A jovem síria Nujeen Mustafa nasceu com paralisia cerebral, e ficou famosa por cruzar em sua cadeira de rodas o tortuoso caminho até a Europa. ACNUR/Gordon Welters

Menina síria que fez travessia em cadeira de rodas faz planos na Alemanha

Quando foi forçada a fugir do conflito na Síria há dois anos, Nujeen Mustafa, de 18 anos, não superou apenas os obstáculos do caminho. A jovem nasceu com paralisia cerebral, e ficou famosa por cruzar em sua cadeira de rodas o tortuoso caminho até a Europa. Agora refugiada na Alemanha, Nujeen tem a meta de construir um futuro ainda mais brilhante. O relato foi feito à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Margarita ajuda a tomar conta da filha dos vizinhos. Foto: ACNUR/Daniele Volpe

Gangues de rua fazem mulher de 72 anos buscar refúgio no México

Margarita Ramirez, de 72 anos, foi ameaçada de morte por gangues de rua em El Salvador por não informar o paradeiro de seu filho, que se recusou a pagar uma “taxa de conveniência” imposta pelos criminosos aos moradores do bairro. Ela fugiu para o México em 2016 e, desde então, recebe apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela tem condições de pagar pelo aluguel e comprar comida.

Um número crescente de homens, mulheres e crianças está sendo forçado a se deslocar devido à violência das gangues, conhecidas como “maras”, que atuam em El Salvador, Guatemala e Honduras. Os crimes variam entre tráfico de drogas, extorsão, roubo, até estupro e assassinato.

Refugiadas receberam orientações sobre direitos, inserção no mercado de trabalho e aspectos da cultura brasileira. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Refugiadas vivendo no Brasil aprendem sobre cultura local e direitos das mulheres

Violência de gênero, participação no mercado de trabalho e particularidades da cultura brasileira foram alguns dos temas abordados por empresas do Pacto Global da ONU no segundo workshop do projeto Empoderando Refugiadas, iniciativa que reúne estrangeira vítimas de deslocamento forçado para ajudá-las a conseguir um emprego no Brasil. Encontro aconteceu na semana passada (10), no Instituto Carrefour, em São Paulo, e reuniu cerca de 30 pessoas, entre palestrantes e refugiadas.

Muitas crianças rohingya vivem em locais improvisados em Bangladesh depois de terem sido forçadas a fugir da violência em Mianmar. Foto: ACNUR/Saiful Huq Omi

Crianças da minoria muçulmana rohingya fogem da violência em Mianmar

Crianças do grupo muçulmano rohingya têm chegado a Bangladesh desde outubro do ano passado fugindo da violência em Rakhine, norte de Mianmar. Estima-se que mais de 70 mil pessoas tenham sido forçadas a fugir do país nos últimos cinco meses. Dessas, acredita-se que mais da metade seja menor de 18 anos.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem mobilizado grupos de apoio comunitários incluindo mulheres e jovens em campos de refugiados para atender essas crianças em situação de vulnerabilidade.

Criança deslocada do oeste de Mossul recebe cobertor do Acnur, entre outros itens, após chegar ao acampamento de Hammam al-Alil. Foto: ACNUR

ACNUR abre novo acampamento para acomodar iraquianos fugindo de Mossul

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) abriu um novo campo para abrigar milhares de iraquianos que continuam a fugir da ofensiva militar no oeste de Mossul, no Iraque. As primeiras 500 famílias recém-deslocadas começaram a chegar no novo acampamento em Hammam al-Alil na quarta-feira (12). O local fica 25 quilômetros ao sul da cidade iraquiana. Desde fevereiro, 282 mil iraquianos deixaram a parte ocidental de Mossul.

Comunidades que que vivem na região de Riosúcio, Chocó, estão correndo risco de deslocamento forçado. Foto: ACNUR/J. Symmes Cobb

ONU realiza missão humanitária em comunidades afetadas por conflito na Colômbia

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizou entre 28 e 30 de março uma missão humanitária nas comunidades da bacia do Rio Truandó, na Colômbia, diante da situação crítica de confinamento, deslocamento e recrutamento forçado enfrentada por comunidades indígenas e afrodescendentes.

Na Colômbia, o conflito armado custou a vida de mais de 220 mil pessoas e obrigou mais de 7,3 milhões a abandonar seus lares. A violência atinge de forma desproporcional as comunidades indígenas, afrocolombianas, assim como mulheres, crianças e adolescentes.

