Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro dos esforços de resposta à COVID-19

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pelas consequências da pandemia de COVID-19, tanto por conta do aumento da violência doméstica devido ao isolamento social como pelo fato de serem maioria entre trabalhadores informais e de saúde.

Nesse cenário, uma mesa-redonda virtual reuniu lideranças femininas do mundo todo, incluindo chefes de Estado e de governo, para discutir a importância de mulheres e meninas estarem no centro da resposta à pandemia. O evento foi presidido por Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.

Resposta à pandemia deve considerar condições de saúde da população negra, diz sanitarista

Em entrevista à ONU Mulheres, a sanitarista Karine Santana avalia a situação da pandemia da COVID-19 no Brasil, o racismo na saúde e as comorbidades da população negra. Para ela, “as medidas precisam ser pautadas na equidade. Qualquer medida distante disso está acirrando a existência do racismo estrutural”.

Karine Santana é docente de Saúde Coletiva, doutoranda em Medicina e Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS). Leia a entrevista na íntegra.

Violência de gênero e COVID-19: “Quando nos calamos, permitimos que esses crimes se multipliquem”

A ONU Mulheres estima que, nos últimos 12 meses, 243 milhões de mulheres e adolescentes de 15 a 49 anos foram submetidas a violência sexual e/ou física por algum parceiro íntimo. Como resultado do isolamento imposto para impedir a disseminação da COVID-19, dados mostram que esse tipo de violência se intensificou.

A rede social russa Odnoklassniki, também conhecida como OK, organizou uma transmissão on-line para que especialistas e interessados no tema pudessem discutir como sobreviver ao isolamento e evitar conflitos familiares e violência de gênero. A transmissão foi vista por 1,7 milhão de usuários da rede OK no leste da Europa e na Ásia central. A transmissão foi parte de uma iniciativa conjunta do escritório regional do UNAIDS para a Europa Oriental e Ásia Central, o Instituto de Tecnologias de Informação para a Educação da UNESCO e a rede social OK, em parceria com a ONU Mulheres.

Taís Araújo e Fórum Nacional das Mulheres Negras fazem live sobre violência doméstica na pandemia

Taís Araújo, defensora da ONU Mulheres Brasil para os Direitos das Mulheres Negras, conversará com Clátia Vieira, do Fórum Nacional de Mulheres Negras, nesta quinta-feira (21), às 19h, pela conta da atriz (@taisdeverdade) e de Clátia Vieira (@clatiavieira) no Instagram.

O bate-papo abordará a violência doméstica com foco na situação das mulheres negras, que são as que mais sofrem violência doméstica no Brasil. Segundo o Atlas da Violência de 2019, mais de 60% das mulheres assassinadas no país são negras.

Orla Moacyr Scliar, em Porto Alegre (RS). Foto: Luciano Lanes/PMPA

Publicação sobre implantação de parques urbanos com perspectiva de gênero é lançada online

A publicação “Parques para Todas e Todos – Sugestões para a implantação de parques urbanos com perspectiva de gênero” será lançada nesta quinta-feira (21) em evento online.

O material é resultado da parceria entre o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Instituto Semeia, com apoio de ONU Mulheres e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Sem esse dinheiro eu estaria na rua”, diz venezuelana apoiada pelo ACNUR

As manicures venezuelanas Silany e Francis chegaram ao Brasil há um mês, em plena pandemia do novo coronavírus e não conseguiram colocação profissional por conta das medidas de isolamento social.

Graças a um programa de transferência de renda do ACNUR, elas poderão manter as despesas básicas com moradia, alimentação e medicamentos.

Conheça a história das refugiadas que atualmente moram em Brasília, no Distrito Federal, e saiba como ajudar.

Juliana Paes e Think Olga fazem ‘live’ sobre violência contra mulheres e uso da robô Isa.bot

A defensora da ONU Mulheres Brasil para Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres, Juliana Paes, e a diretora da organização Think Olga, Maíra Liguori, participam, nesta sexta-feira (8), a partir das 19h30, da live “Violência Doméstica em tempos de pandemia”.

A conversa será transmitida pelos perfis @julianapaes e @think_olga no Instagram e terá duração estimada de 30 minutos.

