Em 11 de outubro de 2019. na Síria, mulher e criança sentam debaixo de caminhão enquanto população deslocada de Ras al-Ain chega a Tal Tamer, fugindo da violência. Foto: UNICEF/Delil Souleiman

Operação militar turca no nordeste da Síria pode libertar membros do Estado Islâmico

A incursão militar turca em andamento no nordeste da Síria pode, involuntariamente, levar à libertação de dezenas de pessoas associadas ao grupo terrorista Estado Islâmico, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Guterres pediu uma redução imediata dos combates, que deixaram muitas vítimas civis e deslocaram até 160 mil pessoas em menos de uma semana.

“Ele também observa com séria preocupação o fato de que as operações militares atuais possam levar à libertação não intencional de indivíduos associados ao Estado Islâmico, com todas as conseqüências que isso pode acarretar”, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (14) por seu porta-voz.

Em uma tentativa de garantir um ambiente de trabalho saudável para seus funcionários, as Nações Unidas implementaram em 2018 uma estrutura de boas práticas de saúde mental para seus milhares de funcionários. Foto: OMS

No Dia Mundial da Saúde Mental, ONU pede mais esforços de prevenção ao suicídio

Em todo o mundo, 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano — uma a cada 40 segundos —, sendo esta a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A prevenção do suicídio é o tema do Dia Mundial da Saúde Mental deste ano, lembrado nesta quinta-feira (10).

“A saúde mental foi negligenciada por muito tempo”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem de vídeo. Segundo ele, o tema precisa ser abordado com urgência, já que é uma questão “que diz respeito a todos nós”.

“Precisamos de mais investimentos em serviços. E não devemos permitir que o estigma afaste as pessoas da ajuda de que precisam”, disse. “Não há saúde sem saúde mental”.

Estudante com deficiência visual em uma universidade em Al-Fashir, Darfur do Norte, no Sudão. Foto: Hamid Abdulsalam/UNAMID

Organização Mundial da Saúde lança primeiro relatório mundial sobre visão

Mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo estão vivendo com deficiência visual por não receberem os cuidados dos quais necessitam para condições como miopia, hipermetropia, glaucoma e catarata, de acordo com o primeiro relatório mundial sobre visão publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira (8).

O relatório, lançado às vésperas do Dia Mundial da Visão, celebrado em 10 de outubro, constatou que o envelhecimento da população, a mudança de estilo de vida e o acesso limitado à assistência oftalmológica, principalmente em países de baixa e média renda, estão entre os principais fatores do crescente número de pessoas que vivem com deficiência visual.

De acordo com o relatório com o status global da OMS sobre álcool e saúde, publicado em 2018, cerca de 2,3 bilhões de pessoas consomem álcool atualmente, mas o consumo varia entre as regiões. Foto: EBC

OPAS lança estratégia para apoiar Brasil no combate ao uso prejudicial do álcool

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lançou na segunda-feira (7) no Brasil a iniciativa SAFER, que disponibiliza um pacote técnico com cinco estratégias de alto impacto para reduzir o uso nocivo do álcool e suas consequências sociais, econômicas e de saúde.

De acordo com Katia de Pinho Campos, coordenadora da Unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS/OMS no Brasil, o consumo de álcool contribui para mais de 3 milhões de mortes por ano no mundo, o equivalente a uma vida perdida a cada 10 segundos. “Os problemas de saúde relacionados ao uso nocivo do álcool representam mais de 5% da carga global de doenças e lesões. Esses são números preocupantes, mas podemos mudá-los”, afirmou.

A eliminação das gorduras trans é fundamental para proteger a saúde e salvar vidas. Foto: ONU/Domínio Público

Américas adotam plano para eliminar gordura trans da produção industrial de alimentos

Um novo plano para reduzir as doenças cardiovasculares, por meio da eliminação de ácidos graxos trans da produção industrial de alimentos até 2025, foi acordado na quinta-feira (3) pelos países das Américas durante o 57º Conselho Diretivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Atualmente, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no continente.

As evidências mostram que dietas ricas em gorduras trans aumentam o risco de doenças cardiovasculares em 21% e o risco de morte em 28%.

