Atualmente, existem 1,8 bilhão de jovens entre 10 e 24 anos no mundo. A maior população de jovens de todos os tempos. Foto: UNFPA

Transformando as Nações Unidas em um espaço mais inclusivo para os jovens

Vinte jovens representando dez organismos do Sistema das Nações Unidas no Brasil participaram na sexta-feira (16) das celebrações do Dia Internacional da Juventude, no escritório da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF).

Com o tema “A ONU que vemos, a ONU que queremos”, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar suas visões e ideias inovadoras para promoção da mudança, principalmente nos assuntos que envolvem diretamente seu futuro e sobre o papel das Nações Unidas para garantir que os jovens não sejam deixados para trás.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Agências de publicidade e anunciantes de toda América Latina e Caribe são convidadas pela ONU Mulheres para inscrever, até 6 de setembro, campanhas originais, empáticas e estratégicas que transformam os estereótipos de gênero. Foto: EBC

ONU Mulheres abre convocação para prêmio de publicidade não sexista

Agências de publicidade e anunciantes de toda América Latina e Caribe são convidados pela ONU Mulheres a inscrever, até 6 de setembro, campanhas originais, empáticas e estratégicas que transformam os estereótipos de gênero.

Poderão participar as campanhas produzidas e veiculadas entre 1º de agosto de 2018 e 6 de setembro 2019, que tiveram como objetivo posicionar produtos e/ou serviços em qualquer formato comunicativo: TV, rádio, jornalismo impresso ou plataformas digitais, entre outras.

A plataforma digital compila uma série de dados e informações com potencial de qualificar processos de tomada de decisão em políticas públicas. Foto: ASCOM/PGT_MP

OIT e MPT lançam observatório sobre diversidade e igualdade no mercado de trabalho

No Brasil, o rendimento mensal de mulheres no setor formal da economia é, em média, de 2,7 mil reais, ao passo que o dos homens é de 3,2 mil reais, apontam dados de 2017. Além disso, mulheres brancas recebem, em média, 76% do rendimento dos homens brancos, valores que são ainda menores para homens negros (68% dos homens brancos) e mulheres negras (55% dos homens brancos).

Se considerados apenas os cargos de direção no setor privado, a disparidade de rendimentos entre homens e mulheres é ainda maior: o salário de homens é, em média, 10 mil reais superior ao das mulheres em cargos de direção. Esses são alguns dos dados revelados pelo Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades no Trabalho, lançado na quinta-feira (15) em Brasília (DF) por Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima (RR) identifica e emite documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU Mulheres e organizações parceiras prestaram apoio humanitário a 235 mil pessoas em 2018

A ONU Mulheres e suas organizações parcerias estiveram presentes em 33 países para o desenvolvimento de ações humanitárias e atividades de redução de risco e recuperação de desastres. Cerca de 235 mil mulheres e meninas e 89 mil homens e meninos foram atendidos. Do total de mulheres, 61,5 mil receberam apoio para subsistência e 35,2 mil foram beneficiadas com programas de liderança em contextos de crise.

O Brasil é parte desta resposta com ações humanitárias, a exemplo do apoio prestado a refugiadas, migrantes e solicitantes de refúgio da Venezuela. De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), em todo o mundo, 132 milhões de pessoas precisaram de assistência humanitária devido a conflitos, repressões e desastres naturais. Metade desse grupo é representado por meninas e mulheres que diariamente enfrentam discriminação e violência.

Acordo entre ONU Mulheres e Prefeitura de Itabira visa enfrentamento à violência contra as mulheres, impulso ao empoderamento econômico, à participação política e à governança. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres e Prefeitura de Itabira firmam cooperação técnica pela igualdade de gênero

A ONU Mulheres e a Prefeitura de Itabira (MG) firmaram nesta quinta-feira (15) acordo de cooperação técnica para enfrentamento à violência contra as mulheres, impulso ao empoderamento econômico, à participação política e à governança, com ações previstas até abril de 2020 e investimento de cerca de 700 mil reais.

