A conservação é importante para a biodiversidade e a segurança alimentar na região de Rupununi, na Guiana. Crédito: FAO/David Mansell-Moullin.

Programa da FAO atua em 13 países para alcançar níveis sustentáveis de caça e pesca silvestres

Programa de Manejo Sustentável da Vida Selvagem (SWM), lançado em 2017 pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e parceiros, atua em cooperação com 13 países para encontrar soluções sustentáveis para a caça e a pesca.

Segundo alerta a agência, se a caça e a pesca silvestres não forem contidas em níveis sustentáveis, as populações desses animais diminuirão e as comunidades rurais e tradicionais sofrerão níveis crescentes de insegurança alimentar.

Na região de Rupununi, na Guiana (país que faz fronteira com o estado brasileiro de Roraima), o programa da FAO trabalha com a tribo indígena Wapishana, que coordena um grupo de guardas florestais para a conservação local. A FAO destaca que em muitos desses países é necessário revisar e melhorar as leis de caça e os sistemas de posse da terra, que tendem a ser ambíguos e mal aplicados.

O objetivo da plataforma é coordenar e fortalecer ações de formulação e implementação de soluções conjuntas no setor da agricultura. Foto: FAO

COP 25: plataforma visa apoiar ações climáticas na agricultura latino-americana e caribenha

Durante o primeiro dia dedicado a agricultura, pecuária e silvicultura na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 25), que ocorre em Madri, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) participaram no domingo (8) do lançamento da Plataforma de Ação Climática na Agricultura (PLACA).

O objetivo da plataforma é coordenar e fortalecer soluções conjuntas na agricultura, para atuar de maneira alinhada diante do novo cenário climático.

A iniciativa, liderada pelo Chile, é uma plataforma para adesão voluntária já assinada na COP 25 pelos ministros da Agricultura de Argentina, Bahamas, Brasil, Costa Rica, Guatemala, Peru e Uruguai. Os governos de Equador, México e República Dominicana também se uniram e a expectativa é de que outros o façam o mais rápido possível.

10ª Edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária celebra consolidação do setor no mercado nacional. Foto: FAO/Christian Lamptey.

Bahia adere à Década das Nações Unidas da Agricultura Familiar em feira agroecológica em Salvador

Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária celebra o fortalecimento da rede agroecológica no mercado local e nacional. Evento acontece entre 23 de novembro e 1 de dezembro no Parque de Exposições de Salvador com atrações culturais, artísticas, além de 2.638 produtos de 292 empreendimentos de todo o estado.

Considerado o maior evento de comercialização da agricultura familiar do país, a feira chega à sua 10ª edição e é organizada pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes/BA).

Na última quarta-feira (27), durante o evento, estado da Bahia aderiu à Década das Nações Unidas da Agricultura Familiar 2019-2028, o primeiro no Brasil a assinar o Termo de Cooperação. Segundo o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, a expectativa é de que a Bahia sirva de exemplo para que outros estados se comprometam com a Década.

Delegação de Uganda visitou o Brasil para conhecer Programa Nacional de Alimentação Escolar. Foto: WFP

Delegação de Uganda visita Brasil para conhecer programa nacional de alimentação escolar

Dezesseis representantes do governo de Uganda e dos escritórios de duas agências da ONU no país – Programa Mundial de Alimentos (WFP) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) – visitaram na semana passada a sede do Centro de Excelência contra a Fome no Brasil, fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o WFP.

O objetivo da visita foi conhecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e as iniciativas de compras públicas da produção de pequenos agricultores. Uganda pretende adotar políticas de alimentação escolar para acabar com a fome entre estudantes e reduzir a evasão escolar.

Vencedoras de concurso do projeto +Algodão Paraguai, implementado em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), visitaram atividades da cadeia produtiva brasileira. Foto: Bishnu Sarangi | Pixabay.

Paraguaias premiadas por iniciativa da FAO conhecem produção de algodão do Brasil

Paraguaias vencedoras do Concurso de Sistema de Produção de Algodão, promovido pela Diretoria de Educação Agrícola (DEA) do Paraguai em conjunto com o projeto +Algodão Paraguai, foram premiadas com uma viagem ao Brasil para uma visita técnica sobre atividades brasileiras no setor. País é referência para o projeto por ser importante exportador da matéria-prima que é uma das 20 commodities mais importantes do mercado mundial em termos de valor.

