O governo da Costa do Marfim anunciou seu compromisso em parar de aplicar cobranças de usuários por acesso aos testes de HIV e serviços de tratamento. Foto: UNAIDS

Costa do Marfim sinaliza remover cobranças de usuários por serviços de HIV

O governo da Costa do Marfim sinalizou esta semana sua intenção de interromper a cobrança por testes e tratamento de HIV no país, declarando que aplicará decisões anteriores para evitar que pessoas vivendo ou afetadas pelo vírus sejam obrigadas a pagar por serviços.

Em 2017, havia mais de 500 mil pessoas vivendo com HIV na Costa do Marfim e cerca 46% tinham acesso ao tratamento. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana. Foto: UNAIDS

Missão da ONU destaca necessidade de ação urgente para HIV na República Centro-Africana

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana, com a prevalência do vírus em 11,9%, em comparação com uma média nacional de 4%.

Alertados por relatos de falta persistente de medicamentos, atendimento precário e barreiras de acesso a serviços de saúde e HIV devido à insegurança, uma missão conjunta do Ministério da Saúde da República Centro-Africana, Conselho Nacional de AIDS, Organização Mundial da Saúde (OMS), Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) visitaram Haut-Mbomou de 8 a 12 de abril.

Localizada a 1.000 km da capital Bangui, a província é uma das mais carentes em serviços sociais e de saúde. Metade dos serviços de saúde da província estão fechados devido à falta de profissionais ou instalações degradadas.

Jovens em Moçambique organizam programa de TV para falar sobre gravidez na adolescência, sexualidade e prevenção do HIV. Foto: UNICEF

Jovens precisam de autorização dos pais para acessar serviços de saúde na maioria dos países

Em 68 dos 108 países que forneceram informações para o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em 2017, a lei exigia uma autorização dos pais ou do responsável legal para que um jovem menor de 18 anos pudesse ter acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva.

O UNAIDS alerta que, embora muitas vezes o objetivo dessa legislação seja proteger as crianças, as leis, na prática, podem acabar fazendo o oposto, pois desencorajam a utilização dos serviços de saúde entre os jovens.

Membros do colegiado do coletivo RNAJVHA reuniram-se em Brasília (DF) na semana passada (9 e 10 de abril) para desenvolver novo planejamento estratégico para 2019-2020. Foto: UNAIDS

Coletivo planeja estratégias para promover direitos de jovens vivendo com HIV

Membros do colegiado do coletivo RNAJVHA reuniram-se em Brasília (DF) na semana passada (9 e 10 de abril) para desenvolver novo planejamento estratégico para 2019-2020. O encontro aconteceu com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como parte de uma articulação da Rede de Jovens.

A RNAJVHA é um coletivo de atuação nacional voltado para o acolhimento e defesa dos direitos de adolescentes e jovens vivendo com HIV e AIDS. Criada em 2006, durante o I Encontro Nacional de Jovens Vivendo com HIV e AIDS, no Rio de Janeiro (RJ), a rede coordenada por um colegiado de 15 membros (titulares e suplentes) eleitos a cada dois anos.

Altos níveis de estigma e discriminação impulsionam novas infecções por HIV no Egito, que duplicaram entre 2010 e 2016. Mulheres e adolescentes geralmente são as mais vulneráveis. Foto: UNAIDS

UNAIDS apoia ações de saúde sexual e reprodutiva para mulheres no Egito

Quando a família e os vizinhos de Salma Karim descobriram que ela vivia com HIV, eles a expulsaram de casa. Sem ter para onde ir, ela foi forçada a deixar seus dois filhos pequenos para trás. Esta não é uma história incomum no Egito, onde uma em cada cinco pessoas vivendo com o vírus diz ter sido forçada a sair de casa por locatários, familiares ou vizinhos. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Diante desse cenário, o UNAIDS, em parceria com o Ministério da Saúde e População do Egito, uniu esforços para desenvolver uma resposta transformadora de igualdade de gênero à epidemia do HIV no país.

As cidades desempenham um papel essencial na epidemia e na resposta ao HIV. Foto: UNAIDS

Iniciativa do UNAIDS apoia cidades a acabar com epidemia de HIV até 2030

As cidades desempenham um papel essencial na epidemia e na resposta ao HIV. Atualmente, mais da metade da população mundial vive em cidades e, na maioria dos países, elas representam uma proporção alta e crescente das cargas nacionais de HIV.

