Criança vai à escola em dia chuvoso no sudoeste da China. Foto: Banco Mundial

Crescimento desigual e tensões comerciais prejudicam desenvolvimento sustentável, diz Guterres

Crescimento desigual, níveis crescentes de dívidas, possíveis saltos na volatilidade financeira e acentuadas tensões comerciais globais estão prejudicando o progresso para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A avaliação foi feita na segunda-feira (15) pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, durante o Fórum sobre Financiamento para Desenvolvimento, realizado em Nova Iorque.

Em discurso, Guterres declarou que mudança climática, emissões de gases causadores do efeito estufa e tecnologias que abalam mercados de trabalho são um grande desafio. “Estamos aqui hoje como parte de um esforço para coordenar uma urgente resposta global para reverter estas tendências”, disse.

Esquema de irrigação restaurado tem aumentado a produtividade de agricultores na província de Nangarhar, no Afeganistão. O projeto opera sob o comando do Ministério da Agricultura, Irrigação e Pecuária e trabalha para melhorar a produtividade agrícola, aprimorando a eficiência do uso da água. A iniciativa recebe apoio financeira do Fundo Afegão de Segurança de Reconstrução.

Afeganistão: com apoio do Banco Mundial, novo canal de irrigação traz desenvolvimento; vídeo

Esquema de irrigação restaurado tem aumentado a produtividade de agricultores na província de Nangarhar, no Afeganistão. O projeto opera sob o comando do Ministério da Agricultura, Irrigação e Pecuária e trabalha para melhorar a produtividade agrícola, aprimorando a eficiência do uso da água. A iniciativa recebe apoio financeira do Fundo Afegão de Segurança de Reconstrução. Confira nesse vídeo.

David Malpass, novo presidente do Banco Mundial. Foto: Banco Mundial/Franz Mahr

Economista norte-americano assume presidência do Banco Mundial

O economista norte-americano David Malpass começa nesta terça-feira (9) seu mandato como presidente do Banco Mundial, após ser escolhido pelo quadro de diretores-executivos do organismo financeiro. O especialista traz para o cargo anos de experiência no Tesouro e no Departamento de Estado dos EUA, onde ocupou postos seniores nas áreas de assuntos internacionais, cooperação com países em desenvolvimento e América Latina.

O Brasil registrou um aumento da pobreza monetária de aproximadamente 3 pontos percentuais entre 2014 e 2017, de acordo com o Banco Mundial. Foto: Wikimedia Commons / chensiyuan (CC)

Relatório do Banco Mundial pede mais programas de transferência de renda na América Latina

As economias da América Latina e Caribe enfrentam vários desafios internos e externos, o que ressalta a necessidade de os agentes políticos lançarem mão de ferramentas de assistência social para dar apoio às pessoas pobres e mais vulneráveis em períodos de crises cíclicas, segundo novo relatório do Banco Mundial.

O documento mostrou que o crescimento econômico mais fraco vem tendo um impacto previsível nos indicadores sociais da região. O Brasil registrou um aumento da pobreza monetária de aproximadamente 3 pontos percentuais entre 2014 e 2017, segundo o organismo internacional.

Projeto do Banco Mundial impulsionará agricultura sustentável no Brasil. Foto: Governo da Paraíba

Projeto do Banco Mundial impulsionará agricultura sustentável no Brasil

O Banco Mundial e o governo da Paraíba assinaram na quarta-feira (13), em Brasília (DF), projeto para melhorar o acesso a água, reduzir a vulnerabilidade agroclimática e aumentar o acesso da população rural aos mercados. A meta é atender 150 mil pessoas.

O projeto investirá em sistema de abastecimento de água em comunidades rurais e em tecnologias agrícolas que protegem os cultivos dos efeitos das mudanças climáticas, além de um sistema de informações sobre riscos agroclimáticos.

Mercados, empresas, empreendimentos, associações, cooperativas e entidades produtivas são determinantes para a inclusão do enfoque de gênero no desenvolvimento sustentável. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres chama empresas a impulsionar igualdade de gênero e empoderamento econômico

Empresas, lideranças empresariais e empreendedoras são agentes decisivas para a igualdade de gênero, trabalho decente e desenvolvimento sustentável.

