O refugiado sírio Firas al Ahmad olha pela janela da casa de seu pai em Irbid, na Jordânia, um dia antes de partir com a família para os Estados Unidos. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Família síria deixa a Jordânia para recomeçar a vida nos Estados Unidos

“Estou indo embora por causa dos meus filhos, pelo futuro deles. Espero que eles possam receber uma boa educação e ter uma vida melhor do que a que eu vivi”, conta Firas al Ahmad, um refugiado sírio que tem três filhos. Ele e a família serão reassentados da Jordânia para Dallas, no Texas, onde poderão recomeçar a vida.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), menos de 1% dos refugiados de todo o mundo conseguem ser realocados por programas de reassentamento de países desenvolvidos.

Assim como centenas de milhares de idosos em Luhansk, Hanna e seu marido Oleksiy enfrentam dificuldades financeiras e médicas desde que a guerra começou no leste da Ucrânia, em abril de 2014. Foto: ACNUR/Anastasia Vlasova

Casal de idosos depende da ajuda humanitária para sobreviver na Ucrânia

Hanna e Oleksiy Huzovskiy não têm forças para deixar a casa onde moram. Vivendo perto da linha de frente das batalhas do conflito na Ucrânia, o casal de idosos tem problemas de saúde e depende da ajuda humanitária, que dá dinheiro para a aquisição de alimentos e remédios. São os vizinhos e profissionais de assistência que vão à rua comprar comida para o casal. “Deus não deveria permitir que alguém passasse por duas guerras em uma mesma vida”, comenta Oleksiy, que testemunhou a Segunda Guerra Mundial.

Jovem com seu recipiente para coletar água em um campo de proteção de civis em Bentiu, no Sudão do Sul. Foto: UNICEF / Holt

Crise alimentar atinge 2 milhões de refugiados em 10 países da África, alerta ONU

De acordo com duas agências da ONU – o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Agência para Refugiados (ACNUR) –, suplementos alimentares foram consideravelmente reduzidos – em alguns casos em até 50% – em grandes operações de assistência nos Camarões, Chade, Quênia, Mauritânia, Sudão do Sul e Uganda. Já em Burkina Faso, Djibuti, Burundi e Etiópia, houve cortes em refeições fortificadas com micronutrientes.

Zahrah, uma viúva e mãe de oito filhos deslocadas pela guerra, senta em um abrigo improvisado em Sanaa, no Iêmen. Foto: ACNUR/Mohammed Hamoud

ACNUR: crise humanitária no Iêmen está ‘além de qualquer catástrofe já vista’

No Iêmen, 14,1 milhões de pessoas passam fome e 3,1 milhões de iemenitas são considerados deslocados internos por conta da guerra que afeta o país desde março de 2015. Dois terços da população de 27 milhões de habitantes dependem de assistência externa. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) recebeu apenas 1% dos 99,6 milhões de dólares solicitados a doadores internacionais para socorrer pessoas vulneráveis em 2017.

Em São Paulo, crianças refugiadas recebem atendimento médico e material escolar

O Museu da Imigração, um dos marcos da história dos estrangeiros no Brasil, se transformou no final de semana retrasado em um centro de assistência para crianças refugiadas. Cerca de 150 meninos e meninas de Angola, República Democrática do Congo, Nigéria, Síria, Jordânia, Palestina, Iêmen e Irã foram atendidos por pediatras e dentistas e receberam materiais escolares para começar o novo ano letivo.

Iniciativa é da organização não governamental ‘I Know My Rights’ (IKMR), parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), e da instituição “Por Um Sorriso”.

Na cidade ucraniana de Avdiivka, Alexander, de 80 anos, limpa seu apartamento que foi atingido por bombardeios. Foto: ACNUR/Evgeny Maloletka

ACNUR aumenta assistência humanitária para vítimas do conflito no leste da Ucrânia

Desde o final de janeiro, uma nova onda de violência no leste da Ucrânia levou à destruição de 150 casas e 30 apartamentos na cidade de Avdiivka, localizada em região controlada pelo governo do país. Em Donetsk, sob o domínio de outras autoridades, mais de 20 aldeias estavam sem eletricidade no início de fevereiro. Em meio a temperaturas que poderiam chegar aos -20ºC, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem distribuído suprimentos, roupas, cobertores e materiais de abrigo.

Abdel Moein Al Abed, sua esposa Fatima, os gêmeos de oito anos, Mohamad e Jomaa, e Shahd, de cinco, preparam-se para deixar Kahlouneye, no Líbano, e viverem em Tampa, na Flórida. Foto: ACNUR/Lisa Abou Khaled

Família síria chega aos EUA após revogação de decreto que suspendia reassentamento de refugiados

Abdel Moein Al Abed, de 37 anos, sua esposa, Fatima, de 31, e os três filhos foram selecionados pelo ACNUR para serem reassentados para os Estados Unidos. A família também foi aprovada pelo governo norte-americano. No mês passado, porém, um decreto suspendeu os programas de transferência de refugiados e quase pôs um fim ao sonho desses sírios. Com revogação, eles puderam começar uma nova vida em território norte-americano.

