Criança é forçada a trabalhar no Paquistão. Foto: OIT / M. Crozet

OIT: 73 milhões de menores de idade trabalham em ocupações de risco

Em pronunciamento para o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, lembrado nesta semana (12), o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, alertou que 73 milhões de menores de idade trabalham em ocupações perigosas, como agricultura, mineração, construção civil e fábricas com condições precárias. Número representa quase metade dos 152 milhões de jovens que têm entre cinco e 17 anos de idade e estão envolvidos em alguma atividade produtiva.

No dia 12 de junho, a ONU celebra o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de crianças que trabalham diminuiu de 250 milhões para 152 milhões nos últimos 20 anos. Ainda assim, a erradicação do trabalho infantil ainda é um objetivo distante. Segundo o Nobel da Paz Kailash Satyarthi, ainda há muito a ser feito para impedir o trabalho infantil. “Se o mundo pode chegar a Marte, por que não podemos alcançar cada criança que corre perigo?”

‘Se o mundo pode chegar a Marte, por que não podemos alcançar cada criança que corre perigo?’

No dia 12 de junho, a ONU celebra o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de crianças que trabalham diminuiu de 250 milhões para 152 milhões nos últimos 20 anos. Ainda assim, a erradicação do trabalho infantil ainda é um objetivo distante.

Segundo o Nobel da Paz Kailash Satyarthi, ainda há muito a ser feito para impedir o trabalho infantil. “Se o mundo pode chegar a Marte, por que não podemos alcançar cada criança que corre perigo?”

Merkel e líderes de seis agências multilaterais pedem mais cooperação no comércio global. Foto: OMC

Merkel e líderes de agências multilaterais pedem maior cooperação no comércio global

A chanceler alemã, Angela Merkel, realizou reunião com chefes de seis agências multilaterais na segunda-feira (11) em Berlim para discutir formas de promover a cooperação econômica internacional para enfrentar os desafios globais e melhorar as perspectivas de crescimento inclusivo e sustentável.

“O aumento das tensões comerciais cria o risco de um grande impacto econômico, minando o mais forte período sustentado de crescimento comercial desde a crise financeira”, disse na ocasião o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo.

CEPAL e OIT destacaram que o trabalho por conta própria é a principal fonte de renda entre as pessoas idosas que continuam trabalhando. Foto: EBC

Mais da metade dos idosos latino-americanos não recebe aposentadoria de sistemas contributivos

A falta de aposentadoria de um sistema contributivo afeta mais da metade dos homens e, sobretudo, das mulheres com mais de 60 anos na América Latina, principal fator que os mantêm ativos no mercado de trabalho. A conclusão é de nova publicação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgada na terça-feira (22).

Apesar dos avanços recentes na formalização do emprego e na expansão dos sistemas contributivos de aposentadoria, em média, 57,7% das pessoas com idade entre 65 e 69 anos, e 51,8% daquelas com mais de 70 anos não recebem aposentadoria de um sistema contributivo, com taxas ainda mais elevadas para as mulheres. Os dados referem-se a oito países da região.

Plantação de algodão em Catuti (MG). Foto: OIT

Brasil e Paraguai criam projeto para promover trabalho decente na cadeia do algodão

Autoridades dos governos de Brasil e Paraguai e representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) se reuniram no mês passado na capital paraguaia para assinar o documento que formaliza a criação do projeto Algodão com Trabalho Decente no país.

Elaborada de maneira conjunta e participativa com representantes de instituições brasileiras e paraguaias e apoio técnico da OIT, a iniciativa será implementada nos próximos dois anos com o objetivo de fortalecer as instituições paraguaias para que elas possam promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão.

Na América Latina e no Caribe, pelo menos 1 milhão de empregos serão gerados como resultado do uso de energias renováveis, segundo a OIT. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

Economia verde pode gerar milhões de empregos na América Latina e no Caribe, diz OIT

A necessidade de enfrentar as mudanças climáticas, a sobre-exploração de recursos naturais e a poluição dos ecossistemas torna urgente a transição para uma economia verde, que tem o potencial de gerar milhões de empregos na América Latina e no Caribe e mitigar os custos laborais derivados de problemas ambientais, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta segunda-feira (21).

“Há oportunidades enormes numa economia verde, mas também um potencial de destruição de postos de trabalho. Portanto, devemos garantir que os trabalhadores tenham acesso à proteção social, adquiram o conjunto correto de qualificações e que as economias tenham a capacidade de fazer a transição entre indústrias tradicionais e indústrias mais verdes”, afirmou o diretor regional da OIT”, afirmou o diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe, José Manuel Salazar-Xirinachs.

Projetos de energia renovável e de eficiência energética nos países em desenvolvimento pode apoiar o Acordo de Paris, segundo relatório da ONU Meio Ambiente. Foto: EBC

OIT prevê que 24 milhões de empregos serão criados na economia verde no mundo até 2030

Ao menos 24 milhões de novos postos de trabalho serão criados no mundo até 2030 se as políticas certas para promover uma economia verde forem implementadas, afirma novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta segunda-feira (14).

De acordo com a publicação, a ação para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius resultará na criação de empregos muito maior do que o necessário para compensar as perdas de 6 milhões de postos de trabalho em outros setores.

O projeto promove capacitações de assistente de cozinha para travestis, mulheres e homens transexuais em situação de vulnerabilidade. Foto: OIT

MPT e OIT se unem em projeto pela empregabilidade trans com chef Paola Carosella

O projeto “Empregabilidade de Pessoas Trans – Cozinha & Voz” realizará na próxima terça-feira (15) a cerimônia de formatura da segunda edição de uma capacitação de assistente de cozinha para travestis, mulheres e homens transexuais em situação de vulnerabilidade. O evento acontecerá às 10h no Auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo.

Trata-se de uma ação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A chef de cozinha Paola Carosella atua como coordenadora do curso, que é realizado na entidade de ensino profissionalizante Faculdade Hotec.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas ainda há desafios. Foto: EBC

Países latino-americanos e caribenhos buscam acelerar combate ao trabalho infantil

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas ainda persiste o desafio de elaborar estratégias para melhorar as possibilidades de desenvolvimento e as chances de vida das 10,5 milhões de crianças ainda afetadas por essa situação na região.

A conclusão é de representantes de uma rede de 28 países latino-americanos e caribenhos, que se reuniram na terça-feira (8) em evento realizado na sede do escritório regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Lima, no Peru.

Mesa de abertura do evento de lançamento da Agenda Regional de Trabalho Decente de Carajás. Foto: OIT

Agenda regional une 57 instituições pela promoção do trabalho decente em Carajás

Foi lançada em Marabá (PA) na última semana (24), a Agenda Regional de Trabalho Decente de Carajás, região que engloba 39 municípios do sul e sudeste do Pará.

Para o diretor do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Martin Hahn, a iniciativa ajudará a orientar o desenvolvimento e a coordenação de políticas e atividades para promover o trabalho decente em Carajás.

“A implementação desta agenda é importantíssima para construir o trabalho decente na região”, declarou.

Bici-táxis no bairro antigo de Deli, Índia. Foto: OIT/Vijay Kutty

Quase dois terços da força de trabalho global estão na economia informal, diz estudo da ONU

Mais de 61% da população empregada no mundo — 2 bilhões de pessoas — está na economia informal, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado na segunda-feira (30), enfatizando que a transição para a economia formal é essencial para garantir proteção social e condições de trabalho decente.

“A alta incidência de informalidade em todas as suas formas têm múltiplas consequências adversas para trabalhadores, empresas e sociedades, e é um importante desafio para a conquista do trabalho decente para todos”, disse Rafael Diez de Medina, diretor do Departamento de Estatísticas da OIT.

Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Empresas brasileiras e OIT debatem medidas para combater trabalho forçado e infantil

Cerca de 40 representantes do setor privado reuniram-se em São Paulo, no Consulado Britânico, com o objetivo de debater o que empresas podem fazer para combater o trabalho forçado e infantil. Realizado pela Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas, a missão diplomática do Reino Unido e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), evento discutiu políticas de prevenção e estratégias de reparação para as vítimas de abusos.

Lisiane Kaastrup é especialista de soluções da Microsoft e membro do Conselho Consultivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: Acervo Pessoal

Profissionais negras demandam mais políticas afirmativas no mercado corporativo brasileiro

As empresas brasileiras e multinacionais com atuação no Brasil começaram a discutir o tema da diversidade de forma mais intensa nos últimos anos, mas falta adotarem políticas e métricas efetivas para aumentar a participação de profissionais negros, ainda extremamente baixa, especialmente nos cargos de liderança. A situação das mulheres negras é ainda mais preocupante.

A avaliação é de quatro profissionais negras e um negro ouvidos pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), segundo os quais o racismo permanece no mercado corporativo brasileiro, onde menos de 5% dos executivos são afrodescendentes, segundo dados do Instituto Ethos. Quando se fala de mulher negra, o percentual é de apenas 0,4%.

Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens na maior parte dos países. Foto: Agência Brasil

OIT: participação das mulheres no mercado de trabalho ainda é menor que dos homens

As mulheres são menos propensas a participar do mercado de trabalho do que os homens e têm mais chances de estarem desempregadas na maior parte dos países do mundo, afirma novo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), lançado na véspera do Dia Internacional da Mulher (8 de março).

De acordo com o relatório, a taxa global de participação das mulheres na força de trabalho ficou em 48,5% em 2018, 26,5 pontos percentuais abaixo da taxa dos homens.

Além disso, a taxa de desemprego global das mulheres em 2018 ficou em 6%, aproximadamente 0,8 ponto percentual maior do que a taxa dos homens.

O seminário, promovido pela FGV EPGE e o Grupo Mundial, tem por objetivo discutir aspectos econômicos, históricos e jurídicos da desigualdade de gênero no Brasil. Foto: PNUD

Executivos e autoridades participam de evento no Chile sobre igualdade de gênero nas empresas

A igualdade entre mulheres e homens na força de trabalho é algo positivo para as empresas e para o desenvolvimento de forma geral, e poderia adicionar cerca de 28 bilhões de dólares para a economia mundial até 2025, segundo informe do Instituto Global McKinsey.

Para fomentar ações concretas de empresas públicas e privadas voltadas à igualdade de gênero, mais de 400 executivos, líderes governamentais e especialistas se reunirão em Santiago, no Chile, para o IV Fórum Global de Empresas pela Igualdade de Gênero, em 27 e 28 de fevereiro. A iniciativa é do governo chileno e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU Mulheres.

Relatório do Banco Mundial avaliou a inclusão das mulheres na economia de 189 países. Foto: PNUD

Chile e PNUD realizam fórum global sobre igualdade de gênero no mercado de trabalho

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre a população economicamente ativa, 53% das mulheres, em comparação com 40,4% dos homens, completaram dez ou mais anos de educação formal. No entanto, o desemprego feminino (9,1%) é 45% superior à desocupação entre os homens (6,3%).

Para debater as desigualdades de gênero no mercado de trabalho, o Chile e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) promovem nos dias 27 e 28 de fevereiro, em Santiago, o IV Fórum Global “Empresas pela Igualdade de Gênero: O Futuro do Trabalho na Agenda 2030”.

Realizado pela ONG Repórter Brasil em parceria com a SEDUC e com apoio da OIT e do MPT, o projeto tem como objetivo promover a discussão sobre o tema do trabalho escravo na rede estadual de ensino do Maranhão. Foto: OIT

Escolas do Maranhão desenvolvem atividades de prevenção ao trabalho escravo

Realizado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) do Maranhão e com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), o projeto “Escravo, nem pensar!” é focado na prevenção ao trabalho escravo e já está em sua segunda edição.

Por meio da iniciativa, escolas da rede estadual desenvolverão este ano atividades de prevenção ao trabalho escravo com alunos e pessoas da comunidade. O Maranhão é o principal estado de origem de trabalhadores resgatados do trabalho escravo no Brasil.

As remessas, dinheiro que os trabalhadores migrantes enviam para suas famílias em seus países de origem, são cruciais para apoiar milhões de pessoas nos países desenvolvidos. Foto: FIDA (arquivo)

No Dia Mundial da Justiça Social, agência da ONU pede proteção a trabalhadores migrantes

Muitos trabalhadores migrantes acabam presos em empregos inseguros, insalubres e de baixa remuneração, disse o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na segunda-feira (19), pedindo a adoção de diretrizes para uma governança nacional, regional e global dos migrantes.

“A maior parte da migração hoje está ligada, direta ou indiretamente, à busca por oportunidades de trabalho decente”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em mensagem para o Dia Mundial da Justiça Social, anualmente observado em 20 de fevereiro.

Tendo como tema neste ano “Trabalhadores em deslocamento: a busca por justiça social”, a data foca nos 150 milhões de trabalhadores migrantes do mundo, muitos dos quais enfrentam exploração, discriminação, violência e falta de proteções básicas.

Segundo a OIT, as dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente educação e outros direitos, aumentam a situação de vulnerabilidade social dos trabalhadores. Foto: EBC

OIT pede apoio socioeconômico a resgatados de trabalho escravo no Brasil

Dados extraídos do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil mostram que quase 2% dos trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão no país nos últimos 15 anos foram vítimas desse crime ao menos duas vezes.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o retorno ao ciclo de escravidão é maior entre aqueles com baixo grau de instrução — a taxa entre analfabetos é duas vezes maior.

Tal cenário aponta a necessidade de fortalecimento de medidas de apoio socioeconômico aos resgatados, de acordo com a agência das Nações Unidas.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil. Foto: EBC

Brasil ratifica Convenção 189 da OIT sobre trabalho doméstico

O governo brasileiro depositou na quarta-feira (31) no escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) o instrumento formal de ratificação da Convenção número 189 sobre trabalhadoras e trabalhadores domésticos.

