Jovens europeus percorreram mais de 7 mil quilômetros para descobrir os sonhos de crianças e adolescentes refugiados. Foto: ACNUR

Jovens europeus dão vida aos sonhos de crianças refugiadas

Durante 16 dias, a fotógrafa do site Humans of Amsterdam, Debra Barraud, e seu colega Benjamin Heertje, acompanhados da designer holandesa Annegien Schilling e do cineasta Kris Pouw, percorreram mais de 7 mil quilômetros para descobrir e documentar os sonhos de meninos e meninas que foram obrigados a fugir da violência na Síria, no Afeganistão, na Somália e em outras nações.

O resultado foi o projeto The Dream Diaries, que traz imagens de crianças e adolescentes refugiados realizando seus desejos.

Cerca de 130 mil congoleses e burundeses dependem de assistência humanitária em Ruanda. Foto: ACNUR/S. Masengesho

ONU pede mais financiamento para evitar corte de 25% na comida para refugiados em Ruanda

Agências de assistência humanitária da ONU fizeram um apelo na quinta-feira (11) por mais financiamento para programas que levam comida e renda a refugiados vivendo em Ruanda. Falta de verba levou a uma redução de 25% na quantidade de alimentos e de recursos financeiros disponibilizados para 100 mil estrangeiros no país. Cerca de 11 milhões de dólares são necessários para retomar prestação adequada de serviços.

Refugiados somalis e eritreus lavam-se em centro de recepção em porto de Augusta, na Sicília, Itália. Eles foram resgatados no mar pela Guarda Costeira Espanhola após deixar a Líbia. Foto: ACNUR/Fabio Bucciarelli

ONU pede que Israel suspenda realocação forçada de refugiados africanos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu na terça-feira (9) que o governo de Israel interrompa a realocação forçada de refugiados e requerentes de asilo da Eritreia e do Sudão que vivem no país para a África Subsariana.

O pedido foi feito depois da identificação de 80 casos de pessoas realocadas por Israel que arriscaram suas vidas em perigosas travessias para a Europa. “Sentindo não ter outra escolha, eles viajaram muitas centenas de quilômetros atravessando zonas de conflito no Sudão do Sul, no Sudão e na Líbia depois de terem sido realocados por Israel”, disse o porta-voz do ACNUR, William Spindler, a jornalistas em Genebra.

Em visita à cidade portuária de Kismayo, na Somália, em dezembro, o alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, prometeu continuar investindo em habitação, educação e meios de subsistência para os refugiados que retornam à região, aos deslocados internos e à população local. Em visita à terceira maior cidade do país do Chifre da África, o chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) viu os enormes danos físicos decorrentes dos 28 anos de conflito, mas também sinais visíveis de restauração e atividade econômica nas ruas – incluindo novas pequenas empresas administradas por refugiados retornados.

Somália: apesar de instabilidade e seca, chefe do ACNUR vê esperança

Em visita à cidade portuária de Kismayo, na Somália, em dezembro, o alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, prometeu continuar investindo em habitação, educação e meios de subsistência para os refugiados que retornam à região, aos deslocados internos e à população local.

Em visita à terceira maior cidade do país do Chifre da África, o chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) viu os enormes danos físicos decorrentes dos 28 anos de conflito, mas também sinais visíveis de restauração e atividade econômica nas ruas – incluindo novas pequenas empresas administradas por refugiados retornados. Confira nesse vídeo.

Novos refugiados, a maioria mulheres e crianças, fogem da violência no noroeste da República Centro-Africana (RCA) com destino ao Chade. Foto: ACNUR/Ezzat Habib Chami

ONU apoia milhares de refugiados da República Centro-Africana que chegam ao Chade

Na sequência de uma recente onda de violência na República Centro-Africana (RCA), a agência de refugiados das Nações Unidas disse na sexta-feira (5) que está registrando e apoiando milhares de refugiados, principalmente mulheres e crianças, que chegam ao Chade.

“A estimativa é de que mais mais de 5 mil refugiados tenham chegado ao sul do Chade desde o fim de dezembro, fugindo de confrontos entre grupos armados do Movimento de Libertação do Povo Centro-Africano (MLPC) e do grupo Justiça Revolução na cidade de Paoua”, disse Babar Baloch, porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em coletiva de imprensa em Genebra.