Uma criança de dois anos de idade é alimentada com um chá de nim em Rumbek, no Sudão do Sul. Foto: ACNUR / Rocco Nuri

Na África e no Iêmen, 20 milhões de pessoas estão em risco de morrer de fome

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu nesta terça-feira (11) apoio internacional para evitar que cerca de 20 milhões de pessoas em vários países na África e no Iêmen morram de fome. Segundo dados da ONU, desse contingente, 4,2 milhões são refugiados e o número de deslocados está aumentando em consequência da fome e da insegurança. As pessoas mais vulneráveis são crianças e mulheres que amamentam.

Jim Estil (ao centro) decidiu trazer para Guelph, no Canadá, 58 famílias sírias. Foto: ACNUR/Annie Sab

Empresário investe US$ 1,5 milhão e reassenta mais de 200 refugiados sírios em cidade no Canadá

O empresário canadense Jim Estil conseguiu reassentar 58 famílias de refugiados sírios na cidade de Guelph, no Canadá. A decisão de ajudar vítimas da guerra foi tomada há cerca de um ano e meio, quando o homem de negócios avaliou que poderia trazer mais de 200 sírios para o município. A iniciativa, porém, teria um custo bem alto — 1,5 milhão de dólares. O valor não impediu Jim de ajudar os outros.

Dois refugiados sírios brincam no assentamento informal de Hawch el Refka, no Vale de Bekaa, no Líbano, próximo à fronteira com a Síria. Foto: UNICEF/Halldorsson

Agência da ONU busca soluções para dificuldades de refugiados em encontrar moradia

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apresentou durante feira de negócios do setor de construção e arquitetura em São Paulo experiências globais de abrigos móveis sustentáveis e adaptados às necessidades dos refugiados.

No Brasil, o ACNUR informou ter interesse em construir parcerias com empresas que entendam a complexidade da atual crise de refugiados e queiram assumir um compromisso compartilhado em relação a esta causa.

Ziad encontrou segurança e refúgio na Áustria, mas agora espera se reunir com sua mulher, Kholoud, que ficou na Síria. Foto: ACNUR / Gordon Welters

ONU apoia na Áustria reunião de famílias separadas por conflitos

Ziad Asaad, de 21 anos, e Kholoud Al-Nadir, de 25, fizeram um grande e tradicional casamento palestino no campo de refugiados em que viviam na Síria. Ziad conseguiu refúgio na Áustria, e agora espera sua esposa para que possam, enfim, viver como marido e mulher.

Ziad e Kholoud fazem parte da campanha da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com objetivo de facilitar o processo de reunião familiar de refugiados.

Área danificada no campo de Yarmouk, na capital da Síria, Damasco. Nesse campo vivem palestinos severamente afetados pelo conflito. Foto: UNRWA

Necessidades humanitárias na Síria nunca foram tão grandes, alerta ONU em conferência global

“As necessidades de ajuda humanitária e a proteção dos civis sírios nunca foram tão grandes, e o apelo humanitário a uma única crise é o maior jamais visto”, disse António Guterres na conferência de Bruxelas que discute, nessa semana, apoio ao futuro da Síria e da região.

Mais de 13 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária dentro do país, com outros 5 milhões tendo atravessado a fronteira para buscar proteção.

Crianças refugiadas sírias brincando em um assentamento em Al Faida, no Vale de Bekaa, no Líbano. Foto: UNICEF/Vanda Kljajo

Cortes de financiamento ameaçam ajuda humanitária para refugiados sírios e comunidades de acolhimento

A agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) alertou nesta terça-feira (4) que apenas 9% do orçamento de 4,63 bilhões de dólares, solicitado para sírios fugindo da guerra, foi financiado. Em participação na Conferência de Bruxelas sobre o Apoio ao Futuro da Síria e da Região, dirigente criticou lentidão de Estados-membros para liberar verbas. Situação está ficando ‘desesperadora’ para refugiados e comunidades que os acolhem, alertou o alto-comissário.

Curso abordou desafios enfrentados por pessoas apátridas. Foto: Ministério das Relações Exteriores da Colômbia

Colômbia sedia curso regional sobre apatridia

Em parceria com organizações nacionais e da América Latina, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia realizou dos dias 27 a 31, em Bogotá, o “IV Curso Regional sobre Apatridia: ênfase nas Américas”. Evento reuniu 34 especialistas para debater os desafios vividos por pessoas que não têm nacionalidade, além de abordar soluções para garantir seus direitos. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima que existam 10 milhões de indivíduos vivendo nesta condição em todo o mundo.