Os países que restringiram ou eliminaram as gorduras trans desde o acordo são Argentina (2010), Canadá (2017), Chile (2009), Colômbia (2012), Equador (2013), Estados Unidos (2015), Peru (2016) e Uruguai (2017). Atualmente, a Bolívia está desenvolvendo regulamentos sobre gorduras trans e Brasil e Paraguai estão em estágio avançado de processo semelhante.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Foto: OMS/Christopher Black

OMS e FIFA firmam acordo para promover estilos de vida saudáveis por meio do esporte

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) celebraram na sexta-feira (4) uma colaboração de quatro anos para promover estilos de vida saudáveis por meio do esporte em todo o mundo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, assinaram um memorando de entendimento na sede da organização internacional de saúde, em Genebra.

“A OMS está animada por trabalhar com a FIFA. Metade do mundo assistiu à Copa do Mundo de 2018. Isso significa que existe um grande potencial para dar informações a bilhões de pessoas com o intuito de ajudá-las a viver de formas mais saudáveis”, disse Tedros.

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU. Foto: ACNUR

Acordo incentiva municípios brasileiros a acolherem pessoas venezuelanas

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil assinou, na quarta-feira (2), em conjunto com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e o governo federal, um protocolo de intenções para incentivar municípios brasileiros a acolherem pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela. O objetivo é ampliar a assistência humanitária com foco na integração à sociedade e à economia brasileiras.

“A parceria com a Confederação Nacional dos Municípios é uma conquista nesse processo, por sua capacidade única de sensibilizar e mobilizar os municípios brasileiros para a recepção de pessoas refugiadas e migrantes. Esses municípios terão a oportunidade de integrar à sua população pessoas que aportam capacidades, formações e experiências profissionais variadas”, afirmou o coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic.

Em 2016, mais de 182 mil pessoas estiveram em listas de espera para transplantes de rim e menos de 10% da demanda por transplante de fígado atualmente é atendida na região das Américas. Foto: Ministério da Saúde/Creative Commons

Ministros da Saúde das Américas aprovam plano para aumentar doações e transplantes de órgãos

Ministros da Saúde das Américas concordaram na quinta-feira (2) em implementar uma série de ações para aumentar o acesso equitativo aos transplantes de órgãos, tecidos e células.

A iniciativa é baseada em doações voluntárias destinadas a atender à crescente demanda por esses tratamentos, melhorar as condições de saúde das pessoas que deles precisam e salvar vidas. O relato é da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A REBRATS promove e difunde avaliação de tecnologias em saúde no Brasil, fazendo articulação entre pesquisa, política e gestão, além de subsidiar a gestão de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). Foto: OPAS/Ary Rogerio Silva

OPAS: saúde universal requer acesso a medicamentos e serviços de qualidade

O caminho para a saúde universal requer o acesso a medicamentos, produtos e serviços de qualidade, seguros, eficazes, custo-efetivos e acessíveis, disse na quarta-feira (2) a representante interina da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), Katia de Pinho Campos, durante o Congresso da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (REBRATS), em Brasília (DF).

Lançada em 2008, a REBRATS promove e difunde a avaliação de tecnologias em saúde no Brasil, fazendo uma articulação entre pesquisa, política e gestão, além de subsidiar a gestão de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS).

De maneira geral, o risco de infecção por HIV entre as mulheres é duplicado quando elas tiveram uma infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV). Foto: UNAIDS

Superar desigualdade nas Américas é essencial para garantir saúde universal

Ministros da saúde de vários países da região das Américas concordaram em uma abordagem coletiva para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e condições relacionadas na América Latina e no Caribe até 2030. O compromisso foi firmado no segundo dia (1) do 57º Conselho Diretivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington, nos Estados Unidos.

A iniciativa da OPAS tem como alvo uma lista de doenças com potencial de eliminação, entre elas, HIV, sífilis, hepatites B e C, esquistossomose, tracoma, doença de Chagas, malária, cólera e raiva humana.

