A poluição da água causada pela agricultura afeta bilhões de pessoas e gera perdas anuais de bilhões de dólares. Foto: FAO

FAO alerta para contaminação da água por práticas agrícolas insustentáveis no mundo

A contaminação da água por práticas agrícolas insustentáveis representa uma grave ameaça para a saúde humana e os ecossistemas do planeta, um problema frequentemente subestimado tanto pelos responsáveis por políticas públicas como pelos agricultores, alertou um relatório divulgado na quarta-feira (20).

Em muitos países, a maior fonte de contaminação da água é a agricultura — não as cidades ou a indústria —, enquanto, globalmente, o poluente químico mais comum nos aquíferos subterrâneos são os nitratos procedentes da atividade agrícola, advertiu relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Projeto Dom Helder Câmara visa melhorar condições de vida de agricultores familiares do semiárido brasileiro. Foto: Agência Brasil/Wilson Dias

FAO traz agricultores da América Central para conhecer estratégias de produção no semiárido brasileiro

De 25 a 30 de junho, agricultores e técnicos da Guatemala, El Salvador e Honduras estarão no Brasil para discutir estratégias de cultivo em contextos de escassez de água. Visita é promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Agência reunirá os produtores da América Central com agricultores familiares da Paraíba e de Pernambuco.

Parque Nacional das Sempre-Vivas, em Minas Gerais. Foto: Wikimedia Commons/Carolina Teixeira de Melo Franco (CC)

Agricultura tradicional de flores sempre-vivas pode ser 1º patrimônio agrícola mundial brasileiro

O sistema de agricultura tradicional da Serra do Espinhaço, no território Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais, pode ser o primeiro Patrimônio Agrícola Mundial brasileiro. Nesta região, vivem comunidades rurais tradicionais que, ao longo de séculos, realizam a coleta de flores sempre-vivas e mantêm o cultivo ancestral de roças e criação de animais.

Os apanhadores serão a primeira candidatura brasileira ao programa de reconhecimento de Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (Sipam), concedido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A FAO e o governo brasileiro recebem até 13 de abril inscrições para curso semipresencial sobre programas sustentáveis de alimentação escolar. Foto: PMA / Ana Claudia Costa

FAO define novo prazo para concurso sobre alimentação escolar na América Latina e Caribe

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estendeu para 31 de julho o prazo de inscrições do concurso de Boas Práticas da Alimentação Escolar na América Latina e Caribe. Competição visa dar visibilidade a projetos que melhoram o fornecimento de refeições em centros de ensino. Podem participar governos municipais e nacionais, universidades e associações de pais, mães ou agricultores.

O número de crianças que trabalham na agricultura em todo o mundo subiu mais de 10% desde 2012 devido, em parte, a conflitos armados e desastres naturais. Foto: FAO

FAO vê alta do trabalho infantil na agricultura mundial, impulsionada por conflitos e desastres

Depois de anos de queda constante, o trabalho infantil na agricultura começou a aumentar novamente nos últimos anos, impulsionado em parte por um aumento dos conflitos e dos desastres provocados pelo clima.

Essa tendência preocupante não só ameaça o bem-estar de milhões de crianças, mas também prejudica os esforços para acabar com a fome e a pobreza no mundo, advertiu a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) nesta terça-feira (12), Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

Um número crescente de países está aderindo ao acordo mundial que visa impedir a pesca ilegal. Foto: ONU/Martine Perret.

Pesca ilegal tem custo anual de até US$23 bilhões no mundo, diz FAO

Um número crescente de países está aderindo ao acordo mundial que visa impedir a pesca ilegal, sendo 13 deles da América Latina e do Caribe, informou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na terça-feira (5), Dia Internacional de Luta contra a Pesca Ilegal.

A FAO estima que essa prática afete um em cada cinco peixes capturados, tendo um custo anual de até 23 bilhões de dólares.

“A pesca ilegal extrai milhões de dólares dos bolsos de pescadores e empresas que cumprem a lei na América Latina e no Caribe. Além disso, por não estar regulamentada, devasta a biodiversidade marinha e afeta as economias nacionais”, explicou o representante regional da FAO, Julio Berdegué.

Homem mostra ouriço de castanha-do-brasil na Floresta do Vale, reserva legal comunitária do assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena (MT). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

FAO promove consultas sobre estatísticas agroambientais na América Latina e Caribe

Tem início amanhã (29), em Brasília, uma consulta promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para discutir indicadores agroambientais na América Latina e Caribe. Com especialistas e gestores brasileiros, encontro abordará quais estatísticas podem ajudar a região a monitorar a implementação de recomendações da ONU sobre produção agrícola e sustentabilidade.

