Painel na Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente discutiu o problema do lixo marinho. Foto: Flickr (CC)/Bo Elde

Painel em Nairóbi discute formas de combater o lixo marinho e a poluição por microplásticos

O painel de discussão sobre Lixo Marinho — Impactos, Desigualdade e Injustiça Ambiental, realizado durante a Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quênia, no início de março, abordou o papel da justiça ambiental nas comunidades afetadas pela poluição por resíduos marinhos e microplásticos.

“A menos que o Estado de Direito ambiental seja fortalecido, mesmo regras aparentemente rigorosas são destinadas a falhar, e o direito humano fundamental a um meio ambiente saudável não será realizado”, disse na ocasião David Boyd, relator especial da ONU para os direitos humanos e o meio ambiente. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Londres, no Reino Unido. Foto: Flickr (CC)/Pedro Szekely

ONU: 5 líderes que estão enfrentando as emissões de carbono no setor de transportes

A poluição do ar em locais fechados e em ambientes externos causou estimadas 7 milhões de mortes globalmente em 2016, de acordo com a ONU Meio Ambiente. Muitas vezes associada ao setor de transportes, a contaminação do ar gera preocupações climáticas e de saúde pública.

A agência das Nações Unidas elencou cinco lideranças que estão promovendo políticas verdes de locomoção, com incentivos à mobilidade elétrica e a criação de zonas urbanas de baixas emissões de carbono.

Ovinhos de Páscoa. Foto: PEXELS (CC)/Tim Gouw

Às vésperas da Páscoa, ONU alerta para impacto ambiental da produção de cacau

Conforme a Páscoa se aproxima, aumentam as encomendas em todo o mundo de coelhos de chocolate e ovos de Páscoa. Mas você já parou para pensar sobre qual é a origem desse chocolate e qual o seu impacto ambiental?

Existem em torno de 5 a 6 milhões de agricultores de cacau em todo o planeta e, de acordo com a Organização Internacional do Cacau, em torno de 70% do cacau do mundo é cultivado em pequenas propriedades. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Fonte: UIT

Centro da ONU recebe propostas de pesquisa sobre economia circular no Brasil, Chile, México e Uruguai

O Centro de Tecnologia do Clima (CTCN) recebe propostas para a realização de pesquisa sobre o estado da economia circular no Brasil, Chile, México e Uruguai. Edital visa elaborar mapeamento de iniciativas e atores relevantes que trabalhem com modelos sustentáveis de produção e consumo nos países, levando em conta os desafios associados à exploração dos recursos naturais na América Latina. Prazo para envio de candidaturas é 8 de maio.

Projeto de habitação sustentável em exibição na sede da ONU Meio Ambiente em Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU Meio Ambiente

Protótipo de habitação inteligente promete acelerar urbanização africana

A África está se urbanizando rapidamente, à medida que sua população cresce e muitos vão para as cidades em busca de empregos, educação e saúde. Estudos mostram que centenas de milhões de africanos viverão nas cidades nas próximas três décadas.

No entanto, parte desses novos cidadãos urbanos viverá em assentamentos informais, onde moram estimados 200 milhões de africanos — muitas vezes sem acesso a energia elétrica e saneamento.

“À medida que o setor habitacional cresce – e precisa crescer se quisermos um mundo equitativo – precisamos reduzir seu impacto ambiental, e não aumentá-lo”, disse Joyce Msuya, diretora-executiva da ONU Meio Ambiente. “O design inteligente é a única maneira de atender às nossas necessidades de moradia e permanecer dentro dos limites do planeta”.

Crianças de famílias deslocadas coletam água em uma torneira em Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. A crise humanitária na região forçou centenas de milhares a deixar suas casas e depender de assistência humanitária. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

ONU ajuda países a administrar impactos ambientais dos deslocamentos de população

Em janeiro de 2018, a ONU Meio Ambiente, em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), lançaram um projeto com o objetivo de fortalecer a capacidade dos países de enfrentar os impactos ambientais das respostas humanitárias a populações deslocadas em Guatemala, Líbano e Nigéria. As atividades do projeto também foram ampliadas para Brasil, Turquia e Vanuatu.