Para a OIT, a ratificação da Convenção nº 189 representa um passo importante que apoia uma série de medidas tomadas pelo governo brasileiro no sentido de fornecer proteções fundamentais aos trabalhadores domésticos.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil — mais do que em qualquer outro país do mundo. A maior parte é mulher, indígena e afrodescendente.

Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

ONU e Brasil lançam cartilha sobre direitos das pessoas com deficiência no mundo do trabalho

Em parceria com o governo brasileiro, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Rede Brasil do Pacto Global lançaram a tradução em português de uma cartilha sobre os direitos das pessoas com deficiência. Voltada para empresas, publicação tem por objetivo instruir gestores do setor privado sobre como respeitar e apoiar esse público de trabalhadores, clientes e fornecedores.

Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou de uma formação profissional de assistente de cozinha em São Paulo. Foto: Reprodução

Projeto de empregabilidade forma primeiro grupo de pessoas trans em São Paulo

Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou em São Paulo de uma formação profissional de assistente de cozinha, que teve como objetivo promover a inserção de pessoas em situação de exclusão no mercado de trabalho formal.

O curso foi promovido por Ministério Público do Trabalho (MPT), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros.

Ronda (direita) não tem casa e lava suas roupas na unidade de proteção de civis da ONU em Wau, Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Ohanesian (arquivo)

OIT: mais da metade da população global não está coberta por nenhum tipo de proteção social

Relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que mais da metade da população mundial, ou quase 4 bilhões de pessoas, não está coberta por nenhum tipo de proteção social.

Em entrevista à ONU News, o diretor do escritório da agência em Nova Iorque, Vinícius Pinheiro, explicou os principais pontos do relatório. “De fato, na Agenda 2030, há uma meta de proteção social para todos, que é a meta 1.3. O que o relatório mostra é que nós estamos muito longe de alcançar essa meta”, declarou.

Desemprego entre jovens no Brasil tem maior taxa em 27 anos, diz OIT. Foto: EBC

OIT: desemprego entre jovens brasileiros deve atingir 30% em 2017, maior taxa desde 1991

A região da América Latina e Caribe deve registrar o maior aumento das taxas de desemprego entre jovens no mundo, segundo relatório divulgado na segunda-feira (20) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As perspectivas regionais são negativamente afetadas pelo fraco desempenho econômico do Brasil, onde a taxa de desemprego entre jovens deve atingir 30%, o maior índice desde 1991, segundo o documento “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017”.

Na Somalilândia, o desemprego entre jovens é um dos maiores no mundo, entre 60% e 70%. Foto: IRIN / Adrian Leversby

Jovens representam mais de 35% dos desempregados do mundo, alerta OIT

A juventude representa mais de 35% da população desempregada em todo o mundo, segundo relatório lançado nesta segunda-feira (20) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Apesar de o número estimado de 70,9 milhões de jovens desempregados este ano representar uma melhora frente ao auge da crise em 2009, a OIT estima que esse volume deve aumentar em mais 200 mil em 2018, atingindo um total de 71,1 milhões.

Aluno de Marabá apresenta o resultado de atividades realizadas em sala de aula com a metodologia ECOAR. Foto: Magno Barros

OIT capacita educadores do Pará no combate ao trabalho infantil

Após dois meses de atividade em sala de aula, alunos das redes de escolas municipais de Marabá e Xinguara — localizados na região de Carajás, no sudeste do Pará — apresentaram os resultados alcançados com a metodologia Educação, Comunicação e Arte na Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (ECOAR), uma estrutura multidisciplinar que estimula o debate, a criatividade nas práticas escolares para a conscientização e o enfrentamento do trabalho infantil.

Desenvolvido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o ECOAR é um material didático composto por 18 módulos. Ele permite que educadores trabalhem temas relacionados aos direitos humanos das crianças em suas atividades educativas, estimulando o protagonismo de meninas e meninos, propondo o debate e disseminando práticas que promovam a prevenção e a eliminação do trabalho infantil.

Menino de 15 anos trabalha soldando quadro em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF/Al-Zikri

Conferência internacional sobre trabalho infantil tem início na terça-feira (14) em Buenos Aires

Dos dias 14 a 16 de novembro, a IV Conferência sobre a Erradicação Sustentável do Trabalho Infantil, realizada com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), reunirá em Buenos Aires representantes de 193 países, incluindo de governos, associações de empregadores e trabalhadores. Objetivo do encontro é fortalecer o combate a essa violação de direitos, que tem de ser eliminada até 2025, tal como previsto pelos objetivos globais da ONU.