O texto analisa como a proteção social pode colaborar para que as mudanças de paradigma nos meios de produção sejam menos traumáticas para a sociedade. Foto: Flickr/WorldSkills (CC)

Proteção social pode preparar trabalhadores para a quarta revolução industrial

Em artigo recém-publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG, na sigla em inglês), o professor da Universidade de Londres Terry McKinley analisa os impacto da chamada quarta revolução industrial no mercado de trabalho e o papel das políticas sociais neste novo cenário.

Mckinley vê nos programas de proteção social voltados à capacitação de mão de obra o potencial para frear os impactos negativos da revolução digital nos mercados de trabalho. Em relação às políticas sociais com foco na transferência de renda, políticas de treinamento e desenvolvimento humano seriam mais eficazes para evitar que a automação tenha consequências nefastas nos índices de desemprego e nos salários.

Moradores da favela da Babilônia, no Rio de Janeiro. Foto: ONU/Evan Schneider

Artigo mapeia benefícios das políticas de transferência de renda para o crescimento inclusivo

Com o objetivo de diminuir a pobreza e as desigualdades sociais, os países em desenvolvimento devem focar suas políticas de assistência e proteção social para o crescimento inclusivo. Mas como mensurar a eficácia dessas políticas públicas? Como assegurar que o investimento seja bem gasto e funcione para melhorar a vida daqueles que precisam?

Em artigo publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), os autores Luis Henrique Paiva, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e Santiago Falluh Varella, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), abordam a literatura empírica acerca dos impactos da proteção social em aspectos comportamentais microeconômicos, que acabam tendo efeitos no crescimento econômico.

O artigo “Os impactos dos benefícios da proteção social em comportamentos potencialmente relacionados ao crescimento inclusivo: uma revisão de literatura” analisa efeitos das políticas de proteção social em pontos como consumo e poupança, oferta de mão de obra, educação, fertilidade, migração e inovação e tomada de risco.

“Uma Vitória Leva à Outra” é um programa conjunto entre a ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Women Win e Empodera. Foto: ONU Mulheres

Políticas de proteção social têm potencial importante na promoção da igualdade de gênero

O empoderamento das mulheres é primordial para a promoção do desenvolvimento humano e do crescimento inclusivo, além de ser um direito humano básico. Nesse cenário, as políticas de proteção social têm um potencial importante na promoção da equidade de gênero e da inclusão das mulheres na economia, principalmente nos países em desenvolvimento.

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) selecionou três publicações importantes para o debate sobre equidade de gênero, proteção social e empoderamento das mulheres.

Mãe de cinco crianças, a síria Ronia Metwali vive com seus filhos numa casa no campo de refugiados de Domiz, no norte do Iraque. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Centro de pesquisa apresenta estudos sobre acesso de refugiados à proteção social

No mês em que a comunidade internacional comemora o Dia Mundial do Refugiado, 20 de junho, o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) lembra uma série de publicações que abordam o acesso à proteção social para pessoas forçadas a abandonar seus lares e países. Em contextos de refúgio, políticas públicas de assistência e transferência de renda nem sempre estão disponíveis para quem mais precisa.

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

Pesquisadores alertam para sistema tributário regressivo no Brasil; mais pobres são afetados

Estudo publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD) e parceiros afirma que o sistema tributário brasileiro é regressivo, afetando desproporcionalmente as faixas mais pobres da população.

Os pesquisadores também alertam que a deterioração da qualidade na tributação devido a crescentes incentivos fiscais, a regimes especiais mal calibrados e ao pouco progresso alcançado acerca da agenda de reformas foram causas diretas para que a carga tributária se estabilizasse na faixa dos 33% da arrecadação total do país. Leia a reportagem completa.

Produtor rural no semiárido. Foto: EBC

Centro da ONU promove seminário em Brasília sobre economia rural sustentável

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), o Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Environmental Defense Fund (EDF) promovem esta semana (14 e 15) em Brasília (DF) seminário sobre oportunidades de negócios para uma economia rural sustentável. O evento reunirá especialistas internacionais, representantes do governo brasileiro e do setor privado.

O “Seminário Internacional Oportunidades de Negócios para uma Economia Rural Sustentável:a contribuição das florestas e da agricultura” tem como objetivo explorar novas oportunidades de negócios sustentáveis ​​para o setor rural brasileiro, bem como identificar desafios e estratégias para desenvolvê-las.

