Jogadores da Guiné-Conacri reúnem-se para foto com troféu e medalhas. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Guiné-Conacri vence etapa Brasília da Copa dos Refugiados e Imigrantes 2019

O ar seco e o sol da capital federal não atrapalharam o duelo entre as seleções da Guiné-Conacri e da Colômbia, que disputaram no domingo (11) a final da etapa de Brasília da Copa dos Refugiados e Imigrantes 2019.

A equipe guineense, estreante na competição, foi superior aos colombianos durante todo o jogo, consagrando-se campeã no Estádio Valmir Campelo, no Distrito Federal, com um sólido placar de 5 a 2.

A Copa dos Refugiados e Imigrantes é organizada pela ONG África do Coração e apoiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Instituto Migração e Direitos Humanos, Cáritas Brasileira e Sodexo.

Para responder à situação da Venezuela, a ONU Brasil prevê um investimento de 146 milhões de dólares. Desse total, 53% foram arrecadados por meio de doações de países como Estados Unidos, Japão, Brasil e da União Europeia. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Chefe de agência da ONU para refugiados elogia solidariedade do Chile com venezuelanos

Durante visita ao Chile, a primeira de um alto-comissário da ONU para refugiados, Felippo Grandi elogiou a solidariedade e a hospitalidade do povo do país ao receber venezuelanos em momento de necessidade, lembrando o fato de a Venezuela já ter recebido refugiados chilenos no passado.

“Também reconheço os esforços que o Chile e as comunidades locais fizeram para acolher, documentar e integrar os refugiados e migrantes venezuelanos e de outras nacionalidades. É importante continuar e intensificar esses esforços para que essas pessoas possam viver de maneira digna e contribuir para a economia e a sociedade do Chile”, declarou Grandi.

Duante sua visita à ponte internacional Simon Bolivar, o chefe do ACNUR, Filippo Grandi, conheceu Yinaica Quintero e sua filha Shaina, de 9 meses. Elas cruzaram a fronteira da Colômbia para acessar os serviços de saúde. Foto: ACNUR/Fabio Cuttica

Chefe de agência da ONU para refugiados inicia visita ao Brasil nesta quinta-feira (15)

O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, inicia nesta quinta-feira (15) uma visita ao Brasil para conhecer de perto a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos que têm sido forçados a deixar seu país devido à piora da situação política e socioeconômica, de direitos humanos e da ordem pública.

Grandi iniciará sua visita por Brasília, onde se reunirá com autoridades nacionais, organizações da sociedade civil e do Sistema ONU, além de doadores e famílias venezuelanas vivendo no Distrito Federal.

Grandi conversa com crianças na escola Al-Shuhada em Souran, na Síria. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Alto-comissário da ONU para refugiados visita Chile e Brasil esta semana

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, visita Chile e Brasil nesta semana (entre os dias 13 e 18 de agosto) para conhecer de perto a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos que têm sido forçados a deixar o país devido à piora da situação política e socioeconômica, de direitos humanos e da ordem pública.

O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) visitará o Brasil entre os dias 15 e 18 de agosto. Seu roteiro no país inclui reuniões com o governo federal em Brasília e uma visita a Boa Vista e Pacaraima (RR).

Em Roraima, ele se encontrará com pessoas venezuelanas que recém chegaram ao Brasil e escutar os riscos que sofreram durante a jornada. Ele também terá a oportunidade de conhecer a resposta emergencial que tem sido dada no estado, incluindo ações de abrigamento, alimentação, assistência legal para venezuelanos e projetos de promoção à integração local.

A cada manhã, centenas de meninos e meninas atravessam a fronteira da Venezuela para embarcar em ônibus rumo a Cúcuta, na Colômbia. Foto: UNICEF/Arcos

Colômbia: OIM elogia concessão de nacionalidade a crianças venezuelanas nascidas no país

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) elogiou a decisão tomada pela Colômbia na segunda-feira (5) de conceder nacionalidade a mais de 24 mil bebês venezuelanos que nasceram no país, após seus pais atravessarem a fronteira.

“Esta resolução é uma contribuição para uma migração segura e regular, a qual esperamos que facilite o reconhecimento dos direitos fundamentais de crianças venezuelanas, além de contribuir para integração delas na sociedade”, disse Ana Durán Salvatierra, chefe de Missão da OIM na Colômbia, nesta terça-feira (6).

