Agricultora do interior da Bahia critica falta de oportunidades para mulheres rurais

A garantia dos direitos das mulheres rurais é um pilar fundamental do desenvolvimento sustentável. As desigualdades de condições no acesso, posse e uso da terra com as quais lidam diariamente são consequência da violência estrutural que se revela nas discrepantes oportunidades que homens e mulheres encontram em seus caminhos.

Para a agricultora baiana Francisca Alves Ribeiro, de 58 anos, mesmo com avanços sociais que facilitaram a rotina, a forma como a mulher é encarada no campo não avançou, e a violência silenciosa que assolou gerações e gerações segue como uma triste realidade.

Grupo de mulheres amplia liderança em cooperativa de produtores rurais de Japeri (RJ)

O espaço da mulher no mercado de trabalho vem se transformando à medida que a sociedade evolui. No mundo moderno, as mulheres realizam muitas tarefas e são desafiadas a equilibrar diferentes papéis no dia a dia — de mãe, esposa e profissional. Romperam barreiras no mercado de trabalho e chegaram a carreiras profissionais até então dominadas por homens. Hoje, são, executivas, empreendedoras, agricultoras.

Nesse contexto, agricultoras lideradas por Maria do Socorro da Silva, de 56 anos, aceitaram o desafio de empoderar mulheres na agricultura. Como resultado, estão transformando a rotina e melhorando a qualidade de produção da Cooperativa de Produtores Rurais de Japeri (Agro Verde), no Rio de Janeiro.

O relato é de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres.

Teresa Corção, uma chef de cozinha em defesa da agricultura familiar brasileira. Imagem: FAO

Sem a mulher, não haveria agricultura familiar no Brasil, diz chef

A carioca Teresa Corção descobriu há 16 anos que seu trabalho poderia mudar a vida de agricultores familiares. Em viagens de Norte a Sul do Brasil, a mestre-cuca encontrou produtores que mantinham tradições artesanais, além de conhecer mulheres que lideravam cooperativas e negócios agrícolas.

A chefe de cozinha decidiu mobilizar seus colegas de profissão para promover a valorização dessa produção familiar e defender o protagonismo feminino no campo. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Plantação de morangos na zona rural da Argentina. Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger

Organismos da ONU firmam parceria em prol de comunidades rurais da América Latina

A FAO e a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL) firmaram nesta semana (9) uma parceria para promover o desenvolvimento sustentável das zonas rurais da região.

Cooperação terá como foco os problemas nas áreas de biodiversidade, mudanças climáticas, migração e automatização do trabalho. Cem comunidades agrícolas, consideradas as mais vulneráveis em nível regional, receberão assistência para combater a fome e a pobreza.

Criptomoeda brasileira facilita empréstimos a pequenos produtores rurais

Estimativas recentes do Banco Mundial dão conta de que existem cerca de 2 bilhões de pessoas não bancarizadas no mundo todo. Elas sofrem com a falta de acesso a crédito ou a empréstimos comerciais, o que limita severamente as possibilidades de crescimento econômico.

Nesse cenário, a mineira Taynaah Reis, de 30 anos, descobriu na tecnologia um meio de conectar pessoas que querem investir com aquelas que precisam de recursos. Em 2017, criou a primeira criptomoeda brasileira com propósito de abordar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

No final dos anos 1990, Sandra Pereira de Faria vivia num assentamento em Goiânia com medo de ser expulsa da terra e ficar sem um lugar para morar com seus dois filhos. Imagem: FAO

Agricultora lembra luta por terra e moradia em assentamento em Goiânia

A busca por terra e moradia faz parte da vida das mulheres do assentamento São Sebastião, localizado no município de Silvânia (GO). Uma das habitantes do antigo acampamento, Sandra Pereira de Faria lembra que as famílias viveram por anos sob ameaças, sendo expulsas da propriedade que ocupavam, com crianças a tiracolo. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Imagem: FAO

Mulheres encontram terra e empoderamento no interior do Espírito Santo

Há 18 anos, no estado do Espírito Santo, a camponesa Nelci Sanches da Rocha vivia em busca de um lugar para morar. Sem-terra e sem amparo, a agricultora se uniu a outras seis mulheres na mesma situação e fundou uma cooperativa no município de Guaçuí.

Hoje, a associação faz pães, biscoitos, geleias e licores e vende os produtos para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Produção é exemplo de modelo agroecológico e tema de matéria especial da FAO.

Mulheres rurais de MG organizam-se para ter mais voz nas decisões de cooperativa

Um grupo de 30 mulheres de Poço Fundo (MG) reuniu-se em torno de uma causa e de um produto, o café. O grupo Mulheres Organizadas Buscando Independência (MOBI) surgiu a partir da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM), frente à necessidade de maior participação das mulheres nas decisões da cooperativa.

