Casa de repouso para idosos financiada pelo governo de Moçambique. Foto: Banco Mundial/Eric Miller

Com apoio do Brasil e ONU, Moçambique avança na proteção dos direitos das mulheres

Moçambique começou 2018 com mais justiça para as mulheres. O país acaba de concluir um projeto de dois anos para combater a violência de gênero. Iniciativa de cooperação Sul-Sul contou com a parceria do Brasil e de organismos das Nações Unidas. Com o programa, a nação africana conseguiu capacitar agentes públicos de saúde, justiça, segurança e assistência social, além de implementar métodos padronizados de atendimento a vítimas de abuso.

Foto: UNESCO

Guia de educação em sexualidade da ONU enfatiza igualdade de gênero e direitos humanos

Perto de completar dez anos, o guia “Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade”, voltado para legisladores que trabalham na elaboração de currículos escolares no mundo todo, teve esta semana sua edição atualizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Com base em uma análise das melhores práticas no mundo, o guia mostra que a educação em sexualidade ajuda os jovens a se tornar mais responsáveis em sua atitude e comportamento no que se refere à saúde sexual e reprodutiva. Também é essencial no combate à evasão escolar de meninas provocada por gravidez ou casamento precoce.

Escola da Vila Nova Esperança em Tomé-Açu (PA), onde atua o Sistema de Organização Modular de Ensino (Some). Foto: Blog do Riba/http://ribaprasempre.blogspot.com.br

Professora adota currículo da ONU sobre igualdade de gênero em áreas rurais do Pará

A professora paraense Danielle Figueiredo, de 33 anos, dá aulas para alunos do ensino médio em áreas rurais do Pará por meio de um sistema denominado modular. Nele, as aulas são concentradas em apenas uma disciplina durante 50 dias, em locais de melhor acesso para estudantes que vivem longe dos centros urbanos.

Isso significa que Danielle, professora de sociologia pós-graduada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), passa 50 dias em diferentes municípios da região nordeste do estado, já tendo lecionado em comunidades rurais de Capitão Poço, Garrafão do Norte, Nova Esperança do Piriá, entre outras.

Desde 2015, a professora da rede estadual de ensino passou a aplicar em sala de aula, por iniciativa própria, “O Valente não é Violento”, currículo interdisciplinar disponível na Internet que tem como objetivo abordar questões de sexualidade e de gênero para combater e prevenir a violência contra mulheres e meninas.

Praia de Moçambique. Foto: Iolanda Frostis/Creative Commons

Brasil e Moçambique concluem projeto de Cooperação Sul-Sul sobre igualdade de gênero

As mulheres no centro do desenvolvimento sustentável e da cooperação entre Brasil e Moçambique foi o foco do projeto Brasil-África realizado entre 2015 e 2017 pelos governos brasileiro e moçambicano e apoiado por ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Ao longo de dois anos, o projeto realizou visitas técnicas, cursos de formação de agentes públicos em saúde e segurança e intercâmbio de boas práticas entre governos e sociedade civil para o enfrentamento da violência contra as mulheres e para seu empoderamento econômico.

Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, em Brasília. Foto: EBC/Marcello Casal Jr.

Mulheres nordestinas negras estão entre grupos mais vulneráveis a violência e pobreza, alerta ONU

Cerca de 75% da população do Nordeste do Brasil é negra. Na região, 43,4% das pessoas estão em situação de pobreza, e 13% têm renda inferior a dois dólares por dia. Desigualdades foram tema das Rodas de Diálogo “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50: O que queremos em 2030?”, organizadas pela Rede de Mulheres Negras do Nordeste com o apoio da ONU Mulheres e do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030. Encontros aconteceram em Salvador, Maceió e Recife entre 5 e 15 de dezembro.

Trabalho doméstico não remunerado, mais frequentemente realizado por mulheres, têm grande importância na economia dos países, segundo a ONU Mulheres. Foto: ONU Mulheres.

