O casal de agricultores familiares Jessica Chryssafidis, de 27 anos, e Conrado Pereira, de 35, em seu sítio de Paraisópolis (MG). Foto: FAO

Casal de produtores rurais de MG aposta na entrega direta a consumidores em meio à pandemia

A pandemia da COVID-19 e o isolamento social fizeram o casal de agricultores familiares do sul de Minas Gerais Jessica Chryssafidis, de 27 anos, e Conrado Pereira, de 35, apostar no serviço de entregas diretas aos consumidores, conectando o campo e a cidade.

Com a pandemia e o isolamento social, as vendas nos pequenos comércios locais e padarias diminuíram em cerca de 35%. Contudo, o que poderia significar uma crise para a família abriu uma janela de oportunidades, com a demanda crescente de pedidos de entrega em domicílio. “A perspectiva que vimos para lidar com essa situação foi a venda direta aos consumidores”, diz Jéssica. Leia o relato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Mulheres que trabalham no plantio de hortaliças orgânicas no Assentamento Vista Alegre em Quixeramobim, no Ceará. Foto: FAO

FAO apresenta campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos em evento online

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) participa na quinta-feira (28) da Feira Agrotecnológica de Tocantins (Agrotins) 2020, na qual apresentará a campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos. Em 2020, a feira completa 20 anos e será 100% online, tendo como tema Cerrado Sustentável.

O objetivo da campanha da FAO é dar visibilidade ao papel das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes em um contexto de crescentes desigualdades estruturais e desafios sociais, econômicos e ambientais.

Programas de alimentação escolar podem contribuir para combater a má nutrição no mundo. Foto: WFP

Campanha lembra importância de garantir alimentação adequada a estudantes durante pandemia

Campanha de comunicação nas redes sociais visa sensibilizar gestores públicos sobre a importância de garantir acesso à alimentação adequada e saudável aos estudantes da rede pública de educação durante a pandemia de COVID-19.

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil e Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável uniram esforços para defender o Programa Nacional de Alimentação Escolar brasileiro e a garantia do direito humano à alimentação adequada do público escolar.

Os ministros destacaram a importância da disponibilidade de alimentos a preços convenientes em meio à pandemia de COVID-19. Foto: EBC

Países das Américas coordenaram ações para garantir alimentos na pandemia

Ministros de 34 países das Américas, entre eles do Brasil, destacaram a importância da disponibilidade de alimentos a preços convenientes. Também enfatizaram a necessidade de que produção, distribuição e venda sejam realizadas com o menor risco para a saúde de todos os que participam da cadeia alimentar.

A inédita Reunião Hemisférica de Ministros e Secretários de Agricultura foi organizada pelo Instituto Interamericano de Cooperação em Agricultura (IICA) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em resposta a uma solicitação do Ministério da Agricultura do Chile.

As bicicletas tornaram-se a opção de deslocamento e lazer durante a pandemia de COVID-19 em Kiev, na Ucrânia. Foto: ONU Ucrânia/Shuvaev

Tempestade da COVID-19 ainda paira sobre a Europa, diz OMS

As nuvens de tempestade da COVID-19 ainda pairam pesadamente sobre a Europa, disse um especialista sênior da Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira (16), com casos registrados nos últimos dez dias dobrando para quase 1 milhão. O continente agora responde por 10% do total global.

Dos dez países da região com o maior número de casos, houve alguns sinais otimistas, com números diminuindo em Espanha, Itália, Alemanha, França e Suíça nas últimas semanas. No entanto, esses ganhos são moderados pela incidência sustentada – e até crescente – em Reino Unido, Turquia, Ucrânia, Belarus e Rússia.

Organizações se unem para garantir sistemas alimentares durante pandemia da COVID-19

Onze organizações internacionais concordaram em unir esforços para ajudar os países da América Latina e do Caribe a proteger seus sistemas alimentares e a manter a agricultura e o comércio de alimentos durante a atual pandemia da COVID-19.

Entre as medidas estão: manter vivo o comércio agroalimentar e garantir a segurança alimentar dos mais vulneráveis; reduzir o impacto e monitorar os efeitos da COVID-19 na alimentação e na agricultura; trabalhar em conjunto através de uma plataforma virtual de comunicação e da ampliação de diálogo através de seminários online.

