Foto: UNAIDS

UNAIDS alerta para crise no tratamento infantil do HIV na África Ocidental e Central

Em 2018, a cobertura da terapia antirretroviral entre crianças vivendo com HIV na África Ocidental e Central foi de apenas 28%, muito abaixo da média global, de 54%. A ausência de serviços de saúde acessíveis em muitos países da África Ocidental e Central resulta na falta de diagnósticos de crianças vivendo com HIV.

O alerta foi feito pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

O teste, conduzido em 14 localidades na África do Sul, acompanhou mais de 5,4 mil pessoas de 18 a 35 anos, com estado sorológico negativo para o HIV, por mais de 18 meses. Foto: UNAIDS

Estudo experimental de vacina contra HIV é suspenso devido à ineficácia

O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos anunciou que o ensaio clínico HVTN 702, um estudo de vacina contra o HIV, foi interrompido. Apesar de nenhum problema de segurança ter sido encontrado, os dados independentes e o conselho de supervisão mostraram que a vacina era ineficiente em prevenir a transmissão do vírus.

“Apesar de estarmos obviamente desapontados com os resultados, aprendemos coisas importantes para testes futuros. Agradeço à equipe do estudo por esse importante ensaio clínico da vacina”, disse a diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Winnie Byanyima.

AIEA e UNAIDS se comprometeram a ampliar e expandir os serviços para meninas e mulheres adolescentes afetadas por câncer do colo do útero e HIV. Foto: UNAIDS

UNAIDS e AIEA unem forças para ampliar ação contra câncer do colo do útero e HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uniram forças para aumentar a ação contra o câncer do colo do útero e o HIV.

Em 2018, cerca de 311 mil mulheres morreram de câncer do colo do útero no mundo, 85% delas em países de baixa e média renda, onde os programas de vacinação para HPV, triagem e tratamento são limitados.

Na África, 28 países não possuem uma única unidade de radioterapia. Parte do trabalho da AIEA é ajudar os países no uso de medicamentos nucleares e de radiação para tratar o câncer cervical e outros tipos de câncer.

UNAIDS trabalha com parceiros na China para assegurar que serviços de HIV continuem funcionando

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) enviou na quinta-feira (6) suas condolências às famílias que perderam entes queridos após o recente surto de coronavírus (2019-nCoV) na China. A organização também se solidarizou com o país e ofereceu total apoio a medidas que estão em curso para acabar com o surto.

O UNAIDS está trabalhando em colaboração estreita com parceiros e autoridades na China para assegurar que as pessoas afetadas pelo HIV continuem tendo acesso a serviços essenciais. Nas áreas afetadas pelo surto do 2019-nCoV, a locomoção pode ser restrita e o acesso a serviços limitados, enquanto hospitais focam em acompanhar os números crescentes de pacientes com o 2019-nCoV.

O respeito à identidade de gênero é uma das principais demandas da população trans - Foto: ONU Brasil

ONU lembra Dia da Visibilidade Trans e Travesti com debate sobre saúde, trabalho e direitos

Desde 2004, o Brasil celebra em 29 de janeiro o Dia da Visibilidade Trans e Travesti. Este ano, o Escritório de Direitos Humanos da ONU para a América do Sul (ACNUDH), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Embaixada da Austrália, o Ministério Público do Trabalho e a Secretaria Global do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos uniram-se às celebrações com uma reunião técnica em Brasília (DF) sobre saúde, trabalho, direitos e inclusão social da população trans e travesti.

Segundo o ACNUDH, a realização dessa reunião técnica foi fundamental para articular os debates locais com o debate nacional e promover a discussão sobre elaboração, implementação e execução de políticas públicas destinas à garantia da saúde, trabalho digno e decente e inclusão social de grupos vulneráveis de forma transdisciplinar e interseccional.

O encontro reuniu mais de 80 pessoas entre profissionais de saúde, pessoas trans, representantes da sociedade civil, academia, gestores e gestoras públicas e de organizações internacionais. Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra

Encontro em Brasília discute saúde, trabalho e inclusão social de pessoas trans

A vulnerabilidade social, o preconceito e discriminação ainda são barreiras encontradas por pessoas trans no emprego, o que afeta negativamente sua admissão, permanência e ascensão no mercado formal de trabalho.

