O objetivo do Cozinha&Voz é a formação profissional de assistentes de cozinha. O componente Cozinha conta com a coordenação técnica da cozinheira Paola Carosella (foto). Foto: Reprodução

Projeto da OIT capacita 38 pessoas como assistentes de cozinha em Rondônia

A capital de Rondônia foi palco na terça-feira (20) de mais uma conquista para 38 pessoas trans e mulheres em situação de violência — a formatura da primeira turma do Projeto Cozinha&Voz em Porto Velho.

O objetivo do Cozinha&Voz é a formação profissional de assistentes de cozinha. O componente Cozinha conta com a coordenação técnica da cozinheira Paola Carosella e com o apoio de Neide Rigo e Fernanda Cunha.

Já o componente Voz, coordenado pela atriz e poeta Elisa Lucinda e pela atriz e diretora Geovana Pires, é composto por uma oficina de uma semana, na qual alunos e alunas, por meio da poesia, criam novas ferramentas para a comunicação no trabalho. O projeto faz parte de uma iniciativa desenvolvida pela OIT e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

As estudantes do ensino médio Jucilene Sousa, de 16 anos, Kauane de Castro, de 17, e Micaline Maria, de 17, pararam diante da fotografia de uma mulher segurando em mãos o poema “Para Sempre”, de Carlos Drummond de Andrade. Foto: OIT

Estudantes visitam exposição fotográfica sobre trabalho decente em Brasília

Estudantes de escolas públicas do Distrito Federal visitaram este mês a exposição “Os caminhos da igualdade e o trabalho decente: uma mostra dos resultados do Projeto de Promoção do Trabalho Decente para Pessoas em Situação de Vulnerabilidade”, inaugurada no Espaço Cultura Renato Russo, em Brasília.

Os jovens observaram as imagens feitas pelo fotógrafo humanitário irlandês Jason Lowe, que mergulhou nos bastidores de projetos desenvolvidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em diversos estados brasileiros.

A plataforma digital compila uma série de dados e informações com potencial de qualificar processos de tomada de decisão em políticas públicas. Foto: ASCOM/PGT_MP

OIT e MPT lançam observatório sobre diversidade e igualdade no mercado de trabalho

No Brasil, o rendimento mensal de mulheres no setor formal da economia é, em média, de 2,7 mil reais, ao passo que o dos homens é de 3,2 mil reais, apontam dados de 2017. Além disso, mulheres brancas recebem, em média, 76% do rendimento dos homens brancos, valores que são ainda menores para homens negros (68% dos homens brancos) e mulheres negras (55% dos homens brancos).

Se considerados apenas os cargos de direção no setor privado, a disparidade de rendimentos entre homens e mulheres é ainda maior: o salário de homens é, em média, 10 mil reais superior ao das mulheres em cargos de direção. Esses são alguns dos dados revelados pelo Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades no Trabalho, lançado na quinta-feira (15) em Brasília (DF) por Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A missão faz parte das atividades do projeto "Promoção de trabalho decente na cadeia do algodão no Peru", que reúne os governos brasileiro e peruano e conta com assistência técnica da OIT. Foto: OIT

Brasil e Peru discutem em Brasília (DF) desafios e oportunidades do futuro do trabalho

O que o setor de telecomunicações no Brasil tem em comum com a produção de algodão no Peru? Quando se trata de mapear e de entender os desafios e as oportunidades apresentados pelo presente e futuro do trabalho e de antecipar habilidades profissionais, muito conhecimento pode ser compartilhado entre os dois países.

Com esse objetivo, escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) recebem representantes do governo do Peru para uma missão de capacitação no âmbito da Cooperação Sul-Sul, que ocorre até sexta-feira (16), em Brasília (DF).

A missão de capacitação ajudará o governo peruano a mapear e antecipar as competências e habilidades profissionais para o futuro do trabalho na cadeia produtiva do algodão do país.

