Foto: EBC

Economias latino-americanas só terão retomada se curva de contágio for achatada, diz relatório

Um novo relatório conjunto de Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indica que somente se a curva de contágio da pandemia da COVID-19 for achatada, as economias da região poderão ser retomadas.

O relatório propõe uma abordagem com três fases que incluem a adoção de políticas de saúde, econômicas, sociais e produtivas destinadas a controlar e mitigar os efeitos da pandemia, reativar com proteção e reconstruir de maneira sustentável e inclusiva. 

Globalmente, cerca de 1,6 bilhão dos 2 bilhões de trabalhadores da economia informal são afetados por medidas de confinamento e de contenção. Foto: OIT

CEPAL e OPAS apresentam relatório conjunto sobre saúde e economia no contexto da COVID-19

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apresentarão na quinta-feira (20) o relatório conjunto “Saúde e economia: uma convergência necessária para enfrentar a COVID-19 e retomar o caminho para o desenvolvimento sustentável na América Latina e no Caribe”.

O documento aborda a necessidade de tomar medidas de saúde para achatar a curva da COVID-19 e, assim, retomar a economia nos países da região.

A apresentação será realizada por meio de uma coletiva de imprensa virtual, às 12h30 (horário de Brasília), liderada por Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, e Carissa Etienne, diretora da OPAS.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, em 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

ONU lembra lutas antirracistas e feministas no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Em 1992, grupos femininos negros de 32 países da América Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo e o sexismo.

Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, celebrado em 25 de julho.

Paraguai adota modelo de combate ao trabalho infantil desenvolvido por OIT e CEPAL

O Paraguai é o mais novo país da América Latina a adotar o Modelo de Identificação de Riscos de Trabalho Infantil (MIRTI) para combater esse crime e orientar a formulação políticas públicas.

O modelo foi desenvolvido por Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) entre 2017 e 2019, com apoio do Programa de Cooperação Sul-Sul entre o Brasil e a OIT.

Posteriormente, foi implementado de maneira piloto em Brasil, Argentina, Colômbia, Guatemala, Jamaica, México e Peru.

Passageiros usam máscaras na estação Pinheiros, em São Paulo (SP). Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

CEPAL prevê retrocesso de 10 anos nos níveis de renda por habitante na América Latina e Caribe

A atividade econômica global está recuando mais mais do que o previsto há alguns meses, como consequência da pandemia de COVID-19. Com isso, aumentam os impactos externos negativos na América Latina e no Caribe por meio do comércio, dos termos de troca, do turismo e das remessas.

Nesse cenário, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) prevê uma queda de 9,1% para o Produto Interno Bruto (PIB) regional este ano. Para o Brasil, a projeção é de um recuo de 9,2%.

O documento lembra que a queda na atividade econômica é de tal magnitude que fará com que, até o fim do ano, o nível do PIB per capita da América Latina e Caribe seja similar ao observado em 2010. Ou seja, haverá um retrocesso de 10 anos nos níveis de renda por habitante.

Vendedora usa máscara no principal mercado atacadista de Lo Valledor, no Chile, em meio à pandemia da COVID-19. Foto: FAO/Max Valencia

CEPAL atualizará estimativas de crescimento econômico para países da América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresenta virtualmente nesta quarta-feira (15), às 13h, seu relatório especial COVID-19 N⁰ 5 sobre o acompanhamento dos efeitos socioeconômicos da pandemia na região, no qual atualizará projeções de crescimento econômico para cada país.

Segundo o relatório, as tendências negativas da atividade econômica mundial se aprofundaram, acrescentando-se a incerteza com relação à dinâmica da recuperação pós-COVID-19.

A crise econômica decorrente da pandemia tem levado à suspensão total ou parcial das atividades produtivas. Foto: ONU

CEPAL: um terço do emprego formal e um quarto do PIB da América Latina serão afetados pela pandemia

Mais de um terço do emprego formal e um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe são gerados em setores fortemente afetados pela crise econômica decorrente da pandemia de COVID-19.

A informação consta em novo estudo divulgado nesta quinta-feira (2) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Os setores mais afetados são o comércio atacadista e varejista; as atividades comunitárias sociais e pessoais; hotéis e restaurantes; atividades imobiliárias, empresariais e de aluguel, e as manufatureiras.

