organizações em 2018 e que hoje alcança 51 municípios na região.

O principal objetivo do ciclo de oficinas é capacitar profissionais, em especial das áreas de saúde, educação e assistência social, para oferecerem serviços adequados a adolescentes. Divididas em seis módulos, as capacitações buscam o fortalecimento da autoconfiança de profissionais da rede de atendimento, a formação sobre direitos e a construção de uma rede qualificada e acolhedora.

ONU Mulheres promove rodas de conversa para venezuelanas em Roraima

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

Com o apoio da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o evento aconteceu no espaço Maloca, na Universidade de Brasília (UnB). Foto: UNFPA

UNFPA participa de evento em Brasília sobre direitos de jovens indígenas

Com o foco em ampliar as discussões acerca de saúde sexual, reprodutiva e direitos, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) realizou no início de agosto (8) consulta temática com foco nos povos indígenas.

O objetivo foi reunir segmentos dessa população e de outros grupos da sociedade civil para debater os avanços e as lacunas encontradas 25 anos depois da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Egito.

A atividade contou com acadêmicos indígenas e fez parte de uma série de eventos no Brasil com o objetivo de ampliar a participação da sociedade civil e da comunidade científica, com especial atenção para pesquisadores e pesquisadoras do campo de saúde coletiva, relações internacionais e demografia.

Atualmente, existem 1,8 bilhão de jovens entre 10 e 24 anos no mundo. A maior população de jovens de todos os tempos. Foto: UNFPA

Transformando as Nações Unidas em um espaço mais inclusivo para os jovens

Vinte jovens representando dez organismos do Sistema das Nações Unidas no Brasil participaram na sexta-feira (16) das celebrações do Dia Internacional da Juventude, no escritório da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF).

Com o tema “A ONU que vemos, a ONU que queremos”, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar suas visões e ideias inovadoras para promoção da mudança, principalmente nos assuntos que envolvem diretamente seu futuro e sobre o papel das Nações Unidas para garantir que os jovens não sejam deixados para trás.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Mulheres refugiadas e migrantes receberam dicas de amamentação. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA promove sessão sobre aleitamento materno em centro para migrantes de Boa Vista

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou na sexta-feira (16) atividade promovida pelo Exército da Salvação em Boa Vista (RR) para discutir e sensibilizar as mães refugiadas e migrantes do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial sobre a importância do aleitamento materno.

Em contexto de emergências humanitárias, o UNFPA trabalha para garantir ações que promovam a saúde sexual e reprodutiva das pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, pessoas idosas, com deficiência, entre outras com necessidades específicas de proteção.

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Doryit e seus dois filhos vivem em abrigo da Operação Acolhida, em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Venezuelana cria rede de apoio para proteção de mulheres em abrigos de Roraima

Doryit é uma mulher venezuelana de 41 anos formada em contabilidade e administração de empresas, mãe de dois meninos de 10 e 11 anos. Chegou ao Brasil em junho de 2018 com seu marido e filhos, em busca de abrigo e acesso a serviços básicos.

A venezuelana trouxe consigo grande capacidade de mobilização e ativismo que, com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), mantém viva em solo brasileiro. Ela criou um grupo em um abrigo para refugiados e migrantes em Boa Vista (RR), com o objetivo de estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres que compartilham o mesmos espaços.

Profissionais de saúde, assistência social e educação de Santa Terezinha de Itaipu, em reunião com o UNFPA em maio. Foto: UNFPA

Projeto no oeste do Paraná visa prevenir gestações não desejadas na adolescência

Entre maio e agosto de 2019, 51 municípios do oeste do Paraná receberam visitas de equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil dedicada ao projeto “Prevenção e redução da gravidez não intencional na adolescência”, realizado em parceria com a Itaipu Binacional. A ação é parte da estratégia de mobilização das cidades participantes.

As visitas tiveram como objetivo conhecer melhor a realidade de cada um dos municípios do projeto, além de mobilizar e aproximar setores primordiais para a iniciativa, como saúde, educação e assistência social.

Carla é uma personagem fictícia que retrata a trajetória de milhares de mulheres migrantes e refugiadas. Foto: Reprodução

Fundo de População da ONU cria animação sobre direitos de migrantes venezuelanas

Carla é uma jovem mulher venezuelana migrante que chegou sozinha ao Brasil como consequência do deslocamento forçado e passou por diversas situações de risco ao longo de sua trajetória, as quais são retratadas em uma animação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A personagem fictícia representa uma das milhares de mulheres que sofrem diferentes tipos de violência no seu processo de deslocamento. Assista ao vídeo feito pela agência da ONU.

