Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Empresas brasileiras e OIT debatem medidas para combater trabalho forçado e infantil

Cerca de 40 representantes do setor privado reuniram-se em São Paulo, no Consulado Britânico, com o objetivo de debater o que empresas podem fazer para combater o trabalho forçado e infantil. Realizado pela Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas, a missão diplomática do Reino Unido e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), evento discutiu políticas de prevenção e estratégias de reparação para as vítimas de abusos.

Lisiane Kaastrup é especialista de soluções da Microsoft e membro do Conselho Consultivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: Acervo Pessoal

Profissionais negras demandam mais políticas afirmativas no mercado corporativo brasileiro

As empresas brasileiras e multinacionais com atuação no Brasil começaram a discutir o tema da diversidade de forma mais intensa nos últimos anos, mas falta adotarem políticas e métricas efetivas para aumentar a participação de profissionais negros, ainda extremamente baixa, especialmente nos cargos de liderança. A situação das mulheres negras é ainda mais preocupante.

A avaliação é de quatro profissionais negras e um negro ouvidos pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), segundo os quais o racismo permanece no mercado corporativo brasileiro, onde menos de 5% dos executivos são afrodescendentes, segundo dados do Instituto Ethos. Quando se fala de mulher negra, o percentual é de apenas 0,4%.

Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens na maior parte dos países. Foto: Agência Brasil

OIT: participação das mulheres no mercado de trabalho ainda é menor que dos homens

As mulheres são menos propensas a participar do mercado de trabalho do que os homens e têm mais chances de estarem desempregadas na maior parte dos países do mundo, afirma novo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), lançado na véspera do Dia Internacional da Mulher (8 de março).

De acordo com o relatório, a taxa global de participação das mulheres na força de trabalho ficou em 48,5% em 2018, 26,5 pontos percentuais abaixo da taxa dos homens.

Além disso, a taxa de desemprego global das mulheres em 2018 ficou em 6%, aproximadamente 0,8 ponto percentual maior do que a taxa dos homens.

A igualdade entre mulheres e homens na força de trabalho é algo positivo para as empresas e para o desenvolvimento de forma geral, segundo informe do Instituto Global McKinsey.. Foto: PNUD

Executivos e autoridades participam de evento no Chile sobre igualdade de gênero nas empresas

A igualdade entre mulheres e homens na força de trabalho é algo positivo para as empresas e para o desenvolvimento de forma geral, e poderia adicionar cerca de 28 bilhões de dólares para a economia mundial até 2025, segundo informe do Instituto Global McKinsey.

Para fomentar ações concretas de empresas públicas e privadas voltadas à igualdade de gênero, mais de 400 executivos, líderes governamentais e especialistas se reunirão em Santiago, no Chile, para o IV Fórum Global de Empresas pela Igualdade de Gênero, em 27 e 28 de fevereiro. A iniciativa é do governo chileno e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU Mulheres.

Relatório do Banco Mundial avaliou a inclusão das mulheres na economia de 189 países. Foto: PNUD

Chile e PNUD realizam fórum global sobre igualdade de gênero no mercado de trabalho

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre a população economicamente ativa, 53% das mulheres, em comparação com 40,4% dos homens, completaram dez ou mais anos de educação formal. No entanto, o desemprego feminino (9,1%) é 45% superior à desocupação entre os homens (6,3%).

Para debater as desigualdades de gênero no mercado de trabalho, o Chile e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) promovem nos dias 27 e 28 de fevereiro, em Santiago, o IV Fórum Global “Empresas pela Igualdade de Gênero: O Futuro do Trabalho na Agenda 2030”.

Realizado pela ONG Repórter Brasil em parceria com a SEDUC e com apoio da OIT e do MPT, o projeto tem como objetivo promover a discussão sobre o tema do trabalho escravo na rede estadual de ensino do Maranhão. Foto: OIT

Escolas do Maranhão desenvolvem atividades de prevenção ao trabalho escravo

Realizado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) do Maranhão e com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), o projeto “Escravo, nem pensar!” é focado na prevenção ao trabalho escravo e já está em sua segunda edição.

Por meio da iniciativa, escolas da rede estadual desenvolverão este ano atividades de prevenção ao trabalho escravo com alunos e pessoas da comunidade. O Maranhão é o principal estado de origem de trabalhadores resgatados do trabalho escravo no Brasil.