O novo documento mede e analisa os efeitos da crise no universo empresarial e nos setores produtivos da América Latina e do Caribe. Foto: Pixabay

CEPAL apresenta relatório sobre impactos da COVID-19 nas empresas e setores produtivos da América Latina

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulga nesta quinta-feira (2) o relatório especial COVID-19 N⁰ 4 sobre o acompanhamento dos efeitos socioeconômicos da pandemia na região.

O documento “As empresas diante da COVID-19: emergência e retomada” mede e analisa os efeitos da crise no universo empresarial e nos setores produtivos da América Latina e do Caribe. O evento de lançamento terá transmissão online a partir das 13h.

CEPAL: crise provocada pela pandemia é chance de dar grande impulso à sustentabilidade

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus é uma oportunidade para avançar em direção a um grande impulso para a sustentabilidade, que permita um novo modelo de desenvolvimento baseado na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A afirmação foi feita na segunda-feira (29) pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, durante seminário virtual organizado conjuntamente com o Senado brasileiro.

Comércio exterior teve forte declínio com a COVID-19. Foto Tom Fisk/Pexels

CEPAL e Senado realizam webinar sobre propostas globais para recuperação sustentável

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (CEPAL) e o senador Jaques Wagner, presidente da Subcomissão do Grande Impulso para a Sustentabilidade do Senado Federal, realizam na segunda-feira (29) o webinar “Propostas Globais para uma Recuperação Sustentável”.

O objetivo é apresentar propostas para uma recuperação econômica sustentável da crise provocada pela pandemia de COVID-19, que está atingindo fortemente o Brasil e muitos países do mundo.

COVID-19 acentua situação precária de domésticas latino-americanas e caribenhas

Na América Latina e no Caribe, entre 11 milhões e 18 milhões de pessoas se dedicam ao trabalho doméstico remunerado, sendo que 93% delas são mulheres. O trabalho doméstico representa entre 14,3% e 10,5% do emprego das mulheres na região.

Mais de 77,5% delas atuam na informalidade, o que significa que parte significativa trabalha em condições precárias e sem acesso à proteção social. ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) publicaram relatório sobre o tema.

A erradicação da pobreza até 2030 é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: Renato Jorge Marcelo

Extrema pobreza deve atingir 83 milhões de pessoas na América Latina e Caribe em 2020

Como resultado da crise provocada pela pandemia da COVID-19, a população em condições de extrema pobreza na América Latina e Caribe pode chegar a 83,4 milhões de pessoas em 2020, o que implicaria um aumento significativo nos níveis de fome.

A conclusão é de relatório apresentado nesta terça-feira (16) por Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Documento propõe ações urgentes para enfrentar o aumento da fome causado pela pandemia nos países da região.

Ações urgentes contra a fome desencadeada pela pandemia são necessárias nos países da região da América Latina e Caribe. Foto: FAO/Olivier Asselin

FAO e CEPAL apresentam na terça (16) recomendações para evitar crise alimentar na América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apresentam na terça-feira (16) o relatório conjunto “Evitar que a crise da COVID-19 se transforme em uma crise alimentar: ações urgentes contra a fome na América Latina e no Caribe”.

No documento, as organizações abordarão ações urgentes contra a fome desencadeada pela pandemia nos países da região e as recomendações para evitar que a crise sanitária se transforme em uma crise alimentar.

Criança carrega embalagens de plástico em La Paz, Bolívia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Crise pode lançar até 326 mil crianças ao trabalho infantil na América Latina e Caribe

O impacto devastador da COVID-19, que acarreta redução de renda e altos níveis de insegurança econômica, pode provocar aumento significativo no número de crianças e adolescentes em trabalho infantil nos países latino-americanos e caribenhos.

O alerta foi feito na quinta-feira (11) por análise da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que consideram imperativo adotar medidas para evitar esse cenário.

CEPAL: para reconstruir América Latina e Caribe pós-pandemia, é necessário igualdade e estabilidade

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, lembrou na terça-feira (9) que para reconstruir melhor a região pós-pandemia, é necessário igualdade e sustentabilidade ambiental, de forma a assegurar que ninguém seja deixado para trás.

“É por isso que é tão importante reconstruir melhor e garantir que exista um Estado social, não autoritário. Deve haver um futuro com empregos, trabalho com direitos. É isso que estamos buscando”, afirmou.

