O Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) é um centro científico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) localizado em Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Foto: PANAFTOSA

Centro da ONU participa de simulação de combate a focos de febre aftosa no Paraná

O estado do Paraná recebeu entre os dias 11 e 17 de agosto 160 profissionais para uma Simulação Conjunta de Contenção e Atenção para Focos de Febre Aftosa, com o objetivo de garantir respostas rápidas ao possível surgimento da doença na região.

A iniciativa é parte do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), executado pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (PANAFTOSA) e pela Coordenação Técnica do Comitê Veterinário Permanente do Mercosul (CVP/Mercosul), com apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

São Paulo sedia em novembro principal evento internacional sobre saneamento básico

As organizações World Toilet Organization e Instituto Trata Brasil promovem em novembro em São Paulo (SP) a primeira edição latino-americana do World Toilet Summit, principal evento internacional sobre saneamento básico.

Com o título “World Toilet Summit – Saneamento Básico na América Latina: não deixar ninguém para trás”, a 19ª edição acontece entre os dias 17 e 19 de novembro no Hotel Renaissance, e tem apoio institucional da Rede Brasil do Pacto Global, além das secretarias de Relações Internacionais e de Turismo do estado de São Paulo.

Brasil e ONU querem promover eliminação da transmissão vertical do HIV em municípios. Foto: EBC

Grupo de trabalho das Nações Unidas aborda transmissão vertical do HIV no Brasil

A transmissão vertical do HIV — quando o bebê pode se infectar durante a gestação, parto ou amamentação — ainda é um desafio de saúde pública em diversos países. Em 2018, cerca de 160 mil crianças de até 14 anos se infectaram no mundo, de acordo com relatório global do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

No Brasil, a eliminação da transmissão vertical do HIV é uma das prioridades do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) do Ministério da Saúde para 2019 e 2020. O país aderiu às metas estabelecidas pela Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) de reduzir a menos de 2% o número de casos de HIV em crianças ou torná-los inexistentes.

Profissionais de saúde no Hospital Docente de Calderón, em Quito, capital do Equador. Foto: OPAS

OPAS atualiza lista de principais dispositivos médicos para atenção primária à saúde

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) publicou recentemente a versão atualizada da Lista de Dispositivos Médicos Prioritários para o primeiro nível de atenção. O documento pode ajudar os países da região das Américas a priorizar ferramentas críticas e a responder efetivamente aos principais problemas de saúde enfrentados por sua população.

Os dispositivos vão desde roupas e equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde a instrumentos, suprimentos, soluções, reagentes, gases medicinais e móveis. Também inclui equipamentos médicos, como balanças infantis, estetoscópios e monitores de sinais vitais.

Mosquitos Aedes aegypti transmitem dengue, chikungunya e zika. Foto: AIEA

OPAS faz alerta sobre situação da dengue na América Latina e no Caribe

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fez um alerta à complexa situação da dengue na América Latina e no Caribe, região que está enfrentando um novo período epidêmico da doença após dois anos de baixa incidência.

Os dez países mais atingidos pela dengue, segundo a quantidade de novos casos por cada 100.000 habitantes, são Nicarágua, Brasil, Honduras, Belize, Colômbia, El Salvador, Paraguai, Guatemala, México e Venezuela. Honduras e Nicarágua já declararam alertas epidemiológicos em nível nacional neste ano para agilizar as ações de resposta.

Defeitos congênitos relacionados ao vírus zika foram descobertos ao fim de 2015. Foto: UNFPA Brasil

Monitoramento de defeitos congênitos estão em expansão na América Latina

Doze países da América Latina, incluindo o Brasil, já monitoram crianças que nascem com defeitos congênitos para entender melhor por que e com qual frequência eles ocorrem — bem como para melhorar sua sobrevida e qualidade de vida.

Os defeitos congênitos são a segunda principal causa de mortalidade neonatal e infantil em todo o mundo. Nas Américas, aproximadamente uma em cada dez mortes de crianças com menos de 5 anos se deve a essas anomalias. No entanto, há informações limitadas sobre o ônus real dessas condições. O relato é da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

Criança com sintomas do sarampo. Foto: Blog da Saúde/NatUlrich

OMS: casos de sarampo quase triplicaram no mundo durante o primeiro semestre

Surtos de sarampo continuam a se espalhar rapidamente pelo mundo, de acordo com os últimos relatórios preliminares fornecidos à Organização Mundial da Saúde (OMS), com milhões de pessoas em risco de contrair a doença.