Cerca de 420 mil pessoas estão sob cerco na Síria – sem alimentos e remédios, famílias com fome e crianças malnutridas e definhando. Elas precisam de ajuda agora, precisam de paz agora. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) precisa de financiamento e acesso para ajudar.

Conselho de Segurança aprova resolução para proteger populações em conflito da fome

Agências da ONU celebraram a adoção pelo Conselho de Segurança de uma resolução que proíbe governos e grupos em conflito de atacarem locais necessários à produção e distribuição de alimentos. Aprovada unanimemente na quinta-feira (24), medida é histórica, pois é a primeira da entidade a reconhecer os vínculos entre guerra e fome. Atualmente, pessoas em zonas de conflito representam 60% dos 815 milhões de indivíduos vivendo com fome crônica.

Evento teve a presença do coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Niky Fabiancic. Foto: Rafael Melo/RCO/ONU Brasil

ONU promove evento em Brasília para lembrar importância das abelhas na produção de alimentos

No ocasião do Dia Mundial das Abelhas, a ONU Brasil, em parceria com a Embaixada da República da Eslovênia e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promoveu evento em Brasília (DF) para lembrar a importância desses insetos e de outros polinizadores para a produção de alimentos no mundo. A data, observada no último domingo (20), aborda a necessidade econômica e ambiental de protegê-las.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 75% da alimentação humana depende, direta ou indiretamente, de plantas polinizadas ou beneficiadas pela polinização.

“Por essa razão, as abelhas são consideradas ‘ajudantes invisíveis’ de agricultores em todo o mundo”, disse o coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Niky Fabiancic.

Criação de gado na região Norte. Foto: EBC

FAO e governo discutem impacto da pecuária sobre a biodiversidade no Brasil

Quase 30% das terras do planeta são utilizadas para pastagens e plantio de alimentos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Para promover a realização de pesquisas sobre o impacto da pecuária na biodiversidade, a agência da ONU e o Ministério do Meio Ambiente do Brasil realizaram nesta semana uma oficina sobre o tema. Encontro reuniu em Brasília especialistas de diferentes partes do país.

FAO: Um terço de toda a comida produzida no mundo é desperdiçada. Foto: ONU Meio Ambiente

FAO recomenda ações para evitar perder um terço da comida no mundo

Um terço de toda a comida produzida no mundo é desperdiçada, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO. Isso representa 1,3 bilhão de toneladas de comida todos os anos.

A agência da ONU cita alimentos usados em celebrações como o Ramadã, o Ano Novo na Rússia, o solstício na Coreia do Sul e o Natal no Reino Unido ao detalhar seis ações estratégicas. A meta é acabar com este problema, “seja qual for o feriado”.

Sertão do Nordeste. Foto: Wikicommons/Flickr/Maria Hsu

ARTIGO: A escolha desta geração

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, aponta que nos últimos 13 anos, o Brasil criou um generoso guarda-chuva de programas sociais, responsáveis por reduzir a pobreza e tirar o país do mapa da fome.

Agora, segundo o dirigente, cortes de recursos ameaçam excluir os pobres do orçamento do Estado e, com isso, trazer retrocessos. Para Graziano, nação brasileira vive o desafio de reencontrar o desenvolvimento e acreditar na democracia como mediadora dos conflitos.

O algodão é produzido por mais de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

Brasil e FAO ajudam Paraguai a melhorar produção de algodão

Em Caazapá, no Paraguai, plantações de algodão que fazem parte de um projeto da FAO e do governo do Brasil tiveram crescimento superior a 100% na produtividade. Expansão foi observada por uma missão de técnicos do Estado paraguaio e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que estiveram no país no início do mês. Programa de cooperação entre as duas nações promove o uso de novas tecnologias e variedades de cultivo brasileiras.

Programas de alimentação escolar podem fortalecer agricultura local e garantir que crianças frequentam o colégio. Foto: PMA / Vinícius Limongi

Brasil e FAO promovem encontro regional no Panamá sobre alimentação escolar

Evento reúne delegações dos 13 países que recebem apoio do Brasil para melhorar o fornecimento de refeições em centros de ensino. Desde 2009, a FAO e o governo brasileiro mantêm um programa de cooperação para difundir boas práticas em alimentação escolar. Atualmente, o projeto é implementado em Belize, Costa Rica, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Paraguai, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas.

Agricultores brasileiros estão utilizando técnicas orgânicas envolvendo leguminosas que reduzem os custos e combatem as mudanças climáticas. Foto: EMBRAPA

Agricultores brasileiros unem-se a cientistas nucleares para utilizar fertilizantes orgânicos

Agricultores brasileiros estão trabalhando com cientistas nucleares para utilizar técnicas de agricultura orgânica com o objetivo de aumentar sua produtividade e reduzir as emissões de carbono, em um projeto coordenado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Diante do alto custo dos fertilizantes contendo nitrogênio sintético, agricultores brasileiros estão utilizando fixação biológica de nitrogênio (FBN). Essa técnica, conhecida como adubação verde, envolve a captura de nitrogênio do ar, sem o uso de fertilizantes químicos.

Contaminação dos solos preocupa a FAO, que organizou simpósio em Roma sobre o tema. Foto: Julien Saison (CC)

Pecuária e indústria química trazem riscos de contaminação dos solos, alerta FAO

Até 2030, a produção de químicos deverá crescer 3,4% ao ano. A expansão do setor preocupa a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que divulgou nesta semana um novo relatório sobre a contaminação dos solos causada por diferentes atividades humanas. Em 2015, a indústria química da Europa produziu 319 milhões de toneladas de compostos. Desse volume, 117 milhões eram consideradas perigosas para o meio ambiente.

Consumo de produtos industrializados em países das Américas estaria ligado a taxas crescentes de sobrepeso, obesidade e doenças crônicas, como diabetes, câncer e doenças do coração. Foto: WikiCommons/lyzadanger/Diliff

Brasil e ONU lançam redes para combater consumo de sódio e de alimentos processados

Apresentadas em Brasília nesta semana, na sede nacional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), iniciativas buscam cumprir compromissos da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição, observada de 2016 a 2025.

O Brasil se comprometeu a deter o crescimento da obesidade entre adultos, reduzir o consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar em pelo menos 30% no mesmo grupo etário e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

Plantação de uvas no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Foto: Wikimedia Commons/Adelano Lázaro

FAO defende estratégia de comercialização de alimentos baseada no lugar de origem dos produtos

Vender bens alimentícios especificando o lugar de origem do produto pode melhorar os lucros e estimular o crescimento de comunidades agrícolas. A avaliação é de um estudo divulgado em abril (26) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Agência da ONU analisou nove produtos – incluindo o vinho brasileiro do Vale dos Vinhedos – e concluiu que o uso da indicação geográfica pode aumentar os preços finais em 20 a 50%.

Políticas de alimentação escolar no Brasil. Foto: PMA/Vinícius Limongi

Após vencer concurso, merendeiras de escolas públicas brasileiras visitam República Dominicana

Cinco merendeiras de escolas públicas brasileiras que venceram a segunda edição do concurso “Melhores Receitas de Alimentação Escolar” chegaram na segunda-feira (23) à República Dominicana para conhecer a experiência do país em alimentação escolar. A viagem faz parte do prêmio da disputa, concedido durante evento ocorrido em outubro do ano passado.

O concurso foi promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação (MEC), e teve o apoio do projeto de Fortalecimento de Programas de Alimentação Escolar na América Latina e no Caribe, do Programa de Cooperação Internacional Brasil – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Mudanças climáticas ameaçam a Amazônia e, consequentemente, disponibilidade de recursos hídricos para países da região. Foto: Flickr (CC) / Dams999

FAO visita unidade da Embrapa para conhecer inovações em pesquisa florestal

O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, visitou na semana passada (16) o escritório da Embrapa Florestas, em Colombo, região metropolitana de Curitiba (PR).

Em reunião com a chefia da unidade, Bojanic disse que, para a FAO, “é fundamental conhecer as inovações que estão acontecendo no campo da pesquisa florestal, o desenvolvimento tecnológico, pois é nosso papel facilitar a adoção destas tecnologias”.

A FAO e o governo brasileiro recebem até 13 de abril inscrições para curso semipresencial sobre programas sustentáveis de alimentação escolar. Foto: PMA / Ana Claudia Costa

ONU recebe inscrições para concurso sobre alimentação escolar na América Latina e Caribe

Competição da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) visa dar visibilidade a projetos que melhoram o fornecimento de refeições em centros de ensino. Podem participar governos municipais e nacionais, universidades e associações de pais, mães ou agricultores. Inscrições vão até 15 de junho. Premiação inclui verba em dinheiro para a compra de equipamentos usados no preparo de alimentos em escolas.

No Camboja, cerca de um terço da população vive abaixo ou um pouco acima da linha da pobreza e dependem da agricultura como única atividade geradora de renda. Devido ao Sistema Participativo de Garantia (SPG), um programa implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), esta família cambojana foi capaz de escapar da pobreza cultivando produtos orgânicos de maneira sustentável.

FAO ajuda agricultores no Camboja a gerar renda e fugir da pobreza; vídeo

No Camboja, cerca de um terço da população vive abaixo ou um pouco acima da linha da pobreza e dependem da agricultura como única atividade geradora de renda. Devido ao Sistema Participativo de Garantia (SPG), um programa implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), esta família cambojana foi capaz de escapar da pobreza cultivando produtos orgânicos de maneira sustentável. Confira no vídeo.

O Brasil tem boas práticas na área de conservação de solos, mas é preciso divulgá-las ainda mais entre os agricultores, segundo representante da FAO no país. Foto: EBC

Agência da ONU elogia práticas brasileiras de conservação do solo

O Brasil tem boas práticas de conservação de solos, como, por exemplo, a integração lavoura–pecuária–floresta, mas é preciso divulgá-las ainda mais entre os agricultores, destacou nesta quinta-feira (12) o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, durante o seminário “Conservação de solo: Sustentabilidade na produção de alimentos e na segurança hídrica”, realizado em Brasília (DF).

Representante da FAO participou de fórum de agronegócio em Londrina (PR), onde e ressaltou o papel do Brasil na produção de alimentos. Foto: FAO/Olivier Thuillier

FAO destaca papel do Brasil na resposta à demanda global por alimentos

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, participou na segunda-feira (9) do 3º Fórum do Agronegócio, que debateu o protagonismo do agronegócio brasileiro pelo mundo, as estratégias para consolidar novos mercados e as soluções para os problemas que atingem o setor, como infraestrutura, armazenamento, competitividade e logística.

Bojanic destacou o papel do Brasil na resposta à demanda global por alimentos. “Até 2024, 2027 temos certeza de que o Brasil estará produzindo 300 milhões de toneladas de grãos, o que é chave para nós que pensamos em segurança alimentar para a população de todo o planeta”, afirmou. Para Bojanic, o Brasil precisa exportar conhecimento, ser modelo de sustentabilidade e líder em empreendedorismo.

O Brasil tem boas práticas na área de conservação de solos, mas é preciso divulgá-las ainda mais entre os agricultores, segundo representante da FAO no país. Foto: EBC

FAO e Ministério do Meio Ambiente buscam combater desertificação em áreas degradadas

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente lançaram em fevereiro iniciativa que visa a recuperação de terras degradadas, denominada projeto Redeser. As ações começarão no Maranhão, em quatro municípios com alto risco de desertificação — Barreirinhas, Tutoia Matões e Água Doce. Posteriormente, serão estendidas para os estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Alagoas.

Segundo o representante da FAO no Brasil, Ala Bojanic, o projeto integra o escopo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas. “É essencial recuperar e manter a terra hoje, para garantir comida para o futuro”, declarou.

Mulheres representam 20% da mão de obra do setor agrícola na América Latina e Caribe. Foto: Banco Mundial/Romel Simon

ARTIGO: O concerto da inclusão

Em artigo publicado no jornal Valor Econômico, o chefe da FAO, José Graziano da Silva, cobra mais vontade política na América Latina e Caribe para enfrentar a fome e a pobreza, problemas que se agravaram em anos recentes com a desaceleração econômica regional e o fim do ciclo das commodities.

Para o dirigente, governos não devem esperar a próxima onda de expansão global para lidar com o crescimento da miséria. Cenário atual foi descrito como “teste de sobrevivência da democracia e das lideranças na região”.

Agricultores semeando alface crespa. Foto: Flickr/ Orgânicos do Pivas (Creative Commons)

FAO oferece curso online sobre agricultura familiar e manejo de recursos naturais

Quer aprender técnicas de produção agrícola sustentável e entender como gerir de forma responsável os recursos naturais? A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) oferece uma formação online gratuita sobre o tema, com conteúdos sobre agricultura familiar, sistemas pesqueiros, aquicultura e exploração de bens florestais. Capacitação é inspirada em iniciativa brasileira.

Esta jovem mãe andou 20 dias de Diinsoor, na Somália, com seus sete filhos para o campo de refugiados de Hagadera, em Dadaab, no Quênia. Depois que o gado de seu marido morreu por causa da seca na Somália, ela foi para Dadaab devido à fome. Foto: OCHA/Meridith Kohut

Seca e conflitos aumentaram a fome de milhões em 2017, alerta novo relatório

Impulsionados principalmente por desastres climáticos e conflitos, os níveis de fome aumentaram em 2017, deixando cerca de 124 milhões de pessoas em 51 países enfrentando crises de fome. Esse número representa 11 milhões a mais do que no ano anterior, segundo um novo relatório apoiado pelas Nações Unidas.

Apresentado pela FAO, Programa Mundial de Alimentos (PMA) e União Europeia, o Relatório Global sobre Crises Alimentares revelou que as emergências alimentares são cada vez mais determinadas por causas complexas como conflitos, choques climáticos e preços elevados de alimentos básicos – fatores que, muitas vezes, agem ao mesmo tempo.