Vacinação contra HPV para alunos da rede pública de São Paulo (SP), em 2014. Foto: OPAS

ONU e países promovem campanha de vacinação para proteger 70 milhões de pessoas nas Américas

Com a meta de imunizar cerca de 70 milhões de pessoas contra doenças evitáveis, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) promove a Semana de Vacinação nas Américas. A agência da ONU promove o lançamento regional da campanha nesta segunda-feira (22), em Cuiabá (MT). Iniciativa terá como foco a prevenção do sarampo — em 22 países do continente americano, governos planejam vacinar 2,25 milhões de crianças e adultos contra a doença.

Consulta médica em clínica no Espírito Santo. Foto: Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo

OMS divulga primeira diretriz sobre intervenções de saúde digital

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou na quarta-feira (17) dez recomendações sobre como os países podem usar a tecnologia acessível via celulares, tablets e computadores para melhorar a saúde das pessoas e os serviços essenciais.

Nos últimos dois anos, a OMS revisou sistematicamente as evidências sobre tecnologias digitais e consultou especialistas de todo o mundo para produzir recomendações sobre formas de utilizá-las para maximizar o impacto nos sistemas de saúde e na saúde das populações.

A diretriz traz recomendações sobre a telemedicina, que permite às pessoas que vivem em locais remotos obter serviços de saúde usando telefones celulares, sites ou outras ferramentas digitais. A OMS ressalta que este é um complemento valioso para as interações cara a cara, mas não pode substituí-las completamente. Também é importante que as consultas sejam conduzidas por profissionais de saúde qualificados e que a privacidade das informações de saúde dos indivíduos seja mantida.

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana. Foto: UNAIDS

Missão da ONU destaca necessidade de ação urgente para HIV na República Centro-Africana

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana, com a prevalência do vírus em 11,9%, em comparação com uma média nacional de 4%.

Alertados por relatos de falta persistente de medicamentos, atendimento precário e barreiras de acesso a serviços de saúde e HIV devido à insegurança, uma missão conjunta do Ministério da Saúde da República Centro-Africana, Conselho Nacional de AIDS, Organização Mundial da Saúde (OMS), Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) visitaram Haut-Mbomou de 8 a 12 de abril.

Localizada a 1.000 km da capital Bangui, a província é uma das mais carentes em serviços sociais e de saúde. Metade dos serviços de saúde da província estão fechados devido à falta de profissionais ou instalações degradadas.

Na Ucrânia, Vasyl, de oito anos, Roman, de sete, Valentyna, de nove, Ivan, de sete, e Misha, de 17, aguardam para receber vacinas contra o sarampo. Foto: UNICEF/Zmey

Casos de sarampo têm aumento de 300% no mundo, diz OMS

Dados preliminares mostram que os casos de sarampo no mundo tiveram aumento de 300% no primeiro trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período do ano passado, afirmou na segunda-feira (15) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o organismo da ONU, todas as regiões do planeta têm registrado um crescimento prolongado no número de episódios da doença, que avançou mesmo em países com elevada cobertura de vacinação, como os EUA.

Em Balsas, no interior do Maranhão, foi inaugurado o primeiro Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo, em parceria com a OPAS/OMS. Foto: OPAS/OMS

OPAS e Maranhão reforçam ações para reduzir mortalidade materna e infantil no estado

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o governo do Maranhão fortaleceram ações para reduzir a mortalidade materna e infantil. Na quinta-feira (11), foi inaugurada na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão a “Sala Cuidar”, uma rede de atenção às urgências e emergências obstétricas que atenderá todos os municípios do estado.

Desenhada com apoio da OPAS, a “Sala Cuidar” funcionará em tempo integral e contará com profissionais de saúde aptos a oferecer apoio técnico para diagnóstico, manejo e tomada de decisão durante emergências obstétricas. “Temos uma equipe que trabalhará 24 horas por dia, com todos os protocolos assinados e feitos juntamente com a OPAS, baseados nas melhores evidências científicas do mundo”, afirmou Carlos Lula, secretário de Saúde do estado.

