Papa Francisco foi à sede da FAO em Roma, na Itália. Foto: FAO/Alessandra Benedetti

Líderes mundiais devem colocar tecnologia ‘a serviço dos pobres’, defende papa Francisco

Em Roma, na sede da FAO, o Papa Francisco pediu avanços nesta quinta-feira (14) no uso da inovação e empreendedorismo para erradicar a má nutrição no mundo e transformar comunidades rurais. O pontífice, porém, alertou que “as novas tecnologias não devem ir contra as culturas locais e o conhecimento tradicional”. Ao contrário, defendeu o chefe da Santa Sé, devem ser complementares a saberes e práticas locais.

O objetivo da conferência é identificar as principais ações que garantirão a disponibilidade e o acesso a alimentos seguros agora e no futuro. Foto: PEXELS (CC)/Daria Shevtsova

Conferência pede cooperação internacional para evitar contaminação por alimentos no mundo

Maior cooperação internacional é necessária para evitar que a contaminação de alimentos siga causando problemas de saúde na população mundial e, consequentemente, dificultando o progresso do desenvolvimento sustentável.

Essa foi a pauta da abertura da primeira Conferência Internacional de Segurança Alimentar organizada por União Africana (UA), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Organização Mundial da Saúde (OMS) em Addis Abeba, Etiópia.

Alimentos contaminados com bactérias, vírus, parasitas, toxinas ou produtos químicos são responsáveis pelo adoecimento de mais de 600 milhões e pela morte de 420 mil pessoas por ano. As doenças ligadas a alimentos inseguros sobrecarregam os sistemas de saúde e prejudicam as economias, o comércio e o turismo.

Camponesa no Senegal. Foto: FAO

FAO busca US$940 mi para combater insegurança alimentar no mundo

À medida que os números globais da fome continuam a subir, impulsionados pela proliferação de conflitos e choques climáticos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) busca 940 milhões de dólares para salvar as vidas e os meios de subsistência de algumas das populações mais expostas à insegurança alimentar no mundo.

Em 2019, a FAO espera alcançar mais de 32 milhões de pessoas que dependem da agricultura para sua sobrevivência e sustento através de uma série de intervenções que visam impulsionar a produção local de alimentos e melhorar a nutrição, fortalecendo a resistência das comunidades às crises.

Betty Ndugga é uma empreendedora do distrito de Luwero, em Uganda. Foto: FAO

FAO facilita acesso de agricultores africanos à mecanização sustentável

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Rede Africana de Conservação (ACT) assinaram na quinta-feira (7) um memorando de entendimento para incentivar maior acesso dos pequenos agricultores africanos à mecanização sustentável das propriedades, como tratores e outras máquinas que podem melhorar a vida do trabalhador rural.

A parceria também procura vincular o uso de máquinas agrícolas à agricultura de conservação, que é um sistema de cultivo que promove o mínimo de perturbação do solo e o plantio de espécies vegetais complementares para melhorar a biodiversidade e os processos biológicos naturais.

Formas inovadoras de produzir alimentos são importantes para a comunidade internacional atingir as metas da Agenda 2030. Foto: ONU.

FAO lança livro sobre ações integradas de sustentabilidade agrícola

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou um livro que discute estratégias integradas para garantir a sustentabilidade agrícola.

Segundo a agência da ONU, um terço das terras agrícolas é avaliada como degradada em níveis de moderado a alto. A agricultura é responsável por 70% da coleta de água no mundo e está associada à poluição ambiental. A FAO também estima que a produção de alimentos responde por 75% da perda da agrobiodiversidade.

Homem mostra ouriço de castanha-do-brasil na Floresta do Vale, reserva legal comunitária do assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena (MT). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

FAO lança 1º relatório sobre contribuições da biodiversidade para produção agrícola

A FAO realiza no próximo 15 de fevereiro uma coletiva de imprensa para apresentar as conclusões do seu relatório Estado da Biodiversidade Mundial para a Alimentação e a Agricultura. A publicação é a primeira a analisar o estado das plantas, animais e microrganismos que apoiam a produção agrícola e alimentar — nos níveis genético, das espécies e do ecossistema. O documento será lançado em 22 de fevereiro.

