Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foto: OIM

Juízes federais participam de curso da ONU sobre fluxo de venezuelanos ao Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) promoveu esta semana (de 5 a 7) em Brasília (DF) um curso para juízes federais com o objetivo de aprimorar as capacidades de resposta da Justiça ao aumento do fluxo de migrantes, refugiados e solicitantes de refúgio venezuelanos para o Brasil.

O treinamento faz parte do plano de resposta regional da OIM em coordenação com outras agências da ONU para oferecer apoio abrangente aos estados e partes interessadas que lidam com o fluxo venezuelano.

Muganzifuri, de 12 anos, é estudante da escola Paysannat L, no campo de refugiados de Mahama, em Kirehe, no leste de Ruanda. O campo de refugiados de Mahama acolhe cerca de 54 mil refugiados que fugiram do Burundi depois da explosão da violência em 2015. Foto: ONU

Encontro político em Marrakesh discute acordo global para migrações seguras

Políticos e autoridades de todo o mundo irão se reunir em Marrakesh, Marrocos, neste fim de semana, antes de uma grande conferência convocada pelas Nações Unidas para adotar formalmente um acordo global extenso e inclusivo com objetivo de tornar a migração mais segura e digna para todos.

O texto do acordo, conhecido formalmente como Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, foi aceito por Estados-membros sob os auspícios da Assembleia Geral da ONU em julho. O acordo foi elogiado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, como uma “conquista significativa”.

Workshops abordam como empresas podem melhorar suas políticas de inserção laboral para migrantes internacionais. Fotos: OIM

Agência da ONU promove workshops sobre inclusão de migrantes no setor privado

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) deu início a uma série de workshops para apoiar o setor privado na implementação de políticas para migrantes vulneráveis. O primeiro treinamento foi realizado na terça-feira (4), na Casa da ONU em São Paulo, com a parceria da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas. Até fevereiro de 2019, estão previstos cinco capacitações. A próxima acontece em Boa Vista, Roraima, estado que é a principal entrada do fluxo de venezuelanos no Brasil.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

ONU apoia retorno voluntário de migrantes centro-americanos em caravana para os EUA

Centenas de pessoas de países da América Central que se juntaram às caravanas humanas viajando em direção aos Estados Unidos foram apoiadas a voltar para casa voluntariamente, disse a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na semana passada (30).

“A OIM está coordenando meios seguros e dignos de transporte para elas”, afirmou a agência da ONU em comunicado. “Migrantes que desejam voltar para casa são aconselhados e vistoriados pela OIM para avaliar suas opções antes de tomarem uma decisão de voltar”.

“Um programa de retornos voluntários é uma parte indispensável de uma abordagem abrangente ao gerenciamento de migração, mirando retornos ordenados e humanos e reintegração de migrantes que estão incapazes ou indispostos a permanecer em países hospedeiros ou de trânsito e desejam voltar voluntariamente para seus países de origem”, disse Marcelo Pisani, diretor regional da OIM para América Central, América do Norte e Caribe.

A OPAS se comprometeu a elaborar um plano regional que forneça orientação e estabeleça ações para atender às necessidades de saúde dos migrantes. Foto: EBC

OPAS e ministros identificam ações para melhorar saúde de migrantes nas Américas

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) se comprometeu a elaborar um plano regional com orientações para atender às necessidades de saúde dos migrantes, tanto no âmbito nacional como por meio de acordos bilaterais em áreas de fronteira e zonas de transição. Esse plano será desenvolvido em consulta com os Estados-membros.

“Essas ondas migratórias continuarão sendo um desafio em médio e longo prazo. Este é o momento em que devemos nos unir em solidariedade como região para proteger a saúde e o bem-estar dos povos das Américas, sejam eles cidadãos ou migrantes, reconhecendo que as doenças não conhecem fronteiras e que ninguém deve ficar para trás”, afirmou a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne.

