Vigília na sede da OEA, em Washington, nos Estados Unidos, pela ativista ambiental e líder indígena hondurenha Berta Cáceres, assassinada em 2016. Foto: CIDH/Daniel Cima

Tratado latino-americano sobre meio ambiente abordará proteção de defensores dos direitos humanos

Representantes dos países latino-americanos e caribenhos reunidos na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, no Chile, concordaram na semana passada em contemplar a proteção das pessoas que lutam pela defesa dos direitos humanos em temas ambientais no futuro acordo regional sobre acesso à informação, à participação pública e à Justiça em assuntos ambientais. O tratado é conhecido como Princípio 10 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

CEPAL pede mudança no modelo de desenvolvimento em vigor na América Latina e no Caribe

Em discurso de encerramento em colóquio internacional no México, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, pediu que os países da região mudem o estilo de desenvolvimento em vigor e transitem para um desenvolvimento sustentável com foco na igualdade.

“Temos que mudar profundamente o estilo de desenvolvimento, o capitalismo não funciona. Precisamos rumar para um futuro que efetivamente reconheça o mercado, mas um mercado que esteja a serviço da sociedade e não uma sociedade a serviço do mercado”, disse a secretária-executiva da CEPAL.

Alicia Bárcena e Noam Chomsky. Foto: CEPAL

CEPAL cita necessidade de novo modelo de desenvolvimento em fórum com Noam Chomsky

A América Latina e o Caribe precisam avançar rumo a um novo paradigma de desenvolvimento baseado na igualdade e na sustentabilidade ambiental como motor do crescimento. O atual modelo, o capitalismo, não funciona.

As declarações foram feitas na quarta-feira (15) pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alícia Bárcena, durante fórum realizado na Cidade do México ao lado de personalidades como o linguista e filósofo Noam Chomsky.

O coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, cobrou uma resposta da sociedade e do poder público à dura realidade enfrentada pela juventude afrodescendente. Foto: UNFPA/Agnes Sofia Guimarães

‘O racismo mata e não podemos ser indiferentes’, diz ONU Brasil em lançamento da campanha #VidasNegras

A ONU Brasil lançou na terça-feira (7) a campanha #VidasNegras, iniciativa de conscientização nacional pelo fim da violência contra a juventude afrodescendente. Em cerimônia que reuniu em Brasília cerca de cem autoridades públicas e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, dirigentes das Nações Unidas alertaram que cinco jovens negros morrem a cada duas horas no país. Por ano, o número chega a 23 mil.

O organismo internacional fez um apelo à sociedade brasileira e ao poder público por repostas ao racismo e à discriminação. Um jovem negro é assassinado a cada 23 minutos no Brasil.

O processo de urbanização na América Latina e no Caribe melhorou os indicadores de desenvolvimento, no entanto, as cidades ainda são espaços de desigualdades, segundo a CEPAL. Foto: ONU-Habitat/Lucille Kanzawa

CEPAL: cidades ainda são marcadas por acesso desigual a serviços públicos

O processo de urbanização na América Latina e no Caribe melhorou os indicadores de desenvolvimento, no entanto, as cidades ainda são espaços de desigualdades, com um acesso díspar a serviços públicos de qualidade e altos níveis de segregação residencial socioeconômica, afirma nova publicação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

“A segregação socioeconômica — a expressão da desigualdade — aprofunda e reproduz essa desigualdade e contribui para a fragmentação social e os altos níveis de violência que existem em muitas cidades na América Latina”, afirma Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, no prólogo do documento.

Colheita de milho em Sertão Santana (RS). Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini/CC

ONU: agricultura latino-americana e caribenha precisa ampliar produtividade de forma inclusiva

O principal desafio para o futuro da agricultura e da vida rural na região da América Latina e do Caribe é melhorar a produtividade agrícola de maneira sustentável. Além disso, é preciso assegurar que os benefícios econômicos sejam distribuídos de maneira equitativa entre os habitantes dos territórios rurais.

Essa é a conclusão do livro “Perspectivas da Agricultura e do Desenvolvimento Rural nas Américas”, lançado por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Porto do Rio de Janeiro. Foto: EBC

CEPAL: comércio exterior de América Latina e Caribe dá sinais de recuperação

A região da América Latina e do Caribe deixará para trás este ano meia década de queda dos preços de sua cesta de exportação e de baixo aumento do volume exportado, e terá um crescimento de 10% no valor de suas vendas de bens ao exterior, segundo estimativas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, Chile.

Segundo o organismo internacional, a recuperação das exportações regionais será liderada em 2017 pelas vendas para a China e para o restante da Ásia (aumento de 23% e 17%, respectivamente), enquanto as vendas destinadas aos Estados Unidos e a países da própria região terão uma expansão próxima à média (9% e 10%, respectivamente).

