UNFPA e ITAIPU realizam encontros em 16 municípios do oeste do Paraná

Desde abril, uma equipe do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná realiza uma série de visitas a cidades da região. A ação faz parte das atividades previstas na parceria firmada entre Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e ITAIPU Binacional, e tem como objetivo aproximação da gestão municipal, mobilização de profissionais e identificação de pontos focais nos 51 municípios integrantes.

Anna Cunha, oficial de programa em saúde sexual e reprodutiva, apresentou o relatório Situação da População Mundial. Foto: UNFPA Brasil

Setor privado compartilha exemplos de mobilização por direitos sexuais e reprodutivos

A Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos, uma iniciativa do setor privado e de organizações filantrópicas, realizou na sexta-feira (17) em São Paulo (SP) uma reunião para discutir experiências e resultados alcançados com a mobilização e o engajamento de parceiros em suas iniciativas.

Apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Aliança é uma rede de empresas e organizações filantrópicas que busca fortalecer a agenda de saúde e de direitos sexuais e reprodutivos no setor privado, além de criar oportunidades para qualificar o debate público e demonstrar o potencial de políticas públicas direcionadas a este tema.

Jovens debateram a relação entre racismo e violência contra as juventudes negras. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

UNFPA apoia campanha educacional de combate à violência contra juventude negra

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou na quinta-feira (16) de evento de lançamento em Brasília (DF) do Projeto Onda, uma iniciativa do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC) de conscientização nas escolas para a necessidade de enfrentamento ao racismo e violência contra a juventude negra.

“Existe um processo de tornar a morte dos jovens negros invisível. Entendendo o processo histórico, é possível perceber que persiste a ideia de que a morte de um jovem negro parece ser menos importante. Nenhum jovem deveria morrer. Todos e todas deveriam aproveitar ao máximo seu potencial, inclusive as juventudes negras”, disse a oficial de programa para gênero e raça do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Raquel Quintiliano.

Vista de Florianópolis, Santa Catarina. Foto: EBC

Em Florianópolis, ONU promove capacitações sobre integração de refugiados e migrantes

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) está com inscrições abertas para a edição de Santa Catarina do ciclo de formações ‘Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil’.

De 5 a 7 de junho, evento vai promover simpósio, oficinas e minicursos em Florianópolis. As inscrições são gratuitas. Quatro agências da ONU participam da série de atividades.

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

No Paraná, UNFPA debate integração de mulheres migrantes com servidores públicos

No Paraná, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou de uma rede de capacitação que mobilizou 245 agentes públicos do estado e debateu os desafios de integração das mulheres refugiadas e migrantes no mercado de trabalho brasileiro.

A agência da ONU abordou temas como a violência de gênero contra essa população e o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva. Outra pauta dos diálogos foi o apoio prestado pelo organismo aos venezuelanos que chegam ao Brasil por Roraima.

Camponesa no Senegal. Foto: FAO

Fundo de População da ONU e IBGE ajudam países africanos a implantar coleta eletrônica de estatísticas

Representantes do Senegal e de Cabo Verde reuniram-se nesta semana, no Rio de Janeiro (RJ), com equipes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a fim de avaliar o andamento de um projeto conjunto sobre a realização de censos eletrônicos na África.

Iniciativa visa capacitar instituições de coleta de dados dos dois países africanos, com base na experiência bem-sucedida do IBGE com o uso de tecnologia em suas pesquisas.

O UNFPA lidera a ação de prevenção e resposta à violência baseada em gênero e atua na promoção do acesso à saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Indústria farmacêutica visita UNFPA para conhecer mandato sobre saúde sexual e reprodutiva

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) recebeu na terça-feira (7) equipe da empresa União Química Farmacêutica Nacional, que teve a oportunidade de conhecer o trabalho da agência da ONU no fornecimento de insumos e equipamentos em saúde sexual e reprodutiva.

Desde 2005, o UNFPA é o principal fornecedor em escala global de insumos (medicamentos, kits diagnósticos, métodos contraceptivos, produtos para saúde e outras tecnologias) na área de saúde reprodutiva para o setor público no Sul Global.

Jovens em espaço apoiado pelo UNFPA utilizam aplicativo que divulga informações sobre saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Maldivas/Tatiana Almeida

UNFPA destaca avanços e desafios em saúde sexual e reprodutiva nos últimos 25 anos

Muitos avanços em saúde sexual e reprodutiva foram alcançados no Brasil e no mundo desde a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento e População (CIPD), realizada no Cairo há 25 anos. No entanto, um longo caminho ainda precisa ser trilhado.

