UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Brasil e ONU querem promover eliminação da transmissão vertical do HIV em municípios. Foto: EBC

Grupo de trabalho das Nações Unidas aborda transmissão vertical do HIV no Brasil

A transmissão vertical do HIV — quando o bebê pode se infectar durante a gestação, parto ou amamentação — ainda é um desafio de saúde pública em diversos países. Em 2018, cerca de 160 mil crianças de até 14 anos se infectaram no mundo, de acordo com relatório global do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

No Brasil, a eliminação da transmissão vertical do HIV é uma das prioridades do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) do Ministério da Saúde para 2019 e 2020. O país aderiu às metas estabelecidas pela Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) de reduzir a menos de 2% o número de casos de HIV em crianças ou torná-los inexistentes.

Teste de HIV. Foto: Agência Brasil/Arquivo

ONU promove workshop sobre comunicação e zero discriminação em HIV e AIDS

Estão abertas as inscrições para o workshop “Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS”, que acontece em Salvador na segunda-feira (26) na sede da TVE Bahia. A oficina é uma ação do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), com apoio do TVE/Instituto de Radiofusão Educativa da Bahia (Irdeb) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). As inscrições são gratuitas e vão até 23 de agosto.

A oficina busca trazer uma atualização de conceitos e terminologias relacionados ao universo do HIV e da AIDS, além de demonstrações práticas sobre as soluções mais recomendadas e informadas por evidências a respeito da epidemia de HIV, estigma e discriminação, entre outros pontos relacionados. Durante o encontro, busca-se também promover uma reflexão sobre o importante papel da mídia e das diversas áreas da comunicação na resposta à epidemia de HIV.

Winnie Byanyima é a nova diretora-executiva global do UNAIDS. Foto: UNAIDS

Engenheira ugandense Winnie Byanyima é nova diretora-executiva do UNAIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) anunciou nesta quinta-feira (15) a nomeação da engenheira ugandense Winnie Byanyima como sua nova diretora-executiva. Byanyima tem mais de 30 anos de experiência em liderança política, diplomacia e envolvimento humanitário.

“Tenho a honra de me juntar ao UNAIDS como diretora-executiva em um momento tão crítico na resposta ao HIV”, disse Byanyima. “O fim da AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030 é um objetivo que está ao alcance do mundo como um todo, mas eu não subestimo a escala do desafio que temos diante de nós”.

Fabrizio Feliciani, Diretor Regional para a América Latina e o Caribe do UNOPS e Dr. César Antonio Núñez, Diretor Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe. Foto: UNOPS

UNAIDS e UNOPS assinam acordo para projetos de gestão pública

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) assinaram, na última terça-feira (13/8), um acordo regional na América Latina e no Caribe para facilitar a atuação conjunta.

Os objetivos são a implementação de boas práticas, a identificação de oportunidades para atuar em conjunto em projetos e compras públicas, a transferência de conhecimento entre organizações e a realização de atividades e campanhas de comunicação.

UNAIDS convoca países a acabar com epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes

Um novo relatório lançado no fim de julho (22), na 10ª Conferência Internacional de AIDS sobre Ciência do HIV, na Cidade do México, mostrou que o mundo está ficando para trás em seu compromisso de acabar com a epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes.

Globalmente, cerca de 160 mil crianças com idade entre zero e 14 anos foram infectadas com o HIV em 2018. Essa é uma redução importante frente a 240 mil novas infecções em 2010. No entanto, a meta definida para 2018 era de 40 mil novas infecções.

“O fracasso em alcançar as metas de 2018 para reduzir novas infecções pelo HIV entre crianças e adolescentes e ampliar o acesso a tratamentos capazes de salvar vidas é decepcionante e frustrante”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Precisamos agir rapidamente para reverter essa situação e honrar o compromisso de acabar com a epidemia de AIDS para a próxima geração”.

Conselho Econômico e Social da ONU pede ação urgente para acelerar resposta à AIDS

O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) adotou uma resolução que pede aos países que intensifiquem com urgência os programas informados por evidências para acabar com a epidemia de AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030. O órgão afirma que a epidemia ainda não acabou e apela para esforços revigorados por parte de todas as partes interessadas.