Roberto Mignone, representante do ACNUR para a Líbia, concede entrevistas na sede do organismo internacional, em Genebra, em dezembro de 2017. Foto: ACNUR/Susan Hopper

Proteger refugiados na Líbia é ‘trabalho mais desafiador que já tive’, diz representante da ONU

Há quase 25 anos trabalhando pelos direitos de pessoas deslocadas por conflitos, o italiano Roberto Mignone ocupa atualmente o posto de representante da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) para a Líbia. Em entrevista à equipe de comunicação do organismo internacional, o dirigente explica os desafios que enfrenta no país do Magrebe e lembra por que decidiu se tornar um agente humanitário.

Refugiados sírios em assentamento informal no Líbano. Foto: ACNUR/I. Prickett

ONU e parceiros lançam campanha para arrecadar US$4,4 bi a refugiados sírios

Um apelo de mais de 4 bilhões de dólares foi lançado para apoiar o que um oficial das Nações Unidas chamou em dezembro (12) de “uma geração perdida” de refugiados sírios afetados pelo conflito em andamento no país.

Mais de 5 milhões de sírios precisam de ajuda, de acordo com Amin Awad, diretor para Oriente Médio e Norte da África da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “A Síria permanece sem dúvida como a maior crise humanitária de todos os tempos”, disse.

Na Colômbia, 17 famílias awá deslocadas foram realocadas no departamento de Putumayo, onde estão tentando reconstruir suas vidas. Foto: ACNUR

Forçados a deixar suas terras, indígenas awás da Colômbia lutam para sobreviver

Em suas terras ancestrais, nas florestas úmidas da Colômbia, o líder awá mayasquer Cuasaluzan Nastacuas caçava, criava seu rebanho e cultivava o necessário para alimentar sua família.

Entretanto, agora que é uma das pessoas forçadas a se deslocar devido ao conflito armado na Colômbia, este homem de 63 anos se levanta todos os dias às três da manhã para buscar emprego como jornaleiro na capital departamental, localizada a uma hora e meia de ônibus do lugar em que vive. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiado sírio busca orientação sobre o andamento de seu pedido de revalidação do diploma em São Paulo, onde o ACNUR financia um projeto na organização Compassiva para diminuir os custos do processo. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Assembleia legislativa de SP aprova lei que isenta refugiados de taxas para revalidar diplomas

Após mais de um ano de tramitação, a Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 557/2016, que prevê que pessoas refugiadas deixem de arcar com o pagamento de taxas de revalidação de diplomas nas universidades estaduais paulistas. Legislação contempla certificados de graduação, mestrado e doutorado. Custos com processo de autenticação podem chegar até 20 mil reais. Decisão foi celebrada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Solicitante de refúgio entra nas antigas instalações do centro de triagem de refugiados da Austrália, mantido na ilha de Manus, na Papua Nova Guiné. Foto: ACNUR/Vlad Sokhin

ONU cobra que Austrália garanta direitos de refugiados em ilha usada para triagem de estrangeiros

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) alertou neste mês (22) que a situação de refugiados e solicitantes de refúgio permanece perigosa na ilha de Manus, em Papua Nova Guiné, onde o governo da Austrália mantinha uma unidade de triagem de estrangeiros. Apesar da desativação das instalações, em 31 de outubro, cerca de 800 refugiados continuam vivendo em “condições altamente inseguras”, segundo o ACNUR.

Por não encontrar trabalho em sua área de formação, Mohamad vive em São Paulo com a renda de suas atividades com tatuagem de hena e caligrafia árabe. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Refugiados apresentam trabalhos manuais em mostra cultural de São Paulo

Mostra cultural realizada este mês (16) no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, promoveu debates e expôs diferentes trabalhos manuais produzidos por pessoas em situação de refúgio.

Das mais de 10 mil pessoas refugiadas no Brasil, a maioria vive na capital paulista, onde buscam oportunidades em sua área de formação. No entanto, devido à crise econômica e, muitas vezes, ao preconceito, não conseguem emprego e se dedicam a trabalhos manuais para obter renda.