As remessas, dinheiro que os trabalhadores migrantes enviam para suas famílias em seus países de origem, são cruciais para apoiar milhões de pessoas nos países desenvolvidos. Foto: FIDA (arquivo)

No Dia Mundial da Justiça Social, agência da ONU pede proteção a trabalhadores migrantes

Muitos trabalhadores migrantes acabam presos em empregos inseguros, insalubres e de baixa remuneração, disse o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na segunda-feira (19), pedindo a adoção de diretrizes para uma governança nacional, regional e global dos migrantes.

“A maior parte da migração hoje está ligada, direta ou indiretamente, à busca por oportunidades de trabalho decente”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em mensagem para o Dia Mundial da Justiça Social, anualmente observado em 20 de fevereiro.

Tendo como tema neste ano “Trabalhadores em deslocamento: a busca por justiça social”, a data foca nos 150 milhões de trabalhadores migrantes do mundo, muitos dos quais enfrentam exploração, discriminação, violência e falta de proteções básicas.

Segundo a OIT, as dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente educação e outros direitos, aumentam a situação de vulnerabilidade social dos trabalhadores. Foto: EBC

OIT pede apoio socioeconômico a resgatados de trabalho escravo no Brasil

Dados extraídos do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil mostram que quase 2% dos trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão no país nos últimos 15 anos foram vítimas desse crime ao menos duas vezes.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o retorno ao ciclo de escravidão é maior entre aqueles com baixo grau de instrução — a taxa entre analfabetos é duas vezes maior.

Tal cenário aponta a necessidade de fortalecimento de medidas de apoio socioeconômico aos resgatados, de acordo com a agência das Nações Unidas.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil. Foto: EBC

Brasil ratifica Convenção 189 da OIT sobre trabalho doméstico

O governo brasileiro depositou na quarta-feira (31) no escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) o instrumento formal de ratificação da Convenção número 189 sobre trabalhadoras e trabalhadores domésticos.

Para a OIT, a ratificação da Convenção nº 189 representa um passo importante que apoia uma série de medidas tomadas pelo governo brasileiro no sentido de fornecer proteções fundamentais aos trabalhadores domésticos.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil — mais do que em qualquer outro país do mundo. A maior parte é mulher, indígena e afrodescendente.

Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

ONU e Brasil lançam cartilha sobre direitos das pessoas com deficiência no mundo do trabalho

Em parceria com o governo brasileiro, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Rede Brasil do Pacto Global lançaram a tradução em português de uma cartilha sobre os direitos das pessoas com deficiência. Voltada para empresas, publicação tem por objetivo instruir gestores do setor privado sobre como respeitar e apoiar esse público de trabalhadores, clientes e fornecedores.

Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou de uma formação profissional de assistente de cozinha em São Paulo. Foto: Reprodução

Projeto de empregabilidade forma primeiro grupo de pessoas trans em São Paulo

Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou em São Paulo de uma formação profissional de assistente de cozinha, que teve como objetivo promover a inserção de pessoas em situação de exclusão no mercado de trabalho formal.

O curso foi promovido por Ministério Público do Trabalho (MPT), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros.

Ronda (direita) não tem casa e lava suas roupas na unidade de proteção de civis da ONU em Wau, Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Ohanesian (arquivo)

OIT: mais da metade da população global não está coberta por nenhum tipo de proteção social

Relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que mais da metade da população mundial, ou quase 4 bilhões de pessoas, não está coberta por nenhum tipo de proteção social.

Em entrevista à ONU News, o diretor do escritório da agência em Nova Iorque, Vinícius Pinheiro, explicou os principais pontos do relatório. “De fato, na Agenda 2030, há uma meta de proteção social para todos, que é a meta 1.3. O que o relatório mostra é que nós estamos muito longe de alcançar essa meta”, declarou.

Desemprego entre jovens no Brasil tem maior taxa em 27 anos, diz OIT. Foto: EBC

OIT: desemprego entre jovens brasileiros deve atingir 30% em 2017, maior taxa desde 1991

A região da América Latina e Caribe deve registrar o maior aumento das taxas de desemprego entre jovens no mundo, segundo relatório divulgado na segunda-feira (20) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As perspectivas regionais são negativamente afetadas pelo fraco desempenho econômico do Brasil, onde a taxa de desemprego entre jovens deve atingir 30%, o maior índice desde 1991, segundo o documento “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017”.

Na Somalilândia, o desemprego entre jovens é um dos maiores no mundo, entre 60% e 70%. Foto: IRIN / Adrian Leversby

Jovens representam mais de 35% dos desempregados do mundo, alerta OIT

A juventude representa mais de 35% da população desempregada em todo o mundo, segundo relatório lançado nesta segunda-feira (20) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Apesar de o número estimado de 70,9 milhões de jovens desempregados este ano representar uma melhora frente ao auge da crise em 2009, a OIT estima que esse volume deve aumentar em mais 200 mil em 2018, atingindo um total de 71,1 milhões.