Natalia Aguilar Venega e Luisa Curtido Martínez, da Escola Agrícola de Villarrica, no Paraguai, visitaram por uma semana as cidades nordestinas de Barbalha (CE), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB) e Remígio (PB) e trocaram conhecimentos com os agricultores familiares que produzem algodão de maneira agroecológica na região; conheceram políticas públicas voltadas para o setor; e visitaram a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer-PB).

O projeto +Algodão Paraguai é uma iniciativa conjunta promovida pelo governo do Paraguai; governo do Brasil –representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC); e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Segundo o representante da FAO no Paraguai, o intercâmbio entre Brasil e Paraguai é importante “para expandir experiências e predisposição à inovação na produção de algodão que, por muito tempo, significou um meio de vida importante para os agricultores paraguaios”.

Projeto ajudará a fornecer dados sobre uso de florestas - Foto: Pedro Dias/Pixabay

Novo projeto florestal da ONU ajudará países a cumprir compromissos com mudanças climáticas

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou na última segunda-feira (11) um novo projeto que possibilitará 26 países de fornecer dados aprimorados sobre o uso de suas florestas e terras – uma promessa de todos os representantes signatários do Acordo de Paris. A iniciativa, que já apoia 70 nações, investirá 7,1 milhões de dólares no monitoramento de matas nativas, a fim de garantir um manejo mais sustentável da terra.

De acordo com a FAO, o monitoramento preciso sobre o uso das florestas e terras é essencial para que os países acompanhem o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), à medida que adotam medidas de mitigação de mudança climática e de adaptação.

“Na América Latina e no Caribe, muitas crianças comem pouca comida saudável e muita comida processada”, Bernt Aasen, diretor regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe. Foto: Kwanchai.c | Shutterstock.

ONU pede ações urgentes para frear o aumento da fome e da obesidade na América Latina e no Caribe

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) pediram ações urgentes aos países da América Latina e do Caribe para combater o aumento da má nutrição na região.

As quatro agências das Nações Unidas que trabalham com o tema da Alimentação lançaram hoje (12) o Panorama de Segurança Alimentar e Nutricional 2019. O relatório apresenta dados do cenário alimentar da América Latina e do Caribe, e destaca que a região está pior que o resto do mundo na maioria dos indicadores de má nutrição relacionados ao consumo excessivo de calorias – enquanto que a fome voltou a crescer: 11%, ou 4,5 milhões de pessoas, desde 2014.

Segundo a diretora da OPAS/OMS, Carissa F. Etienne, “precisamos do compromisso de toda a sociedade e de políticas públicas que regulem produtos alimentares pouco saudáveis, criem ambientes propícios à atividade física e promovam uma alimentação saudável na escola e na mesa das famílias”.

Grãos de soja. Foto: Jonas Oliveira/ANPr

FAO completa 40 anos de presença no Brasil

Em comemoração ao aniversário de 40 anos de presença da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, a Câmara dos Deputados sediou, na última quarta-feira (6), um evento solene no Plenário Ulysses Guimarães que rememorou a atuação da agência no país. Juntos, Brasil e FAO têm trabalhado para erradicar a insegurança alimentar e a má nutrição, e para melhorar as condições de vida no meio rural.

O evento, que também marcou o Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), reuniu representantes da ONU; do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Ministério da Cidadania; da Agência Brasileira de Cooperação; do Ministério das Relações Exteriores; da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil; e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura.

“Passados 40 anos da nossa atuação oficial, podemos afirmar com orgulho que a experiência da FAO no Brasil é um dos exemplos mais bem-sucedidos da organização, não só por colaborar com o êxito do país em contornar um cenário grave de insegurança alimentar, mas por contribuir com a expansão de um marco institucional voltado ao combate à fome e à pobreza”, afirmou Rafael Zavala, representante da FAO no Brasil.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego. Foto: FAO | Telcinia dos Santos.

Agências de alimentação da ONU pedem mais apoio para vítimas da fome na África Austral

Segundo agências de alimentação das Nações Unidas, até 45 milhões de pessoas em 16 países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sofrerão grave insegurança alimentar nos próximos seis meses.