De acordo com a imprensa internacional, a medida irá garantir um caminho para que estas crianças obtenham passaportes colombianos, até agosto de 2021, facilitando acesso a serviços de saúde e educação. A medida também previne uma crise de apatridia dentro do país.

Refugiados e migrantes resgatados desembarcam em porto siciliano de Catânia, na Itália, em janeiro. Foto: ACNUR/Alessio Mamo

ONU critica multa de €1 milhão para barcos que resgatarem migrantes no Mediterrâneo

Uma iniciativa de parlamentares italianos para impor multas de até 1 milhão de euros a embarcações e organizações que realizam busca e resgate de migrantes na costa do país provocou preocupação das Nações Unidas nesta terça-feira (6), uma vez que a medida pode impedir futuros esforços de salvamento no mar Mediterrâneo.

Em Genebra, o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Charlie Yaxley, explicou que a iniciativa dos parlamentares ocorre em um momento em que outros países europeus interromperam as operações de resgate marítimo.

“Sob as mudanças aprovadas pelo Parlamento, as multas para embarcações privadas que resgatarem pessoas e não respeitarem a proibição de entrada em águas territoriais subiram para até 1 milhão de euros”, disse. “Além disso, os barcos serão agora automaticamente apreendidos”, completou.

O casal de venezuelanos Carlos e Marifer. Foto: ACNUR/Érico Hiller

Família venezuelana reconstrói vida em solo brasileiro após sequestro na Venezuela

Carlos, de 35 anos, tinha uma vida confortável na Venezuela. Formado em Jornalismo e trabalhando como gerente de produção em uma emissora estatal de TV, levava uma vida tranquila com Marifer, que é sua companheira há oito anos.

Em 2016, em meio à crise no país, o jornalista foi sequestrado e espancado. Na sequência do crime, o venezuelano começou a receber ameaças contra seus pais. Carlos decidiu que era hora de se separar da esposa e da filha para buscar segurança no Brasil. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Treinamento da ONU aborda o combate e a prevenção ao abuso e exploração sexuais de venezuelanos. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em Roraima, agências da ONU treinam militares brasileiros para combater violência sexual

Em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês um treinamento com militares brasileiros sobre como combater o abuso e a exploração sexuais em contextos de emergência. Os oficiais fazem parte do novo contingente que vai integrar a Operação Acolhida — a resposta do governo federal à chegada de venezuelanos ao Brasil.

A capacitação foi realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Brasil recebeu mais de 61 mil pedidos de refúgio de venezuelanos em 2018

Em 2018, o Brasil recebeu 80.057 solicitações de refúgio de estrangeiros. Desse número, 61.681 foram feitas por venezuelanos. Os dados são de balanço divulgado neste mês pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A pesquisa mostra ainda que o Brasil acumula mais de 160 mil pedidos de refúgio em análise, feitos em 2018 e em anos anteriores. Desses requerimentos, 52% são de venezuelanos; 10%, de haitianos; 5%, de senegaleses; e 4%, de cubanos.

Adriana Duarte e Alejandro Pueyo são dois dos 64 alunos formados da última turma do curso de português e educação digital promovida pela UFRR com apoio da Ericsson, COOPCESP, ACNUR e União Europeia. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Com o domínio do português, venezuelanos encontram mais oportunidades em Boa Vista

Sair de seu país e deixar tudo para trás em busca de proteção é uma decisão difícil de tomar. E para as pessoas refugiadas, o processo de integração em um novo país é ainda mais desafiador quando refugiados e migrantes precisam vencer a barreira do idioma local.

Foi a partir dessa compreensão que professores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) desenvolveram o projeto “Português para Acolhimento”, que oferece aulas do idioma utilizando ferramentas digitais e promovendo a educação ao integrar idioma e tecnologia. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU. Foto: ACNUR

ACNUR e Pacto Global promovem fórum sobre integração laboral de refugiados em Manaus

Com o objetivo de alinhar desenvolvimento econômico sustentável ao crescimento da população venezuelana que vive na capital amazonense, aconteceu o primeiro Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes de Manaus na manhã da última sexta-feira (26). De acordo com dados da Polícia Federal, Manaus é a terceira cidade do país que mais recebe pessoas venezuelanos no Brasil.

O fórum, que teve sua primeira edição em Curitiba (PR), é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Rede Brasil do Pacto Global que chegou em Manaus para esclarecer dúvidas sobre contratação de refugiados, bem como estabelecer novas metas e fluxos de trabalho no contexto da emergência incorporando cada vez mais o setor privado como um aliado na integração local.

