O refugiado hondurenho Armando* conversa com funcionários em um abrigo para deslocados forçados no México. Foto: ACNUR/Yolanda Azucena Mendez Davila

Refugiado hondurenho arrisca sua vida em busca de segurança no México

Armando era motorista de táxi em Honduras e vivia ameaçado por gangues de rua que lhe cobravam um ‘imposto de guerra’ para rodar pela cidade. De 2010 a 2016, 667 motoristas de táxi foram assassinados no país. Depois de fugir para o México, ele foi mais uma vez vítima da violência — num trem, bandidos o atacaram e o jogaram debaixo das rodas do veículo em movimento. Armando sobreviveu, mas teve a perna direita amputada.

Mais de 1 milhão de pessoas fugiram para a Alemanha nos últimos dois anos, vindos de países como a Síria e o Afeganistão. Apesar da perda e do trauma, a maioria está determinada a construir um futuro melhor. Malakeh Jazmati é de Damasco, na Síria, mas foi obrigada a fugir para a Alemanha por causa da guerra. Apesar das dificuldades de adaptação, abriu uma pequena empresa e lançou um livro de culinária síria. Confira nesse vídeo especial.

Nova vida, nova ambição: refugiados e migrantes da Alemanha; vídeo

Mais de 1 milhão de pessoas fugiram para a Alemanha nos últimos dois anos, vindos de países como a Síria e o Afeganistão. Apesar da perda e do trauma, a maioria está determinada a construir um futuro melhor.

Malakeh Jazmati é de Damasco, na Síria, mas foi obrigada a fugir para a Alemanha por causa da guerra. Apesar das dificuldades de adaptação, abriu uma pequena empresa e lançou um livro de culinária síria. Confira nesse vídeo especial.

Jovens refugiados salvadorenhos andam pelas ruas de sua nova cidade, Tapachula, no sudoeste do México, próximo à fronteira com a Guatemala, em setembro de 2016. Foto: ACNUR/Daniele Volpe

ONU manifesta preocupação com aumento do deslocamento forçado no norte da América Central

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem visto um aumento significativo do número de pessoas que são forçadas a fugir da violência e da perseguição no norte da América Central. Com muitos indivíduos em movimento e em grave perigo, a agência das Nações Unidas pede à comunidade internacional que defenda suas necessidades de proteção, ao mesmo tempo em que ajuda os países do norte da América Central a lidar com a raiz do problema.

Elaine, de 18 anos, solicitante de refúgio venezuelana, conversa com sua mãe que está na Venezuela. Foto: ACNUR/Flávia Faria.

ONG francesa facilita acesso de migrantes venezuelanos a serviços de telecom em Roraima

A organização não governamental francesa Télécoms Sans Frontières (TSF) tem escritórios em França, México e Tailândia, e já realizou missões para diversos países em todo o mundo.

Em abril, chegou ao Brasil para oferecer assistência em telecomunicações aos milhares de venezuelanos que foram forçados a deixar seu país.

A central telefônica instalada no Centro de Referência para Refugiados e Migrantes de Roraima foi bem recebida e tem atraído grande público. Lá, a organização atende cerca de 150 pessoas por dia em quatro estações telefônicas. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Feira gastronômica de refugiados e migrantes em Brasília. Foto: Instituto Migrações e Direitos Humanos

Em Brasília, agência da ONU apoia festival de cinema e gastronomia sobre movimentos migratórios

Chega a Brasília neste final de semana (19) o festival Cine MigrArte Mais Cinema Menos Muros, que promoverá exibições de curtas-metragens, debates sobre audiovisual e trocas gastronômicas. Filmes produzidos no Distrito Federal e fora do Brasil serão apresentados em diferentes localidades, em sessões mensais até agosto, sempre aos sábados das 16h às 22h. Evento tem o apoio institucional da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiada LGBTI que foi forçada a fugir da violência e da discriminação em Honduras pinta as unhas de uma amiga em um abrigo em Tenosique, no México. Foto: ACNUR/Markel Redondo

Mulher trans de El Salvador encontra refúgio e uma nova vida na Guatemala

Carolina é uma adolescente transgênero de El Salvador. Na capital do país, San Salvador, onde vivia, a jovem foi abandonada pela família e ameaçada por gangues de rua. Hoje, ela vive como solicitante de refúgio na Guatemala e luta pelos direitos humanos das pessoas LGBTI.