Embora acolha os avanços alcançados em relação às metas de 2020, a resolução expressa preocupação com as disparidades no progresso entre os países e apela para esforços mais intensos para proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero.

A resolução do ECOSOC acolhe igualmente os esforços do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no sentido de aperfeiçoar e adaptar seu modelo de funcionamento para apoiar de maneira mais eficaz os esforços para acabar com a epidemia no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O UNAIDS Brasil destaca que a adesão e o consequente sucesso do tratamento antirretroviral depende do acesso ininterrupto e em tempo adequado aos medicamentos. Foto: UNAIDS Brasil

Diretora regional da OMS pede que países repensem resposta ao HIV

A inovação científica tem garantido um progresso sem precedentes contra o HIV/Aids, mas os países devem repensar sua resposta para pôr fim à epidemia até 2030. O alerta foi feito pela diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e diretora regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Carissa F. Etienne.

Novas infecções por HIV tiveram um aumento na Europa Oriental e na Ásia Central (+29%), Oriente Médio e Norte da África (+10%) e América Latina (+7%). Populações-chave (homens que fazem sexo com homens, pessoas transexuais e profissionais do sexo) e seus parceiros sexuais representam agora até 54% das novas infecções em todo o mundo, mas menos de 50% são alcançados com a gama de métodos de prevenção que, combinados, podem evitar a infecção.

“A ciência e a inovação devem encontrar soluções para novos e antigos desafios. Os novos conhecimentos e orientações só terão impacto se houver programas nacionais e sistemas comunitários sólidos nos países para implementá-los”, disse Etienne.

Paciente com HIV recebe medicamentos antirretrovirais na Costa do Marfim. Foto: UNAIDS

Governos doaram US$8 bi para esforços contra HIV em 2018, mesmo valor de 10 anos atrás

A doação dos governos para apoiar os esforços contra o HIV em países de baixa e média renda totalizaram 8 bilhões de dólares em 2018. Esse valor representa uma pequena variação na comparação com os 8,1 bilhões de dólares de 2017 e mesmo em relação aos níveis de uma década atrás, de acordo com novo relatório da Kaiser Family Foundation e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Metade dos 14 doadores analisados no estudo aumentou seus gastos em esforços globais contra o HIV de 2017 a 2018; cinco diminuíram seus gastos; e dois os mantiveram estáveis. O financiamento dos governos doadores apoia o atendimento e tratamento do HIV, prevenção e outros serviços em países de baixa e média renda.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Jovens de hoje estão mais abertos à diversidade sexual, diz ativista trans

Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a mulher trans e ativista de direitos humanos Jacqueline Rocha Côrtes diz ver avanços nos direitos garantidos legalmente para os jovens, na comparação com a sua própria geração.

No entanto, a militante alerta que, devido à violência e à intolerância, nem sempre esses direitos podem ser exercidos plenamente. “Em termos de sexualidade, os jovens estão mais abertos para lidarem com a diversidade”, aponta Jacqueline.

Gunilla Carlsson é diretora-executiva interina do UNAIDS. Foto: UNAIDS

ARTIGO: Quebrando barreiras, alcançando pessoas com serviços de HIV

Em artigo, a diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Gunilla Carlsson, afirma que a epidemia de HIV pôs em destaque as muitas falhas da sociedade. “Onde há desigualdades, desequilíbrios de poder, violência, marginalização, tabus, estigma e discriminação, o HIV toma conta”, disse.

“Globalmente, novas infecções por HIV entre mulheres jovens (15–24 anos) foram reduzidas em 25% entre 2010 e 2018. Esta é uma boa notícia, mas permanece inaceitável que 6 mil novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens aconteçam toda semana. A saúde sexual e reprodutiva e os direitos das mulheres e jovens ainda são muitas vezes negados”, declarou. Leia o texto completo.

Vans móveis levam serviços de HIV e aconselhamento para usuários de drogas injetáveis. Foto: Movimento Positivo

No Leste europeu, ONG aposta em redução de danos para lidar com epidemia de HIV e uso de drogas

A maioria das infecções por HIV em Minsk, capital da Bielorrússia, acontece pelo uso de drogas injetáveis. Para lidar com o problema, o governo e a ONG Movimento Positivo criaram clínicas móveis de diagnóstico do vírus, além de centros de acolhimento onde a população usuária de drogas recebe orientações de pessoas que já consumiram essas substâncias ou foram afetadas de alguma forma pela epidemia de HIV.