Essa é a constatação da ONU Mulheres Brasil com base nos Princípios de Empoderamento das Mulheres (Women’s Empowerment Principles – WEPs, na sigla em Inglês), que conta 198 adesões de empresas privadas e públicas no Brasil. O país é o terceiro no ranking internacional de 2.183 signatárias.

Globalmente, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho gera uma perda média de 15% nas economias dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No Brasil, a maior participação da mulher no mercado de trabalho e também uma maior projeção profissional aumentaria o PIB em 3,3% – seriam 382 bilhões de reais a mais na economia, conforme o Banco Mundial.

Sobrevoo da área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Foto: Presidência da República/Isac Nóbrega

ARTIGO: O que podemos aprender com a catástrofe de Brumadinho

Em artigo na imprensa brasileira sobre a tragédia de Brumadinho (MG), o coordenador da área econômica do Banco Mundial para o Brasil, Rafael Muñoz, afirma que falta transparência no monitoramento de riscos associados às barragens de rejeitos de mineração.

Especialista aponta para lacunas na fiscalização e indenização efetiva de obras e empreendimentos de grande porte e risco, onde muitas vezes interesses específicos prevalecem acima da lei.

Axel van Trotsenburg durante coletiva de imprensa na Mongólia. Foto: Banco Mundial/Khasar Sandag

Economista holandês é nomeado vice-presidente do Banco Mundial para América Latina e Caribe

O economista holandês Axel van Trotsenburg, especialista em desenvolvimento com mais de 30 anos de experiência no Grupo Banco Mundial, foi nomeado vice‑presidente do organismo internacional para a região da América Latina e Caribe, cargo que ocupará a partir de 1º de fevereiro. Ele gerenciará as relações do banco com 31 países e uma carteira de projetos de cerca de 30 bilhões de dólares.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

Banco Mundial lança plataforma interativa para observar avanços dos objetivos globais

O Banco Mundial lançou uma nova plataforma interativa que fornece ao público uma visão ampla dos avanços e indicadores relacionados a cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A informação foi divulgada pela Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas.

O Atlas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável traz mais de 180 mapas e gráficos, distribuídos de acordo com as metas de cada ODS, indicando o panorama do desenvolvimento e da qualidade de vida da população global.

Cédulas de dinheiro. Foto: USP Imagens/Marcos Santos

ARTIGO: Novo sistema tributário é necessário para aumentar produtividade e competitividade

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o coordenador da área econômica do Banco Mundial para o Brasil, Rafael Muñoz, alerta para as atuais distorções do sistema tributário brasileiro, que tende a criar uma competição fiscal entre os estados para atrair empresas com base em incentivos.

O regime vigente também é visto como muito oneroso para o setor privado — uma pesquisa do Banco Mundial revela, por exemplo, que uma empresa de médio porte em São Paulo leva uma média de 1.958 horas por ano para cumprir com suas obrigações fiscais, em comparação a 547 horas na América Latina e 165 nos países da OCDE.

Foto: Jhon Henriano/Shutterstock.com

Banco Mundial alerta para piora da economia global em 2019

As perspectivas para a economia global em 2019 pioraram, disse o Banco Mundial nesta quarta-feira (9) em novo relatório. Enquanto as tensões comerciais permanecem elevadas, o comércio internacional e o investimento desaceleram.

A previsão do Banco Mundial é de crescimento de 2,9% da economia global em 2019, frente a 3% no ano passado.

Para o Brasil, o organismo internacional projeta crescimento econômico de 2,2% em 2019 e de 1,2% em 2018. Já para a China, o PIB deve subir 6,2%, frente a estimados 6,5% no ano passado.

A CEPAL deu início ao período de candidaturas para seu curso sobre economias latino-americanas 2019. Foto: PEXELS

Especialista aponta que flexibilização do trabalho demanda novos modelos de seguridade social

Em entrevista ao Fundo Monetário Internacional (FMI), o especialista do Banco Mundial, Michal Rutkowski, aponta para o avanço de novas formas de trabalho, baseadas na tecnologia e na prestação pontual de serviços.