Em 2016, na 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Estados-membros, por meio da Declaração de Nova Iorque para Refugiados e Migrantes, se comprometeram a fornecer assistência a comunidades anfitriãs para proteger e reabilitar o meio ambiente em áreas afetadas por amplos movimentos de pessoas deslocadas, assim como garantir cooperação e encorajar o planejamento conjunto entre atores humanitários e outros, como trabalhadores de desenvolvimento.

Vista de São Paulo, encoberta por nuvem de poluição. Foto: Wikimedia (CC)/Alexandre Giesbrecht

Agências da ONU e parceiros lançam medidas para diminuir mortes causadas por poluição do ar

A poluição do ar não é um problema novo. Estamos preocupados com nevoeiros contaminados com fumaças há séculos, das conhecidas “smogs” de Londres no século 19 aos nevoeiros que frequentemente encobrem cidades como Pequim e Délhi nos dias atuais. A novidade, no entanto, é a noção do quão exatamente isso é ruim para nossa saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças relacionadas à poluição do ar matam 7 milhões de pessoas por ano. Mas o ar ruim não só mata. Em 2018, estudos ligaram a poluição do ar a diversos problemas, de milhões de casos de diabetes a níveis mais baixos de inteligência. Não é de se admirar que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, definiu a poluição do ar como “o novo tabaco”.

Mas junto às notícias ruins existe a decisão de agir. Em 2018 foi realizada a primeira Conferência Global sobre Poluição do Ar e Saúde, organizada pela OMS junto à ONU Meio Ambiente e outros parceiros. Na conferência, participantes se comprometeram a reduzir mortes ligadas à poluição do ar em dois terços até 2030.

Will Gadd desce uma fenda na segunda maior geleira da Groenlândia. Foto: Christian Pondella/Red Bull Content Pool

Alpinista e herói da ONU explora os subterrâneos de calota de gelo na Groenlândia

O alpinista e explorador Will Gadd coleciona recordes e títulos. O Herói das Montanhas da ONU Meio Ambiente e Aventureiro do Ano da National Geographic em 2015 foi a primeira pessoa a escalar as águas congeladas das Cataratas do Niágara, na divisa entre EUA e Canadá.

Mas o seu maior – e mais perigoso desafio – foi em cima e embaixo da calota de gelo da Groenlândia – uma expedição concebida para coletar dados sobre buracos nas geleiras conhecidos como “moulins”.

ONU Meio Ambiente lança publicação detalhando suas atividades no Brasil

A ONU Meio Ambiente lançou uma publicação que detalha o portfólio de atuação da agência no país, com foco especial para o período de 2017 a 2018. O documento, voltado ao público geral e atores ambientais, apresenta os projetos desenvolvidos nas seis áreas temáticas do organismo: eficiência de recursos, mudança do clima, ecossistemas saudáveis e produtivos, meio ambiente em estudo, governança ambiental e químicos, resíduos e qualidade do ar.

Sessenta por cento dos resíduos e três quartos do uso de recursos e emissões de gases de efeito estufa vêm das cidades. Foto: EBC

Cúpula das Cidades pede abordagem integrada para infraestrutura urbana

Embora os Estados-membros tenham adotado uma resolução sobre infraestrutura sustentável na Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA), em março, a Cúpula das Cidades reforçou no mesmo mês em Nairóbi, no Quênia, a importância da ação local e a necessidade de uma abordagem integrada para a infraestrutura urbana.

Sessenta por cento dos resíduos e três quartos do uso de recursos e de emissões de gases de efeito estufa vêm das cidades, o que as torna ótimos lugares para promover o consumo e a produção sustentáveis.

Mas preservar o bem-estar de uma população cada vez mais urbana, incluindo pessoas que ainda não têm acesso a moradias e serviços básicos acessíveis e adequados, é tão importante quanto a busca por atingir as metas de desenvolvimento sustentável. Uma abordagem integrada à infraestrutura urbana poderia ajudar a fazer as duas coisas, de acordo com a ONU Meio Ambiente.