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial e, em países em desenvolvimento, como o Brasil, vem ocorrendo muito rapidamente. Foto: EBC

OMS lança aplicativo digital para melhorar cuidados às pessoas idosas

No Dia Internacional das Pessoas Idosas, celebrado na terça-feira (1º), a Organização Mundial da Saúde (OMS) disponibilizou um pacote de ferramentas, incluindo um aplicativo digital, para ajudar assistentes sociais e de saúde a oferecerem melhores cuidados às pessoas idosas.

A Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) reconhecem que o desenvolvimento só será possível se incluir pessoas de todas as idades. O empoderamento da pessoa idosa e sua plena participação e inclusão social, com boa saúde, são formas de reduzir as desigualdades.

A ação de vacinação na Bolívia contou com o poio do Ministério da Saúde do Brasil em coordenação com o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (PANAFTOSA). Foto: PANAFTOSA-OPS/OMS.

Brasil e Bolívia realizam esforço conjunto para combater transmissão da raiva canina

No fim de agosto, os governos do Brasil e da Bolívia realizaram um esforço conjunto contra a raiva canina. Técnicos do Ministério da Saúde do Brasil e do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (PANAFTOSA) da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) foram até municípios fronteiriços para apoiar a vacinação de cachorros e outros animais domésticos.

A vacinação ocorreu nos dias 24 e 25 de agosto nas cidades bolivianas de Puerto Quijarro, Puerto Suárez, Cobija e Guayamerín, em uma região de fronteira com o Brasil.

A ação teve como objetivo ampliar a imunidade da população canina da Bolívia e eliminar a circulação do vírus dentre os animais domésticos, a fim de evitar a transmissão da raiva para humanos.

Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Foto: OMS

OPAS apoia esforços dos países das Américas para atingir saúde universal

A cooperação técnica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) com os países-membros nas Américas é tema central do último Relatório Anual da Diretora 2019, apresentado na terça-feira (30) por Carissa F. Etienne aos ministros da saúde e outros líderes no 57º Conselho Diretivo, em Washington, Estados Unidos.

O relatório descreve o apoio da OPAS aos esforços dos países para avançar em direção à saúde universal, focando nas 11 metas estabelecidas na Agenda de Saúde Sustentável para as Américas 2018-2030, uma estratégia para a ação regional de saúde pública aprovada por unanimidade pelos ministros da Saúde das Américas em 2017.

Foto: EBC

OPAS destaca importância da atenção primária para saúde nas Américas

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, reforçou na segunda-feira (30), durante reunião do Conselho Diretor da Organização em Washington D.C., que as unidades de atenção primária são “a porta de entrada para uma rede integral de serviços que integra programas de planejamento familiar, assistência pré-natal e serviços obstétricos”.

Presente na reunião, o Brasil destacou que tem investido no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da atenção primária à saúde. “Serão mais de 233,6 milhões de reais que permitirão que cerca 10 milhões de pessoas tenham acesso aos cuidados fundamentais em turnos de atendimento ampliado no horário noturno, desafogando as emergências, assim como nos finais de semana”, disse o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta.

De acordo com a PNAD de 2016, 14,4% da população brasileira têm 60 anos ou mais de idade, correspondendo a 29,6 milhões de pessoas. Foto: PNUD

Número de pessoas idosas com necessidade de cuidados prolongados triplicará nas Américas até 2050

O número de pessoas com 60 anos ou mais que necessitam de cuidados prolongados mais que triplicará nas Américas nas próximas três décadas, passando dos 8 milhões atuais para 27 a 30 milhões até 2050. No Dia Internacional das Pessoas Idosas, celebrado na terça-feira (1), especialistas em envelhecimento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pedem aos países que fortaleçam seus sistemas de saúde para poder responder a essa mudança.

Idoso conversa com crianças seguindo a tradição oral da língua caribenha mapoyo. Foto: Centro da Diversidade Cultural

Número de pessoas com mais de 60 anos deve subir 46% até 2030

Na próxima década, projeta-se que o número de pessoas com 60 anos ou mais no mundo cresça 46%, tornando o aumento daqueles oficialmente classificados como idosos uma das “transformações mais significativas deste século”, disse a ONU nesta terça-feira (1), Dia Internacional dos Idosos.

