Publicação analisa formas de as políticas de proteção social contribuírem para a ampliação da segurança alimentar e nutricional nos países africanos. Foto: PMA

Centro de Excelência contra a Fome lança publicação sobre proteção social em países africanos

O Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas — lançou na semana passada (16) uma nova publicação que reúne cinco artigos sobre proteção social em países africanos.

A partir de uma abordagem holística e sistêmica, os estudos de caso encontraram evidências de que programas de transferência de renda, de alimentação escolar vinculada à agricultura local, entre outros, melhoraram o acesso, a disponibilidade, a estabilidade e o consumo de alimentos nesses países.

Celebrações do Dia Africano de Alimentação Escolar em 2017. Foto: PMA

Evento no Zimbábue celebrará Dia Africano de Alimentação Escolar

Em 1º de março, a União Africana vai celebrar o terceiro Dia Africano de Alimentação Escolar. O evento oficial deste ano acontecerá no Zimbábue, e celebrações nacionais e sub-nacionais simultâneas são esperadas.

A data marca o compromisso do continente com a mobilização de um ambiente propício para a governança e o estabelecimento de políticas públicas de alimentação escolar. O relato é do Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Missão do PMA em Gâmbia. Foto: PMA/Vinícius Limongi

Centro de Excelência contra a Fome visita Gâmbia para tratar de agricultura familiar

Representantes do Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) — realizaram uma missão em Gâmbia no fim de janeiro (22 a 26) com o objetivo de identificar áreas e oportunidades para o PMA ampliar as capacidades dos agricultores familiares do país e intensificar a compra de alimentos produzidos por eles.

A insegurança alimentar e nutricional ainda é um problema sério em Gâmbia, e o PMA está comprometido a combater suas causas, ao mesmo tempo em que apoia o governo a criar uma rede de proteção sistemática para populações vulneráveis a desastres, como secas e inundações.

O relatório combina exemplos de empresas de todo o mundo com uma análise aprofundada de 10 corporações em oito países, incluindo o Brasil. Foto: FAO/Ubirajara Machado

Programa Mundial de Alimentos discute impulso à alimentação escolar no mundo

Representantes de escritórios regionais e de país do Programa Mundial de Alimentos (PMA) reuniram-se na semana passada em Dacar, no Senegal, para discutir a estratégica de atuação do programa no âmbito da alimentação escolar.

Na ocasião, os participantes debateram como as políticas de alimentação escolar do PMA se refletem nas experiências, prioridades, desafios e boas práticas dos escritórios regionais e de país, além de discutirem possíveis caminhos para o futuro.

Jerônimo Villas-Bôas, ecólogo, trabalha com o resgate da produção de mel de espécies nativas de abelhas. Ele foi um dos palestrantes do evento em São Paulo. Foto: PMA/Isadora Ferreira

Evento em SP discute formas de garantir alimentação de qualidade para todos

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Centro de Excelência contra a Fome apoiaram no fim de janeiro (26 e 27) a realização de evento em São Paulo para debater possíveis caminhos para alimentar melhor uma população global que deve chegar a quase 9 bilhões de pessoas até 2030.

O seminário “Fruto — Diálogos do Alimento” reuniu 30 especialistas e 300 convidados, contando com palestras sobre os aspectos culturais, biológicos e sociais da alimentação, tendo como objetivo consolidar o Brasil como principal celeiro dessa discussão.

Atividade realizada em Brasília (DF) teve o objetivo de refletir e incentivar a cidadania alimentar com base no afeto, nas tradições e no direito. Foto: PEXELS

ONU participa de seminário em São Paulo sobre alimentação, gastronomia e sustentabilidade

Em São Paulo, o seminário FRUTO – Diálogos do Alimento reunirá a partir de amanhã (26) 30 especialistas brasileiros e estrangeiros para responder à pergunta “como levar comida de qualidade para todos os habitantes do planeta?”. Organizado pelo chef Alex Atala e pelo produtor Felipe Ribenboim, evento terá a participação do Centro de Excelência contra a Fome das Nações Unidas. Atividades serão transmitidas ao vivo e com tradução pela internet. Acompanhe.

Crianças coletam água limpa e segura no campo de Kyein Ni Pyin, que abriga quase 6 mil rohingya deslocados pela violência no estado de Rakhine, em Mianmar. Foto: UNICEF/Thame

Mianmar: crianças rohingya estão em condições ‘assustadoras’, alerta UNICEF

Porta-voz do UNICEF, Marixie Mercado, passou quase um mês no país; ela falou sobre 60 mil crianças rohingya “esquecidas”. Milhares não recebem tratamento para desnutrição; abrigos estão perto de depósito de lixo; pessoas não conseguem viajar para obter ajuda médica.