A família Mahmut é da Síria e recomeçou sua vida em Ottawa, no Canadá em 2016. Foto: ACNUR

Países cumpriram apenas metade da promessa de reassentar 500 mil refugiados sírios, diz ACNUR

Um ano após a conferência de alto nível da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) que selou em Genebra o compromisso de Estados-membros com o reassentamento de 500 mil sírios, apenas metade da promessa foi cumprida. O alerta é do chefe do organismo internacional, Filippo Grandi, que pediu na semana passada (30) a implementação da meta. Segundo o dirigente, número de deslocados forçados da Síria já ultrapassa os 5 milhões.

Em Alepo, na Síria, Esraa, 4 anos, e seu irmão, Waleed, 3 anos, sentam-se perto de abrigo para deslocados internos do país. Foto: UNICEF

Civis na Síria estão em risco devido a manobras do governo e de terroristas, diz ONU

Os últimos meses foram alguns dos piores para os civis vivendo na Síria, alertou na quinta-feira (30) o coordenador humanitário das Nações Unidas, Stephen O’Brien, em pronunciamento no Conselho de Segurança. Por causa de operações militares, mais de 400 mil pessoas correm perigo na província de Raqqa, onde está localizado o centro de poder do Estado Islâmico (ISIL). Na região rural de Damasco, outros 400 mil sírios estão sob cerco do governo.

Bonecas são adornadas com desenhos para contar as histórias de sírios que ainda vivem no país em guerra. Foto: ACNUR/Amina é uma das 80 costureiras espalhadas pelo Líbano que participam do projeto. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Refugiadas vivendo no Líbano fazem bonecas de pano para contar histórias de cidadãos sírios

No Líbano, 80 costureiras traduzem em bordado as histórias de cidadãos da Síria que ainda vivem no país em guerra. O resultado são bonecas de pano que contam as histórias desses cidadãos. A venda dos produtos é revertida para os personagens reais desses contos. Desde abril de 2016, quando o projeto começou, mais de 1,5 mil bonecas já foram vendidas em países como o Líbano, Kuwait, França e Austrália.

Refugiados participam de Feirão do Emprego em São Paulo. Foto: Governo de São Paulo (Arquivo)

Agência da ONU participa de seminário em SP sobre integração de refugiados nas grandes cidades

A integração dos refugiados em grandes cidades será tema de palestra magna da Expo Arquitetura Sustentável, que acontece em São Paulo na próxima terça-feira (4). A representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Isabel Marquez, será uma das palestrantes.

“A população de refugiados de hoje é cada vez mais urbana. Esta tendência cria novos tipos de vulnerabilidade e novos desafios de proteção para a comunidade humanitária, além de criar oportunidades para ajudar refugiados a serem autossuficientes”, disse Isabel.

Uma menina de cinco anos chega ao acampamento Khazer 2, depois de sair do leste de Mossul com sua família, em dezembro de 2016. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

Programas da ONU no Iraque receberam apenas 8% do orçamento solicitado, diz secretário-geral

Em visita a um campo para pessoas internamente deslocadas no Iraque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um compromisso muito maior da comunidade internacional para ajudar o país e sua população, vítima dos terroristas do ISIL.

Cerca de 400 mil iraquianos estão sob cerco na Cidade Velha de Mossul, localizada na parte oeste do município. Outras 200 mil pessoas vivem na parte ocidental do centro urbano que se tornou a linha de frente dos novos embates entre governo e extremistas do ISIL.

Maria da Luz, matriarca dos Perez, olha fotos da família em seu quarto, no sul do México. O vestido azul pertencia à sua bisneta, que foi morta pelo membro de uma gangue em El Salvador. Foto: ACNUR/Daniele Volpe

ACNUR ajuda refugiados de El Salvador a reconstruir suas vidas no México

“Toda a minha família – pais, avós, bisavós – nasceu e morreu em El Salvador. Mas tudo terminou por causa de uma extorsão de 5 mil dólares”. A lembrança é de Maria Luz, de 71 anos, matriarca da família Perez. A idosa deixou o país após perder bisnetos, netos e filhos para a violência das gangues de rua. Atualmente, vive no México, que deverá receber 20 mil pedidos de refúgio em 2017 de salvadorenhos e outros cidadãos de nações da América Central, segundo estimativas da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Família síria aguarda partida de barca em Lesbos, na Grécia, com destino a campo de refugiados em Larissa. Foto: ACNUR/Achilleas Zavallis

Cooperação é fundamental para ajudar refugiados na Grécia, diz agência da ONU

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou que esforços conjuntos e o fortalecimento da cooperação são fundamentais para melhorar a situação dos refugiados e das pessoas que buscam asilo na Grécia.