Usina de energia eólica. Foto: Flickr (CC)/Alex Abian

CEPAL apresenta casos de investimentos transformadores para uma economia sustentável

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas vem desenvolvendo o Big Push para a Sustentabilidade, uma abordagem renovada para apoiar os países da região na construção de estilos de desenvolvimento mais sustentáveis, baseada na coordenação de políticas para promover investimentos transformadores.

Por meio de chamada aberta, a iniciativa recebeu 131 estudos de casos de investimentos para o desenvolvimento sustentável no país. Houve uma grande diversidade de setores, pluralidade de atores, heterogeneidade de regiões e variedade de iniciativas entre os estudos enviados.

A crise econômica decorrente da pandemia tem levado à suspensão total ou parcial das atividades produtivas. Foto: ONU

CEPAL e OIT enfatizam importância de priorizar políticas de saúde e segurança no trabalho

Além de fornecer estimativas sobre a dinâmica do mercado de trabalho nos últimos meses, o relatório conjunto de Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e Organização Internacional do Trabalho (OIT) explora algumas das políticas implementadas pelos países para proteger o setor produtivo, o emprego formal, preservar a renda dos trabalhadores e das trabalhadoras na economia formal e informal, em meio à pandemia.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

CEPAL e Pacto Global realizam webinar sobre investimentos no desenvolvimento sustentável

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Rede Brasil do Pacto Global convidam para webinar Big Push para a Sustentabilidade, que será realizado na terça-feira (26) das 16h às 18h (horário de Brasília).

A CEPAL vem desenvolvendo o Big Push para a Sustentabilidade, que é uma abordagem renovada para apoiar os países da região na construção de estilos de desenvolvimento mais sustentáveis, baseada na coordenação de políticas para promover investimentos transformadores.

Relatório de CEPAL e OIT abordará desafios que a pandemia apresenta para o trabalho nos países latino-americanos e caribenhos. Foto: Roberto Vinicius/Flickr/CC

CEPAL e OIT analisam desafios do trabalho na América Latina e no Caribe em meio à pandemia

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentam na quinta-feira (21) uma nova edição de seu relatório conjunto em espanhol “Conjuntura Laboral na América Latina e o Caribe: o trabalho em tempos de pandemia – desafios frente à doença do coronavírus (COVID-19)”, que desta vez abordará os desafios representados pela pandemia para o trabalho nos países da região. 

A apresentação será feita em espanhol durante uma entrevista coletiva virtual simultânea às 13h30, horário do Chile (14h30 horário de Brasília), liderada por Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, e por Vinícius Pinheiro, diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe.

Peruanos têm a temperatura medida em Lima. Foto: Município de Lima

OPAS manifesta preocupação com rápida expansão da pandemia nas Américas

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, pediu aos países que abordem as emergências de saúde, sociais e econômicas da COVID-19 juntas, expressando profunda preocupação com a rápida expansão da pandemia do novo coronavírus nas Américas.

“A pandemia nos forçou a lidar com três emergências ao mesmo tempo: a de saúde, a social e a econômica. Para ter sucesso, precisamos de uma abordagem conjunta”, disse Etienne.

“Os países devem apoiar suas economias enquanto constroem fortes redes de proteção social e adotam medidas de saúde pública baseadas em evidências, essenciais para salvar vidas”.

Foto: Prefeitura de Manaus

CEPAL defende renda básica que ajude população mais vulnerável a superar efeitos do coronavírus

Para enfrentar os impactos socioeconômicos da crise causada pela COVID-19, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) propõe que os governos garantam transferências monetárias temporárias imediatas para satisfazer as necessidades básicas e sustentar o consumo das famílias, o que será crucial para alcançar uma recuperação sólida e relativamente rápida.

Além disso, no longo prazo, o organismo reitera que o alcance dessas transferências seja permanente e vá além das pessoas em situação de pobreza, segundo novo relatório divulgado nesta terça-feira (12) pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.

Relatório da CEPAL abordará efeitos econômicos e sociais do novo coronavírus na região da América Latina e Caribe. Foto: pixabay/OrnaW

Novo relatório da CEPAL abordará desafios sociais da pandemia de COVID-19 na América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresenta na terça-feira (12) o relatório especial COVID-19 N⁰ 3 sobre o seguimento dos efeitos econômicos e sociais do coronavírus na região, intitulado: O desafio social em tempos da COVID-19. 