O foco nos direitos humanos, a busca por igualdade de gênero e o acesso universal a serviços públicos devem continuar a nortear as ações de governos e da sociedade civil, concluiu o representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, durante debate na Universidade de Brasília (UnB) esta semana.

A CIPD foi realizada na capital egípcia em 1994 e representou um marco histórico e uma mudança de paradigma na abordagem global sobre os temas de população e desenvolvimento. Se antes os objetivos eram exclusivamente demográficos, após a conferência o foco se tornou a promoção dos direitos humanos, com ênfase no exercício dos direitos reprodutivos e na autonomia das escolhas individuais. O ano de 2019 marca o 25º aniversário da Conferência, cujo documento foi pactuado por 179 países.

Foto: UNIC Rio/Arthur Bomfim

Centro da ONU promove cine-debate no Rio sobre consequências da escravidão

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) realizou na terça-feira (7) no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, um cine-debate sobre a história do tráfico de pessoas escravizadas e as consequências da escravidão para a formação da sociedade brasileira.

Após a exibição do filme “1620-1789: Do Açúcar à Revolta”, um dos episódios da série documental “Rotas da Escravidão”, palestrantes convidados participaram de uma mesa e de uma rodada de perguntas do público de cerca de 120 pessoas.

“O objetivo do cine-debate é preservar a memória, os efeitos históricos do tráfico de pessoas escravizadas, e discutir as conexões entre escravidão, desigualdade racial, étnica e social que ainda existem na sociedade brasileira”, afirmou Rachel Quintiliano, oficial do Programa para Gênero, Raça e Comunicação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). “Ou seja, olhar o passado e fazer uma conexão sobre o cenário atual.”

Distribuição de contraceptivos e materiais de informação sobre HIV e Aids. Foto: UNFPA/UNFPA Brasil/Solange Souza

Agenda traça estratégia para ampliar acesso de populações-chave a tratamento para HIV

O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde lançou a “Agenda estratégica para ampliação do acesso e cuidado integral das populações-chave em HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis”.

A agenda reúne um conjunto de estratégias para ampliar e qualificar as ações de saúde destinadas às populações consideradas chave e centrais para o enfrentamento das epidemias de HIV, hepatites virais e sífilis no Brasil — pessoas que usam álcool e outras drogas, travestis e pessoas trans, gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas privadas de liberdade. Tais grupos ainda enfrentam grandes obstáculos para obter acesso a cuidado integral e aos programas e serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento em HIV e outras ISTs.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apoia a iniciativa.

UNAIDS participa de encontro sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Recife. Foto: UNAIDS

UNAIDS discute implementação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Recife

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou no fim de abril (30) em Recife (PE) do 1º Diálogo Público sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento foi organizado pela ONG Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, como co-facilitadora do Grupo Temático (GT) da Sociedade Civil para Agenda 2030, em parceria com a Associação Brasileira de ONGs (ABONG).

O objetivo do encontro foi fortalecer o diálogo entre organizações da sociedade civil, gestão pública, academia, imprensa e outros grupos sobre a importância dos objetivos que compõem a Agenda 2030.  

Surto de zika é oportunidade de país discutir temas como autonomia sexual e reprodutiva das mulheres, segundo especialistas da ONU. Foto: OPAS

Exercício dos direitos reprodutivos de jovens é desafio da Agenda 2030, destaca UNFPA

Entre os desafios nacionais para alcançar as metas pactuadas na Agenda 2030 – um conjunto de 17 objetivos e 169 metas de desenvolvimento sustentável –, no que diz respeito ao exercício dos direitos sexuais e reprodutivos, está a elaboração de políticas voltadas para jovens e adolescentes.

Conforme dados apresentados na terça-feira (30) pela oficial em saúde sexual e reprodutiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Anna Cunha, o Brasil ainda apresenta, por exemplo, alto índice de gravidez na adolescência: uma média de 18,1% de nascimentos oriundos de mães adolescentes, apesar de uma baixa taxa de fecundidade geral. Ao menos 24 mil bebês são de mães com idade entre 10 e 14 anos.