Com mais de 100 mil habitantes, sendo 52% mulheres e 48% homens, o município passará a reforçar medidas para eliminar as desigualdades de gênero. De acordo com dados da RAIS 2018 (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério da Economia, o rendimento das mulheres de Itabira era 25% menor do que o dos homens. Entre os cargos de nível superior, os salários das mulheres correspondiam a 51,93% do salário dos homens.

Crianças indígenas Kuna deslocadas por conta dos conflitos armados na Colômbia. Foto: ACNUR/ B.Heger

Mulheres e meninas indígenas devem ter voz nos espaços políticos, diz agência da ONU

A ONU Mulheres uniu-se a todos os povos indígenas no mundo, especialmente mulheres e meninas, na comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, lembrado em 9 de agosto.

O tema deste ano, “Línguas Indígenas”, exige garantir que as mulheres e as meninas indígenas tenham voz nos diversos espaços políticos, civis, sociais, econômicos e culturais que ocupem, lembrou a agência das Nações Unidas.

A capacidade das mulheres indígenas de se expressar em seu idioma é fundamental para assegurar sua contribuição à vida pública, já que elas são cidadãs, políticas, defensoras de direitos humanos ou líderes comunitárias, segundo a ONU Mulheres.

O acordo foi assinado na Cidade do Panamá por Maria-Noel Vaeza, diretora regional da ONU Mulheres para as Américas e o Caribe; e Fabrizio Feliciani, diretor regional para a América Latina e o Caribe do UNOPS. Foto: UNOPS

ONU Mulheres e UNOPS firmam parceria pela igualdade de gênero na gestão pública

A ONU Mulheres e o Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) assinaram na sexta-feira (2) um acordo para fortalecer a colaboração em suas atividades a favor da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres na América Latina e no Caribe.

A iniciativa facilitará a implementação de ações conjuntas, o desenvolvimento de capacidades e o intercâmbio de boas práticas em suas atividades na região.

A ONU Mulheres e o UNOPS se complementarão por seu conhecimento e experiência na abordagem de gênero em projetos de infraestrutura, compras públicas e gerenciamento de projetos implementados em parceria com governos latino-americanos e caribenhos.

Foto: Agência Brasil/ Fernando Frazão

ARTIGO: Lei Maria da Penha, 13 anos — direito de viver sem violência

Em artigo publicado na imprensa brasileira, a diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe, Maria-Noel Vaeza, lembra o aniversário da Lei Maria da Penha nesta quarta-feira (7) e alerta para o recente aumento dos assassinatos de mulheres no Brasil.

A especialista das Nações Unidas aponta a necessidade de analisar como diferentes grupos de mulheres — das periferias, do meio rural e de comunidades tradicionais — recorrem à legislação sobre violência de gênero no ambiente doméstico e familiar.

Daiane dos Santos nos Jogos de Winnipeg, no Canadá, em julho de 1999. Foto: COB/Washington Alves

Em entrevista à ONU Mulheres, ginasta Daiane dos Santos fala sobre enfrentamento ao racismo

Em 1999, a ginasta Daiane dos Santos — na época, aos 16 anos — disputava os Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá. A competição lhe renderia suas primeiras medalhas na categoria sênior da ginástica artística: prata no salto e bronze por equipes.

Duas décadas depois, Daiane conversou com a ONU Mulheres Brasil sobre as conquistas nos esportes de alto rendimento e sobre o racismo enfrentado durante sua carreira.

“Posso dizer que sofri muito mais racismo no Brasil do que fora do país. Mais de 50% de nossa população é composta por pessoas que se autodeclaram negras, mas o preconceito ainda existe. Dizem que se trata de um preconceito velado, mas ele é bastante visível e cruel e, infelizmente, não recebe a punição que deveria.” Leia a entrevista completa.

Atletas da delegação brasileira testam conhecimentos sobre políticas e normas de combate ao assédio e abuso sexual e moral. Foto: Empodera

Nos Jogos Pan-Americanos, quiz educativo aborda assédio sexual e moral nos esportes

Como preparação para os Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru, atletas passam pela tenda educativa do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Lá participam de um quiz sobre doping, prevenção de lesões e enfrentamento a abuso e assédio moral e sexual, e ganham brindes. Até 11 de agosto, 6 mil esportistas passarão pela Vila dos Atletas, entre os quais, 400 da delegação brasileira.