Representantes dos governos de Paraguai, Peru, Colômbia e Chile estão no Brasil para conhecer a experiência brasileira em compras públicas de alimentos. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

FAO apoia compromisso de países da América Latina e do Caribe na garantia de alimentos durante pandemia

Não faltarão alimentos para os 620 milhões de habitantes  da América Latina e do Caribe durante a pandemia da COVID-19. O compromisso foi assinado por representantes dos 25 países da região, que garantiram o abastecimento de alimentos suficientes, inócuos e nutritivos.

O compromisso conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) , do Programa Mundial de Alimentos (WFP) e outros organismos internacionais.

Países devem atenuar os efeitos da COVID-19 no comércio e nos mercados de alimentos, alerta FAO

A incerteza sobre a disponibilidade de alimentos pode desencadear uma onda de restrições à exportação, gerando escassez no mercado mundial. Essas reações podem alterar o equilíbrio entre a oferta e a demanda por alimentos, levando a picos de preços e maior volatilidade.

É preciso fazer tudo que é possível para assegurar que o comércio flua tão livremente quanto seja permitido, principalmente para evitar a escassez de alimentos.

Da mesma forma, também é essencial proteger os produtores de alimentos e trabalhadores do setor alimentício na elaboração e comercialização no varejo, visando minimizar a propagação da doença nesse setor e manter as cadeias de suprimento de alimentos.

FAO recomenda o aument do consumo de frutas e legumes. Foto: Magda Ehlers/Pexels

FAO: dicas de uma alimentação saudável para enfrentar a crise da COVID-19 

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apela a todos para que fortaleçam seu sistema imunológico com uma dieta saudável e consciente evitando desperdícios, e fornece recomendações para mitigar os efeitos da pandemia na segurança alimentar e nutrição.

A FAO elaborou uma série de perguntas e respostas sobre o impacto da COVID-19 na alimentação e na agricultura. ‘Quem está mais ameaçado por sua segurança alimentar e meios de subsistência devido à pandemia?’, ‘Como a pandemia afetará a demanda de alimentos?’. Estas são algumas das perguntas que preocupam o mundo e que a FAO responde. 

Prateleiras de supermercado em Nova Iorque. Foto: Beatriz Barral/ONU

COVID-19: FAO desaconselha corrida aos supermercados

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) desaconselha a corrida aos supermercados durante a pandemia da COVID-19. De acordo com a diretora da FAO em Nova Iorque, Carla Mucavi, pesquisas da ONU mostram que ainda não existem rupturas nos bens essenciais e a situação deve permanecer assim nas próximas semanas.

No entanto, para evitar uma crise nos próximos meses, é preciso que os governos garantam acesso aos alimentos, sobretudo, para as populações vulneráveis.

Crianças fazem uma refeição na escola, que participa de um programa de alimentação escolar na América Latina e no Caribe. Foto: Ubirajara Machado/FAO

COVID-19: FAO pede medidas em favor da população que depende da alimentação escolar

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura pediu que os governos implementem medidas em favor da população escolar cujas famílias têm mais dificuldades em acessar alimentos, para fornecer o apoio nutricional que os programas de alimentação escolar garantiam.

As recomendações para minimizar o impacto gerado pelo fechamento de programas de alimentação escolar na segurança alimentar e nutricional devem ser decididas por cada país, tomando todas as precauções para evitar a transmissão do COVID-19.

Entre as medidas adotadas pelos governos de muitos países da América Latina e do Caribe diante da rápida expansão do coronavírus está o fechamento de escolas e, portanto, a suspensão de alimentação escolar.

De abril a outubro, os coletores de flores e suas famílias sobem as montanhas da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, para coletar as flores sempre-vivas, ficando lá por semanas. Foto: FAO

Flores sempre-vivas de MG entram na lista do patrimônio agrícola mundial

Um sistema agrícola tradicional na Serra de Espinhaço, no sul de Minas Gerais, foi registrado como um dos Sistemas Importantes do Patrimônio Mundial da Agricultura (SIPAM), que é gerenciado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Os agricultores locais, dedicados à colheita das flores sempre-vivas, desenvolveram um sistema agrícola eficaz que combina o cultivo de flores, horticultura agroflorestal, pastoreio de gado e culturas agrícolas, tudo em altitudes que chegam a 1,4 mil metros.

