Manifestação em frente a sede da CIDH, em Washington, abril de 2016, no contexto do assassinato da líder Berta Cáceres, em março de 2016. Foto: CIDH/OEA

Autoridades reunidas na CEPAL pedem adesão de países a acordo ambiental latino-americano

Durante a segunda reunião do Fórum dos Países sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizado na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, no Chile, autoridades e especialistas ressaltaram a importância do acordo ambiental vinculante fechado na Costa Rica no início de março, o primeiro do tipo no nível mundial.

“Este é um acordo histórico, porque consagra pela primeira vez a proteção dos direitos humanos dos defensores ambientais, o que permite assegurar que casos como o cruel assassinato de Berta Cáceres (defensora ambiental hondurenha) não fiquem impunes”, declarou Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, organismo que atua como secretaria técnica do processo.

O processo de urbanização na América Latina e no Caribe melhorou os indicadores de desenvolvimento, no entanto, as cidades ainda são espaços de desigualdades, segundo a CEPAL. Foto: ONU-Habitat/Lucille Kanzawa

Participação da sociedade civil latino-americana é indispensável para conquista da Agenda 2030

A ativa participação da sociedade civil é indispensável para a tomada de decisões, o planejamento e a aplicação de políticas que fomentem o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável na América Latina e no Caribe.

A opinião é de representantes de mais de 200 organizações não governamentais (ONG) de diversos países, autoridades e funcionários de organismos internacionais que se reuniram nesta terça-feira (17) na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, no Chile, antes do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável, que ocorre este mês na cidade.

Economia brasileira deve crescer 2,2% em 2018, de acordo com projeções da CEPAL. Foto: EBC

CEPAL prevê crescimento de 2,2% para economia brasileira este ano

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) atualizou suas projeções de crescimento econômico para os países da região este ano e manteve sua estimativa de expansão média regional de 2,2%, após avanço de 1,2% no ano passado, segundo informou nesta quarta-feira (11) o organismo das Nações Unidas.

Assim como em anos anteriores, em 2018 o crescimento mostrará dinâmicas heterogêneas entre países e sub-regiões, indicou a CEPAL. As economias da América do Sul crescerão 2% (frente a 0,8% em 2017), principalmente como resultado do maior dinamismo do Brasil (2,2%). Além disso, em vários países que vinham crescendo a taxas moderadas haverá aceleração da atividade econômica: Chile (3,3%), Colômbia (2,6%) e Peru (3,5%).

Amazônia. Foto: Paulo Santos/2001/Amazônia Sob Pressão (via Agência Brasil)

ONU divulga texto do primeiro acordo ambiental entre países da América Latina e Caribe

O Escritório de Assuntos Jurídicos da ONU divulgou nesta semana (9) a cópia autêntica do primeiro acordo ambiental da América Latina e do Caribe. Adotado em 4 de março deste ano, na Costa Rica, o documento agora pode ser acessado gratuitamente em meio online. O marco regional é o primeiro tratado no mundo a ter determinações legalmente vinculantes sobre proteção de ambientalistas que atuam em defesa dos direitos humanos.

Relatório aborda relação entre crescimento econômico e confiança nas instituições. Foto: Agência Brasil

ONU sugere que países latino-americanos reconquistem confiança nas instituições públicas para crescer

Três em cada quatro latino-americanos hoje mostram pouca ou nenhuma confiança em seus governos nacionais. A falta de confiança está aumentando na maior parte das regiões do mundo, e arrisca aprofundar a desconexão entre a população e as instituições públicas, prejudicando a coesão social e enfraquecendo o contrato social.

Reconectar as instituições públicas aos cidadãos ao responder melhor às suas demandas é, portanto, essencial para fortalecer o crescimento e o desenvolvimento sustentável na América Latina e no Caribe e para o bem-estar da população da região, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e outros organismos internacionais.

Foto: EBC

CEPAL: arrecadação fiscal nos países latino-americanos e caribenhos cai em 2016

A arrecadação fiscal na América Latina e no Caribe caiu em 2016, reduzindo-se a níveis mais baixos que a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apesar da expectativa de recuperação nos próximos anos.

