Migrantes e refugiados se deslocam por rota nos Bálcãs. Foto: ACNUR/Mark Henley

Dirigentes da ONU defendem novos acordos globais sobre refúgio e migração

Em meio ao encontro de chefes de Estado na sede da ONU, dirigentes das Nações Unidas defenderam novos acordos globais sobre fluxos migratórios. Tratados devem oferecer garantias para proteger as pessoas que se deslocam pelo mundo. Em pronunciamento para marcar um ano da adoção da Declaração de Nova Iorque para os Refugiados e Migrantes, na quarta-feira (20), oficiais do organismo internacional explicam o desdobramento político desse documento.

Cerca de 275 refugiados e migrantes aguardam para o desembarque no porto de Pozzalo, na Itália, após serem resgatados alguns dias antes. Foto: ACNUR/F.Malavolta

Contribuição dos migrantes é ‘esmagadoramente positiva’, diz secretário-geral da ONU

Durante um encontro na sede da ONU em Nova Iorque nesta quarta-feira (20), representantes das Nações Unidas destacaram a necessidade de continuar trabalhando em conjunto para promover formas mais justas de compartilhar a responsabilidade dos refugiados, bem como alcançar uma migração segura e ordenada.

“A migração não é um fenômeno novo; nem está criando a ameaça dramática de que muitos falam. A maioria dos migrantes se move de forma ordenada entre os países e dá uma contribuição esmagadoramente positiva para seus países anfitriões e seus países de origem”, destacou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Seleção do Togo comemora sua primeira vitória durante a Copa dos Refugiados, competição que envolveu cerca de 250 jogadores de 16 nacionalidades. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni.

Marrocos e Nigéria disputam final inédita na 4ª Copa dos Refugiados em São Paulo

Depois de envolver mais de 200 jogadores refugiados nas disputas eliminatórias no último fim de semana, o estádio do Pacaembu, em São Paulo, será palco da grande final entre Nigéria e Marrocos, duas equipes invictas do maior evento esportivo para refugiados no Brasil. O evento é apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

As duas seleções chegaram ao topo da competição após uma exaustiva disputa que envolveu 16 times. Em jogos eliminatórios e disputas acirradas, algumas favoritas, como Camarões e Mali, foram eliminadas e abriram espaço para a final inédita, a ser disputada às 15h de domingo (24).

Secretário-geral da ONU, António Guterres, apresenta relatório anual sobre o trabalho da Organização na Assembleia Geral. Foto: ONU/Cia Pak

Na Assembleia Geral da ONU, Guterres pede união dos países pela paz

Em seu discurso para a reunião anual de líderes mundiais na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou nesta terça-feira (19) as diversas ameaças — incluindo o perigo nuclear, a mudança climática e os conflitos em andamento — que precisam ser superadas para criar um mundo melhor para todos.

Guterres disse que a migração segura não pode ser limitada a uma elite global, e enfatizou a necessidade de se fazer mais para enfrentar seus desafios. Refugiados, pessoas deslocadas internamente e migrantes não são o problema, e sim os conflitos, as perseguições e a pobreza, declarou. Diante desse cenário, disse Guterres, a ONU lançou iniciativas de reforma da própria Organização.

Mustapha entre seus alunos. Foto: ACNUR/Rahima Gambo

ONU premia professor nigeriano que leva educação para vítimas do Boko Haram

Levar educação para todas as crianças, incluindo as que são forçadas a abandonar suas comunidades por conta da violência. Essa é a incansável missão perseguida há quase uma década por Zannah Mustapha, professor nigeriano que foi anunciado nesta segunda-feira (18) vencedor do Prêmio Nansen da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Em 2007, o docente fundou uma escola na cidade de Maiduguri, capital do estado do Borno e epicentro dos confrontos provocados pelo grupo extremista Boko Haram.