“O contrato padrão de emprego está se tornando cada vez menos relevante em todo o mundo, incluindo na maioria das economias desenvolvidas”, avalia o especialista, que diante desse cenário, ressalta a necessidade de outros modelos de seguridade social.

Presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim. Foto: Banco Mundial

Presidente do Banco Mundial deixará cargo em 1º de fevereiro

O presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou nesta segunda-feira (7) que irá deixar o cargo após mais de seis anos, nos quais os acionistas da instituição forneceram apoio a diversas iniciativas para garantir que o organismo internacional mantivesse a liderança no impulso ao desenvolvimento global.

“Foi uma grande honra servir como presidente desta instituição memorável, repleta de indivíduos apaixonados e dedicados à missão de acabar com a extrema pobreza”, disse Kim. A CEO do Banco Mundial, Kristalina Georgieva, será presidente interina a partir de 1º de fevereiro.

Foto: Fora do Eixo (CC)

Especialista sindical alerta que jovens no mundo estão perdendo confiança na democracia

Em entrevista ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a secretária-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), Sharan Burrow, alertou para a necessidade de um novo contrato social, que lide com violações dos direitos trabalhistas e outros desafios globais, como as mudanças climáticas e o número crescente de pessoas deslocadas. Para a especialista, os jovens estão perdendo confiança nas democracias, pois não conhecem seus dividendos, como serviços públicos.

Porto de Santos, em São Paulo. Foto: Prefeitura de Santos

Banco Mundial: 1/4 das exportadoras brasileiras respondem por quase todas as vendas ao exterior

Um quarto das empresas exportadoras do Brasil respondem por 98% das vendas do país ao exterior. Os números foram divulgados neste mês (14) pelo Banco Mundial, que criou uma nova plataforma para analisar dados sobre comércio exterior.

Organismo financeiro descreveu mercado de exportações brasileiro como “altamente concentrado”. Instituição também alerta para a baixa taxa de entrada de novas corporações no ramo das exportações.

Reduzir emissões de gases do efeito estufa é uma responsabilidade assumida por todos os países signatários do Acordo de Paris. Foto: PEXELS

ARTIGO: Qual é a importância do Brasil no Acordo do clima de Paris

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o especialista sênior do Banco Mundial, Alexandre Kossoy, explica detalhadamente os compromissos que o Brasil assumiu para combater o aquecimento global.

O profissional do organismo financeiro alerta que as mudanças climáticas podem levar à pobreza 100 milhões de pessoas em todo o mundo, pelos próximos dez anos. Para o analista, preparar-se para os futuros desastres naturais extremos e ajudar a evitá-los faz sentido economicamente e é também um imperativo moral.

Habilidades interpessoais serão necessárias num mundo em que as mudanças tecnológicas redefinem a natureza do trabalho constantemente, avalia o Banco Mundial. Foto: PEXELS

Profissionais do futuro devem aprender empatia e julgamento crítico, defende Banco Mundial

Em relatório recente sobre a relação entre tecnologia e produção, o Banco Mundial ressalta que as crianças do atual ensino fundamental vão trabalhar em setores ou ocupações que ainda não existem. Para superar a lacuna entre o aprendizado do presente e as necessidades da nova economia, o organismo financeiro chama governos a investir nas habilidades interpessoais dos profissionais do futuro.

Isabel de Saint Malo, vice-presidente do Panamá. Foto: Banco Mundial

ARTIGO: A importância de promover lideranças femininas na América Latina

Em artigo, a advogada e especialista em gênero do Banco Mundial, Paula Tavares, afirma que promover a igualdade de gênero reforçaria a resiliência da economia e impulsionaria o crescimento dos países da América Latina.

Até agora, 19 países da região já adotaram algum tipo de cota legislativa para mulheres, oito dos quais avançaram para regimes de paridade — estabelecendo uma representação de 50% para cada gênero.

Quatro desses países — Bolívia, Costa Rica, México e Nicarágua — estão entre os dez primeiros do mundo em termos de representação feminina nos parlamentos nacionais. Leia o artigo completo.

Brasil avança em reformas para facilitar a abertura de negócios. Foto: EBC/Marcello Casal Jr.

