Pescadores no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Vaticano se une à FAO em denúncia aos abusos trabalhistas na indústria da pesca

As práticas ilegais e desumanas na indústria da pesca em todo o mundo devem ser eliminadas e substituídas por práticas sustentáveis para apoiar os meios de subsistência de uma em cada dez pessoas do planeta, afirmaram a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Vaticano.

“Transmitimos uma mensagem conjunta que pede fim às violações de direitos humanos dentro da indústria da pesca e pedimos o fim da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada”, disse o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, em evento marcando o Dia Mundial da Pesca.

Parceria entre FAO e Federação Latino-Americana de Mercados de Abastecimento visa reduzir o desperdício de alimentos na região. Foto: Flickr/Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cc)

FAO e federação latino-americana assinam acordo de combate ao desperdício de alimentos

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) irá se juntar à Federação Latino-Americana de Mercados de Abastecimento (FLAMA) para enfrentar o desperdício de alimentos, graças a um acordo firmado na quinta-feira (22), durante a Semana da Alimentação e Agricultura, em Buenos Aires.

A FLAMA reúne mercados atacadistas, centros de abastecimento, associações e instituições públicas e privadas de abastecimento à região, incluindo mais de 298 supermercados.

Foto: FIDA

Agências de alimentação da ONU apresentam relatório sobre trabalho conjunto na América Latina

As três agências das Nações Unidas com sede em Roma — Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e Programa Mundial de Alimentos (PMA) — apresentaram nesta quarta-feira (21) um relatório sobre seu trabalho conjunto na América Latina e no Caribe, durante o primeiro dia da Semana da Agricultura e da Alimentação.

O relatório destaca a colaboração das agências da ONU em prol da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola e rural, analisando suas ações conjuntas e complementares em Guatemala, Colômbia, El Salvador e no corredor seco centro-americano.

Agricultora alimenta animais de criação na Nicarágua. Foto: FAO

FAO: pobreza rural aumenta pela 1ª vez em dez anos na América Latina e Caribe

Pela primeira vez em uma década, a miséria no campo aumentou na América Latina e Caribe. O alerta vem da primeira edição do relatório Panorama regional da Pobreza Rural, que será divulgado na próxima quarta-feira (21) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Lançamento da publicação acontece em Buenos Aires, na Argentina, em coletiva de imprensa com transmissão ao vivo pela internet.

Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBC

FAO participa de semana nacional de conscientização sobre desperdício de alimentos

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove até 10 de novembro a Semana Nacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdícios de Alimentos 2018. A abertura do evento, na segunda-feira (5) em Brasília (DF), teve a presença do ministro Edson Duarte e de representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

No Brasil, segundo dados das Nações Unidas de 2013, 26,3 milhões de toneladas de alimentos disponíveis foram perdidas. Produtos como arroz, milho, tomate e cebola são os mais desperdiçados no país.

Família em El Salvador durante refeição com canja de frango. Foto: PMA/Rein Skullerud

ONU apresenta relatório anual sobre fome e nutrição na América Latina

Agências da ONU apresentam na próxima quarta-feira (7), no Chile e no Panamá, o levantamento anual da FAO sobre a fome na América Latina e Caribe. A edição de 2018 do relatório analisa a relação entre desigualdades sociais e o aumento da desnutrição na região.

Documento traz os números mais recentes sobre insegurança alimentar e também sobre obesidade. Os dois eventos de lançamento poderão ser acompanhados ao vivo pela internet.

Cena do filme “Histórias da Fome no Brasil”, dirigido por Camilo Tavares. Foto: Reprodução

Parlamentares latino-americanos promovem encontro em Madri para debater fome zero na região

Mais de 60 deputados da Frente Parlamentar contra a Fome da América Latina e do Caribe declararam nesta segunda-feira (29) em Madri que o desenvolvimento sustentável não será alcançado sem um trabalho parlamentar ativo e eficaz rumo à fome zero.

Além de elaborarem leis para garantir o direito à alimentação, os integrantes da frente definiram que o principal foco será potencializar as ações de fiscalização para assegurar que tenham impacto nos territórios mais vulneráveis da região.

O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

Evento no PR discute cooperativismo para impulsionar autonomia de mulheres rurais

As famílias encabeçadas por mulheres estão entre as mais pobres no campo. Elas são mais vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de ter acesso à terra para gerar sua própria renda e pouca voz na tomada de decisões que afetam suas vidas.