Os países em desenvolvimento estão registrando os maiores aumentos. No sudeste da Ásia, os idosos representam quase 10% da população desde 2017, em comparação com 8% em 2010. Esse número continuará a subir, com as pessoas idosas representando 13,7% da população até 2030, de acordo com dados regionais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Profissionais de saúde no Hospital Docente de Calderón, em Quito, capital do Equador. Foto: OPAS

OPAS pede progresso mais rápido em direção à saúde universal nas Américas

A meta de saúde universal deveria estar ao alcance das Américas — uma região que tem sido líder mundial no progresso nessa área. No entanto, é necessário intensificar as ações e investimentos para acelerar o avanço, afirmou a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, durante a cerimônia de abertura do 57º Conselho Diretivo da OPAS, que ocorreu na segunda-feira (30).

As observações foram feitas diante das principais autoridades de saúde de Américas do Norte, do Sul, Central e do Caribe, que se reúnem em Washington esta semana para buscar um acordo sobre estratégias e planos capazes de enfrentar desafios comuns em saúde.

Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), Carissa F. Etienne. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix

Ministros da Saúde se reúnem em Washington para definir prioridades de saúde nas Américas

Ministros da Saúde e outras autoridades de países e territórios das Américas se reunirão até 4 de novembro em Washington (Estados Unidos) para discutir alguns dos principais desafios e prioridades de saúde da região, durante o 57º Conselho Diretivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

As principais autoridades de saúde da América do Norte, do Sul, Central e do Caribe buscarão um acordo sobre estratégias e planos regionais que abordem desafios de saúde comuns e urgentes – entre eles, reduzir as doenças cardiovasculares por meio da eliminação de ácidos graxos trans da produção industrial de alimentos; promover a doação de órgãos, tecidos e células e o acesso equitativo aos transplantes; e melhorar a qualidade da atenção médica.

Lacunas de vacinação estão entre as causas do aumento de ocorrências de sarampo. Foto: UNICEF/Krepkih

Região das Américas confirma mais de 6 mil casos de sarampo neste ano

Os países das Américas confirmaram 6.541 casos de sarampo, incluindo cinco mortes, neste ano. Os dados são da mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A doença foi notificada por 14 países, de 1 de janeiro a 25 de setembro, sendo a maior proporção registrada em Brasil (4.476), Estados Unidos (1.241) e Venezuela (449).

A OPAS está auxiliando o Brasil na compra de vacinas e, junto com o Ministério da Saúde, está apoiando o estado de São Paulo no fortalecimento de seu sistema de vigilância epidemiológica e laboratorial, bem como na condução de análises para determinar a população não vacinada e as necessidades de vacinas.

O envolvimento da sociedade civil e das comunidades, em todo o mundo, será fundamental para garantir o sucesso geral da cobertura universal de saúde até 2030, disse o UNAIDS. Foto: OMS

UNAIDS defende envolvimento da sociedade civil nas políticas de saúde dos países

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou na terça-feira (24) o compromisso assumido pelos Estados-membros da ONU durante encontro em Nova Iorque esta semana (23) para alcançar a cobertura universal de saúde até 2030.

Segundo o UNAIDS, a declaração política encoraja os países a envolver a sociedade civil na governança do sistema de saúde, nas políticas de saúde e no processo de revisão da saúde universal. O envolvimento da sociedade civil e das comunidades, em todo o mundo, será fundamental para garantir o sucesso geral da universalização, disse a organização.

A declaração política sobre saúde universal reconhece que a ação atual é inadequada, tendo em vista que pelo menos metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde. Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas no mundo precisam gastar pelo menos 10% de sua renda familiar em cuidados com a saúde, e cerca de 100 milhões de pessoas são conduzidas à pobreza, a cada ano, por despesas relacionadas à saúde.