O quiz testa conhecimentos sobre políticas e normas e, posteriormente, os participantes têm acesso às respostas corretas. Assim, aprendem sobre o conteúdo da Política de Combate e Prevenção ao Assédio e Abuso Moral e Sexual no Esporte do COB, elaborada em 2018 com o apoio técnico da ONU Mulheres.

Ana Lúcia Pereira recomenda aproximação dos ODS de lideranças do movimento de mulheres negras. Foto: ONU Mulheres/Mayara Varalho

Mulheres negras destacam papel dos objetivos globais na eliminação do racismo

As mulheres negras são 55,6 milhões de pessoas no Brasil. Representam 25% da população e compõem um dos grupos mais vulneráveis ao racismo, machismo e outras formas de discriminação. Os efeitos dessas desigualdades impedem que elas vivenciem direitos em todo o ciclo de vida, porque não acessam ou acessam pouco as oportunidades de desenvolvimento econômico, social e ambiental oferecidos à população brasileira.

Reconhecendo as mulheres negras como sujeitas de direitos e sujeitas políticas, a ONU Mulheres Brasil desenvolve, desde março de 2017, a estratégia de comunicação e advocacy Mulheres Negras Rumo a Um Planeta 50-50 em 2030 em parceria com organizações e entidades nacionais do movimento de mulheres negras para resposta às demandas da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida no ano de 2015.

Atualmente, o programa conjunto Uma Vitória Leva à Outra atende cerca de 500 meninas no Rio de Janeiro, que praticam esporte e participam de oficinas temáticas sobre igualdade de gênero e empoderamento de meninas e mulheres. Imagem: ONU Mulheres

Programa ‘Uma Vitória Leva à Outra’ realizará nova edição de treinamento para organizações

O programa de empoderamento de meninas pelo esporte “Uma Vitória Leva à Outra” — iniciativa conjunta de ONU Mulheres e Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Women Win e Empodera — realizará uma nova edição de treinamento de potenciais organizações multiplicadoras de sua metodologia. O objetivo é dialogar sobre as melhores práticas para a criação de espaços seguros e inclusivos para meninas no esporte no Brasil.

As organizações interessadas poderão inscrever até dois profissionais até 22 de julho. É necessário que ao menos um participante da organização seja mulher.

Flávia Muniz, da ONU Mulheres Brasil, no I Seminário Estadual de Políticas Públicas, organizado pela Universidade Federal de Roraima. Foto: ONU Mulheres/Tamara Jurberg

Em Roraima, ONU Mulheres apoia Seminário Estadual de Políticas Públicas

Situação das mulheres, demandas sociais e capacidade de resposta das políticas públicas à igualdade de gênero estiveram em destaque em encontro acadêmico organizado pela Universidade Federal de Roraima, nos dias 27 e 28 de junho, em Boa Vista (RR).

O I Seminário de Políticas Públicas para Mulheres da Cidade, do Campo, das Florestas e das Águas de Roraima reuniu cerca de 250 pessoas. Foi organizado pela Coordenação de Políticas para Mulheres do Estado de Roraima e teve o apoio da ONU Mulheres Brasil e de outras instituições.

O aumento do fluxo de cidadãos e cidadãs da Venezuela para o Brasil desencadeou novas demandas de atuação para a ONU Mulheres no Brasil. Pela primeira vez, a entidade participa de uma ação humanitária no país para apoiar as mulheres na sua retomada de vida por meio do empoderamento e da igualdade de gênero.

Ana Carolina Querino, representante interina da ONU Mulheres no Brasil, e Débora Ivanov, diretora da ANCINE, assinaram parceria para fomentar igualdade de gênero na indústria de audiovisual. Foto: Andréia Naomi

ONU Mulheres e Ancine firmam aliança pela igualdade de gênero no audiovisual

A ONU Mulheres e a Agência Nacional do Cinema (ANCINE) criaram recentemente a Aliança por um Audiovisual 50-50, que vai promover a igualdade de gênero na realização audiovisual do Brasil. A parceria quer garantir que mais mulheres ocupem funções de liderança nas áreas de produção, comercialização e distribuição. Outro objetivo é combater discriminações de gênero, raça e etnia na indústria.