Evento na Casa da ONU em Brasília discutiu impactos das mudanças do clima para o desenvolvimento dos países. Foto: FAO/L. Dematteis

Mudança do clima afeta diretamente o desenvolvimento dos países, diz ONU no Brasil

A mudança do clima afeta diretamente a capacidade de desenvolvimento dos países, alertou na quinta-feira (26) o coordenador-residente interino da ONU no Brasil, Didier Trebucq, durante seminário em Brasília (DF) sobre o tema.

“Desastres naturais levam 24 milhões de pessoas por ano à pobreza e estão diretamente ligados à mudança do clima”, disse Trebucq, durante o evento realizado pelo Sistema ONU no Brasil com apoio de Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), ONU Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Erradicação da pobreza é o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: EBC

CEPAL: acesso a serviços básicos e trabalho decente ainda é desafio na América Latina

Ao examinar pesquisas domiciliares de 17 países da América Latina no período 2002-2015, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) concluiu que “menos de três em cada 10 lares latino-americanos estão em situação de níveis mínimos de dupla inclusão, ou seja, satisfazem os níveis mínimos de inclusão social e laboral simultaneamente”.

O conceito de dupla inclusão — social e laboral — remete, por um lado, ao acesso universal à educação, à saúde e à proteção social, assim como à infraestrutura básica (energia, água potável e saneamento), e, por outro, ao trabalho decente, ou seja, a empregos de qualidade, remunerados em condições dignas, com acesso a direitos e à proteção social.

CEPAL divulgará perspectivas sobre o comércio exterior da América Latina e do Caribe. Foto: EBC

CEPAL apresenta na segunda-feira (30) relatório sobre comércio exterior na América Latina

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulgará uma nova edição de seu relatório anual sobre comércio exterior da região na próxima segunda-feira (30) às 11h locais (9h de Brasília), em sua sede em Santiago, no Chile. O evento terá transmissão pela Internet.

Nesta edição, o relatório analisa o desempenho do comércio mundial e regional no último ano e dá perspectivas para os próximos meses. Segundo o estudo, o comércio exterior da América Latina e do Caribe mostra sinais de recuperação, deixando para trás o desempenho negativo do período 2012-2016.

Seminário abordará os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Imagem: PNUD

Seminário discute mudança do clima, erradicação da pobreza e desenvolvimento humano

A mudança do clima, caso não seja controlada, reverterá os ganhos de desenvolvimento alcançados nas últimas décadas e tornará impossível a obtenção de ganhos adicionais. Esta será a base de discussão do Seminário “Diálogo Estratégico sobre Mudança do Clima, Erradicação da Pobreza e Desenvolvimento Humano”, na Casa da ONU, em Brasília, que ocorre nesta quinta-feira (26), das 14h às 18h. O evento será transmitido ao vivo pela Internet.

O seminário é uma iniciativa do Sistema ONU no Brasil, organizado pela Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), ONU Meio Ambiente e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

VÍDEO: México um mês após os terremotos

Há um mês, no dia 19 de setembro de 2017, um terremoto de de magnitude 7.1 sacudiu o centro do México, 12 dias depois após outro movimento telúrico ter atingido o sudeste do país, especialmente as regiões de Oaxaca e Chiapas – e exatos 32 anos depois do terrível terremoto de 1985.

Os terremotos recentes deixaram um saldo de pelo menos 400 pessoas mortas, danos a mais de 150 mil habitações, 12 escolas e 1,5 mil monumentos históricos. Os tremores foram seguidos de um imenso impulso de solidariedade – por parte da população, da comunidade internacional e das Nações Unidas. Confira nesse vídeo do Centro de Informação da ONU na região.

Desemprego é mais alto entre mulheres do que entre os homens. Foto: Agência Brasil

Afetado pelo Brasil, desemprego urbano na América Latina e no Caribe deve subir para 9,4% em 2017

A taxa de desemprego urbano nos países da América Latina e do Caribe deve subir para 9,4% este ano, influenciada pelo fraco desempenho do mercado de trabalho brasileiro, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com as agências das Nações Unidas, a fragilidade dos mercados de trabalho da região também se reflete na qualidade do emprego. Em seis de oito países com informação disponível, a criação de emprego por conta própria foi mais dinâmica que a criação de emprego assalariado durante o primeiro semestre de 2017.

Xangai, China. Foto: ONU-Habitat/Julius Mwelu

China e América Latina devem avançar juntos na revolução digital, diz CEPAL

É necessário trabalhar para que a América Latina e o Caribe avancem junto com a China rumo à revolução digital e à economia verde, disse a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, em evento realizado esta semana no Chile.

