Treinamento da ONU aborda o combate e a prevenção ao abuso e exploração sexuais de venezuelanos. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em Roraima, agências da ONU treinam militares brasileiros para combater violência sexual

Em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês um treinamento com militares brasileiros sobre como combater o abuso e a exploração sexuais em contextos de emergência. Os oficiais fazem parte do novo contingente que vai integrar a Operação Acolhida — a resposta do governo federal à chegada de venezuelanos ao Brasil.

A capacitação foi realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Brasil recebeu mais de 61 mil pedidos de refúgio de venezuelanos em 2018

Em 2018, o Brasil recebeu 80.057 solicitações de refúgio de estrangeiros. Desse número, 61.681 foram feitas por venezuelanos. Os dados são de balanço divulgado neste mês pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A pesquisa mostra ainda que o Brasil acumula mais de 160 mil pedidos de refúgio em análise, feitos em 2018 e em anos anteriores. Desses requerimentos, 52% são de venezuelanos; 10%, de haitianos; 5%, de senegaleses; e 4%, de cubanos.

Adriana Duarte e Alejandro Pueyo são dois dos 64 alunos formados da última turma do curso de português e educação digital promovida pela UFRR com apoio da Ericsson, COOPCESP, ACNUR e União Europeia. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Com o domínio do português, venezuelanos encontram mais oportunidades em Boa Vista

Sair de seu país e deixar tudo para trás em busca de proteção é uma decisão difícil de tomar. E para as pessoas refugiadas, o processo de integração em um novo país é ainda mais desafiador quando refugiados e migrantes precisam vencer a barreira do idioma local.

Foi a partir dessa compreensão que professores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) desenvolveram o projeto “Português para Acolhimento”, que oferece aulas do idioma utilizando ferramentas digitais e promovendo a educação ao integrar idioma e tecnologia. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Na segunda fase do processo de interiorização, 233 venezuelanos vivendo em Boa Vista foram levados a São Paulo e Manaus. Foto: ACNUR

ACNUR e Pacto Global promovem fórum sobre integração laboral de refugiados em Manaus

Com o objetivo de alinhar desenvolvimento econômico sustentável ao crescimento da população venezuelana que vive na capital amazonense, aconteceu o primeiro Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes de Manaus na manhã da última sexta-feira (26). De acordo com dados da Polícia Federal, Manaus é a terceira cidade do país que mais recebe pessoas venezuelanos no Brasil.

O fórum, que teve sua primeira edição em Curitiba (PR), é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Rede Brasil do Pacto Global que chegou em Manaus para esclarecer dúvidas sobre contratação de refugiados, bem como estabelecer novas metas e fluxos de trabalho no contexto da emergência incorporando cada vez mais o setor privado como um aliado na integração local.

Venezuelanos cruzam o rio Táchira em busca de alimentos e outras formas de assistência na Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

ACNUR elogia Brasil por reconhecer venezuelanos refugiados com base na Declaração de Cartagena

O Brasil aplicou pela primeira vez a definição ampliada de refugiado estabelecida pela Declaração de Cartagena para analisar solicitações de reconhecimento da condição de refugiado de cidadãos venezuelanos e reconheceu, na última quarta-feira (24), 174 casos com base neste critério. Para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), tal decisão representa um grande avanço para a proteção de venezuelanas e venezuelanos que têm sido forçados a deixar seu país.

A decisão possibilita, a partir de agora, a adoção de procedimento simplificado no processo de determinação da condição de refugiado para nacionais venezuelanos, e permitirá agilizar a análise dos pedidos. Atualmente, há cerca de 100 mil pedidos ativos feitos por venezuelanos e aguardando uma decisão do CONARE, o maior número de solicitações por nacionalidade no Brasil.

Barco que transportava refugiados e migrantes à deriva no mar Mediterrâneo pouco antes de ser resgatada pela Marinha italiana em 2014. Foto: Marinha italiana

ONU: cerca de 100 refugiados e migrantes estão desaparecidos após naufrágio no Mediterrâneo

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou nesta quinta-feira (25) que em torno de cem refugiados e migrantes estão desaparecidos, após um naufrágio no Mediterrâneo.

A embarcação que levava cerca de 250 passageiros deixou a Líbia, mas apresentou uma falha nos motores e virou perto da costa da cidade de Khums. Segundo a OIM, 145 pessoas conseguiram se salvar e retornar ao litoral líbio.