O objetivo do projeto é contribuir para a defesa e o cumprimento dos direitos humanos, com enfoque nos direitos laborais e na promoção do trabalho decente para pessoas e grupos em condição de vulnerabilidade. Foto: OIT

Exposição fotográfica em Brasília mostra inclusão trabalhista de populações vulneráveis

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) inauguram na quinta-feira (8) em Brasília (DF) a exposição “Os caminhos da igualdade e o trabalho decente: uma mostra dos resultados do Projeto de Promoção do Trabalho Decente para Pessoas em Situação de Vulnerabilidade”.

A mostra reúne a obra do fotógrafo humanitário irlandês Jason Lowe, que mergulhou nos bastidores de projetos desenvolvidos por OIT Brasil e MPT. Ele captou a trajetória de pessoas em situação de vulnerabilidade que, por meio das iniciativas, conquistaram oportunidades de formação e ingresso no mercado de trabalho.

O evento discutirá a necessidade de promover a transformação e a inovação na formação de talento humano na região latino-americana e caribenha. Foto: OIT

Conferência no Uruguai debate futuro do trabalho na América Latina e Caribe

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Centro Interamericano para o Desenvolvimento do Conhecimento na Formação Profissional (CINTERFOR) promovem até quinta-feira (8) em Montevidéu, no Uruguai, conferência sobre os desafios para o futuro do trabalho na região da América Latina e Caribe.

O evento discutirá a necessidade de promover a transformação e a inovação na formação de talento humano na região, com o objetivo de responder aos desafios presentes e futuros do mundo do trabalho.

“O tema central do debate é como adaptar os processos de formação profissional às novas necessidades do mercado de trabalho”, disse o diretor da OIT/CINTEFOR, Enrique Deibe.

Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Especialistas debatem enfrentamento do trabalho escravo no município de São Paulo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo (COMTRAE) de São Paulo apresentaram em julho (18) os resultados preliminares do primeiro monitoramento do Plano Municipal para Erradicação do Trabalho Escravo, bem como a proposta de Fluxo de Atendimento à Pessoa Submetida ou Vulnerável ao Trabalho Escravo, durante oficina técnica realizada na capital paulista.

Os resultados preliminares mostram que 68,2% dos indicadores monitorados foram considerados cumpridos ou parcialmente cumpridos. Desses, a maioria (41,46%) necessita de acompanhamento permanente e sistemático. Dos sete eixos estratégicos, o de prevenção foi o que apresentou maior índice de ações cumpridas e parcialmente cumpridas. O eixo de geração de emprego e renda foi o que menos avançou, pois não apresentou qualquer indicador totalmente cumprido.

Os resultados serão desdobrados em outras ações coordenadas pela COMTRAE, que serão importantes na prevenção e enfrentamento do trabalho escravo em São Paulo e na construção do trabalho decente para todos.

Menino de 15 anos trabalha soldando quadro em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF/Al-Zikri

OIT: 2021 é declarado ano internacional para eliminação do trabalho infantil

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou na semana passada (25) por unanimidade uma resolução declarando 2021 como o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil e pediu que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) assuma a liderança em sua implementação.

Dados da OIT indicam que, em 2016, 152 milhões de crianças com idades entre 5 e 17 anos estavam envolvidas em trabalho infantil e quase metade delas, 73 milhões, em trabalho infantil perigoso.

A resolução destaca os compromissos dos Estados-membros em “tomar medidas imediatas e efetivas para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e tráfico de seres humanos e assegurar a proibição e a eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e uso de crianças-soldados e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas”.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Encontro discute relação entre trabalho infantil e escravo no Maranhão

A pobreza e a desigualdade social fazem com que os filhos(as) de pais pobres tenham uma vida com poucas oportunidades de escolha e desenvolvimento na infância e adolescência e mais tarde uma vida mais vulnerável aos riscos de serem vítimas de trabalho com condições análogas à de escravo. Levantamentos sugerem a existência de um ciclo vicioso que precisa de iniciativas de todos os setores da sociedade para quebrá-lo.