Os casos de sarampo notificados nos primeiros seis meses de 2019 são os mais elevados desde 2006, com surtos sobrecarregando sistemas de saúde e levando a doenças graves, incapacidades e mortes em muitas partes do mundo. A quantidade é quase três vezes maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

Para o período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2019, 182 países notificaram 364.808 casos de sarampo à OMS. Para o mesmo período do ano passado, 129.239 casos de sarampo foram registrados em 181 países.

Governo brasileiro prorrogou campanha de vacinação contra a pólio e o sarampo. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Brasil registra 2º maior número de casos de sarampo nas Américas

A região das Américas confirmou 2.927 casos de sarampo neste ano. Os dados são da mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que reuniu dados disponíveis até 7 de agosto.

A doença foi identificada em 14 países, de 1º de janeiro a 27 de julho. O maior número de episódios da infecção foi registrado nos Estados Unidos (1.172), seguido pelo Brasil (1.045) e Venezuela (417).

O bicho-de-pé é encontrado em regiões remotas e pobres do Brasil, como aldeias indígenas, comunidades rurais e favelas. Foto: OPAS/OMS/Sonia Mey-Schmidt

Agência da ONU ajuda Brasil a combater infestações de bicho-de-pé

O bicho-de-pé é identificado em aldeias indígenas, comunidades rurais e favelas de grandes cidades. Conhecida também como tungíase, a doença é provocada por uma pulga, que se alimenta do sangue de humanos e animais.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apoia o governo do Brasil a combater o bicho-de-pé. Desde 2018, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, realiza atividades com a agência da ONU em áreas vulneráveis.

Centro da ONU realiza oficina sobre diagnóstico de doenças confundíveis com febre aftosa

O Laboratório de Referência do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) realizou entre 22 de julho e 2 de agosto a 6ª Oficina de Diagnóstico Molecular de Vírus e Doenças Vesiculares, com o objetivo de apresentar a experiência no diagnóstico de doenças prioritárias confundíveis com febre aftosa e discutir a necessidade de implantar novas metodologias nos laboratórios de referência nacionais dos principais membros da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (COSALFA).

Participaram da oficina 11 profissionais dos laboratórios de referência nacionais de seis países: Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai.

Foto: EBC

OPAS ressalta avanços em 30 anos do SUS, mas destaca desafios no acesso

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) lançou na sexta-feira (2), na sede da representação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, na capital federal, o documento “Pela garantia do direito universal à saúde no Brasil – Contribuição da ABRASCO para o fortalecimento da 16ª Conferência Nacional de Saúde”.

O evento foi apoiado pela OPAS, que tem um longo histórico de parceria com a ABRASCO. “Principalmente, para o desenvolvimento de estudos e pesquisas e a produção de conhecimentos para o desenvolvimento do SUS (Sistema Único de Saúde) e defesa do direito à saúde. Nos últimos anos, destacamos, dentre as diversas ações de cooperação cujos resultados se mostram relevantes, o trabalho conjunto desenvolvendo a cooperação técnica descentralizada a nível dos estados”, afirmou a representante da OPAS e da OMS no Brasil, Socorro Gross.

Ela ressaltou ainda que são muitos os avanços e conquistas do SUS nestes 30 anos de sua criação. “Contudo, persistem importantes desafios nos campos do acesso, da qualidade e da equidade. A OPAS sempre será parceira na busca de soluções efetivas, duradouras e baseadas em evidências, que garantam saúde para todas e todos, em todas as partes deste país, sem deixar ninguém para trás”.

Abertura da 16ª Conferência Nacional de Saúde, com representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e de outras instituições. Foto: Ministério da Saúde/Erasmo Salomão

Agência da ONU afirma que SUS representa conquista democrática

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross, afirmou no domingo (4) que o Sistema Único de Saúde (SUS) “tem raízes em valores e princípios intrinsecamente ligados ao que representa a democracia: a proteção dos direitos humanos fundamentais”.

A especialista participou em Brasília (DF) da abertura da 16ª Conferência Nacional de Saúde, evento dedicado à participação social na gestão da saúde pública.