É o caso de Kigali, em Ruanda, que detém 25% da carga nacional de HIV do país. No caso de Jacarta, o município representa apenas 4% da população total da Indonésia, mas responde por 17% da carga nacional de HIV.

As duas fazem parte do grupo de 10 cidades prioritárias que foram incluídas no primeiro ano do projeto Cidades Fast-Track (Aceleração da Resposta nas Cidades), uma iniciativa conjunta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) com a Associação Internacional de Prestadores de Serviços para a AIDS (IAPAC, na sigla em inglês).

Projeto Transdiálogos leva conhecimento e sensibilização sobre os desafios da população LGBT para profissionais de saúde de Porto Alegre. Foto: UNAIDS

Com apoio da ONU, Porto Alegre torna serviços de saúde inclusivos para população LGBT

Em Porto Alegre (RS), o projeto Transdiálogos capacita profissionais de saúde para melhorar o atendimento à população LGBT. Iniciativa faz parte da resposta do município à epidemia de HIV. A cidade é a capital brasileira com a maior taxa de detecção do vírus — eram 65,9 casos para cada 100 mil habitantes em 2018, segundo o governo. Entre gays, lésbicas, pessoas trans e bissexuais, a vulnerabilidade à infecção por HIV aumenta.

O Transdiálogos é fruto de uma parceria entre o Executivo municipal, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Na exposição, Wanessa representará personalidades brasileiras engajadas na resposta à epidemia de HIV ao lado nomes internacionais. Foto: UNAIDS

Wanessa Camargo é fotografada por Bob Wolfenson em apoio a exposição sobre prevenção do HIV

Provocar debates educativos para derrubar as barreiras do preconceito e da discriminação sobre temas relacionados à saúde sexual, promover informações e métodos de prevenção e estimular a adesão ao tratamento do HIV (vírus da imunodeficiência humana) e de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Estes são os principais objetivos da exposição de arte contemporânea O.X.E.S (termo que remete à palavra sexo de trás para frente), idealizada pela ativista e artista plástica Adriana Bertini.

A cantora Wanessa Camargo, Embaixadora de Boa Vontade do UNAIDS no Brasil, foi clicada pelas lentes do fotógrafo Bob Wolfenson para integrar a série de fotografias O.X.E.S Friends, que faz parte do acervo da exposição.

David Malpass, novo presidente do Banco Mundial. Foto: Banco Mundial/Franz Mahr

Economista norte-americano assume presidência do Banco Mundial

O economista norte-americano David Malpass começa nesta terça-feira (9) seu mandato como presidente do Banco Mundial, após ser escolhido pelo quadro de diretores-executivos do organismo financeiro. O especialista traz para o cargo anos de experiência no Tesouro e no Departamento de Estado dos EUA, onde ocupou postos seniores nas áreas de assuntos internacionais, cooperação com países em desenvolvimento e América Latina.

Associação Espoir pour Demain em Burkina Faso apoia saúde sexual e reprodutiva de jovens no país. Foto: UNAIDS

Associação apoia conscientização de jovens sobre HIV e saúde sexual em Burkina Faso

Diante de um público de jovens em Burkina Faso, a presidente da Associação Espoir pour Demain, Christine Kafando, faz perguntas provocadoras. “Você se sente pressionado por outros meninos e meninas?”; “você se sente abandonado por conta da pobreza?”; “você tem todas as informações necessárias sobre sua saúde e HIV? Se não, pode me perguntar ou perguntar aos seus parceiros”.

Os 40 meninos e meninas participantes da oficina acenam. O evento ocorreu em Bobo-Dioulasso, e teve como objetivo criar espaço para que jovens aprendam sobre saúde sexual e façam o treinamento para que se tornem educadores de pares.

Em Burkina Faso, os jovens representam mais de 60% da população e os dados mostram que muitos deles não conhecem seu estado sorológico para o HIV. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Novo código penal de Brunei impõe pena de morte para atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, para adultério e por ter filho fora do casamento. Foto: UNAIDS

Agências da ONU pedem que Brunei revogue disposições penais discriminatórias

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) manifestaram nesta quinta-feira (4) preocupação com as novas disposições do código penal de Brunei, que entraram em vigor na véspera.

O novo código, que impõem a pena de morte para a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, para adultério e por ter filho fora do casamento, violam várias normas internacionais de direitos humanos, incluindo o direito de viver livre da tortura, de penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. As disposições terão um significativo impacto negativo na saúde e bem-estar geral da população do país asiático, disseram as agências da ONU.

