Trabalhadoras sírias processam folha de tabaco no Líbano. Foto: OIT/Arquivo

Estresse, doenças e longas jornadas contribuem para 2,8 milhões de mortes por ano, indica OIT

Estresse, longas jornadas de trabalho e doenças contribuem para mortes de quase 2,8 milhões de trabalhadores todos os anos. Além disso, 374 milhões de pessoas ficam doentes ou feridas por conta de seus empregos, afirmou na quinta-feira (18) a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“O mundo do trabalho mudou, estamos trabalhando de forma diferente, estamos trabalhando mais horas, estamos usando mais tecnologias”, disse Manal Azzi, especialista da OIT em segurança ocupacional. “O relatório mostra que 36% dos trabalhadores estão em jornadas excessivamente longas de trabalho, de mais de 48 horas por semana”.

A capacitação foi realizada por meio de uma parceria entre OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT). Foto: OIT

OIT e MPT treinam membros da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo no Maranhão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizou no início de abril (3 e 4) em São Luís (MA) oficina de treinamento para capacitar 28 membros da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE/MA) no uso de um sistema que monitora o atendimento a trabalhadores resgatados e populações vulneráveis.

A capacitação foi realizada por meio de uma parceria entre OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT), e contou com a participação da procuradora regional do trabalho Virgínia de Azevedo Neves. Participaram representantes de organizações governamentais, da sociedade civil, do próprio MPT e da OIT.

Sede da OIT iluminada para celebrar os cem anos da Organização. Foto: OIT/M. Crozet

ONU celebra 100 anos da Organização Internacional do Trabalho

Em pronunciamento para marcar o centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o chefe da ONU, António Guterres, afirmou na quarta-feira (10) que o organismo chega aos 100 anos como uma “voz confiável” para “garantir justiça social em cada canto do nosso mundo”.

Secretário-geral ressaltou a relevância da primeira agência especializada das Nações Unidas diante das atuais transformações tecnológicas e digitais das atividades produtivas.

Daniela Mercury. Foto: UNICEF

Para celebrar centenário, OIT promove eventos e apresentações no mundo todo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) promoverá na quinta-feira (11) uma maratona de 24 horas de apresentações e performances em diferentes países para comemorar seu aniversário de 100 anos.

No Brasil, a celebração ficará a cargo da cantora Daniela Mercury, que fará uma apresentação às 15h no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), em parceria com a poeta Elisa Lucinda. O evento será transmitido ao vivo pela Internet.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Ferramenta da ONU aponta falhas no destino de investimentos para combate à escravidão

Uma nova ferramenta interativa de dados das Nações Unidas mostrou um desencontro entre locais onde a escravidão contemporânea ocorre e onde governos estão gastando recursos para responder a esse crime.

A ferramenta, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Políticas da Universidade das Nações Unidas, pode ajudar os debates sobre o tema. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas vivem em situação de escravidão contemporânea.

Empresas pequenas e de médio porte como "start-ups" apostam em inovação das tecnologias e podem encontrar soluções práticas e avançar desenvolvimento em países emergentes. Foto: Pexels

CEPAL alerta para informalidade trabalhista associada a novas tecnologias

Estratégias para enfrentar a informalidade no mercado de trabalho latino-americano e caribenho devem ser repensadas para lidar com formas inéditas de precariedade laboral, geradas pela adoção de novas tecnologias produtivas.

O alerta é da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e Caribe (CEPAL), que reuniu especialistas da ONU e de organismos financeiros nesta semana (3), no Chile, para um seminário sobre desafios trabalhistas regionais.

Mercados, empresas, empreendimentos, associações, cooperativas e entidades produtivas são determinantes para a inclusão do enfoque de gênero no desenvolvimento sustentável. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres chama empresas a impulsionar igualdade de gênero e empoderamento econômico

Empresas, lideranças empresariais e empreendedoras são agentes decisivas para a igualdade de gênero, trabalho decente e desenvolvimento sustentável.