Banco Mundial elogia reformas do Brasil para facilitar crédito e abertura de negócios

O Brasil empreendeu um número recorde de reformas no ambiente de negócios no ano passado, ajudando a criar empregos, atrair investimentos e tornar a economia do país mais competitiva. A avaliação é de um relatório divulgado nesta quarta-feira (31) pelo Banco Mundial.

Organismo financeiro destacou medidas nas áreas de importação e exportação, acesso ao crédito e formalização de empresas. Com reestruturações, Brasil subiu 16 posições no ranking global de facilidade de se fazer negócios, chegando à 109ª colocação.

Mulher carrega bebê em ruas de assentamento de Altos de la Florida, Soacha, na Colômbia. Maior parte dos assentados foi deslocada de outras regiões devido a confrontos e ameaças de diversas facções armadas. Foto: ONU.

Banco Mundial e UNESCO impulsionam acesso a informação sobre conflito na Colômbia

Após quase 50 anos de conflito armado na Colômbia, atualmente mais de 8,5 milhões de pessoas foram reconhecidas pelo Estado como vítimas. Com progresso sem precedentes alcançado nos últimos anos em processo de paz, incluindo a assinatura de um acordo entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em novembro de 2016, o desenvolvimento e a implementação de programas e políticas eficazes de justiça transicional são essenciais para a construção de paz no país.

Nesse contexto, Banco Mundial e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) estão trabalhando com o governo da Colômbia e organizações da sociedade civil para desenvolver uma série de atividades com o objetivo de fortalecer suas capacidades de informar as vítimas do conflito sobre seus direitos.

O grupo de organizações de saúde concordou em desenvolver novas formas de trabalhar em conjunto para maximizar recursos e medir o progresso de uma forma mais transparente. Foto: World Health Summit

Onze organizações firmam compromisso para alcançar metas globais de saúde até 2030

Onze chefes das principais organizações de saúde e desenvolvimento do mundo assinaram na sexta-feira (12) o compromisso de encontrar novas maneiras de trabalhar em conjunto para acelerar o progresso para alcançar as metas relacionadas ao tema na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a iniciativa une o trabalho de 11 organizações, entre elas Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Banco Mundial.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) se comprometeu a aderir ao plano nos próximos meses.

Visita organizada pelo GEF a iniciativas agroflorestais no Acre. Foto: Angela Peres

Acre é exemplo de crescimento econômico combinado à proteção ambiental, diz Banco Mundial

Em Bonal, no Acre, a produtora de abacaxi Underlina Cavalcante dos Santos leva um estilo de vida que define como “bom e estável” para toda a sua família. A fruta que eles cultivam é uma parte do próspero sistema agroflorestal da comunidade, que inclui ainda seringueiras, pupunheiras e outras espécies florestais.

As atividades produtivas têm apoio do Banco Mundial e fazem parte da restauração dos 11 mil hectares de pastagens abandonadas na região.

Homem revira lixo em Jacarta, na Indonésia. Foto: Banco Mundial

Banco Mundial: quase metade da população global vive abaixo da linha da pobreza

Avanços econômicos no mundo indicam que, embora menos pessoas vivam em situação de pobreza extrema, quase metade da população mundial — 3,4 bilhões de pessoas — ainda luta para satisfazer as necessidades básicas, disse o Banco Mundial nesta quarta-feira (17).

Segundo o organismo, a região da América Latina e do Caribe teve menos prosperidade compartilhada de 2010 a 2015 do que nos anos anteriores, uma vez que suas economias sofreram o impacto de uma desaceleração nos preços globais de commodities.

A região tinha quase 11% da população com renda inferior a 3,20 dólares por dia e mais de 26% com renda inferior a 5,50 dólares por dia em 2015.

O seminário será inaugurado na segunda-feira (25) por Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL. Foto: Agência Brasil

Banco Mundial projeta crescimento de 1,2% para economia brasileira este ano

O Banco Mundial revisou para baixo as expectativas de crescimento econômico para a América Latina e Caribe em 2018 e 2019. Relatório lançado nesta sexta-feira (5), em Washington D.C., calcula um crescimento de 0,6% para este ano e 1,6% para o próximo.