A crescente crise alimentar, que afeta tanto as comunidades urbanas quanto as rurais, se vê agravada pelo aumento dos preços dos alimentos; pelas perdas em larga escala na pecuária; e ao aumento do desemprego.

“As chuvas tardias, largos período de seca, ciclones de grande magnitude e os problemas econômicos têm demonstrado ser uma combinação desastrosa para a segurança alimentar e os meios de subsistência em toda a África Austral”, afirmou Alain Onibon, coordenador sub-regional da FAO para a África Austral.

Agricultora brasileira da associação da comunidade negra de Jatobá. Foto: Banco Mundial/Romel Simon

ARTIGO: O papel das mulheres na segurança alimentar

Em artigo, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, analisa o papel das mulheres na segurança alimentar à luz dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao mesmo tempo em que são responsáveis por mais da metade da produção de alimentos, mais de 60% das pessoas com gome crônica no mundo também são mulheres e meninas. Leia o artigo completo.

Iniciativa de mulheres Xavante promove o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional, e da gestão territorial da reserva Pimentel Barbosa (MT). Foto: FUNAI | Mario Vilela.

No Mato Grosso, iniciativa de mulheres Xavante resgata alimentação tradicional

O Projeto Abahi Tebrezê é uma ação das mulheres indígenas Xavante da reserva Pimentel Barbosa, em Mato Grosso. Elas trabalham em prol do resgate do conhecimento alimentar tradicional através da revitalização do cultivo de batatas nativas.

Iniciado em 2010, a iniciativa foi inicialmente conduzida pelos homens da aldeia, mas em 2017 as mulheres decidiram assumir o protagonismo das ações, contribuindo para o fortalecimento da segurança alimentar em seu território.

O Abahi Tebrezê, além de resgatar a alimentação tradicional, possui um caráter educativo mais amplo, promovendo o intercâmbio de conhecimentos; o fortalecimento da cultura; a gestão do território; e maior conscientização sobre os direitos das mulheres indígenas da comunidade Xavante. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O modo de produção da comunidade da Barra da Aroeira segue os princípios da agroecologia. A maior parte dos alimentos produzidos pelas agricultoras quilombolas são consumidos pelas famílias da própria comunidade e alguns produtos são vendidos em feiras na capital Palmas. Foto: FAO

Mulheres quilombolas destacam-se com produção agrícola sustentável no Tocantins

No município de Santa Tereza, em Tocantins, está a comunidade quilombola Barra da Aroeira. Formada em meados da década de 1930, a comunidade reúne cerca de 97 famílias que produzem de tudo um pouco: arroz, feijão, mandioca, abóbora, inhame, batata-doce, hortaliças, além da criação de galinha e porcos.

O modo de produção da comunidade da Barra da Aroeira segue os princípios da agroecologia. A maior parte dos alimentos produzidos pelas agricultoras quilombolas são consumidos pelas famílias da própria comunidade e alguns produtos são vendidos em feiras na capital Palmas. Leia a reportagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Composta por 17 agricultoras familiares, a Associação Chocolateiras de Teixeirópolis foi criada em 2015 e, desde então, trabalha com a verticalização da produção — do plantio do cacau à fabricação do chocolate. Foto: Associação Chocolateiras de Teixeirópolis

Chocolateiras de Rondônia contribuem para aumento de renda na região amazônica

Acordar cedo e ir para o campo faz parte do dia a dia das mulheres chocolateiras de Teixeirópolis, município situado a 300 quilômetros da capital Porto Velho, Rondônia. O estado é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil, ficando atrás apenas de Bahia e Pará.

Formada por 17 agricultoras familiares, a Associação Chocolateiras de Teixeirópolis foi criada em 2015 e, desde então, trabalha com a verticalização da produção — do plantio do cacau à fabricação do chocolate. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Obesidade no Brasil será discutida em conferência da FAO na Jamaica. Foto: Flickr/Tony Alter (CC)

FAO: temos que abordar a obesidade como uma questão pública, não individual

Comer melhor significa apoiar os pequenos agricultores, redistribuir renda, respeitar a natureza e nutrir o mundo com comida de verdade. A declaração foi feita pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, durante o segundo dia das comemorações do Dia Mundial da Alimentação 2019, na terça-feira (17), em Brasília (DF).