Essa é a constatação da ONU Mulheres Brasil com base nos Princípios de Empoderamento das Mulheres (Women’s Empowerment Principles – WEPs, na sigla em Inglês), que conta 198 adesões de empresas privadas e públicas no Brasil. O país é o terceiro no ranking internacional de 2.183 signatárias.

Globalmente, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho gera uma perda média de 15% nas economias dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No Brasil, a maior participação da mulher no mercado de trabalho e também uma maior projeção profissional aumentaria o PIB em 3,3% – seriam 382 bilhões de reais a mais na economia, conforme o Banco Mundial.

OIT alertou que desigualdades de gênero afetam a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Foto: Agência Brasil

Mulheres ainda têm dificuldades para encontrar emprego e subir na carreira

As oportunidades de emprego para mulheres melhoraram pouco desde o início dos anos 1990, disseram especialistas trabalhistas da ONU na quinta-feira (7), alertando que as trabalhadoras ainda são penalizadas por ter filhos e cuidar deles.

“Uma série de fatores está bloqueando a igualdade no emprego, e o que desempenha o maior papel é o cuidado”, disse Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Nos últimos 20 anos, a quantidade de tempo que as mulheres gastaram com cuidados não remunerados e trabalho doméstico quase não diminuiu”, disse ela, enquanto a participação dos homens aumentou “em apenas oito minutos por dia”. Nesse ritmo de mudança, serão necessários mais de 200 anos para alcançar a igualdade no tempo gasto em trabalho de cuidado não remunerado.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou workshop em Brasília (DF) para reunir informações relevantes sobre escravidão moderna e elaborar documento de recomendações. Foto: OIM

OIM realiza workshop para discutir combate à escravidão moderna no Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na quinta-feira (14), em Brasília (DF), workshop para reunir informações relevantes sobre escravidão moderna e elaborar recomendações para fortalecer políticas públicas relacionadas ao tema. Na semana anterior (7), um workshop semelhante foi realizado em São Paulo (SP).

A escravidão moderna é um problema invisível que afeta a vida e a liberdade de milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com Fundação Walk Free, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e OIM, cerca de 40,3 milhões de homens, mulheres, meninos e meninas foram vítimas da escravidão moderna no mundo em 2016, dos quais 1,9 milhão estão nas Américas.

Crianças e adultos recolhem resíduos em Nadezhda, na Bulgária. A falta de oportunidades de trabalho é um dos temas centrais de novo relatório da OIT. Foto: UNICEF

OIT: desemprego cai no mundo, mas condições de trabalho não melhoram

O desemprego está em queda globalmente, mas as condições de trabalho não melhoraram, disse as Nações Unidas nesta quarta-feira (13), alertando que alguns negócios impulsionados por novas tecnologias “ameaçam minar” conquistas sociais das últimas décadas.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 3,3 bilhões de pessoas empregadas no mundo em 2018 não tinham níveis adequados de segurança econômica, bem-estar material ou oportunidades para avançar.

Relatório de OIT e UNICEF indicou a necessidade de ação urgente para garantir a proteção social de todas as crianças no mundo. Na foto, Mustafa, de 6 anos, que trabalha com o pai em uma área industrial de Bagdá, no Iraque. Foto: UNICEF/Wathiq Khuzaie

Dois terços das crianças do mundo não têm acesso a serviços de proteção social

Seis em cada dez crianças do mundo não têm acesso à proteção social, o que as deixa particularmente vulneráveis à pobreza crônica, disse a ONU na quarta-feira (6), alertando que alguns governos estão cortando programas de transferência de renda em meio a políticas de austeridade fiscal.

Benefícios dados pelo Estado a partir de recursos públicos, na forma de transferência de renda, “tem papel essencial em quebrar o ciclo vicioso de pobreza e vulnerabilidade”, disse o relatório. Em média, os 139 países cobertos pelo documento gastam apenas 1,1% do PIB com crianças de até 14 anos.