Aluno de Marabá apresenta o resultado de atividades realizadas em sala de aula com a metodologia ECOAR. Foto: Magno Barros

OIT capacita educadores do Pará no combate ao trabalho infantil

Após dois meses de atividade em sala de aula, alunos das redes de escolas municipais de Marabá e Xinguara — localizados na região de Carajás, no sudeste do Pará — apresentaram os resultados alcançados com a metodologia Educação, Comunicação e Arte na Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (ECOAR), uma estrutura multidisciplinar que estimula o debate, a criatividade nas práticas escolares para a conscientização e o enfrentamento do trabalho infantil.

Desenvolvido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o ECOAR é um material didático composto por 18 módulos. Ele permite que educadores trabalhem temas relacionados aos direitos humanos das crianças em suas atividades educativas, estimulando o protagonismo de meninas e meninos, propondo o debate e disseminando práticas que promovam a prevenção e a eliminação do trabalho infantil.

Menino de 15 anos trabalha soldando quadro em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF/Al-Zikri

Conferência internacional sobre trabalho infantil tem início na terça-feira (14) em Buenos Aires

Dos dias 14 a 16 de novembro, a IV Conferência sobre a Erradicação Sustentável do Trabalho Infantil, realizada com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), reunirá em Buenos Aires representantes de 193 países, incluindo de governos, associações de empregadores e trabalhadores. Objetivo do encontro é fortalecer o combate a essa violação de direitos, que tem de ser eliminada até 2025, tal como previsto pelos objetivos globais da ONU.

O coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, cobrou uma resposta da sociedade e do poder público à dura realidade enfrentada pela juventude afrodescendente. Foto: UNFPA/Agnes Sofia Guimarães

‘O racismo mata e não podemos ser indiferentes’, diz ONU Brasil em lançamento da campanha #VidasNegras

A ONU Brasil lançou na terça-feira (7) a campanha #VidasNegras, iniciativa de conscientização nacional pelo fim da violência contra a juventude afrodescendente. Em cerimônia que reuniu em Brasília cerca de cem autoridades públicas e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, dirigentes das Nações Unidas alertaram que cinco jovens negros morrem a cada duas horas no país. Por ano, o número chega a 23 mil.

O organismo internacional fez um apelo à sociedade brasileira e ao poder público por repostas ao racismo e à discriminação. Um jovem negro é assassinado a cada 23 minutos no Brasil.

Umas das 25 consultas públicas sobre a Agenda Regional de Trabalho Decente de Carajás realizadas pela OIT e parceiros locais em municípios da região. Foto: OIT

OIT percorre sudeste do Pará para promover agenda regional de trabalho decente

Entre maio e setembro de 2017, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) cruzou toda a região de Carajás, no sudeste do Pará, com o objetivo de apresentar à população local uma proposta de Agenda Regional de Trabalho Decente.

Uma agenda de trabalho decente é um compromisso tripartite, feito entre governos e organizações de trabalhadores e empregadores, para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a inclusão social através da promoção do trabalho decente, com base em parcerias locais.

Participantes do XIII Encontro Nacional das Redes Solidárias para Migrantes e Refugiados estiveram juntos nos dias 17, 18 e 19 de outubro em Brasília. Foto: Victoria Hugueney.

Evento em Brasília reúne propostas para ampliar acesso de migrantes à educação e ao trabalho

Organizações que atuam na proteção, integração e defesa dos direitos de pessoas refugiadas e migrantes apresentaram durante evento em Brasília (DF) na semana passada sugestões para ampliar o acesso dessa população ao ensino superior e ao mercado de trabalho.

No evento, uma mesa de debates sobre a situação migratória de venezuelanos reuniu representantes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Polícia Federal e do Ministério Público do Trabalho, além de voluntários que atuam na linha de frente em Roraima. O encontro teve o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Desemprego é mais alto entre mulheres do que entre os homens. Foto: Agência Brasil

Afetado pelo Brasil, desemprego urbano na América Latina e no Caribe deve subir para 9,4% em 2017

A taxa de desemprego urbano nos países da América Latina e do Caribe deve subir para 9,4% este ano, influenciada pelo fraco desempenho do mercado de trabalho brasileiro, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com as agências das Nações Unidas, a fragilidade dos mercados de trabalho da região também se reflete na qualidade do emprego. Em seis de oito países com informação disponível, a criação de emprego por conta própria foi mais dinâmica que a criação de emprego assalariado durante o primeiro semestre de 2017.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil. Foto: EBC

Seminário em Brasília discute impactos da desigualdade de gênero no uso do tempo

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) promove na quarta-feira (18) em Brasília (DF) seminário com especialistas e estudiosos para discutir a influência da desigualdade de gênero no modo como as pessoas utilizam o tempo.

Com três mesas de discussões, o evento será realizado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU Mulheres.

“Os estudos de uso do tempo podem ajudar a compreender as relações entre a sobrecarga de trabalho feminina e a reprodução das desigualdades de gênero”, explica publicação do IPEA sobre o tema.

Segundo a OMS, um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas de saúde física e mental, uso abusivo de drogas ou álcool, faltas e perda de produtividade. Foto: EBC

OMS: empresas devem promover saúde mental de funcionários no ambiente trabalho

No Dia Mundial da Saúde Mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lembra a importância de empresas e gestores do mundo todo adotarem iniciativas que promovam o bem-estar físico e psicológico de funcionários no ambiente de trabalho.

A agência da ONU lembra que alguns dos principais fatores de risco para a saúde mental de trabalhadores são assédio e bullying, excesso de trabalho, jornadas inflexíveis, ameaça de desemprego, entre outros.

Segundo a OMS, as empresas podem adotar intervenções como parte de uma estratégia integrada de saúde e bem-estar que inclua prevenção, identificação precoce, apoio e reabilitação.

Relatório da OIT insiste no papel fundamental do diálogo social entre governos, empregadores e trabalhadores para a sustentabilidade das empresas. Foto: EBC

Desenvolvimento lento de pequenas e médias empresas prejudica empregos e economia global, diz OIT

As pequenas e médias empresas (PME) eram responsáveis por 35% de todo o emprego no mundo em 2016, comparado a 31% em 2003. No último ano, no entanto, a contribuição dessas empresas para o emprego total estagnou, segundo novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Para reverter a tendência recente de estagnação do emprego nas PME, precisamos de políticas para promovê-las (…), assim como um ambiente de negócios melhor para todas as empresas, incluindo acesso a financiamento para as mais novas”, disse a diretora-geral adjunta de políticas da OIT, Deborah Greenfield.

Plantação de algodão em Catuti (MG). Foto: OIT

Iniciativas brasileiras de trabalho decente no setor algodoeiro viram exemplo para outros países

Executado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Instituto Brasileiro do Algodão, projeto busca compartilhar boas práticas brasileiras no setor algodoeiro e promover o trabalho decente em países produtores de algodão de África e América Latina por meio da Cooperação Sul-Sul.

“No Brasil, o trabalho infantil na produção de algodão está virtualmente erradicado, principalmente como resultado da atuação da inspeção do trabalho e do desenvolvimento de processos de certificação do algodão”, explica a coordenadora do programa de Cooperação Sul-Sul da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Fernanda Barreto.

“Mas, infelizmente, este e outros problemas ainda persistem em outros países. Por isso, a Cooperação Sul-Sul é fundamental para compartilhar com esses países as possíveis soluções encontradas pelo Brasil.”

Para UNESCO, professores devem ter autonomia e liberdade na hora de ensinar. Foto: UNESCO

Agências da ONU defendem liberdade dos professores e criticam precarização da profissão

A UNESCO marca o Dia Mundial dos Professores, lembrado neste 5 de outubro, com um apelo por mais autonomia para os profissionais da educação. Em mensagem para a data, a agência da ONU defendeu salários mais justos para educadores e criticou a precarização da carreira, sobretudo nas universidades. Organismo reiterou apoio à liberdade intelectual e pedagógica de docentes em todos os níveis de ensino. Declaração é apoiada também pelo PNUD, UNICEF e OIT.

O trabalho infantil atinge cerca de 3,3 milhões de crianças entre 5 e 17 anos em todo o Brasil, segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foto: EBC

Brasil e outros seis países latino-americanos testam ferramenta estatística sobre trabalho infantil

Sete países latino-americanos e caribenhos, entre eles o Brasil, estão testando um modelo estatístico que classifica territórios da região de acordo com o nível de probabilidade da incidência de casos de trabalho infantil, e identifica quais fatores contribuem para o fenômeno.

O acesso a dados é essencial para o desenho de políticas públicas articuladas e preventivas, afirmou a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Apesar dos avanços no combate a essa violação de direitos, em 2016 existiam quase 11 milhões de crianças de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil nas Américas.