Sede do UNAIDS, em Genebra. Foto: UNAIDS

UNAIDS apresenta plano para criar ambiente de trabalho saudável e acolhedor para funcionários

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apresentou um novo plano de ação para criar uma cultura organizacional positiva e aumentar a consciência dos gestores e funcionários sobre as suas responsabilidades, direitos e deveres.

“Estamos transformando um momento difícil em um momento de oportunidades”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS, sobre a estratégia.

O encontro foi uma das 11 oficinas realizadas em todo o mundo pelo UNAIDS para discutir atualizações do software usado para estimar número de pessoas vivendo com HIV. Foto: UNAIDS

Encontro em Joanesburgo analisa tendências da epidemia de HIV nos países africanos

Mais de 100 pessoas de 11 países da África Oriental e Austral, apoiadas por nove organizações, reuniram-se em Joanesburgo, na África do Sul, para analisar as tendências e taxas da epidemia de HIV em seus países.

O encontro foi uma das 11 oficinas realizadas em todo o mundo pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) entre 28 de janeiro e 30 de março, durante as quais 140 equipes nacionais — incluindo epidemiologistas, coordenadores de programas de HIV e especialistas em monitoramento e avaliação — aprenderam as últimas atualizações do software usado para estimar o número de pessoas vivendo com HIV, novas infecções por HIV e mortes relacionadas à AIDS.

Mecanismo conjunto das Nações Unidas e da União Africana apoia o desenvolvimento do continente africano. Foto: UNAIDS

ONU e União Africana trabalham para desenvolvimento sustentável do continente

Não podemos alcançar o desenvolvimento sustentável sem manter a paz. Tampouco podemos construir um futuro seguro para todos sem abordar as causas profundas de nossos conflitos e vulnerabilidades.

A afirmação foi feita pela vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, durante a 20ª sessão do Mecanismo de Coordenação Regional para a África (RCM-África), ocorrida no último fim de semana em Marrakech, no Marrocos.

O órgão é um mecanismo conjunto das Nações Unidas e da União Africana para apoiar o desenvolvimento do continente africano. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou do evento.

Amina Mohammed (centro, de vermelho), durante visita à sede do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em Genebra, na semana passada (22). Foto: UNAIDS

Países devem colocar pessoas vulneráveis no centro, diz vice-chefe da ONU

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão ligados pela ideia de não deixar ninguém para trás. Dessa forma, em cada país e em cada distrito, é preciso definir quem está sendo deixado para trás e colocá-los no centro.

A afirmação foi feita pela vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, durante visita à sede do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em Genebra, na semana passada (22). Na reunião, ela descreveu sua visão de uma ONU reformada e apta a cumprir os ODS.

O Clube Rise está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciarem conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos. Foto: UNAIDS

Projeto na África do Sul ajuda mulheres e meninas a falar sobre sexualidade

O Clube Rise está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciar conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos em cidades da África do Sul.

A desigualdade de gênero é uma barreira para que adolescentes e jovens tenham acesso a serviços de HIV e de saúde sexual e reprodutiva, além de educação sexual abrangente. Também coloca as meninas em maior risco de violência baseada em gênero.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Foto: UNAIDS

UNAIDS: mulheres jovens ainda são desproporcionalmente afetadas pelo HIV

Meninas adolescentes e mulheres jovens ainda são desproporcionalmente afetadas pelo HIV. Um milhão de meninas adolescentes vivem com HIV em todo o mundo e, a cada semana, 7 mil meninas adolescentes e mulheres jovens são infectadas pelo vírus. A educação abrangente sobre sexualidade é tão limitada que os níveis de conhecimento sobre prevenção do HIV entre os jovens permaneceram inalterados nos últimos 20 anos.

“Sem a nossa voz, você está agindo por você, não por nós”, disse esta semana Winny Obure, líder juvenil e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Juntaram-se a ela outras jovens que exigem o fim dos obstáculos aos direitos sexuais e reprodutivos e pedem empoderamento das adolescentes.

Convocado por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Rede ATHENA, governos de Austrália e Namíbia e ONU Mulheres — além de 25 parceiros das Nações Unidas e da sociedade civil – o evento “Step It Up!” foi um chamado à ação para meninas adolescentes que são deixadas para trás.