Turma da Mônica homenageia cientista e diplomata brasileira no Dia Nacional da Ciência

No Brasil, em todo dia 8 de julho é celebrado o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico. Em menção à data, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) escolheu a bióloga e diplomata brasileira Bertha Lutz para fazer uma homenagem. A bióloga teve sua biografia publicada no site do projeto Donas da Rua e um desenho com os traços da personagem Marina.

Além do trabalho como zoóloga e bióloga especializada em anfíbios, Bertha Lutz ficou conhecida como uma das maiores líderes na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras. O relato é da ONU Mulheres.

Copa do Mundo Feminina deixa legado para meninas e jovens mulheres no Brasil

As brasileiras Samara, de 18 anos, Rhillary, de 16, e Bianca, de 15, têm algumas coisas em comum: são jovens participantes do programa “Uma Vitória Leva à Outra” no Rio de Janeiro (RJ), jogam futebol desde pequenas e nunca tinham assistido a uma Copa do Mundo de Futebol Feminino na televisão, até junho deste ano.

As histórias das meninas e mulheres que jogam futebol, em geral, ainda têm início semelhante. Se interessaram pela bola nos pés dos meninos que jogavam na rua, e se juntaram a eles. Quase sempre, sozinhas, sem a companhia de qualquer outra menina. Salvo raras exceções, ouviram, durante anos, da família, das pessoas do bairro e de amigos e amigas que futebol não era coisa para mulher. Isso quando os comentários também não envolviam xingamentos e ofensas. Leia os relatos colhidos pela ONU Mulheres.

Manifestação durante o Dia Internacional das Mulheres em São Paulo (SP) em 2019. Foto: Ian Maenfeld (CC)

ONU Mulheres tem plataformas de apoio à gestão pública sobre direitos das mulheres

Prefeituras e governos estaduais e federal contam com duas plataformas de apoio à gestão governamental com enfoque na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, desenvolvidas pela ONU Mulheres Brasil.

As ferramentas de apoio à administração pública foram desenvolvidas para facilitar a resposta de governos aos 17 Objetivos Desenvolvimento Sustentável (ODS), beneficiando homens e mulheres a partir de políticas, programas e investimentos públicos voltados à igualdade em municípios, estados e em todo o país.

“Uma Vitória Leva à Outra” é um programa conjunto entre a ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Women Win e Empodera. Foto: ONU Mulheres

Políticas de proteção social têm potencial importante na promoção da igualdade de gênero

O empoderamento das mulheres é primordial para a promoção do desenvolvimento humano e do crescimento inclusivo, além de ser um direito humano básico. Nesse cenário, as políticas de proteção social têm um potencial importante na promoção da equidade de gênero e da inclusão das mulheres na economia, principalmente nos países em desenvolvimento.

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) selecionou três publicações importantes para o debate sobre equidade de gênero, proteção social e empoderamento das mulheres.

Jovens durante a Marcha das Mulheres Negras de Brasília (DF), em 2015. Foto: Mídia Ninja

ONU Mulheres convida jovens para força-tarefa sobre igualdade de gênero

Para mobilizar os jovens em prol da igualdade de gênero — que deve ser alcançada até 2030, conforme preveem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) —, a ONU Mulheres está criando uma Força-Tarefa da Juventude. Prazo para inscrições vai até 15 de julho.

A proposta da iniciativa é garantir a participação dos jovens na 25ª revisão da Plataforma para a Ação de Pequim. A força-tarefa vai trabalhar em estreita colaboração com a ONU Mulheres, por meio de reuniões online, a distância, no período que vai de agosto de 2019 a setembro de 2020.

A jogadora de futebol brasileira Marta. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Marta chama atenção para desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte

Ao empatar com o alemão Miroslav Klose no número de gols marcados em Copas do Mundo, Marta lançou a campanha #GoEqual, que chama a atenção para a imensa desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte e em diversas áreas. O texto da campanha diz: “Bola igual. Campo igual. Regras iguais. Se as mulheres jogam futebol da mesma forma que os homens, por que elas não recebem o devido reconhecimento? O devido apoio? A devida remuneração? Equidade é algo pela qual devemos todas e todos lutar. Afinal, somos iguais”.

