Agricultores familiares no Rio de Janeiro. Foto: GERJ/Paulo Filgueiras

Representantes de Brasil e Guatemala discutem políticas públicas de governança da terra

Para fortalecer os laços de cooperação como mecanismo de assistência técnica entre o Brasil e a Guatemala nas políticas públicas de terras, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) participa de uma missão de 30 de julho a 4 de agosto no país da América Central.

Serão discutidas ações de intercâmbio de experiências e apoio em matéria de governança responsável da terra e a participação no Seminário sobre Governança da Terra e Perspectivas Produtivas para a Guatemala. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

As duas maiores instituições da América Latina e do Caribe na área de abastecimento de alimentos, a mexicana Aserca e a brasileira Conab, buscam fortalecer suas capacidades técnicas. Foto: EBC

Companhias de abastecimento de México e Brasil buscam ampliar capacidades técnicas

Representantes dos dois maiores órgãos latino-americanos na área de abastecimento de alimentos, a mexicana Agência de Serviços para a Comercialização e Desenvolvimento de Mercados Agropecuários (Aserca) e a brasileira Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), reúnem-se até quinta-feira (26) na Cidade do México para trocar experiências e fortalecer a segurança alimentar nos dois países.

O encontro busca ampliar as capacidades técnicas dos dois órgãos em termos de apoio à comercialização, operação de mecanismos de gerenciamento de risco de preços e certificação de armazenamento. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Parlamentares latino-americanos alertam que leis contra a fome podem virar letra morta

Sem orçamento e sem monitoramento, as leis de combate à desnutrição na América Latina e Caribe não terão efeito. O alerta vem das Frentes Parlamentares regionais contra a Fome, que se reuniram neste mês (12), na Guatemala. Mais de 30 deputados e senadores de 19 países discutiram medidas para evitar que legislações sobre o tema virem letra morta, sobretudo tendo em vista a meta da ONU para acabar com a malnutrição até 2030.

Os países estão dando passos significativos no combate à resistência antimicrobiana, mas sérias lacunas ainda permanecem e exigem ação urgente, segundo novo relatório. Foto: Pixabay (CC)

Países têm dado passos importantes na luta contra resistência antimicrobiana, diz relatório

Os países estão dando passos significativos no combate à resistência antimicrobiana, mas sérias lacunas ainda permanecem e exigem ação urgente, segundo novo relatório divulgado na quarta-feira (18) por Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

O relatório registra progressos em 154 países. Alguns deles, incluindo muitos europeus, têm trabalhado em políticas de combate à resistência antimicrobiana em setores humanos e animais por mais de quatro décadas.

Produção de grãos no Paraná. Foto: ANPr / Jonas Oliveira

FAO: Brasil substituirá EUA como terceiro maior fornecedor mundial de óleo de soja

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) prevê uma queda na produção de soja, arroz, grãos e açúcar na América Latina na safra 2018/2019, assim como um aumento na produção de leite e carne bovina, de acordo com relatório publicado nesta semana (11).

Segundo o relatório, o Brasil substituirá os Estados Unidos como o terceiro maior fornecedor mundial de óleo de soja, e continuará sendo o principal fornecedor mundial de carne de aves e farinha.

Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

FAO realiza concurso de receitas e negócios sustentáveis para mulheres rurais

Estão abertas até 30 de setembro as inscrições para o concurso Saberes e Sabores: as Mulheres Rurais no resgate da alimentação tradicional saudável e na proteção à biodiversidade. É possível concorrer em duas categorias: receitas e saberes gastronômicos ou empreendimentos agrícolas. A iniciativa é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da ONU Mulheres.

Cultivo de cacau na Colômbia. Diretrizes da FAO visam equilibrar exploração agrícola e manejo sustentável da terra e recursos naturais. Foto: Banco Mundial/Scott Wallace

Brasil e FAO promovem encontro no Paraguai sobre estatísticas agroambientais

Até amanhã (13), delegações de oito países da América Latina e Caribe estarão em Assunção, no Paraguai, para definir estatísticas comuns no monitoramento de políticas agroambientais. Cúpula é promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Com indicadores padronizados, será possível acompanhar a implementação das recomendações da agência da ONU sobre o tema.