A jornalista Ângela Bastos, repórter especial do Diário Catarinense, foi uma das convidadas do workshop. Foto: UNFPA Brasil/Yare Perdomo

Em Roraima, ONU discute cobertura jornalística de situações de refúgio e migração

“O papel do jornalista local é o papel de qualquer jornalista no mundo, que é um olhar focado nas pessoas”, defendeu em Roraima a repórter Ângela Bastos, do Diário Catarinense, de Florianópolis (SC). A jornalista esteve em Boa Vista para o workshop “Jornalismo Além das Fronteiras”, promovido pela ONU para discutir o papel da imprensa em contextos de migração e refúgio. Encontro abordou xenofobia e desafios das mulheres e crianças deslocadas.

O afegão Jalil, de 15 anos, brinca do lado de fora de um abrigo em Atenas, na Grécia. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

ONU critica decisão de alguns países abandonarem novo pacto sobre migração

A representante especial das Nações Unidas para Migração Internacional, Diane Arbour, lamentou nesta quinta-feira (29) a decisão de diferentes chefes de Estado de abandonar o novo pacto global sobre migração. Entre os países dissidentes, estão Hungria, Polônia, República Tcheca, Eslováquia e Áustria. Para a alta funcionária da ONU, posicionamento afeta seriamente o espírito do multilateralismo.

Todos os migrantes devem ter seus direitos humanos respeitados. Para garantir que isso aconteça, a ONU defende uma maior cooperação na gestão dos processos migratórios por meio da implementação do Pacto Global para a Migração. O acordo, negociado pelos governos na ONU, abordará a migração internacional de modo amplo. Foto: ONU

Autoridades sul-americanas participam conferência sobre migrações na Bolívia

Representantes de governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela reuniram-se na semana passada (22 e 23) em Sucre, na Bolívia, para a 28ª Conferência Sul-Americana sobre Migrações (CSM).

A conferência, cuja secretaria técnica está a cargo da Organização Internacional para as Migrações (OIM), incluiu discussões sobre gênero e políticas migratórias, tráfico de pessoas, gestão de fluxos migratórios, ferramentas normativas regionais para regular a mobilidade dos migrantes, migração na infância, governança local da migração internacional e o Pacto Global para a Migração, entre outros temas.

Indígenas venezuelanos da etnia warao e eñepas em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: OIM

ONU e governo levam assistência para indígenas venezuelanos no Pará

Em Belém (PA), a Defensoria Pública da União (DPU) levou assistência jurídica e social para mais de 300 indígenas venezuelanos da etnia warao. Em outubro e novembro, o organismo implementou na capital paraense o seu programa itinerante de apoio, com o intuito de identificar violações dos direitos dessa população.

Iniciativa teve a participação da Ação Global contra o Tráfico de Pessoas e o Contrabando de Migrantes (GLO.ACT), um projeto do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC).

Refugiados e migrantes venezuelanos em Lima, no Peru. Foto: OIM

ONU elogia adoção de plano latino-americano para refugiados e migrantes da Venezuela

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) cumprimentaram os oito países latino-americanos que aderiram à Declaração e ao Plano de Trabalho para coordenar a resposta de proteção a refugiados e migrantes da Venezuela em seus territórios.

Representantes dos governos de Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai adotaram o Plano de Trabalho durante a 2ª Reunião Técnica Internacional sobre Mobilidade Humana dos Cidadãos Venezuelanos nas Américas, realizada entre 22 e 23 de novembro na capital equatoriana.

O coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic (direita) e o vice-governador eleito de Roraima, Frutuoso Lins. Foto: PNUD

Vice-governador eleito de Roraima reúne-se com representantes da ONU no Brasil

O vice-governador eleito de Roraima, Frutuoso Lins, visitou na quinta-feira (22) a Casa da ONU em Brasília (DF) para reunião com representantes do Sistema das Nações Unidas no Brasil.

Na ocasião, ele mencionou uma série de desafios enfrentados pelo estado, entre eles o alto fluxo de entrada de migrantes e solicitantes de refúgio da Venezuela e a pobreza extrema.

O coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, ofereceu ajuda das agências das Nações Unidas para enfrentar os desafios mencionados, e propôs nova reunião para março ou abril do ano que vem, a ser realizada em Roraima.

Da esquerda para a direita, Florence Bauer (UNICEF), José Egas (ACNUR), Stéphane Rostiaux (OIM) e Irina Bacci (UNFPA). Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Agências da ONU recebem prêmio por resposta humanitária à crise venezuelana

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), junto ao Exército Brasileiro, foram reconhecidos pelo Ministério dos Direitos Humanos brasileiro pelas ações conjuntas de atendimento a pessoas vindas da Venezuela. A premiação foi concedida nesta quarta-feira (21), em Brasília (DF).

Evento organizado pelo governo chileno em parceria com a OIM para receber migrantes e solicitantes de refúgio da Venezuela. Foto: OIM

ONU promove oficinas no Chile sobre oportunidades de emprego para venezuelanos

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o governo do Chile organizaram dois eventos neste mês em Santiago e na cidade nortenha de Antofagasta para informar refugiados e migrantes que chegam da Venezuela para o Chile sobre o processo de certificação trabalhista, o acesso a treinamentos oferecidos pelo governo e dar orientações relativas à educação financeira.

Estas iniciativas são parte do Plano Regional de Ação da OIM, lançado em abril deste ano para apoiar governos que recebem cidadãos da Venezuela nas Américas e no Caribe. O plano segue o fortalecimento da resposta regional perante o fluxo de venezuelanos, dando apoio aos esforços que governos iniciaram em toda a região.

Acampamento de refugiados rohingya em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: OIM/Olivia Headon

ONU constrói acomodações temporárias para refugiados rohingya em Bangladesh

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou na terça-feira (20) que aprimorou estruturas nos acampamentos de refugiados rohingya em Bangladesh para acomodações temporárias destinadas a situações de emergência.

Na primeira fase do projeto, apoiado pela União Europeia, 70 prédios comunitários estarão disponíveis para acomodar temporariamente mais de 4.500 pessoas.

Quase 1 milhão de rohingya vivem atualmente em Cox’s Bazar, após fugirem de violência e perseguições promovidas pelas forças de segurança em Mianmar.

A Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD), em parceira com o Grupo de Trabalho sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da UnB e o UNFPA, promoveram as discussões. Foto: UNFPA/Giselle Cintra

Debate em Brasília discute adoção de Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular

Com o objetivo de ampliar as discussões nacionais em torno da adoção do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, evento em Brasília (DF) reuniu na quarta-feira (14) especialistas para debater o primeiro compromisso internacional concebido para que os países e comunidades possam lidar melhor com a migração.

No início de dezembro (10 e 11), a Conferência de Marrakech vai reunir autoridades dos Estados-membros das Nações Unidas para a adoção do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular. O relato é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que participou do encontro.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU: número de refugiados e migrantes venezuelanos chega a 3 milhões

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciaram nesta quinta-feira (8) que o número de refugiados e migrantes oriundos da Venezuela já atingiu 3 milhões de pessoas no mundo todo.

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela — mais de 1 milhão. Em seguida vem Peru, com mais de 500 mil venezuelanos, Equador, com mais de 220 mil, Argentina, com 130 mil, Chile, com mais de 100 mil, e Brasil, com 85 mil.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

ONU fornece ajuda a migrantes centro-americanos em caravana rumo aos EUA

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo apoio e assistência a migrantes da América Central que estão atravessando o continente rumo aos Estados Unidos em diferentes caravanas, mas manifestou preocupação com “o estresse a as demandas” que essa movimentação está colocando nos países por onde passam.

Na estação migratória de Tapachula, no México, a OIM e a secretaria mexicana de Assuntos Externos estão fornecendo alimentos e kits básicos de higiene para mais de 1,5 mil migrantes que buscam abrigo no país.