Bombeiros brasileiros em operação de busca e salvamento em Pemba. Foto: Bombeiros do Brasil

Bombeiros brasileiros salvam vítimas de novo ciclone em Moçambique

Em meio à passagem do ciclone Kenneth por Moçambique, uma ação coordenada entre agências da ONU, o governo moçambicano e bombeiros brasileiros salvou a vida de centenas de pessoas no último domingo (28) em Pemba, capital da província de Cabo Delgado, no norte do país. A tempestade tropical, que chegou na quinta-feira passada (25) ao território moçambicano, destruiu até 90% das residências em algumas aldeias.

Durante a oficina, mulheres receberam camisinhas femininas doadas por empresa referência em saúde reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil/Debora Rodrigues

Roraima: fundo de população da ONU discute prevenção da gravidez e de infecções sexuais com venezuelanas

Em Pacaraima (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reuniu mulheres venezuelanas para oficinas e rodas de conversa sobre saúde sexual e reprodutiva. Encontros no último final de semana divulgaram informações sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), prevenção da gravidez e uso do preservativo feminino e masculino. A agência da ONU também distribuiu camisinhas para as refugiadas e migrantes.

Adolescentes participantes de projeto na Ilha de Cotijuba, em Belém (PA), recebem certificado do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: UNFPA Brasil

Projeto em ilha no Pará apoia saúde sexual e reprodutiva de adolescentes ribeirinhas

Um projeto transformador na vida de 30 mulheres e adolescentes ribeirinhas foi concluído na terça-feira (16) na Ilha de Cotijuba, em Belém (PA), com uma cerimônia de encerramento e entrega de certificados.

A iniciativa “Rompendo Barreiras e Construindo Respeito” promoveu, ao longo de cinco meses, oficinas de capacitação, conhecimento e habilidades para a vida, abordando temas como gravidez na adolescência, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, uniões precoces e empoderamento feminino.

Alinhado com a campanha “Ela Decide”, o projeto foi realizado por meio de uma parceria entre Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Embaixada do Canadá no Brasil, Coletivo Mangueiras e Instituto Papai.

Maria e sua família no abrigo em Boa Vista. Foto: ACNUR/ Victor Moriyama

Sem dinheiro para sustentar filhos na Venezuela, professora retoma vida em Boa Vista

Ao lado de sua família, a venezuelana Maria percorreu um longo caminho até Boa Vista (RR). No percurso, foi roubada e teve que dormir por um mês na rua com seu neto de 20 dias até conseguir ser acolhida em um abrigo apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Hoje, está reconstruindo sua vida, sendo uma das fundadoras de um projeto de educação para crianças.

Professora há 16 anos, Maria, de 45 anos, dava aula em uma cidade rural da Venezuela até que viu seu salário mensal equivaler a 60 reais por conta da inflação. Sem meios para sustentar a família, ela deixou tudo para trás em busca de uma vida digna e segura. Emocionada, compartilhou com o ACNUR como tomou a decisão impossível que envolveu deixar dois filhos para trás. Leia o relato completo.

Casamento precoce permanece um sério problema no Chade e na região do Sahel, na África. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Quatro em cada dez mulheres têm medo de negar exigências sexuais de parceiros, diz estudo

Quatro em cada dez mulheres em 51 países sentem não ter escolha a não ser concordar com as exigências sexuais de seus parceiros, informou nesta quarta-feira (10) o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Segundo a agência de saúde sexual e reprodutiva da ONU, estas mulheres também não têm a tomada de decisões sobre questões de gravidez e acesso a serviços de saúde.

O relatório estimou que 214 milhões de mulheres no mundo não têm acesso fácil a métodos contraceptivos por conta de obstáculos culturais e econômicos – apesar de sua disponibilidade cada vez maior. Além disso, mais de 800 mulheres morrem diariamente de causas tratáveis durante a gravidez e o parto.

De acordo com a análise, a ausência de direitos reprodutivos e sexuais tem grandes repercussões negativas sobre a educação, a renda e a segurança das mulheres, fazendo com que elas fiquem “incapazes de moldar seus próprios futuros”.

À extrema esquerda, o representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, ao lado de parceiros do Exército brasileiro e missões diplomáticas. Foto: UNFPA/Samara Cordeiro

Fundo de População da ONU e parceiros visitam projetos humanitários para venezuelanos em Roraima

Uma comitiva de parceiros do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o representante da agência, Jaime Nadal, visitaram Boa Vista (RR) nesta semana para acompanhar atividades de assistência humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos. O grupo teve a oportunidade de conhecer as ações coordenadas pela Universidade Federal do estado, a UFRR, um dos primeiros órgãos públicos da região a se envolver diretamente no auxílio aos estrangeiros.