Em 2019, 48 países e territórios impõem alguma forma de restrição com base no estado sorológico ou exigem um teste de HIV. Foto: UNAIDS

UNAIDS: 48 países impõem restrição de viagem a pessoas vivendo com HIV

Em 2019, 48 países e territórios impõem alguma forma de restrição de viagem com base no estado sorológico ou exigem um teste de HIV, o que impede as pessoas vivendo com o vírus de entrar, transitar ou estudar, trabalhar ou residir legalmente nesses países.

Segundo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a lista de países que oferecem alguma restrição à entrada de pessoas vivendo com HIV inclui Austrália, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Egito, Israel, Líbano, Nova Zelândia, Paraguai, República Dominicana, Rússia, Singapura, Síria, Taiwan, entre outros.

Para o UNAIDS, essas leis discriminam, violam os direitos humanos e não são justificáveis do ponto de vista da saúde pública. Leia relatos de pessoas que foram alvo dessas políticas restritivas.

O Conselho de Direitos Humanos avaliou pela primeira vez a questão do HIV e dos direitos humanos há 29 anos, em 1990. Desde então, tem sido firme em afirmar que o progresso na resposta à epidemia de AIDS é indissociável do progresso em questões de direitos humanos. Foto: UNAIDS

Não há como alcançar o fim da AIDS sem respeitar os direitos humanos

Um total de 48 países e territórios ainda mantém restrições de viagens para pessoas vivendo com HIV. Uma em cada cinco pessoas vivendo com HIV relata ter tido os cuidados de saúde negados por conta do estado sorológico positivo para o vírus e, em outras partes do mundo, pessoas que usam álcool e outras drogas e profissionais do sexo vivem com medo de serem presos por portar seringas ou preservativos.

As adolescentes e mulheres jovens pertencem ao grupo mais afetado em razão da falta de garantia de direitos. Em 2017, 79% das novas infecções entre jovens de 10-19 anos na África Oriental e Meridional ocorreram entre mulheres. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Jovem sul-africana exibe miçanga com o símbolo do movimento pelo fim da AIDS. Foto: Peace Corps/PEPFAR

Nova pesquisa mostra progresso parcial na resposta ao HIV na África do Sul

A África do Sul está fazendo grande progresso na expansão dos testes de HIV e no aumento da supressão viral em pacientes que recebem terapia antirretroviral (TARV), mas ainda não atingiu suas metas de cobertura do tratamento e prevenção, de acordo com uma atualização da metodologia Thembisa, lançada em junho na 9ª Conferência da África do Sul sobre AIDS.

A África do Sul está empenhada em atingir as metas 90-90-90 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), de Aceleração da Resposta ao HIV até 2020. O objetivo desta estratégia é assegurar que 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas; que destas, 90% estejam em tratamento; e que 90% destas pessoas tenham carga viral indetectável.

Passaportes de diferentes países. Foto: Flickr (CC)/Baigal Byamba

Programas da ONU pedem fim de restrições de viagem associadas ao HIV

Dois programas da ONU pediram nesta quinta-feira (27) que 48 países anulem restrições de viagem relacionadas ao HIV. Na visão dos organismos, as limitações fundamentadas na constatação real ou na suposição do estado sorológico de um indivíduo são discriminatórias, além de impedir o acesso das pessoas a serviços de HIV. Medidas também espalham estigma e discriminação.

Das 48 nações e territórios que mantêm restrições, pelo menos 30 ainda impõem proibições à entrada, permanência ou residência com base no estado sorológico para o HIV. Dezenove deportam estrangeiros vivendo com o vírus.

O diretor regional do UNAIDS, Vinay Saldanha, carrega a tocha oficial dos jogos, a “Chama da Paz". Foto: UNAIDS

UNAIDS e parceiros promovem conscientização sobre HIV nos Jogos Europeus em Minsk

Nos Jogos Europeus de 2019, realizados em Minsk, Bielorrússia, os atletas e espectadores estão recebendo informações sobre HIV, disponibilização gratuita de preservativos e de teste rápido para o vírus.

