As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram nesta terça-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. Foto: UNICEF

ONU e parceiro fornecem ajuda humanitária a milhares de deslocados no sudeste da Síria

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram na quarta-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. A comida foi distribuída a todos os civis no campo, e suprimentos nutricionais foram fornecidos para as crianças.

A distribuição foi a segunda fase de uma extensa operação cujo objetivo é aliviar o sofrimento de milhares de pessoas que ficam presas na fronteira entre a Síria e a Jordânia há anos. A primeira fase foi uma missão preparatória, em agosto de 2019, para avaliar as necessidades prioritárias da população de Rukban e identificar civis que desejam e buscam apoio para deixar a área.

Anísio, de 10 anos, nasceu com HIV e está tendo problemas com o tratamento devido à desnutrição. Foto: ONU News/Reprodução

Moçambique: metade das pessoas vivendo com HIV interrompeu tratamento após ciclones

Na noite de 28 de abril, o ciclone Kenneth entrou pela costa da província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, e destruiu a casa de Luísa Maio. Luísa, de 36 anos, vive em uma casa de palha e barro com o marido e o filho mais novo. A família, que já tinha dificuldades para se alimentar, teve a situação agravada depois que a tempestade arrasou os campos onde cultivava legumes.

A moçambicana e três de seus quatro filhos vivem com HIV. Preocupada em reconstruir a casa e encontrar o que comer, a família interrompeu o tratamento com medicamentos antirretrovirais.

O mesmo ocorreu com outros moçambicanos vivendo com HIV em locais atingidos pelos ciclones Kenneth e Idai. Segundo uma análise do Ministério da Saúde do país, apoiada pelas Nações Unidas, houve uma queda de 50% no número de consultas de acompanhamento para o vírus. O número de pessoas em tratamento também caiu para cerca de metade. O relato é da ONU News.

O algodão é produzido por cerca de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados do mundo. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

OIT e parceiros apresentam resultados de cooperação técnica no setor algodoeiro

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) participam até quinta-feira (29) do 12º Congresso Brasileiro do Algodão em Goiânia (GO), onde apresentam resultados da cooperação técnica do Brasil com outros países de África e América Latina nesse setor.

“O algodão é um dos principais produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda, especialmente em países em desenvolvimento. O setor ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento econômico e social nos programas nacionais de redução da pobreza de diversos países parceiros do Brasil na África e na América Latina”, disse o embaixador Ruy Carlos Pereira, diretor da ABC.

Os projetos de cooperação são desenvolvidos em parceria com 13 instituições públicas brasileiras, contam com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e são executados com agências especializadas das Nações Unidas, como OIT, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Centro de Excelência Contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Centro da ONU apoia Gâmbia a mobilizar recursos para agricultura familiar

O Centro de Excelência contra a Fome da ONU enviou nesta semana uma equipe para a Gâmbia, onde especialistas vão traçar um plano de mobilização de recursos para a agricultura familiar.

O objetivo da viagem é impulsionar a produção de pequenos agricultores, por meio de estratégias que conectem esses camponeses a mercados. O país africano produz apenas 50% da comida que consome, o que deixa seus cidadãos dependentes das importações.

Em 6 de dezembro de 2018, em uma creche apoiada pelo UNICEF em Beni, no leste da República Democrática do Congo, Kavira Langa Jemima, sobrevivente do ebola, dá banho em seu filho de 6 meses em tratamento para o vírus. Foto: UNICEF/Hubbard

Surto de ebola completa um ano na RD Congo; ONU pede intensificação da resposta global

Oficiais de agências das Nações Unidas pediram nesta quinta-feira (1º) uma resposta global mais intensa e investimentos de doadores para combater o surto de ebola na República Democrática do Congo, que completou um ano. Há duas semanas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto uma emergência internacional de saúde pública.

No total, houve mais de 2,6 mil casos confirmados, incluindo mais de 1,8 mil mortes em partes das províncias de Ituri e Kivu do Norte. Um em cada três casos envolvia crianças.