Estudantes numa escola primária em Bingerville, um distrito de Abidjan, capital da Costa do Marfim. No país, menos de 70% das crianças frequentam o ensino primário. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) distribui kits de material escolar para as crianças e apoia o Ministério da Educação na construção de escolas e treinamento de professores. Foto: UNICEF/Dejongh

Centro de pesquisas vinculado à ONU apresenta estudos sobre combate à pobreza infantil

Formuladores de políticas públicas, pesquisadores e representantes de governos participam da Conferência Internacional sobre Subsídios Universais para Crianças, que ocorre de 6 a 8 de fevereiro, em Genebra, na Suíça, para compartilhar experiências e discutir o papel dos subsídios universais no combate à pobreza infantil, à desigualdade e na promoção da proteção social para crianças.

Uma equipe de pesquisadores do Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG), resultado de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o governo brasileiro, participará de três sessões na conferência, onde apresentará estudos recentes sobre políticas de proteção social sensíveis às necessidades das crianças. Algumas das sessões serão transmitidas ao vivo pela Internet.

Lixo eletrônico - Imagem: Pixabay (CCO)

Mundo produzirá 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano até 2050, diz relatório

O nível de produção de lixo eletrônico global deverá alcançar 120 milhões de toneladas ao ano em 2050 se as tendências atuais permanecerem, de acordo com relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e da Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico, divulgado em Davos, Suíça, na quinta-feira (24).

No relatório, membros da PACE e da Coalizão da ONU sobre Lixo Eletrônico, incluindo a ONU Meio Ambiente, pedem uma inspeção do sistema atual de eletrônicos, enfatizando a necessidade de uma economia circular na qual recursos não sejam extraídos, usados e descartados, mas avaliados e reutilizados de maneira que minimize impactos ambientais e crie empregos decentes e sustentáveis.

Locais de trabalho mais saudáveis e seguros podem prevenir ao menos 1,2 milhão de mortes todos os anos, de acordo com estudo da OMS realizado em 2018. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Comissão da OIT pede que saúde seja mais valorizada no ambiente de trabalho

A Comissão Global da Organização Internacional de Saúde (OIT) sobre o Futuro do Trabalho pediu mudanças fundamentais nas formas de se trabalhar em meio a uma nova onda de globalização, rápido desenvolvimento tecnológico, transição demográfica e mudança climática, segundo relatório publicado na terça-feira (22).

Segundo a comissão, essas mudanças exigem que a saúde seja mais valorizada nos ambientes de trabalho. Todas e todos têm direito à saúde, que é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um estado de completo bem-estar físico e mental e não apenas a mera ausência de doenças. Os trabalhadores também têm o direito aos cuidados de saúde o mais próximo possível dos locais onde vivem e trabalham.

Trabalhadores em indústria eletrônica de Bekasi, na Indonésia. Foto: OIT/A. Mirza

OIT: países devem agir para que inovações criem oportunidades no mundo do trabalho

Inovações sem precedentes no mundo do trabalho oferecem “inúmeras oportunidades”, mas os países devem agir para que elas não criem mais desigualdades e incertezas, segundo um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta terça-feira (22).

Segundo o relatório, forjar esse novo caminho requer ação comprometida por parte de governos, bem como organizações de empregadores e trabalhadores.

O documento sugere que os países garantam direito universal à aprendizagem ao longo da vida; intensifiquem os investimentos em instituições, políticas e estratégias que irão apoiar as pessoas ao longo de transições de trabalho futuras; implementem uma agenda transformadora e mensurável para a igualdade de gênero; forneçam proteção social universal do nascimento até a velhice.

Foto: ONU Mulheres/ Márcio Veltri

Fórum reúne lideranças empresariais no Rio para discutir igualdade de gênero no setor privado

O II Fórum WEPs Rio de Janeiro reuniu cerca de 180 pessoas na capital fluminense no fim de novembro (30) para discutir os principais desafios na implementação dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, na sigla em inglês), além de boas práticas nas empresas para promover a igualdade de gênero e o empoderamento econômico das mulheres.

O evento foi promovido pela ONU Mulheres em parceria com a Petrobras Distribuidora, por meio do programa “Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios”, iniciativa de ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho e União Europeia (UE). O encontro teve o apoio da Rede Brasil do Pacto Global.

Criados em 2010 pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global da ONU, os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres têm se tornado referência para que as empresas implementem políticas para a promoção da igualdade de gênero no local de trabalho, no mercado e na comunidade.

Mulheres produtoras e compradoras de café e representantes das instituições que organizaram o evento. Foto: ONU Mulheres/ Gabriel Santos

Projeto de agências da ONU impulsiona empoderamento econômico de mulheres brasileiras

O programa “Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios” esteve presente nos eventos da Semana Internacional do Café, ocorrida no início de novembro em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, foram realizadas mais de 150 reuniões, que devem movimentar quase 6 milhões de dólares em negócios durante o ano.

A iniciativa é de ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e União Europeia (UE), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA).

Campo de algodão. Foto: Arquivo/Agência Brasil

OIT, Brasil e Peru promovem trabalho decente na cadeia de produção de algodão

Com o objetivo de promover o trabalho decente na produção de algodão no país, os governos de Brasil e Peru, entidades de cooperação internacional dos dois países e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) assinaram no início de dezembro (10) acordo para desenvolvimento do projeto “Promoção de trabalho decente na cadeia do algodão no Peru”.

O projeto inclui Ministério do Trabalho e Promoção do Emprego do Peru, Ministério do Trabalho do Brasil, Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI), Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Brasil (SENAI) e o escritório da OIT para os países andinos.

Criada em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, a OIT irá completar 100 anos trabalhando por justiça social. Foto: OIT

OIT completa 100 anos de lutas por justiça social

Criada em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) completa 100 anos atuando por justiça social no mundo.

Em mensagem de vídeo celebrando o centenário, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, destacou que a visão da Organização é mais que necessária para garantir um futuro com empregos decentes para todos, em um momento de mudanças.

Quando a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram formalmente adotados pela comunidade internacional, em 2015, o trabalho decente foi um componente crucial, especialmente para o Objetivo 8, que busca “promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos e todas”.

Eleanor Roosevelt, delegada norte-americana da Comissão dos Direitos Humanos, dá coletiva de imprensa nas Nações Unidas em abril de 1952. Foto: ONU

Artigo 23: Direito ao trabalho

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 23:

1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.

2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.

3. Todo ser humano que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.

4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.

Trabalhadores da construção civil atuam em projeto de expansão do Canal do Panamá. Foto: Banco Mundial

Estudo da OIT mostra salto no número de trabalhadores migrantes no mundo

Um novo estudo divulgado na quarta-feira (5) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que o número de trabalhadores migrantes saltou na casa de milhões, deixando alguns países sem “a parte mais produtiva de sua força de trabalho”.

Quase 87% dos trabalhadores migrantes têm entre 25 e 64 anos, o que sugere que alguns países de origem estão perdendo o segmento mais produtivo de sua força de trabalho. Este fator pode afetar negativamente o crescimento econômico destes países.

Arte de rua pede o fim da exploração de crianças em trabalho forçado. Foto: ONU/Daniela Gross

Mais de 40 milhões de pessoas ainda são vítimas de trabalho escravo no mundo

A escravidão ainda é um fenômeno muito real e amplo, afetando mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo, um quarto desse total são crianças, informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no domingo (2), lembrando que esse cenário permanece apesar da entrada em vigor em 2016 do protocolo de combate ao trabalho forçado.

Em 2 de dezembro, é lembrado o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura. O dia é uma oportunidade de aumentar a conscientização sobre este problema global e focar na erradicação das formas contemporâneas de escravidão, como tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil, casamento forçado e recrutamento forçado de crianças para uso em conflitos armados.

As mulheres do mundo não estão se beneficiando de forma plena da revolução tecnológica, de acordo com a UNESCO. Foto: OIT/Marcel Crozet

OIT: salários crescem mais nos países em desenvolvimento, mas desigualdades permanecem

Os salários cresceram mais nos países em desenvolvimento no ano passado, mas permaneceram bem abaixo do nível salarial das nações desenvolvidas, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em relatório publicado na segunda-feira (26).

