Todas as pessoas devem ter acesso a espaços públicos verdes, diz publicação da ONU

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Instituto Semeia participaram na semana passada de dois eventos online sobre a publicação “Parques para Todas e Todos”, abordando a importância de garantir o acesso de todas pessoas aos espaços públicos verdes.

Nos eventos, discutiu-se como as equipes de gestão pública podem trabalhar para incluir a perspectiva de gênero em sua atuação.

As mulheres negras no Brasil sofrem sucessivas discriminações, baseadas em racismo, sexismo e outras formas de opressão. Foto: EBC

Governos e setor privado latino-americanos precisam reforçar empoderamento econômico de mulheres negras

Na ocasião do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, a vice-presidenta da Costa Rica, Epsy Campbell, e duas especialistas negras em setor privado lembraram a importância da inclusão econômica de mulheres negras na região.

Por meio de vídeos, gravados para o programa regional Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Significa Bons Negócios, gerido por ONU Mulheres e Organização Internacional do Trabalho (OIT) e financiado por União Europeia em Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Jamaica e Uruguai, elas chamam governos e setor privado a reforçar as iniciativas de empoderamento econômico das mulheres negras.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, em 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

ONU lembra lutas antirracistas e feministas no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Em 1992, grupos femininos negros de 32 países da América Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo e o sexismo.

Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, celebrado em 25 de julho.

A pandemia evidenciou o racismo, a violência e as desigualdades que afetam principalmente as mulheres negras no Brasil. Foto: EBC/Marcelo Camargo

Mulheres negras agem para enfrentar racismo e garantir direitos em meio à pandemia

A pandemia de COVID-19 tornou evidente o racismo, a violência e as desigualdades que afetam principalmente as mulheres negras no Brasil. Diante desse cenário, é preciso colocar os direitos humanos no centro das soluções.

A afirmação é da assistente social Lúcia Xavier, coordenadora da organização Criola e integrante do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planta 50-50 em 2030, da ONU Mulheres Brasil.

O Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 é parceiro da ONU Mulheres no desenvolvimento de estratégia de comunicação e advocacy público para a priorização das mulheres negras na resposta do Brasil aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à Década Internacional de Afrodescendentes.

Profissionais de saúde em Madagascar testam cidadãos para a COVID-19. Foto: Banco Mundial/Henitsoa Rafalia

ONU destaca liderança de mulheres no enfrentamento à crise de COVID-19

O Women Rise for All foi lançado em 27 de abril em apoio ao pedido do secretário-geral da ONU por solidariedade e ação urgente em resposta aos impactos socioeconômicos da COVID-19.

Como um esforço global de defesa de direitos para salvar vidas e proteger os meios de subsistência, o Rise for All insta lideranças de todos os países, em todos os setores, a lidar com a crise humana da pandemia e a apoiar o Fundo de Resposta e Recuperação das Nações Unidas COVID-19.

O mecanismo foi projetado para ajudar os países e as pessoas mais expostas às dificuldades econômicas e às perturbações sociais causadas pela pandemia.

Pandemia gera novos desafios para resposta da Agenda 2030 e da Década Internacional de Afrodescendentes às mulheres negras e à eliminação das desigualdades de gênero e raça no Brasil. Foto: ONU Mulheres/Mayara Varalho

Mulheres negras inovam em estratégias de apoio comunitário na resposta à COVID-19

A pandemia tem levado organizações e coletivos liderados por mulheres negras, país afora, a inovar nas estratégias políticas de enfrentamento do racismo e de apoio comunitário à população negra na resposta à COVID-19.

A mobilização envolve redes de costura solidária, agricultura familiar, trabalhadoras domésticas, marisqueiras, catadoras e mães de jovens negros assassinados. Leia reportagem da ONU Mulheres.