No jogo seguinte, ao ultrapassar Klose e se tornar, sozinha, a maior goleadora em Copas do Mundo, entre homens e mulheres, Marta dedicou o feito a todas as mulheres. “A gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante, porque não é só a jogadora Marta que quebrou um recorde, mas as mulheres. Em um esporte que, para muitos, ainda é um esporte masculino, nós temos uma mulher como a maior artilheira das Copas. Então é para todas elas.”

Mosaico de famílias diversas em composição. Imagem: ONU Mulheres

ARTIGO: Lares pela igualdade num mundo em mudança

Em artigo, a chefe da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, ressalta que a imagem da família formada por uma mãe, pai e filhos não corresponde à realidade da maioria das famílias do mundo, segundo um novo relatório divulgado nesta semana pela agência.

Mães solteiras, idosos que vivem sozinhos e famílias que acolhem parentes fora do núcleo familiar estão entre as diversas composições identificadas pelas Nações Unidas. O cenário, segundo Phumzile, exige uma revisão de políticas e leis voltadas para a família.

Janete Dantas, no centro, com a mãe, Maria Nilda, à direita, e sua irmã, Mayla, à esquerda, na fazenda da família. Foto: Lianne Milton

Registro de produção mostra importância das mulheres na agricultura familiar brasileira

Uma ideia simples — uma caderneta de quatro colunas para mulheres da agricultura familiar brasileira registrarem o quanto de sua produção é vendida, distribuída, trocada ou consumida — teve impactos positivos de longo alcance em suas vidas. A estratégia mudou a forma como elas e seus parceiros valorizam sua própria produção, ajudando-os a se beneficiar de políticas governamentais destinadas à agricultura familiar. O relato é da ONU Mulheres.

O relatório analisou como as mulheres são afetadas pelas mudanças que estão ocorrendo nas famílias. Foto: UNFPA/Solange Souza

ONU Mulheres apresenta agenda para acabar com desigualdade de gênero nas famílias

A ONU Mulheres publicou nesta terça-feira (25) relatório com recomendações de políticas públicas que os países podem adotar para enfrentar as desigualdades de gênero nas famílias.

Entre elas, está investir nos serviços públicos, especialmente educação e cuidados de saúde reprodutiva, de modo a aumentar as expectativas de vida de mulheres e meninas e para que estas possam tomar decisões com conhecimento de causa sobre a sua vida sexual.

Outra recomendação é implementar a licença parental remunerada e fornecer apoio estatal para o cuidado de crianças e pessoas idosas, incluindo o desenho de sistemas de proteção social que possam ajudar a sustentar as famílias. Leia as demais recomendações.

“Uma Vitória Leva à Outra” é um programa conjunto entre a ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Women Win e Empodera. Foto: ONU Mulheres

No Rio, agência da ONU oferece treinamento sobre esporte e empoderamento feminino

Em julho de 2019, a ONU Mulheres realizará no Rio de Janeiro (RJ) duas edições do treinamento sobre a metodologia Uma Vitória Leva à Outra, implementada pelo projeto homônimo que promove o empoderamento feminino por meio do esporte.

As organizações que participarem da capacitação poderão se candidatar como instituições multiplicadoras da iniciativa. Inscrições para o treinamento vão até 23 de junho.

Há um crescente reconhecimento de que o setor de mineração não apenas gera impacto diferente sobre homens e mulheres, mas que as políticas públicas para a governança do setor também afetam as mulheres e os homens de maneira diferente. Foto: Brasil.gov.br

Seminário online aborda impacto do setor de mineração sobre mulheres e meninas

O próximo seminário online do programa conjunto sobre governança ambiental do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da agência de proteção ambiental sueca (Environmental Governance Programme, EGP) abordará os impactos das atividades de mineração sobre mulheres e meninas, discutindo experiências recentes da Colômbia.

O seminário, aberto ao público, acontecerá na próxima terça-feira (18) por meio da plataforma GoToWebinar. O evento, em inglês, começará às 12h (horário de Brasília). A sessão em espanhol começará às 15h. Ambos terão duração de 90 minutos.

