Trabalhar no escritório pode se tornar algo do passado no mundo pós-COVID-19. Foto: ONU/Marvin Bolotsky

Como a COVID-19 pode mudar o futuro do trabalho?

Milhões de pessoas em todo o mundo estão trabalhando remotamente devido à pandemia de COVID-19, e agora especialistas estão questionando se este pode ser o futuro do trabalho, pelo menos para aquelas pessoas cujo emprego não exige presença física em um local específico.

O UN News conversou com Susan Hayter, consultora técnica sênior sobre o futuro do trabalho na Organização Internacional do Trabalho (OIT), com sede em Genebra, sobre como a COVID-19 pode mudar nossa vida profissional. Leia a entrevista completa.

Análise revela o efeito devastador e desproporcional da pandemia sobre os jovens. Foto: Unsplash/Aalok Atreya

OIT: um em cada seis jovens do mundo está sem trabalho devido à COVID-19

Mais de um em cada seis jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia da COVID-19 no mundo, enquanto os que mantiveram o emprego tiveram uma redução de 23% nas horas de trabalho, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A pandemia causa um triplo choque na população jovem. Não só destrói o seu emprego, mas também a sua educação e seu treinamento, e coloca grandes obstáculos no caminho de quem procura entrar no mercado de trabalho ou mudar de emprego.

OIT publica orientações para um retorno seguro e saudável ao trabalho durante a pandemia da COVID-19

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda que as políticas de retorno ao trabalho sejam orientadas por uma abordagem com foco nas pessoas, que coloque os direitos e as Normais Internacionais do Trabalho no centro das estratégias econômicas, sociais e ambientais.

Em documento publicado recentemente, a OIT propõe que, antes do retorno ao trabalho, cada local seja avaliado e que medidas preventivas sejam implementadas. Será necessária uma combinação de medidas de controle técnico e organizacional para evitar o contágio das pessoas que retornarem ao ambiente de trabalho. As medidas a serem aplicadas podem consistir na instalação de barreiras físicas, melhoria da ventilação ou adoção de horários flexíveis de trabalho, além de práticas de limpeza e higiene e uso de equipamento de proteção individual.

A crise provocada pelo novo coronavírus afeta drasticamente os grupos mais vulneráveis. Veja 5 motivos pelos quais jovens estão mais suscetíveis aos efeitos sociais e econômicos desta pandemia. Segundo especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “ignorar os problemas específicos dos jovens trabalhadores é arriscar e desperdiçar talento, educação e treinamento, o que significa que o legado da COVID-19 pode durar décadas”.

VÍDEO: 5 razões pelas quais a pandemia afeta mais as/os jovens no mercado de trabalho

A crise provocada pelo novo coronavírus afeta drasticamente os grupos mais vulneráveis. Veja 5 motivos pelos quais jovens estão mais suscetíveis aos efeitos sociais e econômicos desta pandemia.

Segundo especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “ignorar os problemas específicos dos jovens trabalhadores é arriscar e desperdiçar talento, educação e treinamento, o que significa que o legado da COVID-19 pode durar décadas”.

A juventude não é invencível, alerta chefe da Organização Mundial da Saúde. Foto: ONU

CEPAL e OIT enfatizam importância de priorizar políticas de saúde e segurança no trabalho

Além de fornecer estimativas sobre a dinâmica do mercado de trabalho nos últimos meses, o relatório conjunto de Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e Organização Internacional do Trabalho (OIT) explora algumas das políticas implementadas pelos países para proteger o setor produtivo, o emprego formal, preservar a renda dos trabalhadores e das trabalhadoras na economia formal e informal, em meio à pandemia.

Aula virtual do Cozinha & Voz. Foto: OIT

Da sala de aula para sala de casa: projeto da OIT utiliza treinamento inédito em meio à pandemia

Projeto Cozinha & Voz faz parte de uma ampla iniciativa de promoção do trabalho decente para pessoas em situação de vulnerabilidade, desenvolvida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT),  e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da cozinheira Paola Carosella e da Casa Poema.

Conheça como a iniciativa funciona e está beneficiando pessoas trans de diversas regiões do Brasil.