Vista de São Paulo, encoberta por nuvem de poluição. Foto: Wikimedia (CC)/Alexandre Giesbrecht

Agências da ONU e parceiros lançam medidas para diminuir mortes causadas por poluição do ar

A poluição do ar não é um problema novo. Estamos preocupados com nevoeiros contaminados com fumaças há séculos, das conhecidas “smogs” de Londres no século 19 aos nevoeiros que frequentemente encobrem cidades como Pequim e Délhi nos dias atuais. A novidade, no entanto, é a noção do quão exatamente isso é ruim para nossa saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças relacionadas à poluição do ar matam 7 milhões de pessoas por ano. Mas o ar ruim não só mata. Em 2018, estudos ligaram a poluição do ar a diversos problemas, de milhões de casos de diabetes a níveis mais baixos de inteligência. Não é de se admirar que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, definiu a poluição do ar como “o novo tabaco”.

Mas junto às notícias ruins existe a decisão de agir. Em 2018 foi realizada a primeira Conferência Global sobre Poluição do Ar e Saúde, organizada pela OMS junto à ONU Meio Ambiente e outros parceiros. Na conferência, participantes se comprometeram a reduzir mortes ligadas à poluição do ar em dois terços até 2030.

Lançamento da campanha nacional de vacinação do Brasil contra a gripe em Porto Alegre (RS). Foto: Ministério da Saúde/Erasmo Salomão

Brasil lança campanha de vacinação contra gripe com base em recomendações da ONU

O Ministério da Saúde do Brasil lançou nesta quarta-feira (10), em Porto Alegre (RS), uma campanha nacional de vacinação contra a influenza, também conhecida como gripe. Até 31 de maio, a pasta pretende vacinar 58,6 milhões de pessoas em 5.570 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas.

Os grupos prioritários da iniciativa foram escolhidos conforme as recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Paciente com princípio de dengue é tratado num hospital em Buga, na Colômbia. Foto: OPAS

Saúde não é privilégio nem mercadoria, diz agência da ONU

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) divulgou na terça-feira (9) um relatório com dez recomendações para que países das Américas consigam levar serviços de saúde para toda a população.

Entre as orientações, está a criação de mecanismos de regulação do setor privado. Carissa Etienne, chefe da agência da ONU, lembra que a “saúde é um direito humano fundamental, não é um privilégio nem uma mercadoria”.

Comitê lança publicação com recomendações e estratégias sobre uso de medicamentos e “medicalização da vida”. Foto: ONU

Publicação traz recomendações e estratégias sobre uso de medicamentos

O Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamentos lançou na segunda-feira (8), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília (DF), a publicação “Uso de medicamentos e medicalização da vida: recomendações e estratégias”.

O documento é resultado de debate realizado em agosto de 2018 entre representantes do Comitê e especialistas sobre três temas: medicalização da vida, uso de medicamentos por grupos em situação de vulnerabilidade e uso racional de antimicrobianos.

Tomás Pippo, coordenador de Medicamentos e Tecnologia em Saúde da OPAS/OMS Brasil, lembrou que o “uso irracional de medicamentos, além de não produzir benefícios para a saúde, pode gerar consequências negativas e desperdícios ao sistema de saúde”.

Crianças são as vítimas mais vulneráveis de conflitos. A ONU e o governo internacionalmente reconhecido da Líbia lançaram um plano de resposta humanitária para o país que pretende arrecadar 202 milhões de dólares. Foto: UNOCHA/Giles Clarke

Milhares de civis fogem na Líbia após novo agravamento de confrontos

Mais de 3.400 pessoas fugiram de confrontos perto da capital da Líbia, Trípoli, nos últimos dias, alertaram as Nações Unidas nesta segunda-feira (8), pedindo para partes conflitantes cessarem atividades militares para que serviços de emergência possam resgatar civis.

De acordo com relatos, ao menos 32 pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas desde os confrontos na quinta-feira (4) entre forças do governo reconhecido internacionalmente e forças do comandante Khalifa Haftar no leste do país.

As inscrições poderão ser feitas de forma gratuita, entre os dias 15 de abril e 15 de junho, por Equipes de Saúde da Família, Coordenações de Atenção Básica regionais ou municipais, Secretarias Municipais de Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde. Foto: OMS

Prêmio reconhece experiências de sucesso na atenção primária à saúde

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançaram na sexta-feira (5) o edital do “Prêmio APS Forte para o SUS: Acesso Universal”. O objetivo é identificar, dar visibilidade, reconhecer e promover iniciativas municipais, estaduais ou regionais que tenham como foco a melhoria da atenção primária à saúde (APS), principalmente o acesso.