A diminuição da arrecadação em 2016 reflete o ambiente econômico geral na região, onde o crescimento do PIB desacelerou a partir de 2012. Os preços mais baixos das matérias-primas foram elemento determinante dessa tendência, de acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Autoridades de países latino-americanos e caribenhos reúnem-se na sede da CEPAL em Santiago, no Chile, para o 30⁰ Seminário Regional de Política Fiscal. Foto: EBC

Política fiscal é instrumento fundamental para alcançar Agenda 2030

Autoridades de vários países e especialistas internacionais deram início na segunda-feira (27) em Santiago, no Chile, ao 30º Seminário Regional de Política Fiscal, ocasião em que afirmaram que a política fiscal é um instrumento fundamental para alcançar um crescimento econômico inclusivo e com maior igualdade e, dessa forma, conquistar a Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento é organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) com o apoio de Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Relatório aborda relação entre crescimento econômico e confiança nas instituições. Foto: Agência Brasil

Seminário no Chile analisa finanças públicas latino-americanas e caribenhas

O Seminário Regional de Política Fiscal, um dos principais fóruns para a discussão de temas relacionados às finanças públicas dos países da América Latina e do Caribe, ocorre na semana que vem em Santiago, no Chile, com a presença de ministros da Economia da região.

Organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), com o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o evento ocorrerá na segunda e terça-feira (26 e 27) com transmissão ao vivo pela Internet.

O relator especial da ONU para o direito à água e ao saneamento, o brasileiro Leo Heller, durante painel no Fórum Mundial da Água em Brasília (DF). Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Direitos humanos devem orientar políticas de água e saneamento, diz relator da ONU

Os direitos humanos devem orientar a prestação de serviços, a regulação e as políticas públicas de água e saneamento. Se o Fórum Mundial da Água — que ocorre esta semana em Brasília (DF) — reafirmar esses princípios, será um passo importante rumo à universalização desse direito.

A opinião é do relator especial da ONU para o direito à água e ao saneamento, o brasileiro Leo Heller. Para ele, a situação do Brasil ainda é preocupante, uma vez que 50% da população não tem atendimento a redes de esgoto.

Samuel Bowles em palestra na CEPAL. Foto: CEPAL/Paloma Montecinos

Especialista defende que economia de democracias não seja baseada apenas em riqueza material

Em palestra na sede da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), no Chile, o analista Samuel Bowles ressaltou que o surgimento do capitalismo tornou mais competitivas as economias baseadas em disparidades — o que contribuiu para superar sistemas produtivos mais igualitários. Para o especialista, economias do futuro devem rever distribuição injusta de riqueza.

Vista aérea da Amazônia. Foto: EBC

América Latina e Caribe adotam primeiro acordo regional vinculante sobre meio ambiente

Representantes de 24 países da América Latina e do Caribe reunidos em San José, na Costa Rica, adotaram no domingo (4) o primeiro acordo regional vinculante para proteger direitos de acesso à informação, à participação pública e à Justiça em temas ambientais. O Princípio 10 da Declaração do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento é um instrumento legal inédito para a região.

O acordo prevê, entre outros pontos, que “cada parte garantirá um entorno seguro e propício no qual as pessoas, grupos e organizações que promovem e defendem os direitos humanos em assuntos ambientais possam atuar sem ameaças, restrições e insegurança”.

Cana-de-açúcar e plantações de soja avançaram sobre florestas, como a Amazônia, com pouca atenção para os impactos ambientais. Foto: ONU Meio Ambiente GRID Arendal/Riccardo Pravettoni

Países negociam primeiro acordo ambiental da América Latina e Caribe

Delegações de 24 países latino-americanos e caribenhos deram início nesta semana (28), na Costa Rica, a uma nova rodada de negociações sobre o que poderá ser o primeiro acordo ambiental da região. Dirigentes deverão discutir os últimos detalhes para a finalização do documento, que trata dos direitos de acesso à informação sobre meio ambiente, participação política e reparação por danos e perdas de recursos.

Sede da CEPAL, em Santiago do Chile. Foto: Carlos Vera/CEPAL

CEPAL completa 70 anos de trabalho pelo crescimento inclusivo e sustentável

A Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL) completou 70 anos nesta semana. Fundado em 25 de fevereiro de 1948, o organismo trabalha pelo crescimento sustentável e orienta países em estratégias de desenvolvimento que permitam enfrentar problemas sociais. Em anos recentes, a agência das Nações Unidas tem defendido o fim da ‘cultura de privilégios’ que perpetua desigualdades estruturais na região.