Workshop “Formação de Liderança Profissional em Saúde Sexual e Reprodutiva” reuniu estudantes de medicina em Brasília (DF). Foto: UNFPA

Workshop sobre saúde sexual e reprodutiva reúne estudantes de medicina em Brasília

Workshop promovido no início de agosto em Brasília (DF) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a Federação Internacional de Estudantes de Medicina (IFMSA) debateu a saúde sexual e reprodutiva e seus desafios, a importância de entender a diversidade e de melhorar o atendimento à população LGBTI.

O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, lembrou a relevância do evento ao ajudar na formação de médicos conscientes e multiplicadores da necessidade de garantir direitos, promover a equidade de gênero e impulsionar o acesso a insumos e serviços em saúde sexual e reprodutiva.

Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas (ANJF) realizaram reunião de articulação no início de outubro (6) em Ceilândia (DF). Foto: ANJF

Fundo de População da ONU apresenta em Brasília projeto para empregabilidade jovem

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) foi um dos convidados a participar do Seminário Nacional da Juventude, em alusão ao Dia Internacional da Juventude, na última terça-feira (13).

No encontro, o oficial de programa para juventude e HIV, Caio Oliveira, reforçou as necessidades de investir nos quase 50 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos, e apresentou o projeto, firmado junto ao Governo do Distrito Federal (GDF), sobre educação profissionalizante, habilidades para a vida e empregabilidade dessa população no DF.

O evento foi organizado pela Secretaria Nacional de Juventude, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Jovens na região de Tinguá, em Nova Iguaçu, no RJ. Foto: Mídia Ninja

Fundo de População da ONU reafirma compromisso com direitos dos jovens no mundo

Em declaração para o Dia Internacional da Juventude, lembrado em 12 de agosto, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natalia Kanem, reafirmou o compromisso do organismo da ONU na defesa dos direitos dos jovens do mundo todo.

“Equipadas com a informação e a preparação correta, os jovens têm o potencial de liderar mudanças positivas no mundo. Esse potencial só pode ser realizado se tiverem saúde, educação e controle sobre seus corpos e vidas”, disse a diretora-executiva do UNFPA.

“Nós do UNFPA estamos trabalhando junto com governos, sociedade civil, parceiros e, acima de tudo, com as próprias pessoas jovens para garantir que tenham o conhecimento e o poder para fazer escolhas informadas e participar como cidadãs ativas.”

Mãe e filha em centro de saúde apoiado pelo UNFPA. Agência presta serviços de saúde reprodutiva, sexual, materna e neo-natal. Foto: UNFPA Namíbia/Emma Mbekele

Fundo de População da ONU e FIOCRUZ unem-se por saúde universal

Intensificar a cooperação internacional por meio da promoção da saúde para crianças e jovens, assim como da saúde materna, dos direitos reprodutivos e do combate à violência de gênero. Essas foram as prioridades identificadas para a parceria firmada entre Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Profissionais da FIOCRUZ e do UNFPA se reuniram na sede da fundação, no Rio de Janeiro (RJ), no início de agosto (7 e 9), para definir as ações iniciais e preparar um documento que será apresentado em novembro, em Nairóbi, no Quênia, na Cúpula sobre a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos. Foto: UNFPA

UNFPA leva informação a refugiados e migrantes em Roraima que viajarão a outras partes do país

Em uma sala lotada, 60 pessoas refugiadas e migrantes que em breve deixarão Roraima participaram na sexta-feira (2) de mais uma sessão informativa pré-interiorização promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Boa Vista.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos, e tem o objetivo levar refugiados e migrantes a outras cidades, onde possam encontrar mais oportunidades.

O UNFPA atua, nesta etapa, levando informação sobre direitos e serviços que podem ser encontrados na cidade de destino, tendo como foco a promoção da saúde reprodutiva e dos direitos humanos, a prevenção e resposta à violência de gênero e a resiliência comunitária.

A atividade faz parte do marco Plataforma Cairo + 25 Brasil. Foto: REBRAPD

Consulta visa discutir desafios de saúde sexual e reprodutiva para população LGBTI

Buscando um diálogo entre a sociedade civil acerca dos avanços da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), que aconteceu em 1994 no Cairo, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) e o Centro LGBT da Bahia organizaram em Salvador a primeira consulta temática com foco na população LGBTQI. A ação contou também com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Segundo o coordenador da REBRAPD, Richarlls Martins, devido a uma herança histórica, a população LGBTQI se encontra em desvantagem perante uma parcela significativa da sociedade. Dessa forma, a consulta é uma forma de reconhecer e dar visibilidade aos avanços conquistados pela CIPD, bem como levantar os desafios que demandam especial atenção para a integral implementação da agenda.