Em 6 de dezembro de 2018, em uma creche apoiada pelo UNICEF em Beni, no leste da República Democrática do Congo, Kavira Langa Jemima, sobrevivente do ebola, dá banho em seu filho de 6 meses em tratamento para o vírus. Foto: UNICEF/Hubbard

Surto de ebola completa um ano na RD Congo; ONU pede intensificação da resposta global

Oficiais de agências das Nações Unidas pediram nesta quinta-feira (1º) uma resposta global mais intensa e investimentos de doadores para combater o surto de ebola na República Democrática do Congo, que completou um ano. Há duas semanas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto uma emergência internacional de saúde pública.

No total, houve mais de 2,6 mil casos confirmados, incluindo mais de 1,8 mil mortes em partes das províncias de Ituri e Kivu do Norte. Um em cada três casos envolvia crianças.

“Um novo caso da doença foi confirmado ontem em Goma, com o paciente morrendo posteriormente – o segundo caso confirmado neste mês na cidade de cerca de 1 milhão de habitantes”, disseram os oficiais das Nações Unidas. “Este caso mais recente em um centro populacional tão denso destaca o risco muito real de maior transmissão da doença, talvez além das fronteiras do país, e a necessidade de uma resposta global intensificada”.

Instalação de mosquiteiros é uma das iniciativas de prevenção e controle da malária. Foto: Governo do Estado do Acre/Secom/Angela Peres

OPAS apresenta em Belo Horizonte perspectivas para eliminação da malária nas Américas

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apresentou nesta quarta-feira (31), no município de Belo Horizonte (MG), as perspectivas para eliminação da malária nas Américas. A palestra foi dada no último dia do MEDTROP-PARASITO 2019, evento de medicina tropical que reuniu pesquisadores, cientistas, profissionais de saúde e estudantes.

“A maneira mais efetiva de eliminar e reduzir a malária no continente é intensificar as ações coordenadas nos municípios com maior carga, mas de uma forma intersetorial. Essa doença não deve ser considerada sob responsabilidade somente no setor de saúde. É importante trabalhar também, por exemplo, em parceria com áreas de educação, saneamento, moradia”, afirmou Sheila Rodovalho, consultora de malária da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Contraída por meio da picada de um mosquito infectado, a malária continua sendo uma das principais causas de mortes no mundo, com a estimativa de 219 milhões de casos e mais de 400 mil mortes relacionadas à doença em 2017. Aproximadamente 60% das mortes ocorrem entre crianças com menos de 5 anos.

Atrasar o aleitamento materno aumenta o risco de morte de recém-nascidos em até 80%. Foto: EBC

OPAS: sucesso da amamentação não é responsabilidade exclusiva da mãe, mas de todos

Em alusão à Semana Mundial de Aleitamento Materno, celebrada entre 1º e 7 de agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) se uniram em Brasília (DF) para reforçar a importância da amamentação não só para as crianças e para suas mães, mas para a sociedade como um todo.

“Gostaria de destacar o papel de cada um de nós no apoio às famílias, lembrando que o sucesso da amamentação não é responsabilidade exclusiva da mãe, mas uma responsabilidade social de todos nós”, afirmou a representante da OPAS/OMS no Brasil, Socorro Gross.

Ela ressaltou que vários setores, além da saúde, precisam unir esforços para apoiar e proteger o aleitamento materno. “O trabalho intersetorial se torna necessário para garantir o exercício do direito que todas as mães têm de amamentar e o direito que todas as crianças têm de receber o melhor alimento que existe, indispensável e insubstituível para seu perfeito desenvolvimento”.

OPAS recomenda dose extra de vacina para quem viajará a países com surto de difteria. Foto: OMS

OPAS alerta para alto número de casos de difteria em Haiti e Venezuela

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apresentou a situação da difteria na região das Américas nesta segunda-feira (29), em Belo Horizonte, durante o MEDTROP-PARASITO 2019. Esse evento de medicina tropical reunirá, até terça-feira (31), pesquisadores, cientistas, profissionais de saúde e estudantes.

Atualmente, dois países se encontram em surto da doença na região. O Haiti, que, desde o início do surto, em 2014, até junho deste ano, notificou 852 casos prováveis, 276 confirmados e 108 mortes. E a Venezuela, que desde o começo do surto, em 2016, registrou até junho deste ano 2.897 casos suspeitos, dos quais 1.721 foram confirmados, e 286 resultaram em óbitos.

