Foto: UNAIDS

VÍDEO: Tratamento para HIV e COVID-19 — dispensação para múltiplos meses

O UNAIDS recomenda que os países adotem a dispensação de terapia antirretroviral para múltiplos meses. Assim, quem vive com HIV reduz o número de visitas ao serviço de saúde durante a pandemia de #COVID19 e mantém seu tratamento.

Este sistema de dispensação para múltiplos meses (DMM, na sigla em inglês) também ajuda a desafogar os serviços de saúde, já bastante congestionados em função da pandemia.

Todas as pessoas devem ter acesso a espaços públicos verdes, diz publicação da ONU

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Instituto Semeia participaram na semana passada de dois eventos online sobre a publicação “Parques para Todas e Todos”, abordando a importância de garantir o acesso de todas pessoas aos espaços públicos verdes.

Nos eventos, discutiu-se como as equipes de gestão pública podem trabalhar para incluir a perspectiva de gênero em sua atuação.

UNAIDS lança edital de apoio a projetos da sociedade civil para HIV e COVID-19

O Escritório Regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) para América Latina e o Caribe lançou na semana passada (17) um edital para promover projetos e gerar evidências capazes de fortalecer a resposta de base comunitária ao HIV e à COVID-19.

Os projetos devem englobar ações de prevenção da transmissão da COVID -19; resposta contínua, prevenção e assistência ao HIV; abordar temas de direitos humanos, estigma, discriminação e violência contra pessoas que vivem com e são afetadas pelo HIV e pela COVID-19. Notas conceituais sobre os projetos devem ser enviadas até 31 de julho.

Plataforma ajuda países a estabelecer estruturas legais para gerenciar pandemia

A plataforma COVID-19 Law Lab reúne e compartilha documentos legais de mais de 190 países para ajudá-los a estabelecer e implementar estruturas legais para gerenciar a pandemia.

O objetivo é garantir que as leis protejam a saúde e o bem-estar de indivíduos e comunidades e que cumpram os padrões internacionais de direitos humanos.

Trata-se de projeto conjunto de Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Instituto O’Neill e Direito Nacional e Global de Saúde, ligado à Universidade de Georgetown.

UNAIDS lança pesquisa voltada a populações-chave para resposta ao HIV

O escritório regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) para a América Latina e o Caribe lançou sexta-feira (17) uma nova pesquisa voltada para as populações-chave, aquelas que são centrais para a resposta ao HIV e para a dinâmica da epidemia.

Fazem parte deste grupo populacional homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, trabalhadores e trabalhadoras do sexo, pessoas trans, pessoas usuárias de drogas, privadas de liberdade e pessoas em mobilidade.

Também são consideradas chave para esta pesquisa pessoas pertencentes a povos indígenas e afrodescendentes que, muitas vezes se encontram em situação de vulnerabilidade ​​ao HIV pela falta de acesso adequado aos serviços de saúde e ao exercício de seus direitos.

Fotos; UNAIDS

Projeto Balaio ajuda mais de 800 pessoas LGBTI e pessoas vivendo com HIV em SP

O Projeto Balaio, liderado pela ONG Instituto Cultural Barong, em São Paulo (SP), concluiu em junho a entrega de mais de 390 cestas básicas de alimentos, itens de higiene e limpeza, kits de saúde e prevenção sexual.

No total, foram beneficiadas mais de 800 pessoas LGBTI e pessoas que vivem com HIV em situação de extrema vulnerabilidade na capital paulista. A expectativa é de que mais 550 cestas de alimentos e itens de higiene, além de 550 kits de saúde e prevenção sexual, sejam distribuídos em julho.

A ação é realizada em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A iniciativa de voluntariado é coordenada no Brasil pelo Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP). Foto: UNAIDS

Ação de solidariedade atende mais de 400 pedidos de assistência alimentar e medicamentos no Brasil

A estratégia Voluntariado pelas Américas atendeu de abril a junho mais de 400 pedidos de assistência alimentar, atendimento psicológico e envio de medicamentos no Brasil.