Esse ciclo vicioso que liga o trabalho infantil ao trabalho escravo foi um dos temas do Encontro Estadual sobre as Relações entre o Trabalho Infantil e Escravo realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Social (SEDES), em São Luís (MA), em junho. Participaram do encontro, representantes do governo estadual do Maranhão, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-MA), Luciano Aragão, e o oficial de Projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Erik Ferraz.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas ainda há desafios. Foto: EBC

Encontro discute relação entre trabalho infantil e escravo no Maranhão

O ciclo vicioso que liga o trabalho infantil ao trabalho escravo foi um dos temas do Encontro Estadual sobre as Relações entre o Trabalho Infantil e Escravo realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Social (SEDES), em São Luís (MA, em junho de 2019.

Participaram do encontro representantes do governo estadual, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA), Luciano Aragão, e o oficial de Projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Erik Ferraz.

A pobreza e a desigualdade social fazem com que os filhos(as) de pais pobres tenham uma vida com poucas oportunidades de escolha e desenvolvimento na infância e adolescência e, mais tarde, uma vida mais vulnerável aos riscos de se tornarem vítimas de trabalho em condições análogas à de escravo. Levantamentos sugerem a existência de um ciclo vicioso que precisa de iniciativas de todos os setores da sociedade para quebrá-lo.

ONU: 10% mais rico dos trabalhadores brasileiros concentram 41% de toda renda salarial

A proporção da renda concentrada está menor do que o observado no triênio 2004-2006, mas, desde 2012, o Brasil não registrou variações significativas nessa taxa que é um sintoma da distribuição desigual dos salários entre as parcelas mais ricas e pobres.

Em novo relatório sobre a desigualdade de renda, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que metade de todos os empregados no mundo — em torno de 1,6 bilhão de pessoas — ganham apenas 200 dólares por mês, e os rendimentos mensais dos 10% mais pobres somam apenas 22 dólares.

Trabalhadores da construção civil em hidrelétrica no Vietnã. Foto: Banco Mundial/Mai Ky

Estresse térmico no trabalho deve custar US$ 2,4 tri ao ano para economia global

Um aumento no estresse térmico no trabalho, ligado às mudanças climáticas, deve ter impacto massivo sobre a produtividade e provocar perdas econômicas globais, notavelmente na agricultura e na construção civil, disseram especialistas das Nações Unidas na segunda-feira (1).

O custo total dessas perdas será de 2,4 trilhões de dólares a cada ano, segundo o relatório “Working On a Warmer Planet” (Trabalhando em um Planeta mais Quente, em tradução livre), da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento é baseado em um aumento de apenas 1,5°C na temperatura global até o fim deste século.

O estresse térmico ocorre geralmente acima de 35°C, em locais onde a umidade é alta. Excesso de calor no trabalho é um risco ocupacional à saúde e em casos extremos pode levar à insolação, que pode ser fatal.

Vista de Recife. Foto: MTUR/Bruno Lima

Grupo reúne-se em Recife para discutir trabalho decente na cadeia do gesso

O Grupo de Trabalho Gesso 2030 (GT Gesso 2030), cujo objetivo é promover o trabalho decente na cadeia do gesso no Brasil, reúne-se na terça-feira (2) em Recife (PE) para mais uma rodada de adesões, em articulação com o governo do estado.

Até agora, quatro construtoras e associações presentes na mesa de diálogo “Avanços e Desafios rumo à Promoção do Trabalho Decente – Análise Situacional da Cadeia do Gesso”, ocorrida no fim de maio, aderiram formalmente ao grupo — Tenda, MRV, ABRAINC e Odebrecth assinaram ao termo de adesão.

O GT Gesso 2030 foi criado em parceria com a Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e o Ministério Público do Trabalho (MPT) a partir de uma proposta da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como uma estratégia para a promoção do trabalho decente na cadeia do gesso.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante 108ª Sessão da Conferência Internacional do |Trabalho, em 21 de junho de 2019. Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Chefe da ONU elogia convenção histórica contra assédio sexual no ambiente de trabalho

Um histórico acordo internacional que proíbe violência e assédio no ambiente de trabalho foi elogiado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, após ser adotado na sexta-feira (21) na Conferência do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.

Em discurso aos participantes do evento na cidade suíça, Guterres cumprimentou Estados-membros por “construírem um legado de conquistas, guiado por essa antiga visão de justiça social através de diálogos sociais e de cooperação internacional”.