Lely Guzman, especialista em imunização da OPAS, ressaltou que a difteria é uma doença considerada controlada nas Américas. “Mas esse ‘controlado’ é entre aspas, porque a situação de Haiti e Venezuela acende um alerta para a região e, mais especificamente, os países que fazem fronteira com eles: Colômbia, Brasil e República Dominicana. Isso porque populações não vacinadas estão vulneráveis a surtos de difteria”.

Mosquitos Aedes aegypti transmitem dengue, chikungunya e zika. Foto: AIEA

OMS recebe contribuições para roteiro de controle a 20 doenças tropicais neglicenciadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou no domingo (28), em Belo Horizonte (MG), um panorama do novo roteiro 2021-2030 de controle, eliminação ou erradicação de 20 doenças tropicais negligenciadas. A palestra foi dada na abertura do MEDTROP-PARASITO 2019, evento que deve reunir 3 mil pessoas até 31 de julho, entre pesquisadores, cientistas, profissionais de saúde e estudantes.

Pedro Albajar Viñas, oficial técnico de Doenças Negligenciadas Tropicais da OMS, lembrou aos participantes da cerimônia de abertura que, neste momento, a OMS está recebendo contribuições para o roteiro, que será posteriormente finalizado e submetido à aprovação pelos países.

Qualquer nível de exposição à fumaça do tabaco apresenta riscos. A melhor maneira de prevenir doenças respiratórias e melhorar a saúde dos pulmões é evitar o consumo do tabaco e a exposição ao fumo passivo. Foto: Município de Aracruz

OMS reconhece avanços do Brasil no combate ao tabaco

Muitos governos têm alcançado progressos significativos na luta contra o tabaco, com 5 bilhões de pessoas vivendo atualmente em países que introduziram medidas de controle desse produto, embalagens com imagens chocantes de advertência sanitária e outras medidas eficazes, o que representa quatro vezes mais pessoas do que há uma década.

Para ajudar os países a implementar a Convenção-Quadro, a OMS introduziu as medidas MPOWER, que incluem vigilância do consumo do tabaco e políticas de prevenção; proibição do consumo de tabaco em espaços públicos fechados, locais de trabalho e transportes públicos; apoio para que as pessoas possam parar de fumar.

Segundo informe da OMS, o Brasil se tornou o segundo país depois da Turquia a implementar integralmente todas as medidas MPOWER no seu mais alto nível de consecução.

Nos últimos 13 anos, 120 mil casos de hepatite C foram notificados às autoridades brasileiras, mas número de pessoas infectadas deve ser maior, podendo chegar a cerca de 1,4 milhões de pessoas. Foto: EBC

OMS pede investimento anual de US$ 6 bi para eliminar hepatite até 2030

Às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, lembrado em 28 de julho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (26) que países de baixa e média renda precisam investir um total de 6 bilhões de dólares por ano para eliminar essas doenças como uma ameaça de saúde pública até 2030.

A mobilização desses recursos permitiria evitar 4,5 milhões de mortes ao longo dos próximos 11 anos. Atualmente, existem 325 milhões de pessoas no mundo vivendo com hepatite B ou C — ou até mesmo com as duas variações. Apenas em 2017, 2,85 milhões de indivíduos se infectaram com a doença.

Na imagem, poluição atmosférica na cidade de São Paulo. Foto: Flickr (CC)/Thomas Hobbs

ONU convoca todos os níveis de governo a combater poluição do ar e mudanças climáticas

A ONU lançou nesta semana a ‘Iniciativa Ar Limpo’, que chama governos nacionais e subnacionais a comprometer-se em alcançar uma qualidade do ar segura para os cidadãos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, a poluição do ar causa 7 milhões de mortes prematuras.

O cumprimento do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas poderia salvar mais de 1 milhão de vidas por ano até 2050. No marco dos esforços para alcançar as metas do acordo, a redução da poluição do ar, por si só, geraria benefícios de saúde estimados em 54,1 trilhões de dólares.