A maioria dos venezuelanos vivendo em Roraima é jovem e possui boa formação escolar. A maioria já trabalha, e muitos enviam recursos para seus familiares na Venezuela. Foto: ACNUR/ Luiz Fernando Godinho

Maioria de venezuelanos em Roraima é jovem, possui boa escolaridade e está trabalhando

A maioria dos venezuelanos não indígenas vivendo em Roraima é jovem, possui boa escolaridade, tem atividade remunerada e paga aluguel. Entre os que trabalham, 51% recebem menos de um salário mínimo e 28% estão formalmente empregados. Muitos enviam ajuda financeira aos familiares que estão na Venezuela, e apontam a crise econômica e política como principal motivo para se deslocar. Já os venezuelanos indígenas que vivem em Roraima indicam a fome como motivo de seu deslocamento, sendo que as mulheres são a principal fonte de renda neste grupo.

O estudo — realizado pelo Conselho Nacional de Imigração, vinculado ao Ministério do trabalho, e com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) — aponta o perfil sociodemográfico e laboral dos venezuelanos que vivem em Roraima, de forma a apoiar a formulação de políticas migratórias no Brasil.

Frei Tomás González Castillo, diretor do La 72, abrigo para refugiados em Tenosique, no México, defende direitos dos solicitantes de refúgio, incluindo pessoas da comunidade LGBTI. Foto: ACNUR/Markel Redondo.

Trabalhos que transformam vidas; conheça indicados ao Prêmio Nansen 2017

Da educação para refugiados no oeste de Uganda ao acolhimento de solicitantes de refúgio LGBTI que fogem de perseguições na América Central, os cinco indicados ao Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deste ano representam o empenho de todos aqueles que apoiam pessoas deslocadas por guerras e violência no mundo todo.

O prêmio humanitário foi criado em 1954 em memória do primeiro alto-comissário para refugiados, Fridjtof Nansen, e será entregue em 2 de outubro em Genebra, na Suíça.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

Universidade Católica de Santos promove seminário sobre proteção de refugiados

A Universidade Católica de Santos (UNISANTOS) concluiu nesta sexta-feira (15) o 8º Seminário Nacional e a 2ª Conferência Internacional da Cátedra Sergio Vieira de Mello da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Santos, São Paulo.

O evento discutiu o conceito de refúgio e a necessidade de proteção dessa população, além de temas como os 20 anos da Lei do Refúgio no Brasil e os 50 anos do protocolo relativo aos refugiados.

Refugiado participa da Copa dos Refugiados de 2015, evento promovido para dar visibilidade à causa do refúgio e promover a integração desta população por meio do esporte. Foto: ACNUR / Emiliano Capozoli

Copa dos Refugiados começa neste fim de semana em São Paulo

A quarta edição da Copa dos Refugiados começa neste fim de semana em São Paulo e reunirá cerca de 250 jogadores, divididos em 16 seleções. O evento tem o apoio das secretarias municipais de Esportes e Lazer, dos Direitos Humanos e das Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo.

A abertura ocorrerá na sexta-feira (15), às 12h, no auditório do Museu do Futebol, na Praça Charles Miller, com a presença de representantes de todos os times, órgãos oficiais e patrocinadores. A Copa é realizada pela organização África do Coração, em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Caritas Arquidiocesana de São Paulo, SESC-SP e empresas Netshoes e Sodexo.

Mais de 3,5 milhões de crianças refugiadas com idade entre 5 e 17 anos não tiveram a oportunidade e frequentar a escola no último ano letivo, revela o ACNUR. Foto: ACNUR/ P.Wiggers

Relatório do ACNUR aponta crise na educação de crianças refugiadas

Mais de 3,5 milhões de crianças refugiadas com idade entre 5 e 17 anos não tiveram a chance de frequentar a escola no último ano letivo, mostrou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em relatório divulgado na segunda-feira (11).

Globalmente, 91% das crianças frequentam a escola. Entre os refugiados, no entanto, este índice é bem menor, de apenas 61%. Em países de baixa renda, chega a ser de 50%, informou a agência da ONU.