Em Florianópolis (SC), a Revolução dos Baldinhos estimula o aproveitamento de sobras de comida para a produção de adubo. Foto: Ministério do Meio Ambiente

Iniciativa brasileira de compostagem comunitária é premiada na Alemanha

O projeto Revolução dos Baldinhos, que promove a compostagem e o desenvolvimento da agricultura urbana em Florianópolis (SC), foi premiado na Alemanha pela organização World Future Council (WFC) como prática agroecológica de excelência.

A iniciativa foi reconhecida neste mês (18) durante a Semana Internacional Verde, em Berlim, por atender a critérios de sustentabilidade da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Venda de peixes no Brasil. Foto: Agência Brasília/Gabriel Jabur

FAO e Ministério da Agricultura unem esforços contra embargo da Europa ao pescado brasileiro

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e secretarias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil reuniram-se na quarta-feira (23) para discutir ações de capacitação do setor pesqueiro do país, a fim de derrubar o embargo europeu ao pescado brasileiro. Encontro teve a participação de integrantes das Secretarias de Pesca e Aquicultura e de Comércio e Relações Internacionais do Agronegócio.

Gerentes de compras no Cazaquistão aprendem a usar aplicativo desenvolvido pela FAO. Foto: FAO

FAO destaca necessidade de inovação digital inclusiva para agricultura familiar no mundo

Chegou a hora de acelerar a inovação na agricultura, e fazer isso de forma a promover melhoras para as centenas de milhões de pessoas que produzem a maior parte dos alimentos do mundo na agricultura familiar, disse no sábado (19) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Garantir que as tecnologias digitais transformadoras não deixem ninguém para trás significa encontrar formas de permitir que os pequenos produtores rurais — incluindo os jovens — possam aproveitar seu uso, aumentar sua produtividade e melhorar seu acesso aos mercados, disse o responsável da FAO aos participantes do Fórum Mundial sobre Alimentação e Agricultura (GFFA, na sigla em inglês), realizado em Berlim.

A FAO e o Governo da Suíça convidam indivíduos, empresas e instituições para apresentar suas indicações para o Prêmio Internacional de Inovação para a Alimentação e a Agricultura Sustentáveis, até o dia 28 de fevereiro de 2019. Foto: PEXELS

FAO recebe candidaturas a prêmio de inovação para alimentação e agricultura sustentáveis

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o governo da Suíça convidam indivíduos, empresas e instituições a apresentar até 28 de fevereiro suas candidaturas ao Prêmio Internacional de Inovação para a Alimentação e a Agricultura Sustentáveis.

A FAO vê a inovação como uma força motriz fundamental para um mundo livre de fome e desnutrição, onde a agricultura e a alimentação possam contribuir para a redução da pobreza de maneira econômica, social e ambientalmente sustentável.

Legumes e frutas frescos num mercado em Skopje, na Antiga República Iugoslava da Macedônia. Foto: FAO/Robert Atanasovski

Chefe da FAO pede mudanças profundas nos sistemas de alimentação para garantir dietas saudáveis

A fome, a obesidade e outras formas de má nutrição seguirão em aumento se não houver uma mudança profunda nos sistemas alimentares, afirmou nesta terça-feira (15) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Segundo o último relatório da FAO, a fome afetou 821 milhões de pessoas em 2017 em todo o mundo e a proporção da obesidade em adultos chegou a 13,3% em 2016 — o equivalente a 672 milhões de pessoas.

O chefe do setor de água doce, terra e clima da ONU Meio Ambiente, Tim Christopherson, visitou vários locais na região chinesa para entender melhor a restauração ecológica em larga escala. Foto: Xiaoqiong Li

ONU Meio Ambiente destaca avanços da China na restauração ecológica de larga escala

Na década de 1980, a região montanhosa de Qianyanzhou, na província de Jiangxi, sul da China, enfrentou uma severa erosão do solo devido ao desmatamento e a práticas agrícolas insustentáveis. O solo vermelho fértil estava desaparecendo, o que fez com que os rendimentos das colheitas caíssem.

Mas uma mudança notável ocorreu nos últimos 30 anos graças a um plano de uso da terra apoiado pelo governo chinês que reflorestou montanhas superiores, plantou pomares cítricos em declives moderados e arrozais nos fundos dos vales. Em poucos anos, esse mosaico de uso sustentável da terra passou a gerar rendas mais altas.

As florestas são uma importante e necessária frente de ação na luta global contra as mudanças climáticas catastróficas, graças à sua incomparável capacidade de absorver e armazenar carbono. As florestas capturam dióxido de carbono a uma taxa equivalente a cerca de um terço da quantidade liberada anualmente pela queima de combustíveis fósseis. Parar o desmatamento e restaurar as florestas danificadas, portanto, poderia fornecer até 30% da solução climática. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, entrega diploma à vencedora do Nobel da Paz Nadia Murad. Foto: FAO

Vencedora do Nobel da Paz se une à FAO no combate à fome

A ativista iraquiana yazidi vencedora do Nobel da Paz de 2018, Nadia Murad, se uniu em dezembro (10) aos esforços da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para atacar a fome e a violência ao se tornar nova integrante da Aliança de Laureados do Nobel da Paz para a Segurança Alimentar e a Paz, da FAO.

O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, entregou a Murad um diploma de participação paralelamente à cerimônia do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo.

Camponesa no Senegal. Foto: FAO

Bachelet elogia novo documento para proteção de trabalhadores rurais

Conforme os direitos mais básicos de povos rurais continuam sendo violados em muitas partes do mundo, a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, elogiou a adoção na segunda-feira (17) pela Assembleia Geral de uma nova declaração para ajudar a protegê-los.

“Mundialmente, camponeses alimentam o mundo, mas a própria garantia de seus direitos humanos é desafiada, incluindo o direito a alimentos”, disse Bachelet, destacando a importância do novo documento.

Mulher foge da violência em El Salvador por meio de trilhos de trem em Chiapas, no México. Foto: ONU

FAO identifica razões de principais fluxos migratórios de América Latina e Caribe

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a migração está intimamente relacionada com os territórios rurais, onde as pessoas enfrentam mais pobreza e menos oportunidades, problemas de violência e de execução da Justiça, bem como os efeitos da mudança climática.

O fenômeno migratório é particularmente intenso e complexo no México e nos países do Triângulo Norte das Américas: El Salvador, Guatemala e Honduras. Dos quase 30 milhões de migrantes internacionais latino-americanos, quase 15 milhões são desses países, dos quais 11 milhões vêm do México.

Durante visita na primeira semana de dezembro à EMBRAPA Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), a missão marroquina conheceu a biologia da lagarta-do-cartucho, principal praga do milho, seus hábitos alimentares e estratégias de controle. Foto: FAO

EMBRAPA apoia Marrocos no combate a praga do cultivo de milho

Um acordo de cooperação entre o governo do Marrocos e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) deve ser firmado por meio da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a adoção de medidas de controle contra a Spodoptera frugiperda, a lagarta-do-cartucho, principal praga do milho.

A praga, responsável por perdas de até 40% na produção do cereal, está se aproximando do Marrocos, e a missão do país africano é implantar um plano de vigilância fitossanitária para proteção do patrimônio vegetal.

Imagem feita por satélite de Iquitos, no Peru, em meio à Floresta Amazônica. Foto: NASA/Good Free Photos

ONU e Nasa lançam plataforma para usar satélites no monitoramento de terras e meio ambiente

Em parceria com a Agência Espacial Norte-Americana (NASA), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou nesta semana (12) o lançamento de um portal online que promete tornar mais fácil e acessível o monitoramento do uso da terra por meio de satélites. Plataforma gratuita permitirá aos usuários “inspecionar” desde as florestas tropicais até as geleiras.

Segundo la FAO, cerca de 33% de todo o solo do mundo estão degradados, e seu estado está se deteriorando de forma alarmante. Foto: FAO

FAO: aumento da contaminação do solo ameaça segurança alimentar

É necessário adotar medidas urgentes para abordar a contaminação do solo e conter as múltiplas ameaças que isto representa para a inocuidade e para a segurança alimentar global, destacou na semana passada a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em celebração do Dia Mundial do Solo, lembrado em 5 de dezembro.

Milhares de produtos químicos – produzidos comercialmente em grande escala –, resíduos plásticos e eletrônicos ou águas residuais não tratadas podem se converter em fontes de contaminação do solo, abrindo espaço para que os produtos contaminantes entrem na cadeia alimentar, com graves consequências à saúde e ao bem-estar da população.

Pescadores no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Vaticano se une à FAO em denúncia aos abusos trabalhistas na indústria da pesca

As práticas ilegais e desumanas na indústria da pesca em todo o mundo devem ser eliminadas e substituídas por práticas sustentáveis para apoiar os meios de subsistência de uma em cada dez pessoas do planeta, afirmaram a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Vaticano.

“Transmitimos uma mensagem conjunta que pede fim às violações de direitos humanos dentro da indústria da pesca e pedimos o fim da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada”, disse o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, em evento marcando o Dia Mundial da Pesca.

Parceria entre FAO e Federação Latino-Americana de Mercados de Abastecimento visa reduzir o desperdício de alimentos na região. Foto: Flickr/Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cc)

FAO e federação latino-americana assinam acordo de combate ao desperdício de alimentos

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) irá se juntar à Federação Latino-Americana de Mercados de Abastecimento (FLAMA) para enfrentar o desperdício de alimentos, graças a um acordo firmado na quinta-feira (22), durante a Semana da Alimentação e Agricultura, em Buenos Aires.

A FLAMA reúne mercados atacadistas, centros de abastecimento, associações e instituições públicas e privadas de abastecimento à região, incluindo mais de 298 supermercados.

Foto: FIDA

Agências de alimentação da ONU apresentam relatório sobre trabalho conjunto na América Latina

As três agências das Nações Unidas com sede em Roma — Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e Programa Mundial de Alimentos (PMA) — apresentaram nesta quarta-feira (21) um relatório sobre seu trabalho conjunto na América Latina e no Caribe, durante o primeiro dia da Semana da Agricultura e da Alimentação.

O relatório destaca a colaboração das agências da ONU em prol da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola e rural, analisando suas ações conjuntas e complementares em Guatemala, Colômbia, El Salvador e no corredor seco centro-americano.

Agricultora alimenta animais de criação na Nicarágua. Foto: FAO

FAO: pobreza rural aumenta pela 1ª vez em dez anos na América Latina e Caribe

Pela primeira vez em uma década, a miséria no campo aumentou na América Latina e Caribe. O alerta vem da primeira edição do relatório Panorama regional da Pobreza Rural, que será divulgado na próxima quarta-feira (21) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Lançamento da publicação acontece em Buenos Aires, na Argentina, em coletiva de imprensa com transmissão ao vivo pela internet.

Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBC

FAO participa de semana nacional de conscientização sobre desperdício de alimentos

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove até 10 de novembro a Semana Nacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdícios de Alimentos 2018. A abertura do evento, na segunda-feira (5) em Brasília (DF), teve a presença do ministro Edson Duarte e de representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

No Brasil, segundo dados das Nações Unidas de 2013, 26,3 milhões de toneladas de alimentos disponíveis foram perdidas. Produtos como arroz, milho, tomate e cebola são os mais desperdiçados no país.

Família em El Salvador durante refeição com canja de frango. Foto: PMA/Rein Skullerud

ONU apresenta relatório anual sobre fome e nutrição na América Latina

Agências da ONU apresentam na próxima quarta-feira (7), no Chile e no Panamá, o levantamento anual da FAO sobre a fome na América Latina e Caribe. A edição de 2018 do relatório analisa a relação entre desigualdades sociais e o aumento da desnutrição na região.

Documento traz os números mais recentes sobre insegurança alimentar e também sobre obesidade. Os dois eventos de lançamento poderão ser acompanhados ao vivo pela internet.

Cena do filme “Histórias da Fome no Brasil”, dirigido por Camilo Tavares. Foto: Reprodução

Parlamentares latino-americanos promovem encontro em Madri para debater fome zero na região

Mais de 60 deputados da Frente Parlamentar contra a Fome da América Latina e do Caribe declararam nesta segunda-feira (29) em Madri que o desenvolvimento sustentável não será alcançado sem um trabalho parlamentar ativo e eficaz rumo à fome zero.

Além de elaborarem leis para garantir o direito à alimentação, os integrantes da frente definiram que o principal foco será potencializar as ações de fiscalização para assegurar que tenham impacto nos territórios mais vulneráveis da região.

O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

Evento no PR discute cooperativismo para impulsionar autonomia de mulheres rurais

As famílias encabeçadas por mulheres estão entre as mais pobres no campo. Elas são mais vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de ter acesso à terra para gerar sua própria renda e pouca voz na tomada de decisões que afetam suas vidas.

Ainda assim, as mulheres são responsáveis por parte importante da produção de alimentos no Brasil, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

As declarações foram feitas em vídeo para o 1º Encontro das Mulheres Rurais do Mercosul – Cooperativismo, Instrumento para Autonomia Econômica das Mulheres, que aconteceu no último dia 18 em Medianeira, Paraná.

Foto: PMA/Alejandro Chicheri

Brasil e FAO reforçam cooperação internacional para combate à fome e à pobreza

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano, e representantes do governo brasileiro assinaram na semana passada (17) em Roma, na Itália, uma carta de intenções para reforçar a continuidade da cooperação técnica promovida por meio de parceria entre FAO e Brasil.

Na ocasião, assinaram o documento pelo Brasil o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Pereira. O compromisso se refere a projetos internacionais de compartilhamento de experiências e boas práticas de tecnologias e políticas públicas brasileiras com outros países do Sul Global em temas relacionados ao combate à fome e à pobreza.

Segurança alimentar é um dos destaques da cooperação entre Brasil e países da África. Foto: Centro de Excelência contra a Fome

Conferência em Roma pede compromisso global com o fim da fome no mundo

Os participantes da 45ª Comissão de Segurança Alimentar Mundial (CFS, na sigla em inglês), que ocorre nesta semana em Roma, na Itália, pediram esforços globais para erradicar a fome. De acordo com os principais oradores da reunião, ainda há tempo para alcançar a Fome Zero até 2030, mas medidas urgentes são necessárias.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, disse na abertura da reunião que o fracasso na erradicação da fome prejudicará todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Isso significa que “a pobreza não será erradicada, os recursos naturais continuarão a se degradar e a migração forçada continuará”.

“Temos que levar mais a sério a intenção de colocar fim aos conflitos”, enfatizou, por sua vez, David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

FAO: mulheres indígenas precisam ser ouvidas nas decisões que afetam suas vidas

São mais de 400 milhões de indígenas no mundo. Destes, metade é mulher. São elas que criam gado, plantam, pescam e caçam para coletar alimentos para suas comunidades. Elas também são consideradas as guardiãs de sementes, plantas medicinais e da biodiversidade da floresta, além de guardiãs da cultura de suas etnias.

Apesar de suas contribuições, as mulheres indígenas não fazem parte da política e dos processos decisórios que afetam suas vidas. Geralmente, as políticas de proteção social não incluem suas opiniões e necessidades. E, apesar de sua riqueza de saberes, seu trabalho, conhecimento e necessidades não estão representados nas estatísticas. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).