O preconceito e a discriminação ocorrem, muitas vezes, a partir de atos velados, como a exigência de que as pessoas trans usem o nome de registro ou uniformes de trabalho que não condizem com sua identidade de gênero, por exemplo.

Esses temas foram abordados em reunião técnica realizada em Brasília (DF) com pessoas trans, representantes de agências da ONU, organizações da sociedade civil, setor público e academia.

Ato realizado diante do Congresso Nacional, em Brasília, para lembrar a memória de vítimas da transfobia no Brasil. Foto: Flickr (CC)/Mídia Ninja

População trans ainda é mais vulnerável ao estigma e à discriminação no Brasil

A população de transexuais e travestis é a que mais sofre os impactos do estigma e da discriminação no Brasil. Segundo o Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS no país, realizado em sete capitais brasileiras, 90,3% da população de transexuais e travestis entrevistada já passou por pelo menos uma situação de estigma ou discriminação por conta da sua identidade de gênero.

A Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030 é uma coalizão público-privada copatrocinada pelo UNAIDS e GBCHealth. Foto: UNAIDS

Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030 é lançada em Davos

A Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030, uma coalizão público-privada patrocinada por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a organização sem fins lucrativos GBCHealth, foi anunciada na quinta-feira (23) em Davos, na Suíça, paralelamente ao Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial.

A iniciativa visa proporcionar às empresas as ferramentas necessárias e o suporte de parceiros do setor público para acabar com a AIDS até 2030.

Há 20 anos, o MNCP tem trabalhado para garantir o fortalecimento das mulheres vivendo com HIV/AIDS e para promover o acesso à informação e a direitos. Foto: UNAIDS

Cidadãs Posithivas lança site para levar mais informação sobre HIV/AIDS a mulheres brasileiras

O Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP) lançou nesta sexta-feira (24) seu novo site: http://www.mncp.org.br. A página disponibiliza informações sobre a infecção pelo HIV, a vulnerabilidade das mulheres e as ações e encontros nacionais do MNCP.

Há 20 anos, o MNCP tem trabalhado para garantir o fortalecimento das mulheres vivendo com HIV/AIDS e para promover o acesso à informação e a direitos.

O projeto de criação do site foi uma parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/AIDS (UNAIDS).

HIV e doenças infecciosas estão entre principais desafios de saúde para a década

Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apontam que, até o fim de 2018, 37,9 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV, mas o número de mortes relacionadas à AIDS caiu à medida que o acesso ao tratamento foi expandido em diversos países e mais progressos feitos na melhoria da prestação de serviços de HIV e tuberculose.

Entretanto, apesar dos esforços globais, segundo a OMS, casos de HIV, tuberculose, hepatites, malária, entre outros, ainda serão responsáveis pela morte de 4 milhões de pessoas em 2020.

UNAIDS: acesso à saúde não pode ser privilégio dos mais ricos do mundo

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está participando de vários eventos na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial de 2020 em Davos, na Suíça, para destacar a necessidade de os governos cumprirem seus compromissos de realizar a cobertura universal de saúde e garantir que ninguém seja deixado para trás.

“Os serviços de saúde financiados publicamente são o maior equalizador da sociedade”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do UNAIDS. “Quando os gastos com saúde são cortados ou inadequados, são os pobres e marginalizados da sociedade, especialmente mulheres e meninas, que perdem o direito à saúde primeiro e precisam arcar com o ônus de cuidar de suas famílias.”

Há pelo menos três anos, o UNAIDS tem atuado no apoio à Associação da Parada do Orgulho LGBT do Estado de São Paulo para a promoção de encontros e debates. Foto: UNAIDS

UNAIDS felicita Parada LGBT de SP por escolher tema HIV/AIDS para edição de 2021

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) cumprimentou a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo, pela decisão de adotar o tema HIV/AIDS para a sua 25ª edição, que acontecerá em 2021.