Campanha incentiva homens a mostrar tarefas domésticas durante o isolamento social

O compartilhamento de tarefas de trabalho doméstico e de cuidado com crianças, adolescentes, pessoas idosas e com deficiência é uma das ações mais concretas que homens podem assumir em suas casas e junto às suas famílias para responder à pandemia da COVID-19. Este é o foco da ação digital #ElesPorElasEmCasa (#HeForSheAtHome), lançada no dia 5 de maio pela ONU Mulheres Brasil, para reduzir as desigualdades de gênero e a sobrecarga das mulheres.

Até 31 de maio, poderão ser enviadas fotografias de homens em atividades domésticas e tarefas familiares, para mostrar como eles estão lidando com a pandemia e inovando nas relações de gênero. As fotografias deverão ser enviadas “inbox” (por mensagem com envio de foto) para os perfis ElesPorElas – HeForShe no Instagram e no Facebook.

Para a representante da ONU Mulheres Brasil, Anastasia Divinskaya, “a campanha é fundamental para aumentar a consciência pública sobre a violência contra as mulheres e evitar aumento de casos durante a fase de isolamento social.

Campanha de Globo, GNT e ONU Mulheres alerta sobre violência doméstica no isolamento social

Uma campanha de conscientização para prevenção e combate à violência doméstica, realizada em conjunto com a ONU Mulheres, teve início na terça-feira (5) com chamadas especiais durante a programação da TV.

Os vídeos ressaltam que, durante o isolamento, a vítima tem suas ferramentas de denúncia limitadas devido à vigilância constante do agressor. Neste momento, vizinhos, vizinhas e pessoas próximas se tornam os grandes aliados e aliadas.

Com apoio da ONU Mulheres, Isa Bot ganha novos conteúdos para enfrentar violência doméstica

A organização Think Olga e o Mapa do Acolhimento, projeto do Nossas.Org, anunciaram na terça-feira (28) uma atualização da ISA.bot, robô para Messenger e Google Assistente lançado no fim de 2019 com recursos para segurança online das mulheres.

A ISA.bot apresentará dicas e orientações para mulheres que estejam vivendo essa situação ou para pessoas que possam estar em condições de ajudar. São informações e dicas para se manter segura, como, por exemplo, informar alguém de confiança sobre o que está acontecendo, ou pedir que ligue diariamente para saber como está.

Enfermeira mede a temperature de menina num Centro de Atenção à Saúde Primária em Beirute, no Líbano, durante a crise da COVID-19. Foto: Fouad Choufany/UNICEF

ONU Mulheres faz chamado ao setor privado por igualdade de gênero na resposta à COVID-19

A pandemia de COVID-19 está afetando as mulheres de várias maneiras, incluindo preocupações com saúde, segurança e renda, responsabilidades adicionais de assistência e maior exposição à violência doméstica.

O setor privado tem um papel importante a desempenhar, não apenas na mitigação do impacto da COVID-19, mas na redução da propagação do vírus, afirmou a ONU Mulheres.

A ação precoce e direcionada do setor privado reduzirá os riscos imediatos à saúde de funcionárias e funcionários, além de reduzir o impacto econômico geral.

Isaac Molalo, Vodacom Mum e o bebê Limpopo, África do Sul. Foto: ONU Mulheres

Campanha busca relatos de homens que promovem a igualdade de gênero dentro de casa

Em todo o mundo, as mulheres estão na linha de frente na resposta à pandemia, profissionais de saúde, cientistas, médicas e muito mais. A campanha #ElesPorElasEmCasa (#HeForSheAtHome) visa destacar esse fardo injusto para as mulheres e incentivar os homens a fazerem a sua parte.

Envie suas histórias para heforshe@unwomen.org ou compartilhe nas mídias sociais e marque @Elesporelasheforshe ou @heforshe com a hashtag #ElesPorElasEmCasa #HeForSheAtHome. O relato é da ONU Mulheres.

Mulheres na linhas de frente da COVID-19

O novo coronavírus impacta todas as pessoas, mas a maioria das decisões tomadas são de homens e as vozes são geralmente masculinas. No entanto, a maioria dos e das profissionais de saúde da linha de frente são mulheres. E muitas das indústrias diretamente afetadas pelo afastamento social e bloqueios – como viagens, turismo e produção de alimentos – têm maior concentração de mulheres.

A carga de cuidados para as mulheres, que costuma ser três vezes maior do que a dos homens, aumentou exponencialmente. Conheça a história de mulheres que estão na linha de frente da pandemia.