O objetivo foi ampliar a inserção e a visibilidade das mulheres rurais na produção. Além disso, o grupo foi criado para ajudar na renda das famílias, já que nele as mulheres desenvolvem outras atividades como confecção de artesanatos com subprodutos do café. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais. Foto: Flickr/Muhammad Yunus (CC)

FAO e vencedor do Nobel da Paz discutem elos entre violência e fome

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, e o vencedor do Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, lembraram na terça-feira (2) em Roma, Itália, o Dia Internacional da Não Violência das Nações Unidas.

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais.

“Toda vez que a violência cresce, a democracia e a liberdade diminuem. Esse é um momento muito importante para o povo brasileiro”, enfatizou o diretor-geral da FAO, pedindo que a população vote pela não violência.

FAO promove 15 dias de campanha em defesa dos direitos das trabalhadoras rurais brasileiras

O site da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicará nas próximas duas semanas uma série de reportagens que fazem parte da Campanha Regional pela Plena Autonomia das Mulheres Rurais e Indígenas da América Latina e do Caribe – 2018.

Serão 15 dias de ativismo em prol das trabalhadoras rurais que, de acordo com o censo demográfico mais recente, são responsáveis pela renda de 42,2% das famílias do campo no Brasil.

Na primeira reportagem da série, a FAO conta a história de Maria Emília Campos. Moradora da Zona da Mata mineira, ela estudou agronomia e teve dificuldades para se inserir em um mercado de trabalho amplamente dominado por homens. Leia a reportagem completa.

Diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

Graziano: ‘Conflitos estão aumentando e número de pessoas que passam fome também’

FAO promove ações em várias frentes para enfrentar o problema.

“Os conflitos estão aumentando e o número de pessoas que passam fome também, porque há uma estreia relação entre paz e segurança alimentar. Toda a vez que nós vemos aumentar a insegurança alimentar devido às guerras, principalmente, e ao impacto das mudanças climáticas, à seca sobretudo, o número de pessoas também aumenta”, disse o chefe da agência das Nações Unidas, o brasileiro José Graziano da Silva.

A FAO nomeou a viúva de Nelson Mandela, a ativista Graça Machel, como membro honorária da Aliança dos Laureados pela Paz.

Crianças na escola San Miguel Arcangel, no município de Yhu, no Paraguai. Foto: FAO

FAO premia projetos de alimentação escolar do Paraguai, El Salvador e República Dominicana

Promovido pela FAO e pelo governo do Brasil, o Concurso de Boas Práticas da Alimentação Escolar na América Latina e no Caribe anunciou nesta segunda-feira (24) as iniciativas vencedoras.

No primeiro lugar, está um projeto do Paraguai que compra produtos de 70 agricultores familiares para oferecer refeições em centros de ensino. Na avaliação da agência da ONU, o programa mostrou que pequenos produtores conseguem atender à demanda de governos municipais.

Pombas brancas voam ao redor da mesquita de Hazrat-i-Ali, na cidade de Mazar-i-Sharif, no Afeganistão, em comemoração do Dia Internacional da Paz organizada pela Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), em 2007. Foto: ONU/Helena Mulkerns

ONU diz que direitos humanos são caminho para ‘paz duradoura’ no mundo

Em mensagem para o Dia Internacional da Paz, lembrado neste 21 de setembro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou o 70º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrado neste ano, e disse que os valores do documento podem assegurar a paz duradoura no mundo.

Também por ocasião da data, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou para a proliferação do populismo e do extremismo, que constituem um obstáculo aos ideais de paz e direitos universais.

Dispersão de pesticidas em plantação em Adana, na Turquia. Foto: Wikimedia (CC)/Zeynel Cebeci

Agrotóxicos e outras substâncias químicas matam 193 mil pessoas no mundo por ano, diz ONU

Número foi divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em reunião em Brasília sobre o projeto de lei 6.299/2002, que está em trâmite no Legislativo e propõe a flexibilização das regras para a fiscalização e aplicação dos agroquímicos.

Agência regional defendeu abordagem integrada entre setores da saúde, agricultura e meio ambiente, a fim de enfrentar o problema da exposição e intoxicação por substâncias químicas nocivas.

FAO: fome aumenta no mundo e afeta 821 milhões de pessoas

Pelo terceiro ano consecutivo, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou um aumento no número de pessoas passando fome no mundo, que subiu de 815 milhões de indivíduos, em 2016, para quase 821 milhões em 2017.

Segundo novo levantamento da agência da ONU e parceiros, a América Latina e o Caribe acompanharam a tendência global — na região, 39,3 milhões de pessoas vivem subalimentadas, valor que representa um crescimento de 400 mil.