Iniciativa do Programa Mundial de Alimentos da ONU garante a 90 mil refugiados um cartão de débito pré-pago que pode ser utilizado para comprar uma variedade de alimentos, fornecidos às mulheres para que elas possam decidir por suas famílias o que comprar.

Cerca de 130 mil congoleses e burundeses dependem de assistência humanitária em Ruanda. Foto: ACNUR/S. Masengesho

ONU pede mais financiamento para evitar corte de 25% na comida para refugiados em Ruanda

Agências de assistência humanitária da ONU fizeram um apelo na quinta-feira (11) por mais financiamento para programas que levam comida e renda a refugiados vivendo em Ruanda. Falta de verba levou a uma redução de 25% na quantidade de alimentos e de recursos financeiros disponibilizados para 100 mil estrangeiros no país. Cerca de 11 milhões de dólares são necessários para retomar prestação adequada de serviços.

Iemenitas aguardam na fila para receber água potável de tanque fornecido pelo UNICEF em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF

Iêmen caminha para catástrofe humanitária, alertam agências da ONU

Enquanto o conflito no Iêmen ultrapassa a marca de 1 mil dias, as Nações Unidas alertaram que se os trabalhadores humanitários não tiverem maior acesso ao país e se a violência não diminuir, o custo em termos de vidas perdidas será incalculável. O alerta foi feito pelos chefes de Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Cerca de 75% da população iemenita está em necessidade de assistência humanitária, incluindo 11,3 milhões de crianças que não podem sobreviver sem ela. Ao menos 60% dos iemenitas estão agora em insegurança alimentar e 16 milhões de pessoas não têm acesso a água potável e saneamento básico. Menos da metade dos hospitais do Iêmen está funcionando plenamente e profissionais de saúde ficaram meses sem receber salários.

Hidropônica consome até 90% menos recursos hídricos do que práticas agrícolas convencionais. Foto: PMA/Nina Schroeder

ONU aposta em hidropônica para ajudar refugiados do Saara Ocidental a desenvolver pecuária

Em apenas sete dias, a hidropônica permite obter pasto verde e fresco a partir de sementes que precisam de quantidades mínimas de água e que dispensam o uso de fertilizantes. Na Argélia, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) usa a tecnologia para driblar a escassez de recursos hídricos e de terra nos cinco campos de refugiados do Saara Ocidental próximos a Tindouf. Entre a população, a má nutrição crônica afeta um em cada quatro indivíduos.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), 15 mil pessoas ficaram presas por dias na fronteira entre Mianmar e Bangladesh, muitas delas sem nada para comer. A agência da ONU está fornecendo biscoitos proteicos e arroz e utilizando barcos para levar a comida até a região. Desde agosto de 2017, 580 mil pessoas já foram alimentadas pelo Programa na região, a maior parte delas rohingyas que fogem da violência em Mianmar.

Programa Mundial de Alimentos apoia meio milhão de rohingyas fugindo da violência

Segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), 15 mil pessoas ficaram presas por dias na fronteira entre Mianmar e Bangladesh, muitas delas sem nada para comer. A agência da ONU está fornecendo biscoitos proteicos e arroz e utilizando barcos para levar a comida até a região. Desde agosto de 2017, 580 mil pessoas já foram alimentadas pelo Programa na região, a maior parte delas rohingyas que fogem da violência em Mianmar.

Governo brasileiro e agências da ONU discutem cooperação trilateral do Brasil com outros países em desenvolvimento. Foto: ABC

ONU defende cooperação para difundir iniciativas ‘fantásticas’ do Brasil no combate à fome

Em evento paralelo à Expo Global de Desenvolvimento Sul-sul, em Antália, na Turquia, representantes da ONU e do Brasil reuniram-se neste mês (1º) para analisar as atuais práticas de cooperação trilateral do país latino-americano. Nação adota modelo de assistência que mobiliza organismos internacionais e Estados-membros. Para a ONU, experiências brasileiras de combate à fome são “fantásticas” e precisam ser compartilhadas.