Relatório de CEPAL e OIT abordará desafios que a pandemia apresenta para o trabalho nos países latino-americanos e caribenhos. Foto: Roberto Vinicius/Flickr/CC

CEPAL e OIT analisam desafios do trabalho na América Latina e no Caribe em meio à pandemia

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentam na quinta-feira (21) uma nova edição de seu relatório conjunto em espanhol “Conjuntura Laboral na América Latina e o Caribe: o trabalho em tempos de pandemia – desafios frente à doença do coronavírus (COVID-19)”, que desta vez abordará os desafios representados pela pandemia para o trabalho nos países da região. 

A apresentação será feita em espanhol durante uma entrevista coletiva virtual simultânea às 13h30, horário do Chile (14h30 horário de Brasília), liderada por Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, e por Vinícius Pinheiro, diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe.

Projeto oferece cursos de capacitação para incluir no mercado de trabalho seguro pessoas em situação de vulnerabilidade. Foto: Jason Lowe/Cozinha&Voz.

OIT reforça missão de promover justiça social e trabalho decente para todas as pessoas

No Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, 17 de maio, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reforça sua missão de promover a justiça social e o trabalho decente para todas, todes e todos.

Uma importante iniciativa para a promoção da empregabilidade de pessoas em situação de exclusão socioeconômica, incluindo as pessoas transexuais, é o projeto Cozinha&Voz, que capacita profissionais como assistente de cozinha.

Lançado em 2018, o Cozinha&Voz faz parte de uma ampla ação de promoção do trabalho decente para pessoas em situação de vulnerabilidade, desenvolvida por OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da cozinheira Paola Carosella e da Casa Poema.

Foto: ONU Mulheres/Ploy Phutpheng

OIT: pandemia expõe lacunas na cobertura de proteção social dos países em desenvolvimento

A crise da COVID-19 expôs lacunas devastadoras na cobertura da proteção social nos países em desenvolvimento e a única maneira de sustentar a recuperação e prevenir crises futuras é os países transformarem suas medidas especiais de resposta à pandemia em sistemas abrangentes de proteção social.

Dois estudos divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertam que os atuais déficits de proteção social podem comprometer os planos de recuperação, expor milhões de pessoas à pobreza e afetar a capacidade de reação global para enfrentar crises semelhantes no futuro.

Diversas empresas têm desenvolvido ações específicas para atrair pessoas trans para suas vagas, buscando, ao mesmo tempo,  sensibilizar seus funcionários para a importância desse acolhimento. Foto: Reprodução

ONU defende proteção e promoção de empregos para pessoas LGBTI+ em meio à pandemia

A marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia de COVID-19.

Como parte das celebrações do Dia Internacional contra a LGBTIfobia (17), a ONU Brasil reforça seu compromisso com a proteção dos direitos humanos das pessoas LGBTI+ e com a promoção do acesso dessas populações ao mercado de trabalho, através de empregos dignos e do respeito à diversidade.

OIT informa que 90% das trabalhadoras e dos trabalhadores informais estão sendo severamente afetados pelos efeitos adversos da pandemia sobre o emprego. Foto: OIT

Perda maciça de renda afeta 90% dos trabalhadores informais na América Latina e no Caribe

As estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o impacto da pandemia de COVID-19 revelam que na América Latina e no Caribe há uma perda maciça de renda do trabalho entre as pessoas com emprego informal, o que poderá causar um aumento acentuado nas taxas de pobreza relativa, afetando quase metade da força de trabalho.

“Após essa crise, será necessário reconstruir o mercado de trabalho e é importante que isso inclua medidas para enfrentar o problema do emprego informal em toda a sua complexidade”, afirmou o diretor da OIT para a América Latina e o Caribe, Vinícius Pinheiro. “A construção de um novo normal no mundo do trabalho deve ser apoiada por políticas de universalização da proteção social e de formalização do emprego”.

Globalmente, cerca de 1,6 bilhão dos 2 bilhões de trabalhadores da economia informal são afetados por medidas de confinamento e de contenção. Foto: OIT

Contágio ou fome, o dilema dos trabalhadores informais durante a pandemia de COVID-19

Os países com as maiores economias informais onde foram aplicadas medidas de confinamento são os que mais sofrem com as consequências econômicas da pandemia, informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O percentual de trabalhadores da economia informal severamente afetados pelo confinamento é de 89% na América Latina e nos Estados Árabes, 83% na África, 73% na Ásia e no Pacífico, e de 64% na Europa e Ásia Central.