ONU Mulheres elogia ratificação do Brasil à convenção sobre trabalho decente para trabalhadoras domésticas

Trabalhadoras e trabalhadores domésticas, uma das maiores categorias profissionais do Brasil, acabam de alcançar uma conquista muito aguardada: a ratificação do país à Convenção sobre Trabalho Decente para Trabalhadoras e Trabalhadores Domésticos (nº 189) e à Recomendação sobre o Trabalho Decente para Trabalhadoras e Trabalhadores Domésticos (nº 201), ambas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Este é um passo decisivo para a autonomia econômica das mulheres brasileiras, tendo em vista que o trabalho doméstico é a profissão de mais de 6 milhões de profissionais, sendo 92% de mulheres e mais de 60% de mulheres negras”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

Mobilização do movimento ElesPorElas convida a homens a assumir publicamente compromisso pelo fim do assédio sexual. Imagem: ONU Mulheres

Movimento HeForShe convida homens a gravar vídeo com compromisso contra o assédio sexual

Para celebrar o Dia Internacional da Solidariedade Humana, lembrado anualmente em 20 de dezembro, o movimento ElesPorElas (HeForShe, no original em inglês) da ONU Mulheres chama homens a participar de uma mobilização online pelo fim do assédio sexual. Participantes devem gravar e compartilhar um vídeo em que afirmam seu compromisso contra a violência de gênero. Cada homem deve convidar outros três a participar da iniciativa.

Mãe Nilce apoia mulheres na Baixada Fluminense a romper o ciclo da violência de gênero. Foto: ONU Mulheres.

Mulheres buscam coletivos, terreiros e Defensoria para se proteger da violência de gênero no Rio

Coletivos, terreiros e Defensoria Pública. Estas são as redes destacadas nos depoimentos de três mulheres que ocupam espaços estratégicos no Rio de Janeiro para acolhimento e apoio às vítimas da violência de gênero.

Os relatos foram registrados pela campanha do secretário-geral da ONU “UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, com produção da ONU Mulheres e do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) e apoio do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 e da ONG Criola. Assista aos vídeos.

Ana Carolina Querino, gerente de Programas da ONU Mulheres Brasil, ao lado de Luiza Pereira, presidenta da FENATRAD, e Creuza Oliveira, secretária-geral da FENATRAD e integrante do Grupo Assessor da Sociedade Civil Brasil (GASC) da ONU Mulheres. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Aplicativo leva informações sobre direitos para trabalhadoras domésticas

Direitos na palma da mão. Esta é a função do aplicativo Laudelina, que oferece informações sobre legislações e garantias para mais de 6 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos. Software para celulares conta com uma calculadora de salários, benefícios e demissão, além de apresentar uma lista com instituições de proteção trabalhista em diferentes cidades brasileiras. Plataforma foi lançada neste mês (14), na Casa da ONU, em Brasília.

Mulheres do campo e da floresta reivindicam enfrentamento à violência e políticas públicas de empoderamento. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Especialistas alertam para redução do orçamento federal no combate à violência de gênero

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a ONU Mulheres lançaram na semana passada em Brasília (DF) o relatório “Do Compromisso à Ação: Políticas para Erradicar a Violência contra as Mulheres na América Latina e no Caribe”.

No debate de lançamento, especialistas alertaram para a queda dos recursos destinados ao combate à violência de gênero no Brasil. Segundo o Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), em 2017, o orçamento direcionado a essas políticas teve queda de 52% na comparação ao ano anterior.

UNFPA, PNUD e ONU Mulheres divulgaram comunicado conjunto pelo fim da violência de gênero. Foto: Mídia Ninja

No Dia dos Direitos Humanos, agências da ONU pedem fim da violência contra mulheres

Na ocasião do Dia dos Direitos Humanos, lembrado globalmente em 10 de dezembro, os diretores-executivos do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONU Mulheres e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) pediram em comunicado conjunto o fim da violência contra as mulheres.