Fotografia do planeta Terra feita pelo satélite Suomi NPP, a 826 km de altitude. Foto: NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring

Humanidade consome recursos da Terra a taxas insustentáveis, alerta agência da ONU

George Monbiot, correspondente do jornal britânico The Guardian e conhecido por seu ativismo ambiental e político, fez um apelo surpreendente para que as pessoas no Reino Unido reduzissem o uso de carros em 90% ao longo da próxima década.

Muitos indivíduos podem se mostrar avessos a essa ideia, mas talvez ela soe um pouco menos bizarra à luz de um novo relatório da ONU Meio Ambiente sobre a taxa com que estamos abocanhando os recursos do planeta Terra.

Sobrevoo da área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Foto: Presidência da República/Isac Nóbrega

ONU apoia criação de padrões globais para barragens de mineração

Em resposta ao recente rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), que deixou ao menos 214 mortos e 91 desaparecidos, o Conselho Internacional de Mineração e Metais, a ONU Meio Ambiente e os Princípios para o Investimento Responsável (PRI) lançarão uma revisão independente com o objetivo de estabelecer padrões internacionais para instalações que armazenam rejeitos de mineração.

As falhas nas barragens de rejeitos têm consequências ambientais de longo alcance, com a lama tóxica liberada se infiltrando no solo e nos rios próximos. O desastre de Brumadinho mostrou a necessidade da implementação rápida de fortes padrões internacionais para a contenção de resíduos tóxicos de mineração, apontou a ONU Meio Ambiente.

Foto: ONU

Situação do clima em 2018 mostrou aumento dos efeitos da mudança climática, diz relatório

Os sinais físicos e os impactos socioeconômicos deixados pela mudança climática são cada vez maiores devido às concentrações de gases de efeito estufa sem precedentes, que provocam um aumento das temperaturas mundiais a níveis perigosos, segundo o relatório mais recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A 25ª edição da Declaração da OMM sobre o estado do clima mundial, correspondente a 2018, destacou a elevação recorde do nível do mar, assim como das temperaturas terrestres e oceânicas, que ficaram excepcionalmente altas nos últimos quatro anos. Esta tendência de aquecimento começou no início do século e deve continuar.

Volume de poluentes do ar em Pequim caiu de 25% a 83%, dependendo do poluente, desde 2013. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU: melhora na qualidade do ar em Pequim serve de modelo para outras cidades

Mais de 20 anos depois de Pequim começar a procurar maneiras de melhorar a qualidade do ar em uma das maiores e mais crescentes cidades do mundo em desenvolvimento, seus esforços bem-sucedidos fornecem um modelo para outras metrópoles, de acordo com um relatório divulgado pela ONU no início de março (9).

“Essa melhora na qualidade do ar não aconteceu por acidente. Foi resultado de um enorme investimento de tempo, recursos e vontade política”, disse Joyce Msuya, diretora-executiva em exercício da ONU Meio Ambiente. “Entender a história da poluição do ar em Pequim é crucial para qualquer nação, distrito ou municipalidade que deseja seguir caminho semelhante”.

A fabricante de móveis sueca IKEA produziu uma cortina que, segundo a empresa, purifica o ar usando uma superfície tratada com minerais que permite ao tecido desmembrar os poluentes quando entra em contato com a luz interna ou natural. O processo é semelhante à fotossíntese. Foto: ONU Meio Ambiente

Empresa sueca produz cortina que reduz poluição do ar dentro de casa

Arranha-céus cobertos de fumaça, engarrafamentos tóxicos e uma série de chaminés podem ser as primeiras imagens que vêm à mente quando se discute a poluição do ar. Mas novas pesquisas mostraram as toxinas invisíveis que poluem o ar em nossas casas.

Com o aumento da conscientização nos países desenvolvidos, soluções que vão desde purificadores de ar a plantas de interior têm sido discutidas para ajudar a remover partículas perigosas do ar em residências.

Agora, a fabricante de móveis sueca IKEA produziu uma cortina que, segundo a empresa, purifica o ar usando uma superfície tratada com minerais que permite ao tecido desmembrar os poluentes quando entra em contato com a luz interna ou natural. O processo é semelhante à fotossíntese. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Moradores de Beira andam por região que foi alagada durante a passagem do Idai por Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

Ciclone Idai: por que é importante investir na preparação para desastres?