O jornalista e fotógrafo Ismael dos Anjos, realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”. Foto: Papo de Homem

Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis, diz documentarista em webinário com UNFPA

Os homens podem apoiar a luta das mulheres por igualdade de direitos e criar “outras masculinidades possíveis”, disseram participantes de webinário realizado na semana passada (2) pelo Comitê Permanente para Questões de Gênero, Raça e Diversidade (COGEMMEV) do Ministério de Minas e Energia e entidades vinculadas.

“As mulheres estão organizadas há mais de 100 anos buscando avançar, e os homens precisam ser aliados na luta das mulheres, mas nós também precisamos nos organizar de maneira diferente. Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis”, disse Ismael dos Anjos que foi realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”.

Mulheres indígenas avaliam estratégias de empoderamento político e resposta à COVID-19

Identificar oportunidades de colaboração e atuação conjunta para o avanço da agenda de direitos, tendo as mulheres indígenas como protagonistas, foi o objetivo de consulta realizada pela ONU Mulheres, no final de maio, com integrantes da iniciativa Voz das Mulheres Indígenas e a deputada federal Joênia Wapichana.

Durante a consulta, lideranças relembraram marcos da reorganização política nos últimos anos, efeito das desigualdades de gênero e a mobilização para defender povos e territórios indígenas na pandemia do novo coronavírus.

A representante da ONU Mulheres, Anastasia Divinskaya, reiterou o compromisso da organização com o movimento de mulheres indígenas, com atenção ao enfrentamento da violência.

Phumzile Mlambo-Ngcuka, chefe da ONU Mulheres, em evento para celebrar o Dia Internacional das Mulheres em Nova Iorque. Foto: ONU Mulheres

ARTIGO: ONU Mulheres completa 10 anos e coloca direitos e vozes das mulheres no centro da agenda

Em artigo, a vice-secretária-geral das Nações Unidas Phumzile Mlambo-Ngcuka lembra o aniversário de dez anos da ONU Mulheres.

“Uma década depois, quando comemoramos este aniversário em meio à pandemia da COVID-19, os direitos humanos de mulheres e meninas são mais proeminentes, universais e urgentes do que nunca.”

“Nossos aliados fundadores – Estados-membros, sociedade civil e movimentos de mulheres – agora juntam a parcerias e relacionamentos em toda a sociedade, em diferentes faixas etárias e em todo o mundo.” Leia o artigo completo.

ONU Mulheres e UE fazem na terça (30) live do projeto ‘Conectando mulheres, defendendo direitos’

Na próxima terça-feira (30), acontecerá a primeira live do projeto “Conectando Mulheres, Defendendo Direitos”, um projeto implementado pela ONU Mulheres Brasil em parceria e apoio financeiro da União Europeia.

A transmissão acontecerá a partir das 18h, no canal do YouTube da ONU Mulheres Brasil, e contará com a participação de defensoras de direitos humanos.

O tema norteador da live será o protagonismo e as especificidades das mulheres na defesa dos Direitos Humanos, sobretudo diante dos desafios impostos pela crise da pandemia COVID-19.

ONU Mulheres e empresas de tecnologia unem forças para combater violência doméstica

Mesmo antes da crise de COVID-19, a violência de gênero, uma violação grave de direitos humanos, afetava uma em cada três mulheres em todo o mundo. Dados recentes mostram um aumento dos relatos de violência doméstica desde o início do distanciamento social decorrente da pandemia.

Diante desse aumento, os escritórios da ONU Mulheres em todo o mundo firmaram parceria com empresas da tecnologia – como Google, Twitter e Facebook – para fornecer informações importantes sobre serviços de apoio para sobreviventes de violência doméstica.

Visita de atendimento do programa Criança Feliz - Foto: Mauro Vieira/Ministério da Cidadania

Agências da ONU fortalecem capacidade de visitadores familiares em meio à pandemia

Para apoiar o Programa Criança Feliz no contexto da pandemia, agências do Sistema ONU estão desenvolvendo uma série de conteúdos para fortalecer o trabalho dos visitadores familiares do programa.