Tratar o HIV e a AIDS como tema central na maior parada LGBT do mundo é de extrema importância, segundo o UNAIDS. Estima-se que um em cada cinco homens gays e HSH (homens que fazem sexo com homens) viva com HIV no Brasil; e que a prevalência do HIV entre travestis e mulheres trans seja superior a 30%.

Estudo inédito revela como o estigma e a discriminação impactam pessoas vivendo com HIV e AIDS no Brasil. Foto: Imprensa MG/Adair Gomes

Mais de 64% das pessoas que vivem com HIV no Brasil sofreram discriminação

A maioria das pessoas que vivem com HIV e das pessoas que vivem com AIDS no Brasil já passou por pelo menos alguma situação de discriminação ao longo de suas vidas. É o que indica um estudo feito com 1.784 respondentes, em sete capitais brasileiras, entre abril e agosto de 2019.

Comentários discriminatórios ou especulativos já afetaram 46,3% delas, enquanto 41% disseram ter sido alvo de comentários feitos por membros da própria família.

O levantamento também evidencia que muitas destas pessoas já passaram por outras situações de discriminação, incluindo assédio verbal (25,3%), perda de fonte de renda ou emprego (19,6%) e até mesmo agressões físicas (6,0%).

No Quênia, as mortes relacionadas à AIDS caíram mais de 50% desde 2010 e as novas infecções por HIV caíram 30%. Foto: UNAIDS.

ONU ressalta papel-chave das comunidades para acabar com a epidemia de Aids no mundo

Em mensagem oficial para marcar o Dia Mundial contra a Aids (observado anualmente em 1 de dezembro), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres afirma que, para aumentar a cobertura do tratamento a todas e todos e acabar com novos casos até 2030, as comunidades de base desempenham um papel fundamental.

Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), o trabalho de conscientização e acesso a serviços relacionados ao HIV realizados pelas pessoas que vivem e lidam com a Aids é essencial para combater o estigma, assegurar direitos e frear os avanços da doença globalmente.

As comunidades fazem a diferença e desempenham um papel fundamental na resposta à epidemia de AIDS nos níveis local, nacional e internacional, segundo o UNAIDS. Foto: UNAIDS

ARTIGO: organizações comunitárias garantem tratamento a pessoas vivendo com HIV

Em artigo, o diretor regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) para a América Latina e o Caribe, César Núñez, afirma que no mundo todo organizações comunitárias têm ajudado a garantir serviços de prevenção, tratamento, cuidados e apoio a pessoas vivendo com HIV e seus pares. Tais organizações ajudaram a garantir que mais de 23 milhões de pessoas tivessem acesso a tratamento em 2018. Leia o artigo completo.

Campanha de UNAIDS e parceiros incentiva diálogo sobre HIV entre jovens e profissionais de saúde

Sob o lema “Fale comigo abertamente”, a campanha para o Dia Mundial contra a Aids deste ano busca mobilizar profissionais de saúde para que conversem abertamente com jovens sobre HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) sem preconceitos, sem estigma e sem discriminação.

A campanha é uma iniciativa de Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Rede Latino Americana de Jovens vivendo com HIV (J+LAC).

Participantes do encontro do UNAIDS e Ministério da Saúde - Foto: UNAIDS

UNAIDS participa de encontro com cidades brasileiras para acelerar resposta ao HIV

O UNAIDS e o Ministério da Saúde reuniram secretários e secretárias municipais e estaduais de saúde, profissionais da gestão pública e especialistas na resposta ao HIV para discutir avanços, desafios e soluções em torno dos compromissos da Declaração de Paris. O encontro foi realizado em São Paulo, nos dias 31/10 e 1/11.

A Declaração de Paris, que já foi assinada por 42 cidades brasileiras, além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal, marca o comprometimento destas localidades com o cumprimento das metas de tratamento 90-90-90 para o HIV. Isso significa o compromisso de que, até 2020: 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas; 90% das pessoas diagnosticadas estejam em tratamento antirretroviral; e que 90% destas pessoas em tratamento estejam com carga viral suprimida.