“Os números globais de desnutrição crescem e mostram que uma alimentação nutritiva ainda está longe de se tornar um bem comum. Enquanto lutamos contra a fome, a obesidade aumenta de forma ainda mais rápida. Hoje, são 672 milhões de adultos obesos em todo o planeta”, disse o representante. “Temos que abordar a obesidade como uma questão pública, não como um problema individual”, declarou.

Experiências sobre a autonomia econômica das mulheres rurais podem estar relacionadas ao desenvolvimento de produtos saudáveis e artesanais, tradicionais e agroecológicos. Foto: ONU Mulheres

Ministério da Agricultura lança concurso para empreendimentos inovadores de mulheres rurais

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou na terça-feira (15) o edital do concurso Inovar para mudar – a autonomia das #MulheresRurais e sua contribuição para reduzir a pobreza e a insegurança alimentar.

A iniciativa integra a 4ª edição da Campanha Regional Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo em parceria com ONU Mulheres, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e outras instituições.

Serão selecionadas práticas individuais ou coletivas inovadoras voltadas para a autonomia econômica das mulheres rurais e que tenham contribuído para melhorar a qualidade de vida e o atendimento às necessidades humanas fundamentais das mulheres e de suas comunidades.

Segundo a OPAS/OMS, evidências científicas recentes apontam que medidas regulatórias têm impacto na prevenção e controle da obesidade. Foto: EBC

Obesidade e outras formas de desnutrição afetam 1 em cada 3 pessoas no mundo

A obesidade e outras formas de desnutrição afetam uma em cada três pessoas no mundo. As projeções indicam que essa proporção será de uma em cada duas em 2025, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O relatório mais recente da FAO mostrou que a fome afetava 821 milhões de pessoas no mundo em 2017. Já a obesidade atingia 672 milhões de adultos, 124 milhões de crianças e adolescentes (de 5 a 19 anos) e 40 milhões de crianças com menos de 5 anos, segundo dados referentes a 2016.

No Brasil, enquanto a fome atinge menos de 2,5% da população, a obesidade já afeta quase 20% dos brasileiros. Em algumas regiões, como o Nordeste, outras facetas da má nutrição persistem — a desnutrição infantil, por exemplo, segue acima dos 5%.

Agricultora segue passos da avó na cafeicultura e integra aliança internacional de mulheres

A conexão da mineira Daiane Vital, de 37 anos, e de sua família com a terra é profunda e vem de muitas gerações. No distrito de Ferreiras ou Ressaca, lugarejo encrustado na Serra da Mantiqueira (MG), trabalhar na cafeicultura é a única fonte de renda. Ela aprendeu o ofício com sua avó, Dona Ana Vital, bastante conhecida na comunidade.

Leia o relato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a campanha “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos”, que promove 15 dias de mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Bela Gil participa de Simpósio Internacional sobre o Futuro dos Alimentos, na sede da FAO, em Roma. Foto: FAO/Pier Paolo Cito

Bela Gil defende comida de verdade e proteção ambiental no Dia Mundial da Alimentação

Atualmente, as principais causas de mortes no mundo estão relacionadas às doenças crônicas não transmissíveis ocasionadas pela dieta de má qualidade, e que poderiam ser evitadas com uma alimentação saudável. O alerta foi feito pela chef de cozinha, nutricionista e apresentadora de TV Bela Gil, que participou em Brasília (DF) do início das comemorações do Dia Mundial da Alimentação.

Durante a palestra, que reuniu cerca de 200 pessoas, Bela Gil lembrou os problemas de saúde causados pela má alimentação e complementou: “precisamos mudar a maneira como nos alimentamos por uma questão de sobrevivência”. Ela afirmou que há atualmente uma epidemia de má nutrição, o que inclui a desnutrição e a obesidade.