Toda semana, esses profissionais recebem vídeos, podcasts e conteúdos informativos com foco em temas como saúde emocional familiar e os cuidados parentais; ansiedade infantil; entre outros.

O Criança Feliz, que teve início em 2016, é uma política pública com foco no desenvolvimento adequado na primeira infância e articula um trabalho entre os setores de saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos. Leia o relato do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

COVID-19 acentua situação precária de domésticas latino-americanas e caribenhas

Na América Latina e no Caribe, entre 11 milhões e 18 milhões de pessoas se dedicam ao trabalho doméstico remunerado, sendo que 93% delas são mulheres. O trabalho doméstico representa entre 14,3% e 10,5% do emprego das mulheres na região.

Mais de 77,5% delas atuam na informalidade, o que significa que parte significativa trabalha em condições precárias e sem acesso à proteção social. ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) publicaram relatório sobre o tema.

A pandemia das sombras: violência doméstica durante a COVID-19

VÍDEO — A pandemia das sombras: violência doméstica durante a COVID-19

Uma ‘pandemia das sombras’ mortal de violência doméstica está ocorrendo neste exato momento.

Desde o surgimento da COVID-19, a violência contra mulheres e meninas se intensificou em todo mundo. Embora as medidas de confinamento ajudem a limitar a disseminação do vírus, mulheres e meninas que sofrem violência em casa se encontram cada vez mais isoladas das pessoas e dos recursos que poderiam ajudá-las.

A ONU Mulheres une forças com Kate Winslet para iluminar essa ‘pandemia das sombras’ e descreve três coisas que você pode fazer para ajudar; acesse o vídeo.

Ação de voluntariado apoiada pelo UNAIDS ajuda pessoas vivendo com HIV na América Latina em meio à pandemia. Foto: UNAIDS

COVID-19: movimento de mulheres apoia pessoas vivendo com HIV em países latino-americanos

A Estratégia de Voluntariado das Américas foi lançada pelo Movimento de Mulheres Positivas da América Latina e do Caribe (MLCM+) com apoio de escritórios do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) na América Latina e o Caribe.

Até o momento, a iniciativa está presente em 17 países da região, com 850 voluntários e mais de 3 mil pedidos de ajuda. Tais pedidos referem-se principalmente à necessidade de medicamentos, alimentos e métodos de prevenção.

No Brasil, eles se articularam com UNAIDS e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) através do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP).

Estudo revela aumento de vulnerabilidade das trabalhadoras domésticas durante a pandemia

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a ONU Mulheres apresenta diagnóstico sobre a situação de vulnerabilidade e risco de contágio da COVID-19 enfrentada pelas trabalhadoras domésticas no país. De acordo com a pesquisa, 70% das profissionais não possuem Carteira de Trabalho assinada.

A precariedade dos vínculos trabalhistas e o tipo de trabalho desempenhado pelas profissionais, em contato direto com outras pessoas e seus objetos, representam os principais fatores que expõem as profissionais no atual contexto da pandemia.

Missão da ONU no Darfur (UNAMID) organiza sessão sobre Agenda de Mulheres e Segurança. Foto: UNAMID/Albert Gonzalez Farran

Em vídeo, líderes da ONU reforçam papel das mulheres para paz e cessar-fogo global

Três funcionários do alto escalão da ONU se uniram ao apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, por um cessar-fogo global, destacando a importância das mulheres nesse processo.

A mensagem é da subsecretária-geral da ONU para os Assuntos Políticos e Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo; do subsecretário-geral das Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e da subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Segundo as lideranças, com a participação de mulheres, a probabilidade é que os resultados da paz sejam sustentáveis e duradouros.