O projeto, que conta com o apoio do UNAIDS, busca também promover o empoderamento destas comunidades por meio do conhecimento sobre sexualidade e questões sobre o estigma e a discriminação. Foto: Otávio Pessanha

Projeto leva informação sobre HIV a jovens de Campos dos Goytacazes (RJ)

O projeto “Se Liga Ae Juventude!” irá capacitar jovens de 12 a 18 anos, principalmente a juventude negra e de periferias, em habilidades de discussão sobre temas de prevenção ao HIV e saúde sexual e reprodutiva.

A partir dos conhecimentos adquiridos, eles poderão produzir materiais educativos em diferentes plataformas, levando o debate para suas comunidades, principalmente aquelas afastadas dos grandes centros e das capitais brasileiras. O relato é do UNAIDS Brasil.

Nova diretora do UNAIDS realiza 1ª reunião presencial com doadores e parceiros

Em sua primeira reunião presencial com doadores e parceiros desde que assumiu o posto de diretora executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AINDS (UNAIDS), Winnie Byanyimase apontou decisão de levar a organização adiante sob uma abordagem feminista e aliada à promoção da saúde sexual e reprodutiva que, segundo a agência, é uma ferramenta importante na resposta global ao vírus.

O encontro foi organizado conjuntamente pelo ministro da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da Suécia, Peter Eriksson, e aconteceu antes da abertura oficial da Cúpula de Nairóbi (CIPD25), realizada na capital do Quênia entre 12 e 14 de novembro deste ano em marco aos 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento do Cairo (CPID).

A reunião também foi a primeira de uma série de eventos planejados como parte do aprimoramento do engajamento coletivo e da colaboração reforçada à agência, à medida que se inicia o processo de desenvolvimento de um novo plano estratégico para o HIV.

Evento contou com a presença do diretor do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) para a região da Europa Oriental/Ásia Central, Vinay Saldanha. Foto: Reprodução/UNAIDS.

Na 17ª Conferência Europeia sobre AIDS, ex-capitão de rugby Gareth Thomas fala do estigma relacionado ao HIV

Entre 6 e 9 de novembro, cidade de Basileia, na Suíça, recebeu a 17ª Conferência Europeia sobre AIDS. Participando em evento especial da Conferência, o ex-capitão de rugby do País de Gales, Gareth Thomas, falou à plateia sobre sua decisão de divulgar publicamente seu estado sorológico sobre o HIV.

O ex-atleta participou de documentário produzido pela transmissora britânica BBC que aborda o cotidiano de personalidades vivendo com o vírus. “Eu queria que as pessoas vissem que eu era capaz de nadar duas milhas e meia no mar, pedalar 112 milhas e correr uma maratona com HIV. Se eu posso fazer isso, nós podemos fazer qualquer coisa”, avaliou Thomas.

Sob o tema Together We Can (“Juntos nós podemos”, na tradução livre para o português), evento contou com a presença do diretor do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) para a região da Europa Oriental/Ásia Central, Vinay Saldanha, que destacou o poder das parcerias para avançar no progresso pelo fim da AIDS.

A vice-secretária geral da ONU, Amina Mohammed encontra estudantes em Nairóbi, no Quênia. Foto: Goergina Sane Smith/PNUMA

Conferência de Nairobi: mulheres precisam decidir sobre concepção para alcançar igualdade de gênero

Para alcançar igualdade de gênero, as mulheres precisam ter o poder de tomar suas próprias decisões sobre concepção. A declaração foi feita pela vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, durante a abertura da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, em Nairobi.

No encontro, a diretora exectuva do UNAIDS, Winnie Byanyima, fez uma declaração de compromisso para intensificar as ações e o compromisso de acabar com a AIDS, eliminar a injustiça social e alcançar as mulheres e meninas que estão sendo deixadas para trás.

O Fundo de População da ONU (UNFPA) organiza o encontro em parceria com os governos do Quênia e da Dinamarca.