Investimentos chineses na América Latina e no Caribe estão concentrados nos setores de mineração e hidrocarbonetos. Foto: Flickr/Cassandra Sarmanho (CC)

CEPAL vê alta do investimento chinês na América Latina e no Caribe em 2017

Em 2017, o estoque de investimentos diretos chineses nos países latino-americanos e caribenhos alcançou cerca de 115 bilhões de dólares, avanço de 46% frente ao ano anterior, de acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Entre 2005 e 2017, o investimento estrangeiro direto proveniente da China mostrou forte concentração, tanto em termos de setores (com mineração e hidrocarbonetos representando cerca de 80%), como de países de destino (Brasil, Peru e Argentina receberam 81% do total).

Sede da CEPAL, em Santiago do Chile. Foto: Carlos Vera/CEPAL

ONU recebe inscrições para curso gratuito no Chile sobre economias latino-americanas

Estão abertas até 16 de abril as inscrições para a Escola de Verão sobre Economias Latino-americanas 2018, programa de formação oferecido pela Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Curso gratuito é voltado para jovens pesquisadores, graduados ou pós-graduados. Aulas acontecem entre 18 de julho e 28 de setembro, na sede do organismo regional, em Santiago, no Chile. Participantes devem arcar com custos de deslocamento e estadia.

Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

CEPAL reafirma seu compromisso de trabalhar por um desenvolvimento igualitário

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) celebrou nesta quarta-feira (10) seu 70º aniversário com um seminário de alto nível em sua sede de Santiago do Chile no qual reafirmou seu compromisso em trabalhar por um desenvolvimento com igualdade, sustentabilidade ambiental, dignidade e bem-estar para todos os habitantes da região.

“Chegou a hora de crescer para igualar e igualar para crescer. Devemos romper com a cultura dos privilégios, que se manifesta na evasão e elisão fiscal, assim como nos fluxos ilícitos de capitais. A igualdade fortalece a democracia e ajuda a provisão de bens públicos”, disse a máxima autoridade da instituição, Alícia Bárcena.

Sede da CEPAL em Santiago do Chile. Foto: CEPAL

CEPAL inicia comemorações de seu 70⁰ aniversário com seminário no Chile

Em 2018, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) completa 70 anos de serviço à região. Para lembrar o aniversário, o organismo regional das Nações Unidas realizará diversas atividades durante o ano.

A primeira delas será um seminário de alto nível em sua sede central de Santiago do Chile, que incluirá uma mesa redonda sobre a história e as contribuições da instituição ao pensamento latino-americano e caribenho. O evento ocorrerá em 10 de janeiro às 9h locais (10h de Brasília), com transmissão ao vivo pela Internet.

“Não deixar ninguém para trás significa considerar toda a população na sua diversidade – e entre ela, sem dúvida, a população negra, no Brasil, na América Latina e no mundo”, é o que diz Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), uma das 26 agências da ONU que promovem a campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra.

#VidasNegras: ‘Não deixar ninguém para trás significa considerar toda a população na sua diversidade’

“Não deixar ninguém para trás significa considerar toda a população na sua diversidade – e entre ela, sem dúvida, a população negra, no Brasil, na América Latina e no mundo”, é o que diz Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), uma das 26 agências da ONU que promovem a campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra.

Agricultores semeando alface crespa. Foto: Flickr/ Orgânicos do Pivas (Creative Commons)

CEPAL: inclusão financeira de agricultores familiares é chave para desenvolvimento rural com igualdade

A mudança estrutural progressiva das zonas rurais latino-americanas e caribenhas requer estratégias inovadoras, assim como uma maior capacidade de articulação entre os múltiplos atores e um papel estratégico do setor público como catalizador, segundo nova publicação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulgada na semana passada (22).

O livro “Inclusão financeira de pequenos produtores rurais”, editado pela sede sub-regional da CEPAL no México, busca fortalecer a análise e a formulação de políticas públicas para fomentar o acesso dos agricultores familiares da América Latina e do Caribe a uma ampla gama de serviços financeiros.

Erradicação da pobreza é o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: EBC

Entre 22 países, Brasil lidera concentração de riqueza nas mãos do 1% mais rico

Entre 22 países desenvolvidos e emergentes analisados, o Brasil lidera a concentração de riqueza nas mãos do 1% mais rico da população, segundo relatório “Panorama Social da América Latina 2017”, divulgado na quarta-feira (20) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

No Brasil, o 1% mais rico fica com 27% da renda nacional. A CEPAL citou dados da rede internacional de pesquisadores World Wealth and Income Database, que reúne informações tributárias para estimar a desigualdade de renda nos países.