O Dia Mundial Contra a Raiva é lembrado anualmente em 28 de setembro. Foto: PANAFTOSA

Dia Mundial contra a Raiva: América Latina e Caribe estão mais perto de eliminar mortes pela doença

Os países da América Latina e do Caribe estão mais perto do que nunca de alcançar a eliminação das mortes humanas causadas pela raiva canina, com apenas cinco casos registrados nos últimos 12 meses na região. O anúncio foi feito pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), às vésperas do Dia Mundial contra a Raiva, lembrado todo dia 28 de setembro.

A raiva é de extrema importância para a saúde pública, devido à sua letalidade: não há cura. No mundo, 60 mil pessoas morrem a cada ano por essa doença, principalmente na Ásia e na África. No entanto, é uma enfermidade que pode ser eliminada em seu ciclo urbano – onde é transmitida por cães e gatos – e por meio de medidas eficazes de prevenção, como a vacinação de animais, a disponibilidade de soro humano e vacina pós-exposição, ações de bloqueio de surtos, entre outras.

Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Foto: OMS

OPAS defende transformação dos sistemas de saúde para universalização do serviço

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, celebrou a Declaração Política de Alto Nível das Nações Unidas sobre Cobertura Universal de Saúde, adotada em 23 de setembro por líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Para alcançar a saúde universal até 2030, Etienne disse ser necessário transformar os sistemas de saúde, que devem ser firmemente baseados na atenção primária.

Ela acrescentou que, nas Américas, os países se comprometeram a investir pelo menos 6% do PIB em saúde. Até o momento, apenas quatro deles atingiram essa meta. Dados recentes divulgados pela OPAS mostram que o gasto público em saúde do Brasil é de 3,8% do PIB.

O Laboratório de Inovação visa conhecer em profundidade as contribuições que a Enfermagem faz em vários campos da saúde pública. Foto: EBC

OPAS e Conselho Federal de Enfermagem recebem inscrições para laboratório de inovação

Estão abertas as inscrições para o “Laboratório de Inovação em Enfermagem: Valorizar e Fortalecer a Saúde Universal”, cujo objetivo é mapear, sistematizar e divulgar experiências inovadoras da área de enfermagem no Sistema Único de Saúde (SUS) em gestão de serviços, atenção à saúde, educação e formação profissional.

A iniciativa, promovida pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), permitirá ter um panorama das estratégias adotadas pelos profissionais ao enfrentar os desafios do sistema de saúde, como a necessidade de ampliar acesso das pessoas aos cuidados de saúde, melhorar a capacidade resolutiva dos serviços e da qualidade do cuidado ofertado, bem como reduzir custos e gastos em saúde. As inscrições vão até 30 de novembro.

Tijjani Muhammad-Bande, presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, discursa na reunião de alto nível sobre Cobertura Universal de Saúde. Foto: ONU/Kim Haughton

Líderes mundiais adotam Declaração Política de Alto Nível sobre cobertura universal de saúde

Líderes mundiais adotaram nesta segunda-feira (23) uma Declaração Política de Alto Nível das Nações Unidas sobre cobertura universal de saúde, o conjunto mais abrangente de compromissos já adotado sobre o tema.

“Esta declaração representa um marco para a saúde e o desenvolvimento global”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O mundo tem 11 anos para cumprir seus objetivos de desenvolvimento sustentável. A cobertura universal de saúde é essencial para garantir que isso aconteça.”

OPAS defende sistemas de saúde baseados numa atenção primária forte. Foto: Flickr/Portal PBH

Relatório da OMS aponta que investimento em saúde universal pode salvar 60 milhões de vidas

Mais de 5 bilhões de pessoas correm o risco de não ter atendimento em saúde em 2030, aponta um relatório divulgado neste domingo (22) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo “Atenção primária em saúde no caminho para a Cobertura Universal em Saúde” estima que 60 milhões de vidas podem ser salvas se os países de baixa e média renda investirem 200 bilhões de dólares por ano em atendimento em saúde primária.

Os países precisam aumentar o investimento em atenção primária em saúde em pelo menos 1% do PIB e intensificar esforços para expandir os serviços em todo o território. O mundo precisará dobrar a cobertura em saúde até 2030 e assim aumentar a expectativa de vida em 3,7 anos até lá. O estudo foi preparado pela OMS com contribuições do Banco Mundial, Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, Fundo de População da ONU e UNICEF.

