Creuza Oliveira, secretária-geral da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD). Foto: Agência Brasil/José Cruz

Federação de trabalhadoras domésticas alerta para risco de perda de direitos no Brasil

Em entrevista à ONU Mulheres, a secretária-geral da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e integrante do Grupo Assessor da Sociedade Civil Brasil (GASC) Brasil da ONU Mulheres, Creuza Oliveira, avaliou os desafios para o trabalho doméstico no país e o risco de perda de direitos. “Não podemos negar os avanços que ocorreram, tais como horas extras, adicional noturno. Hoje, a gente corre risco de perder esses direitos”, apontou.

Este ano, o tema da Plenária das Mulheres Indígenas no ATL foi a etapa ampliada da 1ª Conferência Livre de Saúde das Mulheres Indígenas. Foto: ONU Mulheres

Indígenas promovem em Brasília plenária dedicada aos direitos das mulheres

Indígenas organizaram uma plenária dedicada às pautas específicas de mulheres pela segunda vez na história do Acampamento Terra Livre (ATL), evento que reúne 3 mil indígenas de todo o país em Brasília até sexta-feira (28).

O evento teve a participação de integrantes do projeto Voz das Mulheres Indígenas, realizado por lideranças indígenas e pela ONU Mulheres, com apoio da embaixada da Noruega.

Imagem: UIT

Em dia mundial, agência da ONU encoraja mulheres e meninas a participar do mercado de tecnologia

A desigualdade de gênero também é um obstáculo na hora em que mulheres decidem acessar a rede mundial de computadores ou planejar uma carreira na área de tecnologia. Segundo a União Internacional de Telecomunicações, há 257 milhões a menos de usuárias de internet na comparação com os homens conectados.

Para reverter esse cenário, a agência da ONU lembra, neste 27 de abril, o Dia das Meninas na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), com atividades de capacitação em diferentes partes do mundo, incluindo no Brasil.

Próxima Cúpula Ibero-americana, que terá apoio do PNUD e da SEGIB, acontece na Colômbia. Foto: ACNUR / B. Heger

Na sede da ONU, brasileira coordenará debate sobre violência contra mulheres indígenas

Na próxima sexta-feira (28), na sede da ONU, em Nova Iorque, uma brasileira coordenará um painel de discussões sobre violência contra as mulheres indígenas. Cristiane Julião, da etnia Pankararu, vai moderar o debate que terá a participação de indígenas da África, Ásia e América Latina, e também da relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos originários, Victoria Tauli-Corpuz. Iniciativa é da ONU Mulheres nas Américas e no Caribe, em parceria com outras redes globais e regionais.

O evento é uma atividade paralela ao Fórum Permanente das Nações Unidas para as Questões Indígenas, que começou na segunda-feira (24) e vai até 5 de maio.

Braulina Aurora Baniwa, presidenta da Associação de Estudantes Indígenas da Universidade de Brasília. Foto: ONU Mulheres

‘Escolas têm que pautar questão da violência contra mulheres indígenas’, diz liderança

Na ocasião do Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra Mulheres, lembrado a cada dia 25, a ONU Mulheres entrevistou Braulina Aurora Baniwa, presidenta da Associação de Estudantes Indígenas da Universidade de Brasília (AAIUnB).

Braulina falou sobre a importância da demarcação de terras para a luta das mulheres indígenas, sobre o contexto de violência dentro e fora de suas comunidades e sobre a importância da educação para a prevenção da violência, valorização da diferença e da diversidade.

Marcha das Margaridas de Brasília em 2015. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Em Moçambique, mulheres reúnem-se pela igualdade de gênero no campo

Trabalhadoras rurais de Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e Portugal reúnem-se em Maputo, capital moçambicana, para discutir uma agenda internacional de luta pelo empoderamento das mulheres do campo.