UNAIDS delineou um conjunto de recomendações que os países podem adotar para uma resposta ao uso de drogas com uma abordagem voltada à saúde pública e direitos humanos. Foto: IRIN/Sean Kimmons

UNAIDS: pessoas que usam drogas ainda estão sendo deixadas para trás

Enquanto a incidência de infecção pelo HIV em todo o mundo para todas as idades diminuiu 22% entre 2011 e 2017, as infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis ​​parecem estar aumentando, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Há evidências convincentes e abrangentes de que a redução de danos — incluindo terapia de substituição de opiáceos e programas de agulhas e seringas — previne infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis. No entanto, leis discriminatórias, o estigma generalizado, a discriminação e violência, dificultam o acesso a serviços de saúde e redução de danos.

Abordagens que violam os direitos humanos e fracassam em diminuir o tráfico ilícito de drogas deixam um rastro de sofrimento humano, disse Mandeep Dhaliwal, diretor do Grupo de HIV, Saúde e Desenvolvimento do PNUD. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

ONU lança diretrizes internacionais para políticas de drogas baseadas em direitos humanos

Uma coalizão de Estados-membros das Nações Unidas, organismos da ONU e especialistas em direitos humanos reuniu-se esta semana na Comissão sobre Narcóticos em Viena, na Áustria, e lançou um conjunto de padrões legais internacionais para transformar e reformular as respostas ao problema mundial das drogas.

Buscando promover o Estado de Direito, as diretrizes apresentam recomendações sobre a administração da justiça — abordando temas como práticas discriminatórias de policiamento, prisão e detenção arbitrária e descriminalização de drogas para uso pessoal — e articulam o estado global da legislação sobre direitos humanos em relação à política de drogas, que inclui acabar com a pena de morte por delitos relacionados a drogas.

Pelo menos 25 governos — da Argentina à África do Sul — já revogaram penalidades criminais por posse de drogas para uso pessoal não médico, seja na lei ou na prática, dando um exemplo a ser seguido por outros. O Sistema das Nações Unidas convocou conjuntamente a descriminalização como uma alternativa à condenação e punição em casos apropriados. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Centro comunitário na Tailândia oferece agulhas limpas para usuários de drogas injetáveis. Foto: Banco Mundial/Trinn Suwannapha

UNAIDS destaca urgência de alcançar pessoas que usam drogas para reduzir infecções por HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) revelou nesta semana que a incidência do HIV dá sinais de avanço entre pessoas que usam drogas injetáveis, com um aumento de 1,2% em 2011 para 1,4% em 2017.

Em relatório divulgado nesta semana, o organismo internacional pede a descriminalização das drogas como forma de alcançar a população usuária com serviços de saúde e de HIV.

Foto: UNAIDS

Ocorrência do HIV na Nigéria é menor do que se pensava, revela novo relatório

Números divulgados nesta semana (13) pelo governo da Nigéria revelam que o país tem metade dos casos de HIV do que se pensava anteriormente. Autoridades estimam agora que a prevalência do vírus é de 1,4% entre nigerianos de 15 a 49 anos — antes, a estimativa era de 2,8%.

A Agência Nacional para Controle da AIDS e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) calculam que haja 1,9 milhão de pessoas vivendo com HIV no país africano.

O cientista político Cleiton Euzébio de Lima assumiu a a função de diretor interino do UNAIDS após a saída de Georgiana Braga-Orillard. Foto: UNAIDS

Cientista político assume cargo de diretor interino do UNAIDS no Brasil

A partir desta quinta-feira (14), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está sob a coordenação do cientista político Cleiton Euzébio de Lima. Ele assume a função de diretor interino após a saída de Georgiana Braga-Orillard, que esteve à frente do escritório de 2013 a 2019 e deixou o país para assumir o posto de representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em El Salvador.

Cleiton tem mais de dez anos de experiência com a resposta ao HIV no Brasil, tendo trabalhado com foco em prevenção e promoção da saúde e dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV e das populações mais vulneráveis ao vírus.

Mandisa e sua família apareceram na capa do Relatório do Dia Mundial contra a AIDS de 2018 do UNAIDS como prova viva de que o tratamento sustentado do HIV pode suprimir a carga viral e prevenir a infecção por HIV para parceiros e filhos. Foto: UNAIDS

África do Sul amplia tratamento do HIV para reduzir mortes relacionadas à AIDS

Em 2017, a África do Sul tinha mais de 4,3 milhões de pessoas em tratamento para o HIV e 110 mil mortes relacionadas à AIDS. Ainda há um longo caminho a percorrer para acabar com a epidemia até 2030, mas a África do Sul continua ampliando rapidamente o tratamento do vírus e está determinada em reduzir as mortes anuais relacionadas à AIDS para 80 mil ou menos até 2020.

