Professora ajuda aluna de uma turma de crianças colombianas e venezuelanas refugiadas no Paraguai. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

O que aprendemos com o primeiro Fórum Global sobre Refugiados?

O primeiro Fórum Global sobre Refugiados reuniu 3 mil participantes do mundo todo em Genebra. O objetivo foi renovar as respostas aos milhões que estão longe de casa devido a guerras e perseguições, e apoiar as comunidades que os acolhem.

Durante o Fórum, grandes compromissos foram firmados com o objetivo de melhorar a vida de 25,9 milhões de refugiados e de seus anfitriões, que estão principalmente nos países em desenvolvimento. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Alunas da Escola Primária de Vahdat tentam conter suas risadas para uma foto em grupo antes que seus professores cheguem à sala. Foto: ACNUR/Mohammad Hossein Dehghanian

Política inclusiva ajuda crianças refugiadas afegãs a continuar estudos no Irã

Graças ao governo do Irã e à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a afegã Parisa, de 16 anos, passou a ter uma educação adequada com a abertura da Escola Primária Vahdat. Seus colegas de escola incluem outras 140 crianças afegãs e 160 iranianos da comunidade local, todos estudando lado a lado.

Cerca de 480 mil crianças afegãs que vivem no Irã estão se beneficiando dessas políticas de educação inclusiva, das quais 130 mil são afegãs sem documentos, como Parisa. Somente em 2019, 60 mil novos estudantes afegãos encontraram um lugar em salas de aula no Irã.

Profissionais de diferentes órgãos inauguram instalações do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Robert Gomes

Novas instalações de atendimento ao migrante são inauguradas no Aeroporto do Galeão (RJ)

A Guarda Municipal do Rio de Janeiro inaugurou na sexta-feira (31) novas instalações do Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro (RJ).

Funcionando 24 horas por dia, o posto conta com o trabalho de oito guardas municipais capacitados por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros para identificar e atender solicitantes de refúgio e migrantes em situação de vulnerabilidade.

Evento contou com a participação de Ricardo Levisky, presidente da Levisky Legado; Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados; Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco; Glaucimar Peticov, diretora executiva do Bradesco; e Adriano Abdo, membro do Comitê Mobilizador do ACNUR Brasil – Foto: divulgação

Doadores do ACNUR participam de debate em Davos

O Fórum Econômico Mundial reuniu em Davos doadores da Agência da ONU para Refugiados para discutir os principais desafios e oportunidades em torno da inclusão econômica de pessoas deslocadas à força e das comunidades que as acolhem.

O painel foi moderado por Ian Bremmer, presidente do Grupo Eurasia, e contou com a participação de Jesper Brodin, CEO da IKEA; Sigrid Kaag, ministro do Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento da Holanda; Mohamad Al Jounde, refugiado sírio vencedor do Prêmio Internacional Direito da Criança 2017; e Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU para Refugiados.

Cerca de 100 venezuelanos solicitantes de refúgio que vivem em Manaus (AM) receberam na segunda-feira (5) os certificados de conclusão dos cursos de qualificação profissional oferecidos pelo projeto Oportunizar. Foto: ACNUR

Celulares e internet estão mudando a vida de venezuelanos no Brasil, aponta estudo da ONU

Jessica e Jennifer são venezuelanas que moram num abrigo em Brasília e aprenderam a usar celulares e internet para se informar sobre oportunidades de emprego, se comunicar com a família, utilizar transporte público e até a conseguir desconto nas compras do supermercado. Na Venezuela, elas não tinham acesso a este tipo de serviço.

A trajetória das venezuelanas é um retrato da análise regional das necessidades de informação e comunicação de refugiados e migrantes, realizado pela Plataforma R4V. Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados têm um aparelho móvel e 80% acessam a internet. Conheça como estes serviços estão mudando a vida dos migrantes venezuelanos no Brasil.

Do WhatsApp até descontos no supermercado, as venezuelanas Jessica e Jennifer usam seus smartphones para acessar direitos, serviços e se comunicar com as famílias, que vivem em outros países. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Maioria dos venezuelanos no Brasil usa celular e acessa Internet

Cerca de 65% dos venezuelanos que estão no Brasil têm acesso a um telefone celular e 80% acessam a Internet por diferentes dispositivos. Esse é um dos dados revelados pela pesquisa Análise Regional de Necessidades de Informação e Comunicação, feita pela Plataforma R4V em 15 países da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil.