Em dezembro de 2017, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução criando a Década da ONU para a Agricultura Familiar (2019-2028). Foto: MDA

FAO recebe inscrições para conferência online sobre desenvolvimento territorial

As Conferências Online – Série 2030, organizadas pelo escritório regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe e pelo Instituto de Estudos do Peru (IEP), apresentam uma coleção de 30 documentos que reúnem trabalhos de mais de 90 especialistas regionais e internacionais dedicados a futuro da agricultura, da alimentação e do desenvolvimento rural.

A próxima conferência será realizada na quinta-feira (12), às 12h (horário de Brasília), e será ministrada por Ángela Penagos (Centro Latino-Americano para o Desenvolvimento Rural da Colômbia) e Arilson Favareto (Universidade Federal do ABC), com moderação de Carolina Trivelli (Instituto de Estudos Peruanos). Saiba como participar.

Município de Coronel José Dias, no Piauí. Foto: Flickr (CC)/Otávio Nogueira

FAO e Piauí discutem parceria em políticas de redução da pobreza e da desnutrição infantil

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil e o Governo do Piauí estão discutindo parcerias para execução de ações no estado com o apoio da agência da ONU.

“A FAO Brasil e o valioso estado do Piauí irão trabalhar juntos para fortalecer as políticas públicas estatais para diminuir a pobreza, lutar contra a desnutrição infantil nas zonas rurais e melhorar o IDH”, destacou o representante da FAO no país, Rafael Zavala.

A espécie dos gafanhotos do deserto é a mais poderosa: tem chifres curtos e podem formar grandes enxames rapidamente e ameaçar as produções agrícolas. Foto: FAO / Carl de Souza.

Tecnologia da FAO permite monitoramento e prevenção de infestações de gafanhotos

Por mais de 40 anos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tem ajudado países em risco a vencer a luta contra infestações de gafanhotos.

Realizando um importante trabalho de coleta de dados, o aplicativo eLocust3 permite que equipes em campo de todo o mundo mapeiem os movimentos de gafanhotos entre países e iniciem ações para controlar um enxame antes que ele provoque danos graves.

As infestações por gafanhotos afetam os meios de subsistência e a segurança alimentar de milhões e podem levar anos para serem controladas. Inovadora, a ferramenta desenvolvida pela agência da ONU ajuda a proteger agriculturas de subsistência em dezenas de países.

Fazendeira trabalha em campos próximos à Vila Chatiune, no Nepal. Foto: ONU Mulheres | Narendra Shrestha.

Fundo Verde destina US$160 mi a Chile, Nepal e Quirguistão para combate às mudanças climáticas

Apoio financeiro do Fundo Verde para o Clima (GCF) ao Chile, Nepal e Quirguistão visa oferecer suporte às respostas implementadas por esses países no combate às mudanças climáticas.

A iniciativa foi aprovada em novembro (13), em Songdo, na Coreia do Sul. Estima-se que o Fundo, apoiado pela ONU, beneficiará 1,5 milhões de pessoas.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tem apoiado a elaboração de projetos com o objetivo de combater as mudanças climáticas e construir resiliência nas três nações.

Algodão tem papel estratégico no desenvolvimento sustentável da América Latina

Brasil treina pesquisadoras peruanas em inovações tecnológicas para setor algodoeiro

Com o objetivo de fortalecer capacidades na cadeia de valor do algodão, duas pesquisadoras peruanas do Instituto Nacional de Inovação Agrária (INIA) estiveram no Brasil este mês para um estágio no escritório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Algodão), na cidade de Campina Grande (PB).

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), governos peruano e brasileiro executam em conjunto desde 2015 o projeto +Algodão Peru, cujo objetivo é melhorar a competitividade dos sistemas de produção de algodão no país.

A conservação é importante para a biodiversidade e a segurança alimentar na região de Rupununi, na Guiana. Crédito: FAO/David Mansell-Moullin.

Programa da FAO atua em 13 países para alcançar níveis sustentáveis de caça e pesca silvestres

Programa de Manejo Sustentável da Vida Selvagem (SWM), lançado em 2017 pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e parceiros, atua em cooperação com 13 países para encontrar soluções sustentáveis para a caça e a pesca.

Segundo alerta a agência, se a caça e a pesca silvestres não forem contidas em níveis sustentáveis, as populações desses animais diminuirão e as comunidades rurais e tradicionais sofrerão níveis crescentes de insegurança alimentar.

