O alto-comissário assistente para Proteção do ACNUR, Volker Türk, participa da inauguração da Oficina Local de Atenção a Vítimas junto ao vice-presidente de El Salvador, Óscar Ortiz e autoridades do governo. Foto: ACNUR/ Óscar Ramirez

‘O que temos em países da América Central não é um problema de migração, é uma crise de refugiados’

No final de 2016 foram registrados mais de 180 mil refugiados e solicitantes de refúgio de El Salvador, Guatemala e Honduras, representando um aumento de 68% em comparação aos números registrados no ano anterior. Além disso, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), cerca de 216 mil pessoas foram deportadas para esses países vindas do México e Estados Unidos, criando pressão nas capacidades de recepção e proteção de seus direitos.

Salim Mohammadi (ao centro) conversa com novos amigos no centro da comunidade local. Foto: ACNUR/Gordon Welters

Voluntários ajudam refugiados a reconstruir suas vidas na Alemanha

Na cidade de Neu Wulmstorf, no norte da Alemanha, cerca de 300 refugiados e solicitantes de asilo se reúnem mensalmente com os residentes do município para receber aconselhamento sobre trabalho, educação e moradia. Os encontros são organizados pela Welcome to Neu Wulmstorf, rede de apoio a vítimas de deslocamento forçado. Para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), sociedade civil alemã respondeu à altura dos desafios trazidos pela chegada de refugiados ao país.

Bora e seus filhos se preparam para deixar a África do Sul e ir para a França. Foto: ACNUR/James Oatway

Família congolesa deixa tragédia para trás e recomeça a vida na França

Depois de fugir da violência na República Democrática do Congo e de perder o marido e o irmão na África do Sul, Bora Riziki e seus filhos estão indo para a Europa em busca da oportunidade de recomeçar suas vidas em segurança.

Ela e os filhos Amina, de 5 anos, e Ibrahim, de 7, estão deixando uma casa perto da Cidade do Cabo para recomeçar a vida nova na França, por meio de um programa de reassentamento da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Com formulários em mãos, refugiados sul-sudaneses recentemente chegados exigem ser registrados em centro de recepção no distrito de Arua, norte de Uganda. Foto: ACNUR/Jiro Ose

ONU apela por US$1,4 bilhão para 1,8 milhão de refugiados que fugiram do Sudão do Sul

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) pediram no início dessa semana (15) aos doadores internacionais que aumentem o apoio financeiro para ajudar mais de 1,8 milhão de refugiados que fugiram do conflito em curso no Sudão do Sul. Até o momento, apenas 14% do orçamento de 1,4 bilhão de dólares solicitados para sul-sudaneses fugindo da guerra foi financiado.

Refugiadas receberam informações sobre acesso a ensino superior, técnico e profissionalização no Brasil. Foto: Rede Brasil Pacto Global/Fellipe Abreu

Refugiadas vivendo em São Paulo recebem orientações para ingressar no ensino superior e técnico

Na semana passada, em São Paulo, refugiadas da Síria, República Democrática do Congo, Colômbia, Nigéria e Moçambique participaram de mais uma rodada do projeto “Empoderando Refugiadas”, coordenado pela ONU.

Foi o terceiro encontro da iniciativa em 2017. No evento, realizado na sede da consultoria jurídica EMDOC, estrangeiras conheceram oportunidades de capacitação em universidades brasileiras e outras instituições.

Durante palestra na Universidade de Brasília, refugiados e migrantes tiveram a oportunidade de tirar dúvidas específicas sobre seus direitos trabalhistas. Foto: ACNUR/Flávia Faria.

Palestras sobre direitos trabalhistas reúne refugiados e migrantes em Brasília

Se muitos brasileiros desconhecem a legislação trabalhista do país e acabam expostos a situações de exploração indevida da mão-de-obra, não é difícil de imaginar que refugiados e migrantes buscando uma vaga no mercado formal enfrentem obstáculos e abusos por não conhecerem seus direitos.