Várias outras empresas assumiram novos compromissos para apoiar o crescimento do acesso aos serviços de saúde em evento organizado pelo UNAIDS em Nova Iorque. Foto: UNAIDS

UNAIDS celebra redução do preço da insulina nos países de baixa e média renda

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou o anúncio feito na semana passada (25) pela farmacêutica indiana Biocon Biologics de oferecer insulina humana recombinante (rh-insulina) a um preço 50% mais barato nos países de baixa e média renda.

“O preço não deve ser motivo para escolha entre a vida e a morte”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “O ativismo em torno da AIDS abriu caminho para reduzir o preço de medicamentos que salvam milhões de vidas. Hoje, estamos felizes que a cobertura universal de saúde também esteja se beneficiando das lições aprendidas pela resposta à AIDS.”

O projeto segue o calendário de festas e festivais de rua tradicionais, especialmente aqueles que atraem grande concentração de jovens. Foto: UNICEF

Projeto liderado pelo UNICEF capacita jovens para conversar sobre HIV

As novas infecções por HIV no Brasil aumentaram mais de 20% entre 2010 e 2018. Por isso, é essencial que os jovens brasileiros comecem a falar sobre o HIV e aprendam a se proteger. Esse é o objetivo de um projeto liderado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Mais de 30 jovens foram treinados para trabalhar como voluntários no projeto Viva Melhor Sabendo Jovem (VMSJ) em Salvador (BA). O objetivo é aumentar a conscientização sobre a importância do teste e prevenção do HIV.

O projeto tem o apoio do escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.

Evento em Manaus discutiu tecnologias e métodos de prevenção do HIV/AIDS. Foto: UNFPA Brasil/Solange Souza

Novos casos de HIV crescem 21% no Brasil entre 2010 e 2018

Embora vários países da América Latina tenham mostrado declínios impressionantes na incidência do HIV, o número de novas infecções por HIV na região aumentou 7% entre 2010 e 2018, com 100 mil pessoas contraídas pelo HIV em 2018.

Aproximadamente metade dos países da região viu aumentos na incidência entre 2010 e 2018, com as maiores altas ocorrendo em Brasil (21%), Costa Rica (21%), Bolívia (22%) e Chile (34%). Os dados foram compilados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Na 6ª Conferência de Reabastecimento, realizada em Lyon, na França, nos dias 9 e 10 de outubro, o Fundo Global captou US$ 14,02 bilhões, o valor mais alto de toda a parceria, que trabalha pelo fim das três doenças. Foto: UNAIDS

UNAIDS agradece doações ao Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) anunciou estar “fortemente motivado” pelo compromisso que os doadores demonstraram com o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária (Fundo Global). Na 6ª Conferência de Reabastecimento, realizada em Lyon, na França, nos dias 9 e 10 de outubro, a ferramenta captou 14,02 bilhões de dólares, valor mais alto de toda a parceria que trabalha pelo fim das três doenças.

“Eu realmente cumprimento todos os países e parceiros que se comprometeram a investir no Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Esses investimentos são uma salvação essencial para milhões de pessoas em todo o mundo. No futuro, colocar as pessoas no centro será fundamental para fazer com que o dinheiro seja utilizado com mais eficiência.”

O diretor do documentário "Carta para Além dos Muros", André Canto. Foto: UNAIDS

Documentário ‘Carta para Além dos Muros’ aborda o estigma sobre HIV no Brasil

Um apanhado de três décadas de história do HIV e da AIDS no Brasil estará nos cinemas de todas as capitais do país entre os meses de setembro e outubro. O documentário “Carta para Além dos Muros”, dirigido por André Canto, teve sua estreia nacional em 26 de setembro.

O filme mostra a cronologia da epidemia de HIV no país por meio de relatos de especialistas e ativistas de diversas gerações, e é conduzido por uma narrativa inspirada nas crônicas do escritor Caio Fernando de Abreu que dão nome ao filme.

A obra investiga e expõe o estigma e a discriminação como produtos de uma sociedade que insiste em manter marginalizadas as pessoas que vivem com HIV, mesmo 30 anos depois do início da epidemia. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) é parceiro institucional da produção.