Fruto de uma parceria entre Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), diretoria dos Jogos, Ministério da Saúde da Bielorrússia, organizações da sociedade civil e equipe de país das Nações Unidas, setores #ZeroDiscriminação foram montados na área das disputas oferecendo serviços de HIV.

Atividades do UNAIDS para comemorar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI promoveram conscientização sobre prevenção do HIV. Imagem: UNAIDS

Em São Paulo, programa da ONU participa de Parada LGBTI e conscientiza sobre HIV

A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) esteve em São Paulo (SP) no domingo (23) para participar da 23ª Parada do Orgulho LGBT, onde a agência da ONU apoiou uma iniciativa que arrecada comida para ONGs dedicadas ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV. Neste ano, o projeto Camarote Solidário recebeu 3,5 toneladas de alimentos não perecíveis, doados para dez instituições.

Arte: UNAIDS

UNAIDS promove ações rumo à igualdade de gênero dentro da organização

Acelerar o progresso rumo à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres é fundamental para acabar com a epidemia de AIDS. E as ações começam dentro do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Em 2018, o UNAIDS lançou seu Plano de Ação sobre Gênero 2018-2023 com o objetivo de melhorar a eficácia do UNAIDS promovendo a liderança feminina em toda a organização e assegurando que todos os funcionários, mulheres e homens, estejam cientes das questões que aumentam o risco de infecção pelo HIV em mulheres.

Teste rápido de HIV. Foto: UNICEF/Sewunet

Novo estudo não encontra relação entre risco de infecção pelo HIV e contraceptivos com progestógeno

Um estudo de pesquisa clínica conduzido em quatro países africanos não encontrou diferença significativa no risco de infecção por HIV entre mulheres que utilizam um dos três métodos anticoncepcionais reversíveis altamente eficazes.

Nos últimos 25 anos, à medida que a epidemia do HIV se instalou em muitos países, vários estudos observacionais sugeriram um possível aumento do risco de infecção por HIV entre mulheres que utilizam contraceptivos injetáveis apenas com progestógeno, particularmente o DMPA-IM.

Devido às limitações no desenho desses estudos, no entanto, não foi possível determinar se as infecções por HIV se relacionaram ao método contraceptivo usado ou a outros fatores. Os resultados recentes são os mais robustos até o momento a abordar essas preocupações.

O estudo foi realizado por um consórcio liderado pela FHI 360, da Universidade de Washington, pelo Instituto de Saúde Reprodutiva e HIV de Wits e pelo Programa de Reprodução Humana da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Bandeira da Colômbia hasteada em Bogotá. Foto: Flickr (CC)/Gabriel Britto

ONU elogia revogação de lei na Colômbia que criminalizava transmissão do HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou na quinta-feira (13) a decisão do Tribunal Constitucional da Colômbia de eliminar a seção do Código Penal que criminalizava a transmissão do HIV e da hepatite B.

Na avaliação da agência da ONU, a criminalização excessivamente ampla da transmissão do HIV é ineficaz, discriminatória e não melhora os esforços para prevenir novas infecções pelo vírus.

UNAIDS debate protagonismo trans e travesti no audiovisual. Foto: UNAIDS

Protagonismo trans no audiovisual é tema de cine-debate da ONU em São Paulo

Em meio às celebrações que antecedem a Parada LGBTI de São Paulo, o CINUSP Paulo Emílio será palco na próxima terça-feira (18) de um cine-debate que vai exibir o webdocumentário ‘Luz, Câmera, Zero Discriminação’.

A obra retrata os bastidores do curso homônimo, promovido no ano passado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Formação capacitou 15 pessoas trans e travestis em técnicas de produção audiovisual.

O UNAIDS tem trabalhado com grupos LGBT, organizações da sociedade civil e outros parceiros para promover um ambiente legal apropriado em Botsuana. Foto: UNAIDS

UNAIDS elogia decisão de Botsuana de revogar leis que criminalizavam pessoas LGBT

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) cumprimentou a decisão histórica da Suprema Corte de Botsuana de declarar como inconstitucionais disposições-chave dos Artigos 164 e 167 do Código Penal do país. Essas disposições criminalizavam atos sexuais privados e levavam à discriminação e violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT).

“Esta é uma decisão histórica para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT) em Botsuana”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Ela restaura a privacidade, o respeito e a dignidade das pessoas LGBT no país e este é um dia para celebrar o orgulho, a compaixão e o amor. Eu cumprimento os ativistas, organizações da sociedade civil e grupos comunitários que se empenharam tão intensamente para este momento.”

O grupo visitou a ONG Casa Fonte Colombo, em Porto Alegre. Foto: UNAIDS

Especialistas e técnicos da área de prevenção visitam serviços de HIV em Porto Alegre e Brasília

Uma equipe de técnicos, especialistas e gestores do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) do Ministério da Saúde, da Organização Pan-americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) estiveram na segunda-feira (10), em Porto Alegre (RS), e na terça-feira (11), em Brasília (DF), para visitar serviços de saúde públicos, além de participar de encontros com gestores e técnicos locais.

A visita faz parte da reunião técnica para analisar o campo e práticas de prevenção do HIV no Brasil, convocada pelo DCCI, que acontece entre os dias 10 e 14 de junho no país. Ao longo desta semana, especialistas de organismos internacionais, organizações da sociedade civil, além de técnicos e gestores públicos, irão discutir a implementação de prevenção do HIV no Brasil, visando o cumprimento das metas regionais de prevenção de 2020 e de eliminação da AIDS como problema de saúde pública até 2030.

A iniciativa foi criada em 2009 com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e é formada por 27 organizações comunitárias de mulheres em 12 províncias da China. Foto: UNAIDS

Rede chinesa dá apoio a mulheres vivendo com HIV que desejam ter filhos

A Rede Chinesa de Mulheres contra a AIDS (WNAC, na sigla em inglês) está se esforçando para garantir que mais mulheres vivendo com HIV e hepatite C no país estejam cientes de que podem ter filhos saudáveis.

A iniciativa foi criada em 2009 com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e é formada por 27 organizações comunitárias de mulheres em 12 províncias da China.

É uma plataforma que reúne e defende as mulheres que vivem com HIV e garante que elas recebam a ajuda e o apoio de que precisam para ter acesso a cuidados de saúde adequados e dar à luz bebês livres do HIV.

Conferência Women Deliver, em Vancouver, Canadá, foi organizada por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: UNAIDS

Conferência no Canadá alerta para desafios da saúde sexual e reprodutiva no mundo

Vinte e cinco anos depois da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Egito, há progresso significativo na área de saúde sexual e reprodutiva e nos direitos das mulheres jovens e adolescentes no mundo. O acesso voluntário a métodos contraceptivos modernos aumentou 25% desde 1994, e a qualidade dos serviços de saúde sexual e de HIV também melhorou. No entanto, muito ainda resta a ser feito.

Toda semana são registrados cerca de 7 mil novos casos de infecção por HIV entre mulheres e meninas no mundo. Na África Subsaariana, a chance de infecção por HIV entre meninas com idades entre 15 e 19 anos é três vezes maior do que entre meninos da mesma idade.

O tema foi debatido em evento organizado por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) durante
a Conferência Women Deliver, ocorrida em Vancouver, no Canadá, no início de junho.

Guia reúne diretrizes sobre questões como ampliação de acesso a serviços de HIV, qualidade dos resultados de saúde sexual e reprodutiva e direitos (SSRD) das mulheres vivendo com HIV e promoção da igualdade de gênero. Foto: UNAIDS

Guia dá diretrizes sobre igualdade de gênero em serviços de saúde para HIV

As mulheres que vivem com HIV enfrentam desafios únicos e violações de direitos relacionados à sexualidade e à reprodução, não apenas dentro de suas famílias e comunidades, mas também nas instituições de saúde onde buscam atendimento.

Diante desse cenário, uma publicação conjunta de Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) reúne diretrizes sobre ampliação de acesso a serviços de HIV, qualidade dos serviços de saúde sexual e reprodutiva e direitos (SSRD) para as mulheres vivendo com HIV e promoção da igualdade de gênero.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

UNAIDS lamenta decisão no Quênia de criminalizar pessoas LGBT

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) disse no fim de maio (25) lamentar a decisão da Suprema Corte do Quênia de manter as principais disposições das Seções 162 e 165 do Código Penal do país. Essas disposições criminalizam certos atos sexuais privados e levam à discriminação e violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

“A decisão é uma oportunidade perdida para o Quênia defender os direitos humanos e restaurar privacidade, respeito e dignidade para a comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênero (LGBT)”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Eu compartilho da grande decepção e frustração sentidas pelas pessoas LGBT no Quênia e quero assegurar-lhes o apoio contínuo do UNAIDS para alcançar justiça e igualdade para todos.”

