Foto: OIM/Amanda Nero

ONU reconhece importância das remessas enviadas por migrantes para atingir objetivos globais

Na ocasião do Dia Internacional das Remessas Familiares, proclamado pela Assembleia Geral em junho de 2018, a Rede da ONU sobre Migração, que reúne 38 entidades do Sistema das Nações Unidas, une-se à comunidade mundial para reconhecer a fundamental contribuição dos trabalhadores migrantes e de suas famílias em relação à implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Em 2018, os trabalhadores migrantes enviaram aproximadamente 529 bilhões de dólares às suas famílias em países de baixa e média renda, o que representa um aumento de 8,8% em comparação com 2017, de acordo com dados do Banco Mundial. Os fluxos de remessas aumentaram em todas as regiões, principalmente na Europa e na Ásia Central. O relato é da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Ministério da Mulher e OIM lançam guia de orientação em direitos humanos

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), lançam nesta segunda-feira (17) o “Guia de Orientação em Direitos Humanos”, voltado a refugiados e migrantes venezuelanos no contexto da resposta humanitária do Brasil.

A expectativa do ministério e da OIM é de que o guia possa facilitar o acesso aos direitos e serviços, garantindo a proteção adequada aos refugiados e migrantes.

Sete migrantes morrem e 57 são resgatados tentando atravessar Mediterrâneo, diz OIM

Uma operação de resgate no mar Mediterrâneo foi concluída na terça-feira (11) com a confirmação de que sete pessoas se afogaram e 57 foram resgatadas, após um naufrágio na costa da ilha grega de Lesbos, afirmou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A OIM Grécia relatou que as mortes elevam para 41 o total de mortos este ano na rota que liga a África e o Oriente Médio à Europa, uma das mais movimentadas para migrantes.

Segundo a agência da ONU, mais da metade dos passageiros da embarcação era de três países da África Subsaariana: República Democrática do Congo, Camarões e Angola.

Japão apoia ações da ONU na proteção de venezuelanos no Norte do Brasil

O governo do Japão assinou um acordo de cooperação com quatro agências do Sistema ONU no Brasil que prevê o repasse de 3,6 milhões de dólares para apoio a projetos desenvolvidos na proteção e assistência a venezuelanos que chegam ao país. Os recursos serão utilizados em ações em Roraima, Amazonas e Pará.

Participam do acordo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Número de refugiados e migrantes da Venezuela ultrapassa 4 milhões, segundo ACNUR e OIM

O número de venezuelanos deixando seu país alcançou 4 milhões, anunciou nesta sexta-feira (7) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Globalmente, os venezuelanos são um dos maiores grupos populacionais deslocados de seu país.

O ritmo do fluxo de saída da Venezuela tem sido impressionante. De cerca de 695 mil no final de 2015, o número de refugiados e migrantes venezuelanos disparou para mais de 4 milhões até meados de 2019, segundo dados de autoridades nacionais de imigração e outras fontes. Em apenas sete meses desde novembro de 2018, o número de refugiados e migrantes aumentou 1 milhão.

Os países latino-americanos estão recebendo a vasta maioria dos venezuelanos, com a Colômbia respondendo por cerca de 1,3 milhão, seguida por Peru, com 768 mil, Chile (288 mil), Brasil (168 mil) e Argentina (130 mil). O México e os países da América Central e do Caribe também recebem um número significativo de refugiados e migrantes da Venezuela.

Após uma longa viagem, venezuelanos chegam a Dourados para uma nova vida. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Japão doa US$3,6 milhões para resposta da ONU Brasil à população venezuelana

A Embaixada do Japão assina nesta quinta-feira (6) um acordo de cooperação com quatro agências do Sistema ONU no Brasil para contribuir com 3,6 milhões de dólares às ações de proteção e assistência aos refugiados e migrantes venezuelanos que chegam ao país.

A doação do governo japonês será direcionada a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Caberá ao ACNUR receber a doação, redistribuindo os recursos posteriormente às demais agências.