Ainda assim, as mulheres são responsáveis por parte importante da produção de alimentos no Brasil, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

As declarações foram feitas em vídeo para o 1º Encontro das Mulheres Rurais do Mercosul – Cooperativismo, Instrumento para Autonomia Econômica das Mulheres, que aconteceu no último dia 18 em Medianeira, Paraná.

Foto: PMA/Alejandro Chicheri

Brasil e FAO reforçam cooperação internacional para combate à fome e à pobreza

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano, e representantes do governo brasileiro assinaram na semana passada (17) em Roma, na Itália, uma carta de intenções para reforçar a continuidade da cooperação técnica promovida por meio de parceria entre FAO e Brasil.

Na ocasião, assinaram o documento pelo Brasil o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Pereira. O compromisso se refere a projetos internacionais de compartilhamento de experiências e boas práticas de tecnologias e políticas públicas brasileiras com outros países do Sul Global em temas relacionados ao combate à fome e à pobreza.

Segurança alimentar é um dos destaques da cooperação entre Brasil e países da África. Foto: Centro de Excelência contra a Fome

Conferência em Roma pede compromisso global com o fim da fome no mundo

Os participantes da 45ª Comissão de Segurança Alimentar Mundial (CFS, na sigla em inglês), que ocorre nesta semana em Roma, na Itália, pediram esforços globais para erradicar a fome. De acordo com os principais oradores da reunião, ainda há tempo para alcançar a Fome Zero até 2030, mas medidas urgentes são necessárias.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, disse na abertura da reunião que o fracasso na erradicação da fome prejudicará todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Isso significa que “a pobreza não será erradicada, os recursos naturais continuarão a se degradar e a migração forçada continuará”.

“Temos que levar mais a sério a intenção de colocar fim aos conflitos”, enfatizou, por sua vez, David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

FAO: mulheres indígenas precisam ser ouvidas nas decisões que afetam suas vidas

São mais de 400 milhões de indígenas no mundo. Destes, metade é mulher. São elas que criam gado, plantam, pescam e caçam para coletar alimentos para suas comunidades. Elas também são consideradas as guardiãs de sementes, plantas medicinais e da biodiversidade da floresta, além de guardiãs da cultura de suas etnias.

Apesar de suas contribuições, as mulheres indígenas não fazem parte da política e dos processos decisórios que afetam suas vidas. Geralmente, as políticas de proteção social não incluem suas opiniões e necessidades. E, apesar de sua riqueza de saberes, seu trabalho, conhecimento e necessidades não estão representados nas estatísticas. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Cena do filme “Histórias da Fome no Brasil”, dirigido por Camilo Tavares. Foto: Reprodução

Agências da ONU apoiam documentário sobre história da fome no Brasil

A organização não governamental Ação da Cidadania, fundada pelo sociólogo brasileiro Hebert de Souza, o Betinho, promove nesta quinta-feira (18) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a produtora MPC Filmes, a exibição do documentário “Histórias da Fome no Brasil” em Brasília (DF).

Com direção e roteiro de Camilo Tavares, o filme é um documentário com a cronologia da fome no país. Do Brasil Colônia, onde foram plantadas as sementes das desigualdades sociais, até as políticas públicas recentes que culminaram na saída do Brasil, em 2014, do Mapa da Fome divulgado pela ONU, o filme retrata como se deu o enfrentamento deste mal pela sociedade e pelo governo brasileiro.

José Graziano da Silva, chefe da FAO (ao centro), ao lado de Alberto Beltrame (à esquerda), ministro do Desenvolvimento Social do Brasil, em reunião com gestores e autoridades ministeriais brasileiros. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

FAO e Brasil firmam plano para ampliar cooperação com países em desenvolvimento

Em Roma, o ministro do Desenvolvimento Social do Brasil, Alberto Beltrame, assinou na quarta-feira (17) um plano estratégico que define os rumos da parceria entre o país e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Documento prevê a ampliação de iniciativas de cooperação Sul-Sul, com países da América Latina, Caribe e África, nas áreas alimentação e proteção social. O marco também aborda a colaboração da FAO com o governo brasileiro nas áreas de nutrição, alimentação escolar e agricultura familiar.