O novo documento, o terceiro de uma série que examina a evolução da pandemia e seus efeitos na região, apresentará desta vez uma estimativa do impacto social e dos desafios relacionados da atual crise para os países da América Latina e do Caribe, tanto em 2020 como no médio e longo prazo.

Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus (2019-nCoV), realizado pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em Vírus Respiratórios para o Ministério da Saúde. Foto: IOC/Fiocruz/Josué Damacena

Ciência, tecnologia e inovação são essenciais para América Latina enfrentar pandemia, diz CEPAL

A contribuição da ciência, tecnologia e inovação nos tempos de crise pela COVID-19 é essencial para enfrentar os atuais desafios de saúde, mas também para apoiar os esforços produtivos da recuperação econômica pós-pandemia.

“A humanidade está na corrida para encontrar uma vacina e tratamentos que neutralizem os efeitos da pandemia na saúde, e é aqui que esforços conjuntos e coordenados se tornam essenciais”, disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Os ministros destacaram a importância da disponibilidade de alimentos a preços convenientes em meio à pandemia de COVID-19. Foto: EBC

Países das Américas coordenaram ações para garantir alimentos na pandemia

Ministros de 34 países das Américas, entre eles do Brasil, destacaram a importância da disponibilidade de alimentos a preços convenientes. Também enfatizaram a necessidade de que produção, distribuição e venda sejam realizadas com o menor risco para a saúde de todos os que participam da cadeia alimentar.

A inédita Reunião Hemisférica de Ministros e Secretários de Agricultura foi organizada pelo Instituto Interamericano de Cooperação em Agricultura (IICA) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em resposta a uma solicitação do Ministério da Agricultura do Chile.

A relatora especial da ONU sobre direito à moradia adequada, Leilani Farha, disse que a pandemia mostrou que a crise mundial da habitação pode ser resolvida. Foto: EBC

CEPAL: pandemia levará à maior contração da atividade econômica na história da América Latina e Caribe

A pandemia de COVID-19 afeta as economias da América Latina e do Caribe por meio de fatores externos e internos cujo efeito conjunto levará à pior contração que a região sofreu desde 1914 e 1930. Segundo as últimas estimativas, está prevista uma contração regional média de 5,3% para 2020, informou nesta terça-feira (21) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

A interrupção das cadeias de valor produzida pela pandemia afetará com maior intensidade as economias brasileira e mexicana, que possuem os maiores setores manufatureiros da região. Para o Brasil, a projeção é de retração de 5,2% e para o México, de 6,5%.

Organizações se unem para garantir sistemas alimentares durante pandemia da COVID-19

Onze organizações internacionais concordaram em unir esforços para ajudar os países da América Latina e do Caribe a proteger seus sistemas alimentares e a manter a agricultura e o comércio de alimentos durante a atual pandemia da COVID-19.

Entre as medidas estão: manter vivo o comércio agroalimentar e garantir a segurança alimentar dos mais vulneráveis; reduzir o impacto e monitorar os efeitos da COVID-19 na alimentação e na agricultura; trabalhar em conjunto através de uma plataforma virtual de comunicação e da ampliação de diálogo através de seminários online.

O benefício do tratamento com dexametasona foi observado apenas em pacientes com COVID-19 em estado grave e não em pacientes com doença mais leve. Foto: pixabay/leo2014

CEPAL apresentará relatório sobre efeitos econômicos e sociais da COVID-19 para América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresentará nesta sexta-feira (3) o relatório “A América Latina e o Caribe diante da pandemia da COVID-19: efeitos econômicos e sociais”, onde aborda a conjuntura, os cenários e as projeções até 2030, diante da atual crise pandêmica global.

A publicação será apresentada em uma coletiva de imprensa virtual, por Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, de Santiago, Chile, às 13h de Brasília.

Foto: CDC

ARTIGO: Hora zero – a nossa região diante da pandemia

Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, afirma que o PIB na região poderá ter recuo de 1,8%, com tendência recessivas, este ano, de acordo com dados que estão sendo consolidados.

“O desafio é enorme e requer que a caixa de ferramentas seja renovada. Cada país terá que explorar e expandir criativamente as suas possibilidades de resposta”. Leia o artigo completo.

Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL. Foto: CEPAL

CEPAL prevê contração de 1,8% para economia latino-americana em 2020 devido ao coronavírus

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) revisou para baixo suas projeções para a economia latino-americana e caribenha este ano diante da pandemia do novo coronavírus.