“Parece uma boa notícia, porque todos nós queremos ver uma convergência (entre os salários nos países) no mundo. Mas não podemos exagerar, porque as desigualdades ainda são muito grandes. Frequentemente, o nível salarial não é suficiente para as pessoas atenderem suas necessidades básicas”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Rider.

Indígenas venezuelanos da etnia warao e eñepas em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: OIM

ONU e governo levam assistência para indígenas venezuelanos no Pará

Em Belém (PA), a Defensoria Pública da União (DPU) levou assistência jurídica e social para mais de 300 indígenas venezuelanos da etnia warao. Em outubro e novembro, o organismo implementou na capital paraense o seu programa itinerante de apoio, com o intuito de identificar violações dos direitos dessa população.

Iniciativa teve a participação da Ação Global contra o Tráfico de Pessoas e o Contrabando de Migrantes (GLO.ACT), um projeto do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC).

Pescadores no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Vaticano se une à FAO em denúncia aos abusos trabalhistas na indústria da pesca

As práticas ilegais e desumanas na indústria da pesca em todo o mundo devem ser eliminadas e substituídas por práticas sustentáveis para apoiar os meios de subsistência de uma em cada dez pessoas do planeta, afirmaram a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Vaticano.

“Transmitimos uma mensagem conjunta que pede fim às violações de direitos humanos dentro da indústria da pesca e pedimos o fim da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada”, disse o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, em evento marcando o Dia Mundial da Pesca.

Na América Latina e no Caribe, pelo menos 1 milhão de empregos serão gerados como resultado do uso de energias renováveis, segundo a OIT. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

ONU: modelo de desenvolvimento mais sustentável geraria novas oportunidades de emprego

A região da América Latina e do Caribe tem a maior biodiversidade do mundo, mas está perdendo suas riquezas naturais com a deterioração ambiental provocada pelo atual modelo de desenvolvimento, o que cria urgência de transição para um modelo mais sustentável, tanto do ponto de vista ambiental, quanto trabalhista.

Tal transição permitiria acesso a novas oportunidades e melhorias no emprego, destacaram a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em nova publicação conjunta lançada na terça-feira (23).

Jovem coloca pesticida em plantação. Foto: FAO

Um trabalhador morre a cada 30 segundos no mundo por exposição a substâncias tóxicas, diz ONU

Governos e empresas devem aumentar seus esforços para proteger trabalhadores, suas famílias e comunidades contra qualquer exposição a produtos químicos tóxicos, afirmou o relator especial da ONU sobre direitos humanos e substâncias e resíduos perigosos, Baskut Tuncak, no início de setembro (12). Segundo ele, a exposição de trabalhadores a químicos tóxicos deve ser considerada uma forma de exploração, bem como uma crise de saúde global.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de um trabalhador morre a cada 30 segundos no mundo devido a exposição a produtos químicos tóxicos, pesticidas, radiação e outras substâncias prejudiciais. Além disso, as cadeias de suprimento globais são frequentemente acusadas de não proteger trabalhadores de exposições tóxicas e por se recusarem a fornecer um tratamento eficaz para indivíduos que foram afetados de alguma maneira.

Em uma parceria inédita, ONU Mulheres, OIT e União Europeia unem-se para promover debates e sensibilizar importantes setores empresariais e de empreendedorismo. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Fórum para empoderamento de mulheres reúne empresas brasileiras, latino-americanas e europeias em SP

A promoção de mulheres em posições de liderança, as desigualdades na remuneração – que pode chegar até 30%, em média, na comparação com os homens em mesma função – e o papel das empresas no combate à violência de gênero são alguns dos temas que começam a entrar na pauta das discussões de importantes companhias e instituições dos setores público e privado.

O espaço escolhido para discutir essas questões e reunir executivos, executivas e especialistas de países da América Latina, Caribe e União Europeia será o Fórum WEPs 2018. Em sua terceira edição, o evento acontece em São Paulo até quinta-feira (30).