Propostas de organizações de mulheres negras são bem-vindas na chamada de financiamento. Foto: UNFPA/Solange Souza

ONU Mulheres abre chamada de financiamento a organizações defensoras dos direitos humanos no Brasil

A ONU Mulheres Brasil tornou pública na terça-feira (2) uma chamada para apoio financeiro a organizações defensoras dos direitos humanos diante dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19.

São convidadas a enviar propostas organizações lideradas por mulheres e voltadas à promoção dos direitos das mulheres. A iniciativa conta com o apoio da União Europeia e se destina a organizações não estatais e sem fins lucrativos. As propostas podem ser enviadas até 21 de junho.

Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro dos esforços de resposta à COVID-19

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pelas consequências da pandemia de COVID-19, tanto por conta do aumento da violência doméstica devido ao isolamento social como pelo fato de serem maioria entre trabalhadores informais e de saúde.

Nesse cenário, uma mesa-redonda virtual reuniu lideranças femininas do mundo todo, incluindo chefes de Estado e de governo, para discutir a importância de mulheres e meninas estarem no centro da resposta à pandemia. O evento foi presidido por Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.

Resposta à pandemia deve considerar condições de saúde da população negra, diz sanitarista

Em entrevista à ONU Mulheres, a sanitarista Karine Santana avalia a situação da pandemia da COVID-19 no Brasil, o racismo na saúde e as comorbidades da população negra. Para ela, “as medidas precisam ser pautadas na equidade. Qualquer medida distante disso está acirrando a existência do racismo estrutural”.

Karine Santana é docente de Saúde Coletiva, doutoranda em Medicina e Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS). Leia a entrevista na íntegra.

Violência de gênero e COVID-19: “Quando nos calamos, permitimos que esses crimes se multipliquem”

A ONU Mulheres estima que, nos últimos 12 meses, 243 milhões de mulheres e adolescentes de 15 a 49 anos foram submetidas a violência sexual e/ou física por algum parceiro íntimo. Como resultado do isolamento imposto para impedir a disseminação da COVID-19, dados mostram que esse tipo de violência se intensificou.

A rede social russa Odnoklassniki, também conhecida como OK, organizou uma transmissão on-line para que especialistas e interessados no tema pudessem discutir como sobreviver ao isolamento e evitar conflitos familiares e violência de gênero. A transmissão foi vista por 1,7 milhão de usuários da rede OK no leste da Europa e na Ásia central. A transmissão foi parte de uma iniciativa conjunta do escritório regional do UNAIDS para a Europa Oriental e Ásia Central, o Instituto de Tecnologias de Informação para a Educação da UNESCO e a rede social OK, em parceria com a ONU Mulheres.

Taís Araújo e Fórum Nacional das Mulheres Negras fazem live sobre violência doméstica na pandemia

Taís Araújo, defensora da ONU Mulheres Brasil para os Direitos das Mulheres Negras, conversará com Clátia Vieira, do Fórum Nacional de Mulheres Negras, nesta quinta-feira (21), às 19h, pela conta da atriz (@taisdeverdade) e de Clátia Vieira (@clatiavieira) no Instagram.

O bate-papo abordará a violência doméstica com foco na situação das mulheres negras, que são as que mais sofrem violência doméstica no Brasil. Segundo o Atlas da Violência de 2019, mais de 60% das mulheres assassinadas no país são negras.

Orla Moacyr Scliar, em Porto Alegre (RS). Foto: Luciano Lanes/PMPA

Publicação sobre implantação de parques urbanos com perspectiva de gênero é lançada online

A publicação “Parques para Todas e Todos – Sugestões para a implantação de parques urbanos com perspectiva de gênero” será lançada nesta quinta-feira (21) em evento online.

O material é resultado da parceria entre o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Instituto Semeia, com apoio de ONU Mulheres e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Francis (esquerda) e Siliany (direita), acompanhada da mãe, conversam com funcionária do IMDH durante entrega do cartão do programa CBI em Brasília. Foto: Luiz Fernando Godinho/ACNUR

“Sem esse dinheiro eu estaria na rua”, diz venezuelana apoiada pelo ACNUR

As manicures venezuelanas Silany e Francis chegaram ao Brasil há um mês, em plena pandemia do novo coronavírus e não conseguiram colocação profissional por conta das medidas de isolamento social.