A perda e desperdício de alimentos gera entre 8 a 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidos por seres humanos. Foto: Flickr/Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cc)

América Latina e Caribe respondem por 20% da comida perdida e desperdiçada no mundo

A região da América Latina e do Caribe responde por 20% da quantidade total de alimentos perdidos da pós-colheita até o varejo, segundo o relatório “O estado mundial da alimentação e da agricultura 2019” (SOFA, sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

As condições inadequadas de armazenamento, bem como decisões inadequadas tomadas nos estágios iniciais da cadeia de abastecimento, geram perdas significativas e um prazo de validade mais curto para alguns produtos. Por outro lado, o armazenamento a frio adequado pode ser crucial para evitar perdas quantitativas e qualitativas de alimentos.

A Fazenda Bacuri, da engenheira florestal Hortência Osaqui, tem uma agroindústria que produz derivados do fruto, que é rico em potássio, fósforo e cálcio. Foto: Louisa Lösing/CC.

No Pará, empreendedora rural desenvolve sistema produtivo com a fruta bacuri

Hortência Osaqui (53) é engenheira florestal e empreendedora rural. Através de sua fazenda localizada no município de Augusto Corrêa, ela promove a bioeconomia no nordeste do Pará.

A Fazenda Bacuri, de Hortência, produz o fruto amazônico de mesmo nome e seus derivados, empregando pelo menos 15 famílias no período da safra. Sua produção comercializa orgânicos, valoriza a biodiversidade local e impulsiona o turismo sustentável da região.

Na reportagem produzida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Hortência conta sua trajetória como mulher rural e as conquistas que já obteve, apesar dos preconceitos.

Em dezembro de 2017, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução criando a Década da ONU para a Agricultura Familiar (2019-2028). Foto: MDA

FIDA: investimento em agricultura familiar é maneira mais eficaz de reduzir pobreza rural

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas lança em Brasília (DF) na terça-feira (15) a publicação “Estudo comparativo dos efeitos diretos da agricultura e do agronegócio na redução da pobreza rural”.

O estudo destaca o potencial da agricultura familiar e suas vantagens comparativas no combate à pobreza rural, analisando a geração de renda de dois sistemas produtivos em cadeias como ovinos/caprinos, aves, produção de mandioca e apicultura.

A análise trabalha com dados do semiárido nordestino, considerado o maior bolsão de pobreza da América Latina.

A cafeicultora Maria Regina Mendes Nogueira, de 47 anos, é uma das integrantes do Grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (MOBI). Foto: FAO

Por meio da poesia, cafeicultora valoriza a agricultura e o trabalho da mulher rural

“A vida é uma semente, que precisa ser plantada. Nas mãos do agricultor, ela será germinada”. Este é um dos versos escritos pela agricultora orgânica Maria Regina Mendes Nogueira, 47 anos, de Poço Fundo (MG). No campo e na poesia, a produtora de café expressa sua visão sobre a importância da agricultura e do trabalho da mulher que vive no meio rural.

Mais conhecida como Regina, ela é uma das integrantes do Grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (MOBI), um coletivo da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM) que atua em prol do protagonismo e visibilidade do trabalho da mulher na agricultura. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Neste ano, o evento da ONU em celebração ao Dia Mundial da Alimentação traz como convidada a chef de cozinha e ativista da alimentação natural Bela Gil. Foto: Jill Wellington/CC.

Bela Gil participa de evento da ONU na semana do Dia Mundial da Alimentação

Para marcar o Dia Mundial da Alimentação (DMA), lembrado anualmente em 16 de outubro, agências das Nações Unidas que trabalham com o tema promovem em conjunto um evento aberto ao público na segunda-feira (14), no Museu Nacional da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Neste ano, o evento traz como convidada a chef de cozinha e ativista da alimentação natural Bela Gil, que irá falar sobre a importância de dietas saudáveis e suas consequências para a sociedade e para o futuro do planeta. Após a palestra, o público é convidado a uma aula de yoga a céu aberto com a instrutora Andrea Hughes.

As atividades são gratuitas e, para participar, os interessados devem preencher previamente um formulário de inscrição.

Produtora rural colombiana transforma resíduos em energia renovável de baixo custo

Produtora rural do município de Santo Antônio, a colombiana Sandra Mendoza, de 46 anos, teve acesso a microcrédito e passou a adotar em sua propriedade o biodigestor, uma tecnologia que permite aproveitar resíduos para produzir energia renovável e de baixo custo.

