Mulheres representam 20% da mão de obra do setor agrícola na América Latina e Caribe. Foto: Banco Mundial/Romel Simon

CEPAL pede que gasto com políticas sociais seja protegido na América Latina

A chefe da Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, afirmou na quarta-feira (13) que países da região precisam “proteger e fortalecer o gasto social” se quiserem cumprir as metas de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.

Dirigente ressaltou ainda que políticas universais de saúde, educação e proteção social não apenas contribuem com a inclusão, mas também aumentam a produtividade e o crescimento econômico.

A CEPAL deu início ao período de candidaturas para seu curso sobre economias latino-americanas 2019. Foto: PEXELS

CEPAL recebe inscrições para 20ª edição de curso sobre economias latino-americanas

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) deu início ao período de candidaturas para a edição deste ano de seu curso sobre economias latino-americanas, um programa de formação dirigido a jovens pesquisadores, graduados e pós-graduados, interessados em estudar o processo de desenvolvimento na região.

A vigésima edição do curso ocorrerá entre 15 de julho e 30 de setembro na sede da organismo regional das Nações Unidas em Santiago, no Chile. Saiba como se inscrever.

A secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, citou durante sessão do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, a existência de uma correlação inversa entre produtividade e desigualdade. Foto: Giulian Frisoni/Flickr/CC

CEPAL: redução das desigualdades é requisito para desenvolvimento sustentável

A desigualdade é ineficiente, se reproduz e permeia o sistema produtivo. Do lado oposto, a igualdade não é apenas um princípio ético inevitável, mas também uma variável explicativa da eficiência do sistema econômico no longo prazo, afirmou a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, durante reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

“A igualdade é requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. A CEPAL provou com números que sem igualdade as economias são ineficientes, e alcançam menores níveis de produtividade e investimento”, afirmou Bárcena, durante discurso em sessão que discutiu os custos da desigualdade.

Chefe da CEPAL alertou que desigualdades de gênero afetam a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Foto: Agência Brasil

CEPAL defende trabalho decente para promover igualdade social

Em seminário no Chile para celebrar os cem anos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a chefe da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, alertou na quinta-feira (17) que 42% dos trabalhadores na região recebem pagamentos inferiores ao salários mínimos nacionais. Defasagem foi um dos desafios na promoção do trabalho decente elencados pela dirigente, que também chamou atenção para as desigualdades de gênero.

A pobreza na América Latina manteve-se estável em 2017, mas a extrema pobreza aumentou, atingindo seu nível mais alto desde 2008, segundo a CEPAL. Foto: Wikimedia Commons / chensiyuan (CC)

Extrema pobreza aumenta na América Latina e atinge nível mais alto desde 2008, diz CEPAL

A taxa geral da pobreza medida pela renda manteve-se estável na América Latina em 2017, após aumentos registrados em 2015 e 2016. Entretanto, a proporção de pessoas em situação de extrema pobreza continuou crescendo, seguindo a tendência observada desde 2015, informou nesta terça-feira (15) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

“Ainda que a região tenha atingido importantes avanços entre a década passada e meados da presente, desde 2015 foram registrados retrocessos, particularmente em matéria de extrema pobreza”, alertou a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena. Segundo ela, diante desse desafio, os países precisam impulsionar políticas públicas complementares de proteção social e inclusão no mercado de trabalho, assim como políticas redistributivas.

A CEPAL prevê crescimento de 2% para a economia brasileira em 2019. Foto: EBC

CEPAL: economia da América Latina e do Caribe deve crescer 1,7% em 2019

O ano de 2019 deve ser marcado por intensificação das incertezas econômicas mundiais. Isso repercutirá no crescimento da economia da América Latina e do Caribe que, em média, terá uma expansão de 1,7%, segundo as novas projeções apresentadas nesta quinta-feira (20) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Segundo organismo regional, os países da América Latina e do Caribe enfrentarão um cenário econômico mundial complexo nos próximos anos, em que se espera uma redução da dinâmica do crescimento, tanto dos países desenvolvidos como das economias emergentes, acompanhada por um aumento na volatilidade dos mercados financeiros internacionais. A isso se soma o enfraquecimento estrutural do comércio internacional, agravado pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Mulher foge da violência em El Salvador por meio de trilhos de trem em Chiapas, no México. Foto: ONU

FAO identifica razões de principais fluxos migratórios de América Latina e Caribe

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a migração está intimamente relacionada com os territórios rurais, onde as pessoas enfrentam mais pobreza e menos oportunidades, problemas de violência e de execução da Justiça, bem como os efeitos da mudança climática.