Realizada entre 5 de agosto e 15 de setembro de 2019, a pesquisa foi co-liderada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pela Federação Internacional da Cruz Vermelha (IFRC) e contou com o apoio de 30 organizações da sociedade civil. O Brasil foi segundo país com o maior número de pesquisas respondidas, somando 243.

Brasil é país da América Latina com maior número de refugiados venezuelanos reconhecidos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) cumprimentou nesta sexta-feira (31) o governo brasileiro pelo reconhecimento de cerca de 17 mil venezuelanos como refugiados. A decisão faz parte do procedimento facilitado de prima facie aprovado em dezembro de 2019 pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE).

Desde que a primeira decisão do Comitê foi tomada, no início de dezembro, venezuelanas e venezuelanos solicitantes da condição de refugiado que atenderem aos critérios necessários terão seu procedimento acelerado, sem a necessidade de entrevista.

Menina no centro de recepção de registro de venezuelanos, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Estudo indica que economia de Roraima evoluiu após chegada de venezuelanos

Pesquisa sobre a atual situação socioeconômica de Roraima revela que o estado registrou indicadores positivos de atividade econômica e diversificação no período de intensificação dos fluxos de pessoas venezuelanas. Os números estão reunidos no estudo “A economia de Roraima e o fluxo venezuelano: evidências e subsídios para políticas públicas”.

“O estudo mostra o impacto que um refugiado tem na economia local. Essa pessoa tem a capacidade de ser um ator ativo no país. Esse ator vai contribuir como qualquer outra pessoa, procurando trabalho, consumindo, buscando serviços e pagando por eles”, declarou o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.

A venezuelana Zaida Martins participou do projeto do ACNUR em parceria com a ONG Compassiva para a revalidação de diplomas como importante mecanismo de integração local. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Primeiro diploma revalidado para refugiada venezuelana é entregue no AM

Zaida Maria Fermin, de 49 anos, chegou ao Brasil em setembro de 2018 com poucos pertences, mas muito conhecimento. Bióloga de formação e doutora em Ciências da Educação, Zaida tornou-se a primeira refugiada venezuelana a ter o seu diploma revalidado no Brasil.

“Agora vou poder retribuir tudo o que o Brasil fez por mim, ensinando tudo o que aprendi”, disse. A revalidação aconteceu por meio de parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com a Associação Compassiva, implementada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Na Somália, plantações e gado morreram em áreas onde não há água corrente há três anos por conta de falta de chuva. Foto: PNUD/Said Isse

ACNUR elogia decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU sobre mudança climática

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) elogiou nesta sexta-feira (24) decisão tomada nesta semana pelo Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, segundo a qual as pessoas que fogem dos efeitos das mudanças climáticas não devem ser devolvidas ao seu país de origem caso, ao retornarem, seus direitos humanos básicos estiverem em risco.

“Esta é uma decisão histórica, com implicações potencialmente abrangentes para a proteção internacional das pessoas deslocadas no contexto de mudanças climáticas e desastres naturais”, afirmou a agência. Leia o comunicado completo.

A cantora síria Souzda ensaia no estúdio em Beirute, Líbano. Foto: Jake Green

Cantora síria dá voz aos sonhos com ajuda de produtor musical norte-americano

Quando Souzda escapou da morte em Afrin, norte da Síria, pensou que estava deixando para trás mais do que sua casa. A jovem de 22 anos estudava música e tinha esperanças de um dia se tornar cantora, mas as bombas que a obrigaram a partir também ameaçaram destruir seus sonhos.

Chegando à capital do Líbano, Beirute, Souzda não apenas encontrou segurança, mas também a chance de reavivar suas ambições musicais. Desde o início deste ano, ela escreve, compõe e grava músicas com o produtor e cantor norte-americano Jay Denton. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Indígenas da etnia warao que vieram da Venezuela estão em situação de vulnerabilidade social nas ruas e praças públicas de Belém. Foto: Flickr/Amazônia Real/Catarina Barbosa (CC)

UNICEF e parceiros discutem melhorias na resposta humanitária a venezuelanos no Pará

Santarém (PA) recebe nesta quinta-feira (23) a visita da consultora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para a resposta humanitária venezuelana Kassya Fernandes, que se reunirá com o prefeito da cidade, Nélio Aguiar, e as gestoras de assistência e saúde.

A visita ao município do oeste paraense é mais uma etapa de encontros que vêm sendo realizados entre UNICEF, governo do estado e prefeituras de Belém e Santarém para avançar na resposta humanitária a pessoas venezuelanas no Pará.

Estádio Urbano Caldeira - Vila Belmiro. Foto Wikimedia Commons/Nelson R. de Lima Filho (CC)

ACNUR e Santos FC firmam parceria para inclusão de pessoas refugiadas no esporte

Como pontapé inicial da parceira, 11 crianças refugiadas de diferentes nacionalidades entrarão em campo com os jogadores do Santos na partida contra o Red Bull Bragantino, quinta-feira (23), às 19h15, na Vila Belmiro, em Santos (SP), no primeiro jogo da equipe pelo Campeonato Paulista de Futebol 2020.

Após a entrada em campo, as crianças acompanharão os jogos das arquibancadas com seus pais, proposta que será mantida ao longo do ano. A partir de fevereiro, as crianças refugiadas já poderão ser inscritas nas 60 escolas de futebol franquiadas, em 13 unidades da federação.

Canarinhos na Praça da Antena de TV, em Brasília (DF). Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Coral de crianças Canarinhos da Amazônia apresenta-se no Palácio do Planalto

O coral infantil Canarinhos da Amazônia, que reúne crianças brasileiras e venezuelanas e conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), foi convidado pelo governo federal para se apresentar no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), ao lado do mais alto escalão do Executivo brasileiro.

O evento marcou a troca de comando da Operação Acolhida, a resposta humanitária do governo brasileiro ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos.

Refugiada somali Asha Abdikadir Ahmed, 42, cozinha usando briquetes energeticamente eficientes em seu restaurante em Bur Amino, Etiópia. Foto: ACNUR/Eduardo Soteras Jalil

Ervas daninhas viram fonte de energia na Etiópia

Quando a somali Asha Abdikadir Ahmed cozinhava com lenha, seu restaurante ficava cheio de nuvens de fumaça. Mas agora, quando ela coloca um briquete no fogo, além de não produzir fumaça, o fogo dura toda a manhã.

“O briquete é melhor do que a lenha que eu estava usando antes. É mais barato e mais eficiente”, diz Asha, de 42 anos, que dirige seu próprio restaurante no campo Bur Amino para refugiados somalis. O local fica no sul da Etiópia e Asha está lá desde que foi inaugurado, em 2011. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiado sírio cultiva flores e constrói vida nova no Líbano

Várias vezes por semana, quando as rosas estão em plena floração, o refugiado sírio Salem al-Azouq e sua família se levantam ao amanhecer para a colheita manual no Vale do Bekaa, no Líbano. As vívidas flores cor de rosa ficam mais perfumadas no ar fresco da manhã.

Além de garantir o sustento da família, as flores mantêm viva a conexão com sua terra natal. Durante a maior parte de sua vida, Salem trabalhou com o pai em sua fazenda em Damasco. Eles cultivavam as famosas “rosas de damasco”, que levam o nome da capital da Síria. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A Comunidade Batista de Pacaraima, com o apoio do ACNUR, da União Europeia e da Operação Acolhida, oferece três refeições diárias para as mais de 116 pessoas acolhidas pelo projeto. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Projeto em Pacaraima (RR) acolhe refugiados e migrantes em situação de rua

O casal de brasileiros Gideão Ferreira de Vasconcelos e Sandra Santos de Vasconcelos abriram as portas da Comunidade Batista de Pacaraima (RR) para acolher famílias venezuelanas.

“Já oferecíamos alimentação para algumas famílias que viviam nas ruas, mas, após alguns conflitos entre a população local e a comunidade venezuelana, decidimos abrir as portas da igreja e abrigar o máximo de pessoas possível”, diz Sandra ao contar sobre como o projeto começou, ainda em 2018. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Omar faz o acompanhamento de pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade, como é o caso da jovem Johanny Castillos*, grávida de 8 meses. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Promotores comunitários fortalecem rede de proteção a refugiados e migrantes em Manaus

Aos 70 anos, o venezuelano Omar percorre as ruas de Manaus (AM) há mais de dois prestando assistência a refugiados e migrantes que chegam à cidade. Seja no acompanhamento de pessoas para emissão de documentos ou indicando acesso a serviços públicos, ele está sempre a postos para ajudar seus conterrâneos.

Ele é um dos dez promotores comunitários que fazem parte do projeto Outreach Volunteers em Manaus, uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com a Cáritas Manaus, que promove oficinas de capacitação para que mais líderes comunitários possam levar adiante informações sobre direitos e auxiliar pessoas em situação de deslocamento forçado.