Leia a história da sul-africana Mandisa, que aparece na capa do Relatório do Dia Mundial contra a AIDS de 2018 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) como prova viva de que o tratamento sustentado do HIV pode suprimir a carga viral e prevenir a infecção por HIV para parceiros e filhos.

Um debate sobre o tema ocorreu na semana passada em Kigali, capital de Ruanda, durante uma das maiores reuniões de saúde da África, a Conferência Internacional sobre a Agenda Africana de Saúde de 2019. Foto: UNAIDS

Líderes africanos pedem impulso à cobertura universal de saúde com qualidade

O impulso à Cobertura Universal de Saúde (UHC, na sigla em inglês) está ocorrendo em muitos países africanos, que já integram a UHC em suas estratégias nacionais de saúde. Entretanto, 11 milhões de africanos são empurrados a cada ano para a pobreza extrema por conta de despesas com hospitais. Permanece, assim, o desafio de o continente conseguir alcançar a cobertura universal e oferecer um pacote de serviços de qualidade para a população.

Um debate sobre o tema ocorreu na semana passada em Kigali, capital de Ruanda, durante uma das maiores reuniões de saúde da África, a Conferência Internacional sobre a Agenda Africana de Saúde de 2019. Co-patrocinado pelo Ministério da Saúde da Ruanda e pela Fundação Africana de Pesquisa e Medicina, o evento contou com a presença de 1,5 mil líderes de saúde, que compartilharam novas ideias e soluções locais para os desafios de saúde mais urgentes do continente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas

Organizações de saúde precisam traduzir compromissos com igualdade de gênero em ações, diz relatório

Pesquisa, que avaliou 198 organismos da área, incluindo agências da ONU, mostra que sete em cada dez organizações globais de saúde já afirmaram publicamente estar engajadas com a paridade entre homens e mulheres — mas apenas metade possui, de fato, políticas para o tema.

Em média, os homens têm 50% mais chances do que as mulheres de chegar a um cargo sênior nessas instituições, e 72% dos diretores-executivos das organizações analisadas são homens.

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo. Foto: UNAIDS

UNAIDS incentiva fortalecimento de ações para proteger mulheres e meninas

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo. Em 2017, 66% das novas infecções por HIV no mundo, entre jovens de 10 a 19 anos, ocorreram entre mulheres — na África Oriental e Meridional, 79% das novas infecções por HIV entre os jovens de 10 a 19 anos ocorreram entre mulheres.

“Há um ciclo vicioso de desigualdade de gênero, violência baseada em gênero e infecção por HIV em muitas partes do mundo”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS. “Os desequilíbrios de opressão e poder devem ser revertidos, e masculinidades nocivas devem ser abordadas para garantir que as mulheres e meninas tenham controle total sobre sua saúde e direitos sexuais”.

Foto: Robert Simpson/Flickr/CC

Possível cura de um homem vivendo com HIV inspira trabalho do UNAIDS

Especialistas do University College London e Imperial College London anunciaram nesta semana que trataram um avançado linfoma de Hodgkin em 2016 usando transplantes de células-tronco de um doador que carregava uma mutação genética rara.

Os pesquisadores relatam que o HIV se manteve indetectável no homem desde que ele parou de tomar os medicamentos antirretrovirais, há 18 meses. Em nota, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) comemorou o anúncio.

“Embora este avanço seja complicado e muito trabalho ainda seja necessário, isso nos dá uma grande esperança para o futuro, de que podemos acabar com a AIDS com a ciência, por meio de uma vacina ou de uma cura”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo da agência das Nações Unidas.

Corte de Justiça do Caribe derrubou lei do século 19 da Guiana que proibia homens de vestirem como mulheres e vice-versa. Foto: Mickel Guaranfranco Alexander

Caribenhos contestam na Justiça leis discriminatórias contra a população LGBTI

No Caribe, pessoas LGBTI são mais afetadas pela epidemia de HIV por conta do estigma e de leis discriminatórias, que punem relações sexuais homoafetivas ou o uso de vestimentas consideradas do gênero oposto ao gênero atribuído à pessoa.