Paciente com HIV recebe medicamentos antirretrovirais na Costa do Marfim. Foto: UNAIDS

Sem financiamento sustentável, resposta à AIDS pode falhar

Em 2016, a Assembleia Geral da ONU estabeleceu a ampliação constante do investimento para a resposta à AIDS em países de baixa e média renda para pelo menos 26 bilhões de dólares até 2020. No final de 2018, no entanto, apenas 19 bilhões de dólares estavam disponíveis, 1 bilhão de dólares a menos do que no ano anterior.

Em vez de ter um aumento constante, o financiamento global para o HIV está diminuindo. O compromisso político simplesmente não está sendo acompanhado pelo financiamento necessário para tornar realidade a visão de acabar com a AIDS. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU. Foto: ACNUR

Acordo incentiva municípios brasileiros a acolherem pessoas venezuelanas

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil assinou, na quarta-feira (2), em conjunto com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e o governo federal, um protocolo de intenções para incentivar municípios brasileiros a acolherem pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela. O objetivo é ampliar a assistência humanitária com foco na integração à sociedade e à economia brasileiras.

“A parceria com a Confederação Nacional dos Municípios é uma conquista nesse processo, por sua capacidade única de sensibilizar e mobilizar os municípios brasileiros para a recepção de pessoas refugiadas e migrantes. Esses municípios terão a oportunidade de integrar à sua população pessoas que aportam capacidades, formações e experiências profissionais variadas”, afirmou o coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic.

As comunidades fazem a diferença e desempenham um papel fundamental na resposta à epidemia de AIDS nos níveis local, nacional e internacional, segundo o UNAIDS. Foto: UNAIDS

Parceria investiga câncer do colo do útero em mais de 500 mil mulheres vivendo com HIV

Paralelamente à Assembleia Geral da ONU, o ex-presidente norte-americano George W. Bush e a embaixadora Deborah L. Birx apresentaram em setembro em Nova Iorque os resultados do primeiro ano da parceria Go Further, que visa acabar com a AIDS e o câncer de colo de útero.

A iniciativa alcançou mais de 500 mil mulheres vivendo com HIV em países africanos, realizando exames de detecção do câncer e tratando lesões cancerígenas pré-invasivas. Mulheres vivendo com HIV têm cinco vezes mais chances de desenvolver câncer cervical invasivo. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A atriz de nacionalidade israelense e norte-americana Natalie Portman. Foto: UNAIDS

Celebridades buscam apoio a fundo de combate a Aids, tuberculose e malária

Faltando apenas três semanas para a 6ª Conferência de Reabastecimento do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária (Fundo de Lyon), as celebridades Annie Lennox, Diane Kruger, Natalie Portman e Penélope Cruz lançaram uma petição online pedindo às pessoas que assinem uma carta aberta para crianças de 7 anos.

A carta promete acabar com a epidemia de AIDS, tuberculose e malária até 2030 — o ano em que as crianças se tornarão adultas — e é um pedido de ação para que o mundo intensifique a luta para acabar com as três doenças infecciosas mais fatais. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

“O conhecimento insuficiente sobre a PrEP e até a desinformação entre potenciais usuários e fornecedores impedem a promoção deste método de prevenção.” Rosalind Coleman, especialista em PrEP. Foto: UNAIDS.

Especialista em PrEP fala sobre este método eficaz na prevenção do HIV

Comprovadamente, a profilaxia pré-exposição (mais conhecida como “PrEP”) é altamente eficaz na prevenção da AIDS para pessoas que não vivem com o HIV.

A PrEP pode ser muito útil para populações-chave e é administrada por meio de uma pílula feita de uma combinação de medicamentos.

Atualmente, ela está sendo implementada ou experimentada em diversos países, incluindo o Brasil. Rosalind Coleman, especialista em PrEP, conversou com o UNAIDS sobre o método.

A capacitação é fruto de um esforço regional para fortalecer as ações no campo de recursos humanos para a saúde na região das Américas. Foto: OMS

UNAIDS defende envolvimento da sociedade civil nas políticas de saúde dos países

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou na terça-feira (24) o compromisso assumido pelos Estados-membros da ONU durante encontro em Nova Iorque esta semana (23) para alcançar a cobertura universal de saúde até 2030.