Mustafa e seu filho do lado de fora de sua mercearia improvisada no campo de refugiados de Bardarash, no Iraque. Foto: ACNUR/Firas Al-Khateeb

Refugiado sírio é forçado a deixar tudo para trás pela quinta vez

A vida de refugiado não é novidade para o sírio Mustafa, de 36 anos. Ele nasceu em Ras al Ain, região próxima da fronteira norte da Síria com a Turquia. Desde o começo do conflito, em 2011, já somam cinco as vezes que ele e sua família foram obrigados a deixar o país rumo ao Iraque. Após o mais recente episódio de violência, ele diz não ter certeza se retornará.

“Nas vezes anteriores, eu sabia que voltaríamos em breve. Ficaríamos no Iraque por três ou quatro meses até que a situação melhorasse”, explicou. “Mas desta vez não acho que será tão fácil. Perdemos nossa casa, nossos móveis, nossas mercadorias, nossa terra, nosso carro. É uma situação muito difícil”, contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO). Foto: MONUSCO

ONU: violência na República Democrática do Congo pode representar crimes contra humanidade

Uma investigação conduzida pelo Escritório Conjunto de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNJHRO) na República Democrática do Congo descobriu que pelo menos 701 pessoas foram mortas e 168 ficaram feridas após ataques envolvendo as comunidades Hema e Lendu, na província de Ituri, no nordeste do país.

Os ataques foram realizados entre dezembro de 2017 e setembro de 2019. Os números também apontam que pelo menos 142 pessoas foram vítimas de violência sexual, a maioria mulheres e crianças da comunidade Hema.

O presidente do COI, Thomas Bach, concede a Taça Olímpica ao Alto Comissário do ACNUR, Filippo Grandi. Foto: COI/ Christophe Moratal

ACNUR é homenageado com a Taça Olímpica por contribuição ao esporte

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) recebeu, na última sexta-feira (10), a Taça Olímpica do Comitê Olímpico Internacional (COI) por seu trabalho de apoio a refugiados e comunidades de acolhida por meio do esporte e pela promoção dos valores olímpicos em todo o mundo.

O esporte é um pilar crucial da missão do ACNUR de proteger e capacitar crianças e jovens deslocados, além de promover a inclusão social e as boas relações com as comunidades de acolhida.

Voluntários Karmele Villarroel Labanda (ajoelhada) e Begoña Herrero entretêm a família em um passeio de um dia ao Museu Guggenheim em Bilbao. Foto: ACNUR/Markel Redondo

Comunidades na Espanha abrem suas portas para famílias de refugiados sírios

“As pessoas me perguntam: ‘o que você está fazendo consigo mesma ao ajudar essas pessoas?’ E eu digo: ‘o correto seria: o que elas estão fazendo por mim?’ Elas mudam você e te ajudam a pensar de uma maneira diferente”, disse a voluntária basca Begoña Herrero, que apoia famílias sírias.

Um programa-piloto de patrocínio comunitário visa prestar assistência a cinco famílias de refugiados instaladas no País Basco, uma comunidade autônoma no norte da Espanha. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A artesã Doreles Maria, que espera ter nos produtos alternativa de geração de renda. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Venezuelanos produzem artesanato com materiais recicláveis em Manaus (AM)

Em novembro, uma oficina do projeto Reciclo apresentou para 15 pessoas venezuelanas que moram em Manaus (AM) métodos inovadores e de baixo custo para produção de artigos como cadernetas, caixas recicladas e até luminárias.

Fruto de uma parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com a ONG Hermanitos e a Fundação Pedro Jorge, a ação busca facilitar a integração local e estimular a geração de renda sustentável para a comunidade venezuelana na cidade, incluindo mulheres e pessoas LGBTI em situação de vulnerabilidade.

Vumuli, de 35 anos, do lado de fora de uma igreja usada como abrigo temporário para pessoas deslocadas internamente em Drodro, província de Ituri, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/John Wessels

Milhares fogem de conflitos no leste da República Democrática do Congo

Há mais de seis meses, grupos armados tem sido os responsáveis por assassinatos, estupros e sequestros que já forçaram mais de 300 mil pessoas a abandonar seus lares na República Democrática do Congo.

As comunidades locais são acolhedoras, mas seus hospitais e escolas estão sobrecarregados. Cerca de 16 mil pessoas deslocadas internamente, principalmente mulheres e crianças, chegaram à cidade de Drodro nos últimos meses. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados assistem à aula de português. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

UniSantos abre processo seletivo para bolsas de estudos destinadas a refugiados

A Universidade Católica de Santos (UniSantos) recebe até 22 de janeiro inscrições para o concurso de bolsas de estudos para refugiados e solicitantes de refúgio.