Equipe do ACNUR orienta venezuelanos recém-chegados à cidade peruana de Tumbes sobre seus direitos e exames de saúde. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ONU reforça resposta nas fronteiras com aumento do fluxo de venezuelanos rumo ao Peru

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reforçou sua resposta em pontos cruciais da fronteira de Peru, Equador e Colômbia na semana passada, à medida que milhares de refugiados e migrantes da Venezuela partiram rumo ao Peru antes do prazo final para a obtenção de permissões de permanência temporária.

Na quarta-feira (31), o número de refugiados e migrantes venezuelanos que entraram no Peru vindos do Equador pela principal fronteira de Tumbes atingiu o recorde de mais de 6.700 pessoas em um único dia, número três vezes maior do que o registrado duas semanas antes. O Peru agora abriga cerca de meio milhão de venezuelanos.

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ESPECIAL: ONU Brasil apoia governo federal na recepção de refugiados e migrantes venezuelanos

A crise na Venezuela tem gerado um forte aumento no fluxo de entrada de venezuelanos no Brasil. Eles deixam o país por razões como insegurança e perda de renda devido à crise econômica. Desde 2015, mais de 85 mil venezuelanas e venezuelanos procuraram a Polícia Federal para solicitar refúgio ou residência.

As agências da ONU no Brasil têm apoiado os governos municipal, estadual e federal no recebimento dos venezuelanos tanto por meio do ordenamento de fronteira, abrigamento, atendimento de saúde e processo de interiorização.

Confira neste documentário especial produzido pela ONU Brasil.

Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

ONU mapeia oportunidades para contratação de migrantes por empresas no Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Rede Brasil do Pacto Global lançaram nesta sexta-feira (26) um relatório de diagnóstico mapeando os desafios e as oportunidades para a contratação de migrantes internacionais por empresas que operam no Brasil, com ênfase nas necessidades específicas de mulheres e migrantes vulneráveis.

O relatório aponta os principais obstáculos enfrentados pelos atores do setor privado para a integração dos migrantes no mercado de trabalho, focando especialmente na gestão de recursos humanos e no desenvolvimento de políticas de responsabilidade social pelas empresas.

Sobreviventes do desastre realizam busca nos destroços de sua casa na aldeia de Petobo, em Palu, na ilha indonésia de Sulawesi. Foto: ACNUR/Fauzan Ijazah

Devastação em ilha na Indonésia após desastre natural está ‘além da imaginação’; ONU apoia país

Continuam as operações de ajuda humanitária na Indonésia após um recente terremoto seguido de tsunami devastar a ilha de Sulawesi. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) confirmou que mais suprimentos estão chegando aos abrigos de emergência.

Estima-se que mais de 2 mil pessoas foram mortas, 80 mil ficaram desabrigadas e 70 mil casas foram destruídas. Além disso, cerca de 680 pessoas continuam desaparecidas. Brasil doou US$ 100 mil para vítimas.

Haviz, de apenas sete anos, anda em meio aos destroços de um prédio atingido pela catástrofe em Sulawesi. Foto: UNICEF/Wilander

Brasil doa US$ 100 mil para vítimas de terremoto e tsunami na Indonésia

O governo do Brasil anunciou neste mês (19) uma doação de 100 mil dólares para a resposta humanitária à crise na Indonésia, que foi palco de um terremoto e um tsunami em setembro último (28). Catástrofes atingiram a província de Sulawesi Central, deixando mais de 2,1 mil mortos e 4,6 mil indonésios com ferimentos graves. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 212 mil cidadãos foram deslocados pela tragédia.

Todos os migrantes devem ter seus direitos humanos respeitados. Para garantir que isso aconteça, a ONU defende uma maior cooperação na gestão dos processos migratórios por meio da implementação do Pacto Global para a Migração. O acordo, negociado pelos governos na ONU, abordará a migração internacional de modo amplo. Foto: ONU

Agência da ONU lança publicação sobre políticas públicas, migração e desenvolvimento

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou em outubro a publicação ‘Migração e a Agenda 2030: Um Guia para Profissionais’. O material explica como gestores e formuladores de políticas podem integrar o tema em planos de desenvolvimento locais e nacionais. A publicação também aborda os vínculos entre a questão das migrações e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS).