“Um novo caso da doença foi confirmado ontem em Goma, com o paciente morrendo posteriormente – o segundo caso confirmado neste mês na cidade de cerca de 1 milhão de habitantes”, disseram os oficiais das Nações Unidas. “Este caso mais recente em um centro populacional tão denso destaca o risco muito real de maior transmissão da doença, talvez além das fronteiras do país, e a necessidade de uma resposta global intensificada”.

O Além do Algodão é uma iniciativa conjunta entre a Agência Brasileira de Cooperação, o Instituto Brasileiro do Algodão e o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos. Representantes do projeto visitaram comunidades em Moçambique. Foto: PMA

Representantes do projeto Além do Algodão visitam agricultores de Moçambique

Representantes do Além do Algodão, projeto do Centro de Excelência contra a Fome da ONU e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) para fortalecer a cadeia do algodão em quatro países africanos, iniciaram na semana passada (15) visitas a escolas e agricultores familiares das províncias de Tete e Manica, em Moçambique.

O projeto visa apresentar novos canais de comercialização institucionais e privados aos agricultores familiares, incentivando a diversificação de cultivos e garantindo, além do consumo de subsistência, a venda dos excedentes nos próprios territórios.

Crianças caminham por uma parte do centro de Craiter, em Aden, no Iêmen. A área foi seriamente danificada pelos ataques aéreos em 2015, quando os houthi foram expulsos da cidade pelas forças da coalizão. Foto: OCHA / Giles Clarke

Enviado da ONU diz que Iêmen pode estar próximo do fim da guerra

Com o Iêmen mais uma vez em um momento crucial, o enviado especial da ONU que está tentando facilitar o processo de paz disse nesta quinta-feira (18) aos membros do Conselho de Segurança que apesar dos perigos de ser otimista, ele não pode deixar de pensar que o país pode estar finalmente se aproximando do fim da guerra.

“Uma autoridade muito importante da região disse recentemente que essa guerra pode terminar em um ano”, afirmou Martin Griffiths. “Entendo isso como uma instrução”, acrescentou, apontando para recentes reuniões positivas com a liderança tanto da coalizão pró-governo quanto do movimento rebelde houthi, que expressou “desejo unânime” de avançar em direção a uma solução política rapidamente.

Os atuais sistemas alimentares oferecem uma abundância de alimentos ultra-processados que são muito mais baratos e fáceis de consumir do que alimentos frescos e nutritivos, segundo a FAO. Foto: WikiCommons/lyzadanger/Diliff

ARTIGO: Já existem mais obesos que famintos

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, comenta os resultados de novo relatório global da ONU sobre fome e outras formas de malnutrição no mundo.

Ele lembra haver fatores que explicam a relação direta entre insegurança alimentar e obesidade. “Por exemplo: quando as pessoas têm menos recursos para obter alimentos, elas optam pelos mais econômicos e acessíveis. Os atuais sistemas alimentares oferecem uma abundância de alimentos ultra-processados que são muito mais baratos e fáceis de consumir do que alimentos frescos e nutritivos”. Leia o artigo completo.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Fome aumenta no mundo e atinge 820 milhões de pessoas, diz relatório da ONU

Cerca de 820 milhões de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a alimentos em 2018, frente a 811 milhões no ano anterior, no terceiro ano consecutivo de aumento. O dado representa um imenso desafio para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê fome zero até 2030, advertiu nesta segunda-feira (15) a nova edição do relatório anual “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo”.

“Nossas medidas para abordar essas tendências preocupantes terão que ser mais enérgicas, não apenas em escala, mas também em termos de colaboração multissetorial”, disseram oficiais de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no documento.

Programas de alimentação escolar podem fortalecer agricultura local e garantir que crianças frequentam o colégio. Foto: PMA / Vinícius Limongi

Centro da ONU detalha financiamento de programa nacional de alimentação escolar

O Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) — e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do Brasil publicaram na quinta-feira (11) artigo que explica a gestão financeira do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e seu histórico de financiamento desde a criação.