Delegação chinesa veio ao Brasil em 2017 para conhecer o trabalho do Centro de Excelência. Foto: PMA/Sophia Andreazza

Brasil e China discutem experiências de Cooperação Sul-Sul em evento na Turquia

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) realizou no fim de novembro (28) evento paralelo à Expo Global de Desenvolvimento Sul-Sul em Antália, na Turquia, com sua rede de Centros de Excelência para abordar questões relacionadas à Cooperação Sul-Sul.

Na ocasião, Brasil e China trocaram experiências e soluções em temas de segurança alimentar e nutrição, tendo em vista o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que trata da eliminação da fome e do impulso à agricultura sustentável.

Um bebê é examinado com suspeita de desnutrição no hospital Al-Jomhouri, apoiado pelo UNICEF em Sa'ada, no Iêmen. Foto: UNICEF / Maad Al-Zekri

ONU pede fim de confrontos e ataques aéreos no Iêmen; bloqueio saudita ameaça milhões de pessoas

“O secretário-geral pede a retomada urgente de todas as importações comerciais. Sem estas, milhões de crianças, mulheres e homens correm o risco de sofrer com fome, doenças e a morte em massa”, afirmou o secretário-geral, António Guterres, e chefes de sete agências das Nações Unidas.

Um número alarmante de 20,7 milhões de pessoas no Iêmen precisa de algum tipo de apoio humanitário ou de proteção, com cerca de 9,8 milhões em necessidade extrema de assistência.

De acordo com o último relatório publicado por FAO e OPAS, a fome aumentou na América Latina e no Caribe pela primeira vez em mais de duas décadas. Foto: EBC

Agências da ONU unem esforços para erradicar fome e má nutrição na América Latina e no Caribe

As três agências das Nações Unidas com sede em Roma — Programa Mundial de Alimentos, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) — anunciaram nesta quinta-feira (30) uma nova aliança que permitirá unir esforços para apoiar os países latino-americanos e caribenhos na erradicação da fome, da má nutrição e da pobreza, impulsionar o desenvolvimento rural e avançar rumo aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Esta nova aliança responde ao momento crítico enfrentado por América Latina e Caribe. De acordo com o último relatório publicado pela FAO e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a fome aumentou na região pela primeira vez em mais de duas décadas.

Merendeiras brasileiras visitam escola no Senegal em uma iniciativa do Centro de Excelência da ONU contra a Fome, que impulsiona a cooperação Sul-Sul. Foto: PMA/Mariana Rocha

Agências da ONU combinarão estratégias de cooperação Sul-Sul para erradicar a fome

Agências da ONU anunciaram na terça-feira (28) um roteiro de ação para coordenar estratégias de cooperação Sul-Sul e fortalecer o combate à fome em países em desenvolvimento. Apresentado durante a Expo de Desenvolvimento Global Sul-Sul, em Antália, na Turquia, o planejamento orientará iniciativas do Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Representantes do governo de Burundi (esquerda) visitaram o Centro de Excelência contra a Fome em Brasília (DF) para discutir a política de alimentação escolar do país. Foto: PMA/Isadora Ferreira

Centro de Excelência contra a Fome apoia política de alimentação escolar do Burundi

O ministro da Agricultura do Burundi, Rurema Déo-Guide, visitou na semana passada (22) o Centro de Excelência contra a Fome — organismo que é fruto de uma parceria entre o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas e o governo brasileiro — em Brasília (DF) para discutir a política de alimentação escolar do país.

A política está sendo elaborada pelo governo do Burundi com apoio técnico do Centro e do escritório de país do PMA. De acordo com o ministro, o governo do Burundi está pronto para fortalecer a produção local de alimentos com o objetivo de garantir o abastecimento da alimentação escolar.

Foto: PMA/Arssalan Serra

Centro da ONU celebra Dia Africano de Segurança Alimentar e Nutricional na Costa do Marfim

No Dia Africano de Segurança Alimentar e Nutricional, celebrado durante evento na semana passada (18) na Costa do Marfim, o diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, lembrou o importante papel do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e dos governos para eliminar a fome e a desnutrição no continente.

“Estamos com mais pressão do que nunca para superar esses desafios rapidamente e atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Fome Zero”, disse.

Abdullah, de 6 anos, no leste Ghouta, perto de Damasco, na Síria; eles fugiram de um bombardeio recentemente. Foto: UNICEF/Almohibany

Síria: ONU pede acesso imediato e irrestrito para salvar vidas em zona rural de Damasco

Situação volta a se complicar após comboio ter alcançado região no final de outubro. Milhares de pessoas continuam vivendo em dez áreas sitiadas na Síria.