Os níveis de pobreza e de extrema pobreza aumentaram na América Latina como média regional em 2015 e 2016. Foto: Wikimedia Commons / chensiyuan (CC)

CEPAL: pobreza aumenta na América Latina e alcança 30,7% da população

Os níveis de pobreza e de extrema pobreza aumentaram na América Latina entre 2015 e 2016, após mais de uma década de redução na maioria dos países. Para 2017, a expectativa é de que se mantenham estáveis, informou nesta quarta-feira (20) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Segundo o organismo internacional, 8 milhões de pessoas passaram para a pobreza entre 2015 e 2016 na região. A CEPAL pede que os países fortaleçam suas políticas de mercado de trabalho e de proteção social, mais ainda em períodos de baixo crescimento econômico.

Projetos de energia renovável e de eficiência energética nos países em desenvolvimento pode apoiar o Acordo de Paris, segundo relatório da ONU Meio Ambiente. Foto: EBC

Países de América Latina e Caribe fortalecerão base regional de dados sobre eficiência energética

Representantes de 15 países da América Latina e Caribe e de 13 organismos multilaterais concordaram em impulsionar a implementação de políticas sobre eficiência energética. Reunidas em Buenos Aires no início de dezembro (6), delegações definiram uma série de recomendações sobre o tema para a Comissão Econômica da ONU para a região, a CEPAL. Nações planejam aprimorar produção de dados sobre gasto de energia.

Três de cada quatro migrantes na América Latina e no Caribe tinham cidades como origem e destino. Foto: WikiCommons / Flickr (CC)/Alicia Nijdam

CEPAL destaca esgotamento da migração rural-urbana na América Latina e no Caribe

Três em cada quatro migrantes na América Latina e no Caribe tinham as cidades como origem e destino, segundo dados dos censos de 2010, proporção maior do que a registrada nos censos de 2000. Além disso, a média regional mostra que, apesar de ainda existirem alguns países onde a migração rural-urbana mantém predomínio e protagonismo, esta é menor e segue em retrocesso inexorável, segundo pesquisa publicada na edição de dezembro da Revista CEPAL.

Autoridades de países latino-americanos e caribenhos reúnem-se na sede da CEPAL em Santiago, no Chile, para o 30⁰ Seminário Regional de Política Fiscal. Foto: EBC

Economias da América Latina e do Caribe terão recuperação moderada em 2018, diz CEPAL

As economias da América Latina e do Caribe terão uma recuperação moderada em 2018, com crescimento de 2,2%, após expansão de 1,3% em 2017, indicou nesta quinta-feira (14) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

O resultado regional do ano que vem será em parte explicado pelo maior dinamismo do crescimento brasileiro (2%, comparado a 0,9% em 2017).

“Deve-se priorizar um gasto com maior impacto sobre o crescimento e a desigualdade, e evitar fortes ajustes no investimento público para proteger o crescimento no médio prazo”, disse a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.

CEPAL divulga na quinta-feira (14) seu último relatório econômico do ano sobre os países da América Latina e do Caribe. Foto: EBC

CEPAL divulga na quinta (14) último relatório do ano sobre economia latino-americana e caribenha

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulga na quinta-feira (14) o Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2017, publicação em que atualizará as estimativas de crescimento para os países da região neste ano e em 2018.

O relatório será apresentado em coletiva de imprensa pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, na sede da comissão em Santiago, no Chile. A coletiva será transmitida ao vivo pelo site da instituição.

Vigília na sede da OEA, em Washington, nos Estados Unidos, pela ativista ambiental e líder indígena hondurenha Berta Cáceres, assassinada em 2016. Foto: CIDH/Daniel Cima

Tratado latino-americano sobre meio ambiente abordará proteção de defensores dos direitos humanos

Representantes dos países latino-americanos e caribenhos reunidos na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, no Chile, concordaram na semana passada em contemplar a proteção das pessoas que lutam pela defesa dos direitos humanos em temas ambientais no futuro acordo regional sobre acesso à informação, à participação pública e à Justiça em assuntos ambientais. O tratado é conhecido como Princípio 10 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

CEPAL pede mudança no modelo de desenvolvimento em vigor na América Latina e no Caribe

Em discurso de encerramento em colóquio internacional no México, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, pediu que os países da região mudem o estilo de desenvolvimento em vigor e transitem para um desenvolvimento sustentável com foco na igualdade.

“Temos que mudar profundamente o estilo de desenvolvimento, o capitalismo não funciona. Precisamos rumar para um futuro que efetivamente reconheça o mercado, mas um mercado que esteja a serviço da sociedade e não uma sociedade a serviço do mercado”, disse a secretária-executiva da CEPAL.