Desmatamento é responsável por mais de 20% das emissões de gases do efeito estufa do mundo. Foto: Flickr(CC)/Leonardo F. Freitas

Desmatamento é 2ª maior causa das mudanças climáticas, revela FAO

As florestas são aliadas do homem no combate às mudanças climáticas, absorvendo por ano cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2. Mas quando são desmatadas, as coberturas vegetais do planeta se transformam em motores do aquecimento global. Aproximadamente 20% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento. Em relatório divulgado neste mês (6), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) identifica um aumento na destruição das superfícies verdes do planeta.

Abastecimento de caminhões agrícolas em Bangladesh. Práticas não sustentáveis de agricultura estão tendo impactos incalculáveis na biodiversidade. Foto: FAO/Mohammad Rakibul Hasan

Promover a biodiversidade em todos os setores agrícolas é ‘fundamental’, diz chefe da FAO

Transformar a forma como os países produzem alimentos é “fundamental” para proteger o futuro dos ecossistemas, disse o chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Graziano destacou que o mundo ainda mantém uma produção de alimentos baseada sobretudo em princípios de 50 anos atrás, frequentemente fazendo uso de produtos químicos hostis ao meio ambiente.

Colheita de soja em fazenda localizada no município mato-grossense de Rondonópolis, um dos principais pólos produtivos do país. Na década de 1990, a cidade chegou a ser denominada capital nacional do agronegócio Foto: EBC/Roosewelt Pinheiro

OCDE e FAO veem alta de 17% da produção agrícola e pesqueira na América Latina até 2027

A produção agrícola e pesqueira na América Latina e no Caribe crescerá 17% nos próximos dez anos, segundo novo relatório publicado na terça-feira (3) por Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Mais da metade desse crescimento (53%) pode ser atribuído a um aumento na produção agrícola, cerca de 39% devido ao setor pecuário, e os 8% restantes como resultado da expansão da produção pesqueira.

Mudanças climáticas ameaçam a Amazônia e, consequentemente, disponibilidade de recursos hídricos para países da região. Foto: Flickr (CC) / Dams999

FAO e Brasil assinam projeto para impulsionar governança de terra, pesca e florestas

O Programa de Cooperação Internacional entre o Brasil e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) celebra uma década de trabalho conjunto com novo projeto de 3,4 milhões de dólares para promover a governança da terra, da pesca e de florestas na América Latina e no Caribe.

O projeto terá como foco a melhoria da administração da terra nos países da região, promovendo processos de cadastramento, registro e titulação, ajudando os países a fortalecer suas instituições para melhorar o acesso à terra e reconhecer os direitos daqueles que vivem e trabalham lá, com ênfase no apoio às mulheres e à juventude rural.

Agricultores de Guatemala e El Salvador viajaram ao Brasil para conhecer as práticas de convivência com a seca que permitem produzir alimentos de maneira eficiente e resiliente. Foto: EBC

Agricultores de Guatemala e El Salvador aprendem com experiência brasileira de convivência com a seca

A falta de água na agricultura é o denominador comum entre as zonas semiáridas de Guatemala, El Salvador e Brasil. Um grupo de agricultores dos dois primeiros viajou ao Brasil para conhecer as práticas de convivência com a seca que permitem produzir alimentos de maneira eficiente e resiliente.

Esta é a segunda etapa do intercâmbio promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a Articulação com o Semiárido Brasileiro (ASA).

Campo de algodão. Foto: Arquivo/Agência Brasil

ONU oferece curso online gratuito sobre produção de algodão na América Latina e Caribe

Até o final do ano, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) oferece um curso online e gratuito sobre as cadeias de valor do algodão na América Latina e no Caribe. Promovida em parceria com o governo do Brasil, a formação traz um panorama mundial e regional da produção, além de abordar políticas públicas para o setor, novas tecnologias, pesquisa e assistência técnica.