Gestantes deixam Venezuela para buscar atendimento de saúde na Colômbia

Roxibel Pulido, de 29 anos, é uma das gestantes que deixaram a Venezuela. Ela estava no terceiro mês de gravidez quando soube que o hospital mais próximo de seu bairro, na cidade de Maracaibo, havia sido fechado.

Juntamente a seus dois outros filhos, ela chegou a Maicao, uma cidade colombiana perto da fronteira. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Colômbia é o país que hospeda o maior número de refugiados e migrantes venezuelanos, com mais de 1,3 milhão.

O registro nacional da Colômbia estima que cerca de 23 mil crianças nascidas de pais venezuelanos estejam esperando para receber a nacionalidade colombiana. O governo trabalha com parceiros para resolver a situação e prevenir futuros casos de crianças em risco de se tornarem apátridas.

O judoca congolês Popole Misenga, da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, levantou a torcida da Arena Carioca ao vencer sua primeira luta. Ele acabou sendo desclassificado pelo atual campeão mundial de judô. Foto: ACNUR / Benjamin Loyseau

Refugiados vivendo no Brasil treinam para participar de equipe olímpica em Tóquio 2020

A um ano das Olimpíadas de Tóquio 2020, a capital do Japão se prepara para receber atletas de todo o mundo, incluindo refugiados que vão competir sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional.

O organismo está financiando a preparação de 37 competidores, que vão tentar uma vaga na Equipe Olímpica de Refugiados. Entre os atletas, estão os judocas congoleses Popole Misenga e Yolande Mabika, que residem no Rio de Janeiro (RJ).

UNFPA participou de capacitação de servidores públicos com discussões sobre os grupos mais vulneráveis em contextos migratórios, como as mulheres, as crianças, os idosos e a população LGBTI. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Agências da ONU discutem direitos humanos com servidores públicos de Pacaraima

Servidores públicos da Prefeitura de Pacaraima (RR) e conselheiros tutelares participaram na semana passada de uma capacitação sobre direitos humanos, migração e refúgio.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou da iniciativa com discussões sobre leis específicas para grupos vulneráveis em contextos migratórios — como as crianças e adolescentes, as mulheres, os indígenas, os idosos, pessoas com deficiência e indivíduos LGBTI.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

ACNUR participa de lançamento de relatório sobre solicitações de refúgio no Brasil

A secretária Nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj Pinto, concede entrevista coletiva na quinta-feira (25) no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília (DF), às 10h30, para divulgar a 4ª edição da publicação “Refúgio em Números”, que traz os dados atualizados sobre solicitações de refúgio e reconhecimento da condição de refugiado no país.

Participam também o coordenador-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), Bernardo Laferté, e o representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Jose Egas.

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em parceria com UNFPA, Exército da Salvação cria espaço para refugiados em Boa Vista

“Cada Vida Uma História” é o nome dado ao primeiro espaço de encontro que permitirá às pessoas que transitam pela Rodoviária Internacional de Boa Vista ter um momento para compartilhar suas experiências nos processos migratórios, por meio da escrita e da conversa. A atividade acontece dentro do espaço seguro que o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) abriu em junho, em parceria com as Forças Armadas, no âmbito da Operação Acolhida.

Atualmente, as áreas de apoio da Rodoviária Internacional de Boa Vista contam com uma estrutura que permite aos migrantes que chegam à cidade em condições de vulnerabilidade ter acesso a diferentes serviços oferecidos por agências da ONU — UNFPA, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) — e pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, entre outros.

Migrantes e refugiados desembarcam de navio no porto de Benghazi, na Líbia. Foto: OIM/Nicole Tung

ONU elogia compromisso de países da UE com reassentamento de refugiados

Os chefes das duas agências das Nações Unidas para refugiados e migrantes pediram o fim de “detenções arbitrárias” na Líbia, após um acordo nesta terça-feira (23) entre países da União Europeia. O acordo tem o objetivo de fornecer um porto seguro aos refugiados e migrantes que viajam pelo Mediterrâneo, através de um novo mecanismo de reassentamento.

“A violência em Trípoli nas últimas semanas tornou a situação mais desesperadora do que nunca, e há necessidade de ações críticas”, destacaram António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), e Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Embora detalhes específicos não tenham sido divulgados, agências de notícias relataram que 14 países da UE chegaram a um acordo provisório para alocar refugiados e migrantes de forma mais igualitária dentro do bloco.