A iniciativa foi lançada pelo Movimento Latino-Americano e do Caribe de Mulheres Positivas (MLCM+), sendo coordenada no Brasil pelo Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP).

Até o fim do mês passado, tinham sido atendidos 90% (418) dos 465 pedidos recebidos por meio de campanhas de mobilização realizadas principalmente nas redes sociais. As ações são apoiadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Guia de perguntas e respostas orienta jovens e adolescentes vivendo com HIV em tempos de COVID-19

O UNAIDS no Brasil e o UNICEF, em parceria com a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/AIDS (RNAJVHA), lançaram a versão adaptada ao contexto brasileiro do guia com perguntas e respostas para jovens e adolescentes vivendo com HIV em tempos de COVID-19.

O guia, produzido originalmente pelo UNICEF em conjunto com o Y+ Global e redes locais de adolescentes e jovens vivendo com HIV na África do Sul e na África Oriental, foi elaborado a partir das redes sociais, num esforço conjunto de adolescentes e jovens vivendo com HIV para coletar e resumir, em um conjunto de 10 perguntas, as principais ideias e dúvidas compartilhadas. Essas perguntas se concentram em preocupações específicas de adolescentes e jovens vivendo com HIV sobre a COVID-19.

UNAIDS lamenta a morte da ativista de direitos humanos alemã Renate Koch

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) lamentou na quarta-feira (9) a morte de Renate Koch, uma pioneira no campo do ativismo em justiça social, feminismo e igualdade de direitos.

Nascida na Alemanha, ela fez da Venezuela a sua casa. Junto com seu companheiro, Edgar Carrasco, ela trabalhou para a organização não governamental Accion Ciudadana contra el SIDA (Ação Cidadã contra a AIDS). As campanhas e ações mobilizadas pela ONG resultaram em conquistas importantes, entre elas a de acesso gratuito ao tratamento antirretroviral em seu país de adoção.

OMS: acesso a medicamentos para HIV é severamente afetado durante a pandemia

Setenta e três países alertaram que correm o risco de falta de medicamentos antirretrovirais em razão da pandemia de COVID-19, de acordo com uma nova pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizada antes da conferência semestral da Sociedade Internacional de Aids.

Vinte e quatro países relataram ter um estoque criticamente baixo de antirretrovirais ou interrupções no fornecimento desses medicamentos que salvam vidas.

A dificuldade dos fornecedores em entregar os antirretrovirais no prazo e a paralisação dos serviços de transporte terrestre e aéreo, juntamente com o acesso limitado aos serviços de saúde nos países como resultado da pandemia, estavam entre as causas citadas pelas interrupções.

As comunidades fazem a diferença e desempenham um papel fundamental na resposta à epidemia de AIDS nos níveis local, nacional e internacional, segundo o UNAIDS. Foto: UNAIDS

Relatório sobre AIDS mostra que metas para 2020 não serão cumpridas no mundo

Um novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) mostra que houve progresso significativo rumo ao fim da epidemia de AIDS no mundo, mas altamente desigual, principalmente na expansão do acesso à terapia antirretroviral.

Como as conquistas não foram compartilhadas igualmente dentro dos países e entre eles, as metas globais de HIV estabelecidas para 2020 não serão alcançadas, alertou o programa da ONU.

Além disso, a pandemia de COVID-19 afetou seriamente a resposta à AIDS e pode causar uma ruptura ainda maior. Leia a reportagem completa.

Guia ajuda jovens vivendo com HIV a enfrentar questões de saúde mental em tempos de COVID-19

O “Guia rápido de saúde mental e HIV em tempos de COVID-19” é fruto de uma construção conjunta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) com a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (RNAJVHA) e outros parceiros.