Ao revisitar os principais marcos e evoluções do PNAE ao longo de seis décadas, o artigo detalha os diversos instrumentos de arrecadação de impostos e criação de fundos que permitiram o financiamento estável do programa.

Doação de alimentos promovida pelo PMA na província de Ituri. Foto: PMA/Jacques David

República Democrática do Congo vive segunda pior crise de fome do mundo, diz PMA

A ONU anunciou na terça-feira (2) que vai triplicar as doações de comida e a assistência alimentar para a região de Ituri, na República Democrática do Congo, que é palco do que o Programa Mundial de Alimentos (PMA) descreveu como a segunda pior crise de fome do mundo, depois do Iêmen. Congoleses estão falecendo porque não têm o que comer, segundo o organismo internacional.

Um representante da agência da ONU explicou que, embora não haja um dado preciso sobre o número de mortes por fome em Ituri, existem atualmente 13 milhões de pessoas na RD Congo com dificuldades em obter comida suficiente para se manter. Desse contingente, 5 milhões são crianças agudamente malnutridas.

Produção de algodão na Tanzânia. Foto: Gatsby Charitable Foundation (CC)

Universidade mineira apoia projeto da ONU para fortalecer produção de algodão em países africanos

A Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, é a mais nova parceira do projeto Além do Algodão, uma iniciativa do Centro de Excelência contra a Fome da ONU e da Agência Brasileira de Cooperação para fortalecer a cadeia do algodão e de seus subprodutos em quatro países africanos — Benim, Moçambique, Quênia e Tanzânia.

A instituição mineira vai apoiar ações de capacitação em nutrição, processamento de alimentos e aprimoramento da produção.

A missão faz parte das atividades do projeto "Promoção de trabalho decente na cadeia do algodão no Peru", que reúne os governos brasileiro e peruano e conta com assistência técnica da OIT. Foto: OIT

Projeto impulsiona cadeia de produção do algodão por meio da Cooperação Sul-Sul

As três instituições que integram a iniciativa “Além do Algodão” se reuniram em Brasília (DF) para avaliar as atividades realizadas no primeiro ano do projeto e definir o plano de trabalho para o ano seguinte.

Representantes do Centro de Excelência contra a Fome – fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos da ONU -, da Agência Brasileira de Cooperação e do Instituto Brasileiro do Algodão definiram quatro metas para 2019.

A iniciativa “Além do Algodão” promove a Cooperação Sul-Sul entre o Brasil e quatro países africanos com o objetivo de aprimorar a cadeia de produção e comercialização do produto.

Seminário Global de Alimentação Escolar do Programa Mundial de Alimentos (PMA) ocorreu em Roma. Foto: PMA

Centro de Excelência debate alimentação escolar e agricultura familiar em Roma

A alimentação escolar vinculada à agricultura local não serve só para alimentar crianças, mas também para promover inclusão social e econômica em áreas rurais e para garantir acesso a alimentos a populações que sofrem com a insegurança alimentar.

Essa foi a principal mensagem do Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre governo brasileiro e Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas — aos 130 participantes do Seminário Global de Alimentação Escolar, em Roma. O evento reuniu equipes do PMA em 70 países para discutir a estratégia institucional para impulsionar a alimentação escolar.

Sacos de cereais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) na província de Taiz, no Iêmen. Foto: OCHA/Giles Clarke

Fome no Iêmen: PMA considera suspensão de ajuda após novas interferências de líderes houthis

A agência das Nações Unidas de ajuda alimentar de emergência afirmou que, sem acesso pleno e “liberdade para decidir”, pode ser forçada a implementar uma “suspensão em fases” para pessoas que recebem ajuda vital em áreas controladas por rebeldes houthis no Iêmen.

Em comunicado, o porta-voz sênior do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Hervé Verhoosel, afirmou que, após mais de quatro anos de conflito brutal entre houthis e uma coalizão do governo por controle do país, “nosso maior desafio não vem das armas”, mas “do papel obstrutivo e não cooperativo de alguns líderes houthis em áreas sob o controle deles”.