Graças a um programa de transferência de renda do ACNUR, elas poderão manter as despesas básicas com moradia, alimentação e medicamentos.

Conheça a história das refugiadas que atualmente moram em Brasília, no Distrito Federal, e saiba como ajudar.

Juliana Paes e Think Olga fazem ‘live’ sobre violência contra mulheres e uso da robô Isa.bot

A defensora da ONU Mulheres Brasil para Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres, Juliana Paes, e a diretora da organização Think Olga, Maíra Liguori, participam, nesta sexta-feira (8), a partir das 19h30, da live “Violência Doméstica em tempos de pandemia”.

A conversa será transmitida pelos perfis @julianapaes e @think_olga no Instagram e terá duração estimada de 30 minutos.

Campanha incentiva homens a mostrar tarefas domésticas durante o isolamento social

O compartilhamento de tarefas de trabalho doméstico e de cuidado com crianças, adolescentes, pessoas idosas e com deficiência é uma das ações mais concretas que homens podem assumir em suas casas e junto às suas famílias para responder à pandemia da COVID-19. Este é o foco da ação digital #ElesPorElasEmCasa (#HeForSheAtHome), lançada no dia 5 de maio pela ONU Mulheres Brasil, para reduzir as desigualdades de gênero e a sobrecarga das mulheres.

Até 31 de maio, poderão ser enviadas fotografias de homens em atividades domésticas e tarefas familiares, para mostrar como eles estão lidando com a pandemia e inovando nas relações de gênero. As fotografias deverão ser enviadas “inbox” (por mensagem com envio de foto) para os perfis ElesPorElas – HeForShe no Instagram e no Facebook.

Para a representante da ONU Mulheres Brasil, Anastasia Divinskaya, “a campanha é fundamental para aumentar a consciência pública sobre a violência contra as mulheres e evitar aumento de casos durante a fase de isolamento social.

Campanha de Globo, GNT e ONU Mulheres alerta sobre violência doméstica no isolamento social

Uma campanha de conscientização para prevenção e combate à violência doméstica, realizada em conjunto com a ONU Mulheres, teve início na terça-feira (5) com chamadas especiais durante a programação da TV.

Os vídeos ressaltam que, durante o isolamento, a vítima tem suas ferramentas de denúncia limitadas devido à vigilância constante do agressor. Neste momento, vizinhos, vizinhas e pessoas próximas se tornam os grandes aliados e aliadas.

Com apoio da ONU Mulheres, Isa Bot ganha novos conteúdos para enfrentar violência doméstica

A organização Think Olga e o Mapa do Acolhimento, projeto do Nossas.Org, anunciaram na terça-feira (28) uma atualização da ISA.bot, robô para Messenger e Google Assistente lançado no fim de 2019 com recursos para segurança online das mulheres.

A ISA.bot apresentará dicas e orientações para mulheres que estejam vivendo essa situação ou para pessoas que possam estar em condições de ajudar. São informações e dicas para se manter segura, como, por exemplo, informar alguém de confiança sobre o que está acontecendo, ou pedir que ligue diariamente para saber como está.

Enfermeira mede a temperature de menina num Centro de Atenção à Saúde Primária em Beirute, no Líbano, durante a crise da COVID-19. Foto: Fouad Choufany/UNICEF

ONU Mulheres faz chamado ao setor privado por igualdade de gênero na resposta à COVID-19

A pandemia de COVID-19 está afetando as mulheres de várias maneiras, incluindo preocupações com saúde, segurança e renda, responsabilidades adicionais de assistência e maior exposição à violência doméstica.