Criadora do site Panelinha e apresentadora do programa Cozinha Prática, do canal GNT, a chef Rita Lobo defende um retorno ao hábito de cozinhar a própria comida, em vez de recorrer a alimentos processados. Foto: GNT

Chef Rita Lobo diz que famílias precisam rever ‘consumo desenfreado’ de alimentos processados

Em evento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Brasília, a chef de cozinha Rita Lobo alertou na quarta-feira (17) para o avanço da obesidade, que assim como a fome, é uma forma de má nutrição.

Para a apresentadora do programa Cozinha Prática, do canal GNT, a alimentação deve “ser pauta dentro da rotina das famílias, que precisam rever o consumo desenfreado dos alimentos ultraprocessados”.

Cerca de 420 mil pessoas estão sob cerco na Síria – sem alimentos e remédios, famílias com fome e crianças malnutridas e definhando. Elas precisam de ajuda agora, precisam de paz agora. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) precisa de financiamento e acesso para ajudar.

ARTIGO: No Dia Mundial da Alimentação, nossas ações são o nosso futuro

Em artigo, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), brasileiro José Graziano da Silva, lembra que em 2015 a comunidade internacional se comprometeu a erradicar a fome e todas as formas de desnutrição globalmente até 2030 como medida para um mundo mais seguro, mais justo e mais pacífico.

“Paradoxalmente, a fome não parou de crescer desde então. Segundo as últimas estimativas, o número de pessoas subnutridas aumentou em 2017 pelo terceiro ano consecutivo”, disse Graziano. Leia o artigo completo.

A estimativa da FAO é de que cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida seja descartada por ano no mundo. Foto: Pexels

FAO desenvolve metodologia para mensurar desperdício de alimentos no mundo

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está desenvolvendo uma metodologia para criar um novo índice, o Food Lost Index, com o objetivo de mensurar de maneira mais precisa o desperdício de alimentos no mundo, disse na quarta-feira (10) o diretor-geral da agência, José Graziano da Silva.

Além de considerações econômicas, as perdas e desperdícios de alimentos tem também uma grande dimensão ética e ambiental. Enquanto 821 milhões de pessoas no mundo estão em estado de insegurança alimentar, um terço de toda a produção alimentar do mundo é desperdiçada diariamente, segundo a FAO.

Morte de crianças por fome é ‘intolerável’, diz ONU em dia mundial

Em mensagem para o Dia Mundial da Alimentação, lembrado nesta terça-feira (16), o secretário-geral da ONU, António Guterres, uma em cada nove pessoas no mundo não tem comida suficiente para se alimentar de forma adequada.

“Cerca de 155 milhões de crianças estão cronicamente malnutridas e poderão sofrer os efeitos do nanismo ao longo de toda a sua vida. A fome causa quase metade de todas as mortes de crianças em todo o mundo. Isso é intolerável”, enfatizou o chefe das Nações Unidas.

Foto: Flickr/Barbara Eckstein (CC)

FAO alerta para falta de dados sobre violência sexual contra mulheres rurais no Brasil

Maria, de 51 anos, viveu tantos episódios de violência contra seu corpo e sua dignidade que naturalizou tais crimes como parte inerente da vida da mulher rural. Dos 7 aos 15 anos, foi violentada pelo tio, que dividia o terreno onde morava com seus pais. Casou-se aos 16, imaginando que se livraria dos assédios sexuais, mas encontrou, dentro do lar e de seu casamento, seu maior algoz.

Em reportagem, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alerta para a falta de dados sobre a violência sexual contra mulheres no campo no Brasil. Enquanto a sociedade tem discutido e estudado cada vez mais a violência sexual contra as mulheres, os debates e as pesquisas, muitas vezes, se restringem às cidades grandes, não incluindo um olhar direcionado às trabalhadoras rurais, segundo a agência da ONU.

Agricultores trabalham em plantação em Kalu, na Etiópia. Foto: FAO/Tamiru Legesse

FAO: migração do campo para a cidade deve ser escolha, não necessidade

Um novo relatório sobre migração lançado nesta segunda-feira (15) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugere que as políticas públicas não devem impedir ou acelerar a migração do campo para a cidade, mas maximizar a contribuição da migração rural para o desenvolvimento econômico e social dos países, minimizando seus custos.