Basanti Tamang, uma migrante que tentou melhores condições de vida no exterior, ao retornar para seu país de origem, recebeu ajuda do programa de reintegração “O futuro que queremos”, uma iniciativa conjunta da ONU Mulheres, da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da Zonta International. Por meio da costura, e agora ciente de seus direitos como migrante, Basanti vai recomeçar sua vida.

Com apoio da ONU, migrante retornada ao Nepal recomeça sua vida; vídeo

Basanti Tamang, uma migrante que tentou melhores condições de vida no exterior, ao retornar para seu país de origem, recebeu ajuda do programa de reintegração “O futuro que queremos”, uma iniciativa conjunta da ONU Mulheres, da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da Zonta International. Por meio da costura, e agora ciente de seus direitos como migrante, Basanti vai recomeçar sua vida. Confira nesse vídeo.

Agências da ONU recebem famílias de refugiados reassentados no Rio Grande do Sul. Foto: ASAV/Matheus Kiesling

Governo federal recebe três famílias de refugiados de Honduras e El Salvador

O governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), recebeu na quinta-feira (30) três famílias de refugiados originários de Honduras e El Salvador, que se instalaram em cidades do Rio Grande do Sul.

Duas famílias serão reassentadas em Porto Alegre e uma no município de Esteio. O Programa de Reassentamento de Centro-Americanos, coordenado pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), da Secretaria Nacional de Justiça (SENAJUS), acolheu os 11 primeiros refugiados com o objetivo de oferecer ajuda humanitária a pessoas que sofreram, em seus países de origem, perseguições por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas.

Esta é a primeira vez que o governo federal dá apoio financeiro a um projeto do tipo. Os refugiados terão aluguel pago por um ano, receberão assistência psicológica, social e jurídica, assim como assistência para realizar procedimentos como emissão da carteira de trabalho.

A última ocorreu em 18 de maio, quando foram capacitadas 150 pessoas, entre elas 130 funcionários de uma empresa de segurança privada, que oferecerá suporte às Forças Armadas nos abrigos, e 20 militares recém-chegados. Foto: UNFPA

UNFPA capacita parceiros em Roraima no combate à exploração e abuso sexual

Um dos eixos que guiam o trabalho do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no contexto de assistência humanitária em Roraima é a prevenção e resposta à violência baseada em gênero.

Prevenir todas as formas de agressão contra mulheres e meninas faz parte do dia a dia da atuação dos profissionais junto às pessoas migrantes e refugiadas no estado. Parte dessa prevenção passa por sensibilização e conscientização das equipes de trabalho.

Por isso, desde 2018, 1.605 militares e civis, além de 87 pessoas que fazem parte das agências das Nações Unidas na região, já foram capacitados pelo UNFPA para atuar nesse contexto. Foram ministradas, ao total, 11 oficinas.

OIM está fornecendo assistência alimentar a refugiados e migrantes venezuelanos da região Sudeste. Foto: OIM

OIM fornece assistência alimentar a refugiados e migrantes venezuelanos no Sudeste

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) forneceu esta semana (20) assistência alimentar a refugiados e migrantes venezuelanos que vivem na região Sudeste. A maior parte dos beneficiados vive em abrigos temporários, após participarem da estratégia de interiorização do governo federal denominada Operação Acolhida. A iniciativa é apoiada pela OIM e por outras agências da ONU, parceiros e organizações da sociedade civil.

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foto: OIM

OIM promove curso de Direito Internacional das Migrações para juízes federais brasileiros

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) concluiu nesta sexta-feira (24) um curso de quatro dias sobre Direito Internacional das Migrações para uma delegação de juízes federais brasileiros.

O objetivo é aumentar a capacidade técnica dos juízes ao aplicar padrões legais de migração relevantes, ampliando assim o acesso dos migrantes a seus direitos. Atenção especial é dada às mulheres e migrantes vulneráveis ​​no Brasil.