O fenômeno migratório é particularmente intenso e complexo no México e nos países do Triângulo Norte das Américas: El Salvador, Guatemala e Honduras. Dos quase 30 milhões de migrantes internacionais latino-americanos, quase 15 milhões são desses países, dos quais 11 milhões vêm do México.

Embarcações no litoral chinês. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

CEPAL: programa chinês é oportunidade de investimentos sustentáveis na América Latina

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, destacou em Paris no início de dezembro (7) que o projeto de desenvolvimento chinês “One Belt, One Road” poderá ser uma importante oportunidade para impulsionar investimentos inclusivos e sustentáveis.

De acordo com Bárcena, a região da América Latina e do Caribe vê a iniciativa com grande interesse, à medida que oferece a oportunidade de diversificar e melhorar a qualidade de seus vínculos econômicos com a China e, especificamente, atrair investimentos importantes em infraestruturas, indústrias e serviços.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

Pacto Global para Migração não afeta soberania dos países, diz CEPAL

O Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular é um conjunto de princípios comuns não vinculantes para que países possam enfrentar um tema transfronteiriço por natureza sem prejudicar suas soberanias.

A afirmação foi feita no domingo (9) pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, no início de sua participação na Conferência Intergovernamental para adotar o Pacto Global sobre Migração, realizada em Marrakesh, Marrocos.

“Este instrumento surge como uma resposta da comunidade internacional perante os desafios e as oportunidades gerados pela migração na agenda global. Se trata de um documento histórico que constitui um exemplo de renovado interesse multilateral”, afirmou.

Torre Eiffel se ilumina de verde para comemorar a entrada em vigor do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas. Foto registrada em novembro de 2016. Foto: Prefeitura de Paris/ Jean-Baptiste Gurliat

ONU defende cooperação da América Latina com França e Europa para promover desenvolvimento sustentável

Em conferência em Paris, o secretário-executivo adjunto da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Mario Cimoli, defendeu a cooperação da região com a França e a Europa como forma de promover desenvolvimento sustentável com igualdade. Dirigente alertou na quinta-feira (6) que o atual paradigma de crescimento das economias está fundamentado na maior falha de mercado da humanidade — as mudanças climáticas.

Todos os migrantes devem ter seus direitos humanos respeitados. Para garantir que isso aconteça, a ONU defende uma maior cooperação na gestão dos processos migratórios por meio da implementação do Pacto Global para a Migração. O acordo, negociado pelos governos na ONU, abordará a migração internacional de modo amplo. Foto: ONU

Autoridades sul-americanas participam conferência sobre migrações na Bolívia

Representantes de governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela reuniram-se na semana passada (22 e 23) em Sucre, na Bolívia, para a 28ª Conferência Sul-Americana sobre Migrações (CSM).

A conferência, cuja secretaria técnica está a cargo da Organização Internacional para as Migrações (OIM), incluiu discussões sobre gênero e políticas migratórias, tráfico de pessoas, gestão de fluxos migratórios, ferramentas normativas regionais para regular a mobilidade dos migrantes, migração na infância, governança local da migração internacional e o Pacto Global para a Migração, entre outros temas.

Participantes da conferência sobre o estado da democracia na América Latina, realizada na sede da CEPAL em Santiago, no Chile. Foto: CEPAL/Carlos Vera

Ex-presidentes de Chile, Costa Rica e Uruguai abordam desafios da democracia na América Latina

O crescente desencanto e a insatisfação dos cidadãos com a política, as novas tecnologias que mudam a forma de exercer o poder e a renovação e capacidade de adaptação de instituições como os partidos políticos são alguns dos principais temas que definirão o futuro da democracia na América Latina, destacaram na segunda-feira (26) os ex-presidentes Ricardo Lagos, do Chile, Laura Chinchilla, da Costa Rica, e Luis Alberto Lacalle, do Uruguai, durante conferência internacional na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em Santiago.