Bárcena lembrou que a China se tornou o segundo parceiro comercial da América Latina e do Caribe, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, e é também um importante investidor estrangeiro na região.

O estudo fornece uma visão geral do progresso da América Latina na redução da desigualdade salarial durante um período de alto crescimento econômico na primeira década dos anos 2000. Foto: EBC

Seminário em Brasília discute impactos da desigualdade de gênero no uso do tempo

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) promove na quarta-feira (18) em Brasília (DF) seminário com especialistas e estudiosos para discutir a influência da desigualdade de gênero no modo como as pessoas utilizam o tempo.

Com três mesas de discussões, o evento será realizado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU Mulheres.

“Os estudos de uso do tempo podem ajudar a compreender as relações entre a sobrecarga de trabalho feminina e a reprodução das desigualdades de gênero”, explica publicação do IPEA sobre o tema.

Projeção da CEPAL é de crescimento de 0,7% para o Brasil em 2017. Foto: UNCTAD.

Economia da América Latina e do Caribe deve crescer 1,2% em 2017, diz CEPAL

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) revisou para cima suas expectativas de crescimento regional este ano, e projeta expansão média de 1,2% para a economia dos países latino-americanos e caribenhos em 2017, levemente superior à previsão feita em julho.

O organismo das Nações Unidas espera que o Brasil cresça 0,7% este ano, com uma retomada mais significativa de 2% em 2018.

De acordo com a CEPAL, a capacidade dos países da região de gerar um crescimento econômico mais dinâmico e sustentado depende da adoção de políticas que apoiem o investimento, o que será fundamental para diminuir os efeitos de choques externos.

As micro e pequenas empresas (MPEs) são os principais geradores de emprego na América Latina. Foto: PNUD/Kenia Ribeiro

CEPAL defende políticas de fomento para micro, pequenas e médias empresas

As micro, pequenas e médias empresas geram mais de 60% dos postos de trabalho da América Latina e Caribe, mas respondem por apenas 28% do Produto Interno Bruto (PIB) e têm uma participação pequena (8,4%) nas exportações regionais. O cenário foi tema de encontro de especialistas de governos, de instituições de pesquisa e da Comissão Econômica da ONU para região, a CEPAL. Organismo defendeu políticas para aproveitar potencial das novas tecnologias.

A segregação socioeconômica nas cidades contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência, alertou a CEPAL. Foto: OMS

CEPAL: segregação socioeconômica das cidades latino-americanas aprofunda violência

A segregação residencial e socioeconômica aprofunda as desigualdades e contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência que caracterizam muitas cidades latino-americanas e caribenhas, disse a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

Segundo dados da ONU, quase 80% da população da América Latina e do Caribe vivia em áreas urbanas em 2014, percentual que deve chegar a 85% em 2050. Trata-se da região mais urbanizada do mundo, com 68 cidades de mais de 1 milhão de habitantes que apresentam grandes desafios de gestão urbana.

Foto: Flickr/João Guilherme de Carvalho (Creative Commons)

Todo passivo ambiental será um passivo fiscal no futuro, alerta CEPAL

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) defende uma reforma fiscal nos países da região que leve em conta a questão ambiental, disse na quarta-feira (4) Carlos Mussi, representante do órgão das Nações Unidas no Brasil.

Segundo ele, “todo passivo ambiental será um passivo fiscal no futuro”. “Se o Estado ou a sociedade não entrar, não tentar prever e atuar, o passivo ambiental não será pago apenas pelo princípio poluidor pagador, isso será uma conta da sociedade, isso será um passivo fiscal via dívida para as futuras gerações”, disse.

CEPAL: renda per capita é critério inadequado para orientar assistência ao desenvolvimento

Países de renda média precisam ter acesso a financiamento e assistência para o desenvolvimento, defendeu na semana passada (21) a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena. A dirigente pediu uma revisão dos atuais critérios que classificam a riqueza partilhada das nações. Parâmetros vigentes inviabilizam a liberação de recursos para países latino-americanos e caribenhos.

Refugiados e migrantes participam de evento em São Paulo para aprender técnicas de empreendedorismo. Foto: ACNUR.

CEPAL: migrantes dão contribuição econômica, social e cultural aos países em que vivem

Os migrantes dão uma contribuição econômica, social e cultural aos países em que vivem, e cabe às Nações Unidas reunir dados sobre esse aporte de forma a garantir os direitos humanos, o desenvolvimento e a inclusão dessa população.