Venezuela conversa com oficial de proteção do ACNUR após cruzar a fronteira para Cúcuta, na Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Maioria das pessoas que foge da Venezuela necessita de proteção internacional para refugiados

Dado o agravamento da situação política, econômica, humanitária e de direitos humanos na Venezuela, que já deslocou globalmente mais de 3,6 milhões de pessoas, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) considera que a maioria dos que fogem do país precisa de proteção internacional para refugiados.

Em uma nota de orientação emitida nesta terça-feira (21), o ACNUR reitera seu apelo aos Estados para que permitam o acesso dos venezuelanos a seu território e forneçam proteção e tratamento adequado, destacando a necessidade crítica de segurança das pessoas forçadas a fugir por suas vidas e por liberdade.

Vista de Florianópolis, Santa Catarina. Foto: EBC

Em Florianópolis, ONU promove capacitações sobre integração de refugiados e migrantes

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) está com inscrições abertas para a edição de Santa Catarina do ciclo de formações ‘Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil’.

De 5 a 7 de junho, evento vai promover simpósio, oficinas e minicursos em Florianópolis. As inscrições são gratuitas. Quatro agências da ONU participam da série de atividades.

Indígenas venezuelanos da etnia warao e eñepas em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: OIM

OIM lança versão em inglês de relatório sobre migração indígena da Venezuela para o Brasil

O fluxo de venezuelanos para o Brasil ocorrido nesta década continua sendo um dos eventos migratórios mais importantes da América Latina e uma das histórias de mobilidade humana mais impactantes de todos os tempos na região. Cerca de 3,7 milhões de venezuelanos abandonaram seu país nos últimos quatro anos, incluindo centenas de indígenas.

Essa população — suas características e necessidades específicas — é foco de uma publicação da Organização Internacional para as Migrações (OIM), cuja versão em inglês foi publicada esta semana.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

São Paulo conclui fase piloto de projeto da ONU sobre governança migratória

Representantes da cidade de São Paulo (SP) participaram neste mês (24) de encontro promovido em Nova Iorque pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) para discutir o uso de estatísticas no mapeamento de políticas públicas sobre migrantes.

Evento também teve a participação de delegações de Montreal, no Canadá, e Accra, em Gana. Os três municípios implementaram um projeto da OIM sobre governança migratória.

Foto: Agência Brasil

OIM inicia projeto para melhorar reintegração de migrantes brasileiros que voltam do exterior

De 2016 a 2018, os migrantes brasileiros representaram 94% do total de expatriados em Portugal que decidiram voltar para os seus países de origem.

No mesmo período, mais de 2 mil brasileiros retornaram a sua nação apoiados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A agência da ONU iniciou em 2019 um novo projeto que contribuirá para um processo de reintegração mais informado e sustentável desses brasileiros. Programa será implementado em Goiás, Minas Gerais e São Paulo, os principais estados de retorno no Brasil.

A capacitação é voltada para pessoas que prestam atendimento a migrantes vulneráveis ou que necessitem de uma introdução sistemática ao tema da migração internacional e da governança das migrações no Brasil. Foto: OIM

OIM recebe inscrições para terceira edição de curso sobre migrações internacionais

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Defensoria Pública da União (DPU) recebem até 18 de abril inscrições para a terceira edição do curso de educação a distância “Uma Introdução às Migrações Internacionais”.

A capacitação é voltada para pessoas que prestam atendimento a migrantes vulneráveis ou que necessitem de uma introdução sistemática ao tema da migração internacional e da governança das migrações no Brasil.

A terceira reunião técnica internacional sobre mobilidade humana de venezuelanos nas Américas (Quito III) foi concluída na quinta-feira (11). Foto: OIM

Países latino-americanos destacam importância da cooperação na acolhida de venezuelanos

A terceira reunião técnica internacional sobre mobilidade humana de venezuelanos nas Américas (Quito III) foi concluída na quinta-feira (11) com uma declaração que destaca a importância da cooperação internacional e da coordenação, comunicação e articulação entre os governos dos países receptores de refugiados e migrantes na região.

“Os esforços de apoio no nível regional devem ser redobrados em vários aspectos, mas especialmente no contexto da assistência humanitária e na cooperação internacional”, disse Eduardo Stein, representante especial conjunto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes da Venezuela.

