O Clube Rise está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciarem conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos. Foto: UNAIDS

Projeto na África do Sul ajuda mulheres e meninas a falar sobre sexualidade

O Clube Rise está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciar conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos em cidades da África do Sul.

A desigualdade de gênero é uma barreira para que adolescentes e jovens tenham acesso a serviços de HIV e de saúde sexual e reprodutiva, além de educação sexual abrangente. Também coloca as meninas em maior risco de violência baseada em gênero.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Foto: UNAIDS

UNAIDS: mulheres jovens ainda são desproporcionalmente afetadas pelo HIV

Meninas adolescentes e mulheres jovens ainda são desproporcionalmente afetadas pelo HIV. Um milhão de meninas adolescentes vivem com HIV em todo o mundo e, a cada semana, 7 mil meninas adolescentes e mulheres jovens são infectadas pelo vírus. A educação abrangente sobre sexualidade é tão limitada que os níveis de conhecimento sobre prevenção do HIV entre os jovens permaneceram inalterados nos últimos 20 anos.

“Sem a nossa voz, você está agindo por você, não por nós”, disse esta semana Winny Obure, líder juvenil e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Juntaram-se a ela outras jovens que exigem o fim dos obstáculos aos direitos sexuais e reprodutivos e pedem empoderamento das adolescentes.

Convocado por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Rede ATHENA, governos de Austrália e Namíbia e ONU Mulheres — além de 25 parceiros das Nações Unidas e da sociedade civil – o evento “Step It Up!” foi um chamado à ação para meninas adolescentes que são deixadas para trás.

UNAIDS delineou um conjunto de recomendações que os países podem adotar para uma resposta ao uso de drogas com uma abordagem voltada à saúde pública e direitos humanos. Foto: IRIN/Sean Kimmons

UNAIDS: pessoas que usam drogas ainda estão sendo deixadas para trás

Enquanto a incidência de infecção pelo HIV em todo o mundo para todas as idades diminuiu 22% entre 2011 e 2017, as infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis ​​parecem estar aumentando, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Há evidências convincentes e abrangentes de que a redução de danos — incluindo terapia de substituição de opiáceos e programas de agulhas e seringas — previne infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis. No entanto, leis discriminatórias, o estigma generalizado, a discriminação e violência, dificultam o acesso a serviços de saúde e redução de danos.

Abordagens que violam os direitos humanos e fracassam em diminuir o tráfico ilícito de drogas deixam um rastro de sofrimento humano, disse Mandeep Dhaliwal, diretor do Grupo de HIV, Saúde e Desenvolvimento do PNUD. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

ONU lança diretrizes internacionais para políticas de drogas baseadas em direitos humanos

Uma coalizão de Estados-membros das Nações Unidas, organismos da ONU e especialistas em direitos humanos reuniu-se esta semana na Comissão sobre Narcóticos em Viena, na Áustria, e lançou um conjunto de padrões legais internacionais para transformar e reformular as respostas ao problema mundial das drogas.

Buscando promover o Estado de Direito, as diretrizes apresentam recomendações sobre a administração da justiça — abordando temas como práticas discriminatórias de policiamento, prisão e detenção arbitrária e descriminalização de drogas para uso pessoal — e articulam o estado global da legislação sobre direitos humanos em relação à política de drogas, que inclui acabar com a pena de morte por delitos relacionados a drogas.

Pelo menos 25 governos — da Argentina à África do Sul — já revogaram penalidades criminais por posse de drogas para uso pessoal não médico, seja na lei ou na prática, dando um exemplo a ser seguido por outros. O Sistema das Nações Unidas convocou conjuntamente a descriminalização como uma alternativa à condenação e punição em casos apropriados. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Centro comunitário na Tailândia oferece agulhas limpas para usuários de drogas injetáveis. Foto: Banco Mundial/Trinn Suwannapha

UNAIDS destaca urgência de alcançar pessoas que usam drogas para reduzir infecções por HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) revelou nesta semana que a incidência do HIV dá sinais de avanço entre pessoas que usam drogas injetáveis, com um aumento de 1,2% em 2011 para 1,4% em 2017.

Em relatório divulgado nesta semana, o organismo internacional pede a descriminalização das drogas como forma de alcançar a população usuária com serviços de saúde e de HIV.