Desde 2003, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) implementa a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) em cooperação com centros universitários nacionais e com o CONARE. A UniSantos é uma das 19 universidades brasileiras conveniadas que compõem o quadro da CSVM.

Gabriela Peña encontrou estabilidade e segurança em São Paulo, onde trabalha no departamento de recursos humanos de um laboratório. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Interiorização traz novas perspectivas aos venezuelanos no Brasil

A venezuelana Gabriela Peña fugiu da fome, da escassez generalizada e da repressão política em sua terra natal. Buscou segurança no Brasil, no estado de Roraima. Mesmo depois de finalmente ter acesso a alimentos e medicamentos, não conseguia encontrar o trabalho de que precisava para se sustentar.

Ela participou então do processo de interiorização promovido pelo governo federal com apoio de agências das Nações Unidas. Hoje, trabalha no departamento de Recursos Humanos de um laboratório de diagnósticos. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Centro inaugurado em Manaus oferece apoio para refugiados e migrantes na cidade. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Posto em Manaus (AM) atende mais de 5 mil refugiados e migrantes em dois meses

Com cerca de 224 mil venezuelanos no país, a coleta dos dados facilita a resposta local, apoia a adequação de serviços básicos como saúde, educação e abrigamento, e auxilia o mapeamento de fluxos de mobilidade internamente.

Para facilitar esses serviços em Manaus (AM), um novo Posto de Interiorização e Triagem foi inaugurado há dois meses para atender a comunidade refugiada e migrante, com serviços de documentação, registro, vacinação e encaminhamento para a estratégia de interiorização.

Os visitantes da exposição puderam conversar diretamente com as artesãs para compreender melhor o processo de produção das peças. Foto: A CASA/Rodrigo João

Palha do buriti ganha vida na mão de artesãs indígenas venezuelanas em Roraima

As venezuelanas indígenas warao Marcelina e Hermínia tiveram em novembro uma semana repleta de novidades. Abrigadas em Roraima, elas fizeram sua primeira viagem de avião e chegaram a São Paulo, onde expuseram o artesanato que produzem a partir da palha do buriti.

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONG Fraternidade — Federação Humanitária Internacional (FFHI) e da União Europeia, o artesanato com palha de buriti tem se tornado uma fonte de renda para essa população.

Refugiados de Somália, Síria e Eritreia, libertados de centros de detenção na Líbia, passam pelo procedimento de evacuação com funcionários do Centro de Acolhimento e Partida do ACNUR em Trípoli, Líbia. Foto: ACNUR/Mohamed Alalem

Líbia: ACNUR manifesta preocupação com bombardeios perto de suas instalações

Os bombardeios perto de uma grande instalação administrada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Trípoli, capital da Líbia, na quinta-feira (2), provocaram profunda preocupação pela segurança dos refugiados e requerentes de refúgio no país.

Após notícias de que três morteiros caíram perto do seu Centro de Acolhimento e Partidas (GDF), Jean-Paul Cavalieri, chefe de missão do ACNUR para a Líbia, emitiu um comunicado pedindo que todos os lados do conflito no país protejam civis e a infraestrutura civil.

Saleema trata mães e bebês no Holy Family Hospital, Paquistão. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Refugiada afegã quebra barreiras para realizar sonho de ser médica

O monitor cardíaco produz uma batida lenta e constante, enquanto um grupo de médicos se reúne em torno de uma mesa de operação. A luz ilumina o estômago de uma mulher.
Com um aceno de cabeça, a Dra. Saleema Rehman sinaliza que está pronta.

Refugiada afegã no Paquistão, a jovem de 28 anos enfrentou uma vida inteira de barreiras em sua busca por educação. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Centro vocacional apoiado pela OIT na Zâmbia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Ação conjunta de ONU e parceiros visa apoiar refugiados e comunidades anfitriãs

Os Países Baixos, o Grupo Banco Mundial – incluindo o Banco Mundial e a Corporação Financeira Internacional (IFC) – o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançaram em dezembro a Parceria PROSPECTS, um programa internacional que visa melhorar o acolhimento e a proteção de refugiados e comunidades anfitriãs.

A parceria visa mudar o paradigma de uma abordagem humanitária para uma abordagem de desenvolvimento, em resposta a crises de deslocamento forçado. A iniciativa está fundamentada no consenso do Pacto Global sobre Refugiados de que ajudar os refugiados e as refugiadas e suas comunidades anfitriãs a prosperar, e não apenas sobreviver, reduzirá o risco de estadias prolongadas e diminuirá a dependência dos refugiados em ajuda humanitária.