Na América Latina e Caribe, existem cerca de 60 milhões de agricultores familiares. Foto: FAO

FAO e Brasil completam 10 anos de parceria com mais de US$ 50 milhões em investimentos regionais

A parceria entre a agência das Nações Unidas e o Brasil executa projetos na área de alimentação escolar, fortalece a cadeia de valor do algodão, dá apoio às estratégias nacionais de segurança alimentar e nutricional, promove o diálogo com a sociedade civil e divulga políticas agroambientais. Outra estratégia é a implementação da Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome 2025. O programa de cooperação também visa à criação da Rede Latino-Americana de Políticas Públicas.

Esta jovem mãe andou 20 dias de Diinsoor, na Somália, com seus sete filhos para o campo de refugiados de Hagadera, em Dadaab, no Quênia. Depois que o gado de seu marido morreu por causa da seca na Somália, ela foi para Dadaab devido à fome. Foto: OCHA/Meridith Kohut

ARTIGO: A fome é um crime

Em artigo, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, e o Prêmio Nobel da Paz e membro da Aliança da FAO pela Segurança Alimentar e Paz, Adolfo Pérez Esquivel, afirmam que apesar de o mundo produzir alimentos suficientes para dar de comer a todos os seus habitantes, a continuidade da fome “nada mais é do que um crime”.

“Todos os dias, assistimos do conforto de nossas poltronas e a uma distância segura proporcionada pelas telas da televisão o desespero de pessoas pobres e vulneráveis que são forçadas a migrar nas condições mais humilhantes. A maioria delas são provenientes de áreas rurais”, disseram.

“Temos que fazer mais por essas pessoas. Não podemos permitir, nem nos permitir, que elas fiquem para trás”. Leia o artigo completo.

Fruto do babaçu. Imagem feita em Lago da Pedra, no Maranhão. Foto: Flickr (CC)/Leonardo Melo Norberto

FAO premia mulheres maranhenses que preservam cultivo tradicional do babaçu

Há 25 anos, a Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais (AMTR) do Médio Mearim, no estado do Maranhão, implementam práticas de exploração sustentável dos babaçus, um tipo de palmeira que ajuda na conservação da biodiversidade regional. A iniciativa do grupo de 102 agricultoras, espalhadas por 14 comunidades, foi a vencedora do Prêmio de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais, da FAO e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A poluição da água causada pela agricultura afeta bilhões de pessoas e gera perdas anuais de bilhões de dólares. Foto: FAO

FAO alerta para contaminação da água por práticas agrícolas insustentáveis no mundo

A contaminação da água por práticas agrícolas insustentáveis representa uma grave ameaça para a saúde humana e os ecossistemas do planeta, um problema frequentemente subestimado tanto pelos responsáveis por políticas públicas como pelos agricultores, alertou um relatório divulgado na quarta-feira (20).

Em muitos países, a maior fonte de contaminação da água é a agricultura — não as cidades ou a indústria —, enquanto, globalmente, o poluente químico mais comum nos aquíferos subterrâneos são os nitratos procedentes da atividade agrícola, advertiu relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Projeto Dom Helder Câmara visa melhorar condições de vida de agricultores familiares do semiárido brasileiro. Foto: Agência Brasil/Wilson Dias

FAO traz agricultores da América Central para conhecer estratégias de produção no semiárido brasileiro

De 25 a 30 de junho, agricultores e técnicos da Guatemala, El Salvador e Honduras estarão no Brasil para discutir estratégias de cultivo em contextos de escassez de água. Visita é promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Agência reunirá os produtores da América Central com agricultores familiares da Paraíba e de Pernambuco.

Parque Nacional das Sempre-Vivas, em Minas Gerais. Foto: Wikimedia Commons/Carolina Teixeira de Melo Franco (CC)

Agricultura tradicional de flores sempre-vivas pode ser 1º patrimônio agrícola mundial brasileiro

O sistema de agricultura tradicional da Serra do Espinhaço, no território Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais, pode ser o primeiro Patrimônio Agrícola Mundial brasileiro. Nesta região, vivem comunidades rurais tradicionais que, ao longo de séculos, realizam a coleta de flores sempre-vivas e mantêm o cultivo ancestral de roças e criação de animais.