Hanan Dacka (no centro), 12 anos de idade, estuda ao lado de suas novas amigas brasileiras em uma escola pública no centro de São Paulo. Foto: ACNUR/ Gabo Morales

ONG discute desafios para integrar refugiados ao sistema educacional do Brasil

Diferenças linguísticas são uns dos principias desafios enfrentados por crianças refugiadas que frequentam o sistema educacional do Brasil. É o que revela um levantamento preliminar divulgado neste mês pela organização não governamental I Know My Rights (IKMR), responsável pela iniciativa Cidadãs do Mundo. Criado ao final de 2016 com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), projeto mantém rede de compartilhamento de experiências pedagógicas, promovendo trocas entre gestores e docentes para aprimorar a integração dos estrangeiros em situação de deslocamento forçado.

Sabores diferentes tomaram conta dos paladares de estudantes franceses. Pela primeira vez, um chef de cozinha refugiado preparou a merenda de uma escola na região da Normandia. A iniciativa faz parte do projeto ‘Refugee Food Festival’, que abre as portas de restaurantes europeus para chefs refugiados. Coorganizado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na França e pela ONG Food Sweet Food, um dos objetivos do festival é mudar a percepção que a sociedade tem dos refugiados.

Na França, cardápio de estudantes inclui novas culturas migrantes

Sabores diferentes tomaram conta dos paladares de estudantes franceses. Pela primeira vez, um chef de cozinha refugiado preparou a merenda de uma escola na região da Normandia. A iniciativa faz parte do projeto ‘Refugee Food Festival’, que abre as portas de restaurantes europeus para chefs refugiados. Coorganizado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na França e pela ONG Food Sweet Food, um dos objetivos do festival é mudar a percepção que a sociedade tem dos refugiados.

Anastasia Chairet, de sete anos, atravessa uma ponte improvisada após a passagem do furacão Irma pelas ilhas Turks e Cacos, no Caribe. Foto: UNICEF/Manuel Moreno Gonzalez

Países do Caribe se comprometem a trabalhar juntos para proteger refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) cumprimentou na sexta-feira (15) o governo das Bahamas por seu papel de liderança da segunda Consulta Migratória do Caribe, uma plataforma criada para abordar os desafios relacionados ao crescente número de refugiados e migrantes que chegam à região.

“A estreita colaboração entre os países do Caribe é fundamental para abordar a chegada de refugiados e migrantes de forma segura e humana, e a região do Caribe está dando exemplo à outras partes do mundo com sua abordagem para essa questão”, disse Matthew Reynolds, representante regional do ACNUR para os Estados Unidos e Caribe.

De acordo com o secretário nacional de Justiça, Rogério Galloro, o Brasil recebe solicitações de refúgio de diversos países, alguns com dialetos pouco conhecidos. Foto: ONU

Solicitantes de refúgio terão intérpretes nas entrevistas em Brasília

As entrevistas de solicitação de refúgio no Brasil terão uma ajuda extra em 2018. Quaisquer cidadãos com disponibilidade de horário e conhecimento avançado em outros idiomas poderão se cadastrar em um banco de intérpretes.

O trabalho voluntário é resultado de acordo de cooperação técnica entre a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e a Universidade de Brasília. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Venezuelanos chegam ao Brasil pela cidade de Pacaraima, em Roraima. Foto: EBC

Agências da ONU lançam em Roraima campanha de combate à xenofobia

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Rede Acolher, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), lançam na segunda-feira (18), Dia Internacional dos Migrantes, a campanha “E se Fosse Você”, que traz mensagens de empatia, solidariedade e união entre os povos.

A iniciativa é apoiada por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), escritório regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Segundo o ACNUR, 63% de todos os refugiados do Sudão do Sul têm menos de 18 anos. Foto: ACNUR/David Azia.

Chefe de agência da ONU pede ação urgente para crise do Sudão do Sul

Na data em que a guerra civil do Sudão do Sul completa quatro anos, o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, pediu na quinta-feira (14) ações urgentes de todas as partes para resolver o conflito e pôr fim à maior crise de refugiados da África.

Ao chamar a atenção para o fato de que 63% de todos os refugiados do Sudão do Sul têm menos de 18 anos, Grandi classificou a situação como “uma crise de crianças refugiadas”, e enfatizou que muitas delas “estão chegando desacompanhadas, separadas e extremamente traumatizadas”.

