ARTIGO: Trabalhadores jovens serão duramente atingidos pelas consequências econômicas da COVID-19

Em artigo, especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Kee Kim e Susana Puerto, analisam o impacto socioeconômico da pandemia causada pelo coronavírus nos jovens trabalhadores e apresentam cinco razões que explicam o porquê deste grupo ser particularmente exposto.

“Ignorar os problemas específicos dos jovens trabalhadores é arriscar e desperdiçar talento, educação e treinamento, o que significa que o legado do surto da COVID-19 pode durar décadas”. Os especialistas ainda fazem uma recomendação: quando os líderes mundiais elaboram pacotes de apoio e de estímulo, precisam incluir medidas especiais para ajudar os jovens e garantir que sejam incluídaos nos planos de apoio – sejam eles assalariados ou empreendedores.

Rede Brasil do Pacto Global e Edelman apresentam resultados de levantamento feito com 86 empresas de 2 a 9 de abril. Foto: ACNUDH

Quais políticas serão mais eficazes para mitigar efeitos da COVID-19 no mundo do trabalho?

Em tempos de crise, as normas internacionais do trabalho fornecem uma base sólida para as principais respostas políticas voltadas para o papel crucial do trabalho decente na obtenção de uma recuperação sustentável e equitativa.

As respostas políticas à COVID-19 devem se concentrar em dois objetivos imediatos: medidas de proteção à saúde e apoio econômico com relação à oferta e à demanda. Leia relato da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Matheus Martinez, 27, is unable to work from home during the coronavirus outbreak. Foto: UNIC Rio/Joana Berwanger

Brazilian delivery worker faces daily fear of coronavirus infection

When the clock strikes ten in the morning, Matheus Martinez, 27, is already riding his bicycle, carrying a big square backpack and cycling through the streets of Porto Alegre, in the south of Brazil.

Since 2018, the musician has been making food deliveries through apps andtoday, this is his main source of income.

Matheus is one of the “gig economy” workers who are unable to work from home and find themselves facing every day the fear of contracting the novel coronavirus.

Mesmo temendo contrair o coronavírus, Matheus Martinez, de 27 anos, trabalha nas ruas com entregas, sua única fonte de renda. Foto: UNIC Rio/Joana Berwanger

Entregador enfrenta diariamente medo da infecção pelo novo coronavírus

Quando o relógio marca 10 horas da manhã, Matheus Martinez, de 27 anos, já está montado em sua bicicleta, carregando sua grande mochila quadrada e pedalando pelas ruas de Porto Alegre (RS).

Desde 2018, o músico passou a fazer entregas por meio de aplicativos de entregas e, hoje, tem a atividade como principal fonte de renda.

Matheus faz parte do grupo de trabalhadores autônomos que não têm a possibilidade de trabalhar de casa e se vê enfrentando o medo da infecção pelo novo coronavírus todos os dias.

Cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à COVID-19

As pessoas com deficiência representam cerca de um bilhão ou 15% da população mundial. Aproximadamente 80% delas estão em idade para trabalhar. As pessoas com deficiência, especialmente as mulheres, enfrentam enormes barreiras, que dificultam a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho.

Adotar medidas de apoio para promover a igualdade, assegurar uma comunicação acessível e inclusiva, proporcionar proteção social adequada, assegurar o direito do trabalho, e mudar a narrativa são medidas recomendadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para incluir as pessoas com deficiência na resposta ao coronavírus.

"Estamos enfrentando uma destruição maciça de empregos e isso representa um desafio de magnitude sem precedentes para os mercados de trabalho da América Latina e do Caribe", disse o diretor regional da OIT, Vinícius Pinheiro. Foto: Engin_Akyurt/pixabay

COVID-19 destrói o equivalente a 14 milhões de empregos na América Latina e Caribe, diz OIT

O efeito catastrófico da COVID-19 sobre as horas de trabalho e a renda no mundo se repete na América Latina e no Caribe, onde a pandemia provoca a perda de 5,7% das horas de trabalho no segundo trimestre deste ano, o equivalente a 14 milhões de trabalhadores em tempo integral.

Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na América Latina e no Caribe, a taxa de informalidade é de 53%, o que afeta mais de 140 milhões de homens e mulheres no trabalho.