Organizações de cooperação internacional e organismos financeiros como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial participam do processo de Quito. Um tema prioritário identificado foi a necessidade de uma maior cooperação internacional e participação de mecanismos de cooperação financeira.

Crianças de famílias deslocadas coletam água em uma torneira em Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. A crise humanitária na região forçou centenas de milhares a deixar suas casas e depender de assistência humanitária. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

ONU ajuda países a administrar impactos ambientais dos deslocamentos de população

Em janeiro de 2018, a ONU Meio Ambiente, em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), lançaram um projeto com o objetivo de fortalecer a capacidade dos países de enfrentar os impactos ambientais das respostas humanitárias a populações deslocadas em Guatemala, Líbano e Nigéria. As atividades do projeto também foram ampliadas para Brasil, Turquia e Vanuatu.

Em 2016, na 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Estados-membros, por meio da Declaração de Nova Iorque para Refugiados e Migrantes, se comprometeram a fornecer assistência a comunidades anfitriãs para proteger e reabilitar o meio ambiente em áreas afetadas por amplos movimentos de pessoas deslocadas, assim como garantir cooperação e encorajar o planejamento conjunto entre atores humanitários e outros, como trabalhadores de desenvolvimento.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

São Paulo adere a iniciativa da OIM sobre boas práticas em políticas migratórias

Na segunda-feira (8), autoridades administrativas do município de São Paulo (SP) participaram de um workshop para discutir estruturas de governança migratória na cidade, analisando boas práticas e identificando áreas que poderiam se beneficiar com novos avanços.

O workshop foi parte da fase piloto da iniciativa Indicadores Locais de Governança Migratória (MIG, na sigla em inglês), da qual São Paulo participa ao lado de Montreal, no Canadá, e Accra, em Gana.

Crianças são as vítimas mais vulneráveis de conflitos. A ONU e o governo internacionalmente reconhecido da Líbia lançaram um plano de resposta humanitária para o país que pretende arrecadar 202 milhões de dólares. Foto: UNOCHA/Giles Clarke

Milhares de civis fogem na Líbia após novo agravamento de confrontos

Mais de 3.400 pessoas fugiram de confrontos perto da capital da Líbia, Trípoli, nos últimos dias, alertaram as Nações Unidas nesta segunda-feira (8), pedindo para partes conflitantes cessarem atividades militares para que serviços de emergência possam resgatar civis.

De acordo com relatos, ao menos 32 pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas desde os confrontos na quinta-feira (4) entre forças do governo reconhecido internacionalmente e forças do comandante Khalifa Haftar no leste do país.

Política local de governança das migrações de São Paulo é reconhecida internacionalmente por seu caráter inclusivo e inovador. Foto: Defensoria Pública da União (DPU)

São Paulo participa de projeto da OIM sobre boas práticas em políticas de migrações

Autoridades de oito órgãos da administração municipal de São Paulo participarão na segunda-feira (8) de exercício para avaliar a abrangência das estruturas de governança da migração na cidade, identificar boas práticas e apontar prioridades para seu desenvolvimento.

O encontro é promovido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e faz parte da iniciativa Indicadores de Governança da Migração (MGI, na sigla em inglês), um projeto global liderado pela OIM e executado pela Unidade de Inteligência da revista britânica The Economist.

A política local de governança das migrações de São Paulo, reconhecida internacionalmente por seu caráter inclusivo e inovador, levou a cidade a ser selecionado para o projeto-piloto da aplicação do MGI no nível local, juntamente com Acra, em Gana, e Montreal, no Canadá.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam ponte Simon Bolívar com destino à Colômbia. Foto: ACNUR

ONU e governos sul-americanos discutem como proteger direitos de crianças venezuelanas

Durante uma Reunião Técnica de Alto Nível nos dias 27 e 28 de março em Buenos Aires, Argentina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), junto ao Instituto de Políticas Públicas e Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH), convocaram representantes institucionais de países da América do Sul receptores de refugiados e migrantes da Venezuela para trocar experiências sobre os desafios e oportunidades para a proteção de crianças e adolescentes venezuelanos.