Mulher indígena no 14º Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília, em 2017. Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena

Water and food shortages challenge the prevention of coronavirus on the largest indigenous reserve in Brazil

Chronic vulnerabilities, intermittent water supply and food scarcity: these are some of the challenges to preventing the spread of coronavirus according to nurse Indianara Machado Indianara Ramires Guarani Kaiowá, who works with the Technical Coordination Centre for Dourados. The Centre manages the healthcare of more than 18,000 indigenous people living in Dourados, an area that encompasses the largest indigenous reserve in Brazil.

In an interview with UN Women Brazil in early April, the nurse explained why indigenous women, men and children were more vulnerable and pointed out how historical issues increased the risks posed to them by the new coronavirus pandemic.

Mulher indígena no 14º Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília, em 2017. Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena

Falta de água e de alimentos são desafios na prevenção do coronavírus na maior reserva indígena do Brasil

Vulnerabilidades crônicas, fornecimento de água intermitente e escassez de alimentos. Estes são alguns dos desafios listados pela enfermeira Indianara Machado Ramires Guarani Kaiowá, vinculada à Coordenação Técnica Polo Dourados, para o cuidado em saúde de mais de 18 mil indígenas que vivem em Dourados (MS), localidade que concentra a maior reserva indígena do Brasil.

Em entrevista à ONU Mulheres Brasil no início de abril, a enfermeira relatou a vulnerabilidade crônica em que vivem mulheres, homens e crianças indígenas e como problemas históricos aumentam os riscos da pandemia do novo coronavírus.

Elayne Sartori, assistente de campo do Fundo de População da ONU, foi uma das mediadoras da sessão. Foto: UNFPA Brasil/Igo Martini

UNFPA e ACNUR realizam primeiro treinamento online sobre prevenção ao abuso e à exploração sexual

Em razão da pandemia de COVID 19, foi realizada na segunda-feira (13) a primeira sessão remota da Oficina Proteção Contra a Exploração, Abuso Sexual e Assédio, com mediação de oficiais da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A oficina teve como objetivo sensibilizar os trabalhadores e trabalhadoras da assistência humanitária sobre como os atos de exploração e abuso sexual afetam indivíduos e comunidades inteiras e o que fazer a respeito por meio de mecanismos de denúncia.

Podemos mudar a maré em favor da igualdade de gênero, diz diretora-executiva da ONU Mulheres

Em artigo, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirma que a COVID-19 está afetando mais as mulheres. Elas formam a maior parte das tropas da linha de frente na guerra contra a pandemia do coronavírus, porque cuidam de pessoas doentes, idosas, famílias e crianças.

Phumzile Mlambo-Ngcuka faz um alerta: “não devemos sair desta crise sem as lições aprendidas. Pedimos às lideranças que apliquem a perspectiva de gênero para reduzir as desigualdades existentes em nossas sociedades, à medida que implementam medidas de curto e longo prazo para combater o impacto econômico e social da COVID-19”. Leia o artigo na íntegra.

Leonice Tupari integra o projeto Voz das Mulheres Indígenas, realizado em parceria com a ONU Mulheres Brasil Foto:Isabel Clavelin/ONU Mulheres

COVID-19: prevenção e acesso a saúde são questões urgentes para mulheres indígenas

A pandemia do novo coronavírus e as medidas de prevenção trazem desafios ao mundo inteiro.

Para cerca de 820 mil mulheres, homens e crianças indígenas, de 305 etnias e 274 línguas no Brasil, a prevenção à contaminação e o acesso à saúde são questões preocupantes diante da intensificação das medidas para conter a disseminação da doença.

Cerca de 500 mil indígenas vivem em áreas rurais. Em 1º de abril, foi confirmado o primeiro caso de contaminação indígena no país: uma mulher indígena, no interior do Amazonas, que atua na área da saúde.

Veja as preocupações das lideranças indígenas, em entrevista à ONU Mulheres.

ONU Mulheres faz convocatória para sociedade civil participar de grupo assessor

O escritório regional da ONU Mulheres para as Américas e o Caribe faz uma segunda chamada para a renovação parcial de seu Grupo Assessor da Sociedade Civil (GASC) e incentiva as pessoas comprometidas com a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres para que apresentem as suas candidaturas para esse processo e distribuam essa chamada entre as suas redes.

O prazo para apresentação de candidaturas se encerra em 20 de abril de 2020. Dentre as sete vagas para renovação parcial, três são destinadas aos países do Cone Sul: Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

Marta Vieira da Silva, embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Conheça as histórias de duas meninas que participam do projeto ‘Uma Vitória Leva à Outra’

Em fevereiro, antes que medidas de contenção do coronavírus fossem implementadas, meninas do projeto “Uma Vitória Leva à Outra”, da ONU Mulheres e do Comitê Olímpico Internacional, conheceram a estrela do futebol internacional e embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, Marta Vieira da Silva. O programa oferece sessões semanais de prática esportiva e de habilidades de vida para adolescentes brasileiras.

Agora confinadas em suas casas devido à crise do novo coronavírus, as meninas reconhecem mais do que nunca a importância das mensagens de esperança ouvidas no encontro com a jogadora. Conheça a história de duas jovens que participam do projeto “Uma Vitória Leva à Outra”.

Em meio à pandemia da COVID-19, pandemia da violência contra as mulheres e meninas age nas sombras e nos silêncios, diz ONU Mulheres. Foto: Edwin J. Torres for the New Jersey Governor’s Office

ARTIGO: Violência contra mulheres e meninas é pandemia das sombras

Em artigo, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirma que, à medida que mais países relatam crescimento das infecções e bloqueios por conta do novo coronavírus, mais linhas de ajuda e abrigos para violência doméstica estão informando demanda crescente.

“O confinamento está promovendo tensão e tem criado pressão pelas preocupações com segurança, saúde e dinheiro. E está aumentando o isolamento das mulheres com parceiros violentos, separando-as das pessoas e dos recursos que podem melhor ajudá-las.” Leia o artigo completo.

Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.

ONU Mulheres checa ações governamentais para inclusão da perspectiva de gênero na resposta à COVID-19

Em geral, situações em que o movimento de pessoas é restringido por qualquer motivo faz com que a violência contra as mulheres aumente. O que os governos estão fazendo para garantir que as mulheres tenham acesso a recursos, linhas diretas e abrigos?

Em artigo, diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres, Åsa Regnér, elenca dez perguntas para que governos identifiquem lacunas de gênero e definam ações para assegurar os direitos das mulheres na resposta à pandemia de COVID-19.

Julienne Lusenge, diretora-executiva do Fundo para Mulheres Congolesas, uma donatária do Fundo Fiduciário da ONU, lidera workshop antes da pandemia na República Democrática do Congo. Foto: Jonathan Torgovnik

COVID-19: Fundo da ONU apoia mulheres em risco de violência na Índia e na RDC

Diante da atual pandemia de COVID-19, o Fundo Fiduciário da ONU para Acabar com a Violência contra as Mulheres (UNTF, na sigla em inglês) e as instituições donatárias reconhecem as dimensões de gênero dos impactos do novo coronavírus no mundo.

Isso inclui aumento do risco de violência doméstica e diminuição da capacidade das pessoas prestadoras de serviços de responder a casos de violência. Leia o relato da ONU Mulheres.

Phumzile Mlambo-Ngcuka, vice-secretária geral da ONU e diretora executiva da ONU Mulheres. Foto: Rick Bajornas (ONU)

ARTIGO: COVID-19 oferece oportunidades de corrigir as desigualdades na vida das mulheres

Em artigo, a subsecretária-geral da ONU e diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirma que a COVID-19 oferece uma oportunidade de ação radical e positiva para corrigir as desigualdades de longa data em várias áreas da vida das mulheres.

“Há espaço não apenas para resistência, mas recuperação e crescimento. Peço aos governos e a todos os outros prestadores e prestadoras de serviços, incluindo o setor privado, que aproveitem a oportunidade para planejar sua resposta à COVID-19 como nunca fizeram antes – e que levem em consideração a perspectiva de gênero, construindo proativamente conhecimentos de gênero em equipes de resposta”.

Foto:  Mulher usa máscara em transporte público em Nova Iorque – Março de 2020 – Foto: Loey Felipe/ONU

ONU Mulheres pede atenção às necessidades femininas nas ações contra a COVID-19

Apesar das medidas robustas em todo o mundo para conter a pandemia da COVID-19, o impacto social do novo coronavírus está atingindo fortemente as mulheres, que representam 70% das pessoas que trabalham no setor social e de saúde. Elas também são três vezes mais responsáveis pelos cuidados não-remunerados em casa do que os homens, de acordo com a ONU Mulheres.