Cada decisão de tratamento para o HIV deve se basear em uma discussão informada com o provedor de saúde, ponderando os potenciais riscos e benefícios, de acordo com a OMS. Foto: EBC/Jehgas Preotto

OMS recomenda dolutegravir como principal opção de tratamento para HIV

Com base em novas evidências que avaliam riscos e benefícios, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso do medicamento dolutegravir (DTG) como tratamento de primeira e segunda linha preferido para HIV para todas as populações, incluindo mulheres grávidas e aquelas com potencial para engravidar.

Em 2019, 82 países de baixa e média renda relataram estar em transição para esquemas de tratamento de HIV baseados no dolutegravir. As recomendações atualizadas visam ajudar mais países a melhorarem suas políticas de HIV.

Funcionários limpam equipamento de proteção contra ebola em Beni, na República Democrática do Congo, em 31 de maio de 2019. Foto: Cruz Vermelha

OMS declara surto de ebola na RDC emergência internacional de saúde pública

O segundo pior surto de ebola de todos os tempos, que acontece na República Democrática do Congo (RDC), foi declarado oficialmente uma emergência de saúde pública de preocupação internacional nesta quarta-feira (17), com o chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS) pedindo que os países “tomem conhecimento e redobrem seus esforços”.

De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional da OMS, que constitui um acordo legal vinculativo envolvendo 196 países em todo o mundo, uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (PHEIC) é definida como “um evento extraordinário determinado que constitui um risco de saúde pública para outros Estados por meio da disseminação internacional de doenças e por potencialmente exigir uma resposta internacional coordenada”.

Uma profissional de saúde no centro de tratamento de ebola de Butembo dá um beijo num bebê de sete meses, cuja mãe morreu de ebola poucos dias antes. Imagem registrada na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Vincent Tremeau

OMS decide na quarta-feira se declara emergência internacional por causa do ebola na RD Congo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai decidir na quarta-feira (17) se considera ou não que o atual surto de ebola na República de Democrática do Congo constitui uma emergência internacional de saúde. Reunião para reavaliar o estado da epidemia foi convocada após a confirmação de um caso de ebola na cidade congolesa de Goma, que possui 2 milhões de habitantes e faz fronteira com Ruanda.

Os atuais sistemas alimentares oferecem uma abundância de alimentos ultra-processados que são muito mais baratos e fáceis de consumir do que alimentos frescos e nutritivos, segundo a FAO. Foto: WikiCommons/lyzadanger/Diliff

ARTIGO: Já existem mais obesos que famintos

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, comenta os resultados de novo relatório global da ONU sobre fome e outras formas de malnutrição no mundo.

Ele lembra haver fatores que explicam a relação direta entre insegurança alimentar e obesidade. “Por exemplo: quando as pessoas têm menos recursos para obter alimentos, elas optam pelos mais econômicos e acessíveis. Os atuais sistemas alimentares oferecem uma abundância de alimentos ultra-processados que são muito mais baratos e fáceis de consumir do que alimentos frescos e nutritivos”. Leia o artigo completo.

Para obter um desenvolvimento adequado e boa saúde mais tarde na vida, a OMS orienta que os bebês precisam ser alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida. Foto: UNICEF

Alimentos para bebês com alto teor de açúcar são comercializados de forma inadequada na Europa

A nutrição adequada para recém-nascidos na primeira infância é fundamental para o desenvolvimento e a boa saúde na vida adulta, de acordo com a diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, que lançou dois novos estudos nesta segunda-feira (15).

Os estudos da OMS Europa mostram que uma alta proporção de alimentos para bebês é incorretamente comercializada como adequada para crianças com menos de 6 meses, quando, na verdade, grande parte deles contém níveis inadequadamente altos de açúcar.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Fome aumenta no mundo e atinge 820 milhões de pessoas, diz relatório da ONU

Cerca de 820 milhões de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a alimentos em 2018, frente a 811 milhões no ano anterior, no terceiro ano consecutivo de aumento. O dado representa um imenso desafio para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê fome zero até 2030, advertiu nesta segunda-feira (15) a nova edição do relatório anual “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo”.

“Nossas medidas para abordar essas tendências preocupantes terão que ser mais enérgicas, não apenas em escala, mas também em termos de colaboração multissetorial”, disseram oficiais de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no documento.