Segundo a OMS, há relatos de escassez grave de alimentos e de itens médicos no leste de Ghouta, zona rural da capital Damasco, onde até 400 mil pessoas continuam sitiadas e sem acesso a assistência vital.

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) relata lenta volta à normalidade em Alepo, onde combates chegaram ao fim.

Civis desalojados no Iêmen. Foto: ACNUR

Iêmen poderá passar por ‘maior fome que mundo já viu em décadas, com milhões de vítimas’

Chefe humanitário da ONU visitou país abalado por conflitos no final de outubro e alertou sobre bloqueio promovido pelo país. Apesar das condições desafiadoras e da falta de financiamento, as Nações Unidas e parceiros humanitários estão prestando assistência direta a mais de 7 milhões de pessoas por mês.

Desde março de 2015, o número de mortos nos combates no Iêmen é de 5.295. Mais de 8,8 mil pessoas ficaram feridas. O país também está passando pela epidemia de cólera de crescimento mais rápido já registrado. Até o dia 1º de novembro, houve cerca de 895 mil casos suspeitos – mais da metade em crianças –, com cerca de 2,2 mil mortes associadas desde 27 de abril.

Uma avô cuida da neta em Moçambique. Foto: ONU

Organismos da ONU planejam projeto de conscientização sobre saúde em Moçambique

Para melhorar a nutrição das crianças de Moçambique, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) resolveu apostar na comunicação. A agência da ONU criará comitês locais de saúde em 90 comunidades da província de Manica, onde atividades divulgarão informações que podem melhorar o bem-estar da população. O organismo também investirá na sensibilização por meio de transmissões em rádios locais. Público alcançado pelas ações deve chegar a quase 424 mil moçambicanos.

Alimentação escolar é crucial para atingir o objetivo global da ONU número dois, de fome zero. Foto: PMA/Alexandra Hilliard

Ministros africanos endossam estudo sobre alimentação escolar; experiência brasileira foi inspiração

Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), em colaboração com o Escritório do PMA para a África, realizou o estudo, após o Departamento da Recursos Humanos, Ciência e Tecnologia da Comissão da União Africana ter realizado uma visita de estudos ao Brasil para conhecer a experiência brasileira de alimentação escolar vinculada à agricultura local.

Regata Transat Jacques Vabre de 2017. Foto: Wikimedia Commons/Pymouss (CC)

Programa Mundial de Alimentos divulga aplicativo de doações em regata que chega ao Brasil

A Transat Jacques Vabre é uma regata internacional que parte da França e percorre rotas de café. Na edição de 2017, os velejadores partiram no início de novembro (5) de Le Havre, na França, e chegarão no fim do mês a Salvador, na Bahia. Para chamar a atenção dos atletas e dos fãs do esporte para a questão da fome no mundo, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) fez uma parceria com o evento para divulgar o aplicativo ShareTheMeal, que facilita a doação de pessoas físicas para iniciativas de segurança alimentar e nutricional.

O Centro de Excelência contra a Fome contribuiu para mudar o entendimento de governos de cerca de 30 países sobre o potencial da alimentação escolar. Foto: Jaelson Lucas/SMCS

Centro de Excelência contra a Fome completa seis anos de existência

O Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas — celebrou seu sexto aniversário no início de novembro (7).

Durante esse período, a organização realizou iniciativas de Cooperação Sul-Sul com mais de 50 países, em áreas como segurança alimentar, nutrição e proteção social. Também ofereceu oportunidades de aprendizagem e assistência técnica a 30 países para ajudá-los a elaborar e implementar programas sustentáveis de alimentação escolar.

O coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, cobrou uma resposta da sociedade e do poder público à dura realidade enfrentada pela juventude afrodescendente. Foto: UNFPA/Agnes Sofia Guimarães

‘O racismo mata e não podemos ser indiferentes’, diz ONU Brasil em lançamento da campanha #VidasNegras

A ONU Brasil lançou na terça-feira (7) a campanha #VidasNegras, iniciativa de conscientização nacional pelo fim da violência contra a juventude afrodescendente. Em cerimônia que reuniu em Brasília cerca de cem autoridades públicas e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, dirigentes das Nações Unidas alertaram que cinco jovens negros morrem a cada duas horas no país. Por ano, o número chega a 23 mil.