Neste 17 de maio, Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reafirma seu empenho em proteger os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, pessoas trans e intersexo em situação de deslocamento forçado.

Venezuelanos desembarcam em Cuiabá - Foto: Silvia Sander/ACNUR

ONU Brasil apoia nova interiorização de cidadãos venezuelanos para Cuiabá

O governo federal levou mais 29 venezuelanas e venezuelanos de Boa Vista (RR) para Cuiabá (MT). O processo de interiorização de solicitantes de refúgio e migrantes vindos da Venezuela é uma das linhas de ações da Força Tarefa Humanitária em Roraima, apoiada pelo Sistema ONU no Brasil.

Com o voo desta terça-feira (15), já são 527 pessoas que foram levadas para as cidades de São Paulo, Manaus e Cuiabá.

O processo conta com o apoio técnico da Agência da ONU para Refugiados, da Organização Internacional para as Migrações e do Fundo de População das Nações Unidas.

Entissar, refugiada sudanesa, chega a Thal-Marmoutier, vilarejo no leste da França. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

Vilarejo francês abre as portas para refugiados de países da África

Em um dia de inverno no vilarejo de Thal-Marmoutier, leste da França, um grupo de refugiados de países da África caminha pela neve, muitos deles pela primeira vez em suas vidas. Os 56 homens, mulheres e crianças moram num convento de freiras franciscanas e recebem assistência da ONG France Horizon. Na cidade de 800 moradores, a população recém-chegada encontrou amizade, apoio e uma oportunidade de reconstruir suas vidas.

Venezuelanos em atividade de registro administrativo promovido pelo governo da Colômbia e agências da ONU. Foto: ACNUR/Johanna Reina

Parceria entre Colômbia e ONU já incluiu quase 204 mil migrantes venezuelanos em cadastro nacional

Com pouco mais de um mês, programa de cadastramento mapeou tendências entre a população vinda da Venezuela. Dos migrantes já registrados, 23% são crianças e apenas 49% dos meninos e meninas em idade escolar estão estudando. A quase totalidade (98%) dos venezuelanos registrados não é afiliada ao sistema de saúde.

Cerca de nove em cada dez expressaram sua intenção de permanecer na Colômbia. Iniciativa tem apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Fabrício Dom, refugiado congolês que vive no Rio de Janeiro, trabalha no quadro ‘Emigração’, exibido na mostra ‘Arte e Refúgio no Brasil’, de 2011. Foto: ACNUR/L.F.Godinho

Comitê nacional lança concurso de arte para refugiados vivendo no Brasil

Até 15 de junho, o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) recebe inscrições para o concurso “Fazendo Arte no Conare: Mobilidade Humana em Arte”. Iniciativa visa reconhecer e premiar obras artísticas realizadas ou que serão executadas por refugiados no Brasil. Interessados em participar devem ter a situação de refúgio reconhecida pelo governo brasileiro. Inscrições podem ser feitas pela Internet ou por correio.

Grupo de jovens chega à Grécia pouco após o amanhecer. Foto: ACNUR/Mathias Depardon

Jovens refugiados cobram participação em novo pacto sobre migrações forçadas

Para Mohammed Badran, um sírio de 24 anos que encontrou segurança na Holanda, ser um refugiado não é uma identidade, mas uma experiência que pode ser usada para unir comunidades. O jovem participou de um encontro recente na sede da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), em Genebra. O organismo lidera os diálogos e negociações de um novo pacto global para o acolhimento de refugiados.

Esperanza é uma designer de moda da República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Samuel Otieno

Estudo da ONU revela impacto positivo dos negócios de refugiados nas economias locais

Esperanza Tabisha, uma designer de moda refugiada da República Democrática do Congo (RDC), está confeccionando suas últimas criações em sua pequena loja no campo de refugiados de Kakuma, no noroeste do Quênia.