Agências da ONU apoiam centros de saúde no maior campo de refugiados do mundo

Em um barraco com telhado de plástico no maior assentamento de refugiados do mundo, em Bangladesh, a rohingya Rajuma entrou em trabalho de parto. Por volta das 23 horas, sua dor se tornou intensa demais para suportar. Mas, felizmente, a ajuda estava próxima.

Seu marido Mohammed Aiiyub correu pelo labirinto de becos e a levou a um centro de atenção básica perto de Kutupalong, no sudeste do país, onde médicos e enfermeiros forneceram o cuidado e a confiança necessários para lidar com um parto complicado.

A unidade de saúde que atendeu Rajuma é apoiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Menina síria refugiada é atendida em centro de saúde para refugiados apoiado pelo ACNUR no Egito. Foto: ACNUR/Scott Nelson

ONU e parceiros financiam atendimento médico para mais de 10 milhões de refugiados

Em meio aos níveis recordes de deslocamento forçado no mundo, cerca de 10,5 milhões de refugiados receberam tratamento médico em programas de saúde pública financiados pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros no ano passado, de acordo com dados do Relatório Anual de Saúde Pública Global do ACNUR, publicado na semana passada (18).

“Com a maioria dos refugiados (84%) abrigada em regiões em desenvolvimento, onde serviços básicos estão sobrecarregados, sistemas nacionais de saúde precisam de maior apoio para garantir que refugiados e comunidades anfitriãs possam ter acesso a atendimentos de saúde essenciais que salvam vidas”, disse o alto-comissário assistente de operações do ACNUR, George Okoth-Obbo.

Euligio Baez, um líder Warao da Venezuela, com sua família em Boa Vista, no Brasil. Foto: ACNUR

Pesquisa aponta riscos enfrentados por venezuelanos em deslocamento

Uma pesquisa sobre venezuelanos que deixaram seu país revelou que metade (50,2%) das famílias entrevistadas enfrentaram ou continuam enfrentando riscos específicos durante suas jornadas por conta de fatores como idade, gênero, saúde e outras necessidades. Há também aqueles que precisaram tomar drásticas decisões para sobreviver, incluindo mendicância, trabalho infantil ou prostituição.

Estes fatores estão entre as descobertas da pesquisa publicada nesta sexta-feira (19) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os resultados estão baseados em 7.846 entrevistas conduzidas em diversos países da América Latina e Caribe de janeiro a junho de 2019, nas quais pessoas eram perguntadas sobre suas experiências.

Famílias venezuelanas participam de mais uma etapa de interiorização em Manaus. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Em Manaus, ONU promove fórum sobre inserção de refugiados e migrantes no mercado de trabalho

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Rede Brasil do Pacto Global promovem em Manaus (AM), no próximo 26 de julho, o Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes. Evento vai esclarecer dúvidas sobre a contratação de estrangeiros no Brasil. Objetivo é mobilizar o setor privado para apoiar a resposta humanitária do país à chegada de venezuelanos.

O cortejo da leitura do livro “Amal e a viagem mais importante da sua vida”, da Editora Caixote, aconteceu durante a Flip, pelas ruas históricas de Paraty (RJ). Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Refugiados participam da Festa Literária Internacional de Paraty

O tema do refúgio esteve presente na programação da 17ª edição da Feira Literária Internacional de Paraty, a Flip, que aconteceu entre 10 e 14 de julho. Como um dos destaques da programação educativa, um barco navegou pelas águas do oceano Atlântico para contar a história de uma criança refugiada síria que atravessou as águas do Mediterrâneo em busca de proteção. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Uma criança da Costa do Marfim posa para foto enquanto seus pais recebem informações no Centro de Trânsito de Repatriação Voluntária do ACNUR na Costa do Marfim. Foto: ACNUR/David Azia

Agência da ONU detalha seis dados sobre refúgio no mundo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) monitora dados sobre o refúgio no mundo para que organizações e governos possam agir em suas respostas de emergência.

“O que estamos vendo nesses números é mais uma confirmação de uma tendência crescente de longo prazo no número de pessoas que precisam de segurança contra a guerra, o conflito e a perseguição”, disse o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi.

Quase 70,8 milhões de indivíduos foram deslocados à força em todo o mundo como resultado de perseguição, conflito, violência ou violações de direitos humanos em 2018. Leia outras informações relevantes sobre essa população.