A cidade de Beira, em Moçambique, é considerada o epicentro da crise provocada pela passagem do ciclone Idai. A tempestade tropical é considerada a maior desde o Jokwe, outro ciclone que devastou o país, em 2008.

A ONU Meio Ambiente afirma que a atual tragédia é um lembrete da importância de investir em programas de conscientização e preparação para emergências, em especial as relacionadas a questões climáticas.

Mata fechada na Amazônia peruana. Foto: Flickr (CC)/Joseph King

Em dia internacional, ONU defende educação sobre florestas para preservar recursos naturais

No Dia Internacional das Florestas, lembrado nesta quinta-feira (21), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) defende a educação sobre esses ecossistemas como estratégia para preservar os recursos naturais do planeta

Cerca de 90% de todas as espécies terrestres de seres vivos são encontradas nas florestas, que oferecem não apenas um habitat para a biodiversidade, mas também uma série de serviços ecossistêmicos para os humanos.

Assembleia em Nairóbi, no Quênia, reuniu 4,7 mil participantes, entre ministros, cientistas, empresários e lideranças da sociedade civil. Foto: ONU Meio Ambiente/Natalia Mroz

Ministros adotam resoluções sobre economia circular e produção sustentável

Após cinco dias de diálogos na Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quênia, ministros de mais de 170 países adotaram na sexta-feira (15) um plano que pede a aceleração da mudança para modelos sustentáveis de desenvolvimento. Documento afirma que é necessário usar ciência e inovação para tornar o uso de recursos naturais mais eficiente, reduzir o uso de plástico descartável e promover economias de baixo carbono.

Vista aérea de Xangai, na China. Foto: ONU Meio Ambiente

Poluição do ar é tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, que terá China como país-sede

Nesta sexta-feira (15), o vice-ministro de Ecologia e Meio Ambiente da China, Zhao Yingmin, e Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, anunciaram que o país sediará as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho de 2019, com o tema “poluição do ar”.

Aproximadamente 7 milhões de pessoas morrem prematuramente a cada ano devido à poluição do ar, sendo 4 milhões das mortes somente na região da Ásia e do Pacífico. O Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano incitará governos, indústria, comunidades e indivíduos a se unirem para explorar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em cidades e regiões de todo o mundo.

Imagem feita por satélite de Iquitos, no Peru, em meio à Floresta Amazônica. Foto: NASA/Good Free Photos

Danos ao planeta serão desastrosos para saúde humana se ações não forem tomadas, diz relatório

Lançado hoje (13) em Nairóbi, no Quênia, o sexto Panorama Ambiental Global afirma que, se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século.

A publicação também alerta que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050 e com que substâncias químicas nocivas afetem a fertilidade masculina e feminina, bem como o desenvolvimento neurológico infantil.

Ministro do Meio Ambiente do Quênia, Keriako Tobiko, ao lado de Joyce Msuya, chefe interina da ONU Meio Ambiente, durante abertura da Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente. Foto: ONU Meio Ambiente/Natalia Mroz

Líderes mundiais se reúnem em Nairóbi para principal cúpula ambiental da ONU

Em Nairóbi, no Quênia, mais de 4,7 mil chefes de Estado, ministros, líderes empresariais, oficiais seniores da ONU e representantes da sociedade civil se reúnem para discutir padrões sustentáveis de produção e consumo.

A Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente teve início na segunda-feira e promove debates e lançamentos de pesquisas científicas sobre lixo marinho, economia circular e mudanças climáticas até o final da semana.

Participantes de Assembleia da ONU para o Meio Ambiente fazem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da queda de um avião da Ethiopian Airlines. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU lamenta queda de avião na Etiópia; 22 funcionários da Organização morreram

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente triste” com a queda neste domingo do avião da Ethiopian Airlines, que deixou todas as 157 pessoas a bordo mortas, incluindo pelo menos 22 funcionários das Nações Unidas.

Aeronave caiu logo após decolar da capital da Etiópia, Adis Abeba. O destino do voo era Nairóbi, no Quênia, onde teve início nesta segunda-feira a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente.