Os apanhadores serão a primeira candidatura brasileira ao programa de reconhecimento de Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (Sipam), concedido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Um pastor e seu rebanho em uma zona rural de Marrocos, um dos países na linha de frente do combate aos impactos da mudança climática. Foto: Banco Mundial/Scott Wallace

FAO: Sudoeste asiático e norte da África precisam mudar forma de combate à seca

Um relatório sobre as características e a gestão da seca, lançado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), sugere que países do Sudoeste Asiático e Norte da África, onde a escassez crônica de água será ainda pior, devem tomar medidas para enfrentar a seca e criar mais resistência ao calor.

Embora seja um fenômeno familiar na região, as secas se disseminaram e se tornaram mais prolongadas e frequentes nas últimas quatro décadas – uma causa provável da mudança global do clima.

A FAO e o governo brasileiro recebem até 13 de abril inscrições para curso semipresencial sobre programas sustentáveis de alimentação escolar. Foto: PMA / Ana Claudia Costa

FAO define novo prazo para concurso sobre alimentação escolar na América Latina e Caribe

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estendeu para 31 de julho o prazo de inscrições do concurso de Boas Práticas da Alimentação Escolar na América Latina e Caribe. Competição visa dar visibilidade a projetos que melhoram o fornecimento de refeições em centros de ensino. Podem participar governos municipais e nacionais, universidades e associações de pais, mães ou agricultores.

O número de crianças que trabalham na agricultura em todo o mundo subiu mais de 10% desde 2012 devido, em parte, a conflitos armados e desastres naturais. Foto: FAO

FAO vê alta do trabalho infantil na agricultura mundial, impulsionada por conflitos e desastres

Depois de anos de queda constante, o trabalho infantil na agricultura começou a aumentar novamente nos últimos anos, impulsionado em parte por um aumento dos conflitos e dos desastres provocados pelo clima.

Essa tendência preocupante não só ameaça o bem-estar de milhões de crianças, mas também prejudica os esforços para acabar com a fome e a pobreza no mundo, advertiu a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) nesta terça-feira (12), Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

Um número crescente de países está aderindo ao acordo mundial que visa impedir a pesca ilegal. Foto: ONU/Martine Perret.

Pesca ilegal tem custo anual de até US$23 bilhões no mundo, diz FAO

Um número crescente de países está aderindo ao acordo mundial que visa impedir a pesca ilegal, sendo 13 deles da América Latina e do Caribe, informou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na terça-feira (5), Dia Internacional de Luta contra a Pesca Ilegal.

A FAO estima que essa prática afete um em cada cinco peixes capturados, tendo um custo anual de até 23 bilhões de dólares.

“A pesca ilegal extrai milhões de dólares dos bolsos de pescadores e empresas que cumprem a lei na América Latina e no Caribe. Além disso, por não estar regulamentada, devasta a biodiversidade marinha e afeta as economias nacionais”, explicou o representante regional da FAO, Julio Berdegué.

Homem mostra ouriço de castanha-do-brasil na Floresta do Vale, reserva legal comunitária do assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena (MT). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

FAO promove consultas sobre estatísticas agroambientais na América Latina e Caribe

Tem início amanhã (29), em Brasília, uma consulta promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para discutir indicadores agroambientais na América Latina e Caribe. Com especialistas e gestores brasileiros, encontro abordará quais estatísticas podem ajudar a região a monitorar a implementação de recomendações da ONU sobre produção agrícola e sustentabilidade.

Cerca de 420 mil pessoas estão sob cerco na Síria – sem alimentos e remédios, famílias com fome e crianças malnutridas e definhando. Elas precisam de ajuda agora, precisam de paz agora. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) precisa de financiamento e acesso para ajudar.

Conselho de Segurança aprova resolução para proteger populações em conflito da fome

Agências da ONU celebraram a adoção pelo Conselho de Segurança de uma resolução que proíbe governos e grupos em conflito de atacarem locais necessários à produção e distribuição de alimentos. Aprovada unanimemente na quinta-feira (24), medida é histórica, pois é a primeira da entidade a reconhecer os vínculos entre guerra e fome. Atualmente, pessoas em zonas de conflito representam 60% dos 815 milhões de indivíduos vivendo com fome crônica.