Participante do Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília (DF), em abril de 2018. Foto: ONU Brasil/Karina Zambrana

ONU defende participação das mulheres indígenas em decisões sobre combate à fome

Em mensagem para o Dia Internacional da Mulher Indígena, lembrado nesta quarta-feira (5), o chefe da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, cobrou que países garantam a participação das indígenas em discussões políticas sobre nutrição.

Dirigente celebrou o protagonismo dessa população em suas comunidades — além de produzirem alimentos, as mulheres dos povos originários são conhecidas por seus conhecimentos sobre sementes e plantas medicinais.

Foto: Flickr/Prefeitura de Bertioga/Dirceu Mathias

Países da América do Sul têm lacuna estatística para monitorar objetivos da ONU

Nos países da América do Sul, faltam informações para cerca de 60% dos indicadores que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) utiliza no monitoramento de sete dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS.

A estimativa foi divulgada na segunda-feira (3) pela agência das Nações Unidas, responsável por acompanhar as oscilações de 21 estatísticas sobre fome, flora e fauna terrestres e aquáticas, entre outros temas.

Projeto visa contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor algodoeiro na Bolívia. Foto: EBC

Agricultores da Bolívia visitam Brasil para conhecer produção sustentável de algodão

Uma delegação de agricultores da Bolívia concluiu na sexta-feira (31) uma visita ao Brasil, onde conheceram iniciativas bem-sucedidas de produção sustentável do algodão. A missão abordou políticas públicas para o setor, agroecologia, manufatura do algodão colorido e comercialização estatal.

Com a participação de oficiais e técnicos do governo boliviano, a viagem teve o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores.

O projeto brasileiro “Rio Rural – Desenvolvimento Rural Sustentável em Microbacias Hidrográficas do Estado do Rio de Janeiro” é um dos 12 vencedores de concurso da FAO. Foto: FAO

Brasil é um dos vencedores de prêmio de desenvolvimento rural sustentável na América Latina

O projeto brasileiro “Rio Rural – Desenvolvimento Rural Sustentável em Microbacias Hidrográficas do Estado do Rio de Janeiro” é um dos 12 vencedores do concurso de iniciativas inovadoras e escalonáveis para o desenvolvimento rural sustentável, realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Rio Rural, único projeto brasileiro entre os vencedores, tem foco na qualidade de vida no campo. A iniciativa carioca busca a conciliação do aumento da renda do produtor rural com a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, desenvolvendo estratégias de ação com as comunidades que vivem nas microbacias hidrográficas e espaços geográficos delimitados pela rede hídrica (nascentes, córregos, rios, aquíferos).

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame. Foto: FAO

Brasil e FAO elaboram projeto de cooperação internacional de combate à fome e desnutrição

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, anunciou na quarta-feira (29) em Santiago, no Chile, que o governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estão trabalhando na criação de um novo projeto de cooperação trilateral Sul-Sul com os países da América do Sul, focado em sistemas alimentares, combate à obesidade, fome e desnutrição.

O ministro explicou que o novo projeto deve refletir os compromissos assumidos pelos países no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 1 (erradicação da pobreza) e o ODS 2 (fome zero).

Agricultores familiares no Rio de Janeiro. Foto: GERJ/Paulo Filgueiras

Países latino-americanos e caribenhos fazem balanço de projeto para fortalecer políticas agroambientais

Representantes de ministérios do Brasil e de países latino-americanos e caribenhos reuniram-se na sexta-feira (24) em Brasília (DF) para avaliação final dos diálogos e intercâmbios de experiências do projeto “Fortalecimento das Políticas Agroambientais na América Latina e no Caribe”.

A iniciativa, projeto da Cooperação Sul-Sul Trilateral realizada por uma parceria entre Organizações das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura no Brasil (FAO), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e países parceiros, possibilitou que as nações avançassem na divulgação, implementação e monitoramento de políticas agroambientais em convergência com os desafios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Agricultores familiares e comunidades rurais na América Central estão altamente vulneráveis à seca e outros eventos climáticos extremos. Foto: PMA/Francisco Fion

Seca na América Central gera perdas e ameaça segurança alimentar de 2 milhões de pessoas

A seca recente levou à perda de cerca de 280 mil hectares de feijão e milho em Guatemala, El Salvador e Honduras, afetando potencialmente a situação alimentar e nutricional de mais de 2 milhões de pessoas, alertaram duas agências das Nações Unidas nesta sexta-feira (24).

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) estão preocupados com o fato de que os meses de junho e julho registraram menos chuvas que o esperado e clima mais seco que a média, o que afetou a primeira e principal safra na América Central.

Parque Nacional das Sempre-Vivas, em Minas Gerais. Foto: Wikimedia Commons/Carolina Teixeira de Melo Franco (CC)

FAO e secretaria de desenvolvimento agrário assinam acordo de cooperação

Em busca do reconhecimento e da proteção de tradicionais sistemas agrícolas brasileiros, foi assinado na quinta-feira (16) um acordo de cooperação no qual a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reconhece a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD) como ponto focal no levantamento e na identificação de candidaturas para o programa de reconhecimento de Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (SIPAM).