Por conta disso, a ONU Mulheres recomenda uma série de medidas específicas nas ações contra o coronavírus, como apoio prioritário para mulheres que atuam na contenção da doença, acordos de trabalho flexíveis para mulheres e proteção de serviços essenciais de saúde para mulheres e meninas, entre outras.

Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.

ONU Mulheres recomenda que igualdade de gênero seja incluída na resposta à pandemia

Trabalhadoras do setor de saúde, trabalhadoras domésticas, mulheres na economia informal, refugiadas, migrantes e em situação de violência são algumas das mulheres mais expostas à COVID-19 e precisam ser envolvidas em todas as fases da resposta e na tomada de decisão local e nacional.

De acordo com o escritório regional da ONU Mulheres, a redução da atividade econômica afeta, em primeira instância, trabalhadoras informais que perdem seus meios de sustento de vida quase imediatamente, sem nenhuma rede ou possibilidade de substituir a renda diária.

Yenni com sua filha Branyelis, de sete dias, e seu filho Moises, de três anos, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Luxemburgo apoia projeto para empoderamento de mulheres venezuelanas em Roraima

Em crises humanitárias, as populações notadamente mais afetadas são de mulheres e crianças. O grau de vulnerabilidade dessas pessoas venezuelanas em Roraima é alto, pois elas acabam expostas a riscos maiores de violência.

Diante deste cenário, o Ministério da Cooperação de Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, que é implementado por ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no estado.

Abertura da 64ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Países concordam em implementar Declaração de Pequim sobre igualdade de gênero

Em declaração política adotada na segunda-feira (9) em comemoração ao 25º aniversário da 4ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, os Estados-membros das Nações Unidas se comprometeram a intensificar os esforços para implementar totalmente a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, considerada o marco normativo mais visionário relacionado aos direitos das mulheres.

A Declaração Política é o principal resultado da 64ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres, a maior reunião anual sobre igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, realizada na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Vídeos protagonizados pela Turma da Mônica discutem as relações entre homens e mulheres desde a infância. Foto: Reprodução

Vídeos da Turma da Mônica ajudam a prevenir violência contra mulheres e meninas

Mesmo para os temas mais delicados, há formas variadas (e criativas) de chamar a atenção e promover o debate. Cientes disso, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) elegeram como um dos focos de sua parceria a prevenção da violência contra mulheres e meninas.

Entre as atividades promovidas, estão ações como um curso a distância voltado para as forças de segurança sobre o enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres; assim como vídeos protagonizados pela Turma da Mônica, que discutem as relações entre homens e mulheres desde a infância. Assista aos vídeos.

A situação das mulheres: 1950 ou 2020?

VÍDEO: A situação das mulheres, 1950 ou 2020?

Uma reportagem sobre a situação global das mulheres que trabalham, e o ano é… 1950?

Quando se trata de mercado de trabalho, a ONU Mulheres aponta que a desigualdade é uma notícia velha para as mulheres de todo o mundo.

Em 2020, o tema das Nações Unidas para o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é “Eu sou a geração igualdade: conquistando os direitos da mulher”.

Envolva-se com a #GeraçãoIgualdade. Faça parte da força que irá conquistar a igualdade de gênero ainda neste século.

'Transformar as relações de poder é essencial', diz chefe da ONU no dia das mulheres

‘Transformar as relações de poder é essencial’, diz chefe da ONU no dia das mulheres

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou um chamado “forte e urgente” por ação em prol da igualdade de gênero. Para ele, a desigualdade representa uma “injustiça esmagadora” de nosso tempo.

Guterres defendeu a igualdade de gênero como uma questão de poder, afirmando ser preciso transformar e redistribuir o poder, de forma urgente, caso o mundo queira salvaguardar seu próprio futuro no planeta. “A misoginia está em todas as partes”, acrescentou, em mensagem em vídeo (assista aqui).

Celebração antecipada nesta sexta-feira (6), na Assembleia Geral, lembra criação da Plataforma de Ação de Pequim, há 25 anos. Em 2020, o tema é “Eu sou a Geração Igualdade: concretizar os direitos das mulheres”.