Economista sênior da OIT alerta para vulnerabilidade de trabalhadores informais e freelancers em meio à pandemia da COVID-19. Foto: pixabay/rottonara

OIT: COVID-19 causa perdas devastadoras de empregos e horas de trabalho no mundo

Globalmente, prevê-se que a crise da COVID-19 faça desaparecer 6,7% das horas de trabalho no segundo trimestre de 2020, o que equivale a 195 milhões de trabalhadores em tempo integral no mundo.

“Os trabalhadores e as empresas enfrentam uma catástrofe, tanto nas economias desenvolvidas quanto nas em desenvolvimento”, disse o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder. “Temos que agir rápido, decisivamente e juntos. Medidas corretas e urgentes podem fazer a diferença entre a sobrevivência e o colapso.”

Presidente italiano, Sergio Mattarella, fala durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra. Foto: OIT/Marcel Crozet

OIT adia Conferência Internacional do Trabalho até 2021 devido à COVID-19

Como consequência da disseminação da COVID-19, o Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) adiou a próxima reunião anual da Conferência Internacional do Trabalho, prevista para os dias 25 de maio a 5 de junho, em Genebra.

Apesar do adiamento da Conferência, a OIT e seus escritórios em todo mundo continuam trabalhando e seguirão a trabalhar em estreita colaboração com seus constituintes, parceiros de desenvolvimento e o sistema multilateral.

A Organização está direcionando esforços significativos para abordar respostas políticas e técnicas à pandemia, a curto e longo prazo.

OIT pede políticas rápidas e coordenadas para reduzir impactos da COVID-19 sobre os trabalhadores

As perspectivas para a economia e para a quantidade e a qualidade do emprego estão se deteriorando rapidamente frente ao avanço da pandemia do novo coronavírus, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Embora as previsões atualizadas variem consideravelmente, e em sua maioria subestimem a situação, todas apontam para um impacto negativo e significativo na economia mundial, pelo menos no primeiro semestre de 2020.

A organização pede respostas políticas rápidas e coordenadas em nível nacional e global, com forte liderança multilateral, para limitar os efeitos diretos de saúde da COVID-19 sobre as(os) trabalhadoras(es) e suas famílias.

61,2% das pessoas empregadas do mundo estão em empregos informais. Foto: Omotayo Tajudeen/Pexels

COVID-19 destaca as desigualdades com crueldade e ameaça aprofundá-las, diz OIT

A pandemia da COVID-19 está exacerbando as desigualdades já existentes, desde o risco de ser infectado pelo vírus, até a chance de manter-se vivo ou lidar com as dramáticas consequências econômicas. As respostas políticas devem garantir que o apoio chegue às trabalhadoras, aos trabalhadores e às empresas que mais precisam.

Em todo o mundo, 61,2% das pessoas empregadas estão em trabalhos informais e, portanto, mais propensas a enfrentar maior exposição a riscos de saúde e de segurança. As micro e pequenas empresas informais, que constituem 80% das empresas em todo o mundo, geralmente estão fora do alcance das políticas públicas. Leia a análise completa do economista da OIT, Patrick Belser.

Guy Ryder, Diretor-geral da OIT - Foto: OIT

ARTIGO: COVID-19 pôs em evidência a fragilidade de nossas economias

A pandemia de coronavírus não é apenas uma crise de saúde, é também uma crise social e econômica, afirma o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder. E para que a resposta seja eficaz, ela deve levar em consideração todos esses fatores, sendo realizada de maneira coordenada e abrangente. Em particular, deve responder às necessidades das pessoas mais vulneráveis.

Confira na íntegra do artigo de opinião abaixo.

ONU lança plano para ‘derrotar o vírus e construir um mundo melhor’

Para combater as devastadoras dimensões socioeconômicas da crise da COVID-19, o chefe da ONU se concentrou nos mais vulneráveis, elaborando políticas que, entre outras coisas, apoiam o fornecimento de seguro de saúde e desemprego e proteções sociais, além de fortalecer as empresas para evitar falências e perdas de empregos.

O alívio de dívidas soberanas também deve ser uma prioridade, disse António Guterres, observando que a ONU está “totalmente mobilizada” e está estabelecendo um novo Fundo Fiduciário para a Resposta e Recuperação frente à COVID-19, formado por múltiplos parceiros, para responder à emergência e promover a recuperação após o choque socioeconômico.

“Quando superarmos esta crise, o que acontecerá, teremos uma escolha”, disse. “Podemos voltar ao mundo como era antes ou lidar de maneira decisiva com os problemas que nos tornam desnecessariamente vulneráveis ​​a crises.”

Se você é um(a) trabalhador(a) autônomo(a), quem paga pelo seu seguro social? Hoje há mais pessoas trabalhando temporariamente, em meio período ou em 'plataformas digitais', mas muitas delas não estão protegidas por qualquer seguro-desemprego.

VÍDEO: OIT pede apoio a trabalhadores autônomos em meio à pandemia

Se você é um(a) trabalhador(a) autônomo(a), quem paga pelo seu seguro social?

Hoje há mais pessoas trabalhando temporariamente, em meio período ou em ‘plataformas digitais’, mas muitas delas não estão protegidas por qualquer seguro-desemprego.

A COVID-19 demonstrou a importância da proteção social para as(os) trabalhadoras(es).

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) orienta a todos os países que garantam um nível básico de seguridade social, independentemente da situação de emprego.

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à COVID-19. Foto: UNESCO

Coronavírus: UNESCO reúne organizações, sociedade civil e setor privado em coalizão pela aprendizagem

Em um momento no qual 87% da população mundial de estudantes é afetada pelo fechamento de escolas devido à COVID-19, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) está lançando uma coalizão global de educação para apoiar os países a ampliar suas melhores práticas de aprendizagem a distância e atingir crianças e jovens em maior risco.

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à COVID-19.

Etienne pediu um melhor acesso a medidas efetivas de saúde pública, o fortalecimento da capacidade do sistema de saúde para melhor atender as populações vulneráveis e uma forte proteção social e econômica. Foto: Banco Mundial/Alex Baluyut

ARTIGO: América Latina e o emprego nos tempos de pandemia

Em artigo, o diretor regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e o Caribe, Vinícius Pinheiro, afirma que as previsões para o emprego na América Latina já não eram boas e, após a chegada da pandemia da COVID-19, elas são piores.

“Enfrentamos uma emergência que está infectando o mundo do trabalho e agora é uma prioridade agir de maneira eficaz para reduzir as consequências nos mercados de trabalho da região.” Leia o artigo completo.

A crise econômica decorrente da pandemia tem levado à suspensão total ou parcial das atividades produtivas. Foto: ONU

OIT saúda compromisso do G20 como primeiro passo global na resposta à crise COVID-19

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, saudou o compromisso dos líderes do G20 como um primeiro passo importante na construção de uma resposta verdadeiramente global aos desafios sem precedentes criados pela pandemia de COVID-19.

“O forte e claro compromisso do G20 de fazer o que for necessário para superar os impactos interligados na saúde, sociais e econômicos da pandemia é um primeiro passo muito bem-vindo. A decisão de não poupar esforços para proteger pessoas, empregos, renda e empresas é extremamente importante”, disse Ryder.

Acesso à tecnologia e aplicativos ajudam no trabalho a distância. Foto: Arne Hoel/Banco Mundial

OIT dá dicas para trabalhar a distância durante a pandemia do coronavírus

Muitos funcionários, em várias partes do mundo, foram solicitados a continuar produzindo de suas residências devido ao risco de contaminação do coronavírus. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), este arranjo temporário pode ser bem-sucedido desde que se conte com o apoio necessário.

Para facilitar este processo de adaptação, especialistas da OIT divulgaram uma lista de cinco pontos para facilitar a produção em casa. De acordo com a OIT, é preciso haver confiança entre os colegas, os funcionários e os supervisores.

Economista sênior da OIT alerta para vulnerabilidade de trabalhadores informais e freelancers em meio à pandemia da COVID-19. Foto: pixabay/rottonara

ARTIGO: trabalhadores precários são levados ao limite pelo novo coronavírus

Em artigo, a economista sênior da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Janine Berg, alerta para a situação de vulnerabilidade dos trabalhadores informais, freelancers e terceirizados diante da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, a COVID-19.

“Dependendo do país, o trabalhador pode não estar coberto pelo seguro-desemprego ou outras proteções essenciais, como licença médica remunerada”, alertou. Leia o artigo completo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa virtual sobre a pandemia de COVID-19. Foto: Reprodução

Chefe da ONU pede solidariedade, esperança e resposta global coordenada para combater pandemia

À medida que o medo e a incerteza do público crescem em torno da pandemia da COVID-19, “mais do que nunca, precisamos de solidariedade, esperança e vontade política para enfrentar essa crise juntos”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta quinta-feira (19), em sua primeira coletiva de imprensa virtual.

O chefe da ONU disse que enfrentar a emergência de saúde é a sua preocupação número um, e defendeu a ampliação dos gastos com saúde para cobrir, entre outras coisas e “sem estigma”, testes, apoio aos profissionais de saúde e garantia de suprimentos adequados.

Sobre o âmbito econômico, salientou: “fundamentalmente, precisamos nos concentrar nas pessoas – nos trabalhadores mais vulneráveis, com baixos salários, pequenas e médias empresas”. “Isso significa apoio salarial, seguro, proteção social, prevenção de falências e perda de empregos”. Leia a reportagem completa.

A informação é uma ferramenta fundamental para incentivar que as pessoas adotem as medidas preventivas disponíveis para proteger e salvar vidas. Foto: pixabay/geralt

OIT: quase 25 milhões de empregos podem ser perdidos no mundo devido à COVID-19

A crise econômica e trabalhista criada pela pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, a COVID-19, pode aumentar o número de desempregados no mundo em quase 25 milhões, segundo uma nova avaliação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgada nesta quarta-feira (18).

Para evitar esse cenário, a OIT recomenda a ampliação da proteção social, o apoio à manutenção de empregos (ou seja, trabalho com jornada reduzida, licença remunerada e outros subsídios) e aos benefícios fiscais e financeiros, inclusive para micro, pequenas e médias empresas.

Além disso, a avaliação propõe medidas de política fiscal e monetária, além de empréstimos e do apoio financeiro a setores econômicos específicos.

Existem 9,4 milhões de jovens desempregadas e desempregados na América Latina e no Caribe, 23 milhões não estudam ou trabalham e mais de 30 milhões só conseguem emprego informal. Foto: Reprodução

Desemprego, informalidade e desocupação afetam jovens na América Latina e no Caribe

Altas taxas de desemprego, informalidade e desocupação afetam quase 110 milhões de jovens na América Latina e no Caribe e representam o desafio na elaboração de estratégias eficazes para facilitar sua inserção no mercado de trabalho, disse o escritório regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta segunda-feira (16), citando novos dados de um relatório sobre tendências de emprego.

“O cenário de emprego juvenil na região é preocupante e ficará ainda mais complicado quando for sentido o impacto do coronavírus na economia regional”, disse Vinícius Pinheiro, diretor da OIT para a América Latina e o Caribe.

“Quando há uma crise, os jovens estão entre os primeiros a perder o emprego, principalmente os na economia informal e que estão em setores como turismo, transporte, comércio não eletrônico e outros serviços nos quais o teletrabalho não é uma opção”, acrescentou ele.

Jovens (entre 15 e 24 anos) que estão empregados também enfrentam um risco maior de perder o emprego por causa da automação. Foto: iStock.com/skynesher

OIT: cresce número de jovens no mundo que não trabalham nem estudam

O número de jovens que não trabalham, não estudam ou recebem treinamento está aumentando no mundo, e as mulheres enfrentam mais que o dobro de chances de serem afetadas por essa situação, segundo novo relatório divulgado nesta segunda-feira (9) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Jovens (entre 15 e 24 anos) que estão empregados e empregadas também enfrentam um risco maior do que as trabalhadoras e os trabalhadores mais velhos de perder o emprego por causa da automação.

Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens nos países latino-americanos e caribenhos. Foto: Agência Brasil

Argentina, Finlândia, Espanha e Uruguai ratificam convenção sobre violência e assédio no trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou na semana passada (3) ter recebido com satisfação o compromisso assumido por Argentina, Finlândia, Espanha e Uruguai de ratificar a Convenção sobre Violência e Assédio, de 2010 (No. 190).

Tais normas internacionais reconhecem o direito de todas e todos a um mundo de trabalho livre de violência e assédio, incluindo violência e assédio com base em gênero.

“A Convenção oferece a possibilidade de forjar um futuro do trabalho baseado em dignidade e no respeito, e livre de violência e de assédio. Instamos todos os governos a ratificarem (a convenção)”, disse Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da OIT.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, atingindo 11,9 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua). Foto: Agência Brasil

É preciso redobrar esforços para enfrentar desemprego na América Latina, diz novo diretor da OIT

É necessário redobrar os esforços para enfrentar uma situação de incerteza econômica que afeta o emprego nos países latino-americanos e caribenhos, em meio às demandas crescentes das pessoas que se sentem excluídas. 

A avaliação foi feita na terça-feira (3) pelo novo diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e o Caribe, o brasileiro Vinícius Carvalho Pinheiro, que assumiu o cargo em 1º de março.

“É um momento desafiador para a região, existe uma tendência de alta na taxa de desemprego e sinais de precariedade e maior informalidade, e a situação não melhorará se um cenário de fraco crescimento econômico se mantiver”, disse Pinheiro, que atua em Lima, sede do escritório regional da OIT.

Treinamento realizado pela Accor com refugiados em Boa Vista (RR). Foto: Exército Brasileiro

Setor hoteleiro é opção para refugiados se realocarem no mercado de trabalho brasileiro

A multinacional hoteleira Accor fechou recentemente um acordo para contratar, até 2021, 150 refugiados venezuelanos para trabalhar em hotéis operados pelo grupo em Argentina, Brasil, Chile e Colômbia. A iniciativa acontece em paralelo a outro projeto que oferece treinamento a pessoas refugiadas no Brasil, como ocorreu em Boa Vista (RR) em dezembro.

Com o tema “O Mundo da Hospitalidade”, o curso capacitou mais de 80 refugiados venezuelanos, que saíram dos dois dias intensivos de aula com um certificado em mãos para atuar no setor hoteleiro. O treinamento foi realizado na Universidade Federal de Roraima e contou com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: OIT Brasil

Trabalho decente na cadeia produtiva do algodão é tema de curso da OIT e do governo brasileiro em Moçambique

Compartilhar experiências e conhecimentos passíveis de serem adaptados à realidade de um país africano e de gerarem ainda mais conhecimento local e capacidade institucional em políticas públicas.

Esse foi o propósito de duas oficinas de capacitação para a promoção do trabalho decente na cadeia produtiva do algodão de Moçambique, realizadas em Maputo e em Nampula, nos dias 19 e 21 de fevereiro.

ONU destaca que um em cada cinco trabalhadores ainda vive em pobreza moderada ou extrema. Foto: Banco Mundial/Stephan Gladieu

ONU: um em cada cinco trabalhadores vive na pobreza

No Dia Mundial da Justiça Social (20), as Nações Unidas chamaram a atenção para a situação de pobreza moderada ou extrema que ainda atinge pelo menos 20% das trabalhadoras e trabalhadores em todo o mundo.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lembra que muitos trabalhadores recebem salários estagnados, a desigualdade de gênero prevalece e as pessoas não estão se beneficiando igualmente do crescimento econômico. Além disso, as disparidades geográficas impedem o acesso ao trabalho decente.

30 inspetores e inspetoras do trabalho malineses participaram do treinamento. Foto: OIT

Oficina no Mali visa promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão

A inspeção do trabalho como estratégia para promover o trabalho decente e combater o trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão no Mali foi tema de uma oficina técnica de capacitação, organizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo governo brasileiro na capital do país, Bamako.

Entre os dias 5 e 7 de fevereiro, 30 inspetores e inspetoras do trabalho malineses participaram do treinamento, que abordou técnicas de identificação de déficits no trabalho decente, temas como saúde e segurança e o monitoramento de trabalho infantil no país.

Vista aérea de Cristalina (GO). Foto: Prefeitura de Cristalina

OIT e MPT apresentam 1ª turma de projeto de aprendizagem inclusiva em Cristalina (GO)

A cidade de Cristalina (GO) conhecerá na quarta-feira (12) a primeira turma do Projeto-Piloto de Aprendizagem Profissional Inclusiva (API), composta por 20 jovens com idade entre 15 e 21 anos matriculados na rede municipal de ensino.

Promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo Ministério da Economia e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), o evento será realizado na Câmara Municipal de Cristalina, das 9h às 12h, com a presença de autoridades locais e federais, e de representantes de empresas parceiras do projeto e da sociedade civil.

Projeto Àwúre é desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio do UNICEF. Foto: OIT

OIT e MPT fortalecem comunidades tradicionais no recôncavo baiano

Além de um tradicional destino turístico, a cidade de Maragojipe, no recôncavo baiano, agora também é cenário de mais uma etapa do Projeto Àwúre, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

No idioma africano Iorubá, a palavra Àwúre significa “benção”, uma permissão para entrada. O objetivo do projeto é fortalecer a comunidade, a cultura, o respeito à diversidade e a autonomia produtiva local, gerando renda e trabalho para a região.

O projeto foi lançado em uma cerimônia com a presença de autoridades dos governos de Mali e do Brasil e de representantes da OIT. Foto: OIT

OIT, Brasil e Mali firmam acordo para promover trabalho decente na cadeia do algodão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) assinou na segunda-feira (3) em Bamako um acordo de cooperação com o governo do Mali e do Brasil sob o Projeto Algodão com Trabalho Decente.

A iniciativa tem como alvo pequenos agricultores, e busca promover o trabalho decente na cadeia produtiva da fibra no país africano, por meio de sistematização, compartilhamento e adaptação de experiências brasileiras de combate ao trabalho infantil por meio da inspeção do trabalho.

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT), do Ministério da Economia, representaram o governo brasileiro.

Os povos indígenas são os melhores protetores das florestas tropicais. Foto: Mongabay | Daniel Aguilar.

OIT pede ação dos países para erradicar pobreza entre povos indígenas

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou nesta segunda-feira (3) ser imperativo erradicar a pobreza enfrentada pelos povos indígenas. Na comparação com seus pares não indígenas, essas populações têm quase três vezes mais chances de viver na extrema pobreza, segundo relatório publicado na ocasião dos 30 anos da Convenção sobre Povos Indígenas e Tribais.

O documento concluiu que o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) está ameaçado, a menos que uma correção de curso ocorra por meio de políticas públicas que não apenas eliminem as lacunas, mas também apoiem mulheres e homens indígenas como atores essenciais do desenvolvimento sustentável e do combate às mudanças climáticas.

Desde 2009, OIT desenvolve "Projeto Algodão com Trabalho Decente - Cooperação Sul-Sul para a Promoção do Trabalho Decente nos Países Produtores de Algodão da África e da América Latina" com ABC e Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Foto: OIT

Brasil e OIT levam projeto de trabalho decente no cultivo do algodão a Mali e Moçambique

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o governo brasileiro e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lançarão o Projeto Algodão com Trabalho Decente no Mali e em Moçambique.

Entre as atividades a serem realizadas durante a missão aos dois países africanos estão reuniões técnicas, oficinas de capacitação para inspetores do trabalho e troca de conhecimento e de experiências na promoção do trabalho decente e no combate ao trabalho infantil na cadeia produtiva do algodão.

“Conversei pela primeira vez com meu companheiro sobre sexualidade”, conta migrante venezuelana depois de participar de formação do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

OIT e município de São Paulo lançam campanha para empoderar imigrantes

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e a Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo (COMTRAE), ambas da cidade de São Paulo, lançam no dia 30 de janeiro a campanha “Soy inmigrante, tengo derechos!”.

O objetivo da iniciativa é conscientizar e empoderar a população migrante sobre seus direitos e deveres individuais, coletivos e direitos sociais no Brasil e informar sobre redes de apoio em São Paulo, a fim de evitar diversas situações de exploração, como o trabalho escravo. O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é lembrado em 28 de janeiro.

O lançamento da campanha acontece no Espaço Unibes Cultural, na rua Oscar Freire, 2500, Sumaré, São Paulo, das 14h às 18h30.

OIT: insuficiência de empregos remunerados afeta quase meio bilhão de pessoas

Quase meio bilhão de pessoas no mundo trabalham menos horas remuneradas do que gostariam ou não têm suficiente acesso ao trabalho assalariado, segundo o novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O desemprego global permaneceu praticamente estável nos últimos nove anos, mas a desaceleração do crescimento econômico global significa que, embora a força de trabalho global aumente, não estão sendo criados novos empregos suficientes para absorver os que entram no mercado de trabalho.

Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.

Participação laboral é menor entre mulheres com baixa escolaridade na América Latina

Mulheres latino-americanas com baixa escolaridade têm menor participação no mercado de trabalho em comparação com aquelas com nível educacional avançado, segundo estudo divulgado por CEPAL e OIT. Na maioria dos países da região, a taxa de participação laboral das mulheres desse grupo é inferior a 45%, enquanto entre as mulheres com alta escolaridade chega a 80%.  

A menor participação laboral das mulheres com baixa escolaridade pode estar relacionada à pobreza monetária e à falta de tempo, que em alguns lares de baixa renda formam um ciclo vicioso difícil de superar, afirmou o estudo.

As mulheres de famílias de baixa renda costumam estar sujeitas a uma maior demanda de tempo de trabalho doméstico e cuidados que as limita em sua busca de emprego e restringe suas possibilidades de inserção e permanência no mercado de trabalho.