Crianças numa escola do Bronx, em Nova Iorque. Foto: ONU/Marcia Weistein

CEPAL promove primeira roda regional de conversas sobre direitos da criança

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) irá realizar de 27 a 29 de novembro em Santiago, no Chile, a primeira roda de conversas regional “Na rota da igualdade: 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança”.

Na ocasião, representantes de governos, instituições internacionais, setor privado, academia e sociedade civil vão revisar avanços e desafios para a região no que diz respeito aos direitos da infância e da adolescência, mirando o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Setor de mineração é responsável por 200 mil empregos diretos e 800 mil indiretos no Brasil. Foto: PNUD

Especialistas discutem no Peru gestão sustentável dos recursos minerais da América Latina

Autoridades e especialistas reunidos em Lima, no Peru, destacaram na segunda-feira (19) a importância de contar com uma governança adequada de recursos naturais, especialmente minerais, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável, com grande impulso ambiental na região da América Latina e do Caribe.

O evento foi organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), com cooperação alemã e apoio do Ministério de Energia e Minas do Peru.

Na Cidade do México, uma instalação artística representa mulheres mortas por crimes de feminicídio. Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

CEPAL: 2,7 mil mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina e Caribe em 2017

Ao menos 2.795 mulheres foram assassinadas em 2017 por razões de gênero em 23 países da América Latina e do Caribe, segundo dados oficiais compilados pelo observatório de igualdade de gênero da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Em termos absolutos, a lista de feminicídios é liderada pelo Brasil (com 1.133 vítimas confirmadas em 2017). No entanto, se for comparada a taxa para cada 100 mil mulheres, o fenômeno alcança uma extensão em El Salvador sem paralelos com outros países da região — 10,2 feminicídios para cada 100 mil mulheres.

Cidade de Codrington, em Barbuda, após a passagem do furacão Maria, em setembro de 2017. Foto: ONU/Rick Bajornas

Resiliência do Caribe para enfrentar mudanças climáticas é ‘questão urgente’, diz ONU

Em reunião sobre a adaptação dos Pequenos Estados Insulares às mudanças climáticas, dirigentes da ONU ressaltaram na terça-feira (13) que essas ilhas já estão sendo afetadas pelas alterações do meio ambiente. Nações caribenhas têm sido palco de fenômenos devastadores — em 2017, o furacão Maria causou em Dominica perdas econômicas estimadas em 259% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Investimentos em energia eólica crescem no Brasil, principalmente, no Nordeste. Encontrar e investir em novas fontes de energia renóvais serão medidas fundamentais para garantir cumprimento da Agenda 2030. Foto: SEI / FotosPúblicas / Aluísio Moreira

Seminário da CEPAL discute investimentos produtivos sustentáveis no Brasil

Especialistas brasileiros e latino-americanos reuniram-se na semana passada (6) em Brasília (DF) para discutir o “Big Push Ambiental”, ideia desenvolvida pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) que foca nas oportunidades e coordenação de investimentos produtivos sustentáveis, em especial os de baixo carbono, para dar impulso a um novo ciclo de crescimento com maior igualdade no país.

Mãe, avó e netos indígenas na Guatemala. Foto: OPAS

Comissão da ONU recebe artigos para revista sobre população e demografia

Até 15 de janeiro, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) recebe artigos originais e inéditos sobre temas de população. Trabalhos serão avaliados para publicação na edição 108 da revista acadêmica Notas de Población.

Entre os tópicos de interesse para esse número da revista, estão os componentes da dinâmica demográfica (fecundidade, mortalidade e migração) e suas relações com os processos de desenvolvimento, direitos humanos e transformações econômicas e sociais.

O Acordo de Paris, em vigor desde 2016, prevê que os países signatários diminuam suas emissões de gases de efeito estufa, levando em consideração suas condições econômicas e sociais. Foto: PNUD

Seminário no DF discute transformação sustentável da estrutura produtiva brasileira

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) promove na terça-feira (6) em Brasília (DF) seminário sobre a abordagem Big Push Ambiental (ou grande impulso ambiental), que trata de transformar a estrutura produtiva e a infraestrutura para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

A estimativa é de que o Brasil apresente um potencial de investimentos de baixo carbono da ordem de 1,3 trilhão de dólares até 2030 em setores como infraestrutura urbana (transporte, edificações, resíduos etc.), energias renováveis e indústria.