Na região de Rupununi, na Guiana (país que faz fronteira com o estado brasileiro de Roraima), o programa da FAO trabalha com a tribo indígena Wapishana, que coordena um grupo de guardas florestais para a conservação local. A FAO destaca que em muitos desses países é necessário revisar e melhorar as leis de caça e os sistemas de posse da terra, que tendem a ser ambíguos e mal aplicados.

O objetivo da plataforma é coordenar e fortalecer ações de formulação e implementação de soluções conjuntas no setor da agricultura. Foto: FAO

COP 25: plataforma visa apoiar ações climáticas na agricultura latino-americana e caribenha

Durante o primeiro dia dedicado a agricultura, pecuária e silvicultura na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 25), que ocorre em Madri, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) participaram no domingo (8) do lançamento da Plataforma de Ação Climática na Agricultura (PLACA).

O objetivo da plataforma é coordenar e fortalecer soluções conjuntas na agricultura, para atuar de maneira alinhada diante do novo cenário climático.

A iniciativa, liderada pelo Chile, é uma plataforma para adesão voluntária já assinada na COP 25 pelos ministros da Agricultura de Argentina, Bahamas, Brasil, Costa Rica, Guatemala, Peru e Uruguai. Os governos de Equador, México e República Dominicana também se uniram e a expectativa é de que outros o façam o mais rápido possível.

10ª Edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária celebra consolidação do setor no mercado nacional. Foto: FAO/Christian Lamptey.

Bahia adere à Década das Nações Unidas da Agricultura Familiar em feira agroecológica em Salvador

Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária celebra o fortalecimento da rede agroecológica no mercado local e nacional. Evento acontece entre 23 de novembro e 1 de dezembro no Parque de Exposições de Salvador com atrações culturais, artísticas, além de 2.638 produtos de 292 empreendimentos de todo o estado.

Considerado o maior evento de comercialização da agricultura familiar do país, a feira chega à sua 10ª edição e é organizada pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes/BA).

Na última quarta-feira (27), durante o evento, estado da Bahia aderiu à Década das Nações Unidas da Agricultura Familiar 2019-2028, o primeiro no Brasil a assinar o Termo de Cooperação. Segundo o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, a expectativa é de que a Bahia sirva de exemplo para que outros estados se comprometam com a Década.

Delegação de Uganda visitou o Brasil para conhecer Programa Nacional de Alimentação Escolar. Foto: WFP

Delegação de Uganda visita Brasil para conhecer programa nacional de alimentação escolar

Dezesseis representantes do governo de Uganda e dos escritórios de duas agências da ONU no país – Programa Mundial de Alimentos (WFP) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) – visitaram na semana passada a sede do Centro de Excelência contra a Fome no Brasil, fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o WFP.

O objetivo da visita foi conhecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e as iniciativas de compras públicas da produção de pequenos agricultores. Uganda pretende adotar políticas de alimentação escolar para acabar com a fome entre estudantes e reduzir a evasão escolar.

Vencedoras de concurso do projeto +Algodão Paraguai, implementado em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), visitaram atividades da cadeia produtiva brasileira. Foto: Bishnu Sarangi | Pixabay.

Paraguaias premiadas por iniciativa da FAO conhecem produção de algodão do Brasil

Paraguaias vencedoras do Concurso de Sistema de Produção de Algodão, promovido pela Diretoria de Educação Agrícola (DEA) do Paraguai em conjunto com o projeto +Algodão Paraguai, foram premiadas com uma viagem ao Brasil para uma visita técnica sobre atividades brasileiras no setor. País é referência para o projeto por ser importante exportador da matéria-prima que é uma das 20 commodities mais importantes do mercado mundial em termos de valor.

Natalia Aguilar Venega e Luisa Curtido Martínez, da Escola Agrícola de Villarrica, no Paraguai, visitaram por uma semana as cidades nordestinas de Barbalha (CE), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB) e Remígio (PB) e trocaram conhecimentos com os agricultores familiares que produzem algodão de maneira agroecológica na região; conheceram políticas públicas voltadas para o setor; e visitaram a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer-PB).

O projeto +Algodão Paraguai é uma iniciativa conjunta promovida pelo governo do Paraguai; governo do Brasil –representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC); e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Segundo o representante da FAO no Paraguai, o intercâmbio entre Brasil e Paraguai é importante “para expandir experiências e predisposição à inovação na produção de algodão que, por muito tempo, significou um meio de vida importante para os agricultores paraguaios”.