As inscrições podem ser feitas de forma gratuita, entre os dias 15 de abril e 15 de junho, por Equipes de Saúde da Família, Coordenações de Atenção Básica regionais ou municipais, Secretarias Municipais de Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde.

Profissionais de saúde no Hospital Docente de Calderón, em Quito, capital do Equador. Foto: OPAS

Agência da ONU diz que faltam médicos e recursos para garantir saúde universal nas Américas

Por ocasião do Dia Mundial da Saúde, lembrado em 7 de abril, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aponta que um terço da população das Américas não tem acesso a cuidados de saúde. Na maioria dos países da região, os níveis de gastos diretos dos indivíduos com saúde representam mais de 25% das despesas domésticas.

A OPAS estima ainda que, atualmente, são necessários 800 mil profissionais a mais para atender às necessidades dos sistemas de saúde das Américas. Agência da ONU pede mais investimentos públicos no atendimento.

Idosa em Muse Township, no estado de Shan, norte de Mianmar. Foto: OCHA/Htet Htet Oo

Mulheres vivem mais do que homens na maior parte dos países, diz relatório da ONU

A expectativa média de vida global aumentou cinco anos e meio desde a virada do século, e as mulheres sobrevivem mais do que os homens “em todos os lugares”, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (4). Diferentes atitudes de homens e mulheres em relação à saúde ajudam a explicar a discrepância na expectativa de vida entre os gêneros, sugeriu o relatório.

Em países com epidemia generalizada de HIV, por exemplo, os homens “são menos propensos a fazer o teste de HIV do que as mulheres, menos propensos a ter acesso à terapia antirretroviral e mais propensos a morrer de doenças relacionadas à AIDS do que as mulheres”, concluiu o estudo.

O mesmo princípio se aplica aos portadores de tuberculose, com pacientes do sexo masculino menos propensos a procurar atendimento do que as mulheres.

Em 2016, dados indicaram que a probabilidade de um homem de 30 anos morrer de uma doença não transmissível — como problemas cardíacos — antes dos 70 anos é 44% maior do que para uma mulher de mesma idade.

Criança lava o rosto no Sudão do Sul (2018). Foto: UNICEF/Meyer

Falta de água e saneamento deixa milhões de vidas em risco no mundo, diz OMS

Mais de 2 bilhões de pessoas enfrentam riscos graves à saúde porque serviços básicos de água não estão disponíveis em um em cada quatro hospitais no mundo, afirmaram as Nações Unidas nesta quarta-feira (3), em apelo para países fazerem mais para prevenir a transmissão de doenças infecciosas evitáveis.

Em primeira avaliação sobre o assunto, o relatório Higiene, Saneamento e Água em Instalações de Assistência de Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), também mostra que um em cada cinco centros de assistência de saúde não possui banheiro ou latrina. O problema afeta ao menos 1,5 bilhão de pessoas, o que provavelmente reflete uma falta de instalações em comunidades como um todo.

Foto: ONU

Situação do clima em 2018 mostrou aumento dos efeitos da mudança climática, diz relatório

Os sinais físicos e os impactos socioeconômicos deixados pela mudança climática são cada vez maiores devido às concentrações de gases de efeito estufa sem precedentes, que provocam um aumento das temperaturas mundiais a níveis perigosos, segundo o relatório mais recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A 25ª edição da Declaração da OMM sobre o estado do clima mundial, correspondente a 2018, destacou a elevação recorde do nível do mar, assim como das temperaturas terrestres e oceânicas, que ficaram excepcionalmente altas nos últimos quatro anos. Esta tendência de aquecimento começou no início do século e deve continuar.

Mulher alimenta filho de dois anos após terem sido obrigados a deixar sua casa após enchentes em Buzi, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

Ações climáticas são necessárias para conter ciclones fatais como Idai, diz Guterres

O crescente número de mortos provocado pelo ciclone Idai é “outro sinal alarmante dos perigos da mudança climática”, disse na terça-feira (26) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertando que países vulneráveis como Moçambique serão atingidos com mais força se ações urgentes não forem tomadas pela comunidade internacional.