Venezuelanos cruzam o rio Táchira em busca de alimentos e outras formas de assistência na Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

ACNUR elogia Brasil por reconhecer venezuelanos refugiados com base na Declaração de Cartagena

O Brasil aplicou pela primeira vez a definição ampliada de refugiado estabelecida pela Declaração de Cartagena para analisar solicitações de reconhecimento da condição de refugiado de cidadãos venezuelanos e reconheceu, na última quarta-feira (24), 174 casos com base neste critério. Para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), tal decisão representa um grande avanço para a proteção de venezuelanas e venezuelanos que têm sido forçados a deixar seu país.

A decisão possibilita, a partir de agora, a adoção de procedimento simplificado no processo de determinação da condição de refugiado para nacionais venezuelanos, e permitirá agilizar a análise dos pedidos. Atualmente, há cerca de 100 mil pedidos ativos feitos por venezuelanos e aguardando uma decisão do CONARE, o maior número de solicitações por nacionalidade no Brasil.

Barco que transportava refugiados e migrantes à deriva no mar Mediterrâneo pouco antes de ser resgatada pela Marinha italiana em 2014. Foto: Marinha italiana

ONU: cerca de 100 refugiados e migrantes estão desaparecidos após naufrágio no Mediterrâneo

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou nesta quinta-feira (25) que em torno de cem refugiados e migrantes estão desaparecidos, após um naufrágio no Mediterrâneo.

A embarcação que levava cerca de 250 passageiros deixou a Líbia, mas apresentou uma falha nos motores e virou perto da costa da cidade de Khums. Segundo a OIM, 145 pessoas conseguiram se salvar e retornar ao litoral líbio.

Gestantes deixam Venezuela para buscar atendimento de saúde na Colômbia

Roxibel Pulido, de 29 anos, é uma das gestantes que deixaram a Venezuela. Ela estava no terceiro mês de gravidez quando soube que o hospital mais próximo de seu bairro, na cidade de Maracaibo, havia sido fechado.

Juntamente a seus dois outros filhos, ela chegou a Maicao, uma cidade colombiana perto da fronteira. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Colômbia é o país que hospeda o maior número de refugiados e migrantes venezuelanos, com mais de 1,3 milhão.

O registro nacional da Colômbia estima que cerca de 23 mil crianças nascidas de pais venezuelanos estejam esperando para receber a nacionalidade colombiana. O governo trabalha com parceiros para resolver a situação e prevenir futuros casos de crianças em risco de se tornarem apátridas.

O judoca congolês Popole Misenga, da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, levantou a torcida da Arena Carioca ao vencer sua primeira luta. Ele acabou sendo desclassificado pelo atual campeão mundial de judô. Foto: ACNUR / Benjamin Loyseau

Refugiados vivendo no Brasil treinam para participar de equipe olímpica em Tóquio 2020

A um ano das Olimpíadas de Tóquio 2020, a capital do Japão se prepara para receber atletas de todo o mundo, incluindo refugiados que vão competir sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional.

O organismo está financiando a preparação de 37 competidores, que vão tentar uma vaga na Equipe Olímpica de Refugiados. Entre os atletas, estão os judocas congoleses Popole Misenga e Yolande Mabika, que residem no Rio de Janeiro (RJ).

UNFPA participou de capacitação de servidores públicos com discussões sobre os grupos mais vulneráveis em contextos migratórios, como as mulheres, as crianças, os idosos e a população LGBTI. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Agências da ONU discutem direitos humanos com servidores públicos de Pacaraima

Servidores públicos da Prefeitura de Pacaraima (RR) e conselheiros tutelares participaram na semana passada de uma capacitação sobre direitos humanos, migração e refúgio.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou da iniciativa com discussões sobre leis específicas para grupos vulneráveis em contextos migratórios — como as crianças e adolescentes, as mulheres, os indígenas, os idosos, pessoas com deficiência e indivíduos LGBTI.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

ACNUR participa de lançamento de relatório sobre solicitações de refúgio no Brasil

A secretária Nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj Pinto, concede entrevista coletiva na quinta-feira (25) no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília (DF), às 10h30, para divulgar a 4ª edição da publicação “Refúgio em Números”, que traz os dados atualizados sobre solicitações de refúgio e reconhecimento da condição de refugiado no país.