Projeto ajudará a fornecer dados sobre uso de florestas - Foto: Pedro Dias/Pixabay

Novo projeto florestal da ONU ajudará países a cumprir compromissos com mudanças climáticas

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou na última segunda-feira (11) um novo projeto que possibilitará 26 países de fornecer dados aprimorados sobre o uso de suas florestas e terras – uma promessa de todos os representantes signatários do Acordo de Paris. A iniciativa, que já apoia 70 nações, investirá 7,1 milhões de dólares no monitoramento de matas nativas, a fim de garantir um manejo mais sustentável da terra.

De acordo com a FAO, o monitoramento preciso sobre o uso das florestas e terras é essencial para que os países acompanhem o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), à medida que adotam medidas de mitigação de mudança climática e de adaptação.

“Na América Latina e no Caribe, muitas crianças comem pouca comida saudável e muita comida processada”, Bernt Aasen, diretor regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe. Foto: Kwanchai.c | Shutterstock.

ONU pede ações urgentes para frear o aumento da fome e da obesidade na América Latina e no Caribe

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) pediram ações urgentes aos países da América Latina e do Caribe para combater o aumento da má nutrição na região.

As quatro agências das Nações Unidas que trabalham com o tema da Alimentação lançaram hoje (12) o Panorama de Segurança Alimentar e Nutricional 2019. O relatório apresenta dados do cenário alimentar da América Latina e do Caribe, e destaca que a região está pior que o resto do mundo na maioria dos indicadores de má nutrição relacionados ao consumo excessivo de calorias – enquanto que a fome voltou a crescer: 11%, ou 4,5 milhões de pessoas, desde 2014.

Segundo a diretora da OPAS/OMS, Carissa F. Etienne, “precisamos do compromisso de toda a sociedade e de políticas públicas que regulem produtos alimentares pouco saudáveis, criem ambientes propícios à atividade física e promovam uma alimentação saudável na escola e na mesa das famílias”.

Grãos de soja. Foto: Jonas Oliveira/ANPr

FAO completa 40 anos de presença no Brasil

Em comemoração ao aniversário de 40 anos de presença da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, a Câmara dos Deputados sediou, na última quarta-feira (6), um evento solene no Plenário Ulysses Guimarães que rememorou a atuação da agência no país. Juntos, Brasil e FAO têm trabalhado para erradicar a insegurança alimentar e a má nutrição, e para melhorar as condições de vida no meio rural.

O evento, que também marcou o Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), reuniu representantes da ONU; do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Ministério da Cidadania; da Agência Brasileira de Cooperação; do Ministério das Relações Exteriores; da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil; e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura.

“Passados 40 anos da nossa atuação oficial, podemos afirmar com orgulho que a experiência da FAO no Brasil é um dos exemplos mais bem-sucedidos da organização, não só por colaborar com o êxito do país em contornar um cenário grave de insegurança alimentar, mas por contribuir com a expansão de um marco institucional voltado ao combate à fome e à pobreza”, afirmou Rafael Zavala, representante da FAO no Brasil.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego. Foto: FAO | Telcinia dos Santos.

Agências de alimentação da ONU pedem mais apoio para vítimas da fome na África Austral

Segundo agências de alimentação das Nações Unidas, até 45 milhões de pessoas em 16 países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sofrerão grave insegurança alimentar nos próximos seis meses.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego.

“As chuvas tardias, largos período de seca, ciclones de grande magnitude e os problemas econômicos têm demonstrado ser uma combinação desastrosa para a segurança alimentar e os meios de subsistência em toda a África Austral”, afirmou Alain Onibon, coordenador sub-regional da FAO para a África Austral.

Agricultora brasileira da associação da comunidade negra de Jatobá. Foto: Banco Mundial/Romel Simon

ARTIGO: O papel das mulheres na segurança alimentar

Em artigo, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, analisa o papel das mulheres na segurança alimentar à luz dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao mesmo tempo em que são responsáveis por mais da metade da produção de alimentos, mais de 60% das pessoas com gome crônica no mundo também são mulheres e meninas. Leia o artigo completo.