Mas ativistas e integrantes dessa comunidade têm questionado na Justiça a constitucionalidade desse tipo de legislação, muitas vezes datada do século 19. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

No Dia Mundial de Zero Discriminação, o UNAIDS relembra que todas as pessoas são iguais, em dignidade e valor, conforme consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: UNAIDS

No Dia Mundial de Zero Discriminação, UNAIDS pede ação para mudar leis discriminatórias

Em 2018, vários países tomaram decisões importantes para alterar leis discriminatórias. A Suprema Corte da Índia derrubou a Seção 377 do Código Penal, que criminalizava relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo; as Filipinas diminuíram para 15 anos a idade para testes de HIV voluntários sem necessidade de permissão dos pais; e o Malawi removeu cláusulas que criminalizavam a não divulgação, exposição e transmissão do HIV.

No Dia Mundial de Zero Discriminação, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) relembra que todas as pessoas são iguais, em dignidade e valor, conforme consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, e pede por ações para mudar leis e práticas discriminatórias, que são uma barreira significativa para o acesso à saúde e outros serviços.

Testatem de HIV. Foto: Abr/Marcelo Camargo

Especialistas alertam para criminalização e estigma contra populações que vivem com HIV

Em reunião em Genebra, a vice-chefe de Direitos Humanos da ONU, Kate Gilmore, afirmou neste mês que a “epidemia de HIV é uma epidemia de perda de direitos e, em alguns casos, de abusos e violações”.

Em encontro de especialistas e ativistas dos movimentos pelo fim da AIDS, a dirigente e outros participantes alertaram que o estigma e a discriminação continuam prejudicando o acesso à saúde para quem é soropositivo.

Lloyd Russell-Moyle, membro do Parlamento britânico. Foto: UNAIDS

Membro do Parlamento britânico revela estado sorológico para HIV e pede fim do estigma

Se pretendo ser um líder, preciso ser sincero, disse Lloyd Russell-Moyle, membro do Parlamento britânico, refletindo sobre sua ousada decisão de revelar seu estado sorológico para o HIV na Câmara dos Comuns do Reino Unido no fim de novembro de 2018, dias antes do Dia Mundial contra a AIDS.

Ele explicou que durante anos homenageou pessoas por seus excelentes trabalhos relacionados ao HIV e, no entanto, nunca havia sido honesto sobre o fato de que ele mesmo vive com o vírus.

Em entrevista por telefone ao Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), ele especificou que “de maneira alguma deveríamos glorificar o HIV, mas é possível viver e administrá-lo”. E viver com HIV não deveria atrapalhar ninguém de forma alguma, afirmou.

Palm Springs, na Califórnia. Foto: UNAIDS

Voluntários trabalham pelo fim da AIDS no deserto da Califórnia

Palm Springs, nos Estados Unidos, é conhecida por atrair celebridades e também pelos campos de golfe e hotéis luxuosos. Mas essa região no sul do deserto da Califórnia é também o berço de uma experiência comunitária e inovadora que garante serviços de saúde e HIV para cerca de 4 mil pessoas. O Desert AIDS Project oferece atendimento gratuito ou a preços acessíveis para qualquer um que precise. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A diretora-executiva adjunta para gestão e governança do UNAIDS, Gunilla Carlsson, representou o programa da ONU no evento de premiação. Foto: UNAIDS

UNAIDS recebe prêmio de ciência e medicina concedido por organização norte-americana

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) recebeu na semana passada (9) em Palm Springs, nos Estados Unidos, o prêmio de ciência e medicina concedido pela organização Desert AIDS Project.

A homenagem foi feita durante o 25º Prêmio Anual Humanitário Steve Chase. A diretora-executiva adjunta para gestão e governança do UNAIDS, Gunilla Carlsson, representou o programa da ONU na ocasião.

O Desert AIDS Project oferece serviços de prevenção, tratamento e cuidados para pessoas vivendo com HIV e afetadas pelo vírus em toda a área de Palm Springs.

Médica de saúde pública, a carreira de Shannon Hader abrange os espectros de pesquisa, programas e políticas. Foto: UNAIDS

Médica norte-americana é nova diretora-executiva adjunta do UNAIDS

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou nesta terça-feira (12) a médica norte-americana Shannon Hader como nova diretora-executiva adjunta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

“Shannon é uma líder excepcional em AIDS e tuberculose, com vasta experiência na melhoria dos sistemas de saúde”, disse o diretor-executivo da UNAIDS, Michel Sidibé. “De Washington ao Zimbábue, ela entende a epidemia e a resposta necessária nos níveis comunitário, nacional e global — sua visão e conhecimento serão fundamentais para o UNAIDS e para acabar com a epidemia de AIDS até 2030”.