28 de agosto, é o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento, uma realidade violenta que afeta, em sua maioria, mulheres e meninas na região norte do Brasil.

OIT e MPT lançam campanha para o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram este mês uma campanha online para lembrar o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento, em 28 de agosto.

Escalpelamento é uma realidade violenta que afeta, em sua maioria, mulheres e meninas na região norte do Brasil. O grave acidente costuma ocorrer em embarcações de pequeno porte, durante a pesca artesanal ou o transporte para a escola, o trabalho e outros locais.

A ONU Brasil realiza até setembro exposição no Rio com obras do artista paulistano Otávio Roth, que em 1978 criou e imprimiu xilogravuras que ilustram os trinta artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Exposição no Rio reafirma importância da Declaração dos Direitos Humanos 70 anos após adoção

Ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece necessária e atual em um mundo marcado por crescentes conflitos, desigualdades sociais, racismo, deslocamento forçado e violência, especialmente contra ativistas.

A avaliação é de diplomatas, representantes do Sistema ONU e de organizações da sociedade civil presentes na abertura da exposição de xilogravuras do artista plástico brasileiro Otávio Roth, na quarta-feira (8), no Rio de Janeiro. A exposição fica no Centro Cultural Correios até 9 de setembro.

Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos / Acervo Otávio Roth

ONU inaugura no Rio exposição inédita com obras da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, com apoio do Acervo Otávio Roth e o Centro Cultural Correios, inaugura nesta quarta-feira (8) a exposição 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com obras de Otávio Roth.

Realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro, a mostra apresenta 30 xilogravuras que traduzem os ideais de paz e igualdade defendidos nos artigos do documento. A entrada é franca.

A exposição fica em cartaz até 9 de setembro, das 12h às 19h.

A cobertura contributiva é notoriamente maior na região do Cone Sul (incluindo o Brasil), onde chega a 58,6%, em comparação com os países andinos, onde atingiu 31,4%, ou com a América Central e o México, onde alcançou 31,2%. Foto: Abr/Marcello Casal

Mais da metade dos trabalhadores na América Latina não contribui para a seguridade social

Mais da metade dos trabalhadores e trabalhadoras na América Latina não contribui para um sistema de seguridade social para enfrentar doenças, desemprego e riscos associados à velhice, afirma novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentado esta semana no México. O estudo destaca a necessidade de ações vigorosas para acabar com as lacunas de cobertura existentes atualmente, assim como as que surgirão no futuro.

“Estamos falando de 145 milhões de trabalhadores que não fazem contribuições numa região onde a população está envelhecendo, o que pode afetar seu futuro e o de suas famílias”, afirmou o diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe, José Manuel Salazar-Xirinachs.

Crianças trabalhando em um aterro sanitário na Ásia, premiada em concurso de fotografia de trabalho infantil da OIT em 2012. Foto: OIT/Truong Huu Hung

ONU discute papel de empresas brasileiras no combate ao trabalho forçado e infantil

Em São Paulo, a Rede Brasil do Pacto Global e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) promoveram neste mês (5) uma conferência sobre combate ao trabalho forçado e infantil. Encontro discutiu papel das empresas em combater esses crimes não apenas nas suas operações, mas em toda a cadeia de valor na qual estão inseridas. Atualmente, 40 milhões de pessoas são vítimas de escravidão moderna em todo o mundo, segundo a OIT.

Avô e neta no Azerbaijão. Foto: Banco Mundial/Allison Kwesell

OIT pede ação urgente para prevenir crise global da economia de cuidado

Os investimentos na economia de cuidado precisam ser dobrados para evitar uma crise global no setor, afirma um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado hoje (28). De acordo com a publicação, 2,1 bilhões de pessoas precisavam de cuidados em 2015, incluindo 1,9 bilhão de crianças com menos de 15 anos e 200 milhões de idosos. Pesquisa alerta que mulheres realizam 76,2% do trabalho de cuidado não remunerado.