Com um número de pessoas venezuelanas refugiadas e migrantes chegando a 3,4 milhões no mundo todo, crianças e adolescentes são os grupos mais afetados, enfrentando sérios riscos de proteção como separação familiar, falta de regularização migratória, exploração laboral e sexual, tráfico de pessoas, recrutamento forçado, limitações no acesso à certidão de nascimento e aos serviços básicos de saúde e educação.

Após uma longa viagem, venezuelanos chegam a Dourados para uma nova vida. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Com assistência da ONU, 130 venezuelanos são interiorizados para Mato Grosso do Sul

Dormindo nas ruas de Boa Vista (RR) por quase um mês, o venezuelano Daniel Andrade, de 29 anos, buscou apoio no centro de registro e documentação da Operação Acolhida na cidade e conseguiu, por meio da estratégia de interiorização, um emprego em Dourados (MS). Em busca de melhores oportunidades de integração, ele confirmou sua participação, refez as malas e embarcou rumo a uma nova vida.

Daniel é um dos 100 venezuelanos embarcados há uma semana para Dourados. Outros trinta, divididos em diferentes voos comerciais, também se juntaram ao grupo, que começa a trabalhar na cidade em 8 de abril. Todos receberam auxílio financeiro emergencial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O voo foi fretado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Aniversário de um ano da Operação Acolhida promoveu interação entre brasileiros e venezuelanos. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Agências da ONU lembram um ano da operação de acolhimento de venezuelanos

Um ano após iniciar as atividades de proteção e assistência aos venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira com Roraima, a Operação Acolhida celebrou seu primeiro aniversário com atividades culturais e esportivas para promover a integração entre refugiados e migrantes e brasileiros residentes de Boa Vista (RR).

Nas últimas semanas, uma feijoada beneficente e uma exposição fotográfica em um dos shopping da cidade marcaram o início das celebrações. No fim de semana, as comemorações tomaram a Praça Flávio Marques Paracat, um dos principais pontos turísticos de Boa Vista, com corridas de rua para crianças e adultos.

A Operação Acolhida envolve 11 ministérios e possui apoio e engajamento de organizações da sociedade civil e de diversas agências da ONU, como Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Foto: ONU

Situação do clima em 2018 mostrou aumento dos efeitos da mudança climática, diz relatório

Os sinais físicos e os impactos socioeconômicos deixados pela mudança climática são cada vez maiores devido às concentrações de gases de efeito estufa sem precedentes, que provocam um aumento das temperaturas mundiais a níveis perigosos, segundo o relatório mais recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A 25ª edição da Declaração da OMM sobre o estado do clima mundial, correspondente a 2018, destacou a elevação recorde do nível do mar, assim como das temperaturas terrestres e oceânicas, que ficaram excepcionalmente altas nos últimos quatro anos. Esta tendência de aquecimento começou no início do século e deve continuar.

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Resposta brasileira aos venezuelanos é referência para outros governos, diz oficial da ONU

Ao combinar ajuda humanitária e integração socioeconômica, a inovadora resposta do governo brasileiro aos refugiados e migrantes venezuelanos que chegam ao país é uma boa prática que deve ser mais bem conhecida e replicada em outras ações emergenciais voltadas a esta população no mundo.

Essa visão foi manifestada na última segunda-feira (25) pelo representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, durante reuniões em Brasília com os principais órgãos do governo brasileiro que trabalham na resposta humanitária.

Consultoras da Integra deram orientações a representantes do setor privado sobre como proceder na contratação e mapeamento de migrantes. Foto: UNIC Rio

Agência da ONU pede mais engajamento do setor privado com a contratação de migrantes no Brasil

Em encontro que reuniu cerca de cem representantes do setor privado, sociedade civil e governo no Rio de Janeiro (RJ), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediu na quarta-feira (27) o engajamento do mundo corporativo com a contratação de migrantes. Para agência da ONU, empresas devem se empenhar em mapear as habilidades dessa população, que nem sempre são visadas por processos seletivos tradicionais.