Dois meses do ciclone Idai: a “dificuldade em não chorar” do funcionário da ONU em Moçambique

Dois meses do ciclone Idai: funcionário da ONU relembra tragédia em Moçambique

Um relato do trabalhador humanitário Pedro Matos foi o primeiro a correr o mundo após o ciclone Idai atingir a costa leste do sul da África, nos dias 14 e 15 de março.

Matos conta a experiência única em 10 anos de ação como funcionário do Programa Mundial de Alimentos (PMA). Do Iêmen, na maior crise humanitária do mundo, ele agora revive o momento, dois meses depois da tragédia.

Falando à ONU News, Matos ainda procura tirar as palavras que nunca saíram logo depois da passagem do primeiro dos dois ciclones que abalaram Moçambique.

A situação atual, como destacam as Nações Unidas, ainda é de grande necessidade. A ONU continua dando ajuda e pedindo mais apoio para os milhões de vítimas.

Funcionários do ACNUR conversam com iemenitas na província de Hajjah em março de 2019. Foto: ACNUR/Rashed Al Dubai

Mais de 15 milhões de crianças precisam de ajuda no Iêmen, alerta UNICEF

Mais de 15 milhões de crianças estão precisando de ajuda humanitária no Iêmen, disse na quarta-feira (15) o chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aos membros do Conselho de Segurança. Ele pediu ações para pôr fim aos quatro anos de conflito no país, que já matou ou feriu ao menos 7,3 mil crianças.

O coordenador humanitário das Nações Unidas, Mark Lowcock, disse a membros do Conselho de Segurança que 10 milhões de pessoas ainda precisam de assistência alimentar de emergência no Iêmen, enquanto o “espectro da fome ainda paira” sobre o país. A cólera afetou 300 mil apenas neste ano, comparado com 370 mil durante todo o ano de 2018.

O algodão é produzido por cerca de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados do mundo. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

ONU: 5 meios de vencer a fome produzindo algodão

O algodão é parte de uma indústria gigantesca e está sempre presente em nosso cotidiano. Representa 30% de todos os materiais têxteis consumidos e está entre as 20 commodities mais importantes do mundo. A cadeia de valor do algodão é responsável por 350 milhões de empregos.

Mas como a produção de algodão está ligada à segurança alimentar e nutricional? O Centro de Excelência contra a Fome da ONU explica em cinco curiosidades sobre a produção do algodão.

Equipe de avaliação da FAO e do PMA visita o condado de Unpa, em Hwanghae do Norte, na Coreia do Norte, em abril de 2019. Foto: PMA/James Belgrave

Safras fracas resultam em escassez de alimentos para 10 milhões de norte-coreanos

Mais de 10 milhões de norte-coreanos estão sofrendo com uma “severa escassez de alimentos” após a pior colheita em uma década, de acordo com uma avaliação de segurança alimentar das Nações Unidas divulgada no início de abril (3).

Safras fracas por conta de ondas de calor e enchentes durante a temporada significam que pessoas afetadas não terão comida suficiente até a próxima colheita.

A avaliação para a Coreia do Norte é baseada em dados coletados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), que realizaram missões no país no mês passado e em novembro de 2018.

Foto: Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU

Programa da ONU e Brasil trocam conhecimentos sobre segurança sanitária dos alimentos

O Centro de Excelência contra a Fome – uma parceria entre o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) e o governo do Brasil – recebeu Nafissatou Diop, engenheira de alimentos que trabalha na Unidade de Segurança Sanitária de Alimentos do Programa Mundial de Alimentos em Roma, para uma missão de intercâmbio no Brasil.

Ela visitou instituições brasileiras para conhecer as práticas brasileiras de garantia da qualidade e da segurança sanitária dos alimentos, além de identificar sinergias entre o trabalho do Centro de Excelência e de sua unidade em Roma.