Mães brasileiras vão às ruas para pedir partos mais humanizados. Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo

OPAS firma acordo com Pará e Ministério da Saúde para reduzir mortes maternas

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) firmou nesta quinta-feira (19) em Belém (PA) um acordo para apoiar, junto ao Ministério da Saúde, o fortalecimento da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e a redução das mortes maternas no estado.

A assinatura foi feita durante o evento de inauguração do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, que abre as portas para a população paraense a partir desta sexta-feira (20).

Desde 2000, as mortes infantis diminuíram quase a metade e as mortes maternas em mais de um terço, principalmente devido ao acesso melhorado a serviços de saúde disponíveis e de qualidade. Foto: UNICEF

ONU: uma grávida ou um recém-nascido morre a cada 11 segundos no mundo

Novas estimativas de grupo liderado por Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 6,2 milhões de crianças menores de 15 anos morreram em 2018 e mais de 290 mil mulheres morreram devido a complicações durante a gravidez e o parto em 2017. Do total de mortes infantis, 5,3 milhões ocorreram nos primeiros 5 anos, com quase metade delas no primeiro mês de vida.

As mulheres na África ao sul do Saara enfrentam um risco de morte de 1 em 37 durante a gravidez ou o parto. Em comparação, esse risco para uma mulher na Europa é de 1 em 6.500. A África ao sul do Saara e a Ásia Meridional são responsáveis por cerca de 80% das mortes maternas e infantis globais.

A meta global prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 por 100 mil nascidos vivos até 2030. O mundo ficará aquém dessa meta em mais de 1 milhão de vidas se o ritmo atual de progresso se mantiver.

Vacina contra a febre amarela. Foto: EBC

Brasil e Paraguai lançam campanha para intensificar vacinação em áreas de fronteira

Brasil e Paraguai lançaram nesta segunda-feira (16) em Ponta Porã (MS) uma campanha para intensificar a vacinação na fronteira entre os dois países. A iniciativa é parte de uma ação mais ampla que busca aumentar a cobertura vacinal contra sarampo, febre amarela e outras doenças nas cidades fronteiriças dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).

A estratégia é fruto da solicitação do governo brasileiro para incluir a questão da imunização nas fronteiras na agenda de prioridades estabelecida em acordo de cooperação entre Mercosul e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O dia 17 de setembro foi estabelecido como o Dia Mundial da Segurança do Paciente pela 72ª Assembleia Mundial da Saúde, em maio de 2019. Foto: EBC

Em dia mundial, OMS lança campanha para evitar cuidados de saúde não seguros

Milhões de pacientes são prejudicados por cuidados de saúde não seguros no mundo, resultando em 2,6 milhões de mortes por ano em países de baixa e média renda. A maior parte desses óbitos é evitável. O impacto pessoal, social e econômico do dano ao paciente leva a perdas de trilhões de dólares no mundo.

Quatro a cada dez pacientes no mundo são prejudicados durante o atendimento na atenção primária e ambulatorial. Os erros mais prejudiciais estão relacionados ao diagnóstico, prescrição e uso de medicamentos.

Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está concentrando a atenção global na questão da segurança do paciente e lançando uma campanha de solidariedade no primeiro Dia Mundial da Segurança do Paciente, 17 de setembro.

OMS está trabalhando com Facebook para enfrentar a proliferação de desinformação sobre vacinas nas redes sociais. Foto: ONU/Manuel Elias

OMS elogia compromisso do Facebook de combater notícias falsas sobre vacinas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) elogiou no início de setembro (5) o compromisso da rede social Facebook de garantir que os usuários sejam capazes de separar fatos de mentiras quando se refere a informações sobre vacinação.

Após meses de discussões entre OMS e Facebook em meio à disseminação de mentiras ou imprecisões no que se refere à imunização, a gigante das redes sociais prometeu direcionar milhões de usuários para “informações precisas e confiáveis da OMS em diversas línguas, para garantir que mensagens vitais de saúde atinjam as pessoas que mais precisam delas”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebryesus, em comunicado.