A elaboração do Guia aconteceu a partir de encontros e capacitações que utilizaram a técnica de Terapia Comunitária. Em tempos de COVID-19, a técnica se apresentou como uma ferramenta potente para redes de pessoas vivendo com HIV, proporcionando a possibilidade de criação de uma rede de proteção, fundada a partir da própria comunidade.

ONU lança vídeo para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+

“Como podemos criar um ambiente onde as pessoas LGBTI+ se sintam cada vez mais livres para ser quem elas são?”

Esta é uma das perguntas que o Sistema ONU levanta no terceiro e último vídeo da série Capital Trans: O que a sua empresa tem feito para acolher a diversidade?, lançado sexta (26) como parte das celebrações do Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, comemorado mundialmente no dia 28/6.

O vídeo reforça as mensagens de promoção dos direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil, especialmente num momento em que a marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia da COVID-19.

Foto: Reprodução

OIT, UNAIDS e MPT lançam vídeo sobre direitos da população LGBTI+ em meio à pandemia

Para marcar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, celebrado em 28 de junho, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Ministério Público do Trabalho (MPT) lançam campanha em vídeo para garantir direitos e proteção da população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersex (LGBTI+) no Brasil.

Em meio à crise de saúde da COVID-19 e seus impactos sobre sociedade, economia e mundo do trabalho, as agências afirmam ser fundamental voltar a atenção para as pessoas historicamente excluídas por preconceitos e discriminação em relação à sua orientação sexual e identidade de gênero.

Pesquisa avalia demandas das pessoas que vivem com HIV e AIDS em tempos de pandemia

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançou na quinta-feira (18) a segunda rodada da pesquisa nacional para entender quais são as demandas das pessoas vivendo com HIV e/ou AIDS no contexto da pandemia de COVID-19.

A pesquisa inclui perguntas sobre renda e acesso a programas de auxílio do governo. O objetivo saber como a ONU pode apoiar a construção de um plano de resposta ao impacto socioeconômico da pandemia.

Relatório indica formas de reduzir impacto da COVID-19 em populações com maior risco de infecção por HIV

A pandemia da COVID-19 afetou a todas as pessoas, incluindo populações-chave com maior risco de infecção por HIV. Neste contexto, os ganhos obtidos contra outras doenças infecciosas, incluindo o HIV, correm o risco de serem revertidos como resultado de interrupções causadas pela COVID-19.

Este é o pano de fundo de um novo relatório publicado pela FHI 360, em colaboração com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre outros parceiros. O documento fornece recomendações sobre como minimizar os impactos da COVID-19 em populações-chave.

Um memorial improvisado para George Floyd no Harlem, em Nova Iorque. Foto: Hazel Plunkett

Grupo de 20 lideranças pede mais ações da ONU pelo fim do racismo no mundo

Um grupo de mais de 20 líderes da ONU, que se reportam diretamente ao secretário-geral António Guterres e são africanos ou de ascendência africana, assinaram uma declaração pessoal e contundente expressando indignação quanto ao racismo generalizado e sistêmico, destacando a necessidade de as Nações Unidas “irem além e fazerem mais” do que apenas manifestar repúdio.

Os líderes exortam a ONU a “intensificar e agir decisivamente para ajudar a acabar com o racismo sistêmico contra pessoas de ascendência africana e outros grupos minoritários”, citando o artigo 1 da Carta das Nações Unidas, que estipula que a ONU promove e incentiva o “respeito pelos direitos humanos e às liberdades fundamentais de todos, sem distinção de raça, sexo, idioma ou religião”.

Ação de voluntariado apoiada pelo UNAIDS ajuda pessoas vivendo com HIV na América Latina em meio à pandemia. Foto: UNAIDS

COVID-19: movimento de mulheres apoia pessoas vivendo com HIV em países latino-americanos

A Estratégia de Voluntariado das Américas foi lançada pelo Movimento de Mulheres Positivas da América Latina e do Caribe (MLCM+) com apoio de escritórios do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) na América Latina e o Caribe.