Adolescentes deportados do México para a Guatemala, seu país de origem, em maio deste ano. Foto: UNICEF/Bindra

ONU amplia apoio em meio à caravana de migrantes e refugiados rumo aos EUA

Com mais de 7 mil refugiados e migrantes centro-americanos em marcha pelo México em direção à fronteira sul dos Estados Unidos em busca de segurança e trabalho, todos os países envolvidos estão sendo instados pela ONU a colaborar com as principais agências locais que fornecem apoio.

Respondendo a perguntas de jornalistas na segunda-feira (22), o porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) vêm aumentando os recursos locais, enquanto a caravana formada principalmente por refugiados e migrantes hondurenhos segue para o norte, cruzando a fronteira entre Guatemala e México.

Em Trípoli, na Líbia, Mohamed e Mariam são fotografados com bebê, ao lado de fora de centro de detenção de onde foram retirados com destino ao Níger. Foto: ACNUR/Noor Elshin

Agência da ONU retira 135 migrantes do Níger detidos na Líbia

Em meio a crescentes confrontos violentos entre grupos armados rivais na capital da Líbia, Trípoli, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) transportou com sucesso por via aérea 135 migrantes e refugiados para segurança no Níger.

Muitos migrantes nigerinos a caminho da Europa são interceptados enquanto tentam cruzar o Mar Mediterrâneo, terminando em centros de detenção na Líbia e voltando para casa com relatos de terríveis abusos de direitos humanos que sofreram.

Refugiados e migrantes resgatados por navio da guarda costeira espanhola preparam-se para desembarcar no porto de Algeciras, no sul da Espanha. Foto: ACNUR/Markel Redondo

ONU pede mais esforços de líderes europeus para pôr fim às mortes no Mediterrâneo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram nesta sexta-feira (19) que as lideranças europeias tomem medidas urgentes para lidar com a taxa recorde de mortes no mar Mediterrâneo este ano.

Com mais de 1,7 mil vidas perdidas desde o início de 2018, a taxa de morte de pessoas que tentavam atravessar o Mediterrâneo aumentou bruscamente este ano. Somente em setembro, uma em cada oito pessoas que cruzaram o Mediterrâneo Central para chegar à Europa morreu ou desapareceu. Em grande parte, este aumento está ligado à redução da capacidade de busca e de resgate na costa europeia.

Refugiados e migrantes venezuelanos em Lima, no Peru. Foto: OIM

ONU lança campanha de combate à xenofobia contra venezuelanos no Peru

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançaram uma campanha denominada “Sua causa é a minha causa”, que tem como objetivo fortalecer a solidariedade, promover a integração e mitigar a xenofobia contra os venezuelanos no Peru.

Quase 500 mil venezuelanos chegaram ao Peru desde 2016 e, desses, mais de 150 mil pediram status de refugiado, enquanto 108 mil foram regularizados entre 2017 e 2018 por meio da Permissão Temporária de Permanência (PTP).

Chegada ao aeroporto de Maiduguri dos corpos de três agentes humanitários mortos em ataque em 1º de março em Rann, no nordeste da Nigéria. Foto: OCHA/Yasmina Guerda

Chefe da ONU diz estar ‘chocado’ com assassinato de agente humanitária na Nigéria

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente na terça-feira (16) o assassinato de uma agente humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no nordeste da Nigéria. Ele disse estar “chocado” pela morte, que aconteceu na segunda-feira (15).

A agente humanitária, Hauwa Mohammed Liman, uma parteira e enfermeira de 24 anos, trabalhava na cidade de Rann, próxima à fronteira com Camarões. Ela foi sequestrada em 1º de março, junto a outras duas enfermeiras, Saifura Hussaini Ahmed Khorsa e Alice Loksha, após um ataque de extremistas armados na cidade, no qual dezenas de pessoas foram mortas.