Para ONU Meio Ambiente, gestão de produtos químicos deve contar com estruturas de governança globais mais abrangentes. Foto: Pixabay

Relatório da ONU pede ação urgente para enfrentar poluição por substâncias químicas

Pesquisa apresentada nesta segunda-feira (11) durante a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, em Nairóbi, revela que a atual capacidade de produção de químicos, de 2,3 bilhões de toneladas, deve dobrar até 2030. O atual volume de químicos tem valor anual de 5 trilhões de dólares.

Apesar de compromissos para maximizar benefícios e minimizar os impactos dessa indústria, os químicos perigosos continuam a ser liberados no meio ambiente em grandes quantidades. Eles são onipresentes no ar, na água e no solo, na comida e nos seres humanos.

Derretimento de calotas polares e de geleiras são consequências do aquecimento global e contribuem para a elevação do nível do mar. Foto: PNUD

Chefe interina da ONU Meio Ambiente pede coragem dos países para lutar por um mundo sustentável

Em carta aos Estados-membros das Nações Unidas, a chefe interina da ONU Meio Ambiente, Joyce Msuya, afirma que já passou da hora de politicagens, pois o mundo precisa transformar compromissos em ações concretas contra as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade e outros desafios ambientais.

Apelo à ação foi feito às vésperas da Quarta Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), que será realizada em Nairóbi, de 11 a 15 de março. Evento reunirá chefes de Estado, ministros do Meio Ambiente, pesquisadores, ativistas e representantes do setor privado.

Foto: FAO/Giulio Napolitano

ONU declara Década sobre Restauração de Ecossistemas

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período 2021-2030 como a Década da ONU sobre Restauração de Ecossistemas. A nova data é uma oportunidade única para a criação de empregos, a segurança alimentar e o enfrentamento da mudança climática.

A restauração pode remover até 26 gigatoneladas de gases de efeito estufa da atmosfera. Duas agências da ONU – ONU Meio Ambiente e FAO – lideram a implementação da Década.

O Brasil está no topo da lista dos 18 países mais diversos do mundo. Abriga entre 15% e 20% da diversidade biológica global. Foto: José Sabino

Sistema online impulsiona gestão de dados sobre biodiversidade no Brasil

O Brasil está no topo da lista dos 18 países mais diversos do mundo. Abriga entre 15% e 20% da diversidade biológica global, com mais de 120 mil espécies de invertebrados, cerca de 9 mil vertebrados e mais de 4 mil espécies de plantas. Com isso, surge um enorme potencial para impulsionar o crescimento econômico e a inclusão social, mas também uma enorme responsabilidade.

Com o apoio da ONU Meio Ambiente e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações tem trabalhado para criar uma ferramenta abrangente para compilar dados e informações sobre a biodiversidade nacional.

Campanha da ONU visa proteger oceanos e vida marinha contra a poluição por plástico. Foto: PxHere

Campanha Mares Limpos celebra dois anos de atividades contra o lixo plástico

Lançada em fevereiro de 2017, a campanha Mares Limpos, da ONU Meio Ambiente, tem inspirado governos, empresas e cidadãos a se engajar na luta contra os plásticos descartáveis, que ameaçam a saúde dos oceanos, da vida marinha e dos próprios seres humanos.

Setenta e cinco países — da Argentina ao Iêmen — aderiram à iniciativa, comprometendo-se a combater os plásticos descartáveis, proteger suas águas territoriais e encorajar mais reciclagem. Compromissos junto à campanha cobrem mais de 60% dos litorais do mundo.

Co-fundadores da Perfect Day, Ryan Pandya e Perumal Gandhi. Foto: Perfect Day

Startup norte-americana produz lácteos sem ajuda de vacas

Ryan Pandya e Perumal Gandhi são co-fundadores de uma startup norte-americana chamada Perfect Day, cuja ideia inovadora foi produzir lácteos sem a ajuda das vacas.

A Perfect Day, cujo nome vem de um estudo que concluiu que as vacas produzem mais leite quando escutam músicas lentas como “Perfect Day”, de Lou Reed, usa um processo chamado fermentação microbiana. O processo cria todas as proteínas que existem no leite usando levedura.

A proteína livre de animal da Perfect Day é a mesma encontrada no leite de vaca, com o mesmo sabor e textura. Embora ainda não esteja nas prateleiras dos supermercados, o modelo business-to-business da startup fará parceria com os fabricantes para produzir lácteos. O relato é da ONU Meio Ambiente.