Iniciativa de mulheres Xavante promove o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional, e da gestão territorial da reserva Pimentel Barbosa (MT). Foto: FUNAI | Mario Vilela.

No Mato Grosso, iniciativa de mulheres Xavante resgata alimentação tradicional

O Projeto Abahi Tebrezê é uma ação das mulheres indígenas Xavante da reserva Pimentel Barbosa, em Mato Grosso. Elas trabalham em prol do resgate do conhecimento alimentar tradicional através da revitalização do cultivo de batatas nativas.

Iniciado em 2010, a iniciativa foi inicialmente conduzida pelos homens da aldeia, mas em 2017 as mulheres decidiram assumir o protagonismo das ações, contribuindo para o fortalecimento da segurança alimentar em seu território.

O Abahi Tebrezê, além de resgatar a alimentação tradicional, possui um caráter educativo mais amplo, promovendo o intercâmbio de conhecimentos; o fortalecimento da cultura; a gestão do território; e maior conscientização sobre os direitos das mulheres indígenas da comunidade Xavante. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O modo de produção da comunidade da Barra da Aroeira segue os princípios da agroecologia. A maior parte dos alimentos produzidos pelas agricultoras quilombolas são consumidos pelas famílias da própria comunidade e alguns produtos são vendidos em feiras na capital Palmas. Foto: FAO

Mulheres quilombolas destacam-se com produção agrícola sustentável no Tocantins

No município de Santa Tereza, em Tocantins, está a comunidade quilombola Barra da Aroeira. Formada em meados da década de 1930, a comunidade reúne cerca de 97 famílias que produzem de tudo um pouco: arroz, feijão, mandioca, abóbora, inhame, batata-doce, hortaliças, além da criação de galinha e porcos.

O modo de produção da comunidade da Barra da Aroeira segue os princípios da agroecologia. A maior parte dos alimentos produzidos pelas agricultoras quilombolas são consumidos pelas famílias da própria comunidade e alguns produtos são vendidos em feiras na capital Palmas. Leia a reportagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Composta por 17 agricultoras familiares, a Associação Chocolateiras de Teixeirópolis foi criada em 2015 e, desde então, trabalha com a verticalização da produção — do plantio do cacau à fabricação do chocolate. Foto: Associação Chocolateiras de Teixeirópolis

Chocolateiras de Rondônia contribuem para aumento de renda na região amazônica

Acordar cedo e ir para o campo faz parte do dia a dia das mulheres chocolateiras de Teixeirópolis, município situado a 300 quilômetros da capital Porto Velho, Rondônia. O estado é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil, ficando atrás apenas de Bahia e Pará.

Formada por 17 agricultoras familiares, a Associação Chocolateiras de Teixeirópolis foi criada em 2015 e, desde então, trabalha com a verticalização da produção — do plantio do cacau à fabricação do chocolate. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Obesidade no Brasil será discutida em conferência da FAO na Jamaica. Foto: Flickr/Tony Alter (CC)

FAO: temos que abordar a obesidade como uma questão pública, não individual

Comer melhor significa apoiar os pequenos agricultores, redistribuir renda, respeitar a natureza e nutrir o mundo com comida de verdade. A declaração foi feita pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, durante o segundo dia das comemorações do Dia Mundial da Alimentação 2019, na terça-feira (17), em Brasília (DF).

“Os números globais de desnutrição crescem e mostram que uma alimentação nutritiva ainda está longe de se tornar um bem comum. Enquanto lutamos contra a fome, a obesidade aumenta de forma ainda mais rápida. Hoje, são 672 milhões de adultos obesos em todo o planeta”, disse o representante. “Temos que abordar a obesidade como uma questão pública, não como um problema individual”, declarou.

Experiências sobre a autonomia econômica das mulheres rurais podem estar relacionadas ao desenvolvimento de produtos saudáveis e artesanais, tradicionais e agroecológicos. Foto: ONU Mulheres

Ministério da Agricultura lança concurso para empreendimentos inovadores de mulheres rurais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou na terça-feira (15) o edital do concurso Inovar para mudar – a autonomia das #MulheresRurais e sua contribuição para reduzir a pobreza e a insegurança alimentar.

A iniciativa integra a 4ª edição da Campanha Regional Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo em parceria com ONU Mulheres, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e outras instituições.