“Não podemos ignorar os desafios e os custos associados à migração”, observa o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, em referência ao relatório. “O objetivo é fazer da migração uma escolha, não uma necessidade, e maximizar os impactos positivos, minimizando os negativos”.

Agricultora do interior da Bahia critica falta de oportunidades para mulheres rurais

A garantia dos direitos das mulheres rurais é um pilar fundamental do desenvolvimento sustentável. As desigualdades de condições no acesso, posse e uso da terra com as quais lidam diariamente são consequência da violência estrutural que se revela nas discrepantes oportunidades que homens e mulheres encontram em seus caminhos.

Para a agricultora baiana Francisca Alves Ribeiro, de 58 anos, mesmo com avanços sociais que facilitaram a rotina, a forma como a mulher é encarada no campo não avançou, e a violência silenciosa que assolou gerações e gerações segue como uma triste realidade.

Grupo de mulheres amplia liderança em cooperativa de produtores rurais de Japeri (RJ)

O espaço da mulher no mercado de trabalho vem se transformando à medida que a sociedade evolui. No mundo moderno, as mulheres realizam muitas tarefas e são desafiadas a equilibrar diferentes papéis no dia a dia — de mãe, esposa e profissional. Romperam barreiras no mercado de trabalho e chegaram a carreiras profissionais até então dominadas por homens. Hoje, são, executivas, empreendedoras, agricultoras.

Nesse contexto, agricultoras lideradas por Maria do Socorro da Silva, de 56 anos, aceitaram o desafio de empoderar mulheres na agricultura. Como resultado, estão transformando a rotina e melhorando a qualidade de produção da Cooperativa de Produtores Rurais de Japeri (Agro Verde), no Rio de Janeiro.

O relato é de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres.

Teresa Corção, uma chef de cozinha em defesa da agricultura familiar brasileira. Imagem: FAO

Sem a mulher, não haveria agricultura familiar no Brasil, diz chef

A carioca Teresa Corção descobriu há 16 anos que seu trabalho poderia mudar a vida de agricultores familiares. Em viagens de Norte a Sul do Brasil, a mestre-cuca encontrou produtores que mantinham tradições artesanais, além de conhecer mulheres que lideravam cooperativas e negócios agrícolas.

A chefe de cozinha decidiu mobilizar seus colegas de profissão para promover a valorização dessa produção familiar e defender o protagonismo feminino no campo. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Plantação de morangos na zona rural da Argentina. Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger

Organismos da ONU firmam parceria em prol de comunidades rurais da América Latina

A FAO e a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL) firmaram nesta semana (9) uma parceria para promover o desenvolvimento sustentável das zonas rurais da região.

Cooperação terá como foco os problemas nas áreas de biodiversidade, mudanças climáticas, migração e automatização do trabalho. Cem comunidades agrícolas, consideradas as mais vulneráveis em nível regional, receberão assistência para combater a fome e a pobreza.

Criptomoeda brasileira facilita empréstimos a pequenos produtores rurais

Estimativas recentes do Banco Mundial dão conta de que existem cerca de 2 bilhões de pessoas não bancarizadas no mundo todo. Elas sofrem com a falta de acesso a crédito ou a empréstimos comerciais, o que limita severamente as possibilidades de crescimento econômico.

Nesse cenário, a mineira Taynaah Reis, de 30 anos, descobriu na tecnologia um meio de conectar pessoas que querem investir com aquelas que precisam de recursos. Em 2017, criou a primeira criptomoeda brasileira com propósito de abordar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

No final dos anos 1990, Sandra Pereira de Faria vivia num assentamento em Goiânia com medo de ser expulsa da terra e ficar sem um lugar para morar com seus dois filhos. Imagem: FAO

Agricultora lembra luta por terra e moradia em assentamento em Goiânia

A busca por terra e moradia faz parte da vida das mulheres do assentamento São Sebastião, localizado no município de Silvânia (GO). Uma das habitantes do antigo acampamento, Sandra Pereira de Faria lembra que as famílias viveram por anos sob ameaças, sendo expulsas da propriedade que ocupavam, com crianças a tiracolo. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Imagem: FAO

Mulheres encontram terra e empoderamento no interior do Espírito Santo

Há 18 anos, no estado do Espírito Santo, a camponesa Nelci Sanches da Rocha vivia em busca de um lugar para morar. Sem-terra e sem amparo, a agricultora se uniu a outras seis mulheres na mesma situação e fundou uma cooperativa no município de Guaçuí.