“Tais eventos estão se tornando mais frequentes, mais severos e mais amplos, e isto só irá piorar se não agirmos agora”, disse o chefe da ONU. “Perante tempestades fortes, precisamos acelerar a ação climática”, acrescentou a correspondentes na sede da ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral convocou uma Cúpula sobre Ação Climática para setembro, para tentar mobilizar países em torno da necessidade urgente de reduzir aquecimento global para abaixo de 2°C acima de níveis pré-industriais, em linha com o Acordo de Paris, de 2015.

Mulher com tuberculose no Paquistão ficou sem diagnóstico por cinco anos porque não podia pagar 2 dólares de transporte de seu vilarejo até o hospital em Tharparkar. Foto: OCHA/Zinnia Bukhari

OMS destaca esforços internacionais de combate à tuberculose

A tuberculose não é só a infecção que mais causa mortes no mundo, mas também a principal causa de morte entre pessoas com HIV e uma grande causa de mortes relacionadas à resistência antimicrobiana, afirmou no domingo (24) a Organização Mundial da Saúde (OMS), marcando o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

Desde 2000, esforços globais para combater esta doença evitável e curável salvaram uma estimativa de 54 milhões de vidas e reduziram a taxa de mortalidade em 42%. “O tema do Dia Mundial de Combate à Tuberculose deste ano é: ‘é hora de acabar com a tuberculose’”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Torneira pública abastece mil famílias em El Alto, na Bolívia. Imagem: Frame de vídeo do Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

Projeto busca melhorar saúde de mulheres e crianças indígenas de Argentina, Bolívia e Paraguai

Com apoio do Brasil e coordenação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a iniciativa “Rumo à saúde universal da população do Grande Chaco Sul-Americano” foi implementada em 2017 e prioriza 19 municípios de sete províncias de Argentina, Bolívia e Paraguai. Cerca de 400 mil pessoas vivem nesta área; aproximadamente 30% delas fazem parte de comunidades indígenas.

A meta do projeto é reduzir as mortes maternas, neonatais e infantis (crianças com menos de 5 anos). Um dos principais elementos da iniciativa é desenhar e fortalecer serviços de saúde culturalmente apropriados para as populações indígenas e rurais que habitam a região e derrubar as barreiras de acesso à atenção.

Volume de poluentes do ar em Pequim caiu de 25% a 83%, dependendo do poluente, desde 2013. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU: melhora na qualidade do ar em Pequim serve de modelo para outras cidades

Mais de 20 anos depois de Pequim começar a procurar maneiras de melhorar a qualidade do ar em uma das maiores e mais crescentes cidades do mundo em desenvolvimento, seus esforços bem-sucedidos fornecem um modelo para outras metrópoles, de acordo com um relatório divulgado pela ONU no início de março (9).

“Essa melhora na qualidade do ar não aconteceu por acidente. Foi resultado de um enorme investimento de tempo, recursos e vontade política”, disse Joyce Msuya, diretora-executiva em exercício da ONU Meio Ambiente. “Entender a história da poluição do ar em Pequim é crucial para qualquer nação, distrito ou municipalidade que deseja seguir caminho semelhante”.

Uma menina rohingya de sete anos carrega um jarro d'água para o abrigo improvisado de sua família, no assentamento de Bormapara , em Ukhia, na cidade de Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Sujan

UNICEF: mais crianças morrem por água não tratada do que por violência no mundo

Crianças menores de 15 anos que vivem em países afetados por conflitos prolongados têm, em média, quase três vezes mais chances de morrer de doenças diarreicas causadas pela falta de água potável, saneamento e higiene do que por violência direta, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em novo relatório divulgado nesta sexta-feira (22).

“As chances já estão contra as crianças vivendo em conflitos prolongados – com muitas incapazes de chegar a uma fonte de água segura”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “A realidade é que há mais crianças que morrem por falta de acesso a água potável do que por balas”.

Vacina BCG, utilizada contra a tuberculose, é preparada em centro de saúde em Bougouni, no Mali, em março de 2018. Foto: UNICEF/Ilvy Njiokiktjien

UNAIDS: progresso na redução de mortes por tuberculose entre pessoas com HIV é desigual

Às vésperas do Dia Mundial da Tuberculose, 24 de março, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pede aos países que intensifiquem os esforços para alcançar a meta de reduzir 75% das mortes por tuberculose (TB) entre as pessoas vivendo com HIV até 2020, como definido na Declaração Política de 2016 da ONU sobre o Fim da AIDS.