Participam também o coordenador-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), Bernardo Laferté, e o representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Jose Egas.

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em parceria com UNFPA, Exército da Salvação cria espaço para refugiados em Boa Vista

“Cada Vida Uma História” é o nome dado ao primeiro espaço de encontro que permitirá às pessoas que transitam pela Rodoviária Internacional de Boa Vista ter um momento para compartilhar suas experiências nos processos migratórios, por meio da escrita e da conversa. A atividade acontece dentro do espaço seguro que o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) abriu em junho, em parceria com as Forças Armadas, no âmbito da Operação Acolhida.

Atualmente, as áreas de apoio da Rodoviária Internacional de Boa Vista contam com uma estrutura que permite aos migrantes que chegam à cidade em condições de vulnerabilidade ter acesso a diferentes serviços oferecidos por agências da ONU — UNFPA, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) — e pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, entre outros.

Migrantes e refugiados desembarcam de navio no porto de Benghazi, na Líbia. Foto: OIM/Nicole Tung

ONU elogia compromisso de países da UE com reassentamento de refugiados

Os chefes das duas agências das Nações Unidas para refugiados e migrantes pediram o fim de “detenções arbitrárias” na Líbia, após um acordo nesta terça-feira (23) entre países da União Europeia. O acordo tem o objetivo de fornecer um porto seguro aos refugiados e migrantes que viajam pelo Mediterrâneo, através de um novo mecanismo de reassentamento.

“A violência em Trípoli nas últimas semanas tornou a situação mais desesperadora do que nunca, e há necessidade de ações críticas”, destacaram António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), e Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Embora detalhes específicos não tenham sido divulgados, agências de notícias relataram que 14 países da UE chegaram a um acordo provisório para alocar refugiados e migrantes de forma mais igualitária dentro do bloco.

Agências da ONU apoiam centros de saúde no maior campo de refugiados do mundo

Em um barraco com telhado de plástico no maior assentamento de refugiados do mundo, em Bangladesh, a rohingya Rajuma entrou em trabalho de parto. Por volta das 23 horas, sua dor se tornou intensa demais para suportar. Mas, felizmente, a ajuda estava próxima.

Seu marido Mohammed Aiiyub correu pelo labirinto de becos e a levou a um centro de atenção básica perto de Kutupalong, no sudeste do país, onde médicos e enfermeiros forneceram o cuidado e a confiança necessários para lidar com um parto complicado.

A unidade de saúde que atendeu Rajuma é apoiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Menina síria refugiada é atendida em centro de saúde para refugiados apoiado pelo ACNUR no Egito. Foto: ACNUR/Scott Nelson

ONU e parceiros financiam atendimento médico para mais de 10 milhões de refugiados

Em meio aos níveis recordes de deslocamento forçado no mundo, cerca de 10,5 milhões de refugiados receberam tratamento médico em programas de saúde pública financiados pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros no ano passado, de acordo com dados do Relatório Anual de Saúde Pública Global do ACNUR, publicado na semana passada (18).

“Com a maioria dos refugiados (84%) abrigada em regiões em desenvolvimento, onde serviços básicos estão sobrecarregados, sistemas nacionais de saúde precisam de maior apoio para garantir que refugiados e comunidades anfitriãs possam ter acesso a atendimentos de saúde essenciais que salvam vidas”, disse o alto-comissário assistente de operações do ACNUR, George Okoth-Obbo.

Euligio Baez, um líder Warao da Venezuela, com sua família em Boa Vista, no Brasil. Foto: ACNUR

Pesquisa aponta riscos enfrentados por venezuelanos em deslocamento

Uma pesquisa sobre venezuelanos que deixaram seu país revelou que metade (50,2%) das famílias entrevistadas enfrentaram ou continuam enfrentando riscos específicos durante suas jornadas por conta de fatores como idade, gênero, saúde e outras necessidades. Há também aqueles que precisaram tomar drásticas decisões para sobreviver, incluindo mendicância, trabalho infantil ou prostituição.

Estes fatores estão entre as descobertas da pesquisa publicada nesta sexta-feira (19) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os resultados estão baseados em 7.846 entrevistas conduzidas em diversos países da América Latina e Caribe de janeiro a junho de 2019, nas quais pessoas eram perguntadas sobre suas experiências.