A redução da pobreza rural é urgente e necessária para que as sociedades atinjam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), segundo publicação do IPC-IG. Foto: EBC

Redução da pobreza rural é essencial para atingir objetivos globais, diz publicação

A redução da pobreza rural é urgente e necessária para que as sociedades atinjam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pois ela está interligada aos desafios globais — desde os efeitos das mudanças do clima até o fornecimento global de alimentos e a igualdade de gênero.

Esta é uma das principais conclusões da nova edição da revista Policy in Focus: intitulada em inglês “Rural poverty reduction in the 21st century” (“Redução da pobreza rural no século 21”). A publicação é do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD).

Embora a pobreza global tenha diminuído nas últimas décadas, inclusive nas áreas rurais, ela continua sendo uma característica persistente nas sociedades: cerca de 80% das pessoas extremamente pobres no mundo vivem em áreas rurais. Ao estabelecer o ODS 1 – acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares – a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas também expressa a urgência por esforços de desenvolvimento mais eficientes e eficazes nas áreas rurais.

Crianças em escola feita de tendas do UNICEF no Acampamento de Alhabanya, em Anbar, no Iraque. Foto: UNICEF/Anmar

Estudo avalia preparação de sistemas de proteção social para emergências no Oriente Médio

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram um estudo que analisa o funcionamento dos sistemas de proteção social em situações de emergência em países do Norte da África e Oriente Médio. Relatório reúne pesquisas sobre oito nações da região, incluindo Palestina, Iraque, Sudão e Síria.

Manifestação durante o Dia Internacional das Mulheres em São Paulo (SP) em 2019. Foto: Ian Maenfeld (CC)

Centro de pesquisa vinculado à ONU seleciona artigos dedicados à igualdade de gênero

Para lembrar o Dia Internacional da Mulher, o Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG) selecionou artigos dedicados ao empoderamento das mulheres e à igualdade de gênero.

O tema escolhido este ano para lembrar a data foi “Pensar igual, construir de forma inteligente, inovar para mudar”, cujo objetivo é buscar formas inovadoras de avançar na igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres, particularmente nas áreas de sistemas de proteção social, acesso a serviços públicos e infraestrutura sustentável.

Todos os perfis dos programas reunidos no estudo serão disponibilizados on-line por meio da plataforma online gratuita e dedicada a temas de proteção social, socialprotection.org. Foto: Unsplash/Larm Rmah

Novo estudo da ONU mapeia programas de proteção social na Ásia e no Pacífico

Nas últimas décadas, a proteção social foi alçada ao topo da agenda de desenvolvimento global como um instrumento de política pública capaz de reduzir a pobreza nos países em desenvolvimento.

Os sistemas de proteção social foram incluídos como meta no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas em todos os lugares”. No entanto, informações confiáveis ​​sobre programas implementados em países em desenvolvimento podem ser difíceis de encontrar, estar fragmentadas ou inacessíveis.

Buscando preencher parte dessa lacuna, as equipes de pesquisa do Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na Ásia e no Pacífico produziram a publicação “Proteção Social na Ásia e no Pacífico: Inventário de Programas Não Contributivos”.

Estudantes numa escola primária em Bingerville, um distrito de Abidjan, capital da Costa do Marfim. No país, menos de 70% das crianças frequentam o ensino primário. Foto: UNICEF/Dejongh

Centro de pesquisas vinculado à ONU apresenta estudos sobre combate à pobreza infantil

Formuladores de políticas públicas, pesquisadores e representantes de governos participam da Conferência Internacional sobre Subsídios Universais para Crianças, que ocorre de 6 a 8 de fevereiro, em Genebra, na Suíça, para compartilhar experiências e discutir o papel dos subsídios universais no combate à pobreza infantil, à desigualdade e na promoção da proteção social para crianças.

Uma equipe de pesquisadores do Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG), resultado de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o governo brasileiro, participará de três sessões na conferência, onde apresentará estudos recentes sobre políticas de proteção social sensíveis às necessidades das crianças. Algumas das sessões serão transmitidas ao vivo pela Internet.

Centro de pesquisas vinculado à ONU lança nova identidade visual

O Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG) apresentou nesta segunda-feira (14) sua nova identidade visual para comemorar 15 anos de atividades do fórum global destinado a impulsionar o diálogo Sul-Sul sobre políticas inovadoras de desenvolvimento.