Esperanza faz parte de um estudo inovador da Corporação Financeira Internacional (CFI) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), segundo o qual muitos refugiados não são apenas receptores passivos de ajuda, mas contribuem para as atividades econômicas das comunidades locais.

Equipes do ACNUR identificam pessoas interessadas, enquanto OIM e UNFPA prestam informações prévias ao embarque, garantindo que as pessoas tomem decisões conscientes sobre a mudança para outras partes do país. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Venezuelanos chegam a Manaus e São Paulo com apoio da ONU

Com o apoio do Sistema ONU no Brasil, o governo federal concluiu nesta sexta-feira (4) uma nova etapa da estratégia de interiorização de solicitantes de refúgio e migrantes venezuelanos que estão em Roraima. No início da manhã, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou de Boa Vista levando 233 homens, mulheres e crianças para as cidades de Manaus (AM) e São Paulo (SP).

Ao chegar às novas cidades de residência, todos foram acomodados em abrigos administrados por instituições da sociedade civil e, no caso de São Paulo, também pelo poder público municipal, onde foram registrados e alocados em dormitórios. A estratégia, que tem caráter voluntário, busca criar melhores condições de integração para os venezuelanos que estão vivendo no Brasil.

Aiswarya, refugiada da Costa do Marfim, fornece suas impressões digitais no Registro Civil do Equador para obter uma carteira de identidade. Foto: ACNUR Equador

Refugiados ganham carteiras de identidade e recomeçam a vida no Equador

Lei aprovada recentemente no Equador permite que refugiados e equatorianos tenham a mesma carteira de identidade, facilitando o acesso ao mercado de trabalho, a serviços bancários e a outros benefícios. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O Equador é o país que mais recebe refugiados da América Latina. Até o final de março, 61.114 pessoas foram reconhecidas, quase todas (97%) deslocadas pela violência no país vizinho, Colômbia.

Em abril, venezuelanos desembarcaram em São Paulo no primeiro processo de interiorização apoiado por agências da ONU - Foto: Reynesson Damasceno/ACNUR

Com apoio do Sistema ONU no Brasil, segunda fase de interiorização leva venezuelanos para Manaus e São Paulo

O governo federal, com apoio do Sistema ONU no Brasil, realiza nesta sexta-feira (4) o segundo deslocamento de venezuelanos de Roraima para outros estados. As cidades de destino desta nova fase do processo de interiorização são Manaus (AM) e São Paulo (SP).

A iniciativa busca ajudar venezuelanos a procurar novas oportunidades em outras localidades do Brasil.

O trabalho tem apoio de três agências da ONU: a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Yusra Mardini na sede do ACNUR depois de ser anunciada como embaixadora da Boa Vontade da agência da ONU. Foto: ACNUR/Susan Hopper

Atleta embaixadora da agência da ONU para refugiados lança livro sobre sua trajetória

A nadadora Yusra Mardini, que competiu na primeira Equipe Olímpica de Atletas Refugiados nos Jogos do Rio em 2016, foi forçada a fugir da Síria em 2015 e, na Turquia, embarcou em um pequeno bote cheio de refugiados com destino à Grécia.

Quando o motor do bote falhou e a embarcação começou a afundar, Yusra, então com 17 anos, sua irmã mais velha Sara e outras duas pessoas pularam na água para aliviar a carga e guiaram o barco em segurança até a ilha grega de Lesbos. Eles ficaram no mar por três horas e meia e salvaram a vida das pessoas a bordo.

A notável história de Yusra é contada em um livro intitulado “Butterfly” (Borboleta, em tradução livre), lançado em Berlim na segunda-feira (30). A edição em inglês será lançada em Londres no fim desta semana. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Corinthians fará alerta sobre crise humanitária na Síria em jogo no próximo domingo

Uma criança síria entregará a bola ao árbitro do jogo entre Corinthians e Ceará, na Arena Corinthians, no próximo domingo (6) às 11h, em São Paulo. A ação é organizada por Corinthians, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros e levará a campo 18 crianças sírias e 26 refugiadas de outras nacionalidades vestindo a camisa “Time dos Povos”.

O objetivo é sensibilizar a sociedade sobre a dramática crise humanitária na Síria. O vice-campeão da 18ª edição do programa Big Brother Brasil, o sírio Kaysar, será o intérprete das crianças sírias que não falam português.

Mulheres e crianças aguardam ajuda em Cox's Bazar, Bangladesh, onde vivem 1 milhão de refugiados rohingya. Foto: OIM/Olivia Headon

Relatora da ONU alerta para escalada de violência em Mianmar

Alertando para uma forte escalada das hostilidades na província de Kachin, em Mianmar, uma especialista em direitos humanos da ONU pediu na terça-feira (1) que todas as partes garantam maior proteção aos civis.

Segundo a imprensa internacional, o conflito em Kachin envolve insurgentes que fazem parte da minoria que batiza o estado. Há anos o país enfrenta confrontos entre o governo central, dominado pela maioria budista, e diferentes grupos étnicos e religiosos.

Nesta semana, o Conselho de Segurança da ONU concluiu missão em Bangladesh e Mianmar, verificando de perto o sofrimento de centenas de milhares de refugiados rohingya que atravessaram a fronteira entre os dois países para escapar da violência.

Um jovem sírio carrega seu irmão pela fronteira entre a Grécia e a Macedônia, próxima a Idomeni. Foto: ACNUR / A. Zavallis

Agência da ONU cobra que Grécia melhore recepção de refugiados no nordeste do país

O Centro de Recepção e Identificação da cidade de Fylakio, o único na região de Evros, no nordeste do país europeu, tem capacidade para 240 pessoas e está superlotado. No mês passado, cerca de 2,9 mil famílias sírias e iraquianas chegaram à região. A falta de espaço levou as autoridades a colocar refugiados e migrantes, incluindo crianças, em instituições policiais de detenção. Situação preocupa a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Depois que o barco de um contrabandista virou, sobreviventes resgatados foram atendidos no porto de Áden em março de 2009. Foto: ACNUR/Rocco Nuri

Refugiados recém-chegados enfrentam perigos no Iêmen

Sentindo uma dor intensa em consequência de semanas de espancamentos, sofrendo de gangrena e correndo o risco de ter uma perna amputada, o refugiado etíope Jon, de 30 anos, nunca imaginou que sua busca por segurança no Iêmen resultaria em uma provação tão terrível.

O Iêmen é historicamente um país de migração, refúgio e trânsito para pessoas que fogem do nordeste da África. No entanto, mais de três anos de conflito mergulharam o país na mais profunda crise humanitária do mundo. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Deslocadas de Ghouta Oriental, muitas famílias sírias estão usando lençóis do ACNUR para instalar tendas improvisadas no abrigo do complexo de eletricidade de Adra, na zona rural de Damasco. Foto: ACNUR/Bassam Diab

Doadores prometem US$ 4,4 bilhões para atender necessidades da Síria

Participantes de uma importante conferência de doadores da União Europeia e da ONU prometeram na quarta-feira (25) 4,4 bilhões de dólares em 2018 para atender as necessidades dos sírios que foram forçados a deixar suas casas em mais de sete anos de guerra, bem como dos principais países que acolheram refugiados na região.

As necessidades humanitárias em toda a região são espantosas, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Apesar do apoio generoso dos países anfitriões, cerca de 80% dos refugiados da Síria estão vivendo abaixo da linha da pobreza em alguns países, e 35% das crianças refugiadas estão fora da escola.

Refugiados sírios em assentamento informal no Líbano. Foto: ACNUR/I. Prickett

Falta de financiamento coloca em risco ajuda a refugiados sírios, alerta ONU

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) atualmente oferece assistência em dinheiro às famílias sírias refugiadas mais vulneráveis ​​— principalmente na Jordânia e no Líbano — para ajudá-las a cobrir os custos com moradia, aquecimento, saúde e outros itens essenciais. No entanto, com a previsão do fim do atual financiamento do ACNUR e de outros programas de assistência financeira da ONU a partir de maio, quase 1 milhão de pessoas correm o risco de perder essa assistência vital.

Sufia Khatun, de xale branco, senta-se com sua família Nur Begum, de 20, Mohammad Hossen, o filho de três anos e meio de Nur, Fatema Khatun, de 12, e Omar Faruq, de 8, em seu abrigo em Kutupalong, Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Viúvas refugiadas rohingya lutam para cuidar de suas famílias em Bangladesh

Em uma cabana coberta de plástico perto de um esgoto a céu aberto, a viúva refugiada rohingya Sufia Khatun está fazendo o possível para cuidar da família. Seu marido, Nur Mohammad, foi morto quando, em agosto do ano passado, investigava a origem de uma fumaça ao redor de sua aldeia em Mianmar. Depois de ser forçada a fugir para Bangladesh, ela agora tem que cuidar de cinco filhos e um neto sozinha.

Desde agosto de 2017, mais de 687 mil refugiados chegaram em Bangladesh após serem forçados a fugir de Mianmar. Sufia, de 48 anos, está entre as 31 mil mulheres refugiadas que agora são chefes de família, muitas delas viúvas cujos maridos foram mortos ou estão desaparecidos. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O venezuelano Raul recebe seu certificado do reitor da Universidade Federal de Roraima, Jefferson Fernandes do Nascimento. Foto: ACNUR/Flávia Faria

Em Boa Vista, venezuelanos concluem curso de português em universidade parceira da ONU

Em Boa Vista, 75 venezuelanos concluíram na semana passada um curso de português oferecido pela Universidade Federal de Roraima (UFRR). O projeto Português para Acolhimento formou sua sétima turma e as vagas para a próxima, que começará as aulas ainda este mês, acabaram poucas horas após a abertura das inscrições. Iniciativa da instituição de ensino faz parte de projeto de cooperação com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Campo de refugiados no norte de Camarões abriga nigerianos que fugiram da violência do grupo terrorista Boko Haram. Foto: OCHA/Ivo Brandau

ONU critica deportações forçadas de refugiados nigerianos em Camarões

Refugiados nigerianos e requerentes de asilo que fogem da violência do grupo terrorista Boko Haram continuam a ser deportados de Camarões, informou na sexta-feira (20) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O organismo internacional ressaltou a necessidade de conceder proteção internacional aos necessitados.

“Pedimos mais uma vez que as autoridades de Camarões parem de deportar refugiados e garantam proteção daqueles que fogem de perseguições e da instabilidade na Nigéria, em acordo com as obrigações nacionais e internacionais do país”, disse o ACNUR em comunicado.

Faiza (centro), de 31 anos, da aldeia de Manono na província de Tanganyika, faz parte de um grupo de mulheres congolesas que criou um espaço para deslocados internos na escola primária EP Moni, em Kalemie. Foto: ACNUR/Colin Delfosse

Agências da ONU, Estados-membros e parceiros lançam plano para apoiar deslocados internos

À medida que as crises se multiplicam em todo o mundo e milhões de pessoas são deslocadas dentro das fronteiras de seus países por conflitos armados, violência generalizada ou violações de direitos humanos, um grupo de Estados, agências da ONU e parceiros renovou seu compromisso para trabalhar de forma colaborativa.

Nesse sentido, foi lançado na terça-feira (17) em Genebra, na Suíça, um Plano de Ação para Avanço da Prevenção, Proteção e Soluções para Deslocados Internos (2018-2020). A iniciativa propõe ações concretas para facilitar e fortalecer a participação dos deslocados internos nas decisões que lhes dizem respeito e ampliar as leis e políticas nacionais sobre o tema.

Chile concluiu o processo de adesão à Convenção de 1954 relativa ao Estatuto dos Apátridas e à Convenção de 1961 sobre a Redução da Apatridia. Foto: ACNUR.

Agência da ONU elogia Chile por adesão às convenções internacionais sobre apatridia

O Chile tornou-se o mais novo país a aderir às convenções internacionais sobre a apatridia. Na semana passada, iniciou formalmente, no escritório da ONU em Nova Iorque, sua adesão à Convenção de 1954 relativa ao Estatuto dos Apátridas e à Convenção de 1961 sobre a Redução da Apatridia.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou ter recebido “com alegria” o compromisso do país de proteger e promover o direito fundamental à nacionalidade. De acordo com a agência, sem uma nacionalidade, as pessoas podem ser impedidas de se matricular na escola, acessar serviços médicos, procurar empregos formais ou até mesmo se casar.

Venezuelanos que vivem na Praça Simón Bolívar, em Boa Vista, fazem fila para receber alimentos fornecidos por membros da comunidade local. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Universidade de Roraima e agências da ONU inauguram centro de serviços para refugiados e migrantes

A Universidade Federal de Roraima (UFRR) e agências da ONU no Brasil inauguram nesta sexta-feira (20/04), em Boa Vista, um centro de referência voltado para o atendimento de pessoas refugiadas e migrantes. O objetivo do centro é prestar serviços de orientação, proteção e integração aos cidadãos venezuelanos e de outras nacionalidades que chegam ao estado de Roraima, além de atividades para a comunidade local. Cedido pela UFRR, o espaço funcionará no campus da universidade e não será destinado ao abrigamento de pessoas.

Enquanto a temporada de monções se aproxima, trabalhadores têm pressa para pavimentar a principal estrada que corta o maior campo de refugiados do mundo hoje: Kutupalong, em Bangladesh, que abriga mais de 570 mil refugiados. As obras, financiadas pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) em estreita cooperação com o governo de Bangladesh, são vitais para que as agências humanitárias possam alcançar as pessoas que precisam de ajuda imediata. Foto: ACNUR

No maior campo de refugiados do mundo, ONU se antecipa à temporada de monções

Enquanto a temporada de monções se aproxima, trabalhadores têm pressa para pavimentar a principal estrada que corta o maior campo de refugiados do mundo hoje: Kutupalong, em Bangladesh, que abriga mais de 570 mil refugiados.

As obras, financiadas pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) em estreita cooperação com o governo de Bangladesh, são vitais para que as agências humanitárias possam alcançar as pessoas que precisam de ajuda imediata. Confira no vídeo.

Muzoon Almellehan, embaixadora da Boa Vontade do UNICEF. Foto: ACNUR/Susan Hopper

Não posso ser feliz sem ver todas as crianças do mundo com acesso à educação de qualidade, diz ativista síria

Muzoon Almellehan deixou a Síria há cinco anos. Na Jordânia, a jovem se tornou uma defensora dos direitos dos refugiados à educação. Seu ativismo lhe rendeu o título de embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Neste mês, a refugiada esteve em Genebra para um encontro de governos e organizações internacionais, onde pediu que o ensino seja uma das prioridades do novo Pacto Global sobre Refugiados.

Profissionais refugiados, facilitadores e a coordenadora pedagógica do projeto Caleidoscópio, Ana Paula Candeloro (ao centro), posam para foto oficial na cerimônia de entrega dos diplomas. Foto: ACNUR/Gabriela Fogaça

Curso de gestão de negócios forma refugiados e solicitantes de refúgio em SP

O Projeto Caleidoscópio promoveu na quinta-feira (6), na sede da consultoria EMDOC, em São Paulo (SP), evento de formatura do curso de gestão de negócios da primeira turma de profissionais em situação de refúgio. A iniciativa é resultado das articulações promovidas pelo Instituto Yiesia e com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR).

Atividade recreativa da IKMR reúne refugiados em parque de São Paulo. Foto: IKMR / André Teller

Brasil analisa mais de 86 mil solicitações de refúgio; 10,1 mil foram concedidas

O Brasil tem 86 mil solicitações de refúgio em trâmite atualmente, sendo que 10,1 mil já foram reconhecidas, segundo dados de 2017 divulgados na quarta-feira (11) em Brasília (DF) pelo Ministério da Justiça, na terceira edição do relatório “Refúgio em Números”.

No total, 33,8 mil pessoas solicitaram refúgio no Brasil no ano passado. Os venezuelanos responderam por mais da metade, com 17,8 mil solicitações, seguidos por cubanos (2,3 mil), haitianos (2.3 mil) e angolanos (2 mil). Os estados com mais pedidos são Roraima (15,9 mil), São Paulo (9,5 mil) e Amazonas (2,8 mil), segundo a Polícia Federal.