Refugiados participam de Feirão do Emprego em São Paulo. Foto: Governo de São Paulo (Arquivo)

Oficinas em SP capacitam profissionais envolvidos no acolhimento de refugiados e migrantes no Brasil

A Escola Superior do Ministério Púbico da União (ESMPU) recebe até 19 de outubro inscrições para oficinas em São Paulo com o objetivo de capacitar atores envolvidos em acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil.

As oficinas, que ocorrem de 25 a 27 de outubro, são gratuitas e abertas ao público externo.

A ação é promovida por rede da qual fazem parte Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Em 29 de setembro de 2018, na Indonésia, muitos carros ficaram empilhados após serem dragados para o mar devido ao impacto do tsunami em Palu, Sulawesi. Foto: UNICEF/Arimacs Wilander

Equipes da ONU chegam às áreas mais afetadas por terremoto seguido de tsunami na Indonésia

Quatro dias depois de um terremoto seguido de tsunami ocorrer na ilha indonésia de Sulawesi, agências da ONU e parceiros alertaram nesta terça-feira (2) que algumas comunidades ainda precisam ser alcançadas, e que o número de mortos pode aumentar, à medida que a escala da destruição se torna mais evidente.

“O governo da Indonésia confirmou que 1.234 pessoas morreram após o terremoto e o tsunami em Sulawesi”, disse Jens Laerke, do escritório de coordenação humanitária da ONU (OCHA), a jornalistas em Genebra.

Venezuelanos que vivem na Praça Simón Bolívar, em Boa Vista, fazem fila para receber alimentos fornecidos por membros da comunidade local. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

UNICEF e OIM apontam desafios enfrentados por crianças e adolescentes venezuelanos no Brasil

Estudo publicado nesta terça-feira (2) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostrou que crianças venezuelanas que chegam ao Brasil devido à crise econômica e social no país vizinho encontram dificuldades para frequentar a escola.

Do universo de crianças e adolescentes venezuelanos analisados, 63,5% não têm acesso à educação por razões que incluem falta de vagas, altas distâncias e custos. O estudo também relatou casos de crianças e adolescentes expostos a atos de violência.

Uma família de migrantes olha pela janela e tira fotos enquanto empreendem sua jornada para o reassentamento. Foto: OIM/Musa Mohammed

Migração: governos precisam ‘fazer o trabalho duro’ de transformar palavras em ação

Enquanto líderes mundiais se reuniam na quarta-feira (26) nas Nações Unidas para discutir o primeiro acordo global projetado para gerenciar melhor a migração internacional, uma voz importante sobre os direitos dos migrantes os incitou a “fazer o trabalho duro” de transformar palavras em ação.

Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, previsto para ser formalmente adotado em dezembro, em Marrakech, compreende 23 objetivos abrangendo todos os aspectos da migração – incluindo a melhoria da disponibilidade de vias legais, a promoção de padrões trabalhistas éticos, o combate ao tráfico e a facilitação de retornos dignos.

Foto: MDS/Rafael Zart

Mais 122 venezuelanos são transferidos nesta quinta-feira para SP e RS

A estratégia de interiorização alcança hoje um total de 2.328 venezuelanos migrados para outros estados da federação. Cento e vinte e duas pessoas foram transferidas nesta quinta-feira (27) em voos para o Rio Grande do Sul (40 venezuelanos para a cidade de Cachoeirinha e 52 para a cidade de Chapada) e para São Paulo (30 venezuelanos).

A interiorização busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros estados brasileiros. Todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil — inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foto: OIM

Agências da ONU continuam a apoiar o governo brasileiro na interiorização de venezuelanos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o apoio de outras agências das Nações Unidas, continuam a trabalhar com o governo brasileiro para promover a transferência de venezuelanos da região Norte para outras cidades do país.

Desde o início do programa de interiorização em abril, quase 2 mil pessoas se mudaram do estado de Roraima para outras cidades brasileiras, como Brasília, Cuiabá, Manaus, Porto Alegre e São Paulo. Estima-se que outros 800 venezuelanos serão interiorizados até o final de setembro.