Sobrepeso e obesidade têm crescido nos países latino-americanos e caribenhos, alertam agências da ONU. Foto: EBC

Debate no Rio discute políticas públicas para conter desperdício de alimentos e obesidade

Melhorar cultivo, acesso e consumo dos alimentos, reinventando a forma com a qual a população brasileira enxerga a alimentação, é um dos focos no combate ao desperdício e à má nutrição, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, em mensagem por vídeo transmitida na segunda-feira (13) durante debate no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

A ONU Brasil realiza até setembro exposição no Rio com obras do artista paulistano Otávio Roth, que em 1978 criou e imprimiu xilogravuras que ilustram os trinta artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Exposição no Rio reafirma importância da Declaração dos Direitos Humanos 70 anos após adoção

Ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece necessária e atual em um mundo marcado por crescentes conflitos, desigualdades sociais, racismo, deslocamento forçado e violência, especialmente contra ativistas.

A avaliação é de diplomatas, representantes do Sistema ONU e de organizações da sociedade civil presentes na abertura da exposição de xilogravuras do artista plástico brasileiro Otávio Roth, na quarta-feira (8), no Rio de Janeiro. A exposição fica no Centro Cultural Correios até 9 de setembro.

São Tomé e Príncipe. Foto: Flickr (CC)/Michael Stein

FAO libera US$ 54 mi para projetos de restauração ambiental em 10 países

Para combater as mudanças climáticas e suas consequências, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) investirá 54 milhões de dólares em programas de recuperação de ecossistemas. Iniciativa será implementada em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Camarões, Paquistão, Mianmar, Quênia, República Democrática do Congo, Tanzânia, República Centro-Africana e China.

Cardume de peixes em Belize. Foto: Flickr (CC)/Alex Bennett

Mudanças climáticas ameaçam pesca e vida marinha na corrente de Humboldt, diz FAO

O aquecimento global ameaça a pesca no Chile, Equador e Peru, aponta um novo informe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Divulgado nesta semana (5), o relatório mostra que a elevação da temperatura global põe em risco o ecossistema formado pela corrente marítima de Humboldt, responsável em grande medida por sustentar a atividade pesqueira nos três países sul-americanos.

De acordo com o último relatório publicado por FAO e OPAS, a fome aumentou na América Latina e no Caribe pela primeira vez em mais de duas décadas. Foto: EBC

FAO lança concurso de cartazes para Dia Mundial da Alimentação 2018

Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) convoca crianças e adolescentes do mundo inteiro a expressar, em forma de desenho, como o mundo pode alcançar a meta de erradicar a fome até 2030.

O concurso tem o objetivo de propor a criação de um cartaz para a campanha mundial Fome Zero e, por meio desta atividade, conscientizar a nova geração para o fato de que existem 815 milhões de pessoas passando fome no mundo. Além delas, 1,9 milhão estão acima do peso.

Os participantes devem ter entre 5 a 19 anos. Os desenhos podem ser fotografados ou escaneados e enviados pelo site do concurso após preenchimento de cadastro. As inscrições vão até 9 de novembro.

A prefeitura de Atiquizaya, em El Salvador, desenvolveu a iniciativa “Escolas Sustentáveis”. Foto: FAO

Projeto em El Salvador alia boas práticas de alimentação escolar e participação social

A prefeitura de Atiquizaya, em El Salvador, desenvolveu a iniciativa “Escolas Sustentáveis”, uma metodologia que promove atividades de alimentação escolar, participação social e educação nutricional por meio de hortas pedagógicas, compra da agricultura familiar local e adoção de menus saudáveis.

A ação está em linha com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê extinguir a fome no mundo, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável até 2030. O projeto tem apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do governo brasileiro.

Extinguir a fome no mundo; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável são ações que sintetizam o Objetivo 2 do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foto: ONU Meio Ambiente

Mudar padrões de produção e consumo pode ser antídoto contra obesidade, diz FAO

Temas como a demanda global de alimentos, a epidemia de obesidade e as novas tendências de mercado foram abordados pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, durante congresso promovido pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) na terça-feira (31).

“O maior problema do mundo já não é mais a fome, a fome hoje é algo bem equacionado, a gente sabe onde está, e sabe por que. Ela está basicamente nas regiões de conflito e seca”, declarou.

“Uma epidemia que afeta tantos países desenvolvidos, como os em desenvolvimento, é a obesidade, que é uma questão ainda não equacionada e que vai afetar o futuro da alimentação de uma maneira que nós ainda não conseguimos dizer”, alertou.