Além de ser a primeira mulher presidente do Comitê Cafeeiro Municipal, Sandra fundou a Associação de Mulheres Cafeeiras de Santo Antônio. Também é a primeira a utilizar um biodigestor no estado de Tolima. Leia a reportagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A cafeicultora mineira Vânia Lúcia Pereira da Silva. Foto: FAO

Mineira enfrenta preconceitos e lidera cooperativa de produtores de café em MG

Aos 47 anos, a mineira Vânia Lúcia Pereira da Silva resume em uma palavra o sentimento que tem ao olhar para sua trajetória como agricultora orgânica: gratidão. Produtora de café orgânico, ela faz parte da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM).

Inicialmente, seu envolvimento se deu por ser esposa de cooperado. Mas, posteriormente, Vânia acabou se tornando uma das líderes da organização, por meio de um grupo de mulheres que atuam na cooperativa.

Mas ela afirma que a missão não é fácil. “Em pleno século 21, ainda existe muito preconceito em relação à mulher. Na verdade, falta mesmo confiança das pessoas com relação ao trabalho da mulher, ainda mais em um reduto bem masculino que é o de cooperativas de café”, conta. Leia reportagem que faz parte da campanha de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres.

Ivanete de Souza, agricultora do interior de Santa Catarina. Foto: FAO

Cooperativismo contribui para autonomia das mulheres rurais

A Campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos promove 15 dias de mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à igualdade de gênero e ao fim da pobreza rural. O tema norteador da quinzena ativista é “O futuro é junto com as mulheres rurais”.

Leia a história de Ivanete de Souza, agricultora do interior de Santa Catarina que presidiu a Cooperativa de Produção Agropecuária de Jaraguá do Sul, da qual é sócia fundadora. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Trabalhando aliadas à agricultura orgânica, as mulheres do grupo MOBI também promovem a preservação do meio ambiente. Foto: David Greenwood-Haigh/CC.

Grupo de mulheres rurais impulsiona igualdade de gênero em cooperativa agrícola

Na busca por aumentar sua participação nas decisões da cooperativa de agricultores familiares da região onde vivem, um coletivo de mulheres decidiu somar forças e formaram, em 2006, o grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (MOBI).

Elas são celebradas no contexto da campanha ‘Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos’, que promove, entre 1º e 15 de outubro, uma mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo no cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

No Brasil, a campanha é coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil; ONU Mulheres; Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF); e a Direção-Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.

As mulheres representam praticamente metade da população de mais de 500 milhões de habitantes da América Latina e Caribe. E são elas as responsáveis pela produção de 60% a 80% dos alimentos consumidos na região. Foto: EBC

Campanha promove 15 dias de mobilização pelos direitos das mulheres do campo

A campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos deu início na terça-feira (1º) a um período de 15 dias de mobilização para dar visibilidade à contribuição das trabalhadoras rurais para o alcance da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirma que uma melhora no acesso das mulheres a terra, educação, serviços financeiros, tecnologia e emprego rural renderia um aumento significativo da produtividade e produção agrícola, contribuindo para a segurança alimentar, o crescimento econômico e o bem-estar social.

A organização reforça ainda que a redução da desigualdade entre homens e mulheres no acesso aos recursos produtivos e insumos agrícolas poderia reduzir entre 100 milhões e 150 milhões o número de pessoas com fome no mundo.

A segurança alimentar e as mudanças climáticas estão interligadas. As escolhas que fazemos hoje são vitais para um futuro seguro para a alimentação. Foto: FAO

FAO lista 5 ações em tempos de crise climática para erradicar fome no mundo

Com as mudanças extremas de temperatura, o impacto da mudança climática em nosso planeta e em nossas vidas não pode passar despercebido. A fome no mundo está em ascensão e as principais causas estão ligadas à variabilidade e aos extremos climáticos.

Condições imprevisíveis e difíceis estão dificultando a produção dos alimentos necessários para uma população em crescimento, mas ainda há tempo para agir. É preciso combater as mudanças climáticas para que todos, em todos os lugares, tenham acesso a alimentos nutritivos, seguros e suficientes. É aqui que todo indivíduo tem o poder de fazer a diferença.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) listou cinco ações que podem contribuir para a erradicação da fome em um clima em mudança.