“Elas fazem parte de um dos grupos em situação de maior vulnerabilidade que, ao mesmo tempo, são agentes centrais para a erradicação da pobreza e promoção da segurança alimentar e nutricional”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

Refugiadas receberam orientações sobre direitos, inserção no mercado de trabalho e aspectos da cultura brasileira. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Refugiadas vivendo no Brasil aprendem sobre cultura local e direitos das mulheres

Violência de gênero, participação no mercado de trabalho e particularidades da cultura brasileira foram alguns dos temas abordados por empresas do Pacto Global da ONU no segundo workshop do projeto Empoderando Refugiadas, iniciativa que reúne estrangeira vítimas de deslocamento forçado para ajudá-las a conseguir um emprego no Brasil. Encontro aconteceu na semana passada (10), no Instituto Carrefour, em São Paulo, e reuniu cerca de 30 pessoas, entre palestrantes e refugiadas.

Brasil tem o maior índice de casamentos infantis da América Latina. Foto: EBC

Na América Latina e Caribe, 23% dos casamentos aconteceram quando um dos parceiros era menor de idade

Quase um quarto dos casamentos da região foi realizado quando um dos cônjuges era menor de idade. Estimativa foi divulgada em março durante encontro de representações diplomáticas e agências da ONU na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Especialistas e delegações de governos concordaram unanimemente que o matrimônio infantil é uma violação dos direitos humanos e uma ameaça à vida de meninas e adolescentes.

Foto: EBC

Legislação brasileira garante inclusão da perspectiva de gênero na educação, diz especialista

Em entrevista à ONU Mulheres, a especialista Ingrid Leão lembra do 8º artigo da Lei Maria da Penha, que prevê ‘a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade da pessoa humana’, independentemente de seu sexo, cor ou origem étnica. Políticas para coibir debate sobre gênero nas escolas seriam inconstitucionais e contra os direitos humanos, segundo a pesquisadora.

Imagem: ONU Mulheres

Nota pública da ONU Mulheres sobre declaração acerca de feminismos atribuída a Juliana Paes

Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (10), a ONU Mulheres Brasil lamenta a declaração sobre feminismos atribuída à atriz Juliana Paes, que é defensora da agência da ONU para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

A representação nacional do organismo das Nações Unidas considera que o conhecimento sobre feminismos é uma construção constante. No pronunciamento, a agência lembra que Juliana Paes posicionou-se publicamente, explicando a descontextualização de sua declaração, reconhecendo a pluralidade dos feminismos e se dispondo a aprofundar seu conhecimento sobre o tema e se somar ao debate com diálogo.

Para especialista, discussões sobre gênero devem integrar políticas públicas de educação. Foto: EBC

Falta de informação prejudica debate sobre gênero nas escolas, aponta especialista

Em entrevista à ONU Mulheres, a cientista social Sylvia Cavasin defende que políticas escolares devem levar discussões sobre gênero para centros de ensino. Segundo a especialista, os debates desenvolvidos continuam sendo fruto de iniciativas individuais de alguns professores.

Para ela, “as famílias desconhecem o que é gênero e caem na desinformação, que tem criado uma espécie de terrorismo e de perseguição” aos docentes que abordam a temática com alunos.

Segundo a OIT, o percentual de sindicalização do Brasil está acima de outros países da América Latina. Foto: EBC

Federação das Indústrias do DF adere ao movimento ElesPorElas

O Sistema Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) celebrou a adesão oficial ao movimento ElesPorElas HeForShe, em parceria com o governo de Brasília, com o compromisso de lançar iniciativas que reconheçam a conexão entre crescimento econômico e igualdade de gênero.

Criado pela ONU Mulheres, o movimento ElesPorElas (HeForShe) é um esforço global para envolver homens e meninos na remoção das barreiras sociais e culturais que impedem as mulheres de atingir seu potencial, e ajudar homens e mulheres a modelarem juntos uma nova sociedade.

Em todo o mundo, as mulheres fazem a grande maioria do trabalho não remunerado, incluindo assistência à infância, culinária, limpeza e agricultura. Este trabalho não remunerado é essencial para que as famílias e as economias funcionem, mas também é menos valorizado do que o trabalho remunerado. Inclui o cuidado familiar com crianças e idosos, por exemplo. A especialista da ONU Mulheres Shahra Razavi revela o valor real do trabalho não remunerado – e como podemos reduzir o fardo para as mulheres, enfrentando a discriminação das nossas sociedades.