Segundo o UNAIDS, a declaração política encoraja os países a envolver a sociedade civil na governança do sistema de saúde, nas políticas de saúde e no processo de revisão da saúde universal. O envolvimento da sociedade civil e das comunidades, em todo o mundo, será fundamental para garantir o sucesso geral da universalização, disse a organização.

A declaração política sobre saúde universal reconhece que a ação atual é inadequada, tendo em vista que pelo menos metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde. Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas no mundo precisam gastar pelo menos 10% de sua renda familiar em cuidados com a saúde, e cerca de 100 milhões de pessoas são conduzidas à pobreza, a cada ano, por despesas relacionadas à saúde.

Impacto das mudanças climáticas é ainda maior entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Como a mudança climática afeta as pessoas vivendo com HIV

Em meio à Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, que ocorre em Nova Iorque, fica evidente que a mudança climática afeta todos os países e continentes. Mas, frequentemente, o impacto é maior em regiões já afetadas por outros desafios e que têm grande número de grupos vulneráveis, incluindo pessoas vivendo com HIV.

Quando o ciclone Idai atingiu em março a cidade de Beira, em Moçambique, chuvas e ventos fortes causaram inundações repentinas, centenas de mortes e danos generalizados a residências e infraestruturas.

Teria sido um golpe devastador em qualquer lugar, mas foi ainda maior na província de Sofala, onde cerca de um em cada seis adultos vive com HIV. Quando as águas subiram, muitas pessoas tiveram seus medicamentos levados pela enchente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Durante a abertura da conferência, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, confirmou seu compromisso com Aceleração da Resposta ao HIV em sua cidade, que responde por 38% de todas as pessoas vivendo com HIV no Reino Unido. Foto: UNAIDS

Encontro em Londres reúne 300 cidades para aceleração da resposta ao HIV

Mais de 700 representantes de cidades de todo o mundo se reuniram em Londres para a primeira conferência sobre Cidades Fast-Track — cidades empenhadas na aceleração da resposta ao HIV.

A reunião, organizada pela Associação Internacional de Prestadores de Serviços para a AIDS (IAPAC, na sigla em inglês) em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+), tem foco nos esforços e no progresso que as cidades tiveram, bem como nos desafios e lições aprendidas nos últimos cinco anos.

Prefeito de Londres, Sadiq Khan: "“Estou contente por poder compartilhar nossos conhecimentos e experiências com outras pessoas”. Foto: UNAIDS.

Líderanças globais se reúnem em Londres para discutir desigualdades na saúde

A capital da Inglaterra sediou, entre 9 e 11 de setembro, o primeiro encontro internacional da ‘Fast-Track Cities’, iniciativa que discute respostas ao HIV e a superação das desigualdades na saúde em centros urbanos.

Organizada pela Associação Internacional de Prestadores de Serviços para a AIDS (IAPAC), em colaboração com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e outros parceiros, a conferência uniu mais de 300 cidades que priorizam suas respostas ao HIV, tuberculose (TB) e hepatites virais em suas localidades, a fim de trocarem experiências e lições aprendidas nos últimos cinco anos.

“Vimos que, para uma resposta efetiva ao HIV, é fundamental eliminar desigualdades, desequilíbrios de poder, marginalização e discriminação”, disse Gunilla Carlsson, diretora executiva interina do UNAIDS.

Quando venceu o concurso Mister Gay Inglaterra 2018, o britânico Phillip Dzwonkiewicz usou sua exposição para falar sobre o HIV. Foto: UNAIDS

Mister Gay Inglaterra fala sobre estigma enfrentado por pessoas vivendo com HIV

Quando venceu o concurso Mister Gay Inglaterra 2018, o britânico Phillip Dzwonkiewicz usou sua exposição para falar sobre o HIV. Depois de anos escondendo sua sorologia positiva, ele quis abordar o assunto publicamente.

“O que ainda me surpreende é que as pessoas me digam: ‘você não parece ter HIV’. Isso mostra como ainda existem conceitos equivocados”, afirmou. Leia o relato do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).