O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante 108ª Sessão da Conferência Internacional do |Trabalho, em 21 de junho de 2019. Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Chefe da ONU elogia convenção histórica contra assédio sexual no ambiente de trabalho

Um histórico acordo internacional que proíbe violência e assédio no ambiente de trabalho foi elogiado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, após ser adotado na sexta-feira (21) na Conferência do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.

Em discurso aos participantes do evento na cidade suíça, Guterres cumprimentou Estados-membros por “construírem um legado de conquistas, guiado por essa antiga visão de justiça social através de diálogos sociais e de cooperação internacional”.

Ao assinarem a convenção, Estados-membros têm responsabilidade de promover um “ambiente geral de tolerância zero” à violência e assédio sexual, além de proteger trainees, estagiários, voluntários, pessoas que buscam empregos e funcionários, “independentemente de suas situações contratuais”.

Em 1919, das cinzas da guerra, nasceu uma visão do mundo onde trabalhadores, empregadores e governos poderiam – juntos – construir um mundo de paz universal, baseado na justiça social. Deste sonho surgiu a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que há 100 anos promove a justiça social e promove o trabalho decente.

OIT completa 100 anos promovendo justiça social e trabalho decente no mundo

Este ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) completa 100 anos realizando um mandato dedicado à promoção da justiça social e do trabalho decente no mundo todo.

Em um cenário em que mais de 190 milhões de pessoas estão desempregadas e mais de 300 milhões trabalham, mas continuam na extrema pobreza, o mandato da OIT torna-se ainda mais importante globalmente.

Para responder a esses desafios, a organização criou a Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho, cujo relatório foi publicado em janeiro. As recomendações feitas neste relatório são um dos insumos para a discussão sobre este tema na Conferência Internacional do Trabalho, a ser concluída em Genebra na próxima sexta-feira (21).

Maria Cláudia Falcão, coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Especialista da OIT diz que Brasil precisa garantir políticas de educação para eliminar trabalho infantil

O Brasil precisa garantir políticas de educação, emprego decente e proteção social para eliminar o trabalho infantil, segundo a coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Maria Cláudia Falcão. No país, 2,4 milhões de crianças e adolescentes são vítimas de exploração laboral.

Em evento no Rio de Janeiro (RJ) para lembrar o 12 de junho, Dia Mundial e Nacional contra o Trabalho Infantil, a especialista da OIT ressaltou na quarta-feira que o Estado brasileiro assumiu o compromisso de erradicar essa violação de direitos até 2025. A meta faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS).

Presidente da França, Emmanuel Macron. Foto: ONU/Mark Garten

Em conferência da OIT, Macron pede salário mínimo igual para toda UE

Mudanças fundamentais no mundo do trabalho, incluindo um mesmo salário mínimo para toda a União Europeia, são necessárias para responder à crescente lacuna entre ricos e pobres, afirmou na terça-feira (11) o presidente da França, Emmanuel Macron.

Em discurso de 45 minutos na conferência de centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, Macron insistiu que o acúmulo de riqueza nas mãos de poucos com a globalização criou uma “lei da selva”, que abriu as portas para o nacionalismo perigoso, a xenofobia e a desilusão com a democracia.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas ainda há desafios. Foto: EBC

Em dia mundial, OIT lembra sua contribuição para o combate ao trabalho infantil no mundo

No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, lembrado nesta quarta-feira (12), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) enfatiza o progresso alcançado ao longo dos 100 anos de existência da entidade e seu apoio aos países-membros no combate a essa violação de direitos humanos.

Já em sua fundação, em 1919, a proteção das crianças fez parte da Constituição da OIT (Preâmbulo). Uma das primeiras convenções adotadas abordou a Idade Mínima de Admissão nos Trabalhos Industriais (No. 5, 1919), sendo ratificada pelo Brasil em 1934.

Contudo, o problema ainda existe no país. O Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhando. Eles trabalham na agricultura, na pecuária, no comércio, nos domicílios, nas ruas, na construção civil, entre outras situações.

OIT lembra Dia Mundial contra o Trabalho Infantil em evento na quarta-feira (12) no Rio

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) participa na quarta-feira (12) de evento no Rio de Janeiro (RJ) para lembrar o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, instituído pela organização em 2002.

A programação nacional para a data será lançada no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, a partir das 9h. O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), em parceria com fóruns estaduais e suas entidades-membros, coordena campanhas e mobilizações.

A abertura do evento será feita pela coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da OIT Brasil, Maria Cláudia Falcão, e pela secretária-executiva do FNPETI, Isa Maria de Oliveira.

Presidente italiano, Sergio Mattarella, fala durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra. Foto: OIT/Marcel Crozet

OIT: pobreza em qualquer lugar é perigo para prosperidade em todos os lugares

A Conferência Internacional do Trabalho do Centenário começou nesta segunda-feira (10) na sede da ONU em Genebra, com o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, convocando centenas de delegados de todo o mundo a “construir um futuro do trabalho com justiça social para todos”.

O diretor-geral da OIT disse que, com a possível adoção de uma declaração histórica voltada para o futuro, é hora de “dizer ao mundo que temos confiança, propósito comum, vontade e meios” para continuar a fazer da justiça social uma prioridade absoluta.

“Faremos isso juntos porque a pobreza em qualquer lugar é um perigo para a prosperidade em todos os lugares”, acrescentou o chefe da OIT. “E faremos isso porque o fracasso de qualquer nação em adotar condições humanas de trabalho obstrui outras nações que desejam fazê-lo”.

Embora sejam mais da metade da população brasileira, pessoas negras ainda têm dificuldades em acessar o mercado de trabalho no Brasil, o que piora significativamente no caso de mulheres negras. Foto: UNFPA

Evento discute desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro

A desigualdade racial e de gênero persiste no mercado de trabalho brasileiro e é preciso agir para combater práticas que perpetuam a discriminação, informando e promovendo espaços empresariais mais inclusivos.

Esta foi uma das conclusões do debate realizado na quinta-feira (6) em Brasília (DF) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (UNESCO), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ONU Mulheres e a coordenação do Sistema ONU no país.

Segundo pesquisa do Instituto Ethos, pessoas negras ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% de cargos executivos em empresas brasileiras.

Grupo de Trabalho de Direitos Humanos promove treinamento de due dilligence para empresas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

UNESCO promove debate em Brasília (DF) sobre racismo no mercado de trabalho brasileiro

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, em parceria com ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a coordenação do Sistema ONU no Brasil, realiza na quinta-feira (6) debate em Brasília (DF) sobre as dificuldades enfrentadas por negros e, especialmente, mulheres negras, no mercado de trabalho.

A desigualdade racial é uma realidade no mercado de trabalho brasileiro, embora pretos e pardos constituam mais da metade da população no país. O ambiente empresarial ainda tem grandes dificuldades para avançar no combate ao racismo, e o quadro se agrava ainda mais quando consideramos a situação das mulheres negras.

Winnie Kakunta é chefe de desenvolvimento no Departamento de Relações Comunitárias da mineradora Barrick Lumwana, da Zâmbia. A companhia possui uma parceria com o Programa ‘Empregos Verdes na Zâmbia’, liderado pela OIT, para construir moradias com materiais verdes para seus funcionários. Foto: OIT/Crozet M. (2015)

Mulheres em posições de chefia nas empresas podem gerar resultados até 20% melhores

Os resultados de empresas são melhores, às vezes em até 20%, quando empregam mais mulheres em posições de chefia, afirmaram especialistas trabalhistas das Nações Unidas. Eles alertaram que a maior parte das empresas expressa a ideia de igualdade de gênero apenas em reuniões, sem concretizá-las.

Em um relatório cobrindo 13 mil empresas em 70 países, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou que, globalmente, em torno de seis a cada dez organizações privadas concordaram que a diversidade de gênero melhorou os negócios. Os entrevistados citaram ganhos em criatividade, inovação e reputação.

O 6º Encontro de Trabalhadores(as) Resgatados(as) do Trabalho Escravo foi organizado pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH/CB). Foto: OIT

OIT apoia encontro de resgatados(as) do trabalho escravo no Maranhão

Cerca de 60 resgatados(as) de situação análoga à escravidão participaram este mês (10 e 11) no município de Pindaré Mirim (MA) do 6º Encontro de Trabalhadores(as) Resgatados(as) do Trabalho Escravo. Organizada pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH/CB), a iniciativa teve apoio de Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP).

O Maranhão é o estado de origem do maior número de brasileiros vítimas de escravidão contemporânea. Segundo dados da fiscalização, 22% dos trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão no país são maranhenses. De 2003 a 2018, foram resgatados 8.119 trabalhadores nascidos no Maranhão em todo território nacional. Entre os municípios maranhenses com maior número de trabalhadores egressos estão Codó (357 pessoas), Açailândia (326), Pastos Bons (267), Imperatriz (230) e Santa Luzia (191).

Trabalhador de serviço de entrega de comida. Foto: Flickr/wan mohd (CC)

CEPAL: plataformas digitais e informalidade ameaçam condições de trabalho na América Latina

A expansão do trabalho por conta própria, o surgimento de novas formas de trabalho intermediadas por plataformas digitais e, em vários países, uma maior informalidade do emprego assalariado, são indicadores de novos retrocessos no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 8 da Agenda 2030. Esse ODS busca promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.

Essa é a conclusão da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em nova edição de sua publicação conjunta “Conjuntura Laboral na América Latina e no Caribe” (N⁰ 20, maio de 2019), publicada nesta quarta-feira (15).

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Trabalhador resgatado relata abusos em carvoarias e fazendas no Brasil

No Brasil, o Maranhão é o estado de origem do maior número de brasileiros vítimas de escravidão contemporânea. Para conscientizar autoridades e a população sobre o problema, o projeto ‘Escravo, nem pensar!’ implementado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), divulga um vídeo com o relato de um sobrevivente do trabalho escravo.

Foto: OIT/João Roberto Ripper/Sérgio Carvalho.

OIT alerta para formas contemporâneas de escravidão no Brasil e no mundo

Na ocasião do dia 13 de maio, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta para a necessidade de se combater as formas contemporâneas de escravidão, que também atingem crianças, no Brasil e no mundo. A escravidão moderna ainda é um fenômeno real e amplo, afetando mais de 40 milhões de pessoas globalmente, das quais 25% são crianças.

A OIT lidera uma campanha em curso, juntamente a outros parceiros, para convencer 50 países a ratificarem o Protocolo de Trabalho Forçado, chamada 50 for freedom, na qual pessoas do mundo todo são encorajadas a adicionar seus nomes para ajudar a alcançar a meta até o final deste ano de 2019.

Maria da Penha, símbolo da lei de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar, salientou: “as empresas, como parte da sociedade, têm responsabilidade nesse processo pelo fim da violência contra a mulher”. Foto: ONU Mulheres

Fórum em SP discute responsabilidade das empresas no combate à violência doméstica

O papel das empresas no combate à violência doméstica e suas responsabilidades pela promoção da igualdade de gênero foi tema do 1º Fórum Instituto Vasselo Goldoni, realizado em São Paulo, no fim de abril (25).

A iniciativa teve o apoio da ONU Mulheres por meio do programa “Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Significa Bons Negócios”, desenvolvido em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a União Europeia.

“As empresas precisam ajudar a conscientizar e abrir canais para que suas funcionárias possam falar sobre o tema, para que tenham mais um canal ao qual recorrer”, disse Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil, e que também participou do fórum.

OIT, MPT e Papel Social discutem trabalho decente na produção de cacau

O escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a organização Papel Social participaram, nos dias 24 e 25 de abril, de eventos promovidos pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

O objetivo foi discutir o relatório “Cadeia produtiva do cacau: avanços e desafios rumo à promoção do trabalho decente: análise situacional”, elaborado por OIT, MPT e Papel Social. O documento foi desenvolvido no contexto do Projeto “Promoção e Implementação dos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho”, implementado pela OIT por meio de uma parceria com o MPT.

Foto: PEXELS

OIT debate inclusão de jovens em postos de trabalho do futuro

Segundo relatório, dois terços dos empregos em países em desenvolvimento são suscetíveis à automação — o que pode agravar o desemprego entre os jovens, uma parcela da população com taxas de desocupação já acima das médias nacionais.

Os desafios de inclusão da juventude foram tema de painel promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Buenos Aires, na Argentina. Agência defendeu a cooperação entre países do Sul global em prol da inserção laboral dos jovens.

Imagem: ONG Repórter Brasil

Pureza: uma maranhense na linha de frente contra o trabalho escravo no Brasil

No mês em que o Brasil comemora a abolição da escravatura, em 13 de maio, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a ONG Repórter Brasil, lembra o ativismo da maranhense Pureza Lopes Loiola, que passou três anos à procura do filho Abel, desaparecido em 1993 após ser aliciado por agentes do trabalho escravo.

Pureza percorreu o interior do Maranhão e do Pará, numa peregrinação por garimpos, carvoarias, madeireiras e plantações. À época, o Estado brasileiro ainda não reconhecia a existência de formas análogas à escravidão. Assista ao vídeo aqui.

O trabalho infantil atinge cerca de 3,3 milhões de crianças entre 5 e 17 anos em todo o Brasil, segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foto: EBC

OIT premia iniciativa regional para combater trabalho infantil na América Latina

A Iniciativa Regional América Latina e o Caribe Livres de Trabalho Infantil recebeu o “Prêmio Inovação” da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em reconhecimento à sua contribuição na promoção do trabalho decente.

As brasileiras Fernanda Barreto Ribeiro e Maria Cláudia Mello da Silva Falcão, coordenadoras de programas da OIT e integrantes da Secretaria Técnica da Iniciativa, receberão em maio o prêmio na sede da Organização, em Genebra.

Trabalhadoras sírias processam folha de tabaco no Líbano. Foto: OIT/Arquivo

Estresse, doenças e longas jornadas contribuem para 2,8 milhões de mortes por ano, indica OIT

Estresse, longas jornadas de trabalho e doenças contribuem para mortes de quase 2,8 milhões de trabalhadores todos os anos. Além disso, 374 milhões de pessoas ficam doentes ou feridas por conta de seus empregos, afirmou na quinta-feira (18) a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“O mundo do trabalho mudou, estamos trabalhando de forma diferente, estamos trabalhando mais horas, estamos usando mais tecnologias”, disse Manal Azzi, especialista da OIT em segurança ocupacional. “O relatório mostra que 36% dos trabalhadores estão em jornadas excessivamente longas de trabalho, de mais de 48 horas por semana”.

A capacitação foi realizada por meio de uma parceria entre OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT). Foto: OIT

OIT e MPT treinam membros da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo no Maranhão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizou no início de abril (3 e 4) em São Luís (MA) oficina de treinamento para capacitar 28 membros da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE/MA) no uso de um sistema que monitora o atendimento a trabalhadores resgatados e populações vulneráveis.

A capacitação foi realizada por meio de uma parceria entre OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT), e contou com a participação da procuradora regional do trabalho Virgínia de Azevedo Neves. Participaram representantes de organizações governamentais, da sociedade civil, do próprio MPT e da OIT.

Sede da OIT iluminada para celebrar os cem anos da Organização. Foto: OIT/M. Crozet

ONU celebra 100 anos da Organização Internacional do Trabalho

Em pronunciamento para marcar o centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o chefe da ONU, António Guterres, afirmou na quarta-feira (10) que o organismo chega aos 100 anos como uma “voz confiável” para “garantir justiça social em cada canto do nosso mundo”.

Secretário-geral ressaltou a relevância da primeira agência especializada das Nações Unidas diante das atuais transformações tecnológicas e digitais das atividades produtivas.

Daniela Mercury. Foto: UNICEF

Para celebrar centenário, OIT promove eventos e apresentações no mundo todo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) promoverá na quinta-feira (11) uma maratona de 24 horas de apresentações e performances em diferentes países para comemorar seu aniversário de 100 anos.

No Brasil, a celebração ficará a cargo da cantora Daniela Mercury, que fará uma apresentação às 15h no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), em parceria com a poeta Elisa Lucinda. O evento será transmitido ao vivo pela Internet.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Ferramenta da ONU aponta falhas no destino de investimentos para combate à escravidão

Uma nova ferramenta interativa de dados das Nações Unidas mostrou um desencontro entre locais onde a escravidão contemporânea ocorre e onde governos estão gastando recursos para responder a esse crime.

A ferramenta, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Políticas da Universidade das Nações Unidas, pode ajudar os debates sobre o tema. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas vivem em situação de escravidão contemporânea.

Empresas pequenas e de médio porte como "start-ups" apostam em inovação das tecnologias e podem encontrar soluções práticas e avançar desenvolvimento em países emergentes. Foto: Pexels

CEPAL alerta para informalidade trabalhista associada a novas tecnologias

Estratégias para enfrentar a informalidade no mercado de trabalho latino-americano e caribenho devem ser repensadas para lidar com formas inéditas de precariedade laboral, geradas pela adoção de novas tecnologias produtivas.

O alerta é da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e Caribe (CEPAL), que reuniu especialistas da ONU e de organismos financeiros nesta semana (3), no Chile, para um seminário sobre desafios trabalhistas regionais.

Mercados, empresas, empreendimentos, associações, cooperativas e entidades produtivas são determinantes para a inclusão do enfoque de gênero no desenvolvimento sustentável. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres chama empresas a impulsionar igualdade de gênero e empoderamento econômico

Empresas, lideranças empresariais e empreendedoras são agentes decisivas para a igualdade de gênero, trabalho decente e desenvolvimento sustentável.

Essa é a constatação da ONU Mulheres Brasil com base nos Princípios de Empoderamento das Mulheres (Women’s Empowerment Principles – WEPs, na sigla em Inglês), que conta 198 adesões de empresas privadas e públicas no Brasil. O país é o terceiro no ranking internacional de 2.183 signatárias.

Globalmente, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho gera uma perda média de 15% nas economias dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No Brasil, a maior participação da mulher no mercado de trabalho e também uma maior projeção profissional aumentaria o PIB em 3,3% – seriam 382 bilhões de reais a mais na economia, conforme o Banco Mundial.

OIT alertou que desigualdades de gênero afetam a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Foto: Agência Brasil

Mulheres ainda têm dificuldades para encontrar emprego e subir na carreira

As oportunidades de emprego para mulheres melhoraram pouco desde o início dos anos 1990, disseram especialistas trabalhistas da ONU na quinta-feira (7), alertando que as trabalhadoras ainda são penalizadas por ter filhos e cuidar deles.

“Uma série de fatores está bloqueando a igualdade no emprego, e o que desempenha o maior papel é o cuidado”, disse Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Nos últimos 20 anos, a quantidade de tempo que as mulheres gastaram com cuidados não remunerados e trabalho doméstico quase não diminuiu”, disse ela, enquanto a participação dos homens aumentou “em apenas oito minutos por dia”. Nesse ritmo de mudança, serão necessários mais de 200 anos para alcançar a igualdade no tempo gasto em trabalho de cuidado não remunerado.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou workshop em Brasília (DF) para reunir informações relevantes sobre escravidão moderna e elaborar documento de recomendações. Foto: OIM

OIM realiza workshop para discutir combate à escravidão moderna no Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na quinta-feira (14), em Brasília (DF), workshop para reunir informações relevantes sobre escravidão moderna e elaborar recomendações para fortalecer políticas públicas relacionadas ao tema. Na semana anterior (7), um workshop semelhante foi realizado em São Paulo (SP).

A escravidão moderna é um problema invisível que afeta a vida e a liberdade de milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com Fundação Walk Free, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e OIM, cerca de 40,3 milhões de homens, mulheres, meninos e meninas foram vítimas da escravidão moderna no mundo em 2016, dos quais 1,9 milhão estão nas Américas.

Crianças e adultos recolhem resíduos em Nadezhda, na Bulgária. A falta de oportunidades de trabalho é um dos temas centrais de novo relatório da OIT. Foto: UNICEF

OIT: desemprego cai no mundo, mas condições de trabalho não melhoram

O desemprego está em queda globalmente, mas as condições de trabalho não melhoraram, disse as Nações Unidas nesta quarta-feira (13), alertando que alguns negócios impulsionados por novas tecnologias “ameaçam minar” conquistas sociais das últimas décadas.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 3,3 bilhões de pessoas empregadas no mundo em 2018 não tinham níveis adequados de segurança econômica, bem-estar material ou oportunidades para avançar.

Relatório de OIT e UNICEF indicou a necessidade de ação urgente para garantir a proteção social de todas as crianças no mundo. Na foto, Mustafa, de 6 anos, que trabalha com o pai em uma área industrial de Bagdá, no Iraque. Foto: UNICEF/Wathiq Khuzaie

Dois terços das crianças do mundo não têm acesso a serviços de proteção social

Seis em cada dez crianças do mundo não têm acesso à proteção social, o que as deixa particularmente vulneráveis à pobreza crônica, disse a ONU na quarta-feira (6), alertando que alguns governos estão cortando programas de transferência de renda em meio a políticas de austeridade fiscal.

Benefícios dados pelo Estado a partir de recursos públicos, na forma de transferência de renda, “tem papel essencial em quebrar o ciclo vicioso de pobreza e vulnerabilidade”, disse o relatório. Em média, os 139 países cobertos pelo documento gastam apenas 1,1% do PIB com crianças de até 14 anos.

Estudantes numa escola primária em Bingerville, um distrito de Abidjan, capital da Costa do Marfim. No país, menos de 70% das crianças frequentam o ensino primário. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) distribui kits de material escolar para as crianças e apoia o Ministério da Educação na construção de escolas e treinamento de professores. Foto: UNICEF/Dejongh

Centro de pesquisas vinculado à ONU apresenta estudos sobre combate à pobreza infantil

Formuladores de políticas públicas, pesquisadores e representantes de governos participam da Conferência Internacional sobre Subsídios Universais para Crianças, que ocorre de 6 a 8 de fevereiro, em Genebra, na Suíça, para compartilhar experiências e discutir o papel dos subsídios universais no combate à pobreza infantil, à desigualdade e na promoção da proteção social para crianças.

Uma equipe de pesquisadores do Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG), resultado de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o governo brasileiro, participará de três sessões na conferência, onde apresentará estudos recentes sobre políticas de proteção social sensíveis às necessidades das crianças. Algumas das sessões serão transmitidas ao vivo pela Internet.

Lixo eletrônico - Imagem: Pixabay (CCO)

Mundo produzirá 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano até 2050, diz relatório

O nível de produção de lixo eletrônico global deverá alcançar 120 milhões de toneladas ao ano em 2050 se as tendências atuais permanecerem, de acordo com relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e da Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico, divulgado em Davos, Suíça, na quinta-feira (24).

No relatório, membros da PACE e da Coalizão da ONU sobre Lixo Eletrônico, incluindo a ONU Meio Ambiente, pedem uma inspeção do sistema atual de eletrônicos, enfatizando a necessidade de uma economia circular na qual recursos não sejam extraídos, usados e descartados, mas avaliados e reutilizados de maneira que minimize impactos ambientais e crie empregos decentes e sustentáveis.

Locais de trabalho mais saudáveis e seguros podem prevenir ao menos 1,2 milhão de mortes todos os anos, de acordo com estudo da OMS realizado em 2018. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Comissão da OIT pede que saúde seja mais valorizada no ambiente de trabalho

A Comissão Global da Organização Internacional de Saúde (OIT) sobre o Futuro do Trabalho pediu mudanças fundamentais nas formas de se trabalhar em meio a uma nova onda de globalização, rápido desenvolvimento tecnológico, transição demográfica e mudança climática, segundo relatório publicado na terça-feira (22).

Segundo a comissão, essas mudanças exigem que a saúde seja mais valorizada nos ambientes de trabalho. Todas e todos têm direito à saúde, que é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um estado de completo bem-estar físico e mental e não apenas a mera ausência de doenças. Os trabalhadores também têm o direito aos cuidados de saúde o mais próximo possível dos locais onde vivem e trabalham.

Trabalhadores em indústria eletrônica de Bekasi, na Indonésia. Foto: OIT/A. Mirza

OIT: países devem agir para que inovações criem oportunidades no mundo do trabalho

Inovações sem precedentes no mundo do trabalho oferecem “inúmeras oportunidades”, mas os países devem agir para que elas não criem mais desigualdades e incertezas, segundo um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta terça-feira (22).

Segundo o relatório, forjar esse novo caminho requer ação comprometida por parte de governos, bem como organizações de empregadores e trabalhadores.

O documento sugere que os países garantam direito universal à aprendizagem ao longo da vida; intensifiquem os investimentos em instituições, políticas e estratégias que irão apoiar as pessoas ao longo de transições de trabalho futuras; implementem uma agenda transformadora e mensurável para a igualdade de gênero; forneçam proteção social universal do nascimento até a velhice.

Foto: ONU Mulheres/ Márcio Veltri

Fórum reúne lideranças empresariais no Rio para discutir igualdade de gênero no setor privado

O II Fórum WEPs Rio de Janeiro reuniu cerca de 180 pessoas na capital fluminense no fim de novembro (30) para discutir os principais desafios na implementação dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, na sigla em inglês), além de boas práticas nas empresas para promover a igualdade de gênero e o empoderamento econômico das mulheres.

O evento foi promovido pela ONU Mulheres em parceria com a Petrobras Distribuidora, por meio do programa “Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios”, iniciativa de ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho e União Europeia (UE). O encontro teve o apoio da Rede Brasil do Pacto Global.

Criados em 2010 pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global da ONU, os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres têm se tornado referência para que as empresas implementem políticas para a promoção da igualdade de gênero no local de trabalho, no mercado e na comunidade.

Mulheres produtoras e compradoras de café e representantes das instituições que organizaram o evento. Foto: ONU Mulheres/ Gabriel Santos

Projeto de agências da ONU impulsiona empoderamento econômico de mulheres brasileiras

O programa “Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios” esteve presente nos eventos da Semana Internacional do Café, ocorrida no início de novembro em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, foram realizadas mais de 150 reuniões, que devem movimentar quase 6 milhões de dólares em negócios durante o ano.

A iniciativa é de ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e União Europeia (UE), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA).

Campo de algodão. Foto: Arquivo/Agência Brasil

OIT, Brasil e Peru promovem trabalho decente na cadeia de produção de algodão

Com o objetivo de promover o trabalho decente na produção de algodão no país, os governos de Brasil e Peru, entidades de cooperação internacional dos dois países e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) assinaram no início de dezembro (10) acordo para desenvolvimento do projeto “Promoção de trabalho decente na cadeia do algodão no Peru”.

O projeto inclui Ministério do Trabalho e Promoção do Emprego do Peru, Ministério do Trabalho do Brasil, Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI), Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Brasil (SENAI) e o escritório da OIT para os países andinos.