O setor privado tem um papel importante a desempenhar, não apenas na mitigação do impacto da COVID-19, mas na redução da propagação do vírus, afirmou a ONU Mulheres.

A ação precoce e direcionada do setor privado reduzirá os riscos imediatos à saúde de funcionárias e funcionários, além de reduzir o impacto econômico geral.

Isaac Molalo, Vodacom Mum e o bebê Limpopo, África do Sul. Foto: ONU Mulheres

Campanha busca relatos de homens que promovem a igualdade de gênero dentro de casa

Em todo o mundo, as mulheres estão na linha de frente na resposta à pandemia, profissionais de saúde, cientistas, médicas e muito mais. A campanha #ElesPorElasEmCasa (#HeForSheAtHome) visa destacar esse fardo injusto para as mulheres e incentivar os homens a fazerem a sua parte.

Envie suas histórias para heforshe@unwomen.org ou compartilhe nas mídias sociais e marque @Elesporelasheforshe ou @heforshe com a hashtag #ElesPorElasEmCasa #HeForSheAtHome. O relato é da ONU Mulheres.

Mulheres na linhas de frente da COVID-19

O novo coronavírus impacta todas as pessoas, mas a maioria das decisões tomadas são de homens e as vozes são geralmente masculinas. No entanto, a maioria dos e das profissionais de saúde da linha de frente são mulheres. E muitas das indústrias diretamente afetadas pelo afastamento social e bloqueios – como viagens, turismo e produção de alimentos – têm maior concentração de mulheres.

A carga de cuidados para as mulheres, que costuma ser três vezes maior do que a dos homens, aumentou exponencialmente. Conheça a história de mulheres que estão na linha de frente da pandemia.

Mulher indígena no 14º Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília, em 2017. Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena

Water and food shortages challenge the prevention of coronavirus on the largest indigenous reserve in Brazil

Chronic vulnerabilities, intermittent water supply and food scarcity: these are some of the challenges to preventing the spread of coronavirus according to nurse Indianara Machado Indianara Ramires Guarani Kaiowá, who works with the Technical Coordination Centre for Dourados. The Centre manages the healthcare of more than 18,000 indigenous people living in Dourados, an area that encompasses the largest indigenous reserve in Brazil.

In an interview with UN Women Brazil in early April, the nurse explained why indigenous women, men and children were more vulnerable and pointed out how historical issues increased the risks posed to them by the new coronavirus pandemic.

Mulher indígena no 14º Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília, em 2017. Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena

Falta de água e de alimentos são desafios na prevenção do coronavírus na maior reserva indígena do Brasil

Vulnerabilidades crônicas, fornecimento de água intermitente e escassez de alimentos. Estes são alguns dos desafios listados pela enfermeira Indianara Machado Ramires Guarani Kaiowá, vinculada à Coordenação Técnica Polo Dourados, para o cuidado em saúde de mais de 18 mil indígenas que vivem em Dourados (MS), localidade que concentra a maior reserva indígena do Brasil.

Em entrevista à ONU Mulheres Brasil no início de abril, a enfermeira relatou a vulnerabilidade crônica em que vivem mulheres, homens e crianças indígenas e como problemas históricos aumentam os riscos da pandemia do novo coronavírus.

Elayne Sartori, assistente de campo do Fundo de População da ONU, foi uma das mediadoras da sessão. Foto: UNFPA Brasil/Igo Martini

UNFPA e ACNUR realizam primeiro treinamento online sobre prevenção ao abuso e à exploração sexual

Em razão da pandemia de COVID 19, foi realizada na segunda-feira (13) a primeira sessão remota da Oficina Proteção Contra a Exploração, Abuso Sexual e Assédio, com mediação de oficiais da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A oficina teve como objetivo sensibilizar os trabalhadores e trabalhadoras da assistência humanitária sobre como os atos de exploração e abuso sexual afetam indivíduos e comunidades inteiras e o que fazer a respeito por meio de mecanismos de denúncia.