Diariamente, migrantes venezuelanos ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima em busca de uma vida melhor. Foto: EBC

Rio de Janeiro envia donativos para migrantes venezuelanos em Roraima

O governo de Roraima, por meio da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (SETRABES), receberá na sexta-feira (17) donativos vindos do Rio de Janeiro destinados aos migrantes venezuelanos que estão em Roraima. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Os donativos, arrecadados por meio de ação realizada pela Secretaria de Direitos Humanos e Política para Mulheres e Idosos do Rio de Janeiro em parceria com a comunidade venezuelana do estado, chegaram a Roraima em quatro lotes entre os dias 10 e 14 de novembro.

Os moradores da antiga vila de Vunidogoloa foram obrigados a se deslocar devido ao risco de inundações e erosão costeira. Foto: Nansen Initiative, via UNOCHA

ONU alerta para aumento do deslocamento forçado provocado por mudança climática

À medida que o número de pessoas deslocadas em todo o mundo devido a eventos relacionados ao clima continua a crescer, as Nações Unidas e seus parceiros estão focados em abordagens regionais para responder à questão dos “refugiados do clima”.

A média anual de deslocados por mudanças climáticas entre 2008 e 2016 chegou a 25,3 milhões, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Norueguês de Refugiados. Os cinco países que têm a maior proporção de sua população afetada pelos deslocamentos são todos Estados insulares: Cuba, Fiji, Filipinas, Tonga e Sri Lanka.

Abdullah, de 6 anos, no leste Ghouta, perto de Damasco, na Síria; eles fugiram de um bombardeio recentemente. Foto: UNICEF/Almohibany

Síria: ONU pede acesso imediato e irrestrito para salvar vidas em zona rural de Damasco

Situação volta a se complicar após comboio ter alcançado região no final de outubro. Milhares de pessoas continuam vivendo em dez áreas sitiadas na Síria.

Segundo a OMS, há relatos de escassez grave de alimentos e de itens médicos no leste de Ghouta, zona rural da capital Damasco, onde até 400 mil pessoas continuam sitiadas e sem acesso a assistência vital.

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) relata lenta volta à normalidade em Alepo, onde combates chegaram ao fim.

O campo de Zaatari, na Jordânia, fez a mudança para energia limpa no dia 13 de novembro, inaugurando a maior usina de energia solar já construída num campo de refugiados. Foto: ACNUR/Yousef Al Hariri

Campo na Jordânia inaugura maior usina de energia solar construída em assentamento de refugiados

A maior usina de energia solar já construída em um campo de refugiados foi inaugurada no início da semana (13), na Jordânia. Instalado nos arredores do acampamento de Zaatari, o sistema levará mais energia para mais de 80 mil refugiados sírios que vivem no local. A nova fonte de energia também vai permitir à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) economizar cerca de 5,5 milhões de dólares. A verba será reinvestida em outros projetos de assistência humanitária.

Refugiadas sírias participam de feira gastronômica no Rio de Janeiro. Foto: ACNUR/Diogo Felix

Refugiados no Rio celebram formação em empreendedorismo com venda de produtos

Em comemoração à formatura das duas primeiras turmas do projeto Coletivos de Refugiados Empreendedores (CORES), o Programa de Atendimento a Refugiados (PARES) da Cáritas do Rio de Janeiro realiza na sexta-feira (17) um happy hour de apresentação dos negócios criados ou desenvolvidos por seus participantes.

O evento, que ocorrerá no espaço Nex Coworking Rio (Glória), a partir das 16h, será uma oportunidade para que os brasileiros conheçam e apoiem empreendimentos de refugiados residentes na cidade, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, anunciou a parceria com o ACNUR durante sua palestra do evento Inspira BB. Foto: Julio Rua

ONU fecha parceria com banco brasileiro para facilitar integração financeira de refugiados

Três agências do Banco do Brasil localizadas no centro de São Paulo terão funcionários treinados especialmente para atender refugiados e facilitar a concessão de microcrédito para essa população. O anúncio da parceria entre a instituição financeira e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) foi feito no sábado (4) e tem como objetivo facilitar a integração financeira de pessoas refugiadas no país.

Volker Türk, alto-comissário assistente do ACNUR para proteção, visita refugiados no campo de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold.

Mianmar: população rohingya precisa ter garantias de retorno seguro, afirma oficial da ONU

O alto-comissário assistente para proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Volker Türk, concluiu na terça-feira (7) sua visita a Bangladesh com um apelo pela diminuição do impacto de refugiados em comunidades de acolhida, e pelo respeito ao direito dos rohingya de retornarem para casa.

Durante sua visita de cinco dias, Türk reuniu-se com alguns dos cerca de 600 mil refugiados forçados a fugir devido a atos de violência em Rakhine, ao norte de Mianmar, desde meados de agosto. Ele testemunhou em primeira-mão a relação entre deslocamento forçado e apatridia.

O coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, cobrou uma resposta da sociedade e do poder público à dura realidade enfrentada pela juventude afrodescendente. Foto: UNFPA/Agnes Sofia Guimarães

‘O racismo mata e não podemos ser indiferentes’, diz ONU Brasil em lançamento da campanha #VidasNegras

A ONU Brasil lançou na terça-feira (7) a campanha #VidasNegras, iniciativa de conscientização nacional pelo fim da violência contra a juventude afrodescendente. Em cerimônia que reuniu em Brasília cerca de cem autoridades públicas e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, dirigentes das Nações Unidas alertaram que cinco jovens negros morrem a cada duas horas no país. Por ano, o número chega a 23 mil.

O organismo internacional fez um apelo à sociedade brasileira e ao poder público por repostas ao racismo e à discriminação. Um jovem negro é assassinado a cada 23 minutos no Brasil.

Maha Mamo, jovem apátrida e refugiada no Brasil, participou das reuniões. Foto: ACNUR/ Santiago Bernaudo

Países latino-americanos e caribenhos pedem proteção a refugiados e fim da apatridia

Representantes de países latino-americanos e caribenhos reuniram-se no início de novembro (2 e 3) em Buenos Aires, na Argentina, para uma reunião regional com o objetivo de discutir programas de asilo de qualidade às pessoas refugiadas e a erradicação da apatridia — quando um indivíduo não é considerado nacional por nenhum Estado.

O evento foi organizado pelo Ministério das Relações Exteriores da Argentina e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). A reunião faz parte da avaliação trienal do Plano de Ação do Brasil de 2014, uma série de diretrizes para responder aos novos desafios da proteção internacional e da busca de soluções às pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio, deslocadas e apátridas na América Latina e no Caribe nos próximos 10 anos.

A primeira turma do projeto Jovem Aprendiz Refugiado, promovido pelo grupo Mulheres do Brasil, exibe seus diplomas ao lado das professoras que os acompanharam ao longo de dois meses. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Em São Paulo, adolescentes refugiados concluem curso para se tornarem jovens aprendizes

Em São Paulo, 24 adolescentes da Síria, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Congo Brazzaville e Angola concluíram nesta segunda-feira (6) o projeto Jovem Aprendiz Refugiados. Ao longo de dois meses, a turma participou de formações que abordaram habilidades para a entrada no mercado de trabalho. Em cerimônia de entrega dos diplomas, os alunos contaram como a capacitação os permitiu transformar as incertezas do passado em conhecimentos para o futuro. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).