Foto: UNAIDS

Ocorrência do HIV na Nigéria é menor do que se pensava, revela novo relatório

Números divulgados nesta semana (13) pelo governo da Nigéria revelam que o país tem metade dos casos de HIV do que se pensava anteriormente. Autoridades estimam agora que a prevalência do vírus é de 1,4% entre nigerianos de 15 a 49 anos — antes, a estimativa era de 2,8%.

A Agência Nacional para Controle da AIDS e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) calculam que haja 1,9 milhão de pessoas vivendo com HIV no país africano.

O cientista político Cleiton Euzébio de Lima assumiu a a função de diretor interino do UNAIDS após a saída de Georgiana Braga-Orillard. Foto: UNAIDS

Cientista político assume cargo de diretor interino do UNAIDS no Brasil

A partir desta quinta-feira (14), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está sob a coordenação do cientista político Cleiton Euzébio de Lima. Ele assume a função de diretor interino após a saída de Georgiana Braga-Orillard, que esteve à frente do escritório de 2013 a 2019 e deixou o país para assumir o posto de representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em El Salvador.

Cleiton tem mais de dez anos de experiência com a resposta ao HIV no Brasil, tendo trabalhado com foco em prevenção e promoção da saúde e dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV e das populações mais vulneráveis ao vírus.

Mandisa e sua família apareceram na capa do Relatório do Dia Mundial contra a AIDS de 2018 do UNAIDS como prova viva de que o tratamento sustentado do HIV pode suprimir a carga viral e prevenir a infecção por HIV para parceiros e filhos. Foto: UNAIDS

África do Sul amplia tratamento do HIV para reduzir mortes relacionadas à AIDS

Em 2017, a África do Sul tinha mais de 4,3 milhões de pessoas em tratamento para o HIV e 110 mil mortes relacionadas à AIDS. Ainda há um longo caminho a percorrer para acabar com a epidemia até 2030, mas a África do Sul continua ampliando rapidamente o tratamento do vírus e está determinada em reduzir as mortes anuais relacionadas à AIDS para 80 mil ou menos até 2020.

Leia a história da sul-africana Mandisa, que aparece na capa do Relatório do Dia Mundial contra a AIDS de 2018 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) como prova viva de que o tratamento sustentado do HIV pode suprimir a carga viral e prevenir a infecção por HIV para parceiros e filhos.

Um debate sobre o tema ocorreu na semana passada em Kigali, capital de Ruanda, durante uma das maiores reuniões de saúde da África, a Conferência Internacional sobre a Agenda Africana de Saúde de 2019. Foto: UNAIDS

Líderes africanos pedem impulso à cobertura universal de saúde com qualidade

O impulso à Cobertura Universal de Saúde (UHC, na sigla em inglês) está ocorrendo em muitos países africanos, que já integram a UHC em suas estratégias nacionais de saúde. Entretanto, 11 milhões de africanos são empurrados a cada ano para a pobreza extrema por conta de despesas com hospitais. Permanece, assim, o desafio de o continente conseguir alcançar a cobertura universal e oferecer um pacote de serviços de qualidade para a população.

Um debate sobre o tema ocorreu na semana passada em Kigali, capital de Ruanda, durante uma das maiores reuniões de saúde da África, a Conferência Internacional sobre a Agenda Africana de Saúde de 2019. Co-patrocinado pelo Ministério da Saúde da Ruanda e pela Fundação Africana de Pesquisa e Medicina, o evento contou com a presença de 1,5 mil líderes de saúde, que compartilharam novas ideias e soluções locais para os desafios de saúde mais urgentes do continente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas

Organizações de saúde precisam traduzir compromissos com igualdade de gênero em ações, diz relatório

Pesquisa, que avaliou 198 organismos da área, incluindo agências da ONU, mostra que sete em cada dez organizações globais de saúde já afirmaram publicamente estar engajadas com a paridade entre homens e mulheres — mas apenas metade possui, de fato, políticas para o tema.

Em média, os homens têm 50% mais chances do que as mulheres de chegar a um cargo sênior nessas instituições, e 72% dos diretores-executivos das organizações analisadas são homens.