Para o Brasil, espera-se crescimento de 1,2% em 2018 e 2,2% em 2019. Apesar de positivos, os números mostram uma desaceleração que impacta a economia da América do Sul como um todo. O subcontinente deve ter contração de 0,1% em 2018 e crescimento de 1,2% em 2019.

Banheiros em um local de alojamento para refugiados em Alexandria, na Grécia. Foto: ACNUR/Kyvernitis Yorgos

OMS pede aumento de investimentos para atingir meta global de banheiro para todos

O mundo não alcançará a meta de cobertura universal de esgotamento sanitário – para que todas as pessoas tenham acesso a banheiros que possam eliminar seus dejetos com segurança – até 2030, a menos que os países façam mudanças políticas abrangentes e garantam mais investimentos, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira (1) ao lançar suas primeiras diretrizes sobre saneamento e saúde.

Em todo o mundo, 2,3 bilhões de pessoas carecem de saneamento básico, especialmente esgotamento sanitário (com quase metade das pessoas sendo forçada a defecar a céu aberto). Esses indivíduos estão entre os 4,5 bilhões que não têm acesso a serviços de saneamento manejados com segurança – em outras palavras, um banheiro conectado a um esgoto, poço ou fossa séptica para tratar dejetos humanos.

Evento de lançamento em Nova York da estratégia "Juventude 2030" da ONU, em setembro de 2018. No centro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU

ONU lança nova estratégia para jovens liderarem conquista da Agenda 2030

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou nesta segunda-feira (24) uma nova estratégia de parceria com 1,8 bilhão de jovens do mundo com o objetivo de ajudar a colocar “suas ideias em ação”.

Notando que foi uma satisfação ver tantos rostos jovens na ONU para lançar a nova estratégia “Juventude 2030”, Guterres destacou uma lista de desafios que “a maior geração jovem da história” enfrenta hoje.

Ele observou que “globalização, novas tecnologias, deslocamento, encolhimento do espaço cívico, mudanças nos mercados de trabalho e impactos climáticos” pressionam a juventude em toda parte.

Mulher busca água na Índia. Foto: UNICEF/Parelkar

Banco Mundial: pobreza extrema está diminuindo no mundo, mas a ritmo lento

O Banco Mundial anunciou na quarta-feira (19) que a extrema pobreza está diminuindo no mundo, mas a um ritmo cada vez mais lento.

De 1990 a 2015, o percentual de extrema pobreza passou de 36% para 10% da população mundial, com queda média de um ponto percentual ao ano. No período, mais de 1 bilhão de pessoas deixaram de viver abaixo da linha de pobreza extrema, com menos de 1,90 dólar ao dia.

No entanto, nos dois últimos anos desse intervalo, ou seja, de 2013 a 2015, a queda foi menos intensa. A análise do Banco Mundial indica que, se essa tendência se mantiver, será mais difícil erradicar a extrema pobreza até 2030.

Criança come biscoito usado no tratamento de malnutrição em Juba, capital do Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Njiokiktjien VII Photo

ONU: uma criança morre a cada 5 segundos no mundo

Cerca de 6,3 milhões de crianças com menos de 15 anos morreram em 2017, segundo estimativas divulgadas nesta semana (17) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Grupo Banco Mundial.

Isso significa que, no ano passado, a cada cinco segundos, morria um jovem da faixa etária analisada. Maioria dos óbitos — 5,4 milhões — ocorreu entre meninos e meninas com até cinco anos de idade.

Arte de Inaê Pereira Gouveia Coelho, 1o lugar na categoria profissional do Concurso Maria da Penha.

Banco Mundial premia ilustrações sobre a Lei Maria da Penha

O Concurso de Ilustração da Lei Maria da Penha, promovido pelo Banco Mundial e pela Câmara dos Deputados, premiou uma nova geração de artistas que veem na diversidade e na solidariedade o caminho para dar mais poder às mulheres e enfrentar a violência.

Quarenta e quatro trabalhos concorreram nas categorias profissional (19) e amador (25). Os seis vencedores — condecorados no Congresso Nacional — foram escolhidos por voto popular, nas redes sociais, onde também é forte o movimento por mais direitos e menos abusos em todas as esferas da vida das mulheres.