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foto: OIM

Menos de 10% dos venezuelanos no Brasil conseguem emprego formal, estima agência da ONU

Em pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) aponta que apenas 9% dos venezuelanos que entram no Brasil por Roraima conseguem um emprego formal nas primeiras semanas após chegarem, antes de seguirem para outros destinos.

Em levantamento feito com mais de 4,1 mil pessoas em 13 municípios do estado, a agência da ONU revela que 59% desses refugiados e migrantes estão sem trabalho. Um em cada três tem dificuldade em ter o que comer.

Mulher com tuberculose no Paquistão ficou sem diagnóstico por cinco anos porque não podia pagar 2 dólares de transporte de seu vilarejo até o hospital em Tharparkar. Foto: OCHA/Zinnia Bukhari

OMS destaca esforços internacionais de combate à tuberculose

A tuberculose não é só a infecção que mais causa mortes no mundo, mas também a principal causa de morte entre pessoas com HIV e uma grande causa de mortes relacionadas à resistência antimicrobiana, afirmou no domingo (24) a Organização Mundial da Saúde (OMS), marcando o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

Desde 2000, esforços globais para combater esta doença evitável e curável salvaram uma estimativa de 54 milhões de vidas e reduziram a taxa de mortalidade em 42%. “O tema do Dia Mundial de Combate à Tuberculose deste ano é: ‘é hora de acabar com a tuberculose’”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Cecilia Borges e seu filho Fernandinho Armindo caminham por um assentamento informal destruído em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/de Wet

ONU pede apoio internacional para Moçambique após ciclone deixar 400 mil desalojados

O secretário-geral da ONU, António Guterres, cobrou mais apoio da comunidade internacional a Moçambique, onde enchentes e um ciclone na semana passada desalojaram 400 mil pessoas e deixaram outras 259 mortas, segundo dados obtidos por agências das Nações Unidas.

Em pronunciamento nesta sexta-feira (22), o chefe das Nações Unidas enfatizou que, mesmo com a liberação de 20 milhões de dólares do Fundo de Resposta de Emergências da Organização, mais recursos são necessários para enfrentar as consequências do desastre.

OIM busca sensibilizar setor privado sobre a inclusão de migrantes vulneráveis no mercado de trabalho brasileiro. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

ONU recebe inscrições para oficina no Rio sobre inclusão de migrantes em empresas

No Rio de Janeiro (RJ), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza na próxima quarta-feira (27) a última oficina da série para apoiar empresas que queiram implementar políticas de inclusão de migrantes vulneráveis. Formação reunirá representantes de ONGs e consultorias que trabalham com a integração de estrangeiros. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio online.

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

‘Interiorização é a nossa esperança por melhores oportunidades’, diz venezuelano no Brasil

Eram quatro horas da manhã e muitas pessoas dormiam no abrigo Rondon 2, um alojamento do governo para venezuelanos em Boa Vista (RR). Mas cerca de 200 moradores da residência já estavam de pé e mal conseguiam controlar a ansiedade e a animação: dali a poucas horas, os refugiados e migrantes se mudariam para outros estados brasileiros.

O grupo participou da mais recente etapa do programa de interiorização, realizada na última quarta-feira (13). O projeto do governo federal tem o apoio da ONU Brasil.

Oficina em Brasília (DF) discutiu o fortalecimento de políticas públicas para combater a escravidão moderna na região latino-americana e caribenha. Foto: OIM

OIM realiza oficina em Brasília (DF) sobre políticas de combate à escravidão moderna

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na semana passada (12 e 13) em Brasília (DF) uma oficina para discutir o fortalecimento de políticas públicas para combater a escravidão moderna na região latino-americana e caribenha.

A iniciativa contou com a participação de representes governamentais de Brasil e Colômbia, bem como de representantes de OIM, Embaixada Britânica, Organização dos Estados Americanos (OEA) e pesquisadores de Brasil, Colômbia e Venezuela.