Em Moçambique, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ouve relatos de famílias no campo de Mandruzi, a 40 km de Beira, um reassentamento que abriga 375 pessoas. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Moçambique: Guterres promete apoio contínuo da ONU em visita a áreas atingidas por ciclones

Crianças aprendendo em salas de aula sem teto; mulheres cultivando a terra sem ferramentas — esses são alguns exemplos dos desafios enfrentados por moçambicanos que sobreviveram aos ciclones que destruíram seus meios de subsistência. Em seu último dia de visita, na sexta-feira (12), o chefe da ONU, António Guterres, testemunhou em primeira mão a força interior e a resiliência da população vivendo em um país devastado.

Guterres esteve em Moçambique para fazer um balanço dos esforços de recuperação em áreas afetadas pelos devastadores ciclones Idai e Kenneth, ocorridos em março e abril deste ano.

Pablo Mattos, representante do ACNUR, durante sua fala no Senado. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Situação dos refugiados no Brasil entra em pauta no Senado Federal

O Brasil tem se tornado uma referência internacional em resposta humanitária desde o início da Operação Acolhida. Com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), conciliando esforços com outras agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil, a força-tarefa do Governo Federal foi criada para lidar com o crescente fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, reforçando o histórico do país como uma nação que acolhe pessoas vítimas de deslocamento forçado.

Mesmo com resultados expressivos até o momento, há muitos desafios diante da entrada diária de 500 venezuelanos, em média, por Roraima. A questão foi tema de debate das Comissões de Relações Exteriores e de Direitos Humanos do Senado em audiência pública realizada na quarta-feira (10), em Brasília (DF).

Flávia Muniz, da ONU Mulheres Brasil, no I Seminário Estadual de Políticas Públicas, organizado pela Universidade Federal de Roraima. Foto: ONU Mulheres/Tamara Jurberg

Em Roraima, ONU Mulheres apoia Seminário Estadual de Políticas Públicas

Situação das mulheres, demandas sociais e capacidade de resposta das políticas públicas à igualdade de gênero estiveram em destaque em encontro acadêmico organizado pela Universidade Federal de Roraima, nos dias 27 e 28 de junho, em Boa Vista (RR).

O I Seminário de Políticas Públicas para Mulheres da Cidade, do Campo, das Florestas e das Águas de Roraima reuniu cerca de 250 pessoas. Foi organizado pela Coordenação de Políticas para Mulheres do Estado de Roraima e teve o apoio da ONU Mulheres Brasil e de outras instituições.

O aumento do fluxo de cidadãos e cidadãs da Venezuela para o Brasil desencadeou novas demandas de atuação para a ONU Mulheres no Brasil. Pela primeira vez, a entidade participa de uma ação humanitária no país para apoiar as mulheres na sua retomada de vida por meio do empoderamento e da igualdade de gênero.

Um barco superlotado com refugiados e migrantes que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo. Imagem de 2014, feita por um fotógrafo a bordo do San Giorgio, um navio da Guarda Costeira Italiana. Foto: ACNUR/Alfredo D’Amato

ONU critica punição de ONGs que resgatam migrantes no Mediterrâneo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram nesta quinta-feira (11) que ONGs não sejam penalizadas por resgates no Mediterrâneo. As entidades defenderam ainda que países da Europa retomem as operações de salvamento de refugiados e migrantes no oceano que separa o continente do norte da África.

“Todos os esforços devem ser feitos para prevenir que pessoas resgatadas no Mediterrâneo sejam desembarcadas na Líbia, que não pode ser considerada um porto seguro”, ressalta o pronunciamento das instituições, que lembraram o ataque aéreo recente a um centro de detenção para estrangeiros em Trípoli.

Construído em torno das terras agrícolas, o campo de refugiados de Mantapala, perto de Nchelenge, no norte da Zâmbia, foi construído em 2018 para até 20 mil pessoas. Foto: ONU Meio Ambiente

Dados e tecnologias ambientais ajudam a melhorar o planejamento em crises humanitárias

Atualmente, todos aqueles que trabalham na área ambiental têm na ponta dos dedos uma combinação de dados e tecnologias ambientais globais e técnicas de ciência de dados. Estas ferramentas têm o potencial de criar insights que podem apoiar um futuro sustentável e transformar profundamente nosso relacionamento com o planeta.

Durante décadas, a ONU Meio Ambiente tem trabalhado com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e parceiros como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para dar sentido aos dados ambientais com o objetivo de melhorar o planejamento humanitário.

