O Brasil é um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher: uma mulher é morte a cada 2 horas e atacada a cada 15 segundos. Sueny é uma ativista brasileira que luta para acabar com a violência contra as mulheres em uma comunidade no Rio de Janeiro.

No Brasil, uma mulher é assassinada a cada 2 horas; vídeo

O Brasil é um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher: uma mulher é morte a cada 2 horas e atacada a cada 15 segundos. Sueny é uma ativista brasileira que luta para acabar com a violência contra as mulheres em uma comunidade no Rio de Janeiro.

Ela é uma das participantes de um programa da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA), organização apoiada pelo Fundo Fiduciário das Nações Unidas pelo Fim da Violência contra a Mulher, gerido pela ONU Mulheres. Confira nessa matéria especial.

Foto: Mídia Ninja

ARTIGO: Por um país 50-50

Em artigo publicado na imprensa nacional, especialistas abordam a sub-representação das mulheres na política. Enquanto elas respondem por 52% do eleitorado no Brasil, têm ocupado apenas 10% dos cargos políticos eletivos.

O artigo é assinado por Flávia Biroli, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, Luciana Lóssio, ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil.

Foto: EBC

Assassinatos de Campinas expressam cultura de violência contra as mulheres, diz agência da ONU

A ONU Mulheres manifestou nesta terça-feira (10) repúdio ao crime cometido em Campinas, interior de São Paulo, no primeiro dia do ano, quando o técnico de laboratório Sidnei de Araújo, de 46 anos, invadiu uma residência matando sua ex-mulher, seu filho de 8 anos e outras dez pessoas presentes no local.

Segundo a agência da ONU, tratou-se de um crime de violência de gênero, e não um caso isolado fruto de vingança pessoal. “São casos de machismo e misoginia, que expressam a cultura de violência à qual todas as mulheres estão submetidas diariamente no Brasil devido aos sentimentos de posse e desigualdades estruturais com base em gênero”, disse a entidade.

Agência da ONU pede mais esforços pelos direitos das mulheres com deficiência no Brasil. Foto: Agência Brasília / Gabriel Jabur

Agência da ONU faz apelo público em defesa dos direitos das mulheres com deficiência no Brasil

Neste 13 de dezembro, dia em que se completam dez anos da adoção da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, a ONU Mulheres no Brasil faz um apelo público ao pleno cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei n. 13.146/2015.)

A agência das Nações Unidas solicita que os direitos dessa população sejam priorizados por meio de políticas públicas e investimentos em programas de inclusão social e econômica — que devem ser desenvolvidos pelos governos federal, estadual e municipal.

Maior parte dos casos de microcefalia está concentrada no Nordeste do país. Foto: EBC

UNICEF distribui kits em Recife para estimular crianças afetadas pelo zika

Em Recife, o projeto Redes de Inclusão — do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e parceiros — distribuiu na terça-feira (29) kits para estimular o desenvolvimento de crianças com a síndrome congênita do zika. A ação é uma das diversas iniciativas promovidas pela agência da ONU para levar atenção humanizada a gestantes, famílias e cuidadores de crianças que foram afetadas neurologicamente pelo vírus.

Mulheres se manifestam em Brasília na Marcha das Mulheres Negras (2015) pelo fim do racismo e do machismo. Foto: Ministério da Cultura

ONU Brasil participa do lançamento de fórum permanente pela igualdade racial

Representantes da ONU no Brasil participam nesta terça-feira (29), em Brasília, do lançamento do Fórum Permanente pela Igualdade Racial (FOPIR), que tem como objetivo desenvolver estratégias de mobilização para fortalecer o enfrentamento do racismo e a defesa das políticas de promoção da igualdade racial e de gênero. A agenda do fórum também inclui combate ao genocídio dos jovens negros, à violência contra as mulheres negras e à intolerância religiosa.

ONU busca recursos para eliminar violência contra mulheres no mundo

Em apoio a uma campanha global de 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, as Nações Unidas promovem a iniciativa “Torne o Mundo Laranja: Aumente os Investimentos para Eliminar a Violência contra Mulheres e Meninas”, com o objetivo de mobilizar recursos para fundos internacionais.

Uma plataforma online foi criada pela ONU Mulheres para captar recursos a serem investidos em programas globais para o fim da violência baseada em gênero.

Phumzile Mlambo-Ngcuka, subsecretária-geral da ONU e diretora executiva da ONU Mulheres. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Imobilismo é inaceitável no combate à violência de gênero, diz ONU Mulheres

O preço do imobilismo no combate à violência de gênero é inaceitável, disse nesta sexta-feira (25), Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

“Deveríamos poder esperar que todos os agressores fossem devidamente responsabilizados, que se fizesse justiça e que recebêssemos cuidados e apoio pela violência sofrida”, disse Phumzile. “Mas ainda são muitos os países onde as leis não são adequadas, onde as polícias não têm interesse em coibir essas violências, onde não há acolhimento disponível, cuidados de saúde ou apoio”, declarou.

Brasil tem altos índices de violência contra a mulher. Foto: Mídia Ninja

Brasil precisa avançar na prevenção à violência contra a mulher, dizem especialistas

No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, o Brasil não tem muito a comemorar: é um dos países com os maiores índices de assassinatos de mulheres do mundo. Apesar de avanços legislativos recentes e políticas públicas de proteção, muito resta a ser feito em relação à prevenção, de acordo com especialistas.

Enquanto o machismo continuar dominando diferentes esferas da sociedade brasileira e o tema da igualdade de gênero não fizer parte do currículo escolar, o ciclo de violência tende a se prolongar ao longo das próximas gerações, afirmaram.