O distrito de Macomia, em Cabo Delgado, Moçambique, foi duramente atingido pelo ciclone Kenneth, que chegou ao porto em 25 de abril. Foto: OCHA/Saviano Abreu

Novo ciclone atinge Moçambique seis semanas após o primeiro; ONU pede mais apoio

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou neste domingo (28) os relatos de mortes e destruição em Moçambique e em Comores como resultado do ciclone tropical Kenneth, seis semanas após o ciclone Idai atingir Moçambique, Malauí e Zimbábue.

Guterres pediu à comunidade internacional mais recursos para uma resposta imediata e a médio e longo prazo. Guterres afirmou que as Nações Unidas e parceiros humanitários estão apoiando autoridades nacionais para avaliar necessidades e fornecer assistência.

Já o chefe humanitário da ONU destacou que o ciclone Kenneth marca a primeira vez que dois ciclones atingiram Moçambique durante a mesma temporada, comprometendo ainda mais os limitados recursos do governo. Malauí e Zimbábue também devem passar por fortes chuvas e enchentes.

Crianças caminham por uma parte do centro de Craiter, em Aden, no Iêmen. A área foi seriamente danificada pelos ataques aéreos em 2015, quando os houthi foram expulsos da cidade pelas forças da coalizão. Foto: OCHA / Giles Clarke

Iêmen: plano para retirada de tropas de porto é aceito, mas confrontos aumentam em outras áreas

Um plano de retirada de forças de linhas da frente dentro e em torno do porto iemenita de Hodeida foi aceito por forças pró-governo e por rebeldes houthis, afirmou na semana passada (15) ao Conselho de Segurança o enviado especial das Nações Unidas para o país.

No entanto, a guerra que deixou 80% da população iemenita em necessidade de ajuda humanitária não mostra sinais de diminuição em outras partes do país, alertou Martin Griffiths.

O Kenneth é a primeira tempestade com intensidade de ciclone já registrada no nordeste do país. Imagem: OMM

ONU ajuda Moçambique a se preparar para chegada de novo ciclone

Agências da ONU anunciaram nesta quinta-feira (25) uma ampliação das medidas de emergência para apoiar Moçambique a enfrentar mais um ciclone, que já atingiu o nordeste do país. A tempestade tropical conhecida pelo nome Kenneth chegou pouco mais de um mês após a passagem do Idai pela nação africana.

“Estamos esperando que chuvas torrenciais provocarão enchentes súbitas e deslizamentos de terra, com impacto nas províncias do nordeste”, afirmou o porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Herve Verhoosel.

Ações do Centro de Excelência contra a Fome beneficiam 4 milhões de crianças

O Centro de Excelência contra a Fome – fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) – lançou na semana passada (5) seu relatório anual de 2018, que analisa os impactos de suas atividades em países parceiros.

Ao longo do ano, o Centro de Excelência realizou ações para o fortalecimento dos programas de alimentação escolar em 17 países, o que beneficiou aproximadamente 4 milhões de crianças e milhares de agricultores familiares.

Após oito anos de guerra, 6,6 milhões de sírios permanecem deslocados internamente e outros 5,6 milhões estão refugiados. A maior parte dos que voltam para suas cidades não tem casas ou trabalhos, nem meios para alimentar e educar as crianças. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) fornece refeições escolares como incentivo para crianças voltarem à escola. E entrega assistência alimentar para mais de três milhões de pessoas.

Após oito anos de guerra na Síria, mais de 12 milhões permanecem deslocados; vídeo

Após oito anos de guerra, 6,6 milhões de sírios permanecem deslocados internamente e outros 5,6 milhões estão refugiados. A maior parte dos que voltam para suas cidades não tem casas ou trabalhos, nem meios para alimentar e educar as crianças.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) fornece refeições escolares como incentivo para crianças voltarem à escola. E entrega assistência alimentar para mais de três milhões de pessoas.

Confira nesse vídeo.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) intensificou a ajuda humanitária dentro e em torno da cidade de Beira, em Moçambique.

Programa Mundial de Alimentos da ONU intensifica ajuda humanitária em Moçambique; vídeo

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) intensificou a ajuda humanitária dentro e em torno da cidade de Beira, em Moçambique.