Palestras informativas realizadas em Brasília pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) abordaram a inserção ao mercado de trabalho formal e indicaram ferramentas para reivindicação de direitos laborais.

Refugiados que trabalharam na orientação do público posam para foto na abertura da quinta edição do Festival Path, o maior festival de inovação da América Latina, realizado em São Paulo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Em São Paulo, iniciativa apoiada pelo ACNUR leva refugiados para o maior festival de inovação da América Latina

Realizada em São Paulo no último fim de semana, a quinta edição do Festival Path recebeu 16 refugiados que vivem na cidade e vêm de países como Síria, Colômbia, Camarões e Mali. Eles trabalharam na organização do maior evento de inovação e criatividade da América Latina e, durante as palestras e apresentações culturais, tiveram a oportunidade de fazer contatos profissionais.

Participação foi promovida pelo Programa de Apoio para a Recolocação de Refugiados (PARR), uma iniciativa que conta com o suporte do ACNUR.

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 65 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a sair de suas casas; entre elas, 21 milhões são refugiadas. Em uma pequena cozinha na cidade de Nova Iorque, refugiados de 11 países diferentes estão se comunicando e contribuindo para sua nova nação por meio do que sabem melhor fazer: a comida. A ‘Eat Offbeat’ contrata cozinheiros caseiros apaixonados e os treina como chefs profissionais que concebem, preparam e entregam refeições étnicas autênticas.

Em Nova Iorque, refugiados reconstroem a vida como chefs de cozinha

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 65 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a sair de suas casas; entre elas, 21 milhões são refugiadas.

Em uma pequena cozinha na cidade de Nova Iorque, refugiados de 11 países diferentes estão se comunicando e contribuindo para sua nova nação por meio do que sabem melhor fazer: a comida. A ‘Eat Offbeat’ contrata cozinheiros caseiros apaixonados e os treina como chefs profissionais que concebem, preparam e entregam refeições étnicas autênticas.

Confira nessa reportagem especial da TV ONU.

Migrantes e refugiados resgatados no Mediterrâneo aguardam desembarque em Pozzalo, na Itália. Foto: ACNUR/F. Malavolta

Mais de 43 mil refugiados e migrantes já cruzaram o Mediterrâneo em 2017, diz ACNUR

Desde a última sexta-feira (5), 6 mil refugiados e migrantes chegaram à Itália pelo Mediterrâneo. O contingente elevou para mais de 43 mil o número total de pessoas que já se arriscaram pelo mar em 2017 para aportar em solo europeu.

Os dados foram divulgados pelo alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, que alertou no último domingo (7) para as mortes e desaparecimentos, registrados desde o início do ano, de mais de 1,1 mil indivíduos durante a travessia.

Armando atualmente vive em um abrigo na fronteira sul do México e recebe assistência jurídica do ACNUR. Foto: ACNUR

Após perder perna, refugiado hondurenho encontra esperança no México

Depois de perder uma perna em um acidente de trem enquanto fugia da violência em Honduras, Armando, de 23 anos, tenta agora se reunir com sua família no México e retomar seu sonho de ser músico.

Diante da chegada de centenas de pessoas da América Central ao México, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está trabalhando com o governo e a sociedade civil local para melhorar a capacidade de recepção e fortalecer programas de assistência humanitária.

Foto: Festival Path

Em São Paulo, refugiados participarão do maior festival de inovação da América Latina

Numa iniciativa inédita, o Festival Path – maior evento de inovação da América Latina – abre suas portas para os refugiados que vivem no Brasil. No próximo fim de semana — 6 e 7 de maio —, refugiados de diferentes nacionalidades e com sólida formação profissional e acadêmica participarão do evento como monitores e terão a oportunidade de entrar em contato com empresários e pessoas inseridas no mercado de trabalho brasileiro. Participação foi viabilizada com a ajuda da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Haitianos em São Paulo. Foto: EBC

ONU e sociedade civil pedem sanção sem vetos da Lei de Migração

Mais de 100 entidades da sociedade civil e organizações internacionais como as Nações Unidas enviaram na semana passada (26) uma carta ao presidente brasileiro, Michel Temer, pedindo a sanção sem vetos da chamada Lei de Migração, já aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

A nova lei garante acesso igualitário e livre a trabalho, benefícios sociais e seguridade social a migrantes, eliminando discriminações e garantindo a eles os mesmos direitos assegurados aos brasileiros, como participar de protestos e se filiar a sindicatos.