Vista aérea da cidade e do porto de Santos (SP). Foto: EBC

CEPAL apresenta relatório com perspectivas para comércio exterior latino-americano em 2018

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulgará uma nova edição de seu relatório anual sobre o comércio exterior da região na próxima quarta-feira (31), às 13h de Brasília, em sua sede sub-regional na Cidade do México.

O lançamento será transmitido ao vivo pelo site da CEPAL. Haverá transmissão ao vivo também, por videoconferência, no escritório da CEPAL no Brasil.

Na América Latina e no Caribe, pelo menos 1 milhão de empregos serão gerados como resultado do uso de energias renováveis, segundo a OIT. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

ONU: modelo de desenvolvimento mais sustentável geraria novas oportunidades de emprego

A região da América Latina e do Caribe tem a maior biodiversidade do mundo, mas está perdendo suas riquezas naturais com a deterioração ambiental provocada pelo atual modelo de desenvolvimento, o que cria urgência de transição para um modelo mais sustentável, tanto do ponto de vista ambiental, quanto trabalhista.

Tal transição permitiria acesso a novas oportunidades e melhorias no emprego, destacaram a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em nova publicação conjunta lançada na terça-feira (23).

Economia brasileira deve crescer 1,4% em 2018, de acordo com projeções da CEPAL. Foto: EBC

CEPAL reduz previsão de crescimento da economia brasileira para 1,4% em 2018

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) atualizou suas projeções de crescimento da atividade econômica da região para 2018, e espera uma expansão média de 1,3% na América Latina e no Caribe durante este ano, levemente inferior à prevista em agosto, de 1,5%. Para 2019, é prevista uma taxa de crescimento de 1,8%, informou a comissão em comunicado nesta quarta-feira (17).

A projeção de crescimento da economia brasileira foi revisada para baixo. A comissão estima que o PIB do país irá avançar 1,4% em 2018, contra previsão de 1,6% em agosto. Para 2019, a projeção é de uma alta de 2,1%.

Maior equilíbrio de mulheres nas redações não só ajudaria a promover maior igualdade de gênero, mas colaboraria também para promover esteriótipos sobre a mulher. Foto: Pixabay

CEPAL: novas políticas industriais são fundamentais para pequenas e médias empresas latino-americanas

A nova geração de políticas industriais que impulsionam os ecossistemas tecnológicos é fundamental para o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas da América Latina, afirmaram autoridades, especialistas internacionais e representantes do setor público e privado que participam de seminário iniciado na quarta-feira (10) em Buenos Aires, na Argentina.

Na reunião de alto nível, os participantes abordarão os principais desafios dessas empresas e a construção de estratégias de cooperação que as ajudem a superá-los. O evento, que acaba nesta quinta-feira (11), é organizado por Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), União Europeia e União Industrial Argentina (UIA).

Plantação de morangos na zona rural da Argentina. Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger

Organismos da ONU firmam parceria em prol de comunidades rurais da América Latina

A FAO e a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL) firmaram nesta semana (9) uma parceria para promover o desenvolvimento sustentável das zonas rurais da região.

Cooperação terá como foco os problemas nas áreas de biodiversidade, mudanças climáticas, migração e automatização do trabalho. Cem comunidades agrícolas, consideradas as mais vulneráveis em nível regional, receberão assistência para combater a fome e a pobreza.

A oficial do ONU-Habitat salientou que o direito à habitação adequada é reconhecido como parte do direito a um padrão de vida adequado na Declaração Universal de Direitos Humanos. Foto: EBC

CEPAL: cooperação com países de renda média deve ir além da ajuda financeira

O desenvolvimento em transição fomenta novas formas de cooperação internacional que vão muito além da assistência financeira e da ajuda oficial ao desenvolvimento, e implicam um esforço coordenado nos níveis nacional, regional e internacional, afirmou no fim de setembro (24) a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em evento paralelo à Assembleia Geral da ONU, ocorrida na última semana em Nova Iorque.

O conceito de desenvolvimento em transição tem especial importância para a América Latina e o Caribe, região onde a maioria dos países está alcançando maiores níveis de renda, mas continuam enfrentando desafios estruturais. Esses desafios estão relacionados principalmente com as desigualdades, as diferenças regionais, a mobilização de recursos internos e o enfraquecimento dos marcos sociais, assim como às escassas capacidades de inovação e baixos níveis de diversificação.