Famílias venezuelanas participam de mais uma etapa de interiorização em Manaus. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Em Manaus, ONU promove fórum sobre inserção de refugiados e migrantes no mercado de trabalho

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Rede Brasil do Pacto Global promovem em Manaus (AM), no próximo 26 de julho, o Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes. Evento vai esclarecer dúvidas sobre a contratação de estrangeiros no Brasil. Objetivo é mobilizar o setor privado para apoiar a resposta humanitária do país à chegada de venezuelanos.

O cortejo da leitura do livro “Amal e a viagem mais importante da sua vida”, da Editora Caixote, aconteceu durante a Flip, pelas ruas históricas de Paraty (RJ). Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Refugiados participam da Festa Literária Internacional de Paraty

O tema do refúgio esteve presente na programação da 17ª edição da Feira Literária Internacional de Paraty, a Flip, que aconteceu entre 10 e 14 de julho. Como um dos destaques da programação educativa, um barco navegou pelas águas do oceano Atlântico para contar a história de uma criança refugiada síria que atravessou as águas do Mediterrâneo em busca de proteção. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Uma criança da Costa do Marfim posa para foto enquanto seus pais recebem informações no Centro de Trânsito de Repatriação Voluntária do ACNUR na Costa do Marfim. Foto: ACNUR/David Azia

Agência da ONU detalha seis dados sobre refúgio no mundo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) monitora dados sobre o refúgio no mundo para que organizações e governos possam agir em suas respostas de emergência.

“O que estamos vendo nesses números é mais uma confirmação de uma tendência crescente de longo prazo no número de pessoas que precisam de segurança contra a guerra, o conflito e a perseguição”, disse o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi.

Quase 70,8 milhões de indivíduos foram deslocados à força em todo o mundo como resultado de perseguição, conflito, violência ou violações de direitos humanos em 2018. Leia outras informações relevantes sobre essa população.

Em Moçambique, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ouve relatos de famílias no campo de Mandruzi, a 40 km de Beira, um reassentamento que abriga 375 pessoas. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Moçambique: Guterres promete apoio contínuo da ONU em visita a áreas atingidas por ciclones

Crianças aprendendo em salas de aula sem teto; mulheres cultivando a terra sem ferramentas — esses são alguns exemplos dos desafios enfrentados por moçambicanos que sobreviveram aos ciclones que destruíram seus meios de subsistência. Em seu último dia de visita, na sexta-feira (12), o chefe da ONU, António Guterres, testemunhou em primeira mão a força interior e a resiliência da população vivendo em um país devastado.

Guterres esteve em Moçambique para fazer um balanço dos esforços de recuperação em áreas afetadas pelos devastadores ciclones Idai e Kenneth, ocorridos em março e abril deste ano.

Pablo Mattos, representante do ACNUR, durante sua fala no Senado. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Situação dos refugiados no Brasil entra em pauta no Senado Federal

O Brasil tem se tornado uma referência internacional em resposta humanitária desde o início da Operação Acolhida. Com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), conciliando esforços com outras agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil, a força-tarefa do Governo Federal foi criada para lidar com o crescente fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, reforçando o histórico do país como uma nação que acolhe pessoas vítimas de deslocamento forçado.

Mesmo com resultados expressivos até o momento, há muitos desafios diante da entrada diária de 500 venezuelanos, em média, por Roraima. A questão foi tema de debate das Comissões de Relações Exteriores e de Direitos Humanos do Senado em audiência pública realizada na quarta-feira (10), em Brasília (DF).

Flávia Muniz, da ONU Mulheres Brasil, no I Seminário Estadual de Políticas Públicas, organizado pela Universidade Federal de Roraima. Foto: ONU Mulheres/Tamara Jurberg

Em Roraima, ONU Mulheres apoia Seminário Estadual de Políticas Públicas

Situação das mulheres, demandas sociais e capacidade de resposta das políticas públicas à igualdade de gênero estiveram em destaque em encontro acadêmico organizado pela Universidade Federal de Roraima, nos dias 27 e 28 de junho, em Boa Vista (RR).

O I Seminário de Políticas Públicas para Mulheres da Cidade, do Campo, das Florestas e das Águas de Roraima reuniu cerca de 250 pessoas. Foi organizado pela Coordenação de Políticas para Mulheres do Estado de Roraima e teve o apoio da ONU Mulheres Brasil e de outras instituições.

O aumento do fluxo de cidadãos e cidadãs da Venezuela para o Brasil desencadeou novas demandas de atuação para a ONU Mulheres no Brasil. Pela primeira vez, a entidade participa de uma ação humanitária no país para apoiar as mulheres na sua retomada de vida por meio do empoderamento e da igualdade de gênero.