Hoje, a associação faz pães, biscoitos, geleias e licores e vende os produtos para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Produção é exemplo de modelo agroecológico e tema de matéria especial da FAO.

Mulheres rurais de MG organizam-se para ter mais voz nas decisões de cooperativa

Um grupo de 30 mulheres de Poço Fundo (MG) reuniu-se em torno de uma causa e de um produto, o café. O grupo Mulheres Organizadas Buscando Independência (MOBI) surgiu a partir da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM), frente à necessidade de maior participação das mulheres nas decisões da cooperativa.

O objetivo foi ampliar a inserção e a visibilidade das mulheres rurais na produção. Além disso, o grupo foi criado para ajudar na renda das famílias, já que nele as mulheres desenvolvem outras atividades como confecção de artesanatos com subprodutos do café. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais. Foto: Flickr/Muhammad Yunus (CC)

FAO e vencedor do Nobel da Paz discutem elos entre violência e fome

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, e o vencedor do Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, lembraram na terça-feira (2) em Roma, Itália, o Dia Internacional da Não Violência das Nações Unidas.

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais.

“Toda vez que a violência cresce, a democracia e a liberdade diminuem. Esse é um momento muito importante para o povo brasileiro”, enfatizou o diretor-geral da FAO, pedindo que a população vote pela não violência.

FAO promove 15 dias de campanha em defesa dos direitos das trabalhadoras rurais brasileiras

O site da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicará nas próximas duas semanas uma série de reportagens que fazem parte da Campanha Regional pela Plena Autonomia das Mulheres Rurais e Indígenas da América Latina e do Caribe – 2018.

Serão 15 dias de ativismo em prol das trabalhadoras rurais que, de acordo com o censo demográfico mais recente, são responsáveis pela renda de 42,2% das famílias do campo no Brasil.

Na primeira reportagem da série, a FAO conta a história de Maria Emília Campos. Moradora da Zona da Mata mineira, ela estudou agronomia e teve dificuldades para se inserir em um mercado de trabalho amplamente dominado por homens. Leia a reportagem completa.

Diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

Graziano: ‘Conflitos estão aumentando e número de pessoas que passam fome também’

FAO promove ações em várias frentes para enfrentar o problema.

“Os conflitos estão aumentando e o número de pessoas que passam fome também, porque há uma estreia relação entre paz e segurança alimentar. Toda a vez que nós vemos aumentar a insegurança alimentar devido às guerras, principalmente, e ao impacto das mudanças climáticas, à seca sobretudo, o número de pessoas também aumenta”, disse o chefe da agência das Nações Unidas, o brasileiro José Graziano da Silva.

A FAO nomeou a viúva de Nelson Mandela, a ativista Graça Machel, como membro honorária da Aliança dos Laureados pela Paz.

Crianças na escola San Miguel Arcangel, no município de Yhu, no Paraguai. Foto: FAO

FAO premia projetos de alimentação escolar do Paraguai, El Salvador e República Dominicana

Promovido pela FAO e pelo governo do Brasil, o Concurso de Boas Práticas da Alimentação Escolar na América Latina e no Caribe anunciou nesta segunda-feira (24) as iniciativas vencedoras.

No primeiro lugar, está um projeto do Paraguai que compra produtos de 70 agricultores familiares para oferecer refeições em centros de ensino. Na avaliação da agência da ONU, o programa mostrou que pequenos produtores conseguem atender à demanda de governos municipais.

Pombas brancas voam ao redor da mesquita de Hazrat-i-Ali, na cidade de Mazar-i-Sharif, no Afeganistão, em comemoração do Dia Internacional da Paz organizada pela Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), em 2007. Foto: ONU/Helena Mulkerns

ONU diz que direitos humanos são caminho para ‘paz duradoura’ no mundo

Em mensagem para o Dia Internacional da Paz, lembrado neste 21 de setembro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou o 70º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrado neste ano, e disse que os valores do documento podem assegurar a paz duradoura no mundo.

Também por ocasião da data, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou para a proliferação do populismo e do extremismo, que constituem um obstáculo aos ideais de paz e direitos universais.