Uma cobertura jornalística responsável pode contribuir para a prevenção do suicídio, reduzindo o risco de um comportamento imitador, segundo a OMS. Foto: Esther Vargas/Flickr (CC)

OMS: cobertura jornalística responsável pode contribuir para prevenção de suicídios

Jornalistas da América Latina estão redefinindo a forma de comunicar suicídios. Por muitos anos, casos de pessoas que tiram a própria vida foram abordados pela mídia como “um espetáculo” ou simplesmente deixaram de ser noticiados por medo de gerar o efeito “contágio”.

No entanto, uma cobertura jornalística responsável pode contribuir para a prevenção do suicídio, reduzindo o risco de um comportamento imitador, ajudando a modificar falsas percepções e incentivando as pessoas a procurarem ajuda, disse Claudina Cayetano, consultora regional de saúde mental da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Marcos Espinal, diretor de Doenças Transmissíveis e Determinantes Ambientais da Saúde da OPAS/OMS. Foto: OPAS/OMS

Organismos da ONU discutem no Peru plano de combate à resistência antimicrobiana

A resistência antimicrobiana é uma das principais ameaças à saúde pública em todo o mundo. É um fenômeno agravado pelo uso indevido de antibióticos, em humanos e animais, e pelos escassos e mal implementados programas de controle de infecções. Também ocorre por conta da capacidade limitada dos laboratórios, da inadequada vigilância e da fraca aplicação da regulamentação para garantir acesso a antibióticos de alta qualidade e seu uso apropriado.

Em maio de 2019, uma comissão multissetorial permanente foi criada no Peru com o objetivo de monitorar a implementação do Plano Multissetorial de Combate à Resistência Antimicrobiana 2019 – 2021 nas Américas. O relato é do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA).

Suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Foto: EBC

Um suicídio ocorre a cada 40 segundos no mundo, diz OMS

O número de países com estratégias nacionais de prevenção ao suicídio aumentou nos cinco anos desde a publicação do primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema, disse o organismo às vésperas do Dia Mundial para Prevenção do Suicídio, 10 de setembro. No entanto, o número total de países com estratégias (38) ainda é baixo, e os governos precisam se comprometer a estabelecê-las, afirmou a organização.

“Apesar do progresso, uma pessoa ainda morre a cada 40 segundos por suicídio”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Toda morte é uma tragédia para a família, amigos e colegas. No entanto, suicídios são evitáveis. Chamamos todos os países a incorporarem estratégias comprovadas de prevenção ao suicídio em seus programas nacionais de saúde e educação de maneira sustentável.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou orientações atualizadas sobre o uso de contraceptivos. Foto: UNAIDS

Uso de contraceptivo hormonal não aumenta risco de infecção por HIV, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou orientações atualizadas sobre o uso de contraceptivos. As novas diretrizes levam em conta as confirmações de um estudo revelando que mulheres com um alto risco de contrair HIV podem usar qualquer forma de contracepção reversível.

Entre os métodos que, segundo a pesquisa, não representam um aumento do risco de infecção, estão injetáveis, implantes e os dispositivos intrauterinos de cobre, também conhecidos como DIUs.

A diretriz da OMS enfatiza, no entanto, que o uso correto e consistente desses métodos contraceptivos não protege tanto do HIV como de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Anísio, de 10 anos, nasceu com HIV e está tendo problemas com o tratamento devido à desnutrição. Foto: ONU News/Reprodução

Moçambique: metade das pessoas vivendo com HIV interrompeu tratamento após ciclones

Na noite de 28 de abril, o ciclone Kenneth entrou pela costa da província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, e destruiu a casa de Luísa Maio. Luísa, de 36 anos, vive em uma casa de palha e barro com o marido e o filho mais novo. A família, que já tinha dificuldades para se alimentar, teve a situação agravada depois que a tempestade arrasou os campos onde cultivava legumes.

A moçambicana e três de seus quatro filhos vivem com HIV. Preocupada em reconstruir a casa e encontrar o que comer, a família interrompeu o tratamento com medicamentos antirretrovirais.