Foto: Capa do relatório "Situação da População Mundial 2019"

Países devem redobrar esforços para garantir direitos sexuais e reprodutivos para todos, diz relatório

O movimento global de direitos reprodutivos, que começou na década de 1960, transformou a vida de centenas de milhões de mulheres, de modo que elas pudessem ter informações e meios necessários para decidir sobre seus corpos e seu futuro.

No entanto, apesar dos avanços desde a criação da agência da ONU especializada em saúde sexual e reprodutiva, há um longo caminho a percorrer até que todas as pessoas possam reivindicar seu direitos e a liberdade de decidir. A conclusão é do relatório “Situação da População Mundial 2019: Um Trabalho Inacabado”, publicado nesta quarta-feira (10) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, participou de atividade no IBGE, durante a qual ressaltou importância de estabelecer novas parcerias em prol da modernização dos sistemas estatísticos. Foto: UNFPA Brasil/Vinicius Monteiro

Agência da ONU apoia evento no IBGE sobre censo demográfico de 2020

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) promoveu na semana passada (2 a 4) no Rio de Janeiro (RJ) um encontro para discutir formas de melhorar a qualidade das informações coletadas para a realização do próximo censo demográfico no país, em 2020.

O evento, realizado em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), reuniu instituições censitárias de vários países.

Mais de 200 milhões de meninas e mulheres não estão usando contraceptivos modernos, apesar de não quererem engravidar, reportou a 52º Comissão de População e Desenvolvimento. Na foto, um abrigo de emergência para adolescentes grávidas na Tailândia apoiado pelo UNFPA. Foto: UNFPA/Ruth Carr

Países aprovam declaração sobre direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e meninas

Ministros e representantes de diversos países aprovaram na segunda-feira (1) na sede da ONU, em Nova Iorque, uma declaração política que reafirma o apoio ao Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), que estabeleceu que a saúde reprodutiva, os direitos individuais e o empoderamento das mulheres são cruciais para atingir o desenvolvimento sustentável.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, juntos, monitoram a dinâmica populacional e os progressos feitos de forma a atingir os objetivos do CIPD. Relatórios entregues à Comissão mostraram que progressos foram feitos para expandir o acesso à saúde reprodutiva, reduzindo a mortalidade materna, combatendo práticas nocivas e a violência contra a mulher.

Novo código penal de Brunei impõe pena de morte para atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, para adultério e por ter filho fora do casamento. Foto: UNAIDS

Agências da ONU pedem que Brunei revogue disposições penais discriminatórias

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) manifestaram nesta quinta-feira (4) preocupação com as novas disposições do código penal de Brunei, que entraram em vigor na véspera.

O novo código, que impõem a pena de morte para a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, para adultério e por ter filho fora do casamento, violam várias normas internacionais de direitos humanos, incluindo o direito de viver livre da tortura, de penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. As disposições terão um significativo impacto negativo na saúde e bem-estar geral da população do país asiático, disseram as agências da ONU.

Em Bangladesh, a jovem Rina Begum, de 14 anos, teve que abandonar os estudos para se casar. Ela é vítima de agressões do marido, que enviou a menina de volta para os pais, na esperança de conseguir um dote maior. Foto: UNICEF / Humayra Yasmin Seba

ONU alerta para desigualdades em saúde reprodutiva e infantil entre países ricos e pobres

Dirigentes da ONU alertaram na segunda-feira (1º) para as disparidades entre países ricos e pobres na oferta de serviços de saúde reprodutiva, sexual, materna e infantil. Por ano, 300 mil mulheres morrem enquanto dão à luz — a maior parte delas em nações em desenvolvimento. Na África Subsaariana, a mortalidade infantil é 15 vezes maior do que a registrada entre as crianças nascidas em regiões do mundo desenvolvidas.

Após uma longa viagem, venezuelanos chegam a Dourados para uma nova vida. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Com assistência da ONU, 130 venezuelanos são interiorizados para Mato Grosso do Sul

Dormindo nas ruas de Boa Vista (RR) por quase um mês, o venezuelano Daniel Andrade, de 29 anos, buscou apoio no centro de registro e documentação da Operação Acolhida na cidade e conseguiu, por meio da estratégia de interiorização, um emprego em Dourados (MS). Em busca de melhores oportunidades de integração, ele confirmou sua participação, refez as malas e embarcou rumo a uma nova vida.