Mulheres do Sul Global arrumam as roupas produzidas ao longo da formação. Foto: ACNUR/Diogo Felix.

Refugiados concluem formação em empreendedorismo e apresentam negócios no Rio

Cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Boa Vista ajudaram a fazer de 2017 um ano marcado por ações e projetos de valorização da cultura das pessoas em situação de refúgio e de integração dessa população com os brasileiros.

No Rio, um grupo de empreendedores de Angola, Colômbia, Nigéria, República Democrática do Congo, Síria e Venezuela já transformou esse intercâmbio cultural em uma forma de gerar renda para suas famílias e apresentar um pouco de seus países à população local. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Milhares de refugiados rohingya atravessam fronteira de Mianmar rumo a Bangladesh fugindo da violência. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Pacto global é chance de traçar caminho diferente para crise de refugiados, diz agência da ONU

A um ano da consolidação de um compromisso mundial conjunto que busque melhorar a resposta à situação dos refugiados e migrantes globalmente, a tragédia do deslocamento forçado está ainda maior, declarou o chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Em seu discurso de abertura de uma reunião de alto nível em Genebra sobre o novo pacto global para migrantes e refugiados, Filippo Grandi observou que, por todo o mundo, pessoas continuam sendo forçadas a deixar suas casas, vítimas de um fracasso coletivo da comunidade internacional em prevenir e solucionar conflitos.

Na Líbia, dezenas de migrantes dormem em uma cela apertada no centro de detenção Tariq al-Sikka, em Trípoli. Foto: ACNUR/ Iason Foounten

ONU intensifica trabalho para proteger refugiados e migrantes do tráfico humano no Mediterrâneo

Organização Internacional para as Migrações (OIM) já ajudou a cerca de 13 mil pessoas a sair dos centros de detenção na Líbia e 8 mil no Níger. Os esforços fazem parte de um trabalho intensificado para impedir abusos contra refugiados e migrantes nas rotas do Mediterrâneo, incluindo o tráfico de escravos na Líbia. Segundo a organização, ainda há cerca de 15 mil pessoas nessas instalações.

Destruição na cidade de Aleppo, Síria. Foto: UNESCO.

Relatório aponta estupro e tortura sexual generalizados contra homens na crise da Síria

Detido durante a guerra na Síria, Tarek ficou preso numa cela escura por um mês com outras 80 pessoas – mas as terríveis condições foram o menor dos problemas. Nu, ele e outros detentos tinham suas mãos amarradas durante à noite, eram torturados com choques elétricos em seus genitais e estuprados por seus sequestradores.

O sofrimento do rapaz está longe de ser algo único e extremamente raro na Síria. Um estudo publicado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) indica que a violência sexual e a tortura de homens e meninos parecem ser muito mais comuns no país do que se pensava. Refugiados sírios também são vítimas em países de acolhimento.

Peter foi forçado a deixar o Zimbábue por causa da instabilidade política, mas não teve sua solicitação de refúgio aceita no Reino Unido e deixou de ser reconhecido como cidadão por seu próprio país de origem. Foto: ACNUR/Greg Constantine

Mostra fotográfica em Londres aborda desafios de quem não tem nacionalidade

Em todo o mundo, existem cerca de 10 milhões de apátridas. Essas pessoas não têm nacionalidade, o que as torna vulneráveis a instabilidade jurídica e violações. Para essa população, a vida cotidiana pode ser cheia de medo e discriminação. A fim de debater os desafios de quem vive em situação de apatridia, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o fotógrafo Greg Constantine apresentam em Londres uma mostra fotográfica sobre o tema, em cartaz até 30 de dezembro.

Refugiados sírios em, Akkar, no Líbano. Foto: UNICEF/MeMo/Diego Ibarra Sánchez

Doadores garantem US$ 857 milhões para proteção e assistência de refugiados em 2018

Países comprometeram-se na terça-feira (5) a doar 857 milhões de dólares para as atividades do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em 2018. O valor equivale a cerca de 11% do financiamento necessário para o próximo ano — o orçamento total supera 7,5 bilhões de dólares. A quantia já assegurada, porém, é consideravelmente maior que a acordada ao final de 2016, quando foram arrecadados 701 milhões de dólares.