Programas de alimentação escolar podem fortalecer agricultura local e garantir que crianças frequentam o colégio. Foto: PMA / Vinícius Limongi

Em visita ao Brasil, delegações de Chile e Panamá elogiam programa de alimentação escolar

Representantes dos governos de Chile e Panamá visitaram Brasília (DF) na segunda-feira (16) com o objetivo de obter mais informações sobre gestão, monitoramento e aspectos de educação nutricional e compras públicas da agricultura familiar para a alimentação escolar no Brasil.

As delegações conheceram escolas públicas em Brasília, conversaram com gestores públicos responsáveis pela alimentação escolar no nível federal; bem como as ações da Secretaria de Educação do Distrito Federal, responsável pelas escolas visitadas.

A visita foi promovida no âmbito do projeto de cooperação internacional realizado por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e governo brasileiro.

Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Brasil tornou-se referência na América Latina e Caribe. Foto: Wokandapix/CC.

FAO, Brasil e governos de América Latina e Caribe compartilham práticas de alimentação escolar

Para conhecer a experiência brasileira do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), representantes desta área dos governos do Chile e do Panamá se reuniram em Brasília com dirigentes do Escritório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil e outros atores.

A visita técnica, que aconteceu entre 9 e 13 de setembro, foi promovida no âmbito do projeto de Cooperação Internacional Consolidação de Programas de Alimentação Escolar, uma iniciativa da FAO e do governo brasileiro para promover a troca de experiências com demais países.

Ativo no Brasil há mais de 60 anos, o PNAE atende diariamente mais de 42 milhões de crianças e jovens. O Programa tem cobertura universal e tornou-se uma iniciativa de alimentação escolar referência na América Latina e Caribe.

Nas regiões atingidas pela seca na Somália, famílias estão abandonando suas casas e se deslocando para cidades ou territórios onde chegam as assistências. Foto: Eropean Union - Anouk Delafortrie.

Somália tem pior colheita desde 2011; 2 milhões de pessoas estão sob risco de fome

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) informou no início de setembro (3) que a colheita de cereais deste ano na Somália é a pior desde 2011. A organização atribui este resultado a padrões climáticos instáveis, ou “choques do clima”.

A comunidade humanitária internacional e o governo somali lançaram conjuntamente um “Plano de Resposta à Seca” que cobrirá o período de junho a dezembro de 2019.

Apesar disso, os 487 milhões de dólares recebidos até o momento representam menos da metade do que se avalia como o necessário.

Noventa por cento do território da América Latina e do Caribe podem ser considerados rurais. Foto: Lianne Milton

Pesquisas analisam desafios agrícolas, alimentares e ambientais de América Latina e Caribe

Como será a América Latina e o Caribe com dois graus a mais de temperatura? Quais são os novos padrões alimentares na região? Qual é a situação atual das mulheres e dos povos indígenas? Quais são as tendências de migração, recursos naturais e desenvolvimento territorial? Como a agricultura da região deve mudar para atender à demanda global por alimentos?

Essas muitas outras perguntas são abordadas pelos autores da Série 2030 Alimentos, Agricultura e Desenvolvimento Rural na América Latina e no Caribe, apresentada nesta terça-feira (10) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pelo Instituto do Instituto de Estudos do Peru (IEP).

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão. Foto: OIT

Pequenos agricultores da Paraíba apresentam cultivo sustentável do algodão

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão.

Os agricultores foram anfitriões da visita técnica ao município paraibano de Alagoa Grande, a última etapa da viagem ao estado realizada por cerca de 30 representantes de países da América Latina e da África.

Tais nações são parceiras dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O objetivo do projeto é promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão. Foto: Secom MT/Mayke Toscano

Paraíba compartilha boas práticas de cultivo do algodão com Colômbia, Mali e Moçambique

Localizada no município paraibano de Esperança, a comunidade de Capeba reúne cerca de 300 famílias que, por meio do associativismo, se organizam para criar meios de subsistência frente ao desafiador sertão da Paraíba. São produtoras de várias culturas, entre elas o algodão, principal gerador de renda da região.

No início de setembro (4), Capeba foi cenário de troca de conhecimentos e experiências sobre associativismo e produção de algodão entre pequenos produtores familiares e um grupo de representantes de Colômbia, Mali e Moçambique.