Daniel é um dos 100 venezuelanos embarcados há uma semana para Dourados. Outros trinta, divididos em diferentes voos comerciais, também se juntaram ao grupo, que começa a trabalhar na cidade em 8 de abril. Todos receberam auxílio financeiro emergencial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O voo foi fretado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Aniversário de um ano da Operação Acolhida promoveu interação entre brasileiros e venezuelanos. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Agências da ONU lembram um ano da operação de acolhimento de venezuelanos

Um ano após iniciar as atividades de proteção e assistência aos venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira com Roraima, a Operação Acolhida celebrou seu primeiro aniversário com atividades culturais e esportivas para promover a integração entre refugiados e migrantes e brasileiros residentes de Boa Vista (RR).

Nas últimas semanas, uma feijoada beneficente e uma exposição fotográfica em um dos shopping da cidade marcaram o início das celebrações. No fim de semana, as comemorações tomaram a Praça Flávio Marques Paracat, um dos principais pontos turísticos de Boa Vista, com corridas de rua para crianças e adultos.

A Operação Acolhida envolve 11 ministérios e possui apoio e engajamento de organizações da sociedade civil e de diversas agências da ONU, como Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Resposta brasileira aos venezuelanos é referência para outros governos, diz oficial da ONU

Ao combinar ajuda humanitária e integração socioeconômica, a inovadora resposta do governo brasileiro aos refugiados e migrantes venezuelanos que chegam ao país é uma boa prática que deve ser mais bem conhecida e replicada em outras ações emergenciais voltadas a esta população no mundo.

Essa visão foi manifestada na última segunda-feira (25) pelo representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, durante reuniões em Brasília com os principais órgãos do governo brasileiro que trabalham na resposta humanitária.

Natalia Kanem (centro, de azul), diretora-executiva do UNFPA, participou do painel sobre Cooperação Sul-Sul, realizado em Buenos Aires. Foto: UNFPA Argentina/Esteban Widnicky

Chave para aproveitar bônus demográfico é garantir direito dos jovens, diz UNFPA

A chave para aproveitar o bônus demográfico — ou o impulso ao crescimento econômico que pode ocorrer quando os países têm uma grande população em idade ativa — é permitir que os jovens exerçam seus direitos humanos e tenham a oportunidade de alcançar seu potencial.

A afirmação foi feita pela diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natalia Kanem, durante cúpula sobre Cooperação Sul-Sul ocorrida em Buenos Aires, na Argentina, na semana passada.

“Para colher o bônus demográfico, os governos precisam capacitar, educar e empregar seus jovens para contribuir significativamente não apenas para seu bem-estar econômico, mas também para suas famílias, comunidades e países”, disse Natalia Kanem.

“Isso significa investir em saúde e educação para os jovens, para que possam ter acesso a oportunidades de emprego. Significa garantir que os adolescentes estejam protegidos contra práticas nocivas e casamentos precoces, que põe em risco sua saúde, educação e sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento nacional”, completou.

Natalia Kanem, chefe do UNFPA, em visita à Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Foto: UNFPA/Valda Nogueira

No Brasil, subsecretária-geral da ONU esclarece mitos sobre educação sexual

De acordo com a subsecretária-geral da ONU e chefe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natalia Kanem, pesquisas comprovam que a educação sexual não leva a atividades sexuais precoces. Ao contrário, o ensino do tema ajuda a combater comportamentos de risco e prevenir a gravidez na adolescência.

“Existe um movimento crescente para privar jovens dos serviços de saúde sexual e reprodutiva e das informações de que necessitam. Como resultado, muitos jovens recebem mensagens incorretas, conflitantes e confusas sobre sexualidade e gênero”, afirmou Natalia sobre a atual conjuntura da América Latina, durante palestra que abriu na sexta-feira (22) o ano letivo da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), no Rio de Janeiro (RJ).

Lisiane Lemos é especialista de soluções da Microsoft e membro do Conselho Consultivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: Acervo Pessoal

Atuar pelo fim da discriminação racial é fundamental para efetivação de direitos, diz executiva

Para marcar Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, lembrado na quinta-feira (21), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) entrevistou a advogada e executiva gaúcha Lisiane Lemos. Considerada uma das pessoas negras mais influentes do mundo, ela é uma das principais ativistas brasileiras pelo fim do racismo no mundo corporativo.