Da esquerda para a direita: João Carlos Jarochinski, da Rede Sul-Americana para as Migrações Ambientais (RESAMA) e Organização Internacional para as Migrações (OIM); Isabel Marquez, representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR); Rayne Ferretti, Oficial Nacional da ONU-Habitat; Ana Toni, do Instituto Clima e Sociedade, moderadora do debate. Foto: UNIC Rio/Julia De Cunto

Acordos climáticos ajudarão a conter crise migratória, dizem especialistas em evento da ONU

A crise migratória está atrelada ao comprometimento com os acordos climáticos e a criação de políticas de proteção para populações em maior situação de vulnerabilidade.

É o que defendem os especialistas que discutiram, nesta terça (05), os deslocamentos causados por questões climáticas durante o “Seminário Vidas Deslocadas – diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana”, no Museu do Amanhã. Confira matéria e vídeo sobre o debate.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: UN Photo/Evan Schneider

A crise mais perigosa que enfrentamos hoje é o risco nuclear da Coreia do Norte, alerta Guterres

Em coletiva de imprensa em NY, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou “categoricamente” os últimos testes nucleares e de mísseis realizados na Coreia do Norte, denunciando-os como “profundamente desestabilizadores da segurança regional e internacional”.

Ele também comentou a violência em Mianmar e o aumento dos eventos climáticos, responsáveis pelo deslocamento de milhões de pessoas nos últimos anos.

Laura Thomspon, diretora da OIM - Foto: OIM

OIM e CEPAL realizam primeira consulta regional sobre migração

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas e o Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizaram, no fim de agosto, a primeira reunião regional preparatória do pacto mundial para uma migração segura, ordenada e regular.

O encontro, realizado durante dois dias em Santiago, no Chile, é o primeiro de cinco Consultas Regionais que fazem parte das discussões preparatórias para o desenvolvimento do Pacto Mundial, negociação intergovernamental que cobre todas as dimensões da migração internacional.

ONU e Museu do Amanhã promovem diálogo sobre efeitos de mudanças climáticas no deslocamento humano

O impacto das alterações climáticas nos movimentos migratórios globais e a capacidade de resposta das cidades são o tema do evento “Seminário Vidas Deslocadas — diálogos sobre Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana”, que acontece na terça-feira (5) das 15h às 17h30 no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

O encontro terá a presença de representantes de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e ONU-Habitat. Também estarão presentes o coordenador-residente da ONU Brasil, Niky Fabiancic, a representante da ONU Meio Ambiente, Denise Hamú, além de representantes do governo brasileiro e da sociedade civil.

Implementado desde novembro de 2015, o projeto trouxe impactos positivos para a vida das 80 refugiadas que se envolveram nas duas últimas edições. Foto: Fellipe Abreu

Projeto ‘Empoderando Refugiadas’ encerra segunda edição com 21 contratações

Em uma sala de cinema e diante de plateia atenta, dez refugiadas de diferentes nacionalidades e que hoje vivem em São Paulo se emocionaram. Retratadas pelo documentário “Recomeços — sobre mulheres, refúgio e trabalho”, elas dialogaram com o público sobre suas trajetórias e conquistas.

Coordenado pela Rede Brasil do Pacto Global e realizado em conjunto com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a ONU Mulheres, o projeto “Empoderando Refugiadas” encerrou sua segunda edição com 21 refugiadas contratadas por empresas no Brasil, e dezenas de outras treinadas e aconselhadas profissionalmente.

Mona e seu parceiro Kaj (à direita) assumiram o papel de avós de Diana. Foto: ACNUR/Max-Michel Kolijn

Avó finlandesa ajuda criança refugiada a encontrar paz longe de conflito no Iraque

Por conta do conflito no Iraque, Alzaldeen Kadhem, de 34 anos, e sua filha Diana, de 3, chegaram à Finlândia em 2015 na busca de um novo lar. Eles foram acolhidos por uma comunidade na ilha de Nagu, no sudoeste do arquipélago.