Ao assinarem a convenção, Estados-membros têm responsabilidade de promover um “ambiente geral de tolerância zero” à violência e assédio sexual, além de proteger trainees, estagiários, voluntários, pessoas que buscam empregos e funcionários, “independentemente de suas situações contratuais”.

Em 1919, das cinzas da guerra, nasceu uma visão do mundo onde trabalhadores, empregadores e governos poderiam – juntos – construir um mundo de paz universal, baseado na justiça social. Deste sonho surgiu a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que há 100 anos promove a justiça social e promove o trabalho decente.

OIT completa 100 anos promovendo justiça social e trabalho decente no mundo

Este ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) completa 100 anos realizando um mandato dedicado à promoção da justiça social e do trabalho decente no mundo todo.

Em um cenário em que mais de 190 milhões de pessoas estão desempregadas e mais de 300 milhões trabalham, mas continuam na extrema pobreza, o mandato da OIT torna-se ainda mais importante globalmente.

Para responder a esses desafios, a organização criou a Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho, cujo relatório foi publicado em janeiro. As recomendações feitas neste relatório são um dos insumos para a discussão sobre este tema na Conferência Internacional do Trabalho, a ser concluída em Genebra na próxima sexta-feira (21).

Maria Cláudia Falcão, coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Especialista da OIT diz que Brasil precisa garantir políticas de educação para eliminar trabalho infantil

O Brasil precisa garantir políticas de educação, emprego decente e proteção social para eliminar o trabalho infantil, segundo a coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Maria Cláudia Falcão. No país, 2,4 milhões de crianças e adolescentes são vítimas de exploração laboral.

Em evento no Rio de Janeiro (RJ) para lembrar o 12 de junho, Dia Mundial e Nacional contra o Trabalho Infantil, a especialista da OIT ressaltou na quarta-feira que o Estado brasileiro assumiu o compromisso de erradicar essa violação de direitos até 2025. A meta faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS).

Presidente da França, Emmanuel Macron. Foto: ONU/Mark Garten

Em conferência da OIT, Macron pede salário mínimo igual para toda UE

Mudanças fundamentais no mundo do trabalho, incluindo um mesmo salário mínimo para toda a União Europeia, são necessárias para responder à crescente lacuna entre ricos e pobres, afirmou na terça-feira (11) o presidente da França, Emmanuel Macron.

Em discurso de 45 minutos na conferência de centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, Macron insistiu que o acúmulo de riqueza nas mãos de poucos com a globalização criou uma “lei da selva”, que abriu as portas para o nacionalismo perigoso, a xenofobia e a desilusão com a democracia.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas ainda há desafios. Foto: EBC

Em dia mundial, OIT lembra sua contribuição para o combate ao trabalho infantil no mundo

No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, lembrado nesta quarta-feira (12), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) enfatiza o progresso alcançado ao longo dos 100 anos de existência da entidade e seu apoio aos países-membros no combate a essa violação de direitos humanos.

Já em sua fundação, em 1919, a proteção das crianças fez parte da Constituição da OIT (Preâmbulo). Uma das primeiras convenções adotadas abordou a Idade Mínima de Admissão nos Trabalhos Industriais (No. 5, 1919), sendo ratificada pelo Brasil em 1934.

Contudo, o problema ainda existe no país. O Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhando. Eles trabalham na agricultura, na pecuária, no comércio, nos domicílios, nas ruas, na construção civil, entre outras situações.

OIT lembra Dia Mundial contra o Trabalho Infantil em evento na quarta-feira (12) no Rio

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) participa na quarta-feira (12) de evento no Rio de Janeiro (RJ) para lembrar o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, instituído pela organização em 2002.

A programação nacional para a data será lançada no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, a partir das 9h. O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), em parceria com fóruns estaduais e suas entidades-membros, coordena campanhas e mobilizações.

A abertura do evento será feita pela coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da OIT Brasil, Maria Cláudia Falcão, e pela secretária-executiva do FNPETI, Isa Maria de Oliveira.