Segundo pesquisa do Instituto Ethos, pessoas negras ocupam apenas 5% dos cargos executivos no Brasil. Homens negros correspondem a 4,6% desse percentual e mulheres negras, 0,7%.

Para Lisiane, há avanços recentes, mas permanece o desafio de levar profissionais seniores negros a cargos de liderança. “Na base, enquanto ‘trainee’, jovem aprendiz, as pessoas negras são uma porcentagem alta, mas quanto mais se sobe na pirâmide, mais baixo o percentual fica. Precisamos de mais vozes que deem visibilidade para inverter esses números”, declarou.

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

‘Interiorização é a nossa esperança por melhores oportunidades’, diz venezuelano no Brasil

Eram quatro horas da manhã e muitas pessoas dormiam no abrigo Rondon 2, um alojamento do governo para venezuelanos em Boa Vista (RR). Mas cerca de 200 moradores da residência já estavam de pé e mal conseguiam controlar a ansiedade e a animação: dali a poucas horas, os refugiados e migrantes se mudariam para outros estados brasileiros.

O grupo participou da mais recente etapa do programa de interiorização, realizada na última quarta-feira (13). O projeto do governo federal tem o apoio da ONU Brasil.

Relatório da CEPAL abordou impactos das mudanças demográficas nos países da América Latina e do Caribe nas políticas públicas. Foto: EBC

CEPAL: mudanças demográficas na América Latina terão impactos nas políticas públicas

A dinâmica demográfica da maior parte dos países da América Latina e do Caribe teve mudanças profundas que afetaram o crescimento, a estrutura etária e a distribuição territorial da população, o que poderá ter consequências no desenho e implementação de políticas públicas. A conclusão é do primeiro relatório regional sobre a implementação do Consenso de Montevidéu sobre População e Desenvolvimento.

O documento, elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) por mandato dos países-membros da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento da região, tem como objetivo dar conta do avanço na implementação das medidas prioritárias do Consenso de Montevidéu, observando as heterogeneidades que existem entre os países da região quanto a seu grau de implementação.

Cerca de 90 adolescentes e mulheres participaram da oficina de artes marciais promovida pelo UNFPA. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Venezuelanas participam de oficina de caratê em Roraima

“Todas com o braço direito na frente. Vamos dar três golpes mudando os braços”. Entre gritos, sorrisos e palmas, cerca de 90 adolescentes e mulheres venezuelanas participaram de uma oficina de artes marciais promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Pacaraima (RR).

Realizada num abrigo de passagem para refugiados e migrantes, a atividade aconteceu na última sexta-feira em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, 8 de março.

Jovens do lado de fora de centro de saúde em Bujumbura, capital do Burundi. Foto: UNFPA/Chiara Frisone

No Burundi, educação em saúde sexual e reprodutiva ajuda a proteger vida de jovens

No Burundi, a taxa de uso de métodos contraceptivos é de 32% entre a população do país. A baixa disseminação de informações sobre saúde reprodutiva e sexual afeta jovens como Cecile Nshimirimana, que abortou quatro vezes, em procedimentos ilegais e frequentemente sem as condições adequadas. Dos mais de 11 milhões de habitantes do Burundi, 31% têm entre 10 e 24 anos.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoia 18 centros de saúde abertos à juventude no Burundi, onde funcionários foram treinados para fornecer informações de forma confidencial e sem julgamentos. A agência da ONU também trabalha com o governo do país para disseminar um programa abrangente de educação sexual. O programa, lançado há três anos, tem objetivo de alcançar tanto jovens em escolas quanto a comunidade como um todo.

Projeto SensibilizArte animou posto de triagem em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Thais Rodrigues

Em Boa Vista, estudantes de Medicina promovem brincadeiras em posto para venezuelanos

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) surpreendeu venezuelanos num posto de triagem com música e uma atividade lúdica para crianças. Treze voluntários vestidos de palhaços animaram o centro de atendimento com performances artísticas para mais de 200 pessoas. Iniciativa realizada neste mês (1º) foi fruto de parceria da agência da ONU com a Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina (IFMSA).

Vista aérea de Brasília. Foto: Agência Brasil

DF e Fundo de População da ONU firmam parceria pelos direitos das mulheres

Em meios às comemorações do Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil firmou uma parceria na sexta-feira com o Governo do Distrito Federal, a fim de promover iniciativas nas áreas de saúde reprodutiva, juventude e desenvolvimento. Cooperação com a agência da ONU prevê capacitações de equipes do poder público e diálogos técnicos e culturais.