Lá, conheceram Mona Hemmer, de 80 anos, que passou a exercer o papel de avó da menina. Diana conseguiu encontrar paz na casa de Mona, onde podia relaxar, brincar com o cachorro, visitar o cavalo no estábulo da vizinhança e se sentir amada como uma neta.

O alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, inaugura novo escritório do ACNUR em Petén, na Guatemala, que ajudará a fortalecer a proteção para famílias refugiadas. Foto: ACNUR/ Santiago Escobar-Jaramillo

Chefe de agência da ONU para refugiados visita norte da América Central e México

O alto-comissário das Nações Unidas para os refugiados, Filippo Grandi, iniciou esta semana (23) uma visita ao norte da América Central e o México para obter um panorama geral das tendências de deslocamento na região.

Grandi realizará missões em Guatemala, Honduras e El Salvador para se reunir com comunidades afetadas pela violência e insegurança. No México, se reunirá com refugiados e solicitantes de refúgio. Em todos os países haverá encontros com autoridades e parceiros da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Mulher atende bebê recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal no Hospital Qarantina, em Beirute, no Líbano. Foto: ACNUR

ONG financia tratamento pediátrico para crianças de famílias pobres e refugiadas no Líbano

A pequena Aya repousa, pacificamente, em uma incubadora no hospital público Qarantina, na capital libanesa, Beirute. Refugiada de pais sírios, Aya não teve primeiros dias fáceis, mas a família é grata por ter recebido o atendimento do qual a menina precisava.

O tratamento especializado foi possível graças a uma ala pediátrica recém-construída no hospital e financiada pela ONG libanesa Birth and Beyond. O objetivo é proporcionar tratamento neonatal de qualidade a famílias pobres no Líbano, incluindo de refugiados sírios. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Solicitantes de refúgio da Síria, incluindo crianças, chegam à ilha de Lesbos, na Grécia. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

ONU vê queda no fluxo de migrantes para Europa, mas mantém alerta para risco de mortes

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) registrou uma queda no número de refugiados e migrantes que chegaram à Europa no primeiro semestre, mas alertou que a probabilidade de mortes entre pessoas que buscam chegar ao continente europeu continua extremamente alta, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (24).

Entre janeiro e junho deste ano, 2.253 pessoas morreram ou desapareceram no mar, e ao menos 40 morreram em rotas terrestres ou perto das fronteiras europeias.

Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Pacto Global da ONU no Brasil lança documentário sobre projeto Empoderando Refugiadas

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a ONU Mulheres e outros parceiros do projeto Empoderando Refugiadas promovem na semana que vem (29) em São Paulo evento de encerramento de sua segunda edição. A atividade será gratuita.

Na ocasião, os resultados do projeto serão compartilhados e será lançado um minidocumentário com as histórias de algumas de suas participantes. O filme apresenta as diversas trajetórias, estratégias e desafios de dez mulheres em busca de uma oportunidade de recomeçar a vida em outro país.

Diretor da Cáritas Rio, Cândido Feliciano da Ponte Neto (esquerda) recebe a medalha Sérgio Vieira de Mello do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. Foto: Itamaraty/Arthur Max

Diretor da Cáritas Rio é condecorado pelo Itamaraty por seus 40 anos de trabalho com refugiados

Em reconhecimento a quatro décadas dedicadas à causa humanitária e ao trabalho com refugiados, o diretor-executivo da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, Cândido Feliciano da Ponte Neto, foi condecorado na terça-feira (22) com a medalha Sérgio Vieira de Mello, concedida pelo Ministério das Relações Exteriores. A medalha foi entregue pelo ministro Aloysio Nunes Ferreira, em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF).

Deslocamento em massa por rotas pouco seguras e incertas é uma das consequências da crescente intervenção militar externa na Síria, segundo a Comissão de Inquérito da ONU para o país. Foto: ACNUR / I. Prickett

Chile reassenta grupo de 60 refugiados sírios nas comunidades de Macul e Villa Alemana

As comunidades chilenas de Macul, na região metropolitana de Santiago do Chile, e Villa Alemana, na região de Valparaíso, foram escolhidas para acolher um grupo de 60 refugiados sírios que serão reassentados no país na primeira etapa do Programa de Reassentamento de Refugiados Sírios.