UNICEF quer conscientizar pais, mães e usuários de redes sociais sobre eficácia e proteção de vacinas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

OMS: 20 milhões de crianças perderam vacinas contra sarampo, difteria e tétano em 2018

Novos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revelam que 20 milhões de crianças em todo o mundo – mais de uma em cada dez – perderam em 2018 vacinas que salvam vidas, como a de sarampo, difteria e tétano.

Globalmente, desde 2010, a cobertura de vacinação com três doses contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) e uma dose contra sarampo estagnou em torno de 86%. Embora alto, o número não é suficiente. É necessária uma cobertura de 95% – em todo o mundo, entre países e comunidades – para proteger contra surtos de doenças evitáveis por imunização.

As duas listas têm foco em câncer e outros desafios globais de saúde, com ênfase em soluções eficazes, priorização inteligente e acesso ideal aos pacientes. Foto: EBC

OMS atualiza orientação global sobre medicamentos e testes de diagnóstico

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou nesta terça-feira (9) suas listas de medicamentos e diagnósticos essenciais, que são documentos de orientação aos países para que priorizem produtos de saúde que devem estar amplamente disponíveis e ser acessíveis em todos os sistemas de saúde. As duas listas têm foco em câncer e outros desafios globais de saúde, com ênfase em soluções eficazes, priorização inteligente e acesso ideal aos pacientes.

Obesidade no Brasil será discutida em conferência da FAO na Jamaica. Foto: Flickr/Tony Alter (CC)

ONU vê ‘epidemia de obesidade’ na América Latina e Caribe

As Nações Unidas e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertaram na segunda-feira (8) que a América Latina e o Caribe vivem uma “epidemia de obesidade”.

De 1975 a 2016, a América Latina e o Caribe viram o sobrepeso saltar de 33,4% para quase 60%. Há cerca de quatro décadas, a obesidade afetava 8,6% dos cidadãos da região — agora, estima-se que um em cada quatro sofra do problema.

A 16ª edição da Mostra “Brasil, aqui tem SUS” recebeu 500 experiências exitosas de todos os estados do país. Foto: Ministério da Saúde/Erasmo Salomão

Prêmio homenageia experiências de sucesso em atenção primária à saúde no Brasil

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) concederam a três experiências exitosas realizadas em municípios brasileiros o prêmio “Atenção Primária Forte: Caminho para a Saúde Universal”. A premiação foi realizada nesta quinta-feira (4) como parte da 16ª Mostra “Brasil, aqui tem SUS”, promovida no âmbito do 35º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, em Brasília (DF).

O trabalho “Desbravadores do SUS: redescobrindo cidadãos, promovendo o direito à saúde”, que apresenta a experiência do município de Rurópolis, no Pará, levou o primeiro lugar. Em segundo e terceiro lugares, respectivamente, estão os trabalhos “Atendimento médico domiciliar reduzem leitos de internações em hospitais”, em Porto Firme (MG), e “Reorganização da atenção primária do município de Canaã dos Carajás (PA), através da implantação do acolhimento à demanda espontânea e prontuário eletrônico do cidadão integrado”.

Vista de Recife. Foto: MTUR/Bruno Lima

OPAS firma cooperação com Pernambuco para apoiar atenção à saúde no estado

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), assinou na sexta-feira (5), em Recife (PE), um termo de cooperação com o governo de Pernambuco para apoiar a qualificação do modelo de atenção à saúde do estado.

“A OPAS vai mobilizar toda sua capacidade técnica para aumentar a cobertura de vacinação contra o HPV (papilomavírus humano), além de usar novas tecnologias para facilitar o acesso das mulheres à detecção precoce do câncer de colo do útero e, consequentemente, poder fazer o tratamento adequado. Vamos trabalhar também na redução da mortalidade materna por hemorragia, que é uma das principais causas de morte de mulheres na gravidez, parto e pós-parto”, afirmou o subdiretor da OPAS/OMS, Jarbas Barbosa.

Hospital público no Brasil. Foto: EBC

OPAS: financiamento à saúde nas Américas é insuficiente para universalização até 2030

Em mesa-redonda composta por diversos atores da saúde pública brasileira, o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Jarbas Barbosa, afirmou na quinta-feira (4) durante congresso em Brasília (DF) que, com o atual nível de financiamento em saúde na região das Américas, é improvável alcançar a meta de saúde universal até 2030.