Projeto da ONU Mulheres sobre empoderamento feminino pelo esporte realiza oficinas em João Pessoa

Durante os Jogos Escolares da Juventude, em João Pessoa, cerca de 150 crianças participaram de oficinas sobre empoderamento feminino e igualdade de gênero promovidas pelo “Uma Vitória Leva à Outra”, projeto da ONU Mulheres no Brasil e parceiros. Paraíba é o segundo estado a receber o programa, que atualmente é implementado no Rio de Janeiro como parte do legado das Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016.

Bebês que nascem com microcefalia requerem atendimento específico e continuado. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

Agências da ONU lançam campanha ‘Mais Direitos, Menos Zika’

Um ano depois do início do surto de vírus zika no Brasil, é lançada nesta quarta-feira (16) a campanha nacional “Mais Direitos, Menos Zika”, que coloca as pessoas no centro da resposta ao vírus, com um enfoque de direitos humanos.

A campanha é uma iniciativa do Fundo de População da ONU (UNFPA), em parceria com Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), ONU Mulheres, entre outros apoiadores.

Bertha Lutz participa de discussões durante a Conferência de San Francisco, em 26 de junho de 1945. Foto: Arquivo/ONU

EXCLUSIVO: Diplomata brasileira foi essencial para menção à igualdade de gênero na Carta da ONU

A inclusão da igualdade de direitos de homens e mulheres na Carta da ONU, documento lançado em 1945 que criou as Nações Unidas, foi fruto da insistência de diplomatas latino-americanas lideradas pela cientista brasileira Bertha Lutz, que enfrentou forte oposição das delegações norte-americana e britânica.

Essa foi a conclusão de pesquisadoras da Universidade de Londres, que tentam “reescrever a história” e dar o devido crédito às diplomatas do Sul, responsáveis pela inserção do tema da igualdade de gênero em um dos mais importantes tratados internacionais do século XX.

ONU Mulheres promove evento sobre igualdade de gênero na sexta-feira no Rio

O evento “Por um Planeta 50-50 em 2030: Mulheres Do Amanhã” reunirá no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, personalidades de diferentes setores para abordar obstáculos e soluções rumo a um planeta de igualdade de gênero até 2030. Além de palestras e roda de conversas, será exibido o documentário “Precisamos falar com os homens?”. Na ocasião, Museu do Amanhã irá aderir ao movimento ElesPorElas HeForShe. O evento terá transmissão ao vivo pelo Twitter, por meio da página @elesporelas.

Pesquisa mostrou que 45,5% dos homens consultados disseram que gostariam de se expressar de modo menos duro ou agressivo. Foto: George Campos / USP Imagens

ONU Mulheres: 81% dos homens consideram Brasil um país machista, diz pesquisa

Pesquisa realizada pela ONU Mulheres e pelo portal Papo de Homem mostrou que 81% dos homens entrevistados concordam que o machismo ainda é recorrente no Brasil, enquanto o percentual sobe para 95% no caso das mulheres.

Segundo o levantamento, estereótipos do comportamento masculino causam dificuldades para os homens, já que 66,5% deles disseram não conversar com os amigos sobre medos e sentimentos. Outros 45% disseram que não gostam de se sentir responsáveis pelo sustento financeiro da casa e 45,5% disseram que gostariam de se expressar de modo menos duro ou agressivo.

Chegada do vírus em alguns países das Américas, principalmente no Brasil, tem sido associada com o aumento expressivo de nascimentos de bebês com microcefalia e, em alguns casos, síndrome de Guillain-Barré. Foto: Fiocruz

Com o apoio da ONU, TV Brasil exibe reportagem sobre morte materna

Reportagem “Morte materna: histórias de dor e saudade” será exibida às 20h50 desta quinta-feira (20/10) pela TV Brasil. O programa foi produzido pela emissora e recebeu apoio da ONU Mulheres, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e assessoria técnica da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

De acordo com dados do Ministério da Saúde, as principais causas de morte materna no Brasil são hipertensão, hemorragia, doenças cardiovasculares, infecção no pós-parto e aborto clandestino.

Amanda Oliveira, de Campina Grande (PB), foi uma das mães entrevistadas no documentário da TV Brasil. Foto: Reprodução

Documentário sobre direitos das mulheres e zika vence Prêmio Vladimir Herzog

Produzido pela TV Brasil, o documentário “Mulheres do Zika” teve o apoio da ONU Mulheres, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, além de assessoria técnica da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). A entrega dos prêmios ocorrerá na semana que vem (25), em São Paulo, e terá transmissão ao vivo pelo site www.tvpuc.com.br.

Maior parte dos casos de microcefalia está concentrada no Nordeste do país. Foto: EBC

Agências da ONU reúnem-se para abordar risco de aumento do zika com chegada das chuvas

O representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, disse que o vírus tem hoje um impacto social e na saúde muito significativo, e que “vamos entrar numa fase em que o mais provável é que tenhamos um novo surto epidêmico”, com a chegada da época de chuvas e as deficiências dos serviços de saneamento e água tratada para as populações mais pobres do país.

Em visita ao distrito de Dedza, no Malauí, Emma Watson, embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, encontra Stella Kalilombe e Cecilia Banda, duas meninas que tiveram seus casamentos anulados e puderam voltar aos estudos. Foto: ONU Mulheres / Karin Schermbrucker

Em visita ao Malauí, Emma Watson celebra esforços contra casamento infantil

Marcando o Dia Internacional das Meninas, marcado nesta terça-feira (11), a embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, Emma Watson, visitou o Malauí para celebrar os resultados da implementação, no ano passado, da lei que proíbe o casamento precoce no país.

A gravidez na adolescência é responsável por cerca de 30% das mortes maternas no país; e apenas 45% das meninas continuam a sua educação depois da 8ª série.