Cerca de 40 países apresentaram um aumento no número de mortes por tuberculose entre pessoas vivendo com HIV entre 2010 e 2017. Na Europa Oriental e Ásia Central, o número de mortes por tuberculose entre pessoas vivendo com HIV aumentou em 22% entre 2010 e 2017, com aumentos em quase todos os países da região.

Na América Latina, as mortes aumentaram 7%. A falta de progresso em alguns países é uma indicação clara de que são necessários mais esforços para enfrentar os principais desafios, incluindo a necessidade de equidade e de garantir que grupos vulneráveis ​​tenham acesso a serviços integrados de HIV e TB.

Pessoas usam máscara de proteção contra a tuberculose. Foto: IRIN/David Gough

Se ações forem aceleradas, países das Américas podem acabar com tuberculose até 2030

As Américas podem alcançar a meta de acabar com a tuberculose na próxima década se os países da região conseguirem acelerar os progressos alcançados até o momento, reduzindo ainda mais o número de mortes e novos casos por ano, advertiu na quinta-feira (21) a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional para as Américas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No marco do Dia Mundial da Tuberculose, celebrado em 24 de março, a OPAS instou os países a tomarem as medidas necessárias para preencher as lacunas no atendimento das pessoas com tuberculose, garantir o diagnóstico precoce com novas tecnologias já disponíveis e trabalhar com as populações mais vulneráveis.

Criança que recebe medicamento contra tuberculose no Sudão do Sul. Foto: PNUD Sudão do Sul/Brian Sokol

OMS publica novas recomendações para acelerar progressos contra tuberculose

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou novas orientações para melhorar o tratamento da tuberculose multirresistente (MDR-TB), recomendando a mudança para regimes totalmente orais. Medicamentos injetáveis não são mais considerados prioridade no desenho de regimes de tratamento contra esse tipo de tuberculose.

Segundo a OMS, a nova abordagem é mais eficaz e tem menor probabilidade de provocar efeitos colaterais adversos. O organismo internacional recomenda o acompanhamento dos cuidados, monitorando ativamente a segurança dos medicamentos e garantindo apoio e aconselhamento para ajudar os pacientes a concluírem o tratamento.

Distribuição de alimentos em Beira, Moçambique. Mais de 70 famílias receberam ajuda em escola transformada em abrigo. A maior parte dos moradores teve de deixar suas casas danificadas pelo ciclone. Foto: PMA/Deborah Nguyen

PMA destaca devastação provocada por ciclone no sudoeste da África

A escala completa da devastação causada pelo ciclone tropical Idai no sudoeste da África está se tornando mais clara, afirmaram as Nações Unidas na terça-feira (19), alertando que a emergência “está crescendo a cada hora”.

Cinco dias após a tempestade chegar a Moçambique, causando amplos danos e enchentes, a estimativa é de que ao menos 1 mil pessoas tenham morrido no país.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) busca apoiar 600 mil pessoas afetadas pelo ciclone, que chegou a Moçambique com ventos de mais de 150 quilômetros por hora.

No Malauí, a agência da ONU planeja alcançar 650 mil pessoas com assistência alimentar.

O grupo de especialistas convidou todos que conduzem pesquisas de edição de genoma humano a discutir o tema para entender melhor o ambiente técnico e os arranjos atuais de governança. Foto: EBC

Painel abre caminho para governança internacional da edição de genoma humano

O novo comitê consultivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o desenvolvimento de padrões globais para a edição do genoma humano concordou em trabalhar em prol de uma forte estrutura de governança internacional nessa área.

“A edição genética é uma promessa incrível para a saúde, mas também apresenta alguns riscos, tanto ética quanto medicamente. Esse comitê é um exemplo perfeito da liderança da OMS, reunindo alguns dos principais especialistas do mundo para fornecer orientações sobre esse assunto complexo. Sou grato a cada membro do comitê consultivo de especialistas por seu tempo e experiência”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Os profissionais conhecidos como codificadores de mortalidade e morbidade desempenham um papel fundamental ao garantir a qualidade das estatísticas vitais e de saúde. Foto: Banco Mundial

OPAS capacita profissionais responsáveis por registrar dados de mortalidade na América Latina

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está oferecendo mais capacitações e apoio aos profissionais responsáveis por registrar dados precisos sobre mortalidade e morbidade na América Latina e no Caribe. Essa iniciativa compõe os esforços para melhorar a qualidade, a pertinência e a uniformidade das informações que servem de base para muitas decisões no âmbito da saúde pública.