Evento teve a presença do coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Niky Fabiancic. Foto: Rafael Melo/RCO/ONU Brasil

ONU promove evento em Brasília para lembrar importância das abelhas na produção de alimentos

No ocasião do Dia Mundial das Abelhas, a ONU Brasil, em parceria com a Embaixada da República da Eslovênia e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promoveu evento em Brasília (DF) para lembrar a importância desses insetos e de outros polinizadores para a produção de alimentos no mundo. A data, observada no último domingo (20), aborda a necessidade econômica e ambiental de protegê-las.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 75% da alimentação humana depende, direta ou indiretamente, de plantas polinizadas ou beneficiadas pela polinização.

“Por essa razão, as abelhas são consideradas ‘ajudantes invisíveis’ de agricultores em todo o mundo”, disse o coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Niky Fabiancic.

Criação de gado na região Norte. Foto: EBC

FAO e governo discutem impacto da pecuária sobre a biodiversidade no Brasil

Quase 30% das terras do planeta são utilizadas para pastagens e plantio de alimentos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Para promover a realização de pesquisas sobre o impacto da pecuária na biodiversidade, a agência da ONU e o Ministério do Meio Ambiente do Brasil realizaram nesta semana uma oficina sobre o tema. Encontro reuniu em Brasília especialistas de diferentes partes do país.

Extinguir a fome no mundo; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável são ações que sintetizam o Objetivo 2 do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foto: ONU Meio Ambiente

FAO recomenda ações para evitar perder um terço da comida no mundo

Um terço de toda a comida produzida no mundo é desperdiçada, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO. Isso representa 1,3 bilhão de toneladas de comida todos os anos.

A agência da ONU cita alimentos usados em celebrações como o Ramadã, o Ano Novo na Rússia, o solstício na Coreia do Sul e o Natal no Reino Unido ao detalhar seis ações estratégicas. A meta é acabar com este problema, “seja qual for o feriado”.

Sertão do Nordeste. Foto: Wikicommons/Flickr/Maria Hsu

ARTIGO: A escolha desta geração

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, aponta que nos últimos 13 anos, o Brasil criou um generoso guarda-chuva de programas sociais, responsáveis por reduzir a pobreza e tirar o país do mapa da fome.

Agora, segundo o dirigente, cortes de recursos ameaçam excluir os pobres do orçamento do Estado e, com isso, trazer retrocessos. Para Graziano, nação brasileira vive o desafio de reencontrar o desenvolvimento e acreditar na democracia como mediadora dos conflitos.

O algodão é produzido por mais de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

Brasil e FAO ajudam Paraguai a melhorar produção de algodão

Em Caazapá, no Paraguai, plantações de algodão que fazem parte de um projeto da FAO e do governo do Brasil tiveram crescimento superior a 100% na produtividade. Expansão foi observada por uma missão de técnicos do Estado paraguaio e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que estiveram no país no início do mês. Programa de cooperação entre as duas nações promove o uso de novas tecnologias e variedades de cultivo brasileiras.

Programas de alimentação escolar podem fortalecer agricultura local e garantir que crianças frequentam o colégio. Foto: PMA / Vinícius Limongi

Brasil e FAO promovem encontro regional no Panamá sobre alimentação escolar

Evento reúne delegações dos 13 países que recebem apoio do Brasil para melhorar o fornecimento de refeições em centros de ensino. Desde 2009, a FAO e o governo brasileiro mantêm um programa de cooperação para difundir boas práticas em alimentação escolar. Atualmente, o projeto é implementado em Belize, Costa Rica, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Paraguai, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas.

Agricultores brasileiros estão utilizando técnicas orgânicas envolvendo leguminosas que reduzem os custos e combatem as mudanças climáticas. Foto: EMBRAPA

Agricultores brasileiros unem-se a cientistas nucleares para utilizar fertilizantes orgânicos

Agricultores brasileiros estão trabalhando com cientistas nucleares para utilizar técnicas de agricultura orgânica com o objetivo de aumentar sua produtividade e reduzir as emissões de carbono, em um projeto coordenado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Diante do alto custo dos fertilizantes contendo nitrogênio sintético, agricultores brasileiros estão utilizando fixação biológica de nitrogênio (FBN). Essa técnica, conhecida como adubação verde, envolve a captura de nitrogênio do ar, sem o uso de fertilizantes químicos.