Um barco superlotado com refugiados e migrantes que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo. Imagem de 2014, feita por um fotógrafo a bordo do San Giorgio, um navio da Guarda Costeira Italiana. Foto: ACNUR/Alfredo D’Amato

ONU critica punição de ONGs que resgatam migrantes no Mediterrâneo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram nesta quinta-feira (11) que ONGs não sejam penalizadas por resgates no Mediterrâneo. As entidades defenderam ainda que países da Europa retomem as operações de salvamento de refugiados e migrantes no oceano que separa o continente do norte da África.

“Todos os esforços devem ser feitos para prevenir que pessoas resgatadas no Mediterrâneo sejam desembarcadas na Líbia, que não pode ser considerada um porto seguro”, ressalta o pronunciamento das instituições, que lembraram o ataque aéreo recente a um centro de detenção para estrangeiros em Trípoli.

Construído em torno das terras agrícolas, o campo de refugiados de Mantapala, perto de Nchelenge, no norte da Zâmbia, foi construído em 2018 para até 20 mil pessoas. Foto: ONU Meio Ambiente

Dados e tecnologias ambientais ajudam a melhorar o planejamento em crises humanitárias

Atualmente, todos aqueles que trabalham na área ambiental têm na ponta dos dedos uma combinação de dados e tecnologias ambientais globais e técnicas de ciência de dados. Estas ferramentas têm o potencial de criar insights que podem apoiar um futuro sustentável e transformar profundamente nosso relacionamento com o planeta.

Durante décadas, a ONU Meio Ambiente tem trabalhado com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e parceiros como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para dar sentido aos dados ambientais com o objetivo de melhorar o planejamento humanitário.

Bigoa Choul fugiu do Sudão do Sul quando era criança e foi reassentada pelo ACNUR na Austrália com 11 anos. A poesia a ajuda a dar sentido à sua vida. Foto: ACNUR/Heidi Woodman

Poeta sul-sudanesa reflete sobre décadas de exílio e fuga da violência

A sul-sudanesa Bigoa Chuol, de 28 anos, não sabe detalhes sobre como sua família foi forçada a sair de casa, mas ouviu histórias sobre como foi colocada em um balde e carregada na cabeça de parentes mais velhos enquanto se afastavam dos tiros.

A poeta nasceu em 1991, durante uma difícil jornada que levou sua família de uma guerra brutal no sul do que então era o Sudão para a segurança na Etiópia e, posteriormente, para o Quênia e o reassentamento na Austrália. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Campo de refugiados em Cox's Bazar transformou-se em mar de lama após chuvas, com algumas áreas completamente inundadas. Foto: PMA/Gemma Snowdon

Abrigos de refugiados rohingya em Bangladesh são destruídos por enchentes

As fortes chuvas de monção em Bangladesh inundaram o assentamento de Cox’s Bazar, lar de mais de 900 mil refugiados rohingya, destruindo cerca de 273 abrigos e ferindo 11 pessoas, informou a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), na sexta-feira (5). O imenso campo de refugiados foi atingido por três dias de chuva sem parar, e aguaceiros mais fortes são esperados para toda a próxima semana, com quatro meses da temporada de monções ainda por vir.

Voluntários treinados por ACNUR e parceiros trabalharam durante toda a noite na quarta-feira (3) sob chuva forte para ajudar famílias em necessidade urgente. Em alguns casos, isso envolveu o resgate de refugiados de abrigos destruídos pelos 26 deslizamentos de terra relatados.

Em Boa Vista, migrantes e refugiados venezuelanos que viviam acampados na praça Simón Bolívar foram transferidos para dois abrigos temporários. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Países latino-americanos adotam plano para integração de refugiados e migrantes venezuelanos

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebraram nesta segunda-feira (8) a adoção de um plano para facilitar a integração de refugiados e migrantes venezuelanos na região.

O plano foi adotado durante a 4ª Reunião Técnica Internacional do Processo de Quito, realizada em 4 e 5 de julho em Buenos Aires, Argentina.

Representantes de 14 governos latino-americanos e caribenhos, assim como de agências das Nações Unidas, organizações de cooperação internacional, organismos regionais, bancos de desenvolvimento e entidades da sociedade civil participaram da reunião, convocada pelo governo argentino.