Informar e empoderar as mulheres e jovens para o exercício dos direitos sexuais e do planejamento da vida reprodutiva é fundamental para que elas tenham controle sobre seu presente e seu futuro. Foto: Flickr / Andrea Moroni (CC)

Edital investirá R$380 mil em serviços sobre saúde sexual e reprodutiva na Bahia

O Fundo ELAS e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) anunciam na sexta-feira (2) o resultado do Edital ELA Decide, que vai apoiar ações de formação e informação em saúde sexual e reprodutiva na Bahia. O edital vai investir 378,3 mil reais na qualificação da demanda da população por serviços e informações sobre o tema.

Foram selecionados oito projetos que, com diferentes estratégias, vão atuar nos municípios de Itabuna, Itacaré, Lauro de Freitas, Palmeiras, Presidente Tancredo Neves, Rio Real, Santo Amaro, Salvador e Uruçuca, além de realizar ações na internet, alcançando outros territórios.

Informar e empoderar as mulheres e jovens para o exercício dos direitos sexuais e do planejamento da vida reprodutiva é fundamental para que elas tenham controle sobre seu presente e seu futuro, segundo o UNFPA. O edital ELA Decide avança nesse sentido, fortalecendo organizações da sociedade civil que atuam na área.

Centro da ONU apoia Gâmbia a mobilizar recursos para agricultura familiar

O Centro de Excelência contra a Fome da ONU enviou nesta semana uma equipe para a Gâmbia, onde especialistas vão traçar um plano de mobilização de recursos para a agricultura familiar.

O objetivo da viagem é impulsionar a produção de pequenos agricultores, por meio de estratégias que conectem esses camponeses a mercados. O país africano produz apenas 50% da comida que consome, o que deixa seus cidadãos dependentes das importações.

Yennyfer decidiu vir ao Brasil para dar melhores condições de vida aos filhos. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

No Brasil, mãe venezuelana encontra tratamento para filha com autismo

A distância e o sinuoso trajeto entre a Venezuela e o Brasil não assustaram Yennyfer Espinoza, de 30 anos. Mãe de três filhos, a venezuelana decidiu deixar seu país para dar melhores condições de vida para as crianças e buscar tratamento para a menina mais velha, diagnosticada com autismo.

Com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a família encontrou assistência médica na rede pública de Roraima, onde os remédios necessários ao tratamento saíram de graça.

Equipe do UNFPA tem forte atuação em saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil

Jovens que trabalham com assistência humanitária em Roraima contam suas experiências

Na resposta humanitária ao fluxo de venezuelanos em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) tem desenvolvido ações em Boa Vista, capital do estado, e em Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela. O objetivo é garantir direitos em saúde sexual e reprodutiva, prevenção e resposta à violência baseada em gênero.

Entre o time de profissionais do UNFPA no local, estão os assistentes de campo, jovens com a missão de garantir que as pessoas refugiadas e migrantes possam ter uma resposta qualificada e sensível às suas demandas e necessidades de proteção.

Os assistentes de campo atuam ativamente contribuindo para o trabalho de assistência humanitária, tanto na mobilização comunitária quanto nos processos de escuta e referenciamento para a rede de proteção. Leia depoimentos desses profissionais.

Treinamento da ONU aborda o combate e a prevenção ao abuso e exploração sexuais de venezuelanos. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em Roraima, agências da ONU treinam militares brasileiros para combater violência sexual

Em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês um treinamento com militares brasileiros sobre como combater o abuso e a exploração sexuais em contextos de emergência. Os oficiais fazem parte do novo contingente que vai integrar a Operação Acolhida — a resposta do governo federal à chegada de venezuelanos ao Brasil.

A capacitação foi realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Médico clínico, o frei Leonardo Gonzales realiza exame de ultrassonografia em gestante venezuelana moradora em um abrigo de Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Jornada de Saúde atende em Boa Vista brasileiros e venezuelanos em situação vulnerabilidade

Os olhos da gestante Lucylde, de 17 anos, permaneciam fixos no monitor da ultrassonografia enquanto via pela primeira vez a imagem de seu bebê na 39ª semana de gestação. “É uma menina!”, exclamou emocionada a jovem. “Me senti muito feliz por ver minha filha. É muito difícil ter acesso a médicos da cidade, mas agora pude conhecer a minha neném”, conta a mãe, ao sair de uma consulta pré-natal promovida pelo Serviço Jesuíta para Refugiados e Migrantes (SJRM), em Boa Vista (RR). Venezuelana de Anzoátegui, ela vive no Brasil há seis meses.

Lucylde está entre refugiados e migrantes venezuelanos atendidos no SJMR por meio do projeto Jornada da Saúde, que aconteceu entre os dias 8 e 16 de julho em diferentes pontos da cidade de Boa Vista. O projeto também atendeu brasileiros em situação de vulnerabilidade. O relato é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).