Até o momento, a iniciativa está presente em 17 países da região, com 850 voluntários e mais de 3 mil pedidos de ajuda. Tais pedidos referem-se principalmente à necessidade de medicamentos, alimentos e métodos de prevenção.

No Brasil, eles se articularam com UNAIDS e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) através do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP).

Foto: UNAIDS

ONU abre consulta pública para nova estratégia global de resposta à AIDS

Faltando menos de dez anos para alcançar o objetivo de acabar com a AIDS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) foi encarregado de desenvolver a próxima estratégia global de resposta à doença.

A fase de consultas abertas ao público acontecerá até 5 de julho. O preenchimento da pesquisa leva de 15 a 20 minutos e representará uma contribuição crucial para a próxima Estratégia Global para o Fim da AIDS. Saiba como participar.

ONU apoia projeto de lei que prevê suspensão de patentes para resposta à COVID-19 no Brasil

Representantes do Sistema ONU no Brasil entregaram na quinta-feira (28) durante reunião em Brasília (DF) com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, carta e parecer técnico em apoio a um projeto de lei que propõe a suspensão temporária de patentes para ampliar o acesso a tecnologias de saúde usadas no enfrentamento da COVID-19.

O projeto de Lei 1.462/2020 propõe a suspensão temporária de patentes sobre toda e qualquer tecnologia em saúde que possa ser usada contra a pandemia, com o objetivo de dar mais rapidez ao acesso a tecnologias úteis para a contenção da doença.

Violência de gênero e COVID-19: “Quando nos calamos, permitimos que esses crimes se multipliquem”

A ONU Mulheres estima que, nos últimos 12 meses, 243 milhões de mulheres e adolescentes de 15 a 49 anos foram submetidas a violência sexual e/ou física por algum parceiro íntimo. Como resultado do isolamento imposto para impedir a disseminação da COVID-19, dados mostram que esse tipo de violência se intensificou.

A rede social russa Odnoklassniki, também conhecida como OK, organizou uma transmissão on-line para que especialistas e interessados no tema pudessem discutir como sobreviver ao isolamento e evitar conflitos familiares e violência de gênero. A transmissão foi vista por 1,7 milhão de usuários da rede OK no leste da Europa e na Ásia central. A transmissão foi parte de uma iniciativa conjunta do escritório regional do UNAIDS para a Europa Oriental e Ásia Central, o Instituto de Tecnologias de Informação para a Educação da UNESCO e a rede social OK, em parceria com a ONU Mulheres.

O UNAIDS reconhece que as organizações comunitárias têm uma experiência incomparável em criar e fornecer respostas a crises de saúde e direitos humanos em suas comunidades. Foto: UNAIDS

UNAIDS pede que governos garantam prestação de serviços de HIV liderados pela comunidade

A prestação de serviços de saúde liderados pela comunidade, um pilar importante na resposta ao HIV, tornou-se ainda mais crítica no contexto da COVID-19, à medida em que as necessidades dos membros de comunidades marginalizadas e a carga sobre setor de saúde estão aumentando.

Isso torna crucial a garantia da provisão continuada de serviços de HIV, tuberculose e outros serviços de saúde. Organizações lideradas pela comunidade atuam como uma corda salva-vidas para populações mais pobres, marginalizadas e de difícil acesso, em todo o mundo.

UNAIDS dá boas-vindas a nova ferramenta de prevenção de HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) dá boas-vindas ao anúncio de que o cabotegravir injetável de ação prolongada é seguro e eficaz na prevenção do HIV entre gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans. O estudo da Rede de Ensaios de Prevenção ao HIV (HPTN 083) convocou quase 4.600 pessoas que não vivem com HIV de mais de 40 locais na América do Norte e do Sul, da Ásia e da África.