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo. Foto: UNAIDS

UNAIDS incentiva fortalecimento de ações para proteger mulheres e meninas

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo. Em 2017, 66% das novas infecções por HIV no mundo, entre jovens de 10 a 19 anos, ocorreram entre mulheres — na África Oriental e Meridional, 79% das novas infecções por HIV entre os jovens de 10 a 19 anos ocorreram entre mulheres.

“Há um ciclo vicioso de desigualdade de gênero, violência baseada em gênero e infecção por HIV em muitas partes do mundo”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS. “Os desequilíbrios de opressão e poder devem ser revertidos, e masculinidades nocivas devem ser abordadas para garantir que as mulheres e meninas tenham controle total sobre sua saúde e direitos sexuais”.

Foto: Robert Simpson/Flickr/CC

Possível cura de um homem vivendo com HIV inspira trabalho do UNAIDS

Especialistas do University College London e Imperial College London anunciaram nesta semana que trataram um avançado linfoma de Hodgkin em 2016 usando transplantes de células-tronco de um doador que carregava uma mutação genética rara.

Os pesquisadores relatam que o HIV se manteve indetectável no homem desde que ele parou de tomar os medicamentos antirretrovirais, há 18 meses. Em nota, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) comemorou o anúncio.

“Embora este avanço seja complicado e muito trabalho ainda seja necessário, isso nos dá uma grande esperança para o futuro, de que podemos acabar com a AIDS com a ciência, por meio de uma vacina ou de uma cura”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo da agência das Nações Unidas.

Corte de Justiça do Caribe derrubou lei do século 19 da Guiana que proibia homens de vestirem como mulheres e vice-versa. Foto: Mickel Guaranfranco Alexander

Caribenhos contestam na Justiça leis discriminatórias contra a população LGBTI

No Caribe, pessoas LGBTI são mais afetadas pela epidemia de HIV por conta do estigma e de leis discriminatórias, que punem relações sexuais homoafetivas ou o uso de vestimentas consideradas do gênero oposto ao gênero atribuído à pessoa.

Mas ativistas e integrantes dessa comunidade têm questionado na Justiça a constitucionalidade desse tipo de legislação, muitas vezes datada do século 19. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

No Dia Mundial de Zero Discriminação, o UNAIDS relembra que todas as pessoas são iguais, em dignidade e valor, conforme consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: UNAIDS

No Dia Mundial de Zero Discriminação, UNAIDS pede ação para mudar leis discriminatórias

Em 2018, vários países tomaram decisões importantes para alterar leis discriminatórias. A Suprema Corte da Índia derrubou a Seção 377 do Código Penal, que criminalizava relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo; as Filipinas diminuíram para 15 anos a idade para testes de HIV voluntários sem necessidade de permissão dos pais; e o Malawi removeu cláusulas que criminalizavam a não divulgação, exposição e transmissão do HIV.

No Dia Mundial de Zero Discriminação, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) relembra que todas as pessoas são iguais, em dignidade e valor, conforme consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, e pede por ações para mudar leis e práticas discriminatórias, que são uma barreira significativa para o acesso à saúde e outros serviços.

Testatem de HIV. Foto: Abr/Marcelo Camargo

Especialistas alertam para criminalização e estigma contra populações que vivem com HIV

Em reunião em Genebra, a vice-chefe de Direitos Humanos da ONU, Kate Gilmore, afirmou neste mês que a “epidemia de HIV é uma epidemia de perda de direitos e, em alguns casos, de abusos e violações”.

Em encontro de especialistas e ativistas dos movimentos pelo fim da AIDS, a dirigente e outros participantes alertaram que o estigma e a discriminação continuam prejudicando o acesso à saúde para quem é soropositivo.

Lloyd Russell-Moyle, membro do Parlamento britânico. Foto: UNAIDS

Membro do Parlamento britânico revela estado sorológico para HIV e pede fim do estigma

Se pretendo ser um líder, preciso ser sincero, disse Lloyd Russell-Moyle, membro do Parlamento britânico, refletindo sobre sua ousada decisão de revelar seu estado sorológico para o HIV na Câmara dos Comuns do Reino Unido no fim de novembro de 2018, dias antes do Dia Mundial contra a AIDS.

Ele explicou que durante anos homenageou pessoas por seus excelentes trabalhos relacionados ao HIV e, no entanto, nunca havia sido honesto sobre o fato de que ele mesmo vive com o vírus.

Em entrevista por telefone ao Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), ele especificou que “de maneira alguma deveríamos glorificar o HIV, mas é possível viver e administrá-lo”. E viver com HIV não deveria atrapalhar ninguém de forma alguma, afirmou.

Palm Springs, na Califórnia. Foto: UNAIDS

Voluntários trabalham pelo fim da AIDS no deserto da Califórnia

Palm Springs, nos Estados Unidos, é conhecida por atrair celebridades e também pelos campos de golfe e hotéis luxuosos. Mas essa região no sul do deserto da Califórnia é também o berço de uma experiência comunitária e inovadora que garante serviços de saúde e HIV para cerca de 4 mil pessoas. O Desert AIDS Project oferece atendimento gratuito ou a preços acessíveis para qualquer um que precise. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A diretora-executiva adjunta para gestão e governança do UNAIDS, Gunilla Carlsson, representou o programa da ONU no evento de premiação. Foto: UNAIDS

UNAIDS recebe prêmio de ciência e medicina concedido por organização norte-americana

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) recebeu na semana passada (9) em Palm Springs, nos Estados Unidos, o prêmio de ciência e medicina concedido pela organização Desert AIDS Project.

A homenagem foi feita durante o 25º Prêmio Anual Humanitário Steve Chase. A diretora-executiva adjunta para gestão e governança do UNAIDS, Gunilla Carlsson, representou o programa da ONU na ocasião.

O Desert AIDS Project oferece serviços de prevenção, tratamento e cuidados para pessoas vivendo com HIV e afetadas pelo vírus em toda a área de Palm Springs.

Médica de saúde pública, a carreira de Shannon Hader abrange os espectros de pesquisa, programas e políticas. Foto: UNAIDS

Médica norte-americana é nova diretora-executiva adjunta do UNAIDS

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou nesta terça-feira (12) a médica norte-americana Shannon Hader como nova diretora-executiva adjunta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

“Shannon é uma líder excepcional em AIDS e tuberculose, com vasta experiência na melhoria dos sistemas de saúde”, disse o diretor-executivo da UNAIDS, Michel Sidibé. “De Washington ao Zimbábue, ela entende a epidemia e a resposta necessária nos níveis comunitário, nacional e global — sua visão e conhecimento serão fundamentais para o UNAIDS e para acabar com a epidemia de AIDS até 2030”.

Em agosto de 2018, em Rumichaca, na fronteira entre Equador e Colômbia, a venezuelana Laila Dalila Leon, de 3 anos, olha para autoridades de fronteira nos ombros de seu pai, Jose Ramon Leon. Foto: UNICEF

Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária a venezuelanos

A situação da população venezuelana está cada vez mais crítica, e as Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária com base em “necessidade, e apenas necessidade”, disse nesta sexta-feira (8) uma autoridade sênior da Organização.

Falando a jornalistas em Genebra, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) destacou estar observando acontecimentos na fronteira entre Venezuela e Colômbia, aonde um comboio de ajuda humanitária chegou na quinta-feira (7).

“Sobre a situação na fronteira, a ONU está monitorando a situação de perto”, disse Jens Laerke, do OCHA. “O cenário ideal é que ajuda humanitária seja fornecida, independentemente de quaisquer considerações políticas e outras que não sejam puramente humanitárias, e isto é baseado em necessidade, e apenas necessidade”.

O governo do Reino Unido tem desempenhado um papel de liderança na resposta global ao HIV desde o início da epidemia. Foto: UNAIDS

Reino Unido compromete-se em acabar com a transmissão do HIV em até 10 anos

O Reino Unido (Grã-Bretanha e Irlanda do Norte) anunciou que acabará com a transmissão do HIV em seu território nos próximos dez anos — um anúncio elogiado na quinta-feira (7) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

O Reino Unido intensificou recentemente seus esforços para a resposta ao HIV, o que resultou em um declínio de 28% no número de novos casos nos últimos dois anos.

Foto: UNAIDS

UNAIDS elogia compromisso dos EUA de acabar com transmissão do HIV no país até 2030

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou na quarta-feira (6) compromisso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acabar com a transmissão do HIV no país até 2030. Trump fez o anúncio durante seu discurso sobre o Estado da União ao Congresso em 5 de fevereiro.