Marcha das Vadias de 2015 no Rio de Janeiro, contra o machismo e a violência de gênero. Foto: Mídia Ninja

ONU Mulheres apoia seminário internacional sobre violência de gênero em Brasília

Estão abertas, até 21 de junho, as inscrições para o seminário internacional “Cooperação Brasil-Austrália na prevenção à violência contra a mulher”. A atividade, parceria do Núcleo de Gênero do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) com a Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) e a Embaixada da Austrália no Brasil, será realizada na sede do MPDFT, em Brasília (DF), com apoio da ONU Mulheres.

O seminário será realizado em 27 de junho e terá como objetivo identificar, desenvolver e compartilhar boas práticas e abordagens inovativas relacionadas à prevenção da violência contra as mulheres. São oferecidas 300 vagas, sem custo.

Embora sejam mais da metade da população brasileira, pessoas negras ainda têm dificuldades em acessar o mercado de trabalho no Brasil, o que piora significativamente no caso de mulheres negras. Foto: UNFPA

Evento discute desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro

A desigualdade racial e de gênero persiste no mercado de trabalho brasileiro e é preciso agir para combater práticas que perpetuam a discriminação, informando e promovendo espaços empresariais mais inclusivos.

Esta foi uma das conclusões do debate realizado na quinta-feira (6) em Brasília (DF) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (UNESCO), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ONU Mulheres e a coordenação do Sistema ONU no país.

Segundo pesquisa do Instituto Ethos, pessoas negras ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% de cargos executivos em empresas brasileiras.

Cooperação técnica reforça parceria já iniciada entre as duas instituições por meio da adaptação local das Diretrizes sobre Feminicídio, desde 2016, e ações formativas, como cursos de comunicação nos anos de 2018 e 2019. Foto: TJ-MS

TJ-MS adere ao movimento ElesPorElas pela igualdade de gênero

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJ-MS) aderiu na quarta-feira (5), em Campo Grande, ao movimento ElesPorElas HeForShe, da ONU Mulheres Brasil. Termo de adesão e plano de trabalho foram firmados pelo desembargador Paschoal Carmello Leandro, presidente do TJ-MS, e pela representante interina da ONU Mulheres Brasil, Ana Carolina Querino.

A partir da adesão, o TJ-MS e a ONU Mulheres Brasil passam a colaborar, no período 2019-2020, para as seguintes iniciativas fundamentadas no ordenamento jurídico brasileiro e em normativas internacionais sobre direitos humanos das mulheres: ações de articulação e advocacy para acesso das mulheres à justiça, ações formativas, ações de mobilização social e monitoramento e avaliação.

Grupo de Trabalho de Direitos Humanos promove treinamento de due dilligence para empresas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

UNESCO promove debate em Brasília (DF) sobre racismo no mercado de trabalho brasileiro

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, em parceria com ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a coordenação do Sistema ONU no Brasil, realiza na quinta-feira (6) debate em Brasília (DF) sobre as dificuldades enfrentadas por negros e, especialmente, mulheres negras, no mercado de trabalho.

A desigualdade racial é uma realidade no mercado de trabalho brasileiro, embora pretos e pardos constituam mais da metade da população no país. O ambiente empresarial ainda tem grandes dificuldades para avançar no combate ao racismo, e o quadro se agrava ainda mais quando consideramos a situação das mulheres negras.

Basanti Tamang, uma migrante que tentou melhores condições de vida no exterior, ao retornar para seu país de origem, recebeu ajuda do programa de reintegração “O futuro que queremos”, uma iniciativa conjunta da ONU Mulheres, da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da Zonta International. Por meio da costura, e agora ciente de seus direitos como migrante, Basanti vai recomeçar sua vida.

Com apoio da ONU, migrante retornada ao Nepal recomeça sua vida; vídeo

Basanti Tamang, uma migrante que tentou melhores condições de vida no exterior, ao retornar para seu país de origem, recebeu ajuda do programa de reintegração “O futuro que queremos”, uma iniciativa conjunta da ONU Mulheres, da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da Zonta International. Por meio da costura, e agora ciente de seus direitos como migrante, Basanti vai recomeçar sua vida. Confira nesse vídeo.