Fundado em 2004 com o nome de Centro Internacional para a Pobreza (IPC), o centro é resultado de uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o governo brasileiro, representado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

A pobreza tem consequências para toda a vida da criança, incluindo saúde e nutrição precárias e baixo desempenho escolar. Foto: IPC-IG

Nova edição de revista especializada aborda políticas de proteção social às crianças

Políticas de proteção social sensíveis às necessidades das crianças são o foco da nova edição da revista “Policy in Focus” do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado às Nações Unidas.

As editoras especialistas convidadas Anna Carolina Machado e Charlotte Bilo (IPC-IG) reuniram 15 artigos de acadêmicos, pesquisadores e gestores de políticas públicas, que compartilham diferentes perspectivas sobre os principais desafios enfrentados na promoção de programas de proteção social para crianças na América Latina, na Ásia, no Oriente Médio e na África subsaariana.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

Seminário no DF discute acesso a água e saneamento no Brasil

Evento realizado em Brasília (DF) esta semana (11) apresentou as principais conclusões de um estudo inédito conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para o aperfeiçoar a implementação e o monitoramento no Brasil do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6, relativo à água e ao saneamento.

O seminário foi o terceiro e último evento promovido no escopo do “Projeto ODS 6 – Água e Saneamento: estudos e proposições de medidas para a implementação e o monitoramento”, fruto de uma parceria entre Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG/PNUD).

Motivada pelo sonho de menina e com o apoio incondicional de pessoas próximas, Betânia hoje é um dos 7.305 estudantes matriculados em uma das 53 escolas da Rede Municipal de Ensino de Maceió que oferece a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI). Foto: PNUD/Thiago Guimarães

Alagoana de 54 anos aprende a ler e escrever em Maceió

Motivada pelo sonho de um dia aprender a ler e escrever, a alagoana Maria Betânia da Silva, de 54 anos, hoje é um dos mais de 7 mil estudantes matriculados nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Maceió que oferece a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI).

Tendo em vista experiências como a de Maria Betânia, a Secretaria Municipal de Educação de Maceió e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) realizam na quinta-feira (13) na cidade o encontro “Reflexões sobre Trabalho e Educação de Jovens, Adultos e Idosos”.

O estudo do IPEA faz parte de uma pesquisa regional intitulada "Millennials na América Latina e no Caribe: trabalhar ou estudar", que entrevistou mais de 15 mil jovens entre 15 e 24 anos, em nove países da região da América Latina e do Caribe. Foto: EBC

Estudo mostra que 23% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam

Cerca de 23% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam, um dos maiores percentuais entre os países da região da América Latina e do Caribe, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgada na segunda-feira (3) e que teve apoio operacional do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado às Nações Unidas.

A pesquisa refuta a ideia de que esses jovens sejam improdutivos, destacando que 31% deles, principalmente homens, estão à procura de trabalho, e mais da metade, 64%, dedicam-se a trabalhos de cuidado doméstico e familiar, o que ocorre principalmente entre as mulheres.

O estudo refere-se à legislação nacional, decretos ou regulamentos sobre proteção social às crianças. Foto: IPC-IG

Apenas cinco países do Oriente Médio e do Norte da África garantem na lei proteção social às crianças

A maioria dos 20 países da região do Oriente Médio e Norte da África (MENA, na sigla em inglês) tem algum tipo de garantia legal sobre proteção social em suas constituições nacionais. No entanto, apenas cinco — Bahrein, Egito, Irã, Iraque e Marrocos — asseguram claramente o direito à proteção social ou a um padrão de vida adequado às crianças.

Essa é uma das descobertas de novo estudo publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado às Nações Unidas.

Nova edição da revista Policy in Focus (PIF) é intitulada "Salário mínimo: desafios e perspectivas globais". Foto: Reprodução

Nova edição de revista de centro da ONU discute papel do salário mínimo na redução da pobreza

Pode o salário mínimo ser uma ferramenta para combater a desigualdade? A resposta a essa pergunta não é simples, muito menos unânime. A nova edição da revista Policy in Focus (PIF), intitulada em inglês “Minimum wage: global challenges and perspectives”(Salário mínimo: desafios e perspectivas globais), apresenta diferentes abordagens sobre a implementação de políticas públicas de salário mínimo e seus efeitos na redução da pobreza, na desigualdade e no crescimento inclusivo pelo mundo.