“A situação da Grécia pode ser gerenciada, mas para conseguirmos isso, é preciso um compromisso firme de todos os lados”, disse o alto-comissário das Nações Unidas para os refugiados, Filippo Grandi.

Pessoas deslocadas por conta das hostilidades recentes em Moca, na região de Taizz, localizada na parte oeste do Iêmen, recebem assistência emergencial do ACNUR. Foto: ACNUR/Adem Shaqiri

Famílias iemenitas vivem na rua devido à guerra; agência da ONU envia ajuda

Forçada a deixar sua casa devido aos conflitos, Maryam, uma iemenita de 80 anos, vive atualmente na rua com outros dez familiares na cidade portuária de Moca, na costa do Mar Vermelho.

“Saímos de nossas casas há mais ou menos dois meses quando começaram os conflitos, e estamos nos movendo desde então”, contou ela à equipe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “É muito difícil acomodar-se em qualquer lugar por causa do conflito. Agora não temos comida e vivemos na rua”.

A equipe Coletivo, de Caxias do Sul, se sagrou a grande campeã desta edição. Formada por imigrantes senegaleses, o time disputou a final com a Colômbia que só foi definida após uma emocionante sequência de pênaltis. Foto: ACNUR/Luiz Eugênio Gressler

Mais de 100 atletas participam da primeira Copa dos Refugiados em Porto Alegre (RS)

Cerca de 110 atletas refugiados e migrantes, de diferentes nacionalidades, deram um exemplo de solidariedade, espírito esportivo e integração cultural no domingo (27) na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

A primeira edição da Copa dos Refugiados em Porto Alegre foi uma realização da Associação Antônio Vieira (ASAV) em parceria com a agência de inovação social Ponto, que contou com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e de entidades e organizações da sociedade civil.

Crianças dos povos indígenas Senú celebram a inauguração do espaço comunitário Casa do Saber. Foto: ACNUR/ A.Méndez

Agência da ONU apoia Casa do Saber em povoado indígena da Colômbia

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoiou a criação de uma Casa do Saber no povoado indígena de Senú, localizada na reserva de San Andrés de Sotavento, no departamento de Córdoba, ao norte da Colômbia. O local terá espaço de escolarização e intercâmbio de conhecimentos.

Os grupos étnicos na Colômbia sofreram intensamente os efeitos do conflito armado interno. Dos 7,3 milhões de deslocados do país, estima-se que cerca de 3% pertençam à população indígena e 10% sejam afrodescendentes.

Refugiado participa da Copa dos Refugiados de 2015, evento promovido para dar visibilidade à causa do refúgio e promover a integração desta população por meio do esporte. Foto: ACNUR / Emiliano Capozoli

Copa dos Refugiados reunirá 110 atletas em Porto Alegre no próximo domingo

Para promover a inclusão social e cultural de pessoas que buscaram refúgio no Brasil, acontece no próximo domingo (26) em Porto Alegre (RS) a Copa dos Refugiados. O evento futebolístico terá oito times, totalizando 110 atletas migrantes e refugiados de países como Senegal, Angola, Haiti, Venezuela, Colômbia e Peru.

A Copa é uma realização da Ponto, agência de inovação social, em parceria com entidades e empresas apoiadoras como a Associação Antônio Vieira (ASAV), Associação Buriti de Arte, Cultura e Esporte (ABACE), Arena do Grêmio, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Grêmio Foot-ball Porto Alegrense e Prefeitura Municipal de Porto Alegre, entre outras entidades e organizações da sociedade civil.

Crise de refugiados do Sudão do Sul é a maior da África. Foto: ACNUR/David Azia

Crise de refugiados fugindo do Sudão do Sul é a que cresce mais rapidamente no mundo, diz ONU

Atualmente, o número de pessoas que deixou o Sudão do Sul para buscar segurança em nações vizinhas é de 1,6 milhão. Em março, novas chegadas a territórios estrangeiros atingiram uma máxima de mais de 5 mil por dia. Uganda é o país mais sobrecarregado, com 800 mil sul-sudaneses.

Segundo a ONU, arrecadações para as vítimas de deslocamento forçado vivendo em outros países atingiram apenas 8% da meta de 781,8 milhões de dólares.