A estimativa é de uma contração de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, o que poderá ampliar o desemprego na região em dez pontos percentuais.

Isso fará com que o número de pessoas em situação de pobreza na região suba dos atuais 185 milhões para 220 milhões, de um total de 620 milhões de habitantes; enquanto o número de pessoas na extrema pobreza pode subir de 67,4 milhões para 90 milhões.

Manifestação pelos direitos das mulheres em Porto Alegre, em novembro de 2017. Foto: Fora do Eixo (CC)

Países da América Latina e Caribe se comprometem a acelerar igualdade de gênero na região

Representantes de países latino-americanos e caribenhos reunidos na 14ª Conferência Regional sobre Mulheres em Santiago, no Chile, aprovaram na sexta-feira (31) um compromisso para tomar todas as medidas necessárias para acelerar a igualdade de gênero na região.

Entre os 48 pontos do Compromisso de Santiago, destacam-se acordos para erradicar a violência de gênero, fornecer acesso universal a serviços de saúde integrais, incluindo serviços de saúde sexual e reprodutiva, e promover a participação no mercado de trabalho nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

A conferência foi realizada na semana passada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), com apoio da ONU Mulheres.

Marcha em Montevidéu, Uruguai, reuniu sociedade civil e representantes da ONU em 2017 para pedir o fim da violência contra as mulheres. Foto: ONU Mulheres/Sahand Minae

Conferência da ONU pede prioridade às políticas de igualdade de gênero na América Latina

Autoridades e oficiais internacionais convocaram na terça-feira (28), na abertura da 14ª Conferência Regional sobre Mulheres na América Latina e Caribe, prioridade às políticas de igualdade de gênero e autonomia das mulheres.

O apelo é feito no atual contexto regional caracterizado por desaceleração econômica — que fragiliza o espaço para as políticas sociais, econômicas e ambientais — e pela deterioração das taxas de pobreza e desigualdade.

A reunião realizada em Santiago, no Chile, é organizada por Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), com apoio da ONU Mulheres.

Chile recebe 14ª Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe

Vice-presidentas e dezenas de ministras e altas autoridades de órgãos de políticas para as mulheres participam da 14ª Conferência Regional sobre a Mulher, que acontece até sexta-feira (31) na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em Santiago, no Chile. Trata-se do principal fórum inter-governamental sobre os direitos das mulheres e a igualdade de gênero na região.

O encontro é organizado pela CEPAL com apoio da ONU Mulheres. Tem como tema central a autonomia das mulheres em cenários econômicos em mudança. O evento será transmitido ao vivo em: http://www.cepal.org.

Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.

Participação laboral é menor entre mulheres com baixa escolaridade na América Latina

Mulheres latino-americanas com baixa escolaridade têm menor participação no mercado de trabalho em comparação com aquelas com nível educacional avançado, segundo estudo divulgado por CEPAL e OIT. Na maioria dos países da região, a taxa de participação laboral das mulheres desse grupo é inferior a 45%, enquanto entre as mulheres com alta escolaridade chega a 80%.  

A menor participação laboral das mulheres com baixa escolaridade pode estar relacionada à pobreza monetária e à falta de tempo, que em alguns lares de baixa renda formam um ciclo vicioso difícil de superar, afirmou o estudo.

As mulheres de famílias de baixa renda costumam estar sujeitas a uma maior demanda de tempo de trabalho doméstico e cuidados que as limita em sua busca de emprego e restringe suas possibilidades de inserção e permanência no mercado de trabalho. 

Economia brasileira deve recuar 5,3% este ano, segundo previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Foto: Lukas Blazek/Unsplash

América Latina e Caribe: período de 2014-2020 será o de menor crescimento em 7 décadas

A região da América Latina e do Caribe apresenta uma desaceleração econômica generalizada e sincronizada em países e setores, completando seis anos consecutivos de baixo crescimento, afirmou nesta quinta-feira (12) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em seu último relatório anual divulgado em sua sede em Santiago, Chile.

Os países da região devem crescer este ano apenas 0,1%, em média, enquanto as projeções de crescimento para 2020 permanecerão baixas, cerca de 1,3% para a região em seu conjunto. Consequentemente, o período de 2014-2020 será o de menor crescimento para as economias da América Latina e do Caribe nas últimas sete décadas.