“O firme compromisso dos EUA com a resposta ao HIV e seu apoio ao chamado do UNAIDS para acabar com a AIDS até 2030 salvaram milhões de vidas”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS.

“Eu cumprimento o compromisso do presidente de acabar com a AIDS nos EUA, o que exigirá uma resposta baseada nos direitos humanos para alcançar todas as pessoas vivendo com HIV e em risco de infecção pelo vírus, incluindo as pessoas mais marginalizadas.”

Profissionais verificaram estatísticas sobre tratamento do HIV em Lesoto. Foto: UNAIDS

Programa da ONU elogia esforços de Lesoto para verificar estatísticas sobre HIV

Em 2018, foram revisados em Lesoto mais de 180 mil registros clínicos de pessoas diagnosticadas com HIV. O objetivo da análise era verificar quem estava de fato recebendo e aderindo ao tratamento em uma das 120 clínicas e hospitais do país africano.

Lesoto tem uma das maiores taxas de prevalência do HIV no mundo — em 2017, 320 mil cidadãos adultos eram considerados soropositivos, o equivalente a 23,8% da população de 15 a 49 anos. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Vacinação contra o HPV em escola pública de São Paulo. Foto: OPAS

ONU: mulheres vivendo com HIV têm até 5 vezes mais chances de desenvolver câncer de colo do útero

Em 2018, estima-se que 570 mil novos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo e 311 mil mortes decorrentes da enfermidade tenham sido registrados. Nesta segunda-feira (4), Dia Mundial contra o Câncer, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lembra que as mulheres que vivem com HIV são até cinco vezes mais propensas a desenvolver esse tipo de tumor. Agência pede articulação de serviços de HIV com os de prevenção da doença.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e a a diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard. Foto: UNAIDS

São Paulo renova compromisso com estratégia para pôr fim à Aids até 2030

Como parte das celebrações dos 465 anos da cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas publicou um artigo na Agência de Notícias da AIDS no qual relata seu compromisso com a resposta à epidemia de HIV no município e com a Declaração de Paris.

O documento foi ratificado por sua gestão em junho de 2018, durante encontro com a diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard.

Elaborada em novembro de 2015, a “Carta de Paris” traça uma estratégia para que cidades consigam acabar com a Aids, como problema de saúde pública, até 2030.

Como parte das celebrações do Dia da Visibilidade Trans, o UNAIDS lança o webdocumentário Luz, Câmera, Zero Discriminação. Foto: UNAIDS

UNAIDS lança documentário sobre curso de audiovisual para pessoas trans e travestis

Como parte das celebrações do Dia da Visibilidade Trans, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançou nesta sexta-feira (25) o documentário para web “Luz, Câmera, Zero Discriminação”. A obra retrata quatro semanas do curso de audiovisual realizado com 16 pessoas trans e travestis em fevereiro e março do ano passado na capital paulista.

Ao longo do curso, os participantes aprenderam fotografia, sonorização e produção, além de roteiro, pré-produção, direção, fotografia, filmagem, edição e pós-produção. Ao final de cada parte teórica, colocaram em prática o conteúdo aprendido.

O objetivo foi contribuir para a redução do estigma e da discriminação em relação às pessoas trans e travestis e abrir espaços para que elas possam se apropriar das mídias sociais e de outras plataformas audiovisuais, fomentando também o acesso a esse mercado.

Na África do Sul, 1,5 mil mulheres jovens e adolescentes (entre 15 e 24 anos) são infectadas pelo HIV por semana. Foto: UNAIDS

Jovem sul-africana cria movimento para impulsionar saúde sexual e reprodutiva

Para incentivar o diálogo sobre saúde sexual, reprodutiva e prevenção à AIDS, assim como outras questões enfrentadas por mulheres jovens, a sul-africana Selokela Molamodi iniciou o movimento You for You (Você por Você, em tradução livre) quando estava em seu último ano de escola.

“É sobre aceitar e amar a si mesma. Embora possamos existir como uma comunidade e um coletivo, devemos primeiro nos amar como indivíduos”, diz ela. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Bruna Benevides, ativista e mulher trans. Foto: Arquivo pessoal

No Dia Laranja, ONU Brasil aborda violência de gênero contra mulheres trans e travestis

Para marcar este 25 de janeiro, #DiaLaranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas, a ONU Brasil apresenta a história de Bruna Benevides, mulher trans que criou um dossiê para documentar a violência contra travestis e transexuais.

O ativismo de Bruna também inclui projetos para a inclusão da população trans no ensino superior e para a capacitação de agentes de segurança, a fim de combater a discriminação no atendimento a pessoas LGBT.

Projeto realiza teste de fluido oral para HIV em homens gays e outros homens que fazem sexo com homens em Laos. Foto: USAID Laos

Estigma e discriminação dificultam acesso ao teste de HIV em hospitais do Laos

Apenas um terço dos homens gays e outros homens que fazem sexo com homens conhecem seu estado sorológico para o HIV na República Democrática Popular do Laos. O estigma e a discriminação são barreiras que dificultam o acesso dessas pessoas ao teste de HIV em hospitais públicos.

Para resolver essa questão, a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) apoiou o governo do país na realização de testes de fluidos orais em três províncias. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Em Kenema, Serra Leoa, um menino joga futebol em uma ONG apoiada pelo UNICEF que presta serviços para crianças vivendo com HIV e AIDS. Foto: UICEF/Phelps

ONU pede mais esforços na África para prevenir infecções de HIV entre crianças e adolescentes

Em evento com ministros e autoridades de saúde, agências da ONU pediram neste mês (16), no Senegal, que países das regiões central e ocidental da África realizem mais ações para impedir novos casos de HIV entre crianças e adolescentes. Em 2017, em torno de 67 mil crianças (com até nove anos de idade) e 69 mil adolescentes (de dez a 19 anos) foram infectados pelo vírus nessas partes do continente africano.

Jovem sul-africana exibe miçanga com o símbolo do movimento pelo fim da AIDS. Foto: Peace Corps/PEPFAR

Programa da ONU pede financiamento completo de fundo para AIDS, tuberculose e malária

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pediu que doadores internacionais apoiem o financiamento pleno do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária — que lançou neste mês (11) um apelo orçamentário de 14 bilhões de dólares para cobrir atividades pelos próximos três anos. Iniciativas implementadas com a verba devem ajudar a salvar 16 milhões de vidas, reduzindo pela metade a taxa mundial de mortalidade das três doenças.

Thobani Ncapai vive em Khayelitsha, uma cidade na província do Cabo Ocidental, na África do Sul. Ele descobriu que era soropositivo em 1997. Na época, disse que não tinha informações sobre o HIV e estava com medo de não ver seu filho crescer. Ele disse que a maioria dos homens em sua comunidade não quer fazer o teste de HIV, classificando a questão como “um grande problema”. Em 2001, ele estava perdendo muito peso e se sentindo mal, se tornando a primeira pessoa em sua cidade natal a iniciar o tratamento do HIV. Hoje, tem esperança no futuro.

Na África do Sul, pai vivendo com HIV ganha fôlego para criar filho; vídeo

Thobani Ncapai vive em Khayelitsha, uma cidade na província do Cabo Ocidental, na África do Sul. Ele descobriu que era soropositivo em 1997. Na época, disse que não tinha informações sobre o HIV e estava com medo de não ver seu filho crescer. Ele disse que a maioria dos homens em sua comunidade não quer fazer o teste de HIV, classificando a questão como “um grande problema”. Confira nesse vídeo especial.

A aplicação dos questionários está prevista para abril de 2019, com o objetivo de alcançar mais de 2 mil pessoas. Foto: UNAIDS

Agências da ONU treinam voluntários para estudo sobre estigma e HIV no Brasil

Uma parceria entre o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) iniciou uma série de treinamentos para a realização de um estudo sobre estigma e discriminação contra pessoas vivendo com HIV no Brasil.

Realizada pela ONG Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, a capacitação ocorre em sete capitais brasileiras, onde cerca de 60 voluntários são treinados para a aplicação dos questionários entre pares, com a proposta de levantar informações relevantes sobre estigma e discriminação em relação a essa população, hoje estimada em quase 900 mil pessoas no Brasil.