No mundo, uma em cada três mulheres foi vítima de violência física ou sexual, principalmente por parte de um parceiro íntimo. Quase 750 milhões de mulheres e meninas se casaram antes de completar 18 anos, e mais de 200 milhões sofreram mutilação genital. Mais de 70% de todas as vítimas do tráfico de pessoas no mundo são mulheres e meninas, e três em cada quatro delas foram estupradas.

A violência doméstica e familiar e o menosprezo ou discriminação à condição de mulher estão incluídos na lei que tipifica o crime de feminicídio. Foto: Agência Brasil / Fernando Frazão

ONU Mulheres convoca América Latina a acabar com feminicídios

No marco da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a ONU Mulheres faz um apelo urgente aos países, a instituições públicas e privadas e a toda a sociedade para acabar com os feminicídios na América Latina e no Caribe. Ao longo desta quinta-feira (7), a agência das Nações Unidas promoverá uma ação digital nas redes sociais, conscientizando os públicos do Brasil e das demais nações da região.

ONU Mulheres foi uma das entidades apoiadoras da Marcha das Mulheres Negras, em 2015. À direita, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Com apoio da ONU, movimento brasileiro de mulheres negras discute objetivos globais

As mulheres negras do Nordeste iniciam nesta terça-feira (5), em Salvador, um ciclo de diálogos com foco no desenvolvimento sustentável, na promoção da igualdade de gênero e na eliminação do racismo.

Além de Salvador, encontros acontecerão em Maceió, na quarta-feira (6), e no Recife, em 15 de dezembro. As atividades são organizadas pela Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) e entidades locais, com o apoio da ONU Mulheres Brasil.

Mobilizações em favor dos direitos de mulheres e meninas na UFPB. Foto: UFPB

Universidade federal da Paraíba adere a movimento da ONU para igualdade entre homens e mulheres

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é a mais nova instituição acadêmica do Brasil a aderir ao movimento ElesPorElas, iniciativa da ONU Mulheres para mobilizar homens e meninos pelo fim das desigualdades de gênero. Centro de ensino, pesquisa e extensão se comprometeu a realizar ações de conscientização e a apoiar o poder público em políticas sobre o tema. Engajamento da universidade foi formalizado na semana passada (29).

A 150ª adesão aos princípios de empoderamento das mulheres da ONU aconteceu durante o Fórum Mulheres de Destaque, no final de novembro, em São Paulo. Foto: ONU Mulheres

Princípios de empoderamento das mulheres da ONU alcançam 150 empresas signatárias no Brasil

“Igualdade significa negócios”. É sob esta afirmação que a ONU Mulheres e o Pacto Global da ONU vêm trabalhando para promover os Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, da sigla em inglês) no Brasil e no mundo.

Baseados em práticas empresariais bem-sucedidas, tais princípios orientam corporações a adaptar as políticas existentes ou criar novas práticas para trabalhar a promoção da igualdade entre homens e mulheres no local de trabalho, no mercado, em sua cadeia de valor e na sociedade.

Pacientes recebem terapia antirretroviral no Quênia. Foto: Observatório Africano de Saúde / OMS

Agências da ONU alertam para acesso desigual a serviços de HIV

Em pronunciamento no Dia Mundial contra a AIDS, observado em 1º de dezembro, o chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, alertou que, das 36,7 milhões de pessoas vivendo com HIV, 15,8 milhões ainda não têm acesso ao tratamento antirretroviral. Também por ocasião da data, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, lembrou que, a cada quatro minutos, três mulheres jovens são infectadas com HIV.

Iniciativa do Instituto Avon, em parceria com a ONU Mulheres, dá voz a histórias reais por meio de depoimentos e músicas. Foto: Reprodução

Em parceria com a ONU, Instituto Avon lança série de vídeos sobre violência contra mulheres

Campanha do Instituto Avon, em parceria com a ONU Mulheres, lançou na quarta-feira (29) o primeiro de uma série de vídeos para a web com histórias reais de mulheres que enfrentaram situações de violência.