A profilaxia pré-exposição (PrEP) – medicamento antirretroviral usado por pessoas que não vivem com HIV para prevenir a infecção pelo vírus – é um elemento importante no kit de ferramentas de prevenção combinada do HIV. A PrEP permite que as pessoas reduzam o risco de serem infectadas pelo HIV, particularmente durante períodos de risco aumentado em suas vidas. Também pode fornecer segurança e reduzir a ansiedade quando os riscos são incertos.

Orla Moacyr Scliar, em Porto Alegre (RS). Foto: Luciano Lanes/PMPA

Publicação sobre implantação de parques urbanos com perspectiva de gênero é lançada online

A publicação “Parques para Todas e Todos – Sugestões para a implantação de parques urbanos com perspectiva de gênero” será lançada nesta quinta-feira (21) em evento online.

O material é resultado da parceria entre o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Instituto Semeia, com apoio de ONU Mulheres e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Um bebê de 6 meses recebe uma injeção de vacina atrasada em um centro de saúde comunitário em Pequim, China. Foto: UNICEF/Zhang Yuwei

COVID-19: Líderes mundiais pedem que medicamentos e futuras vacinas sejam livres de patentes

Mais de 140 líderes mundiais assinaram na quinta-feira (14) uma carta aberta solicitando que os governos se unam para encontrar uma vacina contra a COVID-19, marcando a posição mais ambiciosa já estabelecida sobre o que se tornou a busca mais urgente da ciência moderna.

Eles estão exigindo que todas as vacinas, tratamentos e testes sejam livres de patentes, produzidos em massa e distribuídos de maneira justa.

Diversas empresas têm desenvolvido ações específicas para atrair pessoas trans para suas vagas, buscando, ao mesmo tempo,  sensibilizar seus funcionários para a importância desse acolhimento. Foto: Reprodução

ONU defende proteção e promoção de empregos para pessoas LGBTI+ em meio à pandemia

A marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia de COVID-19.

Como parte das celebrações do Dia Internacional contra a LGBTIfobia (17), a ONU Brasil reforça seu compromisso com a proteção dos direitos humanos das pessoas LGBTI+ e com a promoção do acesso dessas populações ao mercado de trabalho, através de empregos dignos e do respeito à diversidade.

Foto: UNAIDS

UNAIDS convida DJs da cena eletrônica LGBTI para campanha #AjudeDeCasa

Em um sábado à noite como outro qualquer, jovens lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans e intersexo de todo o mundo estariam certamente se arrumando para ir a uma festa LGBTI+.

Para muitos deles, estes encontros representam verdadeiros espaços de convivência, onde se sentem seguros para viver sua sexualidade e expressar sua identidade de gênero. Mas, com a pandemia da COVID-19, tudo isso mudou.

Neste novo contexto, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) convidou empresários e DJs da cena eletrônica LGBTI+ do Brasil para deixar, nas redes sociais, uma mensagem sobre questões como a importância de ficar em casa e de aderir a uma onda de solidariedade para ajudar a comunidade LGBTI+ e de pessoas vivendo com HIV em situação de vulnerabilidade.

Horário de visita na prisão de Ngaragba, em Bangui, República Centro-Africana, durante a pandemia de COVID-19. Foto: MINUSCA

ONU: governos devem tomar todas as medidas para proteger saúde de pessoas privadas de liberdade

Chefes de agências da ONU destacaram na quarta-feira (13) a maior vulnerabilidade à COVID-19 de pessoas privadas de liberdade, pedindo aos governos que tomem “todas as medidas adequadas de saúde pública” para mantê-las protegidas de doenças mortais.

Eles também pressionaram pela libertação de detentos não violentos, bem como daqueles com doenças pré-existentes e idosos, e advogaram por maior higiene para impedir ou limitar a disseminação do novo coronavírus nas prisões.

Projeto Balaio abre cadastro online para quem precisa de alimentos e kits de higiene e limpeza

O “Projeto Balaio: saúde, inclusão e comunidade” recebe desde quarta-feira (13) inscrições de pessoas vivendo com HIV/AIDS e pessoas LGBTI+ que necessitem de apoio com cesta básica de alimentos e kits de higiene e limpeza em meio à pandemia de COVID-19.