A quilombola Maria do Socorro Silva luta contra a degradação ambiental causada pela maior refinaria de alumínio da Amazônia, no Pará. Foto: Thom Pierce/Guardian/Global Witness/ONU Meio Ambiente

Brasil e 13 países assinam na sede da ONU tratado que prevê proteção de defensores ambientais

Quatorze países da América Latina e do Caribe, entre eles o Brasil, foram os primeiros a assinar o “Acordo de Escazú” sobre acesso a informação, participação pública e Justiça em assuntos ambientais na região. A assinatura aconteceu na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, durante o debate geral do 73º período de sessões da Assembleia Geral da ONU.

O Acordo de Escazú busca assegurar que todas as pessoas tenham acesso a informação oportuna e confiável, possam participar de maneira efetiva das decisões que afetam suas vidas e seu entorno e acessar a Justiça em assuntos ambientais, contribuindo assim para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alícia Bárcena, o acordo é inovador e importante para a região, porque possui um artigo que se refere à proteção dos defensores dos direitos humanos em assuntos ambientais.

Linha de montagem do Grupo Chrysler, reequipada com mais 1,1 mil robôs na cidade de Sterling Heights, no estado norte-americano do Michigan. Foto: Flickr (CC)/Fiat Chrysler Automobiles (FCA)

Brasil ‘vai ser atropelado’ por revolução digital e automação, avalia especialista

Sem investimentos em educação e infraestrutura, o Brasil “vai ser atropelado” pela revolução digital, avalia o especialista em robótica Edson Prestes. O brasileiro integra o Painel de Alto Nível da ONU sobre Cooperação Digital, que se reúne pela primeira vez nesta segunda-feira (24), em Nova Iorque.

Em entrevista ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), o pesquisador defende que países em desenvolvimento precisam ter mão de obra qualificada para lidar com a crescente automação do setor produtivo.

Foto:Pixabay/kaboompics (cc)

CEPAL pede mais igualdade de gênero no acesso a serviços bancários

Para avançar rumo a sistemas financeiros inclusivos que contribuam para eliminar as desigualdades de gênero, é necessário contar com dados desagregados por sexo e assim romper com o silêncio estatístico que afeta as mulheres, disse na semana passada (10) a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

Segundo a chefe da CEPAL, as mulheres enfrentam barreiras para acessar o sistema financeiro e não gozam dos mesmos benefícios e direitos que os homens.

Para ela, as políticas macroeconômicas deveriam ser sensíveis às desigualdades de gênero, já que as mulheres acabam  amortecendo os choques econômicos nos períodos de crise, instabilidade ou recessão, principalmente através da sobrecarga de trabalho não remunerado.

Sede da ONU em NY. Foto: ONU/Rick Bajornas.

Acordo latino-americano sobre proteção de defensores ambientais recebe assinaturas a partir de 27/9

O acordo regional sobre acesso à informação, à participação pública e à Justiça em assuntos ambientais na América Latina e no Caribe (Acordo de Escazú) será aberto à assinatura de todos os países da região na quinta-feira (27) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, no marco do debate geral do 73º período de sessões da Assembleia Geral da ONU.

O chamado “Acordo de Escazú” — por ter sido adotado em 4 de março passado no município de Escazú, na Costa Rica — é o primeiro acordo ambiental da região e o único de seu tipo no mundo, já que contém disposições específicas sobre proteção de defensores de direitos humanos em assuntos ambientais. Trata-se do primeiro instrumento legal que emergiu até agora da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Erradicar a pobreza é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: ONU Habitat/Astrid Yanes

Países latino-americanos reafirmam compromisso de reduzir desigualdades na região

Dois vice-presidentes e cerca de 40 ministros de países latino-americanos e caribenhos se comprometeram na semana passada em encontro na Cidade do Panamá a tomar medidas concretas para reduzir as desigualdades estruturais que continuam impedindo que muitos participem das sociedades de forma significativa.

O 10º Fórum Ministerial para o Desenvolvimento na América Latina e no Caribe foi organizado pelo governo panamenho em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

No encontro, autoridades da região concordaram em ampliar os sistemas de proteção social universal; atuar e prestar especial atenção aos povos indígenas e populações afrodescendentes ao assumir o objetivo de “não deixar ninguém para trás”.