Presidente italiano, Sergio Mattarella, fala durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra. Foto: OIT/Marcel Crozet

OIT: pobreza em qualquer lugar é perigo para prosperidade em todos os lugares

A Conferência Internacional do Trabalho do Centenário começou nesta segunda-feira (10) na sede da ONU em Genebra, com o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, convocando centenas de delegados de todo o mundo a “construir um futuro do trabalho com justiça social para todos”.

O diretor-geral da OIT disse que, com a possível adoção de uma declaração histórica voltada para o futuro, é hora de “dizer ao mundo que temos confiança, propósito comum, vontade e meios” para continuar a fazer da justiça social uma prioridade absoluta.

“Faremos isso juntos porque a pobreza em qualquer lugar é um perigo para a prosperidade em todos os lugares”, acrescentou o chefe da OIT. “E faremos isso porque o fracasso de qualquer nação em adotar condições humanas de trabalho obstrui outras nações que desejam fazê-lo”.

Embora sejam mais da metade da população brasileira, pessoas negras ainda têm dificuldades em acessar o mercado de trabalho no Brasil, o que piora significativamente no caso de mulheres negras. Foto: UNFPA

Evento discute desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro

A desigualdade racial e de gênero persiste no mercado de trabalho brasileiro e é preciso agir para combater práticas que perpetuam a discriminação, informando e promovendo espaços empresariais mais inclusivos.

Esta foi uma das conclusões do debate realizado na quinta-feira (6) em Brasília (DF) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (UNESCO), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ONU Mulheres e a coordenação do Sistema ONU no país.

Segundo pesquisa do Instituto Ethos, pessoas negras ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% de cargos executivos em empresas brasileiras.

Grupo de Trabalho de Direitos Humanos promove treinamento de due dilligence para empresas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

UNESCO promove debate em Brasília (DF) sobre racismo no mercado de trabalho brasileiro

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, em parceria com ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a coordenação do Sistema ONU no Brasil, realiza na quinta-feira (6) debate em Brasília (DF) sobre as dificuldades enfrentadas por negros e, especialmente, mulheres negras, no mercado de trabalho.

A desigualdade racial é uma realidade no mercado de trabalho brasileiro, embora pretos e pardos constituam mais da metade da população no país. O ambiente empresarial ainda tem grandes dificuldades para avançar no combate ao racismo, e o quadro se agrava ainda mais quando consideramos a situação das mulheres negras.

Winnie Kakunta é chefe de desenvolvimento no Departamento de Relações Comunitárias da mineradora Barrick Lumwana, da Zâmbia. A companhia possui uma parceria com o Programa ‘Empregos Verdes na Zâmbia’, liderado pela OIT, para construir moradias com materiais verdes para seus funcionários. Foto: OIT/Crozet M. (2015)

Mulheres em posições de chefia nas empresas podem gerar resultados até 20% melhores

Os resultados de empresas são melhores, às vezes em até 20%, quando empregam mais mulheres em posições de chefia, afirmaram especialistas trabalhistas das Nações Unidas. Eles alertaram que a maior parte das empresas expressa a ideia de igualdade de gênero apenas em reuniões, sem concretizá-las.

Em um relatório cobrindo 13 mil empresas em 70 países, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou que, globalmente, em torno de seis a cada dez organizações privadas concordaram que a diversidade de gênero melhorou os negócios. Os entrevistados citaram ganhos em criatividade, inovação e reputação.

O 6º Encontro de Trabalhadores(as) Resgatados(as) do Trabalho Escravo foi organizado pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH/CB). Foto: OIT

OIT apoia encontro de resgatados(as) do trabalho escravo no Maranhão

Cerca de 60 resgatados(as) de situação análoga à escravidão participaram este mês (10 e 11) no município de Pindaré Mirim (MA) do 6º Encontro de Trabalhadores(as) Resgatados(as) do Trabalho Escravo. Organizada pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH/CB), a iniciativa teve apoio de Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP).