Oficial da polícia antidrogas da Libéria faz busca em lixão nos arredores de Monrovia. Foto: Staton Winter/ONU

No oeste da África, ONU defende abordagem de direitos humanos para lidar com uso de drogas

Representantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e da Comissão da África Ocidental sobre Drogas divulgaram em maio uma proposta de “lei modelo” sobre drogas para o oeste do continente africano. Durante a apresentação do texto para ministros da Saúde de países da região, a agência da ONU defendeu a efetividade da descriminalização e de políticas de redução de danos.

Foto: UNAIDS

UNAIDS lança plataforma para compartilhamento de inovações em saúde

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e parceiros lançaram esta semana uma nova iniciativa para impulsionar o potencial das inovações para melhorar a saúde de todos.

A Health Innovation Exchange é uma plataforma para compartilhamento de inovações em saúde. Ela conectará inovadores a investidores e inovações a implementadores. Lançada paralelamente à Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça, a iniciativa visa apoiar os esforços globais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A política sueca Gunilla Carlsson foi nomeada diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Foto: UNAIDS

Secretário-geral da ONU nomeia política sueca como diretora-executiva interina do UNAIDS

O secretário-geral da ONU, António Guterres, nomeou a política sueca Gunilla Carlsson diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), informou a organização no sábado (18).

Antes de ingressar no UNAIDS, em fevereiro do ano passado, Gunilla atuou como representante eleita no Parlamento Sueco e como ministra da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento em seu país.

UNAIDS participou de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados sobre projetos de lei voltados à população LGBTI. Foto: CDHM/Fernando Bola

UNAIDS Brasil participa de audiência pública sobre projetos voltados à população LGBTI

Como parte da semana de celebrações do Dia Internacional de Enfrentamento à LGBTIfobia (IDAHOT, da sigla em inglês), comemorado mundialmente em 17 de maio, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou na quarta-feira (15) de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O objetivo foi debater os projetos de lei voltados à igualdade de direitos e à proteção jurídica da população LGBTI.

A celebração do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia acontece desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de distúrbios mentais, em 17 de maio de 1990. A data já recebeu reconhecimento oficial de vários Estados, instituições internacionais como o Parlamento Europeu e inúmeras autoridades locais, incluindo as agências das Nações Unidas.

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, apresentados durante a audiência pública, a cada 19 horas, uma pessoa LGBTI é assassinada no Brasil. A cada duas horas, acontece uma agressão. Nesse contexto, a expectativa de vida das pessoas trans é de 35 anos. O Congresso Nacional Brasileiro não aprova leis protetivas para a população LGBTI há 31 anos, desde a Constituição de 1988.

Foto: Mathias Wasik/Flickr/CC

Agências da ONU pedem que países promulguem leis para proteger pessoas LGBTI

Na ocasião do Dia Internacional contra Homofobia, Transfobia e Bifobia (IDAHOT), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pede que todos os países removam leis discriminatórias contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais (LGBTI).

“Todos nós temos a obrigação moral e legal de remover leis discriminatórias e promulgar leis que protejam as pessoas da discriminação”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Para acabar com a epidemia de AIDS, as pessoas precisam ser protegidas. Precisamos de justiça e igualdade para todos.”

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também se manifestaram sobre o tema. O IDAHOT, uma celebração mundial da diversidade sexual e de gênero, é comemorado anualmente em 17 de maio.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Programa da ONU e fundação promovem pesquisa global sobre qualidade de vida da população LGBTI

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a LGBT Foundation realizam uma pesquisa online sobre a felicidade, a vida sexual e a qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexo. Disponível em português e em mais de outros 16 idiomas, o levantamento é pioneiro e visa lançar luz sobre os desafios vividos pela população LGBTI, incluindo a discriminação nos serviços sociais e de saúde.