VÍDEO: Qual é o real valor do trabalho não remunerado?

Em todo o mundo, as mulheres fazem a grande maioria do trabalho não remunerado, incluindo assistência à infância, culinária, limpeza e agricultura. Este trabalho não remunerado é essencial para que as famílias e as economias funcionem, mas também é menos valorizado do que o trabalho remunerado. Inclui o cuidado familiar com crianças e idosos, por exemplo.

A especialista da ONU Mulheres Shahra Razavi revela o valor real do trabalho não remunerado – e como podemos reduzir o fardo para as mulheres, enfrentando a discriminação das nossas sociedades. Confira nesse vídeo.

Participantes de ato unificado pelo fim da violência contra a mulher, realizado em São Paulo. Foto: Flickr CC/Mídia Ninja

ONU Mulheres abre inscrições para mapeamento de iniciativas para igualdade de gênero no Brasil

A ONU Mulheres e parceiros lançaram na sexta-feira (31) a Plataforma UNA, destinada a mapear o ecossistema de iniciativas para a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres no Brasil.

Para serem incluídas no mapeamento, as organizações devem se inscrever até 10 de abril no site http://www.u1na.org. A inscrição é altamente recomendada para que o maior número possível de organizações e iniciativas no Brasil sejam refletidas no mapeamento.

Foto: UNICEF/Ueslei Marcelino

Zika expôs ‘falências’ e desafios na garantia dos direitos das mulheres no Brasil, diz ONU

Em encontro com a sociedade civil no Rio de Janeiro, o representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Jaime Nadal, alertou para falhas nos serviços de saúde sexual e reprodutiva do Brasil, que protegeram a população do zika de ‘forma parcial’.

Para a ONU Mulheres, resposta à doença deve incluir iniciativas a longo prazo, que prestem assistência contínua às crianças que nasceram com a síndrome congênita provocada.

Foto: upslon/Flickr

ONU Mulheres recebe inscrições para Grupo Assessor da Sociedade Civil

A ONU Mulheres recebe candidaturas de representantes de organizações e redes da sociedade civil brasileira para o Grupo Assessor da Sociedade Civil (Brasil). O prazo de inscrição vai até 30 de abril por meio do e-mail onumulheres@unwomen.org.

Os Grupos Assessores da Sociedade Civil da ONU Mulheres são espaços globais, regionais e nacionais com o propósito de facilitar consultas efetivas, contínuas e estruturadas entre a sociedade civil e a ONU Mulheres.

No que diz respeito à participação das mulheres no Poder Legislativo, Brasil ficou atrás de países como Turquia, Gabão, Paraguai e China. Foto: Senado Federal

Brasil fica em 167º lugar em ranking de participação de mulheres no Executivo, alerta ONU

A ONU Mulheres, em parceria com União Interparlamentar (UIP), lançou na quarta-feira (15) um panorama sobre a participação política das mulheres no mundo. Com apenas uma ministra, o Brasil ficou na 167ª posição no ranking mundial de participação de mulheres no Executivo, que analisou 174 países.

Em relação ao ranking da participação no Congresso, o país ficou na 154ª posição, com 55 das 513 cadeiras da Câmara ocupadas por mulheres, e 12 dos 81 assentos do Senado preenchidos por representantes femininas.

O lançamento da rede global pela igualdade de gênero em Nova Iorque teve a participação da atriz norte-americana Patricia Arquette. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

ONU lança rede global para acabar com disparidade salarial entre homens e mulheres

A ONU se juntou à atriz norte-americana Patricia Arquette e ativistas na terça-feira (14) para lançar uma rede global que visa a pôr fim à disparidade salarial entre homens e mulheres.

O evento de lançamento foi organizado pela ONU Mulheres e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Nova Iorque. Segundo relatório da OIT, na média global, as mulheres ganham apenas 77 centavos para cada dólar recebido pelos homens.

