Membro das forças de paz da ONU planta árvore em El Fasher, no Sudão. Foto: ONU/Albert Gonzalez Farran

Meio ambiente também é vítima de guerras e conflitos, diz chefe da ONU

Lembrando o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente em Tempos de Guerra e Conflito Armado, 6 de novembro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ressaltou a necessidade de reconhecer que o meio ambiente também é vítima das guerras.

“Áreas da Europa ainda são afetadas por contaminação por metais pesados de munições utilizadas durante a Primeira Guerra Mundial”, disse Guterres.

Poluição do ar causada por usina de carvão em Kosovo. Foto: Banco Mundial/Lundrim Aliu

Concentração de dióxido de carbono na atmosfera atinge novos recordes em 2016, alerta ONU

A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentou em “velocidade recorde” para novos níveis em 2016, de acordo com relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado no fim de outubro (30).

“Nunca vimos um crescimento tão grande em um ano como visto em 2016 na concentração de dióxido de carbono”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, completando ser o momento de os governos cumprirem as promessas feitas no Acordo de Paris para o clima e tomar medidas de combate ao aquecimento global.

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto ONU/ Rick Bajornas

Número recorde de agências da ONU atingiu neutralidade climática em 2016

Um número recorde de entidades das Nações Unidas, ou 39 no total, alcançou a neutralidade climática em 2016, segundo relatório da ONU Meio Ambiente publicado no início de novembro (2). O documento anual também cita uma retomada da reciclagem em todo o Sistema ONU.

Das 67 entidades que forneceram informações, 39 compensaram todas as suas emissões de gases de efeito estufa reportadas, o que as tornou neutras para o clima, e outras quatro fizeram uma compensação parcial. Com esses resultados, a proporção de compensações das emissões de gases de efeito estufa informadas pela ONU foi de 37% em 2016.

Seminário no Rio discutiu acúmulo de lixo nos mares e oceanos. Foto: EBC

No Rio, especialistas buscam soluções para problema sistêmico do lixo nos oceanos

A responsabilidade sobre as toneladas de lixo jogadas todos os anos nos oceanos do mundo é compartilhada. Trata-se de um problema sistêmico cuja solução poderá vir da ação de empresas e do poder público, mas também de indivíduos e da sociedade civil. A conclusão é de especialistas que participaram de seminário esta semana no Rio de Janeiro sobre o tema.

Organizado pela ONU Meio Ambiente e parceiros, o I Seminário Nacional sobre Combate ao Lixo no Mar foi concluído nesta quarta-feira (8) após debates, compartilhamento de dados e detalhamento de práticas bem-sucedidas.

O coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, cobrou uma resposta da sociedade e do poder público à dura realidade enfrentada pela juventude afrodescendente. Foto: UNFPA/Agnes Sofia Guimarães

‘O racismo mata e não podemos ser indiferentes’, diz ONU Brasil em lançamento da campanha #VidasNegras

A ONU Brasil lançou na terça-feira (7) a campanha #VidasNegras, iniciativa de conscientização nacional pelo fim da violência contra a juventude afrodescendente. Em cerimônia que reuniu em Brasília cerca de cem autoridades públicas e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, dirigentes das Nações Unidas alertaram que cinco jovens negros morrem a cada duas horas no país. Por ano, o número chega a 23 mil.

O organismo internacional fez um apelo à sociedade brasileira e ao poder público por repostas ao racismo e à discriminação. Um jovem negro é assassinado a cada 23 minutos no Brasil.

Seminário, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, ONU Meio Ambiente e Instituto Oceanográfico da USP, é primeiro passo para debate sobre Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar. Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo

Seminário no Rio impulsiona estratégia nacional de combate ao lixo no mar

Estudos apontam que 8 milhões de toneladas de plásticos acabem nos oceanos todos os anos e que, até 2050, 99% das aves marinhas terão consumido plástico. Os desertos de lixo plástico no fundo dos oceanos têm uma origem: a produção e consumo excessivos de descartáveis e seu descarte incorreto.

Para identificar as fontes e desenvolver políticas públicas para mitigar o problema, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), promovem, entre 6 e 8 de novembro, no Rio de Janeiro, o I Seminário Nacional sobre Combate ao Lixo no Mar. O encontro terá transmissão ao vivo pela Internet.

Oficina sobre rotulagem ambiental em Brasília. Foto: ONU Meio Ambiente

Agência da ONU promove oficinas sobre compras públicas sustentáveis e rotulagem ambiental no Brasil

Teve início nesta semana (30), na Casa das Nações Unidas, em Brasília, a primeira de três oficinas promovidas pela ONU Meio Ambiente para discutir as compras públicas sustentáveis e a rotulagem ambiental no Brasil. Evento chega no dia 6 de novembro ao Rio de Janeiro e no dia 23, a São Paulo. Objetivo do workshop é analisar contexto nacional de certificações ambientais. Selos podem tornar aquisições públicas mais responsáveis.

O derretimento das geleiras é uma das grandes preocupações das mudanças climáticas, aumentando o nível dos oceanos e ameaçando provocar o desaparecimento de regiões litorâneas e pequenas ilhas. Foto: Wikicommons/NASA Goddard Space Flight Center (cc)

Atuais compromissos para Acordo de Paris não manterão aquecimento global abaixo dos 2ºC

As metas de cada país junto ao Acordo de Paris reduzirão em apenas um terço do necessário o volume de emissões de gases do efeito estufa. Com a implementação dos atuais compromissos nacionais, a temperatura da Terra provavelmente aumentará em pelo menos 3ºC até 2100 — bem acima do objetivo do Acordo, que visa manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC até o fim do século. É o que revela uma nova pesquisa da ONU Meio Ambiente, divulgada nesta terça-feira (31). Agência das Nações Unidas pediu revisão das metas.

Evento na Casa da ONU em Brasília discutiu impactos das mudanças do clima para o desenvolvimento dos países. Foto: FAO/L. Dematteis

Mudança do clima afeta diretamente o desenvolvimento dos países, diz ONU no Brasil

A mudança do clima afeta diretamente a capacidade de desenvolvimento dos países, alertou na quinta-feira (26) o coordenador-residente interino da ONU no Brasil, Didier Trebucq, durante seminário em Brasília (DF) sobre o tema.

“Desastres naturais levam 24 milhões de pessoas por ano à pobreza e estão diretamente ligados à mudança do clima”, disse Trebucq, durante o evento realizado pelo Sistema ONU no Brasil com apoio de Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), ONU Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Poder público pode estimular práticas sustentáveis no setor privado por meio da compra de produtos ambientalmente responsáveis. Foto: ONU Meio Ambiente

Especialistas da América Latina e Caribe discutem estratégias de compras públicas sustentáveis

Especialistas de países da América Latina e do Caribe se reuniram nesta semana, em Bogotá, Colômbia, para um workshop sobre compras públicas sustentáveis. Encontro teve a participação de representantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Gestores discutiram iniciativas da ONU Meio Ambiente para o setor de aquisições institucionais, além de debater estratégias de rotulagem.

Seminário abordará os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Imagem: PNUD

Seminário discute mudança do clima, erradicação da pobreza e desenvolvimento humano

A mudança do clima, caso não seja controlada, reverterá os ganhos de desenvolvimento alcançados nas últimas décadas e tornará impossível a obtenção de ganhos adicionais. Esta será a base de discussão do Seminário “Diálogo Estratégico sobre Mudança do Clima, Erradicação da Pobreza e Desenvolvimento Humano”, na Casa da ONU, em Brasília, que ocorre nesta quinta-feira (26), das 14h às 18h. O evento será transmitido ao vivo pela Internet.

O seminário é uma iniciativa do Sistema ONU no Brasil, organizado pela Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), ONU Meio Ambiente e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Parceria entre ONU Meio Ambiente e banco holandês prevê envolvimento de pequenos agricultores nos projetos financiados. Foto: PEXELS

ONU Meio Ambiente e banco holandês investirão US$ 1 bilhão em agricultura sustentável

A ONU Meio Ambiente e o banco holandês Rabobank anunciaram neste mês (16) uma parceria para investir 1 bilhão de dólares em projetos de agricultura sustentável. O programa de fomento concederá subvenções e crédito a clientes envolvidos na produção, processamento ou comércio de commodities agrícolas. Brasil e Indonésia serão os primeiros países a utilizar recursos da cooperação. Proprietários brasileiros que recebem investimentos da instituição financeira administram 17 milhões de hectares de terras.

Mudanças climáticas ameaçam a Amazônia e, consequentemente, disponibilidade de recursos hídricos para países da região. Foto: Flickr (CC) / Dams999

ONU e 9 países discutem no Rio como partilhar ganhos da exploração de recursos genéticos

A ONU Meio Ambiente e o Ministério do Meio Ambiente promoveram nesta semana, no Rio de Janeiro, um workshop sobre uso de recursos genéticos e conservação da biodiversidade. Realizado no Jardim Botânico, encontro reuniu especialistas da Colômbia, Argentina, Peru, Uruguai, Filipinas, Senegal, África do Sul, Namíbia e Brasil. Entre os temas da discussão, estava a divisão equitativa dos benefícios vindos da exploração do patrimônio genético do planeta.

Na imagem, poluição atmosférica na cidade de São Paulo. Foto: Flickr/Thomas Hobbs (cc)

Países latino-americanos e caribenhos reafirmam compromisso com planeta livre de poluição

Os países da América Latina e do Caribe reafirmaram no início de outubro em Bogotá, na Colômbia, seus compromissos por um planeta livre de poluição, durante a consulta regional para a terceira Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), que acontece no início de dezembro em Nairóbi, no Quênia.

Na região, 100 milhões de pessoas vivem em áreas suscetíveis à poluição do ar — com risco de desenvolverem doenças respiratórias e outros problemas de saúde — e pelo menos 25 milhões estão em contato direto com águas poluídas originadas em áreas urbanas.

Mata Atlântica no Rio de Janeiro. Foto: Foto: Rodrigo Soldon (CC)

ONU firma parceria pela participação civil na preservação municipal da Mata Atlântica

Para promover a conservação da Mata Atlântica nos 17 estados onde ela está presente, a ONU Meio Ambiente e a Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA) firmaram na semana passada uma nova parceria. Cooperação visa sistematizar e integrar ações locais de preservação, além de fortalecer a participação da sociedade civil na elaboração de políticas públicas.

Guardiões da Galáxia e Homem de Ferro se unem à ONU para proteger camada de ozônio

A Marvel e a ONU Meio Ambiente se uniram para comemorar os 30 anos do Protocolo de Montreal, marco que rege as ações dos países para reduzir a produção de substâncias destruidoras da camada de ozônio.

A agência das Nações Unidas e a gigante dos quadrinhos lançaram a campanha “Heróis do Ozônio”. Iniciativa tem a participação do Homem de Ferro e dos Guardiões da Galáxia, que convocam o público a proteger o mundo.

Da esquerda para a direita: João Carlos Jarochinski, da Rede Sul-Americana para as Migrações Ambientais (RESAMA) e Organização Internacional para as Migrações (OIM); Isabel Marquez, representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR); Rayne Ferretti, Oficial Nacional da ONU-Habitat; Ana Toni, do Instituto Clima e Sociedade, moderadora do debate. Foto: UNIC Rio/Julia De Cunto

Acordos climáticos ajudarão a conter crise migratória, dizem especialistas em evento da ONU

A crise migratória está atrelada ao comprometimento com os acordos climáticos e a criação de políticas de proteção para populações em maior situação de vulnerabilidade.

É o que defendem os especialistas que discutiram, nesta terça (05), os deslocamentos causados por questões climáticas durante o “Seminário Vidas Deslocadas – diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana”, no Museu do Amanhã. Confira matéria e vídeo sobre o debate.

Plantação de soja no Mato Grosso. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil