Da esquerda para a direita: João Carlos Jarochinski, da Rede Sul-Americana para as Migrações Ambientais (RESAMA) e Organização Internacional para as Migrações (OIM); Isabel Marquez, representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR); Rayne Ferretti, Oficial Nacional da ONU-Habitat; Ana Toni, do Instituto Clima e Sociedade, moderadora do debate. Foto: UNIC Rio/Julia De Cunto

Acordos climáticos ajudarão a conter crise migratória, dizem especialistas em evento da ONU

A crise migratória está atrelada ao comprometimento com os acordos climáticos e a criação de políticas de proteção para populações em maior situação de vulnerabilidade.

É o que defendem os especialistas que discutiram, nesta terça (05), os deslocamentos causados por questões climáticas durante o “Seminário Vidas Deslocadas – diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana”, no Museu do Amanhã. Confira matéria e vídeo sobre o debate.

Laura Thomspon, diretora da OIM - Foto: OIM

OIM e CEPAL realizam primeira consulta regional sobre migração

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas e o Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizaram, no fim de agosto, a primeira reunião regional preparatória do pacto mundial para uma migração segura, ordenada e regular.

O encontro, realizado durante dois dias em Santiago, no Chile, é o primeiro de cinco Consultas Regionais que fazem parte das discussões preparatórias para o desenvolvimento do Pacto Mundial, negociação intergovernamental que cobre todas as dimensões da migração internacional.

ONU e Museu do Amanhã promovem diálogo sobre efeitos de mudanças climáticas no deslocamento humano

O impacto das alterações climáticas nos movimentos migratórios globais e a capacidade de resposta das cidades são o tema do evento “Seminário Vidas Deslocadas — diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana”, que acontece na terça-feira (5) das 15h às 17h30 no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

O encontro terá a presença de representantes de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e ONU-Habitat. Também estarão presentes o coordenador-residente da ONU Brasil, Niky Fabiancic, a representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú, além de representantes do governo brasileiro e da sociedade civil.

Crianças refugiadas de 12 países participaram de ato pela paz na Síria, no Cristo Redentor, Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

No Chile, representante da ONU pede colaboração regional nos processos migratórios

A representante especial do secretário-geral da ONU para Migração Internacional, Louise Arbour, pediu colaboração regional e afirmou que a migração tem um imenso impacto positivo nos âmbitos social, econômico e cultural nos países de origem e destino e é uma experiência de empoderamento para milhares de migrantes e suas famílias.

Ela participou nesta quarta-feira (30) da abertura da 1ª Consulta Regional no processo para adoção do ‘Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular’, que ocorre até amanhã (31) em Santiago, no Chile.

Haitianos desembarcam no Brasil após terremoto de 2010. Foto: Senado/Luciano Pontes

ONU lança estudo sobre migração haitiana para Brasil, Chile e Argentina

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos (IPPDH) do Mercosul lançaram na semana passada (15) um diagnóstico sobre a migração haitiana para os países-membros e associados do bloco, analisando especialmente o caso das cidades de Brasil, Chile e Argentina.

O estudo concluiu que nos três países há evidências de um nível aceitável de garantia de acessos a direitos por parte dos migrantes haitianos, particularmente no acesso à educação e à saúde. Além disso, no Brasil, a regularização de pessoas migrantes contribuiu de forma importante para o acesso dessa população ao mercado de trabalho formal.

Residentes de Alepo, na Síria, aguardam na fila para receber alimentos distribuídos pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas. Foto: PMA/Hani Al Homsh

Mais de 600 mil sírios voltaram para casa este ano, diz agência da ONU

Mais de 600 mil sírios deslocados retornaram para suas casas nos primeiros sete meses de 2017, informou relatório publicado nesta sexta-feira (11) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Dados da OIM e de parceiros indicam que, do total de pessoas que retornaram, 84% estavam deslocadas dentro do próprio país, enquanto o restante retornou de Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque. Segundo a agência da ONU, ainda não é possível afirmar que se trata de uma tendência duradoura.

Daniel, migrante camaronês, é fotografado em Agadez, no Níger. Ele saiu de seu país com o irmão e seu tio, mas foi detido e torturado na Líbia. Foto: ACNUR/Louise Donovan

Refugiados e migrantes são vítimas de trabalho forçado e cárcere em rotas que levam à Líbia

Daniel conhece bem os perigos das estradas que levam para a Líbia. Desde que saiu do Camarões com destino à Europa, no início do ano, sua vida se transformou em uma jornada arriscada. Acompanhado do tio e do irmão gêmeo, esse camaronense de 26 anos conversou com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) sobre os caminhos que teve de percorrer e sobre os abusos por que passou para tentar atravessar o Mediterrâneo.

Jovens da Gâmbia em Pozzallo, na Sicília. Foto: UNICEF/Gilbertson

UNICEF: perigos na terra natal são principal causa de movimentos migratórios de crianças

Em relatório que avalia as variáveis por trás da migração infantil, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela que 75% dos jovens migrantes e refugiados vivendo na Europa decidiram deixar seus países de origem desacompanhados. Para a maioria, porém, a viagem não tinha como destino inicial o continente. Documento aponta que deslocamento é motivado mais por perigos nas comunidades de origem do que por desejo de ir para o território europeu.

Funcionária da OIM conversa com uma migrante em um centro de recepção. Foto: OIM

ONU faz apelo para melhorar proteção de refugiados e migrantes em travessias perigosas

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu 412 milhões de dólares para ajudar a melhorar a proteção de refugiados e migrantes que cruzam o Deserto do Saara e o Mar Mediterrâneo, bem como para apoiar países europeus que prestam assistência a solicitantes de asilo.

Nos seis primeiros meses deste ano, mais de 2.171 refugiados e migrantes morreram ou estão desaparecidos no Mediterrâneo, enquanto comunicado do UNICEF criticou medidas na Itália que podem piorar ainda mais a situação de resgate.

Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou que cerca de 80% das migrantes nigerianas que chegam à Europa pela costa da Itália são vítimas potenciais do tráfico sexual, destacando os níveis “chocantes” de abuso e violência enfrentados por meninas e mulheres da Nigéria.

O presidente da FNP e prefeito de Campinas, Jonas Donizzete, e o coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, firmaram acordo de parceria em Brasília. Foto: PNUD/Vivian Doherty

ONU Brasil e Frente Nacional dos Prefeitos reforçam parceria pelo desenvolvimento sustentável

O coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, e o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette, firmaram na terça-feira (4) um memorando de entendimento com o objetivo de criar um marco de cooperação, além de facilitar e fortalecer a colaboração para promoção e alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Filme "After Spring", de Steph Ching e Ellen Martinez (EUA), selecionado no concurso de 2016. Foto: Divulgação

Cineastas brasileiros podem concorrer a prêmio internacional de filmes sobre migração

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) recebe até 17 de setembro inscrições para um concurso internacional de cinema sobre migração. Podem concorrer cineastas profissionais e amadores de 92 países, entre eles o Brasil, que submetam filmes de ao menos 25 minutos sobre o tema “a promessa e os desafios da migração e a contribuição dos migrantes para suas novas comunidades”.

Serão aceitos filmes que desafiem as percepções negativas e os estereótipos sobre os migrantes e retratem ações positivas e receptivas das comunidades de acolhimento.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Em dia internacional, ONU defende igualdade de direitos e mais acesso a serviços para pessoas LGBTI

Por ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado nesta quarta-feira (17), dirigentes da ONU fizeram um apelo por mais respeito ao amor em toda a sua diversidade. Agências da ONU defenderam o fim da discriminação, ainda responsável por excluir pessoas LGBTI dos serviços de saúde, do mercado de trabalho e da proteção institucional para famílias e casais.

No Brasil, representantes das Nações Unidas alertaram para a violência motivada pela orientação sexual em evento na sede nacional do organismo, localizada em Brasília.

Cerca de 19 milhões de pessoas precisam de assistência no Iêmen, sendo que mais da metade depende da ajuda para sobreviver. Foto: Giles Clarke/OCHA

Ataque contra cidade e porto no Iêmen pode comprometer capacidade humanitária, alerta OIM

“Caso o ataque aconteça, a expectativa é que, no mínimo, cerca de 400 mil pessoas fujam da cidade [de Al Hudaydah], aumentando a situação já desesperadora de mais de 2 milhões de pessoas deslocadas e suas comunidades de acolhimento afetadas pelo conflito”, alertou o diretor de operações e emergências da Organização Internacional para as Migrações, Mohammed Abdiker. Cerca de 19 milhões de pessoas precisam de assistência no país, sendo que mais da metade depende da ajuda para sobreviver.

Haitianos em São Paulo. Foto: EBC

ONU e sociedade civil pedem sanção sem vetos da Lei de Migração

Mais de 100 entidades da sociedade civil e organizações internacionais como as Nações Unidas enviaram na semana passada (26) uma carta ao presidente brasileiro, Michel Temer, pedindo a sanção sem vetos da chamada Lei de Migração, já aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

A nova lei garante acesso igualitário e livre a trabalho, benefícios sociais e seguridade social a migrantes, eliminando discriminações e garantindo a eles os mesmos direitos assegurados aos brasileiros, como participar de protestos e se filiar a sindicatos.

Vítimas de tráfico humano. Foto: ONU/Martine Perret

ONU e UE lançam na quarta-feira (19) iniciativa para combater tráfico de pessoas e contrabando de migrantes

Na próxima quarta-feira (19), será lançada no Brasil a Ação Global para Prevenir e Combater o Tráfico de Pessoas e o Contrabando de Migrantes (GLO.ACT). Cerimônia acontece às 10h30, na Casa da ONU, em Brasília. Iniciativa é da União Europeia (UE) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Treze países da África, Ásia, Leste europeu e América Latina, incluindo o Brasil, participam do projeto.