Hadiya, deslocada interna iemenita. Foto: ACNUR/Shabia Mantoo

Agência da ONU prevê mais deslocamentos com intensificação do conflito no Iêmen

Desde o início do ano, as hostilidades em Taiz, no Iêmen, já forçaram o deslocamento de quase 50 mil pessoas. Além dessas, 3 milhões já se deslocaram desde o início do conflito em 2015, das quais 2 milhões continuam deslocadas, e 1 milhão retornaram provisoriamente para casas em condições precárias.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) teme que recentes ofensivas militares nas regiões de Taiz e Al Hudaydah possam causar o deslocamento de mais de meio milhão de pessoas, tornando ainda mais grave a crise humanitária no país.

Os refugiados e solicitantes de refúgio, assim como os migrantes que vivem em São Paulo, participam de processos de consulta com o poder público para aprimorar as políticas de acolhimento e integração na maior metrópole da América do Sul. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Prefeitura de SP apresenta políticas de inclusão e integração de migrantes e refugiados

A prefeitura de São Paulo apresentou durante evento em Brasília as políticas que têm adotado para promover a inclusão e integração dos mais de 380 mil migrantes e refugiados que vivem na cidade.

“A cidade de São Paulo tem cada vez mais se consolidado como uma cidade solidária à acolhida de pessoas migrantes e refugiadas”, afirmou a representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Isabel Marquez.

Agências da ONU no Brasil participaram do IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável.

Campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que oferece vagas presenciais em mais de 60 cursos para pessoas reconhecidas como refugiadas no Brasil. Foto: CCSUFSCar/Matheus M. Ramos

UFSCar abre inscrições para seleção de refugiados em 65 cursos presenciais de graduação

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) divulgou nesta semana o edital de seleção para pessoas em situação de refúgio que desejam fazer os cursos de graduação presenciais nos campi São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino — todos no interior do estado de São Paulo. São 65 formações disponíveis. Para cada curso ofertado, há uma vaga reservada exclusivamente para estudantes refugiados.

Instituição faz parte da Cátedra Vieira de Mello, uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para ampliar o debate acadêmico sobre deslocamento forçado e garantir o acesso de refugiados ao ensino superior.

Castelo foi transformado em centro de recepção para refugiados. Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau

Vilarejo na França transforma castelo em centro de acolhimento para refugiados

Em novembro de 2015, o vilarejo de Pessat-Villeneuve, que tinha uma população de apenas 550 pessoas, decidiu abrir as portas de um antigo castelo sob responsabilidade da câmara municipal. Os ‘hóspedes’ são refugiados que estavam vivendo em Paris e em Calais. Desde então, o palácio se transformou no lar de 136 vítimas de deslocamento forçado que haviam deixado suas nações de origem para buscar segurança na Europa. Saiba o que aconteceu com os antigos e novos moradores da cidade.

Das mais de 7,4 milhões de vítimas do deslocamento forçado na Colômbia, cerca de 3% são indígenas. Foto: ACNUR/A. Méndez

Indígenas colombianos lutam por sobrevivência e direito ancestral à terra

Um dos 87 povos indígenas da Colômbia, os sikuani há muitos anos são afetados pelo deslocamento forçado devido ao conflito armado. Eles têm visto ameaçado seu direito ancestral a terra, tradições e costumes, e até mesmo ao desejo de regressar a seus territórios.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem feito um trabalho de advocacia junto às autoridades competentes para que reconheçam esta comunidade como vítima do conflito armado no país.