A revista também analisa os potenciais efeitos negativos e as tendências atuais no desenho de políticas. Publicada pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), a edição especial apresenta nove artigos de especialistas e acadêmicos sobre salário mínimo na América Latina, Europa, Ásia e África subsaariana, bem como em países como Estados Unidos, China, Índia e França.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

Especialistas debatem governança e financiamento para gestão de água e saneamento no Brasil

O seminário “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) e Água e Saneamento no Brasil: Governança e políticas públicas” reúne nesta quinta-feira (20), em Brasília (DF), especialistas, gestores públicos e representantes do setor privado, de organizações do terceiro setor e da sociedade civil para debater aspectos de governança, financiamento e medidas do setor produtivo para a implementação e o monitoramento do ODS 6, sobre água e saneamento.

O seminário é o segundo evento de uma série de três promovidos em 2018 no escopo do “Projeto ODS 6 – Água e Saneamento: estudos e proposições de medidas para a implementação e o monitoramento”, realizado conjuntamente pela Agência Nacional de Águas (ANA), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG).

Brasília lembra 30 anos de inscrição em Patrimônio Mundial da UNESCO. Foto: EBC

ARTIGO: Reforma política, a mãe das reformas

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), Luis Paiva, alerta que as condições políticas no Brasil pioraram de forma sistemática desde 1988 e o país está no limite da ingovernabilidade. Para ele, a reforma política não é mais uma, entre tantas necessárias. “Sem ela, dificilmente as outras serão realizadas”, afirmou. Leia artigo completo.

A ONU Brasil realiza até setembro exposição no Rio com obras do artista paulistano Otávio Roth, que em 1978 criou e imprimiu xilogravuras que ilustram os trinta artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Exposição no Rio reafirma importância da Declaração dos Direitos Humanos 70 anos após adoção

Ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece necessária e atual em um mundo marcado por crescentes conflitos, desigualdades sociais, racismo, deslocamento forçado e violência, especialmente contra ativistas.

A avaliação é de diplomatas, representantes do Sistema ONU e de organizações da sociedade civil presentes na abertura da exposição de xilogravuras do artista plástico brasileiro Otávio Roth, na quarta-feira (8), no Rio de Janeiro. A exposição fica no Centro Cultural Correios até 9 de setembro.

Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos / Acervo Otávio Roth

ONU inaugura no Rio exposição inédita com obras da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, com apoio do Acervo Otávio Roth e o Centro Cultural Correios, inaugura nesta quarta-feira (8) a exposição 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com obras de Otávio Roth.

Realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro, a mostra apresenta 30 xilogravuras que traduzem os ideais de paz e igualdade defendidos nos artigos do documento. A entrada é franca.

A exposição fica em cartaz até 9 de setembro, das 12h às 19h.

Seminário aborda papel da cooperação internacional na promoção do desenvolvimento sustentável. Foto: IPC-IG/Júlia Matravolgyi

Especialista diz que busca por desenvolvimento sustentável não deve ser competição entre países

O Centro Internacional de Pesquisas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) deu início na semana passada (29), em Brasília, a um ciclo de três seminários sobre cooperação internacional. Em evento de abertura, o representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), José Eduardo Malta Sá Brandão, defendeu as parcerias entre as nações para promover o desenvolvimento sustentável.

Dois refugiados sírios brincam no assentamento informal de Hawch el Refka, no Vale de Bekaa, no Líbano, próximo à fronteira com a Síria. Foto: UNICEF/Halldorsson

Estudo da ONU analisa pobreza entre crianças refugiadas em 11 países

Em pesquisa realizada com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) avalia o acesso a proteção social entre populações refugiadas vivendo em 11 países do Oriente Médio e Norte da África. Análise aponta que vítimas de deslocamento forçado estão frequentemente excluídas das redes de assistência mantidas pelos governos para combater a pobreza.

Fatima Abdullah Abduoh, de 12 anos, frequenta um centro para crianças e jovens mantido pelo UNICEF em Aden, no Iêmen. Foto: UNICEF/Moohialdin Fuad

ONU lança relatório sobre proteção social para crianças no Oriente Médio e Norte da África

Em parceria com o UNICEF, o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) lançou nesta semana (2) uma pesquisa sobre programas para combater a miséria entre crianças no Oriente Médio e no Norte da África. Em 2016, das 467 milhões de pessoas vivendo na região, 36,2% tinham menos de 18 anos e 11,6% eram meninos e meninas com menos de cinco anos de idade. Um em cada quatro desses menores enfrenta pobreza aguda.