O mesmo ocorreu com outros moçambicanos vivendo com HIV em locais atingidos pelos ciclones Kenneth e Idai. Segundo uma análise do Ministério da Saúde do país, apoiada pelas Nações Unidas, houve uma queda de 50% no número de consultas de acompanhamento para o vírus. O número de pessoas em tratamento também caiu para cerca de metade. O relato é da ONU News.

Região das Américas completa 25 anos de eliminação da poliomielite

Em 1994, a região das Américas foi a primeira no mundo a ser certificada como livre da pólio. Essa conquista dos anos 1990 é relevante neste momento em que há apenas dois países – Paquistão e Afeganistão – onde o poliovírus selvagem ainda circula. Hoje, apenas um dos três tipos de poliovírus selvagem permanece ativo, e o mundo está pronto para dizer adeus à poliomielite.

O Brasil recebeu o certificado de eliminação da pólio em 1994. O último caso de infecção pelo poliovírus selvagem no país ocorreu em 1989, na cidade de Souza, no estado da Paraíba. A estratégia adotada para a eliminação do vírus no país foi centrada na realização de campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio (VOP). Leia o relato da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

Campanha “Vamos conversar sobre demência”, lançada no marco do Mês Mundial da Doença de Alzheimer. Imagem: OPAS/OMS

Campanha incentiva conscientização sobre doença de Alzheimer e demência

A Alzheimer’s Disease International (ADI) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançaram neste domingo (1) nas Américas uma campanha que incentiva as pessoas a conversarem de maneira mais confortável e aberta sobre a doença de Alzheimer e a demência.

A campanha “Vamos conversar sobre demência”, lançada no marco do Mês Mundial da Doença de Alzheimer, baseia-se no entendimento de que falar sobre a demência ajuda a enfrentar o estigma, normaliza a linguagem e incentiva as pessoas a descobrirem mais sobre a doença e a procurarem ajuda, aconselhamento e apoio.

A gripe aviária é uma doença viral com alta mortalidade e morbidade nas espécies aviárias, é também uma zoonose que pode ser potencialmente transmitida aos seres humanos. Foto: FAO

Centro da ONU apoia simulação de emergência para gripe aviária no Paraguai

O Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (SENACSA) do Paraguai realizou entre 19 e 24 de agosto no distrito de Atyra uma simulação de emergência para gripe aviária de alta patogenicidade, que teve a coordenação e o apoio de Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), Serviço Veterinário Oficial dos Estados Unidos (USDA/APHIS) e do setor avícola paraguaio.

O principal objetivo do exercício foi avaliar a capacidade de resposta e organização do SENACSA diante de um eventual foco da gripe aviária, de forma a ampliar as capacidades técnicas instaladas no país.

Foto: PEXELS

Países das Américas discutem fortalecer informações sobre recursos humanos em saúde

Mais de 60 representantes de 22 países das Américas reúnem-se até sexta-feira (30) em Brasília (DF) para discutir mecanismos capazes de fortalecer a produção e utilização de informações e evidências científicas sobre os recursos humanos em saúde (RHS) na Região das Américas. O evento é coordenado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com o Ministério da Saúde do Brasil.

Mulheres fazem fila para pegar água no Sudão do Sul - Foto: UNICEF/Hatcher-Moore

ONU pede aumento do investimento em água e saneamento nos países mais pobres

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ONU Água — um mecanismo interagencial que coordena ações do Sistema das Nações Unidas para alcançar metas relacionadas ao tema — alertaram nesta terça-feira (27) para a urgente necessidade de aumentar os investimentos com o objetivo de fortalecer sistemas de saneamento básico, com destaque para água potável e esgotamento sanitário.

O alerta foi feito no contexto da Semana Mundial da Água (25 a 30 de agosto), durante a qual o setor se reúne em Estocolmo, na Suécia, para sua conferência anual. Na ocasião, a OMS lançou em nome da ONU Água um novo relatório revelando que sistemas governamentais frágeis e falta de recursos financeiros e humanos estão comprometendo a prestação de serviços de água e saneamento nos países mais pobres do mundo – e minando os esforços para garantir saúde para todas as pessoas.