O objetivo da plataforma é coordenar e fortalecer ações de formulação e implementação de soluções conjuntas no setor da agricultura. Foto: FAO

COP 25: plataforma visa apoiar ações climáticas na agricultura latino-americana e caribenha

Durante o primeiro dia dedicado a agricultura, pecuária e silvicultura na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 25), que ocorre em Madri, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) participaram no domingo (8) do lançamento da Plataforma de Ação Climática na Agricultura (PLACA).

O objetivo da plataforma é coordenar e fortalecer soluções conjuntas na agricultura, para atuar de maneira alinhada diante do novo cenário climático.

A iniciativa, liderada pelo Chile, é uma plataforma para adesão voluntária já assinada na COP 25 pelos ministros da Agricultura de Argentina, Bahamas, Brasil, Costa Rica, Guatemala, Peru e Uruguai. Os governos de Equador, México e República Dominicana também se uniram e a expectativa é de que outros o façam o mais rápido possível.

Aumento da pobreza e da indigência na América Latina preocupa a CEPAL. Foto: Foto: ONU-Habitat / Luis Brito

CEPAL prevê aumento da pobreza na América Latina e Caribe em 2019

Confirmando tendência registrada desde 2015, 30,1% da população da América Latina e Caribe estavam abaixo da linha da pobreza em 2018, enquanto 10,7% viviam em extrema pobreza, taxas que devem chegar a 30,8% e 11,5%, respectivamente, em 2019, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Entre 2014 e 2018, o índice de pobreza nos países latino-americanos e caribenhos teve um aumento de 2,3 pontos percentuais, explicado principalmente pela alta registrada no Brasil e na Venezuela.

O organismo regional afirmou que, para erradicar a pobreza na região, é necessário um mercado de trabalho que garanta emprego de qualidade e salários decentes, assim como sistemas de proteção social integrais e universais.

Instalação artística na Cidade do México homenageia as mulheres vítimas de feminicídio. Obra foi realizada para o Dia Internacional da Mulher de 2018, lembrado em 8 de março. Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

CEPAL: 3,5 mil mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina e Caribe em 2018

Ao menos 3.529 mulheres foram assassinadas em 2018 por razões de gênero em 25 países da América Latina e do Caribe, segundo dados oficiais compilados anualmente pelo observatório de igualdade de gênero da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Quatro das cinco taxas mais altas de feminicídio na América Latina foram registradas nos países do norte da América Central (El Salvador, Honduras e Guatemala) e na República Dominicana.

Os dados foram divulgados no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que dá início aos 16 dias de ativismo até 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

ARTIGO: Chegou a hora da igualdade na América Latina e no Caribe

Em artigo, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, afirma que a igualdade deve ser o motor do desenvolvimento regional. “A região continua sendo a mais desigual do mundo, e embora a primeira década deste século tenha sido marcada por avanços na redução da pobreza e da desigualdade de renda, há ainda muitas lacunas a serem preenchidas.” Leia o artigo completo.

Economia brasileira deve recuar 5,3% este ano, segundo previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Foto: Lukas Blazek/Unsplash

CEPAL revisa para baixo projeções de crescimento na América Latina em 2019

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) revisou para baixo as projeções de crescimento da atividade econômica da região para 2019, ano em que se espera uma expansão média de 0,1% na América Latina e no Caribe.

Para 2020, no entanto, a CEPAL projeta que a região continue em um caminho de baixo crescimento, com uma expansão estimada do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,4%.

No caso do Brasil, o crescimento do PIB em 2019 está estimado em 0,8%, chegando a 1,7% em 2020.

Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, em aula ministrada na Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM). Foto: CEPAL México.

“Não somos a região mais pobre, mas sim a mais desigual”, avalia chefe da CEPAL

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, concedeu uma aula na Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM), instituição onde é doutora honoris causa.

Sua palestra aconteceu em 30 de outubro, na Faculdade de Economia da UNAM, sob o título “Mudança de época e novo modelo de desenvolvimento: uma interpretação estruturalista”. Ela pediu por novos pactos sociais e a revisão das conversações entre Estado, mercado e sociedade.

No evento, Bárcena afirmou que o desencanto e a raiva latente na região representam um ponto de ruptura à continuidade de um modelo que se associa a três décadas de concentração de riqueza e deterioração ambiental, aliadas a um crescimento que avaliou como “insuficiente”.