Esses países são parceiros dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Agricultores familiares de Minas Gerais. Foto: Imprensa MG/Carlos Alberto

FAO defende impulso a sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis no Brasil

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pretende ampliar o incentivo a alimentos saudáveis e a sistemas alimentares sustentáveis nos próximos anos no Brasil, disse na semana passada (6) o representante da organização no país, Rafael Zavala, durante o 7º Fórum de Agricultura da América do Sul, em Curitiba (PR).

Zavala ressaltou que é preciso aumentar a diversidade da produção, impulsionando, por exemplo, a produção de frutas, setor que gera empregos, fomenta hábitos alimentares mais saudáveis e contribui para a manutenção da biodiversidade. “O mercado exigirá menos suco de laranja e mais diversidade, o que vai incluir sucos detox e açaí, por exemplo. Se beneficiam disso os pequenos agricultores e as cooperativas”, disse.

Evento para comunicadores no Rio enfatiza oceanos como pulmões do mundo

As algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo e os mares atuam como reguladores do clima no planeta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF). Sem os serviços prestados pelo oceano, a temperatura poderia ultrapassar 100°C e inviabilizar a vida na Terra. Além disso, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), peixes e frutos do mar são a principal fonte de proteína para uma em cada quatro pessoas no mundo.

Diante da importância de um oceano saudável para a vida, cerca de 350 pessoas reuniram-se na terça-feira (3), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para participar do Conexão Oceano. O evento, que teve a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) entre os organizadores, foi o primeiro no Brasil a se voltar para comunicadores, influenciadores e pesquisadores com o objetivo de estruturar diretrizes para engajar a sociedade sobre a importância do oceano.

A reunião lembrou que Brasil, como um dos primeiros países a assumir o compromisso com a Década de Ação sobre a Nutrição, se comprometeu internacionalmente com a melhora da qualidade da alimentação da população e com a promoção de um sistema alimentar sustentável. Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

FAO e governo brasileiro promovem curso sobre programas de alimentação escolar

O novo curso “Educação Alimentar e Nutricional vinculada a Programas de Alimentação Escolar”, promovido em cooperação por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e governo brasileiro, foi lançado no fim de agosto (28).

A iniciativa de treinamento de profissionais, técnicos e gestores públicos de El Salvador, Honduras, Peru e República Dominicana faz parte dos esforços para desenvolver programas sustentáveis ​​de alimentação escolar em toda a região da América Latina e do Caribe.

Projeto de Cooperação Sul-Sul promove o trabalho decente em países produtores de algodão na África e na América Latina, como parte do Programa de Parceria Brasil/OIT para a Promoção da Cooperação Sul-Sul. Foto: Flickr/Kimberly Vardeman

Brasil troca experiências sobre cadeia do algodão com países latino-americanos e africanos

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) — do Ministério das Relações Exteriores —, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) organizaram na sexta-feira (30) uma visita técnica à sede EMBRAPA Arroz e Feijão, em Goiás, para delegações de países da América Latina e da África, que participam de projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro, OIT e FAO.

O encontro teve a finalidade de aproximar produtores, cientistas, pesquisadores e agrônomos da cadeia produtiva do algodão de Brasil, Colômbia, Mali e Moçambique. Técnicos da EMBRAPA apresentaram os principais desafios do Brasil em produção de algodão, sistemas de produção, tecnologias e controle de doenças e pragas.

Agricultores semeando alface crespa. Foto: Flickr/ Orgânicos do Pivas (Creative Commons)

ARTIGO: Agricultura familiar desempenha papel central na conquista de objetivos globais

Em artigo, o representante regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Julio Berdegue, afirma que sem territórios rurais prósperos e inclusivos, a região da América Latina e Caribe não será capaz de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), já que 78% das 169 metas dos ODS dependem exclusivamente ou principalmente de ações realizadas em áreas rurais do mundo.

“Esta agenda que olha para o futuro e que acerta as contas com o passado supõe romper radicalmente com dois preconceitos fortemente arraigados na região: o que aponta que a agricultura familiar carece de potencial produtivo e que, portanto, deve ser tratada como um atraso social; e outro, extraordinariamente pernicioso, que supõe que serviços de baixa qualidade são suficientes para a agricultura pobre”. Leia o artigo completo.