Migrantes mantidos reféns em Sabha, na Líbia. Foto: OIM

Migrantes no norte da África são vendidos em mercados de escravos na Líbia, denuncia ONU

Migrantes que viajam até a Líbia para chegar à Europa correm risco de serem sequestrados, abusados, mortos e vendidos em mercados de escravos no país localizado ao norte da África. Informação é da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que recebeu e divulgou novas denúncias de sobreviventes. Agência da ONU descreveu o território líbio como ‘um arquipélago de tortura’. Refém liberto em Trípoli pesava 35 kg e tinha ferimentos pelo corpo.

Família sai de casa destruída minutos depois de ataque do ISIS com carro-bomba no bairro de Al Andalus, em Mossul, Iraque. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

Iraque: chefe de direitos humanos da ONU condena ataques contra centenas de civis em Mossul

O chefe de direitos humanos da ONU lamentou a morte de centenas de civis na região oeste de Mossul, no Iraque, provocada por ataques terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e por bombardeios aéreos das forças governamentais.

De acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI), entre os dias 17 de fevereiro e 22 de março, pelo menos 307 pessoas morreram e 273 ficaram feridas nesses ataques.

Abertas as inscrições do Festival de Vídeo Plural+ para jovens de até 25 anos

Jovens de todo o mundo de até 25 anos podem inscrever vídeos de até cinco minutos no Festival Plural+. Organizado pela Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Festival busca vídeos criativos sobre inclusão social, migrantes, respeito à identidade, à diversidade e aos direitos humanos.

As inscrições podem ser feitas em inglês, francês e espanhol; prazo é dia 4 de junho.

Migrante em centro de detenção na Líbia. Foto: UNICEF/Romenzi

UNICEF: 75% das crianças migrantes sofreram assédio ou agressão nas mãos de adultos no Mediterrâneo

Fundo das Nações Unidas para a Infância lançou relatório que destaca as rotas da África Subsaariana para a Líbia e as travessias do mar com destino à Europa como algumas das mais perigosas e mortíferas do mundo para crianças e mulheres.

Em Mossul, no Iraque, Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou para aumento da violência. Milhares de pessoas chegaram nessa semana na região a sudeste da cidade, fugindo dos conflitos.

Crianças sírias que buscam refúgio na Turquia correm o risco de se tornarem apátridas. Foto: Muse Mohammed/OIM

A cada 10 minutos, uma criança nasce sem nacionalidade

Relatório do Instituto de Apatridia e Inclusão, organização não governamental com sede na Holanda, revela que há mais de 6 milhões de crianças apátridas em todas as regiões e na maioria dos países atualmente. No total, 10 milhões de pessoas são consideradas apátridas.

Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou para a gravidade do problema e ressaltou a importância de prevenir a apatridia entre crianças migrantes.

Centenas de refugiados e migrantes a bordo de um barco de pesca momentos antes de serem resgatados pela Marinha italiana, como parte de sua operação Mare Nostrum, de junho de 2014. Foto: Marinha italiana/Massimo Sestini

Agências da ONU pedem que países europeus parem de realizar triagem de refugiados no norte da África

Em comunicado emitido um dia antes da reunião do Conselho Europeu em Malta, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram a líderes da Europa que abandonem algumas das estratégias vigentes para lidar com o fluxo migratório da África rumo ao continente.

Organismos internacionais criticaram a detenção automática de refugiados e migrantes em centros ‘inumanos’ na Líbia e consideraram ‘inadequada’ a condução de triagens de solicitantes de asilo fora do território europeu.

Crianças e adultos sírios deslocados fogem de área rural controlada pelo Estado Islâmico em Raqqa. Foto: UNICEF/Delil Soulaiman

ONU diz esperar que EUA mantenham tradição de proteger refugiados

Agências das Nações Unidas que lidam com questões globais de refugiados e migrantes expressaram a esperança de que os Estados Unidos continuem seu forte papel de liderança e longa tradição na proteção daqueles que fogem de conflitos e perseguições.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) disseram que refugiados devem receber tratamento igualitário para a proteção e assistência, assim como oportunidades de reassentamento, independentemente de sua religião, nacionalidade ou raça.

Grupo de mulheres internamente deslocadas no campo de deslocados de Tharawan, nos arredores de Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF / Moohialdin Fuad

Em meio a conflito, Iêmen recebe milhares de migrantes por mês

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que fornece assistência humanitária no país, até 12 mil migrantes chegam todos os meses às costas do país do Golfo de Áden com a esperança de chegar à Arábia Saudita.

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou que cerca de 105 mil pessoas chegaram ao Iêmen a partir do Chifre da África nos últimos dois meses, a maioria da Etiópia e da Somália.