Foto: ASCOM MDS.

Às vésperas de fórum mundial, centro da ONU lembra série de publicações sobre água

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD) está atento à agenda do 8ª Fórum Mundial da Água, que, pela primeira vez desde sua criação, em 1997, será realizado no Hemisfério Sul. O evento ocorre em Brasília (DF) a partir de segunda-feira (19).

Considerando a indissociável relação entre água, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, o IPC-IG fez uma seleção de publicações recentes sobre os temas, assim como de assuntos correlatos como agricultura, segurança alimentar e planejamento urbano.

Índice de desmatamento na América Latina e Caribe é segundo maior do mundo. Foto: Eduardo Santos / Flickr (CC)

Pesquisadores dizem que fundamentos do direito à terra no Brasil geram desmatamento e violência

Para os pesquisadores André Sant’Anna e Carlos Young, no Brasil, há uma tradição vinculando a reivindicação do direito à posse da terra ao estabelecimento de um uso produtivo para os territórios de interesse. Isso estimula o desmatamento, usado como ferramenta para a expansão da fronteira agrícola. O estudo foi publicado em periódico do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo da ONU (IPC-IG).

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

Brasil está entre os cinco países mais desiguais, diz estudo de centro da ONU

Estudo que analisou 29 países — entre desenvolvidos e em desenvolvimento — mostrou que o Brasil está no grupo de cinco nações em que a parcela mais rica da população recebe mais de 15% da renda nacional. O 1% mais rico do Brasil concentra entre 22% e 23% do total da renda do país, nível bem acima da média internacional.

A conclusão é de estudo dos pesquisadores Pedro Herculano Guimarães e Marcelo Medeiros, do Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), publicado recentemente pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD).

Estabilidade da concentração de renda no topo da pirâmide brasileira é preocupante porque os níveis são muitos altos comparados a padrões internacionais, segundo pesquisadores. Foto: EBC/José Cruz

Concentração de renda manteve-se estável no Brasil na última década, diz centro da ONU

Artigo publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), instituição vinculada às Nações Unidas, mostrou que a concentração de renda no topo da pirâmide brasileira é maior do que se imaginava e não mudou entre 2006 e 2014.

De acordo com o artigo, enquanto as pesquisas domiciliares sugerem que a participação do 1% mais rico na renda total brasileira teria caído de 14,8% para 12,9% de 2006 a 2014, as estimativas baseadas em declarações de Imposto de Renda indicam que essa participação manteve-se alta e estável — em 22,4%, tanto no início como no fim desse período.

O Brasil lidera a lista de concentração de renda entre os 29 países analisados pelo levantamento, seguido por Estados Unidos, Colômbia, África do Sul e Argentina.

Uma avô cuida da neta em Moçambique. Foto: ONU

Organismos da ONU planejam projeto de conscientização sobre saúde em Moçambique

Para melhorar a nutrição das crianças de Moçambique, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) resolveu apostar na comunicação. A agência da ONU criará comitês locais de saúde em 90 comunidades da província de Manica, onde atividades divulgarão informações que podem melhorar o bem-estar da população. O organismo também investirá na sensibilização por meio de transmissões em rádios locais. Público alcançado pelas ações deve chegar a quase 424 mil moçambicanos.

As políticas públicas têm sido implementadas tradicionalmente com base em modelos que consideram as pessoas como agentes capazes de tomar decisões racionais, ponderadas e com capacidade ilimitada de processar informações. Foto: EBC

Políticas públicas precisam adotar economia comportamental, diz centro da ONU

O Prêmio Nobel de Economia de 2017 foi concedido ao norte-americano Richard Thaler por suas contribuições no campo da economia comportamental. Thaler é um dos mais destacados economistas na aplicação da psicologia às análises das teorias econômicas e das consequências da racionalidade limitada, das preferências pessoais e da falta de autocontrole.

Compreender os processos decisórios, os hábitos e as experiências daqueles em situação de pobreza é essencial para a elaboração de políticas públicas mais eficazes. É o que sugere estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD) divulgado esta semana (10).