Bigoa Choul fugiu do Sudão do Sul quando era criança e foi reassentada pelo ACNUR na Austrália com 11 anos. A poesia a ajuda a dar sentido à sua vida. Foto: ACNUR/Heidi Woodman

Poeta sul-sudanesa reflete sobre décadas de exílio e fuga da violência

A sul-sudanesa Bigoa Chuol, de 28 anos, não sabe detalhes sobre como sua família foi forçada a sair de casa, mas ouviu histórias sobre como foi colocada em um balde e carregada na cabeça de parentes mais velhos enquanto se afastavam dos tiros.

A poeta nasceu em 1991, durante uma difícil jornada que levou sua família de uma guerra brutal no sul do que então era o Sudão para a segurança na Etiópia e, posteriormente, para o Quênia e o reassentamento na Austrália. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Campo de refugiados em Cox's Bazar transformou-se em mar de lama após chuvas, com algumas áreas completamente inundadas. Foto: PMA/Gemma Snowdon

Abrigos de refugiados rohingya em Bangladesh são destruídos por enchentes

As fortes chuvas de monção em Bangladesh inundaram o assentamento de Cox’s Bazar, lar de mais de 900 mil refugiados rohingya, destruindo cerca de 273 abrigos e ferindo 11 pessoas, informou a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), na sexta-feira (5). O imenso campo de refugiados foi atingido por três dias de chuva sem parar, e aguaceiros mais fortes são esperados para toda a próxima semana, com quatro meses da temporada de monções ainda por vir.

Voluntários treinados por ACNUR e parceiros trabalharam durante toda a noite na quarta-feira (3) sob chuva forte para ajudar famílias em necessidade urgente. Em alguns casos, isso envolveu o resgate de refugiados de abrigos destruídos pelos 26 deslizamentos de terra relatados.

Em Boa Vista, migrantes e refugiados venezuelanos que viviam acampados na praça Simón Bolívar foram transferidos para dois abrigos temporários. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Países latino-americanos adotam plano para integração de refugiados e migrantes venezuelanos

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebraram nesta segunda-feira (8) a adoção de um plano para facilitar a integração de refugiados e migrantes venezuelanos na região.

O plano foi adotado durante a 4ª Reunião Técnica Internacional do Processo de Quito, realizada em 4 e 5 de julho em Buenos Aires, Argentina.

Representantes de 14 governos latino-americanos e caribenhos, assim como de agências das Nações Unidas, organizações de cooperação internacional, organismos regionais, bancos de desenvolvimento e entidades da sociedade civil participaram da reunião, convocada pelo governo argentino.

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, em 5 de julho de 2019. Foto: UN News/Reprodução

Venezuela: única forma de sair da crise é pelo diálogo, diz chefe de direitos humanos da ONU

“A única maneira de sair desta crise é se unir, dialogar”. Esta foi a mensagem entregue por Michelle Bachelet, chefe de direitos humanos da ONU, ao governo da Venezuela nesta sexta-feira (5), durante discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, coincidindo com a publicação de um novo relatório das Nações Unidas sobre o país.

O relatório, publicado pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), foi pedido pelo Conselho de Direitos Humanos, em resposta às preocupações de longa data dos Estados-membros.

Além de detalhar como as instituições do Estado têm sido “progressivamente militarizadas” na última década, o documento afirma que as forças civis e militares venezuelanas teriam sido responsáveis ​​por “detenções arbitrárias, maus-tratos e tortura” de críticos do governo; violência sexual e de gênero nas prisões e “uso excessivo da força durante manifestações”.

Carol Correa, de 17 anos, recebe certificado das mãos da assistente sênior de soluções duradouras do ACNUR, Marília Cintra Correa. Foto: ACNUR/Allana Ferreira.

Cursos capacitam jovens venezuelanos para mercado de trabalho no norte do Brasil

Mesa posta, microfones ligados, pais ansiosos com os celulares nas mãos e prontos para registrarem o momento mais esperado do dia. Após um mês de aulas, seus filhos concluíam cursos profissionalizantes para ingressar no mercado de trabalho brasileiro. Todos os alunos e alunas, assim como seus pais, são oriundos da Venezuela e chegaram ao Brasil em busca de assistência e proteção.

Em uma cerimônia simples, a primeira turma de capacitação para jovens refugiados e migrantes venezuelanos da capital roraimense recebeu seus certificados de conclusão de curso. Ao todo, 20 alunos participaram das atividades em Boa Vista.