O Maranhão é o estado de origem do maior número de brasileiros vítimas de escravidão contemporânea. Segundo dados da fiscalização, 22% dos trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão no país são maranhenses. De 2003 a 2018, foram resgatados 8.119 trabalhadores nascidos no Maranhão em todo território nacional. Entre os municípios maranhenses com maior número de trabalhadores egressos estão Codó (357 pessoas), Açailândia (326), Pastos Bons (267), Imperatriz (230) e Santa Luzia (191).

Trabalhador de serviço de entrega de comida. Foto: Flickr/wan mohd (CC)

CEPAL: plataformas digitais e informalidade ameaçam condições de trabalho na América Latina

A expansão do trabalho por conta própria, o surgimento de novas formas de trabalho intermediadas por plataformas digitais e, em vários países, uma maior informalidade do emprego assalariado, são indicadores de novos retrocessos no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 8 da Agenda 2030. Esse ODS busca promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.

Essa é a conclusão da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em nova edição de sua publicação conjunta “Conjuntura Laboral na América Latina e no Caribe” (N⁰ 20, maio de 2019), publicada nesta quarta-feira (15).

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Trabalhador resgatado relata abusos em carvoarias e fazendas no Brasil

No Brasil, o Maranhão é o estado de origem do maior número de brasileiros vítimas de escravidão contemporânea. Para conscientizar autoridades e a população sobre o problema, o projeto ‘Escravo, nem pensar!’ implementado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), divulga um vídeo com o relato de um sobrevivente do trabalho escravo.

Foto: OIT/João Roberto Ripper/Sérgio Carvalho.

OIT alerta para formas contemporâneas de escravidão no Brasil e no mundo

Na ocasião do dia 13 de maio, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta para a necessidade de se combater as formas contemporâneas de escravidão, que também atingem crianças, no Brasil e no mundo. A escravidão moderna ainda é um fenômeno real e amplo, afetando mais de 40 milhões de pessoas globalmente, das quais 25% são crianças.

A OIT lidera uma campanha em curso, juntamente a outros parceiros, para convencer 50 países a ratificarem o Protocolo de Trabalho Forçado, chamada 50 for freedom, na qual pessoas do mundo todo são encorajadas a adicionar seus nomes para ajudar a alcançar a meta até o final deste ano de 2019.

Maria da Penha, símbolo da lei de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar, salientou: “as empresas, como parte da sociedade, têm responsabilidade nesse processo pelo fim da violência contra a mulher”. Foto: ONU Mulheres

Fórum em SP discute responsabilidade das empresas no combate à violência doméstica

O papel das empresas no combate à violência doméstica e suas responsabilidades pela promoção da igualdade de gênero foi tema do 1º Fórum Instituto Vasselo Goldoni, realizado em São Paulo, no fim de abril (25).

A iniciativa teve o apoio da ONU Mulheres por meio do programa “Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Significa Bons Negócios”, desenvolvido em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a União Europeia.

“As empresas precisam ajudar a conscientizar e abrir canais para que suas funcionárias possam falar sobre o tema, para que tenham mais um canal ao qual recorrer”, disse Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil, e que também participou do fórum.

OIT, MPT e Papel Social discutem trabalho decente na produção de cacau

O escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a organização Papel Social participaram, nos dias 24 e 25 de abril, de eventos promovidos pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

O objetivo foi discutir o relatório “Cadeia produtiva do cacau: avanços e desafios rumo à promoção do trabalho decente: análise situacional”, elaborado por OIT, MPT e Papel Social. O documento foi desenvolvido no contexto do Projeto “Promoção e Implementação dos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho”, implementado pela OIT por meio de uma parceria com o MPT.

Foto: PEXELS

OIT debate inclusão de jovens em postos de trabalho do futuro

Segundo relatório, dois terços dos empregos em países em desenvolvimento são suscetíveis à automação — o que pode agravar o desemprego entre os jovens, uma parcela da população com taxas de desocupação já acima das médias nacionais.

Os desafios de inclusão da juventude foram tema de painel promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Buenos Aires, na Argentina. Agência defendeu a cooperação entre países do Sul global em prol da inserção laboral dos jovens.