Ação é uma iniciativa da ONG Barong, em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O projeto tem foco inicial em pessoas que moram na cidade de São Paulo e se encontram em situação de extrema vulnerabilidade. Seu objetivo é mitigar os impactos secundários da pandemia de COVID-19 sobre estas populações.

COVID-19: Interrupções em serviços de HIV podem causar 500 mil mortes adicionais por AIDS

Um grupo de modelagem convocado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) estimou que, se não forem feitos esforços para mitigar e superar as interrupções nos serviços e na distribuição de insumos de saúde causados pela pandemia da COVID-19, uma interrupção de seis meses da terapia antirretroviral poderia levar a um número superior a 500 mil mortes a mais por doenças relacionadas à AIDS, incluindo a tuberculose.

As estimativas se referem ao cenário na África Subsaariana, para o período entre 2020-2021. Em 2018, estima-se que 470 mil pessoas morreram de causas relacionadas à AIDS na região.

Quase metade dos entrevistados (46%) considerava ter informações insuficientes sobre a relação entre a COVID-19 e o HIV. Foto: UNAIDS

Pesquisa do UNAIDS lista necessidades de pessoas vivendo com HIV em tempos de COVID-19 no Brasil

Pesquisa realizada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) Brasil reforça a importância de, no caso específico das pessoas vivendo com HIV ou AIDS, as consultas e exames serem considerados parte dos serviços essenciais de saúde.

A pesquisa perguntou às pessoas se elas tinham visitado o serviço de saúde local para reabastecer o estoque pessoal de medicamentos para HIV nos 30 dias anteriores à data da pesquisa (27 a 31 de março), e 64% reponderam que sim. Destas, 28% responderam ter tratamento suficiente para três meses. Outros 32,3% disseram ter tratamento para dois meses, e 39% para apenas um mês.

De acordo com a recomendação do UNAIDS e do Ministério da Saúde, os serviços devem, na medida do possível, disponibilizar tratamento para pelo menos três meses durante a pandemia. Isso evitará a exposição desnecessária dessas pessoas indo buscar medicamentos repetidas vezes em serviços de saúde que já estão sobrecarregados.

UNAIDS pede aos países que mantenham o foco na prevenção do HIV durante a pandemia da COVID-19

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) pede aos países que permaneçam firmes em seus esforços de prevenção ao HIV e garantam que as pessoas possam continuar acessando os serviços de que precisam para permanecerem livres do HIV, sem discriminação e sem violência e que sejam capazes de desfrutar de sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos.

Apesar do progresso global na prevenção do HIV, com as novas infecções caindo 40% desde o pico de 1997, os ganhos obtidos com grande esforço correm o risco de serem revertidos pela pandemia da COVID-19 em todo o mundo.

Resposta à COVID-19 na América Latina e Caribe deve respeitar os direitos humanos de pessoas LGBTI

O UNAIDS e a REDLACTRANS pedem aos governos e parceiros para proteger, apoiar e respeitar os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais (LGBTI) durante a resposta à COVID-19. No decorrer da pandemia, estas populações podem estar em situação particularmente vulnerável, assim como quem vivem com o sistema imunológico comprometido, incluindo algumas pessoas vivendo com HIV e AIDS.

Em referência às medidas de isolamento social baseadas na questão de gênero, é necessário que os países garantam a proteção das populações trans e da diversidade de gênero, e que incluam instruções apropriadas, com enfoque em direitos, a agentes estatais.

Resposta à COVID-19 deve proteger direitos das profissionais do sexo, diz UNAIDS

A Rede Global de Projetos de Trabalho Sexual (NSWP na sigla em inglês) e o UNAIDS divulgaram recentemente uma declaração conjunta pedindo aos países que tomem medidas imediatas e críticas para proteger a saúde e os direitos das profissionais do sexo durante a pandemia da COVID-19.