As declarações foram feitas pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alícia Bárcena, durante reunião das comissões regionais da ONU em Nova Iorque sobre o Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular.

Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL ao lado de Juan Somavía, diretor da Academia Diplomática do Chile. Foto: Academia Diplomática do Chile/Ximena Puccio

Metas da ONU são resposta contra as desigualdades e privilégios, defende CEPAL

Em encontro global de institutos de formação de diplomatas, no Chile, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, defendeu que países incorporem a Agenda 2030 da ONU em seus planos nacionais de desenvolvimento. Objetivos das Nações Unidas, segundo a dirigente, são uma resposta da comunidade internacional para enfrentar disparidades econômicas, sociais e ambientais.

Nova publicação da CEPAL analisa desenvolvimento urbano na América Latina e no Caribe

Um novo livro da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) analisa o desenvolvimento urbano da região a partir de um olhar integral, considerando aspectos sociais, econômicos, ambientais e de governança.

O material pretende ser uma contribuição para que os tomadores de decisões, acadêmicos e o público em geral possam reconhecer as dinâmicas da urbanização nas cidades latino-americanas e caribenhas.

Laura Thomspon, diretora da OIM - Foto: OIM

OIM e CEPAL realizam primeira consulta regional sobre migração

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas e o Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizaram, no fim de agosto, a primeira reunião regional preparatória do pacto mundial para uma migração segura, ordenada e regular.

O encontro, realizado durante dois dias em Santiago, no Chile, é o primeiro de cinco Consultas Regionais que fazem parte das discussões preparatórias para o desenvolvimento do Pacto Mundial, negociação intergovernamental que cobre todas as dimensões da migração internacional.

Evento com Alicia Bárcena, secretária executiva da CEPAL. Foto: Cepal

CEPAL pede integração regional para garantir inclusão social

A secretária-executiva da Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, afirmou que, para alcançar uma maior coesão e inclusão social, é necessário recuperar a cooperação internacional e o multilateralismo, com um novo e revigorado papel da integração regional.

A alta funcionária das Nações Unidas participou, na semana passada, do seminário internacional “Os novos desafios da coesão social na Ibero-América”, organizado pela Secretaria-Geral Ibero-Americana e o Ministério das Relações Exteriores do Chile.

Migrantes almoçam em abrigo na Guatemala, depois de serem deportados do México. Foto: UNICEF/Daniele Volpe

Países latino-americanos discutem no Chile políticas de migração baseada em direitos

Especialistas latino-americanos inauguraram na quarta-feira (30) em Santiago, no Chile, a primeira reunião regional preparatória do Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Na ocasião, a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, chamou os países latino-americanos e caribenhos a incorporarem a migração em suas agendas de desenvolvimento, dando ênfase aos direitos humanos e à igualdade. “Não se trata de um olhar somente utilitarista, mas de um olhar integral a serviço das pessoas”, afirmou.

Enquanto mais de 1 bilhão de pessoas carecem de moradias adequadas no mundo, o estoque de moradias desocupadas está gradualmente aumentando, lembrou o diretor-executivo do ONU-Habitat. Foto: EBC

CEPAL: planejamento é chave para alcançar desenvolvimento com igualdade e sustentabilidade

Em conversa durante o programa “Horizontes CEPAL”, a diretora do Instituto Latino-Americano e Caribenho de Planejamento Econômico e Social (ILPES), da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Cielo Morales, lembrou os desafios do planejamento para o desenvolvimento na região, tendo em vista o cumprimento da Agenda 2030.

“Tudo o que nos rodeia, a mudança climática, a volatilidade financeira, as grandes desigualdades e disparidades que vivemos, reclamam um exercício mais responsável de construção desse futuro que todos queremos, que é avançar para um desenvolvimento que promova a igualdade e a sustentabilidade ambiental e que não comprometa de nenhuma maneira o bem-estar das futuras gerações”, afirmou.

Representantes de agências da ONU e políticos municipais. Ao centro, de roxo, a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena. Foto: CEPAL

Constituição da capital do México é pioneira na promoção das metas da ONU, elogia CEPAL

Na Cidade do México, a nova Constituição municipal prevê direitos que aproximam a legislação local dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). É a avaliação da secretária-executiva da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena. Em seminário de políticos e autoridades do organismo internacional na capital, dirigente elogiou texto por ser pioneiro na apresentação de metas alinhadas à Agenda 2030.