“O compromisso do Chile é um gesto de solidariedade com a crise global de deslocamento forçado e também demonstra responsabilidade internacional em relação aos países mais sobrecarregados”, disse a representante do ACNUR no Chile, Delfina Lawson.

Katya*, de 4 anos, e sua mãe, regularmente atravessam o posto de verificação na vila de Marinka. Foto: ACNUR/Tania Bulakh

Famílias no leste da Ucrânia se arriscam para cruzar zonas de conflito e receber auxílio do governo

Rodeados de campos minados, os pontos de verificação no leste da Ucrânia são o único caminho para atravessar de um lado para o outro das zonas de conflito. Desde abril de 2014, a porção oriental do país virou palco de confrontos separatistas entre grupos armados e o governo nacional. Para muitos habitantes das regiões afetadas, os deslocamentos por rotas cercadas de explosivos transformaram-se numa perigosa rotina.

Famílias que fugiram de ataques de milícias na província de Kasai, na República Democrática do Congo, chegam no novo assentamento instalado em Lóvua, no norte da Angola. Foto: ACNUR/Rui Padilha

Agência da ONU realoca refugiados congoleses de zonas fronteiriças em Angola

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros começaram a realocar mais de 33 mil refugiados congoleses que estavam nos centros de acolhida superlotados no norte de Angola para um novo assentamento instalado em Lóvua, a cerca de 100 quilômetros da fronteira com a República Democrática do Congo.

A realocação de refugiados congoleses para Lóvua, em Angola, garante a segurança de milhares de pessoas que deixaram a situação de violência e tensões étnicas na República Democrática do Congo.

Em Uganda, mais de 85% dos refugiados que chegam são mulheres e crianças. Foto: ACNUR/ Jiro Ose

Refugiados do Sudão do Sul em Uganda ultrapassam 1 milhão; ONU reforça pedido de ajuda

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reiterou nesta quinta-feira (17) seu pedido de apoio aos refugiados do conflito no Sudão do Sul, em particular aos mais de 1 milhão que estão em Uganda. No último ano, Uganda registrou uma chegada média de 1,8 mil sul-sudaneses por dia.

A ausência de recursos em Uganda está afetando significativamente a capacidade de oferecer assistência vital e serviços básicos essenciais. Este ano, são necessários 674 milhões de dólares para a resposta aos refugiados sul-sudaneses no país. Entretanto, até agora, somente 21% desse total foi recebido.

Funcionários da OIM apoiam migrantes somalis e etíopes jogados ao mar por traficantes de pessoas. Foto: OIM

Traficantes jogam centenas de migrantes africanos ao mar no trajeto para o Iêmen

Cerca de 300 migrantes africanos foram jogados ao mar por contrabandistas do litoral do Iêmen nesta semana. Acredita-se que muitas das vítimas estejam mortas ou desaparecidas, informou na quinta-feira (10) a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

“Os sobreviventes contaram que foram empurrados ao mar quando um contrabandista viu o que pareciam ser autoridades perto da costa”, disse o chefe da missão da OIM para o Iêmen, Laurent de Boeck.

Mães sírias aprendem a ler e a escrever nas aulas de literatura em Fnaydek, Líbano. Foto: ACNUR

Aulas de alfabetização abrem portas para mulheres sírias no Líbano

Diante de um quadro branco, Fatima Al Obeid escreve a letra “b” em árabe. Ela chama uma aluna para escrever a palavra “beit”, que significa “casa” – também em árabe. Suas alunas não são crianças, mas mulheres adultas.

Duas vezes por semana, Fatima ensina mães e avós sírias refugiadas no Líbano a aprender a ler e a escrever em sua língua nativa. Para a maioria delas, é a primeira vez que frequentam uma sala de aula. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).