A pandemia, como em outras crises de saúde, está expondo as desigualdades existentes e afetando desproporcionalmente as pessoas já criminalizadas, marginalizadas e vivendo em situações precárias de saúde e econômicas, geralmente fora dos mecanismos de proteção social.

UNAIDS considera gastos com saúde e proteção social parte essencial da resposta econômica à COVID-19

Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), quando os governos priorizam os sistemas de saúde privatizados em detrimento dos cuidados de saúde universais financiados publicamente, eles estão fazendo uma escolha, dizendo que o direito à saúde se torna um privilégio para os poucos que podem pagar. Quando ocorre uma epidemia, essa escolha se traduz em uma decisão sobre quem viverá e quem morrerá.

Mas a história não é integralmente sombria. “Estamos vendo mais consciência da importância da saúde e da proteção social. Se quisermos nos recuperar, precisamos nos redefinir – não podemos voltar para onde estávamos”, disse o UNAIDS.

UNAIDS e MPact manifestam preocupação com relatos de abuso contra pessoas LGBTI em meio à pandemia

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e a iniciativa global para a saúde e os direitos de homens gays MPact manifestaram preocupação com o fato de que lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI) estão sendo apontadas e culpadas, abusadas, encarceradas e estigmatizadas como vetores de doenças durante a pandemia da COVID-19.

O UNAIDS e a MPact também disseram estar profundamente preocupados com o fato de essa ação discriminatória estar agravando os desafios que as pessoas LGBTI já enfrentam no acesso a direitos, incluindo serviços de saúde seguros e de qualidade.

Novo mapa de inovações fortalece a resposta à COVID-19

Um novo mapa de inovação para o coronavírus foi lançado pelo StartupBlink juntamente com a Agência de Inovações de Moscou e com o Health Innovation Exchange — uma iniciativa do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) para alavancar o potencial de inovações que melhorem a saúde de todos.

O mapa é um diretório de centenas de inovações e soluções em todo o mundo que podem apoiar e fortalecer a resposta à COVID-19, ajudando as pessoas a se adaptarem à vida durante a pandemia e a conectar iniciativas inovadoras para que consigam colaborar em soluções conjuntas.

Palestra virtual da assessora de apoio comunitário do UNAIDS sobre "COVID-19 e saúde". Foto: UNAIDS

Cozinha&Voz recebe oficial do UNAIDS para debate sobre HIV e resposta à COVID-19

As pessoas mais afetadas pela COVID-19, assim como as pessoas mais afetadas pelo HIV, são exatamente aquelas que estão em situação de vulnerabilidade social.

O alerta foi feito por Ariadne Ribeiro, assessora de apoio comunitário do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e uma mulher trans. Ela foi a convidada para uma palestra virtual sobre “COVID-19 e saúde”, para a turma do Cozinha&Voz, na quarta-feira (22).

O projeto desenvolvido por Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério Público do Trabalho (MPT) capacita profissionais como assistente de cozinha e promove a empregabilidade de pessoas em situação de exclusão socioeconômica.

Criança dorme na rua no Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

UNAIDS condena violação de direitos das populações vulneráveis em meio à pandemia

O UNAIDS está profundamente preocupado com os relatos de que a epidemia de COVID-19 está sendo usada como desculpa para atingir populações marginalizadas e vulneráveis, restringir o espaço da sociedade civil e aumentar os poderes policiais. Em particular, o UNAIDS está extremamente apreensivo com os relatos de novas leis que restringem direitos e liberdades e visam atingir grupos criminalizados de maneira prejudicial aos direitos e à saúde das pessoas que vivem com HIV ou são vulneráveis ao vírus.

“Em tempos de crise, poderes emergenciais e agilidade são cruciais; no entanto, eles não podem prejudicar os direitos dos mais vulneráveis ”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS.