O Brasil registrou um aumento da pobreza monetária de aproximadamente 3 pontos percentuais entre 2014 e 2017, de acordo com o Banco Mundial. Foto: Wikimedia Commons / chensiyuan (CC)

Em meio ao baixo crescimento, América Latina deve priorizar promoção do trabalho decente

A região da América Latina e do Caribe atravessa um momento de crescimento econômico lento que pode gerar maior desemprego e informalidade, o que torna necessário dar prioridade à promoção do trabalho decente na agenda de cooperação para o desenvolvimento sustentável da região.

A conclusão é de representantes do Escritório da Coordenação de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDCO) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que se reuniram na terça-feira (17) em Lima, no Peru.

Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Assembleia Geral da ONU endossa declaração do centenário da OIT sobre futuro do trabalho

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução endossando a Declaração do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o futuro do trabalho, e instou os órgãos da ONU a incorporar as propostas da declaração em sua atuação.

A Declaração do Centenário foi adotada pelos membros da OIT durante a Conferência Internacional do Trabalho, realizada em junho. Ela serve como um roteiro para a atuação futura da OIT.

As recomendações incluem fortalecer a capacidade das pessoas de se beneficiar das oportunidades de um mundo do trabalho em transformação; fortalecer as instituições do trabalho para garantir proteção adequada a todas as trabalhadoras e trabalhadores; promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, do emprego pleno e produtivo e do trabalho decente para todos.

O objetivo do concurso é estimular o jornalismo de qualidade sobre questões relacionadas à migração laboral. Foto: Banco Mundial

Concurso global da OIT premia coberturas jornalísticas sobre migração laboral

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou o quinto Concurso Mundial de Meios de Comunicação como forma de reconhecer publicamente coberturas jornalísticas exemplares sobre migração laboral.

Os temas da edição deste ano são “contratação equitativa” e o “futuro da migração laboral”. Pela primeira vez, o concurso terá uma categoria para estudantes e a opção de receber o prêmio na forma de uma bolsa de estudo. O prazo de inscrição é 31 de outubro. Saiba como participar.

O evento discutirá a necessidade de promover a transformação e a inovação na formação de talento humano na região latino-americana e caribenha. Foto: OIT

ONU discute em Lima desafios do futuro do trabalho na América Latina e Caribe

Representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Escritório de Coordenação de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDCO) na América Latina e no Caribe reúnem-se em Lima, no Peru, na terça e quarta-feira (17 e 18) para fortalecer a cooperação para a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Os desafios do trabalho decente e do crescimento econômico no contexto do futuro do trabalho serão analisados por coordenadoras e coordenadores-residentes da ONU, diretores da OIT, representantes de agências das Nações Unidas e especialistas de diversos países da região, que se reunirão no escritório regional da OIT para a América Latina e o Caribe.

Os avanços e os desafios para promoção do emprego, do desenvolvimento das empresas sustentáveis, da proteção social, da formalização e formação profissional, além dos desafios do futuro do trabalho resultantes de impactos tecnológicos, mudanças demográficas, mudança climática e globalização, são temas na agenda do encontro.

O objetivo do GT Gesso 2030 é melhorar as condições de trabalho e consolidar uma cadeia produtiva sustentável do gesso brasileiro. Foto: OIT

Município de Ouricuri (PE) assina acordo para promover trabalho decente na cadeia do gesso

Representantes do município de Ouricuri (PE) assinaram na quinta-feira (5) em Recife acordo com o Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para desenvolver estratégias de conformidade na cadeia produtiva do gesso, incluindo a promoção do trabalho decente.

Ouricuri foi o único município a comparecer à reunião de assinatura do termo de adesão ao “Grupo de Trabalho Gesso 2030”, de uma lista de cinco municípios convidados.

“A convocação da OIT tem um caráter promocional, não repressivo, sendo o MPT um parceiro também nesse grupo de trabalho. Ficamos felizes pela adesão do município de Ouricuri, mas lamentamos a ausência dos demais, exatamente por entendermos que as soluções para os problemas mais complexos que observamos no polo precisam do engajamento de vários agentes, entre eles o Poder Executivo local”, disse o procurador do MPT-PE, Rogério Sitônio.

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão. Foto: OIT

Pequenos agricultores da Paraíba apresentam cultivo sustentável do algodão

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão.

Os agricultores foram anfitriões da visita técnica ao município paraibano de Alagoa Grande, a última etapa da viagem ao estado realizada por cerca de 30 representantes de países da América Latina e da África.

Tais nações são parceiras dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O objetivo do projeto é promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão. Foto: Secom MT/Mayke Toscano

Paraíba compartilha boas práticas de cultivo do algodão com Colômbia, Mali e Moçambique

Localizada no município paraibano de Esperança, a comunidade de Capeba reúne cerca de 300 famílias que, por meio do associativismo, se organizam para criar meios de subsistência frente ao desafiador sertão da Paraíba. São produtoras de várias culturas, entre elas o algodão, principal gerador de renda da região.

No início de setembro (4), Capeba foi cenário de troca de conhecimentos e experiências sobre associativismo e produção de algodão entre pequenos produtores familiares e um grupo de representantes de Colômbia, Mali e Moçambique.

Esses países são parceiros dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Reunião de ministros do Trabalho e Emprego dos países do G20 aconteceu em 1º e 2 de setembro de 2019 e Matsuyama, no Japão. Foto: GovernmentZA

OIT elogia compromisso do G20 com políticas de promoção do trabalho decente

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, elogiou na segunda-feira (2) a Declaração dos Ministros do Trabalho e do Emprego do G20, que se comprometeram a promover políticas trabalhistas centradas no ser humano, com foco em mudança demográfica, igualdade de gênero e empoderamento das mulheres. O objetivo é responder a novas formas de trabalho e se adaptar a mudanças demográficas e vidas profissionais mais longas.

“O G20 reconhece claramente a necessidade premente de enfrentar o grande número de desafios apresentados pela rápida evolução do mundo do trabalho. O compromisso com a adoção de políticas centradas no ser humano para a promoção do trabalho decente é fundamental”, afirmou Ryder.

Delegações conheceram o Projeto Algodão da Paraíba e outras iniciativas de desenvolvimento do setor algodoeiro de pequena escala. Na foto, produtor de algodão da Paraíba. Foto: Governo da Paraíba

Delegações de Colômbia, Mali e Moçambique conhecem algodão sustentável da Paraíba

Delegações de países de América Latina e África, parceiros dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com Brasil, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizaram esta semana visitas técnicas à Paraíba com o objetivo de conhecer a cadeia de produção do algodão envolvendo pequenos produtores, associativismo e inovações tecnológicas.

Um dos objetivos da visita foi proporcionar aos produtores de Colômbia, Mali e Moçambique um maior conhecimento prático sobre organização, associativismo e inovação nas áreas de pesquisa, produção, extensão rural e agricultura familiar brasileira.

Projeto de Cooperação Sul-Sul promove o trabalho decente em países produtores de algodão na África e na América Latina, como parte do Programa de Parceria Brasil/OIT para a Promoção da Cooperação Sul-Sul. Foto: Flickr/Kimberly Vardeman

Brasil troca experiências sobre cadeia do algodão com países latino-americanos e africanos

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) — do Ministério das Relações Exteriores —, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) organizaram na sexta-feira (30) uma visita técnica à sede EMBRAPA Arroz e Feijão, em Goiás, para delegações de países da América Latina e da África, que participam de projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro, OIT e FAO.

O encontro teve a finalidade de aproximar produtores, cientistas, pesquisadores e agrônomos da cadeia produtiva do algodão de Brasil, Colômbia, Mali e Moçambique. Técnicos da EMBRAPA apresentaram os principais desafios do Brasil em produção de algodão, sistemas de produção, tecnologias e controle de doenças e pragas.

Durante o mês de agosto são realizadas atividades que buscam reconhecimento e valorização de mulheres lésbicas em diversas esferas da sociedade. Ilustração: Ani Ganzala

Mulheres lésbicas falam sobre mobilização por direitos e desafios para cidadania

Agosto é o mês da mobilização de mulheres lésbicas por direitos. Duas datas – 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, e 19 de agosto, Dia do Orgulho Lésbico – movimentam o calendário de atividades de coletivas, grupos e organizações em defesa dos direitos das mulheres lésbicas em todo o Brasil.

De acordo com ativistas lésbicas entrevistadas pela ONU Mulheres, os últimos dois anos têm sido marcados pela intensificação da mobilização por direitos. Elas avaliam que, desde 2017, há uma organização maior e agenda ainda mais unificada para a realização de atividades políticas e culturais durante todo o mês de agosto.

Apesar dos avanços em termos de representatividade, mobilização e união, as ativistas ressaltam o atraso em políticas públicas direcionadas a este grupo, principalmente em questão de saúde e segurança. Leia a reportagem completa.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Bahia e Maranhão trocam experiências de combate ao trabalho escravo contemporâneo

Representantes da Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo (COETRAE) da Bahia e do Maranhão, da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão, do Ministério Público do Trabalho (MPT) do estado e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) reuniram-se na quarta-feira (28) em São Luís para avaliar a experiência da Bahia no resgate de trabalhadores encontrados em condição análogas à escravidão e no referenciamento de políticas públicas a partir do resgate.

O oficial de projetos do escritório da OIT no Brasil, Erik Ferraz, destacou a importância do trabalho que vem sendo feito conjuntamente por OIT e MPT do Maranhão. “São desenvolvidos apoios técnicos a entidades do governo, execução de ações voltadas à sensibilização e capacitação de agentes públicos para que saibam o que é o trabalho escravo e como combatê-lo”, disse.

O algodão é produzido por cerca de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados do mundo. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

OIT e parceiros apresentam resultados de cooperação técnica no setor algodoeiro

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) participam até quinta-feira (29) do 12º Congresso Brasileiro do Algodão em Goiânia (GO), onde apresentam resultados da cooperação técnica do Brasil com outros países de África e América Latina nesse setor.

“O algodão é um dos principais produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda, especialmente em países em desenvolvimento. O setor ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento econômico e social nos programas nacionais de redução da pobreza de diversos países parceiros do Brasil na África e na América Latina”, disse o embaixador Ruy Carlos Pereira, diretor da ABC.

Os projetos de cooperação são desenvolvidos em parceria com 13 instituições públicas brasileiras, contam com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e são executados com agências especializadas das Nações Unidas, como OIT, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Centro de Excelência Contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

A primeira ação da parceria será a construção pela OIM de um guia com orientação para órgãos públicos que tenham interesse em incluir migrantes em seus quadros de serviço terceirizado. Foto: Flickr/ ilouque (CC)

OIT assina acordo para facilitar cursos de formação a membros do MPT

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Centro Internacional de Formação da OIT (CIF-OIT) assinaram na semana passada (21) um acordo com o objetivo de facilitar a realização de cursos e atividades acadêmicas sobre direitos humanos, promoção do trabalho decente e temas correlatos, dirigidos ao aperfeiçoamento e à capacitação de membros do MPT.

O memorando é válido por dois anos e prevê o intercâmbio de informações entre as duas instituições. O acordo permite ainda o acesso de membros do MPT a bolsas de estudos e cursos já oferecidos pelo Centro.

Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens nos países latino-americanos e caribenhos. Foto: Agência Brasil

OIT: lacunas de gênero no trabalho exigem ações de países latino-americanos e caribenhos

Para cada hora trabalhada, as mulheres latino-americanas e caribenhas recebem uma renda, em média, 17% inferior à dos homens com mesma idade, nível educacional, tipo de trabalho, entre outros fatores, destacou novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta terça-feira (27) em Lima, no Peru. 

O documento destacou a necessidade de uma renovação das políticas públicas e de reconhecer que “uma parte importante das limitações do progresso das mulheres reside nos lares”, em particular porque a distribuição por gênero das tarefas domésticas ainda é esmagadoramente desigual.

“As mulheres são responsáveis por 80% das tarefas domésticas, o que restringe sua participação efetiva no mundo do trabalho”, afirmou o relatório.

Projeto em polo gesseiro de PE fica em 2º lugar em prêmio do Ministério Público

O projeto “Neve no sertão: a experiência do MPT na (re)configuração do ambiente do trabalho do maior polo gesseiro do mundo” conquistou o segundo lugar na categoria “Transformação Social” do Prêmio CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

No âmbito desse projeto, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem apoiado uma série de iniciativas de diálogo social.

O MPT acompanha a situação de trabalho na localidade, por meio de inspeções, audiências públicas, assinatura de compromissos de ajustamento de conduta e o ajuizamento de demandas coletivas contra empresas, com o intuito de garantir melhorias no meio ambiente de trabalho no setor.

O objetivo do Cozinha&Voz é a formação profissional de assistentes de cozinha. O componente Cozinha conta com a coordenação técnica da cozinheira Paola Carosella (foto). Foto: Reprodução

Projeto da OIT capacita 38 pessoas como assistentes de cozinha em Rondônia

A capital de Rondônia foi palco na terça-feira (20) de mais uma conquista para 38 pessoas trans e mulheres em situação de violência — a formatura da primeira turma do Projeto Cozinha&Voz em Porto Velho.

O objetivo do Cozinha&Voz é a formação profissional de assistentes de cozinha. O componente Cozinha conta com a coordenação técnica da cozinheira Paola Carosella e com o apoio de Neide Rigo e Fernanda Cunha.

Já o componente Voz, coordenado pela atriz e poeta Elisa Lucinda e pela atriz e diretora Geovana Pires, é composto por uma oficina de uma semana, na qual alunos e alunas, por meio da poesia, criam novas ferramentas para a comunicação no trabalho. O projeto faz parte de uma iniciativa desenvolvida pela OIT e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

As estudantes do ensino médio Jucilene Sousa, de 16 anos, Kauane de Castro, de 17, e Micaline Maria, de 17, pararam diante da fotografia de uma mulher segurando em mãos o poema “Para Sempre”, de Carlos Drummond de Andrade. Foto: OIT

Estudantes visitam exposição fotográfica sobre trabalho decente em Brasília

Estudantes de escolas públicas do Distrito Federal visitaram este mês a exposição “Os caminhos da igualdade e o trabalho decente: uma mostra dos resultados do Projeto de Promoção do Trabalho Decente para Pessoas em Situação de Vulnerabilidade”, inaugurada no Espaço Cultura Renato Russo, em Brasília.

Os jovens observaram as imagens feitas pelo fotógrafo humanitário irlandês Jason Lowe, que mergulhou nos bastidores de projetos desenvolvidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em diversos estados brasileiros.

A plataforma digital compila uma série de dados e informações com potencial de qualificar processos de tomada de decisão em políticas públicas. Foto: ASCOM/PGT_MP

OIT e MPT lançam observatório sobre diversidade e igualdade no mercado de trabalho

No Brasil, o rendimento mensal de mulheres no setor formal da economia é, em média, de 2,7 mil reais, ao passo que o dos homens é de 3,2 mil reais, apontam dados de 2017. Além disso, mulheres brancas recebem, em média, 76% do rendimento dos homens brancos, valores que são ainda menores para homens negros (68% dos homens brancos) e mulheres negras (55% dos homens brancos).

Se considerados apenas os cargos de direção no setor privado, a disparidade de rendimentos entre homens e mulheres é ainda maior: o salário de homens é, em média, 10 mil reais superior ao das mulheres em cargos de direção. Esses são alguns dos dados revelados pelo Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades no Trabalho, lançado na quinta-feira (15) em Brasília (DF) por Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Desde 2009, OIT desenvolve "Projeto Algodão com Trabalho Decente - Cooperação Sul-Sul para a Promoção do Trabalho Decente nos Países Produtores de Algodão da África e da América Latina" com ABC e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Foto: OIT

Brasil e Peru discutem em Brasília (DF) desafios e oportunidades do futuro do trabalho

O que o setor de telecomunicações no Brasil tem em comum com a produção de algodão no Peru? Quando se trata de mapear e de entender os desafios e as oportunidades apresentados pelo presente e futuro do trabalho e de antecipar habilidades profissionais, muito conhecimento pode ser compartilhado entre os dois países.

Com esse objetivo, escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) recebem representantes do governo do Peru para uma missão de capacitação no âmbito da Cooperação Sul-Sul, que ocorre até sexta-feira (16), em Brasília (DF).

A missão de capacitação ajudará o governo peruano a mapear e antecipar as competências e habilidades profissionais para o futuro do trabalho na cadeia produtiva do algodão do país.

O objetivo do projeto é contribuir para a defesa e o cumprimento dos direitos humanos, com enfoque nos direitos laborais e na promoção do trabalho decente para pessoas e grupos em condição de vulnerabilidade. Foto: OIT

Exposição fotográfica em Brasília mostra inclusão trabalhista de populações vulneráveis

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) inauguram na quinta-feira (8) em Brasília (DF) a exposição “Os caminhos da igualdade e o trabalho decente: uma mostra dos resultados do Projeto de Promoção do Trabalho Decente para Pessoas em Situação de Vulnerabilidade”.

A mostra reúne a obra do fotógrafo humanitário irlandês Jason Lowe, que mergulhou nos bastidores de projetos desenvolvidos por OIT Brasil e MPT. Ele captou a trajetória de pessoas em situação de vulnerabilidade que, por meio das iniciativas, conquistaram oportunidades de formação e ingresso no mercado de trabalho.

O evento discutirá a necessidade de promover a transformação e a inovação na formação de talento humano na região latino-americana e caribenha. Foto: OIT

Conferência no Uruguai debate futuro do trabalho na América Latina e Caribe

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Centro Interamericano para o Desenvolvimento do Conhecimento na Formação Profissional (CINTERFOR) promovem até quinta-feira (8) em Montevidéu, no Uruguai, conferência sobre os desafios para o futuro do trabalho na região da América Latina e Caribe.

O evento discutirá a necessidade de promover a transformação e a inovação na formação de talento humano na região, com o objetivo de responder aos desafios presentes e futuros do mundo do trabalho.

“O tema central do debate é como adaptar os processos de formação profissional às novas necessidades do mercado de trabalho”, disse o diretor da OIT/CINTEFOR, Enrique Deibe.

Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Especialistas debatem enfrentamento do trabalho escravo no município de São Paulo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo (COMTRAE) de São Paulo apresentaram em julho (18) os resultados preliminares do primeiro monitoramento do Plano Municipal para Erradicação do Trabalho Escravo, bem como a proposta de Fluxo de Atendimento à Pessoa Submetida ou Vulnerável ao Trabalho Escravo, durante oficina técnica realizada na capital paulista.

Os resultados preliminares mostram que 68,2% dos indicadores monitorados foram considerados cumpridos ou parcialmente cumpridos. Desses, a maioria (41,46%) necessita de acompanhamento permanente e sistemático. Dos sete eixos estratégicos, o de prevenção foi o que apresentou maior índice de ações cumpridas e parcialmente cumpridas. O eixo de geração de emprego e renda foi o que menos avançou, pois não apresentou qualquer indicador totalmente cumprido.

Os resultados serão desdobrados em outras ações coordenadas pela COMTRAE, que serão importantes na prevenção e enfrentamento do trabalho escravo em São Paulo e na construção do trabalho decente para todos.

Menino de 15 anos trabalha soldando quadro em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF/Al-Zikri

OIT: 2021 é declarado ano internacional para eliminação do trabalho infantil

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou na semana passada (25) por unanimidade uma resolução declarando 2021 como o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil e pediu que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) assuma a liderança em sua implementação.

Dados da OIT indicam que, em 2016, 152 milhões de crianças com idades entre 5 e 17 anos estavam envolvidas em trabalho infantil e quase metade delas, 73 milhões, em trabalho infantil perigoso.

A resolução destaca os compromissos dos Estados-membros em “tomar medidas imediatas e efetivas para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e tráfico de seres humanos e assegurar a proibição e a eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e uso de crianças-soldados e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas”.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Encontro discute relação entre trabalho infantil e escravo no Maranhão

A pobreza e a desigualdade social fazem com que os filhos(as) de pais pobres tenham uma vida com poucas oportunidades de escolha e desenvolvimento na infância e adolescência e mais tarde uma vida mais vulnerável aos riscos de serem vítimas de trabalho com condições análogas à de escravo. Levantamentos sugerem a existência de um ciclo vicioso que precisa de iniciativas de todos os setores da sociedade para quebrá-lo.

Esse ciclo vicioso que liga o trabalho infantil ao trabalho escravo foi um dos temas do Encontro Estadual sobre as Relações entre o Trabalho Infantil e Escravo realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Social (SEDES), em São Luís (MA), em junho. Participaram do encontro, representantes do governo estadual do Maranhão, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-MA), Luciano Aragão, e o oficial de Projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Erik Ferraz.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas avanços estão sob risco por conta da pandemia. Foto: EBC

Encontro discute relação entre trabalho infantil e escravo no Maranhão

O ciclo vicioso que liga o trabalho infantil ao trabalho escravo foi um dos temas do Encontro Estadual sobre as Relações entre o Trabalho Infantil e Escravo realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Social (SEDES), em São Luís (MA, em junho de 2019.

Participaram do encontro representantes do governo estadual, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA), Luciano Aragão, e o oficial de Projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Erik Ferraz.

A pobreza e a desigualdade social fazem com que os filhos(as) de pais pobres tenham uma vida com poucas oportunidades de escolha e desenvolvimento na infância e adolescência e, mais tarde, uma vida mais vulnerável aos riscos de se tornarem vítimas de trabalho em condições análogas à de escravo. Levantamentos sugerem a existência de um ciclo vicioso que precisa de iniciativas de todos os setores da sociedade para quebrá-lo.

ONU: 10% mais rico dos trabalhadores brasileiros concentram 41% de toda renda salarial

A proporção da renda concentrada está menor do que o observado no triênio 2004-2006, mas, desde 2012, o Brasil não registrou variações significativas nessa taxa que é um sintoma da distribuição desigual dos salários entre as parcelas mais ricas e pobres.

Em novo relatório sobre a desigualdade de renda, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que metade de todos os empregados no mundo — em torno de 1,6 bilhão de pessoas — ganham apenas 200 dólares por mês, e os rendimentos mensais dos 10% mais pobres somam apenas 22 dólares.

Trabalhadores da construção civil em hidrelétrica no Vietnã. Foto: Banco Mundial/Mai Ky

Estresse térmico no trabalho deve custar US$ 2,4 tri ao ano para economia global

Um aumento no estresse térmico no trabalho, ligado às mudanças climáticas, deve ter impacto massivo sobre a produtividade e provocar perdas econômicas globais, notavelmente na agricultura e na construção civil, disseram especialistas das Nações Unidas na segunda-feira (1).

O custo total dessas perdas será de 2,4 trilhões de dólares a cada ano, segundo o relatório “Working On a Warmer Planet” (Trabalhando em um Planeta mais Quente, em tradução livre), da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento é baseado em um aumento de apenas 1,5°C na temperatura global até o fim deste século.

O estresse térmico ocorre geralmente acima de 35°C, em locais onde a umidade é alta. Excesso de calor no trabalho é um risco ocupacional à saúde e em casos extremos pode levar à insolação, que pode ser fatal.

Vista de Recife. Foto: MTUR/Bruno Lima

Grupo reúne-se em Recife para discutir trabalho decente na cadeia do gesso

O Grupo de Trabalho Gesso 2030 (GT Gesso 2030), cujo objetivo é promover o trabalho decente na cadeia do gesso no Brasil, reúne-se na terça-feira (2) em Recife (PE) para mais uma rodada de adesões, em articulação com o governo do estado.

Até agora, quatro construtoras e associações presentes na mesa de diálogo “Avanços e Desafios rumo à Promoção do Trabalho Decente – Análise Situacional da Cadeia do Gesso”, ocorrida no fim de maio, aderiram formalmente ao grupo — Tenda, MRV, ABRAINC e Odebrecth assinaram ao termo de adesão.

O GT Gesso 2030 foi criado em parceria com a Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e o Ministério Público do Trabalho (MPT) a partir de uma proposta da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como uma estratégia para a promoção do trabalho decente na cadeia do gesso.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante 108ª Sessão da Conferência Internacional do |Trabalho, em 21 de junho de 2019. Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Chefe da ONU elogia convenção histórica contra assédio sexual no ambiente de trabalho

Um histórico acordo internacional que proíbe violência e assédio no ambiente de trabalho foi elogiado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, após ser adotado na sexta-feira (21) na Conferência do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.

Em discurso aos participantes do evento na cidade suíça, Guterres cumprimentou Estados-membros por “construírem um legado de conquistas, guiado por essa antiga visão de justiça social através de diálogos sociais e de cooperação internacional”.

Ao assinarem a convenção, Estados-membros têm responsabilidade de promover um “ambiente geral de tolerância zero” à violência e assédio sexual, além de proteger trainees, estagiários, voluntários, pessoas que buscam empregos e funcionários, “independentemente de suas situações contratuais”.

Em 1919, das cinzas da guerra, nasceu uma visão do mundo onde trabalhadores, empregadores e governos poderiam – juntos – construir um mundo de paz universal, baseado na justiça social. Deste sonho surgiu a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que há 100 anos promove a justiça social e promove o trabalho decente.

OIT completa 100 anos promovendo justiça social e trabalho decente no mundo

Este ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) completa 100 anos realizando um mandato dedicado à promoção da justiça social e do trabalho decente no mundo todo.

Em um cenário em que mais de 190 milhões de pessoas estão desempregadas e mais de 300 milhões trabalham, mas continuam na extrema pobreza, o mandato da OIT torna-se ainda mais importante globalmente.

Para responder a esses desafios, a organização criou a Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho, cujo relatório foi publicado em janeiro. As recomendações feitas neste relatório são um dos insumos para a discussão sobre este tema na Conferência Internacional do Trabalho, a ser concluída em Genebra na próxima sexta-feira (21).

Maria Cláudia Falcão, coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Especialista da OIT diz que Brasil precisa garantir políticas de educação para eliminar trabalho infantil

O Brasil precisa garantir políticas de educação, emprego decente e proteção social para eliminar o trabalho infantil, segundo a coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Maria Cláudia Falcão. No país, 2,4 milhões de crianças e adolescentes são vítimas de exploração laboral.

Em evento no Rio de Janeiro (RJ) para lembrar o 12 de junho, Dia Mundial e Nacional contra o Trabalho Infantil, a especialista da OIT ressaltou na quarta-feira que o Estado brasileiro assumiu o compromisso de erradicar essa violação de direitos até 2025. A meta faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS).

Presidente da França, Emmanuel Macron. Foto: ONU/Mark Garten

Em conferência da OIT, Macron pede salário mínimo igual para toda UE

Mudanças fundamentais no mundo do trabalho, incluindo um mesmo salário mínimo para toda a União Europeia, são necessárias para responder à crescente lacuna entre ricos e pobres, afirmou na terça-feira (11) o presidente da França, Emmanuel Macron.

Em discurso de 45 minutos na conferência de centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, Macron insistiu que o acúmulo de riqueza nas mãos de poucos com a globalização criou uma “lei da selva”, que abriu as portas para o nacionalismo perigoso, a xenofobia e a desilusão com a democracia.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas avanços estão sob risco por conta da pandemia. Foto: EBC

Em dia mundial, OIT lembra sua contribuição para o combate ao trabalho infantil no mundo

No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, lembrado nesta quarta-feira (12), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) enfatiza o progresso alcançado ao longo dos 100 anos de existência da entidade e seu apoio aos países-membros no combate a essa violação de direitos humanos.

Já em sua fundação, em 1919, a proteção das crianças fez parte da Constituição da OIT (Preâmbulo). Uma das primeiras convenções adotadas abordou a Idade Mínima de Admissão nos Trabalhos Industriais (No. 5, 1919), sendo ratificada pelo Brasil em 1934.

Contudo, o problema ainda existe no país. O Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhando. Eles trabalham na agricultura, na pecuária, no comércio, nos domicílios, nas ruas, na construção civil, entre outras situações.

OIT lembra Dia Mundial contra o Trabalho Infantil em evento na quarta-feira (12) no Rio

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) participa na quarta-feira (12) de evento no Rio de Janeiro (RJ) para lembrar o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, instituído pela organização em 2002.

A programação nacional para a data será lançada no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, a partir das 9h. O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), em parceria com fóruns estaduais e suas entidades-membros, coordena campanhas e mobilizações.

A abertura do evento será feita pela coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da OIT Brasil, Maria Cláudia Falcão, e pela secretária-executiva do FNPETI, Isa Maria de Oliveira.

Presidente italiano, Sergio Mattarella, fala durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra. Foto: OIT/Marcel Crozet

OIT: pobreza em qualquer lugar é perigo para prosperidade em todos os lugares

A Conferência Internacional do Trabalho do Centenário começou nesta segunda-feira (10) na sede da ONU em Genebra, com o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, convocando centenas de delegados de todo o mundo a “construir um futuro do trabalho com justiça social para todos”.

O diretor-geral da OIT disse que, com a possível adoção de uma declaração histórica voltada para o futuro, é hora de “dizer ao mundo que temos confiança, propósito comum, vontade e meios” para continuar a fazer da justiça social uma prioridade absoluta.

“Faremos isso juntos porque a pobreza em qualquer lugar é um perigo para a prosperidade em todos os lugares”, acrescentou o chefe da OIT. “E faremos isso porque o fracasso de qualquer nação em adotar condições humanas de trabalho obstrui outras nações que desejam fazê-lo”.

Embora sejam mais da metade da população brasileira, pessoas negras ainda têm dificuldades em acessar o mercado de trabalho no Brasil, o que piora significativamente no caso de mulheres negras. Foto: UNFPA

Evento discute desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro

A desigualdade racial e de gênero persiste no mercado de trabalho brasileiro e é preciso agir para combater práticas que perpetuam a discriminação, informando e promovendo espaços empresariais mais inclusivos.

Esta foi uma das conclusões do debate realizado na quinta-feira (6) em Brasília (DF) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (UNESCO), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ONU Mulheres e a coordenação do Sistema ONU no país.

Segundo pesquisa do Instituto Ethos, pessoas negras ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% de cargos executivos em empresas brasileiras.

Grupo de Trabalho de Direitos Humanos promove treinamento de due dilligence para empresas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

UNESCO promove debate em Brasília (DF) sobre racismo no mercado de trabalho brasileiro

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, em parceria com ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a coordenação do Sistema ONU no Brasil, realiza na quinta-feira (6) debate em Brasília (DF) sobre as dificuldades enfrentadas por negros e, especialmente, mulheres negras, no mercado de trabalho.

A desigualdade racial é uma realidade no mercado de trabalho brasileiro, embora pretos e pardos constituam mais da metade da população no país. O ambiente empresarial ainda tem grandes dificuldades para avançar no combate ao racismo, e o quadro se agrava ainda mais quando consideramos a situação das mulheres negras.

Winnie Kakunta é chefe de desenvolvimento no Departamento de Relações Comunitárias da mineradora Barrick Lumwana, da Zâmbia. A companhia possui uma parceria com o Programa ‘Empregos Verdes na Zâmbia’, liderado pela OIT, para construir moradias com materiais verdes para seus funcionários. Foto: OIT/Crozet M. (2015)

Mulheres em posições de chefia nas empresas podem gerar resultados até 20% melhores

Os resultados de empresas são melhores, às vezes em até 20%, quando empregam mais mulheres em posições de chefia, afirmaram especialistas trabalhistas das Nações Unidas. Eles alertaram que a maior parte das empresas expressa a ideia de igualdade de gênero apenas em reuniões, sem concretizá-las.

Em um relatório cobrindo 13 mil empresas em 70 países, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou que, globalmente, em torno de seis a cada dez organizações privadas concordaram que a diversidade de gênero melhorou os negócios. Os entrevistados citaram ganhos em criatividade, inovação e reputação.