A produção faz parte da programação oficial da mobilização mundial 16 dias de ativismo. A atriz Luiza Brunet é protagonista do primeiro episódio sobre violência moral e exposição da vida íntima.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou que o vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, danifica o sistema nervoso central de adultos e dos fetos. O vírus pode provocar problemas no nascimento, incluindo uma malformação congênita chamada microcefalia, e já se espalhou por mais de 70 países e territórios.

Jornalistas de Fortaleza têm até 8/12 para se inscrever em curso da ONU sobre saúde e direitos da mulher

Iniciativa visa preparar profissionais da imprensa e universitários de Jornalismo para abordar desafios de saúde pública, como a epidemia de zika, tendo em vista temas como gênero, raça e etnia. Com a formação, a ONU Mulheres espera melhorar o trabalho jornalístico e a divulgação de informação sobre a tríplice epidemia de arbovirsoses – dengue, zika e chikungunya. O objetivo das atividades é levar profissionais a abordar os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres nesse contexto de saúde específico.

ONU e federação de jornalistas conscientizam profissionais sobre violência e estereótipos de gênero

Ao longo dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e a ONU Mulheres promoverão ações de conscientização sobre a cobertura de episódios de violência de gênero. Objetivo da iniciativa, voltada para profissionais de mídia, é melhorar o trabalho de repórteres que divulgam informações sobre esse tipo de violação, contribuindo para eliminar estereótipos e representações preconceituosas.

Insegurança em campus da UnB já foi motivo de protestos dos alunos, em 2013. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Governo do DF e agências da ONU combatem violência contra mulheres na capital brasileira

Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), ONU Mulheres e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) participaram no sábado (25), Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, da assinatura de um protocolo de intenções com o governo do Distrito Federal tendo como objetivo desenvolver uma série de ações de combate a esse problema na capital do país.

Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, e Taís Araújo em frente ao espaço Lélia Gonzalez, uma das pioneiras do movimento de mulheres negras. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

ONU expressa solidariedade a Taís Araújo e critica ataques racistas ‘abomináveis’

Taís Araújo é uma das apoiadoras públicas da ONU Mulheres Brasil e ocupa o cargo honorário de defensora dos Direitos das Mulheres Negras. Ataques racistas feitos à artista foram duramente criticados pela representante da agência no país, Nadine Gasman, que alertou: ‘o discurso de ódio visa à desmobilização do debate central acerca do racismo e dos seus efeitos na vida da população negra’.

Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres, ao lado de António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas. Foto: Eskinder Debebe

ONU pede fim da impunidade para a violência de gênero

Em pronunciamento em Nova Iorque para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, lembrado no próximo 25 de novembro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu a igualdade de gênero e o empoderamento feminino como soluções para as violações dos direitos das mulheres.

“Em todo o mundo, mais de uma a cada três mulheres enfrentará violência ao longo de suas vidas; 750 milhões de mulheres se casaram antes de completar 18 anos e mais de 250 milhões foram submetidas à mutilação genital feminina”, lembrou o dirigente máximo do organismo internacional.

Grupo coordenado por UNFPA e OPAS/OMS promoveu o debate sobre Estratégia Global para a Saúde das Mulheres, das Crianças e dos Adolescentes 2016-2030. Foto: OMS

ONU e parceiros discutem estratégia nacional para saúde de mulheres, crianças e adolescentes

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) receberam na quinta-feira (23) representantes de outras agências da ONU, do Ministério da Saúde brasileiro, da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) e da sociedade civil para discutir a implementação da Estratégia Global para a Saúde das Mulheres, das Crianças e dos Adolescentes 2016-2030 no país.

A iniciativa foca no apoio aos países para que as políticas públicas de saúde efetivamente promovam a equidade e sejam voltadas aos mais vulneráveis, sem deixar ninguém para trás.

Lei brasileira permite o casamento de meninas com qualquer idade em caso de gravidez. Foto: EBC

No Nordeste, 17% das mulheres já foram agredidas fisicamente, revela ONU

Às vésperas do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, lembrado em 25 de novembro, a ONU Mulheres divulgou nesta quinta-feira (23) uma pesquisa que revela que 27% de todas as brasileiras do Nordeste com idades entre 15 e 49 anos já foram vítimas de violência doméstica ao longo da vida.