VÍDEO: Resumo semanal da ONU em imagens #108

VÍDEO: Resumo semanal da ONU em imagens #108

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressa preocupação sobre a política norte-americana em relação ao reassentamento de refugiados; autoridades da ONU apelam pela paz na Síria, devastada pela guerra que completará, em breve, 7 anos; UNICEF lança campanha global para arrecadar 3 bilhões de dólares para ajudar as cerca de 50 milhões de crianças que vivem em países de conflito – estes são os destaques do resumo semanal da ONU em imagens.

Mulheres e crianças pequenas chegam a passar horas perto do fogo, inalando fumaça tóxica que causa doenças e leva à morte. Foto: ACNUR/Anneliese Holllmann

ACNUR e empresa ajudam refugiados vivendo em Ruanda a trocar lenha e carvão por combustível limpo

Em Ruanda, praticamente todos os 150 mil refugiados dependem de lenha e carvão para cozinhar. A dependência dessas fontes de energia provoca problemas de saúde: 225 refugiados morrem todos os anos por causas relacionadas à poluição do ar em ambientes fechados. Outros riscos incluem o desmatamento das florestas. Globalmente, 80% dos refugiados dependem de biomassa tradicional para cozinhar, levando à queima de 64,7 mil acres de floresta por ano.

Shergo e Avin, uma de suas filhas, na porta de seu alojamento temporário. Foto: ACNUR/Ljubinka Brashnarska

Na Antiga República Iugoslava da Macedônia, refugiados sírios encontram esperança e liberdade pela arte

Vivendo em um abrigo em Skopje, capital da Antiga República Iugoslava da Macedônia, o casal de artistas e refugiados sírios Shergo Musa e Nazli Abdou conseguiu expor suas obras em uma mostra organizada com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). No país balcânico, eles têm a liberdade de movimento restrita e não podem deixar o centro onde moram à hora que quiserem.

Haytham* e sua família vivem no acampamento de Hasansham, administrado pelo ACNUR. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

Novos confrontos em Mossul devem deslocar mais iraquianos, alerta ACNUR

Batalha entre governo e Estado Islâmico pelo controle de Mossul teve início em outubro do ano passado e deslocou cerca de 153 mil pessoas. Autoridades reconquistaram o leste da cidade e planejam agora retomar a parte ocidental do local, que é o lar de mais de 750 mil iraquianos. Essa população está presa na região e corre o risco de passar fome, informou neste mês a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Sanaa, com seus quatro filhos pequenos. Foto: ACNUR/David Azia

Agências da ONU pedem doações para dar assistência a refugiados sírios

A guerra na Síria é responsável pela maior crise de refugiados do mundo. Mais de 4,9 milhões de pessoas deixaram o país. A maioria buscou segurança em países vizinhos, onde agências humanitárias prestam assistência e fornecem moradia, alimentos, cuidados médicos e educação. Falta de recursos, porém, preocupa a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU / Mark Garten

Em visita à Arábia Saudita, secretário-geral da ONU debate crises no Iêmen e Líbia

Secretário-geral da ONU, António Guterres, se reuniu com ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita e declarou ter tido “discussões muito importantes e construtivas sobre o Iêmen e a Líbia”. Eles também falaram sobre a Síria e o Iraque.

O número de pessoas em insegurança alimentar no Iêmen aumentou em 3 milhões em sete meses, com cerca 17,1 milhões de civis atualmente passando fome no país – mais de dois terços da população total de 27,4 milhões.

Doaa sobreviveu a naufrágio e conseguiu salvar uma das cerca de cem crianças a bordo do barco que deveria lhe levar à Europa. Foto: Elena Dorfman

Funcionária do ACNUR publica livro sobre refugiada que sobreviveu a naufrágio no Mediterrâneo

“Sinto que estamos sendo levados para a nossa morte”. As palavras são da refugiada síria Dooa Al Zamel, logo antes de entrar num barco pesqueiro clandestino junto com outros 500 passageiros. A história da jovem é contada em detalhes no livro ‘A Hope More Powerful than the Sea’, da porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Melissa Fleming.

A autora chefiou por oito anos o departamento de comunicação da agência e atualmente faz parte da equipe de transição do secretário-geral da ONU, António Guterres.

Refugiados encontram novas oportunidades de vida na Romênia

Vindos do Afeganistão, Iraque, Rússia, Nigéria, Síria, Marrocos, refugiados vivendo atualmente na Romênia sonham com carreiras e novos projetos pessoais em Timisoara, cidade no oeste do país europeu que os acolheu, Entre os deslocados forçados, uma dupla de amigas afegãs frequenta a universidade para estudar tecnologia da informação. Em sua terra natal, perspectivas de trabalho eram limitadas simplesmente pelo fato de serem mulheres.