Imagem: ONG Repórter Brasil

Pureza: uma maranhense na linha de frente contra o trabalho escravo no Brasil

No mês em que o Brasil comemora a abolição da escravatura, em 13 de maio, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a ONG Repórter Brasil, lembra o ativismo da maranhense Pureza Lopes Loiola, que passou três anos à procura do filho Abel, desaparecido em 1993 após ser aliciado por agentes do trabalho escravo.

Pureza percorreu o interior do Maranhão e do Pará, numa peregrinação por garimpos, carvoarias, madeireiras e plantações. À época, o Estado brasileiro ainda não reconhecia a existência de formas análogas à escravidão. Assista ao vídeo aqui.

O trabalho infantil atinge cerca de 3,3 milhões de crianças entre 5 e 17 anos em todo o Brasil, segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foto: EBC

OIT premia iniciativa regional para combater trabalho infantil na América Latina

A Iniciativa Regional América Latina e o Caribe Livres de Trabalho Infantil recebeu o “Prêmio Inovação” da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em reconhecimento à sua contribuição na promoção do trabalho decente.

As brasileiras Fernanda Barreto Ribeiro e Maria Cláudia Mello da Silva Falcão, coordenadoras de programas da OIT e integrantes da Secretaria Técnica da Iniciativa, receberão em maio o prêmio na sede da Organização, em Genebra.

Trabalhadoras sírias processam folha de tabaco no Líbano. Foto: OIT/Arquivo

Estresse, doenças e longas jornadas contribuem para 2,8 milhões de mortes por ano, indica OIT

Estresse, longas jornadas de trabalho e doenças contribuem para mortes de quase 2,8 milhões de trabalhadores todos os anos. Além disso, 374 milhões de pessoas ficam doentes ou feridas por conta de seus empregos, afirmou na quinta-feira (18) a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“O mundo do trabalho mudou, estamos trabalhando de forma diferente, estamos trabalhando mais horas, estamos usando mais tecnologias”, disse Manal Azzi, especialista da OIT em segurança ocupacional. “O relatório mostra que 36% dos trabalhadores estão em jornadas excessivamente longas de trabalho, de mais de 48 horas por semana”.

A capacitação foi realizada por meio de uma parceria entre OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT). Foto: OIT

OIT e MPT treinam membros da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo no Maranhão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizou no início de abril (3 e 4) em São Luís (MA) oficina de treinamento para capacitar 28 membros da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE/MA) no uso de um sistema que monitora o atendimento a trabalhadores resgatados e populações vulneráveis.

A capacitação foi realizada por meio de uma parceria entre OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT), e contou com a participação da procuradora regional do trabalho Virgínia de Azevedo Neves. Participaram representantes de organizações governamentais, da sociedade civil, do próprio MPT e da OIT.

Sede da OIT iluminada para celebrar os cem anos da Organização. Foto: OIT/M. Crozet

ONU celebra 100 anos da Organização Internacional do Trabalho

Em pronunciamento para marcar o centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o chefe da ONU, António Guterres, afirmou na quarta-feira (10) que o organismo chega aos 100 anos como uma “voz confiável” para “garantir justiça social em cada canto do nosso mundo”.

Secretário-geral ressaltou a relevância da primeira agência especializada das Nações Unidas diante das atuais transformações tecnológicas e digitais das atividades produtivas.

Daniela Mercury. Foto: UNICEF

Para celebrar centenário, OIT promove eventos e apresentações no mundo todo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) promoverá na quinta-feira (11) uma maratona de 24 horas de apresentações e performances em diferentes países para comemorar seu aniversário de 100 anos.

No Brasil, a celebração ficará a cargo da cantora Daniela Mercury, que fará uma apresentação às 15h no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), em parceria com a poeta Elisa Lucinda. O evento será transmitido ao vivo pela Internet.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Ferramenta da ONU aponta falhas no destino de investimentos para combate à escravidão

Uma nova ferramenta interativa de dados das Nações Unidas mostrou um desencontro entre locais onde a escravidão contemporânea ocorre e onde governos estão gastando recursos para responder a esse crime.

A ferramenta, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Políticas da Universidade das Nações Unidas, pode ajudar os debates sobre o tema. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas vivem em situação de escravidão contemporânea.