Peruanos têm a temperatura medida em Lima. Foto: Município de Lima

OIT: metade dos trabalhadores latino-americanos tem meios de subsistência ameaçados

Uma forte queda nas horas de trabalho, equivalente a 31 milhões de empregos, e o risco de perda de renda afetam mais de 140 milhões de pessoas na América Latina e Caribe, que teve um 1º de Maio atípico, sob medidas de confinamento para conter a pandemia da COVID-19.

Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê que 10,5% das horas trabalhadas serão perdidas na América Latina e no Caribe no segundo trimestre na comparação com o quarto trimestre do ano passado. Isso equivale a algo entre 25 milhões e 31 milhões de empregos em período integral.

Jovens operárias produzem camisas em Accra, Gana. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Quase metade da força de trabalho global está sob risco de perder renda devido à COVID-19, diz OIT

Cerca de 1,6 bilhão de pessoas empregadas na economia informal – ou quase metade da força de trabalho global – podem ter seus meios de subsistência destruídos devido ao declínio contínuo das horas trabalhadas causado por bloqueios para conter a disseminação da COVID-19, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT) na quarta-feira (28).

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse que, à medida que a pandemia e a crise do emprego evoluem, a necessidade de proteger os trabalhadores mais vulneráveis ​​do mundo se torna ainda mais urgente.

Foto: OIT

OIT lembra importância de promover trabalho decente para domésticas em tempos de COVID-19

Observou-se na segunda-feira (27) o Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, data que marca a luta da categoria por seus direitos trabalhistas e ganha ainda mais relevância em meio à pandemia da COVID-19.

Por enfrentarem a difícil escolha entre trabalhar ou perder sua fonte de renda, assim como muitas pessoas na economia informal, as trabalhadoras domésticas estão entre as mais expostas ao risco de infecção, seja por dependerem de transporte público, por estarem expostas ao contato direito com outras pessoas, entre outros fatores.

Leia o relato da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Huachao Sang, médico da província de Jiangsu, examina os documentos dos pacientes em um hospital-abrigo em Wuhan, na China. Foto: Sang Huachao

OIT: é necessário garantir proteção de trabalhadores agora e depois do confinamento

À medida que aumenta a pressão sobre os países para aliviar gradualmente ações relativas ao confinamento, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) instou os governos a tomar medidas para prevenir e controlar a COVID-19 no local de trabalho, por meio da colaboração e do diálogo eficazes com organizações de empregadores e de trabalhadores.​

Todos os empregadores precisam adotar medidas de avaliação de risco com antecedência e garantir que o local de trabalho atenda a critérios rigorosos de segurança e saúde, a fim de minimizar o risco de exposição de trabalhadoras e trabalhadores à COVID-19, destaca a OIT.

Sem esses controles, os países enfrentam o risco real de ressurgimento do vírus. A aplicação das medidas necessárias contribuirá para atenuar o risco de uma segunda onda de contágio no local de trabalho.

Palestra virtual da assessora de apoio comunitário do UNAIDS sobre "COVID-19 e saúde". Foto: UNAIDS

Cozinha&Voz recebe oficial do UNAIDS para debate sobre HIV e resposta à COVID-19

As pessoas mais afetadas pela COVID-19, assim como as pessoas mais afetadas pelo HIV, são exatamente aquelas que estão em situação de vulnerabilidade social.

O alerta foi feito por Ariadne Ribeiro, assessora de apoio comunitário do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e uma mulher trans. Ela foi a convidada para uma palestra virtual sobre “COVID-19 e saúde”, para a turma do Cozinha&Voz, na quarta-feira (22).

O projeto desenvolvido por Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério Público do Trabalho (MPT) capacita profissionais como assistente de cozinha e promove a empregabilidade de pessoas em situação de exclusão socioeconômica.

Guy Ryder, Diretor-geral da OIT - Foto: OIT

Ação global para superar crise é crucial para evitar desastre no emprego, diz OIT a ministros do G20

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, saudou o compromisso dos ministros do Trabalho e do Emprego dos países do G20 de manter uma “cooperação global completa” para salvaguardar o emprego e a renda das pessoas, mas alertou que as atuais medidas de apoio não são suficientes.

“À medida que a crise se propaga para países de baixa e média rendas, precisaremos fazer muito mais para proteger os trabalhadores e apoiar as empresas, porque esses países estão menos preparados para uma crise prolongada. Caso contrário, a combinação de grandes economias informais e baixa cobertura de proteção social significará um desastre para as pessoas e as economias”, afirmou Ryder.

O objetivo é mobilizar fundos suficientes para permitir que os fabricantes garantam a continuidade de suas atividades. Foto: OIT/Jean‐Pierre Pellissier

OIT elogia ação conjunta para enfrentar ameaças da COVID-19 à indústria global do vestuário

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) saudou o chamado à ação feito por organizações de empregadores e trabalhadores da indústria do vestuário global, de grandes marcas e de grandes distribuidores para trabalhar com governos e instituições financeiras a fim de lidar com as sérias consequências econômicas causadas pela pandemia de COVID-19.

A iniciativa reúne os principais atores do setor em meio aos impactos sociais e econômicos sem precedentes que resultaram no fechamento de fábricas e de lojas, em desemprego e na perda generalizada de renda.

Cozinha&Voz capacita profissionais como assistente de cozinha e promove a empregabilidade de pessoas em situação de exclusão socioeconômica. Foto: OIT

Projeto de trabalho decente para pessoas em vulnerabilidade faz sessões online

Projeto Cozinha&Voz capacita profissionais como assistente de cozinha e promove a empregabilidade de pessoas em situação de exclusão socioeconômica.

Ação faz parte de iniciativa de promoção do trabalho decente para pessoas em situação de vulnerabilidade, desenvolvida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da cozinheira Paola Carosella e da Casa Poema.

Resposta ao coronavírus deve ser baseada na solidariedade humana, diz OIT a Banco Mundial e FMI

O chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, instou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial a concentrarem sua resposta à pandemia de COVID-19 na “ajuda imediata aos trabalhadores e às empresas, a fim de proteger suas atividades e seus meios de subsistência, especialmente nos setores mais afetados e nos países em desenvolvimento”.

Ele afirmou que é preciso dar atenção prioritária ao impacto sobre as pequenas empresas, os trabalhadores desprotegidos e os trabalhadores na economia informal.

ARTIGO: Trabalhadores jovens serão duramente atingidos pelas consequências econômicas da COVID-19

Em artigo, especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Kee Kim e Susana Puerto, analisam o impacto socioeconômico da pandemia causada pelo coronavírus nos jovens trabalhadores e apresentam cinco razões que explicam o porquê deste grupo ser particularmente exposto.

“Ignorar os problemas específicos dos jovens trabalhadores é arriscar e desperdiçar talento, educação e treinamento, o que significa que o legado do surto da COVID-19 pode durar décadas”. Os especialistas ainda fazem uma recomendação: quando os líderes mundiais elaboram pacotes de apoio e de estímulo, precisam incluir medidas especiais para ajudar os jovens e garantir que sejam incluídaos nos planos de apoio – sejam eles assalariados ou empreendedores.

Rede Brasil do Pacto Global e Edelman apresentam resultados de levantamento feito com 86 empresas de 2 a 9 de abril. Foto: ACNUDH

Quais políticas serão mais eficazes para mitigar efeitos da COVID-19 no mundo do trabalho?

Em tempos de crise, as normas internacionais do trabalho fornecem uma base sólida para as principais respostas políticas voltadas para o papel crucial do trabalho decente na obtenção de uma recuperação sustentável e equitativa.

As respostas políticas à COVID-19 devem se concentrar em dois objetivos imediatos: medidas de proteção à saúde e apoio econômico com relação à oferta e à demanda. Leia relato da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Matheus Martinez, 27, is unable to work from home during the coronavirus outbreak. Foto: UNIC Rio/Joana Berwanger

Brazilian delivery worker faces daily fear of coronavirus infection

When the clock strikes ten in the morning, Matheus Martinez, 27, is already riding his bicycle, carrying a big square backpack and cycling through the streets of Porto Alegre, in the south of Brazil.

Since 2018, the musician has been making food deliveries through apps andtoday, this is his main source of income.

Matheus is one of the “gig economy” workers who are unable to work from home and find themselves facing every day the fear of contracting the novel coronavirus.

Mesmo temendo contrair o coronavírus, Matheus Martinez, de 27 anos, trabalha nas ruas com entregas, sua única fonte de renda. Foto: UNIC Rio/Joana Berwanger

Entregador enfrenta diariamente medo da infecção pelo novo coronavírus

Quando o relógio marca 10 horas da manhã, Matheus Martinez, de 27 anos, já está montado em sua bicicleta, carregando sua grande mochila quadrada e pedalando pelas ruas de Porto Alegre (RS).

Desde 2018, o músico passou a fazer entregas por meio de aplicativos de entregas e, hoje, tem a atividade como principal fonte de renda.

Matheus faz parte do grupo de trabalhadores autônomos que não têm a possibilidade de trabalhar de casa e se vê enfrentando o medo da infecção pelo novo coronavírus todos os dias.

Cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à COVID-19

As pessoas com deficiência representam cerca de um bilhão ou 15% da população mundial. Aproximadamente 80% delas estão em idade para trabalhar. As pessoas com deficiência, especialmente as mulheres, enfrentam enormes barreiras, que dificultam a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho.

Adotar medidas de apoio para promover a igualdade, assegurar uma comunicação acessível e inclusiva, proporcionar proteção social adequada, assegurar o direito do trabalho, e mudar a narrativa são medidas recomendadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para incluir as pessoas com deficiência na resposta ao coronavírus.

"Estamos enfrentando uma destruição maciça de empregos e isso representa um desafio de magnitude sem precedentes para os mercados de trabalho da América Latina e do Caribe", disse o diretor regional da OIT, Vinícius Pinheiro. Foto: Engin_Akyurt/pixabay

COVID-19 destrói o equivalente a 14 milhões de empregos na América Latina e Caribe, diz OIT

O efeito catastrófico da COVID-19 sobre as horas de trabalho e a renda no mundo se repete na América Latina e no Caribe, onde a pandemia provoca a perda de 5,7% das horas de trabalho no segundo trimestre deste ano, o equivalente a 14 milhões de trabalhadores em tempo integral.

Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na América Latina e no Caribe, a taxa de informalidade é de 53%, o que afeta mais de 140 milhões de homens e mulheres no trabalho.

Economista sênior da OIT alerta para vulnerabilidade de trabalhadores informais e freelancers em meio à pandemia da COVID-19. Foto: pixabay/rottonara

OIT: COVID-19 causa perdas devastadoras de empregos e horas de trabalho no mundo

Globalmente, prevê-se que a crise da COVID-19 faça desaparecer 6,7% das horas de trabalho no segundo trimestre de 2020, o que equivale a 195 milhões de trabalhadores em tempo integral no mundo.

“Os trabalhadores e as empresas enfrentam uma catástrofe, tanto nas economias desenvolvidas quanto nas em desenvolvimento”, disse o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder. “Temos que agir rápido, decisivamente e juntos. Medidas corretas e urgentes podem fazer a diferença entre a sobrevivência e o colapso.”

Presidente italiano, Sergio Mattarella, fala durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra. Foto: OIT/Marcel Crozet

OIT adia Conferência Internacional do Trabalho até 2021 devido à COVID-19

Como consequência da disseminação da COVID-19, o Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) adiou a próxima reunião anual da Conferência Internacional do Trabalho, prevista para os dias 25 de maio a 5 de junho, em Genebra.

Apesar do adiamento da Conferência, a OIT e seus escritórios em todo mundo continuam trabalhando e seguirão a trabalhar em estreita colaboração com seus constituintes, parceiros de desenvolvimento e o sistema multilateral.

A Organização está direcionando esforços significativos para abordar respostas políticas e técnicas à pandemia, a curto e longo prazo.

OIT pede políticas rápidas e coordenadas para reduzir impactos da COVID-19 sobre os trabalhadores

As perspectivas para a economia e para a quantidade e a qualidade do emprego estão se deteriorando rapidamente frente ao avanço da pandemia do novo coronavírus, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Embora as previsões atualizadas variem consideravelmente, e em sua maioria subestimem a situação, todas apontam para um impacto negativo e significativo na economia mundial, pelo menos no primeiro semestre de 2020.

A organização pede respostas políticas rápidas e coordenadas em nível nacional e global, com forte liderança multilateral, para limitar os efeitos diretos de saúde da COVID-19 sobre as(os) trabalhadoras(es) e suas famílias.

61,2% das pessoas empregadas do mundo estão em empregos informais. Foto: Omotayo Tajudeen/Pexels

COVID-19 destaca as desigualdades com crueldade e ameaça aprofundá-las, diz OIT

A pandemia da COVID-19 está exacerbando as desigualdades já existentes, desde o risco de ser infectado pelo vírus, até a chance de manter-se vivo ou lidar com as dramáticas consequências econômicas. As respostas políticas devem garantir que o apoio chegue às trabalhadoras, aos trabalhadores e às empresas que mais precisam.

Em todo o mundo, 61,2% das pessoas empregadas estão em trabalhos informais e, portanto, mais propensas a enfrentar maior exposição a riscos de saúde e de segurança. As micro e pequenas empresas informais, que constituem 80% das empresas em todo o mundo, geralmente estão fora do alcance das políticas públicas. Leia a análise completa do economista da OIT, Patrick Belser.

Guy Ryder, Diretor-geral da OIT - Foto: OIT

ARTIGO: COVID-19 pôs em evidência a fragilidade de nossas economias

A pandemia de coronavírus não é apenas uma crise de saúde, é também uma crise social e econômica, afirma o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder. E para que a resposta seja eficaz, ela deve levar em consideração todos esses fatores, sendo realizada de maneira coordenada e abrangente. Em particular, deve responder às necessidades das pessoas mais vulneráveis.

Confira na íntegra do artigo de opinião abaixo.

ONU lança plano para ‘derrotar o vírus e construir um mundo melhor’

Para combater as devastadoras dimensões socioeconômicas da crise da COVID-19, o chefe da ONU se concentrou nos mais vulneráveis, elaborando políticas que, entre outras coisas, apoiam o fornecimento de seguro de saúde e desemprego e proteções sociais, além de fortalecer as empresas para evitar falências e perdas de empregos.

O alívio de dívidas soberanas também deve ser uma prioridade, disse António Guterres, observando que a ONU está “totalmente mobilizada” e está estabelecendo um novo Fundo Fiduciário para a Resposta e Recuperação frente à COVID-19, formado por múltiplos parceiros, para responder à emergência e promover a recuperação após o choque socioeconômico.

“Quando superarmos esta crise, o que acontecerá, teremos uma escolha”, disse. “Podemos voltar ao mundo como era antes ou lidar de maneira decisiva com os problemas que nos tornam desnecessariamente vulneráveis ​​a crises.”

Se você é um(a) trabalhador(a) autônomo(a), quem paga pelo seu seguro social? Hoje há mais pessoas trabalhando temporariamente, em meio período ou em 'plataformas digitais', mas muitas delas não estão protegidas por qualquer seguro-desemprego.

VÍDEO: OIT pede apoio a trabalhadores autônomos em meio à pandemia

Se você é um(a) trabalhador(a) autônomo(a), quem paga pelo seu seguro social?

Hoje há mais pessoas trabalhando temporariamente, em meio período ou em ‘plataformas digitais’, mas muitas delas não estão protegidas por qualquer seguro-desemprego.

A COVID-19 demonstrou a importância da proteção social para as(os) trabalhadoras(es).

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) orienta a todos os países que garantam um nível básico de seguridade social, independentemente da situação de emprego.

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à COVID-19. Foto: UNESCO

Coronavírus: UNESCO reúne organizações, sociedade civil e setor privado em coalizão pela aprendizagem

Em um momento no qual 87% da população mundial de estudantes é afetada pelo fechamento de escolas devido à COVID-19, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) está lançando uma coalizão global de educação para apoiar os países a ampliar suas melhores práticas de aprendizagem a distância e atingir crianças e jovens em maior risco.

Mais de 1,5 bilhão de estudantes em 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à COVID-19.

Etienne pediu um melhor acesso a medidas efetivas de saúde pública, o fortalecimento da capacidade do sistema de saúde para melhor atender as populações vulneráveis e uma forte proteção social e econômica. Foto: Banco Mundial/Alex Baluyut

ARTIGO: América Latina e o emprego nos tempos de pandemia

Em artigo, o diretor regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e o Caribe, Vinícius Pinheiro, afirma que as previsões para o emprego na América Latina já não eram boas e, após a chegada da pandemia da COVID-19, elas são piores.

“Enfrentamos uma emergência que está infectando o mundo do trabalho e agora é uma prioridade agir de maneira eficaz para reduzir as consequências nos mercados de trabalho da região.” Leia o artigo completo.