Mulheres representam 20% da mão de obra do setor agrícola na América Latina e Caribe. Foto: Banco Mundial/Romel Simon

Revista da CEPAL analisa participação da mulher no mercado de trabalho latino-americano e caribenho

A nova edição da revista quadrimestral da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) já está disponível gratuitamente para o público. Lançada nesta segunda-feira (14), publicação aborda progressos regionais na inserção da mulher no mundo do trabalho, em atividades produtivas e empresariais. Documento avalia impacto da presença feminina no mercado sobre o crescimento econômico dos países.

Os fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) para a América Latina e o Caribe diminuíram 7,9% em 2016, em comparação com 2015. Foto: EBC

CEPAL prevê queda de 5% para investimento estrangeiro direto na América Latina e Caribe em 2017

Em seu relatório anual, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) projeta queda de 5% do investimento estrangeiro direto (IED) em 2017 na região, e sugere que os países latino-americanos e caribenhos gerem políticas para atrair fluxos que apoiem os processos nacionais de desenvolvimento sustentável.

Apesar da recessão, o Brasil aumentou em 5,7% suas entradas de IED em 2016 e se manteve como principal receptor na região (78,9 bilhões de dólares, equivalentes a 47% do total). No México, que recebeu 32,1 bilhões de dólares e foi o segundo país receptor (19% do total), o IED caiu 7,9%, mas ainda se manteve em níveis históricos elevados.

As economias em desenvolvimento, lideradas pela China e pela Índia, responderam por quase 90% das 750 milhões de pessoas que ficaram online pela primeira vez entre 2012 e 2015, de acordo com dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Foto: EBC

Países latino-americanos reúnem-se no Chile para discutir políticas públicas digitais

Representantes de países de América Latina e Caribe reuniram-se esta semana em Santiago, no Chile, para discutir a nova agenda digital regional, denominada eLAC2020, com a convicção de que a revolução tecnológica em curso exige uma atualização permanente das políticas públicas digitais, em linha com os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Em um cenário de baixo crescimento regional e de aumento do protecionismo no mundo, “é necessário implementar políticas de mudança estrutural na América Latina e no Caribe, priorizando a adoção das tecnologias digitais como catalizadoras da produtividade, do crescimento, da inclusão e da sustentabilidade ambiental”, disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

O governo brasileiro gasta mais do que arrecada e aloca seus recursos de maneira pouco eficiente, concluiu relatório do Banco Mundial. Foto: Agência Brasil

CEPAL apresenta estatísticas atualizadas de investimento estrangeiro direto na América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulgará seu relatório anual “O Investimento Estrangeiro Direto na América Latina e Caribe 2017” na quinta-feira (10), às 11h (12h de Brasília) na sede do organismo regional das Nações Unidas em Santiago, no Chile.

A secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, apresentará as principais conclusões do estudo que examina a evolução mundial e regional dos fluxos de investimento estrangeiro direto (IED). A coletiva de imprensa será transmitida ao vivo pelo site da instituição.

Acordo latino-americano sobre justiça ambiental deve ser vinculante, defende relator da ONU

Em encontro da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em Buenos Aires, 24 países discutiram como avançar na elaboração de um acordo regional sobre acesso à informação, participação e justiça ambientais. Para o relator independente das Nações Unidas, John Knox, esse seria um dos mais importantes tratados sobre direitos humanos e meio ambiente dos últimos 20 anos. Mas documento precisa ser legalmente vinculante, ou corre o risco de representar um retrocesso, alertou o especialista.

Os países da América Latina e do Caribe crescerão em média 1,1% em 2017 após dois anos consecutivos de contração. Foto: EBC

CEPAL vê crescimento de 1,1% para América Latina e Caribe em 2017; PIB brasileiro deve subir 0,4%

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) manteve sua projeção de crescimento médio regional em 1,1% este ano — frente a uma queda de 1% em 2016 — e destacou a importância das políticas macroeconômicas anticíclicas para recuperar o dinamismo econômico.

O relatório indicou que, no âmbito do emprego, as condições do mercado de trabalho continuaram se deteriorando devido a uma nova queda da taxa de ocupação urbana. Para a região em seu conjunto, espera-se que a taxa de desemprego urbano aumente de 8,9% em 2016 para 9,4% em 2017.

Relator especial da ONU sobre meio ambiente e direitos humanos, John Knox, em pronunciamento no Senado. Foto: Agência Senado/Pedro França

Países da América Latina e Caribe reúnem-se com relator da ONU para discutir acesso à justiça ambiental

Reunião em Buenos Aires marca a sétima rodada de negociações para a definição de uma estratégia regional que permita aos países executar, de forma plena, o princípio nº 10 da Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Diretiva determina que nações deverão garantir aos seus cidadãos acesso eficaz a procedimentos judiciais e administrativos envolvendo questões ambientais, incluindo a mecanismos de ressarcimento de danos e recursos.