A agência enviou durante toda a semana mais biscoitos de alta energia para bolsões isolados onde pessoas estavam presas pelas enchentes, além de ampliar a entrega de alimentos fortificados fáceis de preparar para famílias deslocadas abrigadas em escolas e outros edifícios públicos na cidade de Dondo, a 45 quilômetros ao nordeste da cidade portuária de Beira. O território moçambicano foi o mais atingido pelo ciclone Idai.

Saiba aqui como ajudar.

A inauguração do novo Centro de Excelência aconteceu em Abidjan, capital da Costa do Marfim. Foto: PMA

Costa do Marfim inaugura novo Centro de Excelência contra a Fome

Inspirando-se na experiência brasileira, a Costa do Marfim inaugurou no fim de março (25) um novo Centro de Excelência Regional contra Fome e Má-Nutrição na África do Oeste e Central, fruto de uma parceria entre o governo do país e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas.

A iniciativa é inspirada no Centro de Excelência contra a Fome no Brasil, criado a partir de parceria entre o governo brasileiro e o PMA. A unidade da Costa do Marfim é a primeira do tipo no continente africano.

Quase dois terços das pessoas que passam fome aguda estão em apenas oito países: Afeganistão, Etiópia, Nigéria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iêmen. Foto: FAO

Fome aguda afeta 113 milhões de pessoas no mundo, diz relatório da ONU

Um relatório apresentado nesta terça-feira (2), conjuntamente por União Europeia, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Programa Mundial de Alimentos (PMA), concluiu que cerca de 113 milhões de pessoas em 53 países tiveram insegurança alimentar aguda em 2018, na comparação com 124 milhões em 2017.

A insegurança alimentar aguda ocorre quando a incapacidade de uma pessoa de consumir alimentos adequados coloca em perigo imediato sua vida ou seus meios de subsistência. Apesar do recuo em 2018, o número de pessoas no mundo que enfrentam crise alimentar se manteve acima dos 100 milhões nos últimos três anos, e o volume de países afetados aumentou.

Famílias deslocadas da área rural de Quneitra, sudoeste da Síria, para áreas próximas às colinas de Golã. Famílias estão buscando abrigo em áreas abertas e passam por necessidade de abrigo. Foto: UNICEF/Alaa Al-Faqir

Conflito da Síria entra em seu nono ano; crise humanitária ainda está longe do fim

Entrando em seu nono ano, o conflito na Síria provocou uma crise humanitária que ainda está longe do fim, disseram na quarta-feira (27) autoridades das Nações Unidas ao Conselho de Segurança. Atualmente, 11,7 milhões de pessoas precisam de proteção e assistência humanitária e mais de 5,6 milhões de sírios vivem como refugiados na região.

A chefe de Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, e o diretor sênior do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Ramesh Rajasingham, destacaram a membros do Conselho a crescente violência em Idlib, último enclave tomado por rebeldes, e em áreas próximas no noroeste do país.

Mulher alimenta filho de dois anos após terem sido obrigados a deixar sua casa após enchentes em Buzi, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

Ações climáticas são necessárias para conter ciclones fatais como Idai, diz Guterres

O crescente número de mortos provocado pelo ciclone Idai é “outro sinal alarmante dos perigos da mudança climática”, disse na terça-feira (26) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertando que países vulneráveis como Moçambique serão atingidos com mais força se ações urgentes não forem tomadas pela comunidade internacional.

“Tais eventos estão se tornando mais frequentes, mais severos e mais amplos, e isto só irá piorar se não agirmos agora”, disse o chefe da ONU. “Perante tempestades fortes, precisamos acelerar a ação climática”, acrescentou a correspondentes na sede da ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral convocou uma Cúpula sobre Ação Climática para setembro, para tentar mobilizar países em torno da necessidade urgente de reduzir aquecimento global para abaixo de 2°C acima de níveis pré-industriais, em linha com o Acordo de Paris, de 2015.