A dinamarquesa Inger Andersen é atualmente diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza. Foto: ONU Meio Ambiente

Assembleia Geral da ONU nomeia economista dinamarquesa como chefe da ONU Meio Ambiente

Após sua indicação pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (21) a nomeação da economista dinamarquesa Inger Andersen para um mandato de quatro anos como diretora-executiva da ONU Meio Ambiente.

A economista ocupou diversos cargos de liderança no Banco Mundial e nas Nações Unidas, mais recentemente como vice-presidente para Oriente Médio e Norte da África no Banco Mundial (2011-2015) e vice-presidente de desenvolvimento sustentável e chefe do grupo consultivo do Fundo Internacional de Pesquisa Agrícola (2010-2011).

A cada ano, mais de 2,7 mil toneladas de ouro são mineradas no mundo. Vinte por cento desse total — mais de 500 toneladas anuais — são produzidos pela mineração artesanal de pequena escala. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU lança programa de combate aos efeitos tóxicos da mineração de pequena escala

Ação urgente é necessária para proteger milhões de homens, mulheres e crianças expostos a níveis tóxicos de mercúrio na produção de ouro todos os anos no mundo, de acordo com os apoiadores de um novo programa de 180 milhões de dólares destinado a reformar a mineração artesanal e de pequena escala (ASGM, na sigla em inglês).

Abrangendo oito países, o programa de cinco anos é uma parceria entre Fundo Mundial para o Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ONU Meio Ambiente, Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), Conservação Internacional e governos de Burkina Faso, Colômbia, Guiana, Indonésia, Quênia, Mongólia, Filipinas e Peru.

A dinamarquesa Inger Andersen é atualmente diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza. Foto: ONU Meio Ambiente

Guterres indica economista dinamarquesa como chefe da ONU Meio Ambiente

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, informou no sábado (16) à Assembleia Geral sua intenção de indicar a economista e ambientalista dinamarquesa Inger Andersen como nova diretora-executiva da ONU Meio Ambiente.

Inger Andersen é atualmente diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza, um cargo que ocupa desde 2015. Anteriormente, ocupou diversas posições de liderança no Banco Mundial e nas Nações Unidas.

Comer menos carne é um dos passos para uma economia de baixo de carbono. Foto: Força Aérea dos Estados Unidos

ONU: 5 meios para usar a ciência comportamental na luta contra as mudanças climáticas

Comer menos carne, voar menos de avião ou escolher energias renováveis podem acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, com menos emissões de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global. Mas por que mais pessoas não estão fazendo isso?

A ciência comportamental pode ajudar a entender como pessoas processam, respondem e compartilham informações, a fim de identificar o que transforma conscientização. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Feirante em Bangladesh. Foto: Banco Mundial/Scott Wallace

Escolhas alimentares de hoje afetam saúde das pessoas e do planeta de amanhã

Transformar dietas e a maneira com a qual produzimos alimentos têm amplo potencial de melhorar tanto a saúde humana quanto a sustentabilidade ambiental no futuro. A conclusão é de novo relatório da Comissão EAT-Lancet, lançado na terça-feira (5) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e produzido por ONU Meio Ambiente e Missão Permanente da Noruega.

O relatório afirma que “se mudarmos a maneira com a qual produzimos, consumimos, transportamos e desperdiçamos alimentos, podemos alimentar todos com uma dieta saudável e melhorar a saúde do planeta”.

Foto: Shutterstock

Assembleia Ambiental da ONU mira soluções inovadoras para futuro global

As Nações Unidas convidam governos e setores público e privado a repensar seus padrões de consumo e produção sob o tema “Pense no planeta, Viva simples”, durante a 4ª Assembleia Ambiental da ONU, que ocorre de 11 a 15 de março em Nairóbi, no Quênia.

A Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA) é o maior fórum mundial de alto nível para questões de meio ambiente. Nela, chefes de Estado, ministros do Meio Ambiente, ativistas, presidentes de multinacionais, ONGs e outros convidados se reúnem para discutir e assumir compromissos globais com a proteção ambiental.