As Oficinas de Orientação para o Mundo do Trabalho são uma iniciativa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Serviço Jesuíta a Migrante e Refugiados (SJMR), que identificou e selecionou todos os participantes.

Os sírios deslocados internamente coletam itens de socorro distribuídos pelo ACNUR e por ONGs locais na vila de Babnes, perto de Alepo. Foto: ACNUR/Antwan Chnkdji

ONGs parceiras são mais cruciais do que nunca, diz alto-comissário do ACNUR

O alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, convocou organizações não governamentais de todo o mundo a trabalharem juntas para combater discursos “tóxicos” que representam um perigo não apenas para os refugiados, mas também para “as próprias fundações de nossa sociedade global”.

“Precisamos fornecer uma resposta moral e estratégica a essas tendências”, disse Grandi a 500 representantes de cerca de 300 organizações da sociedade civil que trabalham em mais de 80 países.

Ele discursava na sessão de abertura da Consulta Anual da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com Organizações Não Governamentais, na última quarta-feira (4), uma reunião de três dias em Genebra, na Suíça.

Gonzalez conversa com os atuais moradores do Centro Transitório de Acolhimento (CTA), em São Paulo, onde morava. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Mais de 40% dos refugiados no Brasil dizem ter sofrido discriminação, revela pesquisa

Um levantamento realizado por universidades parceiras da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) mostra que 41% dos refugiados vivendo no Brasil já sofreram algum tipo de discriminação. Das vítimas de preconceito e agressões, 73,5% associaram o episódio ao fato de serem estrangeiros. Questões raciais também apareceram como causa da discriminação — em 52% dos casos relatados.

Os números fazem parte do Perfil Socioeconômico dos Refugiados no Brasil, a primeira pesquisa em escala nacional que retrata as condições de vida de pessoas em situação de refúgio no território brasileiro. Para a elaboração do estudo, foram realizadas 487 entrevistas em oito estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Amazonas — e no Distrito Federal.

Jogadores brasileiros, venezuelanos e haitianos que participaram do Futebol Show posam com profissionais do ACNUR para uma foto após os jogos. Foto: ACNUR/Aline Maccari

Em Boa Vista, torneio de futebol reúne jogadores brasileiros, venezuelanos e haitianos

Oswaldo Dias é venezuelano e apaixonado por esportes. No Brasil, o senhor de 60 anos promove há quase três décadas o Futebol Show, evento que reúne ex-jogadores, amadores e apaixonados pela modalidade. A iniciativa mobiliza pessoas de várias idades e nacionalidades. No último domingo (30), o projeto ganhou reforço — refugiados participaram da edição do encontro realizada em Boa Vista (RR).

Com a ajuda de sua mãe, a pequena Dorca, aluna Warao, prepara-se para ir ao Centro Municipal de Educação Infantil, em Manaus. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

No Amazonas, ONU promove formação em saúde e nutrição com foco em crianças venezuelanas

Agências da ONU, sociedade civil e autoridades estaduais e municipais realizam na manhã desta quinta-feira (4), em Manaus (AM), uma oficina sobre nutrição infantil que vai abordar os desafios vividos por crianças venezuelanas no Amazonas. A capacitação tem como público-alvo profissionais da rede pública de saúde e da assistência social, que atendem aos refugiados e migrantes.

Na próxima segunda-feira (8), instituições promovem seminário na capital amazonense sobre os avanços e desafios na atenção à saúde da população venezuelana, além de discutir o papel do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na ação humanitária.

ONU: ataque contra centro que abrigava refugiados na Líbia pode constituir crime de guerra

Um ataque a míssil contra um centro de detenção em Trípoli, que matou dezenas de refugiados e migrantes, “merece mais do que condenação”, afirmaram agências das Nações Unidas nesta quarta-feira (3). Tanto a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos quanto o chefe da Missão da ONU na Líbia (UNSMIL) insistiram que o ataque pode se constituir um crime de guerra.

De acordo com um relato, uma cela com mais de 120 pessoas foi atingida. No total, mais de 600 homens, mulheres e crianças estavam no centro.

O ataque aconteceu apesar de as coordenadas do local e de a informação de que este abrigava civis terem sido comunicadas às partes do conflito, disse a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, em referência ao governo reconhecido pela comunidade internacional e às forças de oposição leais ao general Khalifa Haftar.