Serão selecionadas práticas individuais ou coletivas inovadoras voltadas para a autonomia econômica das mulheres rurais e que tenham contribuído para melhorar a qualidade de vida e o atendimento às necessidades humanas fundamentais das mulheres e de suas comunidades.

Segundo a OPAS/OMS, evidências científicas recentes apontam que medidas regulatórias têm impacto na prevenção e controle da obesidade. Foto: EBC

Obesidade e outras formas de desnutrição afetam 1 em cada 3 pessoas no mundo

A obesidade e outras formas de desnutrição afetam uma em cada três pessoas no mundo. As projeções indicam que essa proporção será de uma em cada duas em 2025, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O relatório mais recente da FAO mostrou que a fome afetava 821 milhões de pessoas no mundo em 2017. Já a obesidade atingia 672 milhões de adultos, 124 milhões de crianças e adolescentes (de 5 a 19 anos) e 40 milhões de crianças com menos de 5 anos, segundo dados referentes a 2016.

No Brasil, enquanto a fome atinge menos de 2,5% da população, a obesidade já afeta quase 20% dos brasileiros. Em algumas regiões, como o Nordeste, outras facetas da má nutrição persistem — a desnutrição infantil, por exemplo, segue acima dos 5%.

Agricultora segue passos da avó na cafeicultura e integra aliança internacional de mulheres

A conexão da mineira Daiane Vital, de 37 anos, e de sua família com a terra é profunda e vem de muitas gerações. No distrito de Ferreiras ou Ressaca, lugarejo encrustado na Serra da Mantiqueira (MG), trabalhar na cafeicultura é a única fonte de renda. Ela aprendeu o ofício com sua avó, Dona Ana Vital, bastante conhecida na comunidade.

Leia o relato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a campanha “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos”, que promove 15 dias de mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Bela Gil participa de Simpósio Internacional sobre o Futuro dos Alimentos, na sede da FAO, em Roma. Foto: FAO/Pier Paolo Cito

Bela Gil defende comida de verdade e proteção ambiental no Dia Mundial da Alimentação

Atualmente, as principais causas de mortes no mundo estão relacionadas às doenças crônicas não transmissíveis ocasionadas pela dieta de má qualidade, e que poderiam ser evitadas com uma alimentação saudável. O alerta foi feito pela chef de cozinha, nutricionista e apresentadora de TV Bela Gil, que participou em Brasília (DF) do início das comemorações do Dia Mundial da Alimentação.

Durante a palestra, que reuniu cerca de 200 pessoas, Bela Gil lembrou os problemas de saúde causados pela má alimentação e complementou: “precisamos mudar a maneira como nos alimentamos por uma questão de sobrevivência”. Ela afirmou que há atualmente uma epidemia de má nutrição, o que inclui a desnutrição e a obesidade.

A perda e desperdício de alimentos gera entre 8 a 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidos por seres humanos. Foto: Flickr/Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cc)

América Latina e Caribe respondem por 20% da comida perdida e desperdiçada no mundo

A região da América Latina e do Caribe responde por 20% da quantidade total de alimentos perdidos da pós-colheita até o varejo, segundo o relatório “O estado mundial da alimentação e da agricultura 2019” (SOFA, sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

As condições inadequadas de armazenamento, bem como decisões inadequadas tomadas nos estágios iniciais da cadeia de abastecimento, geram perdas significativas e um prazo de validade mais curto para alguns produtos. Por outro lado, o armazenamento a frio adequado pode ser crucial para evitar perdas quantitativas e qualitativas de alimentos.

A Fazenda Bacuri, da engenheira florestal Hortência Osaqui, tem uma agroindústria que produz derivados do fruto, que é rico em potássio, fósforo e cálcio. Foto: Louisa Lösing/CC.

No Pará, empreendedora rural desenvolve sistema produtivo com a fruta bacuri

Hortência Osaqui (53) é engenheira florestal e empreendedora rural. Através de sua fazenda localizada no município de Augusto Corrêa, ela promove a bioeconomia no nordeste do Pará.

A Fazenda Bacuri, de Hortência, produz o fruto amazônico de mesmo nome e seus derivados, empregando pelo menos 15 famílias no período da safra. Sua produção comercializa orgânicos, valoriza a biodiversidade local e impulsiona o turismo sustentável da região.

Na reportagem produzida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Hortência conta sua trajetória como mulher rural e as conquistas que já obteve, apesar dos preconceitos.