ONU Mulheres destaca que prefeitos e legisladores devem estar atentos às demandas das mulheres, pois elas estão lideran mobilizações por mais direitos em todo o Brasil. Foto: Mídia Ninja

ONU Mulheres: 75% dos brasileiros querem prioridade para políticas de igualdade de gênero

Em pesquisa inédita no Brasil e divulgada nesta terça-feira (14), a ONU Mulheres e o Ibope revelam que três em cada quatro brasileiros consideram de extrema importância o envolvimento de gestores públicos e políticos na promoção da igualdade de gênero. Levantamento aborda percepção do público sobre acesso das mulheres a educação, cultura, mercado de trabalho, participação em governos e partidos políticos.

Anne Hathway na sede da ONU, durante as comemorações do Dia Internacional das Mulheres. Foto: ONU Mulheres/Celeste Slomant

Estereótipos de gênero sobrecarregam mães e desvalorizam pais, diz Anne Hathaway

Em sua primeira aparição oficial como embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, a atriz Anne Hathaway convocou países e empresas na quarta-feira (8) — Dia Internacional das Mulheres — a implementar políticas de licença trabalhista remunerada tanto para mães quanto para pais de crianças recém-nascidas.

Para a artista, políticas no local de trabalho não devem perpetuar desigualdades e estereótipos de gênero.

Inkosi Kachindamoto ao lado da diretora-executiva Phumzile Mlambo-Ngcuka em 2016. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

VÍDEO: No Malauí, líder local já anulou mais de 850 casamentos infantis

Inkosi Kachindamoto, uma liderança local no Malauí, já anulou mais de 850 casamentos de crianças nos últimos três anos, mandou as meninas de volta para a escola e proibiu as iniciações sexuais de meninas.

A ONU Mulheres apoia os líderes tribais nesse país do leste da África, assegurando que as mudanças recentes no direito conjugal sejam plenamente compreendidas e implementadas. Confira nesse documentário inspirador.

Imagem: UNV/Centro Rio+

ONU realiza hackathon no Rio para promover combate às desigualdades

Teve início nesta sexta-feira (10) um hackathon promovido por organismos da ONU no Rio de Janeiro e em outras oito cidades — Nova Iorque, Bali, Genebra, Lagos, Lisboa, Londres, Chandigarh e Manama. Mais de mil empreendedores participaram da iniciativa para encontrar soluções para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

No Rio, mobilização é promovida pelas organizações abeLLha e A Coorte, com apoio do Centro RIO+, ONU Mulheres e do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV).

Brasil tem o maior índice de casamentos infantis da América Latina. Foto: EBC

Brasil tem maior número de casamentos infantis da América Latina e o 4º mais alto do mundo

No Brasil, 3 milhões de jovens de 20 a 24 anos tiveram o matrimônio formalizado antes da maioridade. O número — que é o maior da América Latina e o 4º mais alto do mundo em valores absolutos — representa 36% do total de mulheres dessa faixa etária casadas. No mundo, anualmente, 15 milhões de meninas se casam antes de completar 18 anos. Casamento infantil é tema de relatório divulgado na quinta-feira (9) pelo Banco Mundial, UNFPA e ONU Mulheres.

Camila Pitanga, atriz e embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, abriu a ciranda virtual da agência das Nações Unidas. Foto: ONU Mulheres

ONU convida brasileiras a falar sobre mulheres inspiradoras nas redes sociais

A ONU Mulheres lançou na quarta-feira (8) — Dia Internacional das Mulheres — uma ciranda virtual pela igualdade de gênero. A iniciativa funciona da seguinte forma: ativistas, trabalhadoras de diferentes categorias, atrizes, políticas, empresárias e sindicalistas devem indicar e marcar nas redes sociais outras mulheres que são fonte de inspiração na luta por mais direitos. A campanha, que foi apoiada por Camila Pitanga, Juliana Paes e Taís Araújo, é aberta a todas as mulheres que quiserem participar.