Na região, 17% das mulheres já foram agredidas fisicamente pelo menos uma vez. Salvador, Natal e Fortaleza ostentam o título negativo de cidades mais violentas para as mulheres.

ONU Meio Ambiente decidiu somar esforços a iniciativa global contra a violência de gênero. Foto: PEXELS

ONU Meio Ambiente se une a campanha pelo fim da violência contra mulheres

Para lembrar o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em 25 de novembro, a ONU Meio Ambiente lança a iniciativa digital “Mulheres Que Inspiram”. Estratégia de conscientização nas redes sociais convoca todos os setores da sociedade a acabar com a violência de gênero.

Com o projeto, o organismo internacional se soma aos esforços da campanha global “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, coordenada pela ONU Mulheres no âmbito da campanha do secretário-geral das Nações Unidas UNA-SE.

Participantes de ato unificado pelo fim da violência contra a mulher, realizado em São Paulo. Foto: Flickr CC/Mídia Ninja

Região da América Latina e do Caribe é a mais violenta do mundo para as mulheres, diz ONU

Na América Latina e no Caribe, o número de países com políticas nacionais de proteção às mulheres aumentou de 24 em 2013 (74% do total) para 31 em 2016 (94%). No entanto, a região continua sendo a mais violenta do mundo para as mulheres, cenário de partida de um novo relatório sobre o tema produzido por Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e ONU Mulheres, lançado nesta quarta-feira (22) no Parlamento Latino-Americano (Parlatino) com mais de 120 legisladores.

Cristo Redentor no Rio de Janeiro será iluminado de laranja no próximo 25 de novembro. Foto: UNIC Rio/Célio Durães

ONU ilumina cartões-postais brasileiros em campanha pelo fim da violência contra mulheres

Cristo Redentor, Elevador Lacerda e Palácio Buriti – cartões-postais do Brasil – se somam à iluminação laranja da campanha global das Nações Unidas dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Pelo quarto ano consecutivo, a iluminação — programada para o dia 24 de novembro em Brasília e 25 no Rio de Janeiro e em Salvador — deixa as marcas em diferentes pontos do mundo em favor dos direitos de mulheres e meninas viverem sem violência.

Ação digital da ONU Mulheres no Brasil visa colocar negras no centro da Agenda 2030

Na Semana da Consciência Negra, a ONU Mulheres e o Movimento de Mulheres Negras promovem uma ação digital nas redes sociais com o objetivo de colocar as afrodescendentes no centro das ações da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A iniciativa se integra às ações da ONU Mulheres na campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que acontece até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

UNFPA, PNUD e ONU Mulheres divulgaram comunicado conjunto pelo fim da violência de gênero. Foto: Mídia Ninja

ONU Mulheres divulga na quinta (23) estudo sobre violência de gênero no Nordeste

A ONU Mulheres divulgará na quinta-feira (23) estudo inédito sobre violência baseada em gênero no Nordeste brasileiro, detalhando situação de vulnerabilidade racial e socioeconômica das vítimas.

O estudo é realizado por Universidade Federal do Ceará, Instituto para Estudos Avançados de Toulouse e Instituto Maria da Penha, em cooperação com a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, com apoio do Instituto Avon. A divulgação é feita em parceria com a ONU Mulheres Brasil.

Agências da ONU manifestaram preocupação com PEC 181/15. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão.

Agências da ONU divulgam nota sobre PEC 181/15

Agências das Nações Unidas no Brasil manifestaram no domingo (19) preocupação com a eventual aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 181/15 que, segundo as instituições, em seus termos atuais acarretará em maior risco para a saúde de mulheres e meninas.

As agências da ONU lembram que, de acordo com relatores do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a negação de serviços de abortamento nos casos já previstos em lei pode colocar em risco a saúde física e mental de mulheres e meninas cujo sofrimento pode constituir tortura e/ou tratamento cruel, desumano ou degradante.

A declaração foi divulgada em comunicado assinado por Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), ONU Mulheres, Escritório da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde no Brasil (OPAS/OMS) e o Escritório Regional para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

O coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, cobrou uma resposta da sociedade e do poder público à dura realidade enfrentada pela juventude afrodescendente. Foto: UNFPA/Agnes Sofia Guimarães

‘O racismo mata e não podemos ser indiferentes’, diz ONU Brasil em lançamento da campanha #VidasNegras

A ONU Brasil lançou na terça-feira (7) a campanha #VidasNegras, iniciativa de conscientização nacional pelo fim da violência contra a juventude afrodescendente. Em cerimônia que reuniu em Brasília cerca de cem autoridades públicas e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, dirigentes das Nações Unidas alertaram que cinco jovens negros morrem a cada duas horas no país. Por ano, o número chega a 23 mil.

O organismo internacional fez um apelo à sociedade brasileira e ao poder público por repostas ao racismo e à discriminação. Um jovem negro é assassinado a cada 23 minutos no Brasil.

Jornalistas a trabalho no México. Foto: Flickr (CC)/Ester Vargas

América Latina precisa aumentar participação das mulheres na chefia de meios de comunicação

Em encontro com o setor privado, em Buenos Aires, a ONU Mulheres e a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) anunciaram em finais de outubro (31) um pacto para que países da América Latina suprimam estereótipos de gênero na mídia e estimulem a participação feminina em meios de comunicação, sobretudo em posições de liderança. Desigualdades entre homens e mulheres no setor foram apontadas como uma das áreas com maior “tarefas pendentes” para o cumprimento de metas internacionais.

Fátima Oliveira, médica e ativista brasileira. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres lembra legado de médica e feminista brasileira Fátima Oliveira

Em nota divulgada nesta segunda-feira (6), a ONU Mulheres expressou pesar pela morte da médica brasileira Fátima Oliveira, falecida no último domingo (5). O organismo internacional elogiou o “legado feminista valoroso” deixado pela pesquisadora para a luta por direitos sexuais e reprodutivos. A agência das Nações Unidas também lembrou contribuições da especialista para políticas sobre saúde da população afrodescendente.

Professora Amivi Kafui Tete-Benissan (esquerda) ensina biologia celular e bioquímica na Universidade de Lomé, na capital do Togo. Foto: Banco Mundial/Stephan Gladieu

Evento da ONU em Nova Iorque visa ampliar espaço das mulheres em ciência e tecnologia

Um evento de três dias sobre formas de melhorar o envolvimento das mulheres no setor aeroespacial, assim como nos campos de ciência, tecnologia e matemática, ocorreu no início de outubro em Nova Iorque sob a liderança de dois escritórios das Nações Unidas.

O Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Sideral (UNOOSA) e a ONU Mulheres uniram-se no “Espaço para Mulheres”, uma reunião de especialistas para compartilhar conhecimentos, ampliar parcerias e promover esforços para encorajar as mulheres e meninas a se envolverem com ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

O edital Gestão para Equidade: ELAS nas Exatas, parceria do Fundo ELAS, Instituto Unibanco e Fundação Carlos Chagas pela redução do impacto das desigualdades de gênero nas escolhas profissionais e no acesso à educação superior das estudantes, lança seu segundo edital para apoiar novos projetos em todo o Brasil. Nessa segunda edição, o ELAS nas Exatas conta também com o apoio da ONU Mulheres.

ONU Mulheres recebe projetos para ampliar inserção de meninas nas ciências exatas e tecnológicas

O Fundo ELAS, o Instituto Unibanco e a Fundação Carlos Chagas lançaram edital para apoiar novos projetos em todo o Brasil que visem à redução das desigualdades de gênero nas escolhas profissionais e no acesso à educação superior. As inscrições podem ser feitas até 28 de novembro.

A segunda edição do edital, apoiado pela ONU Mulheres, pretende favorecer a inserção das meninas nas áreas de ciências tecnológicas e exatas por meio da promoção da equidade de gênero e do reconhecimento da escola como um espaço estratégico para essa transformação.