Segundo ele, a maioria dos países das Américas atualmente não atinge a referência de gasto público em saúde de 6% sobre seu Produto Interno Bruto (PIB). Dados recentes divulgados pela OPAS mostram que o gasto público em saúde do Brasil é de 3,8% do PIB.

“Quando não há gasto público e as pessoas precisam acessar a saúde, as famílias começam a gastar mais do próprio bolso. Em 13 países da região, 40% dos gastos diretos com saúde são pagos pela população. Quando não há investimento, diminuímos a oferta de serviços de qualidade e contribuímos para o empobrecimento das pessoas”, afirmou.

OPAS defende sistemas de saúde baseados numa atenção primária forte. Foto: Flickr/Portal PBH

Atenção primária é caminho para a saúde universal, afirma subdiretor da OPAS/OMS

Na cerimônia de abertura da 35ª edição do Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, realizado em Brasília (DF), o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) convocou gestores das três esferas de governo a intensificar esforços para fortalecer a atenção primária à saúde.

“A atenção primária à saúde é o verdadeiro caminho para garantir que todas as pessoas tenham acesso à saúde, que tenham a garantia de receber a atenção quando precisam, tendo seus problemas resolvidos”, afirmou.

Barbosa pontuou que os municípios brasileiros podem desempenhar um papel importante na construção de um roteiro para a saúde universal, fortalecendo “a atenção primária não só como o primeiro nível de atenção, concentrado em um pacote limitado de ofertas de serviços, mas uma estratégia capaz de responder à população, articulada com redes integradas de saúde para garantir o acesso rápido quando as pessoas precisam”.

O consumo de álcool é um fator de risco determinante de resultados adversos na gravidez, incluindo morte fetal, aborto espontâneo, parto prematuro, comprometimento do crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer. Foto: FIOCRUZ

Curso virtual da OPAS aborda riscos do consumo de álcool durante a gravidez

As taxas de transtornos causados pelo consumo de álcool entre mulheres são mais altas nas Américas que em qualquer outra região do mundo. Um curso virtual da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) proporciona aos profissionais de saúde as habilidades técnicas necessárias para identificar e abordar o consumo de álcool entre mulheres grávidas e em idade reprodutiva.

O curso “Uso de Álcool e Saúde da Mulher e Gestante”, agora também disponível em espanhol, oferece aos profissionais de saúde as informações baseadas em evidências mais recentes sobre estratégias de promoção da saúde durante a gravidez; detecção precoce do consumo de álcool na gestação; e formas de apoiar as mulheres na redução do consumo de álcool.

Cuidados primários de saúde agrupam a maioria das necessidades de saúde das pessoas durante suas vidas. Eles trazem crianças ao mundo, garantem serviços como vacinas, que nos protegem e protegem nossas comunidades contra doenças infecciosas. Cuidados primários de saúde nos auxiliam na infância, na adolescência e na vida adulta, com serviços que nos mantêm saudáveis, como orientação sobre boa nutrição e hábitos de atividades físicas. Confira nesse vídeo.

VÍDEO: O que são cuidados primários de saúde?

Cuidados primários de saúde agrupam a maioria das necessidades de saúde das pessoas durante suas vidas. Eles trazem crianças ao mundo, garantem serviços como vacinas, que nos protegem e protegem nossas comunidades contra doenças infecciosas.

Cuidados primários de saúde nos auxiliam na infância, na adolescência e na vida adulta, com serviços que nos mantêm saudáveis, como orientação sobre boa nutrição e hábitos de atividades físicas. Confira nesse vídeo.

Vencedores do hackathon promovido pelo Ministério da Saúde, com a participação da OPAS, para promover soluções tecnológicas capazes de ampliar a cobertura de vacinação no Brasil. Foto: OPAS

ONU apoia competição tecnológica do governo brasileiro para ampliar cobertura de vacinação

Três soluções inovadoras para fortalecer a vigilância em saúde e aumentar a cobertura de vacinação no Brasil foram premiadas no sábado (22), em Brasília (DF), no “Desafio Zé Gotinha”, um hackathon proposto pelo Ministério da Saúde durante o evento de imersão tecnológica Campus Party Brasília. Competição teve o apoio e participação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma agência das Nações Unidas.