Crianças sírias que buscam refúgio na Turquia correm o risco de se tornarem apátridas. Foto: Muse Mohammed/OIM

A cada 10 minutos, uma criança nasce sem nacionalidade

Relatório do Instituto de Apatridia e Inclusão, organização não governamental com sede na Holanda, revela que há mais de 6 milhões de crianças apátridas em todas as regiões e na maioria dos países atualmente. No total, 10 milhões de pessoas são consideradas apátridas.

Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou para a gravidade do problema e ressaltou a importância de prevenir a apatridia entre crianças migrantes.

Em um campo em Tindouf, na Argélia, um jovem refugiado saarauí constrói abrigos resistentes a tempestades — de chuva e de areia — usando garrafas de plástico. Foto: ACNUR/Russell Fraser

Refugiado usa garrafas de plástico para construir moradias resistentes ao clima do deserto

Em um campo para refugiados do Saara Ocidental, próximo à fronteira com a Argélia, Tateh Lehbib Breica constrói residências com garrafas de plásticos que iriam para o lixo. Material permite erguer residências mais resistentes às chuvas e às tempestades de areia da região. Ajudado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o rapaz está construindo 25 unidades residenciais que darão abrigo a deslocados forçados vulneráveis.

Falta de terras provoca superlotação de campos para refugiados do Burundi, diz ACNUR

Instabilidade no Burundi provocou novos fluxos de deslocamento forçado rumo a países vizinhos, como a Tanzânia, aonde 600 refugiados burundinenses chegaram por dia em janeiro. Na nação de acolhimento, faltam terrenos para a expansão dos acampamentos de refugiados e locais de abrigo já existentes estão sobrecarregados. Situação é semelhante em Ruanda e na República Democrática do Congo, alertou nesta semana a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Time da Cruz Vermelha de Tripoli resgatar outro corpo de migrante, achando no mar da Líbia. Foto: Mohamed Ben Khalifa/IRIN

Refugiados: ACNUR alerta para politização do tema e UNICEF pede proteção de crianças na União Europeia

O chefe da Agência da ONU para Refugiados, ACNUR, Filippo Grandi, alerta países desenvolvidos que a politização do tema dos refugiados pode comprometer o princípio da solidariedade internacional com quem foge da guerra e da perseguição.

Em Malta, onde líderes da União Europeia se reúnem para discutir novas medidas sobre migração, incluindo maior cooperação com a Líbia, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e relatores independentes da ONU destacam a necessidade de garantir que as crianças sejam protegidas e que migrantes não sejam levados para lugares onde corram riscos.

Moradores deixam o leste de Mosul depois da retomado pelas forças iraquianas. Foto: Ivor Prickett/ACNUR

ACNUR consegue entrar pela primeira vez em bairros no leste de Mossul, no Iraque

No fim de janeiro, funcionários da Agência da ONU para refugiados (ACNUR) conseguiram chegar pela primeira vez a alguns bairros acessíveis no leste de Mossul, no Iraque, e prestaram assistência a quase 9 mil famílias com kits de emergência. Desde o início da ofensiva militar em 17 de outubro de 2016, 163 mil pessoas fugiram do leste de Mossul e áreas vizinhas, e a maioria agora vive em campos administrados ou apoiados pelo ACNUR.

Centenas de refugiados e migrantes a bordo de um barco de pesca momentos antes de serem resgatados pela Marinha italiana, como parte de sua operação Mare Nostrum, de junho de 2014. Foto: Marinha italiana/Massimo Sestini

Agências da ONU pedem que países europeus parem de realizar triagem de refugiados no norte da África

Em comunicado emitido um dia antes da reunião do Conselho Europeu em Malta, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram a líderes da Europa que abandonem algumas das estratégias vigentes para lidar com o fluxo migratório da África rumo ao continente.

Organismos internacionais criticaram a detenção automática de refugiados e migrantes em centros ‘inumanos’ na Líbia e consideraram ‘inadequada’ a condução de triagens de solicitantes de asilo fora do território europeu.

No Brasil, existem cerca de 7 mil crianças disponíveis para adoção e outras 40 mil aguardando eventual indicação para adoção em abrigos. Foto: EBC

Especialistas alertam: adoção de crianças no exterior só deve ser feita em casos excepcionais

Adoções no exterior devem ocorrer somente em casos excepcionais, uma vez que no Brasil existem cerca de 7 mil crianças disponíveis para adoção e outras 40 mil aguardando em abrigos uma eventual indicação judicial para buscar um novo lar, disseram especialistas.

Quando se trata de crianças de países em situação de conflito, a adoção é ainda menos indicada. Muitas vezes, as crianças estão separadas de seus pais temporariamente por conta da guerra, o que não significa que estejam órfãs. A prioridade deve ser justamente integrá-las às suas famílias.