Agentes de saúde fazem visita para prevenção e diagnóstico de hanseníase no Brasil. Foto: OPAS

No Rio, agência da ONU pede fim do estigma para combater a hanseníase

No Rio de Janeiro (RJ), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) — afirmou nesta semana (12) que o estigma associado à hanseníase tem dificultado os esforços para acabar com a transmissão da doença.

Atualmente, mais de 200 mil novos casos de hanseníase são detectados no mundo a cada ano. Dessas ocorrências da doença, 80% são registradas em três países – Brasil, Índia e Indonésia.

Trabalhador de saúde cuida de criança em isolamento em centro de tratamento do ebola em Beni, Kivu do Norte, República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Guy Hubbard

Ataques significam que ebola continuará se espalhando na RD Congo, diz OMS

O agravamento dos problemas de segurança no leste da República Democrática do Congo, marcado por ataques contra clínicas para tratamento do ebola, indica que o vírus mortal irá se espalhar ainda mais, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no início deste mês (1º).

De acordo com autoridades da saúde da República Democrática do Congo, o surto mais recente de ebola, que começou em 1º de agosto de 2018, deixou 555 mortos.

Houve 885 casos do vírus – que é endêmico no vasto país, causando febre alta, hemorragias e morte em cerca de 60% dos casos. No total, foram 820 infecções confirmadas e 65 prováveis casos.

Carmen Perea estava grávida quando fugiu da violência na Colômbia. Buscando uma vida melhor para sua família, transformou sua habilidade de fazer sapatos em um negócio. Junto com a designer equatoriana Ile Miranda, Carmen criou uma sandália gladiadora que celebra a força das mulheres. Confira nesse vídeo

ONU alerta para barreiras no acesso à saúde entre mulheres migrantes nas Américas

O acesso ao planejamento familiar e à assistência pré-natal, a violência cometida pelo próprio parceiro e o bem-estar na adolescência são alguns dos principais desafios de saúde enfrentados pelas mulheres migrantes nas Américas. A conclusão é de especialistas que se reuniram neste mês (8), em Washington DC, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Em 2017, dos 258 milhões de migrantes internacionais em todo o mundo, 38 milhões eram da América Latina e do Caribe. Há cada vez mais mulheres entre essas populações deslocadas, o que, segundo a OPAS, destaca a necessidade urgente de eliminar as barreiras no acesso à saúde e de oferecer proteção.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em Beni, Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (arquivo). Foto: MONUSCO/Michael Ali

OMS pede proteção a centros de tratamento do ebola após ataques na RDC

Em meio a um surto mortal de ebola, membros de uma milícia armada atacaram brutalmente no sábado (9) uma clínica para tratamento da doença na cidade de Butembo, leste da República Democrática do Congo, gerando um pedido do chefe de agência de saúde da ONU para “proteger os centros de tratamento”.

Horas após o ataque, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, visitou o centro, que também foi atacado na semana passada. Ele agradeceu funcionários pela dedicação inabalável.

“Parte meu coração pensar nos agentes de saúde feridos e no policial que morreu no ataque de hoje, à medida que continuamos em luto pelos que morreram nos ataques anteriores, enquanto defendemos o direito à saúde”, disse. “Mas não temos escolha, a não ser continuar servindo as pessoas aqui, que estão entre as mais vulneráveis do mundo”.

Enfermeiras e médicas avaliam o estado de saúde de um bebê prematuro em Bogotá, na Colômbia. Foto: OPAS

OMS anuncia reformas para modernizar e fortalecer o organismo internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (6) reformas mais abrangentes para modernizar e fortalecer o organismo internacional. As mudanças ajudarão a instituição a desempenhar seu papel como principal autoridade mundial em saúde pública de forma mais eficaz e eficiente.

As reformas foram projetadas para apoiar os países a atingirem as metas ambiciosas de “três bilhões”, que estão no centro do plano estratégico da OMS para os próximos cinco anos: “1 bilhão de pessoas a mais se beneficiando da cobertura universal de saúde; mais 1 bilhão de pessoas mais bem protegidas das emergências de saúde; e mais 1 bilhão de pessoas desfrutando de melhor saúde e bem-estar”.