A última ocorreu em 18 de maio, quando foram capacitadas 150 pessoas, entre elas 130 funcionários de uma empresa de segurança privada, que oferecerá suporte às Forças Armadas nos abrigos, e 20 militares recém-chegados. Foto: UNFPA

UNFPA capacita parceiros em Roraima no combate à exploração e abuso sexual

Um dos eixos que guiam o trabalho do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no contexto de assistência humanitária em Roraima é a prevenção e resposta à violência baseada em gênero.

Prevenir todas as formas de agressão contra mulheres e meninas faz parte do dia a dia da atuação dos profissionais junto às pessoas migrantes e refugiadas no estado. Parte dessa prevenção passa por sensibilização e conscientização das equipes de trabalho.

Por isso, desde 2018, 1.605 militares e civis, além de 87 pessoas que fazem parte das agências das Nações Unidas na região, já foram capacitados pelo UNFPA para atuar nesse contexto. Foram ministradas, ao total, 11 oficinas.

ONU Mulheres e movimento ElesPorElas – HeForShe são há quatro anos parceiros do congresso sobre liderança das mulheres nas corporações. Foto: CONALIFE

ONU Mulheres participa de congresso em SP sobre igualdade de gênero no Brasil

A ONU Mulheres participa nesta quinta-feira (23) do Congresso Nacional de Liderança Feminina (CONALIFE), em São Paulo (SP), cujo objetivo é discutir diversidade, igualdade de gênero e liderança feminina no Brasil.

O tema da quarta edição do evento é “Liderança 4.0 – Um novo olhar sobre nós”. O encontro pretende discutir com gestores do setor público, privado e da sociedade civil formas de garantir mais diversidade nas organizações com a ajuda das tecnologias de informação e comunicação.

O que são os Princípios de Empoderamento das Mulheres?

VÍDEO: O que são os Princípios de Empoderamento das Mulheres?

Pense no impacto de uma assinatura. Pense na magnitude de um movimento global. Pense na diferença que você pode fazer e no poder da mudança transformadora. Assinando os Princípios de Empoderamento das Mulheres, você pode estimular seus acionistas a impulsionar a mudança no local de trabalho, no mercado e na comunidade, por meio de uma estrutura de trabalho de sete princípios.

Promovido pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global da ONU, os Princípios de Empoderamento das Mulheres são um roteiro para a sustentabilidade, inovação e produtividade das empresas.

Não perca a oportunidade de causar um impacto duradouro nos seus funcionários, fornecedores, clientes e investidores. Una-se a empresas líderes que já estão na jornada para criar sustentabilidade e crescimento. Comprometa-se com os Princípios de Empoderamento das Mulheres e aproveite o momento para sua organização aderir.

Ação do Botafogo homenageou as 11,6 milhões de brasileiras que criam seus filhos sozinhas. Foto: Botafogo/Vitor Silva

No Dia das Mães, ONU Mulheres e Botafogo homenageiam brasileiras que criam os filhos sozinhas

Em jogo contra o Fluminense no último sábado (11), no Rio de Janeiro (RJ), o Botafogo entrou em campo com um cartaz em que a estrela icônica do seu emblema havia desaparecido. O sumiço de um dos símbolos alvinegros foi intencional. O objetivo do clube carioca era homenagear outras “estrelas solitárias” — as 11,6 milhões de mães solteiras no Brasil que têm de criar seus filhos sozinhas.

Realizada na véspera do Dia das Mães, a ação de conscientização foi fruto de uma parceria com a ONU Mulheres.

Maria da Penha, símbolo da lei de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar, salientou: “as empresas, como parte da sociedade, têm responsabilidade nesse processo pelo fim da violência contra a mulher”. Foto: ONU Mulheres

Fórum em SP discute responsabilidade das empresas no combate à violência doméstica

O papel das empresas no combate à violência doméstica e suas responsabilidades pela promoção da igualdade de gênero foi tema do 1º Fórum Instituto Vasselo Goldoni, realizado em São Paulo, no fim de abril (25).

A iniciativa teve o apoio da ONU Mulheres por meio do programa “Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Significa Bons Negócios”, desenvolvido em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a União Europeia.

“As empresas precisam ajudar a conscientizar e abrir canais para que suas funcionárias possam falar sobre o tema, para que tenham mais um canal ao qual recorrer”, disse Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil, e que também participou do fórum.