O organismo internacional fez um apelo à sociedade brasileira e ao poder público por repostas ao racismo e à discriminação. Um jovem negro é assassinado a cada 23 minutos no Brasil.

Mulheres do quilombo do Bonfim contam história do local. Imagem: Frame do vídeo do Centro de Excelência contra a Fome

VÍDEO: produção agrícola garante sustento de quilombolas na Paraíba

Na Paraíba, o Quilombo do Bonfim foi o primeiro a ter seu território reconhecido. São aproximadamente 120 hectares sob o domínio de 39 famílias quilombolas – das quais 28 são chefiadas por mulheres. A população vive da produção agrícola, que é escoada em parte para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A história do local virou tema de um vídeo, produzido pelo Centro de Excelência contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA).

Seca na Etiópia em 2015 foi a pior em 30 anos, levando o país a uma crise alimentar que deixou milhares passando fome. Foto: UNICEF Etiópia / Tanya Bindra

Agências da ONU pedem esforços conjuntos para combater todas as formas de má nutrição

Reunidas em Roma para a 44ª sessão plenária do Comitê Mundial de Segurança Alimentar (CFS), as três agências da ONU com sede na cidade instaram governos, organismos internacionais, empresas privadas e outros atores a trabalhar juntos para melhorar o sistema alimentar global.

A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) destacaram que tanto a fome quanto a obesidade estão aumentando no mundo. Cerca de 815 milhões de pessoas passaram fome em 2016, e as taxas de obesidade vêm crescendo em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Gustavo Chianca lembra que os programas de alimentação escolar foram umas das estratégias responsáveis por tirar o Brasil do Mapa da Fome. Foto: FAO/Thays Puzzi

Merendeiras brasileiras são premiadas em concurso apoiado pela ONU

“Como é servir um alimento na escola? É servir com o coração, com amor. A gente pega o alimento na mão e sabe que tem centenas de crianças esperando por aquela refeição”. É assim que a merendeira Daniela Fernando Felizardo, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, descreve seu trabalho rotineiro.

Ela é uma das cinco vencedoras do concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, iniciativa do Ministério da Educação que contou com apoio do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Sebrae e da Caixa.

Ganhadoras foram premiadas em cerimônia na quinta-feira (26), em Brasília.

Menina aguarda mãe coletar água próximo à cidade de Jowhar, na Somália. Foto: ONU/Tobin Jones.

Chefe da ONU lembra que conflitos são grande causa da fome no mundo

Até que os conflitos tenham fim e o desenvolvimento crie raízes no mundo, comunidades e regiões inteiras continuarão a enfrentar a fome, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Conselho de Segurança em Nova Iorque na semana passada (12), lembrando a conexão entre guerras e fome.

Cerca de 80% dos recursos do Programa Mundial de Alimentos (PMA) estão sendo direcionados a regiões afetadas por conflitos. Cerca de 60% das 815 milhões de pessoas que sofrem com a fome atualmente vivem em regiões de guerra. Três quartos das crianças desnutridas do mundo também estão em países afetados por confrontos, alertou as Nações Unidas.

Mulheres e crianças chegam no local de Proteção de Civis em Bentiu para pessoas deslocadas internas, no estado de Unidade, Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Sebastian Rich

Custo com alimentação em países ricos é preocupação ‘microscópica’ em comparação a nações pobres

Enquanto um nova-iorquino gasta apenas 0,6% da sua renda média diária — de um total de pouco mais de 200 dólares — para fazer um prato de feijão com 600 calorias, um sul-sudanês gasta o equivalente a 155% de sua renda diária para comprar os ingredientes da mesma refeição. Ou seja, um norte-americano em Nova Iorque, vivendo em conjuntura semelhante ao do país africano, gastaria 321 dólares pelo prato de feijão.

Os custos com alimentação em países ricos podem parecer elevados, mas são, de fato, uma “preocupação quase microscópica” para os consumidores quando comparados aos preços de um prato de comida em países pobres. É o que revela um novo relatório do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Visita do papa Francisco à sede da FAO no dia 16 de outubro de 2017, Dia Mundial da Alimentação. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

Papa Francisco: fim da fome exige compromisso contra as mudanças climáticas e contra as guerras

Combater a fome exige lutar contra as mudanças climáticas e prevenir conflitos, defendeu o papa Francisco neste 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. Em cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, o líder da Igreja Católica descreveu como “infeliz” a decisão de alguns países de se retirar do Acordo de Paris.