Agências da ONU e AVSI aguardam chegada de comitiva interministerial no abrigo Rondon 2, o centro de trânsito para famílias venezuelanas que serão interiorizadas. Foto: ANUCR/Victoria Hugueney

Governo federal visita venezuelanos atendidos pela ONU em Roraima e prorroga ajuda até 2020

Uma comitiva com cinco ministros do governo federal visitou nesta quinta-feira (17) as instalações de acolhimento e recepção a venezuelanos da Operação Acolhida em Boa Vista, Roraima, e anunciou a prorrogação do programa até março de 2020.

Durante a visita, as autoridades conheceram o trabalho humanitário conjunto desenvolvido por agências do Sistema ONU no Brasil, o Exército brasileiro e organizações da sociedade civil. A comitiva incluiu o governador de Roraima, Antonio Denarium, a Secretária Nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj, além membros do Exército, de outros órgãos federais e de organizações internacionais.

Paweł Adamowicz, prefeito de Gdansk, fotografado em janeiro de 2018. Foto: ACNUR/Rafal Kostrzynski

Agência da ONU lamenta assassinato de prefeito polonês pró-refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou na segunda-feira (14) estar “profundamente chocada e triste” pela morte de Pawel Adamowicz, o prefeito da cidade polonesa de Gdansk, que foi esfaqueado no domingo, durante um evento de caridade a céu aberto. De acordo com o organismo internacional, o líder municipal recebia correspondências com discurso de ódio por causa de seus posicionamentos a favor dos refugiados.

Apoio ao Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial é parte de projeto de parceria entre UNFPA, ACNUR e União Europeia. Foto: UNFPA Brasil/Paola Bello

Roraima: ONU e Exército de Salvação inauguram centro para refugiados e brasileiros vítimas de violência

A partir da próxima sexta-feira (18), Boa Vista (RR) ganha um novo espaço de convívio para pessoas brasileiras, refugiadas e migrantes que sofreram violência baseada em gênero ou outras violações de direitos humanos. Será inaugurado o Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial, uma iniciativa vinculada ao Projeto Pontes do Exército de Salvação, em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com financiamento da União Europeia.

O venezuelano Johnny José Gonzalez posa para uma foto na DOXS Logística, no centro de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Com emprego e aulas de português, refugiados reconstroem suas vidas em São Paulo

Johnny José Gonzalez, de 50 anos, era dono de uma construtora na Venezuela, seu país de origem. Hoje, cerca de oito meses após chegar ao Brasil, o engenheiro civil trabalha numa empresa de logística em Guarulhos.

Sua trajetória é um exemplo de como projetos de empregabilidade e capacitação podem ajudar refugiados e migrantes a recomeçar a vida num novo país. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A saudita Rahaf Mohammed al-Qunun chega ao Aeroporto Internacional de Pearson, em Toronto, e é recebida pela ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, à direita, e pela funcionária da COSTI, Saba Abbas, à esquerda. Foto: ACNUR/Annie Sakkab

Canadá garante refúgio para jovem saudita que fugiu da família, diz ONU

A saudita Rahaf Mohammed al-Qunun, de 18 anos, aterrissou no sábado (12) no Canadá, que decidiu conceder refúgio à jovem. A menina havia fugido de sua família no Kuwait para tentar chegar à Austrália, mas teve seu passaporte retido durante o trajeto, ao passar pelo aeroporto de Bangcoc, na Tailândia. Em solo tailandês, Rahaf se barricou num quarto de hotel para evitar deportação e pediu socorro pelo Twitter.

Sírios deslocados aguardam para receber auxílio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no campo de Al Hol, em Hassakeh, na Síria. Foto: ACNUR/Hisham Arafat

ONU alerta para aumento das mortes e deslocamentos de civis na Síria

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) expressou profunda preocupação nesta sexta-feira (11) com relatos de aumento de mortes de civis, incluindo mulheres e crianças, e deslocamento em larga escala em meio a renovados confrontos no enclave de Hajin, na província de Deir-ez-Zor, no leste da Síria.

O ACNUR e parceiros estão em solo todos os dias para identificar necessidades e fornecer assistência de proteção, especialmente para crianças desacompanhadas ou separadas de seus pais e que precisam de assistência médica. Equipes da agência distribuem tendas, itens de alívio e assistência de inverno para recém-chegados a assentamentos improvisados.

Interior do Museu da Imigração do Estado de São Paulo. Foto: Museu da Imigração de SP

SP: programa de residência artística seleciona refugiados, solicitantes de refúgio e migrantes

O Museu da Imigração de São Paulo recebe inscrições de migrantes internacionais (imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio) para seu programa de residência artística. Para a edição de 2019 da iniciativa, que terá o tema “acolhida”, serão selecionados até dois artistas.

Os escolhidos vão participar de uma imersão nas atividades e rotinas da instituição, a fim de desenvolver projeto(s) de artes visuais (incluindo linguagens como pintura, escultura, desenho, gravura, cerâmica, produção digital e instalação).

Jovem saudita Rahaf Mohammed Al-qunun comunicou-se por meio do Twitter a partir de quarto de hotel em Bangcoc. Foto: Reprodução

Saudita que buscava refúgio e se barricou em hotel na Tailândia está ‘em lugar seguro’, diz ACNUR

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou na segunda-feira (7) que a jovem saudita de 18 anos Rahaf Mohammed Al-gunun, que estava presa no aeroporto de Bangcoc após fugir de sua família no Kuwait — alegando que seria morta se fosse forçada a voltar —, está “agora em um lugar seguro”.

O ACNUR defende consistentemente o princípio de não devolução, que diz que qualquer pessoa com confirmação ou queixa de necessidade de proteção internacional não pode ser devolvida a um território onde sua vida ou liberdade estejam ameaçadas. Este princípio é reconhecido como lei internacional e está enraizado em outras obrigações de tratados assinados pela Tailândia, de acordo com o ACNUR.

Favorecer o acesso e a adaptação de jovens refugiados no ambiente escolar é uma importante diretriz do ACNUR, dialogando com as políticas públicas implementadas pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Foto: ACNUR/Gabo Morales

SP lança documentos para orientar acolhimento de alunos refugiados e migrantes

Integrar alunos refugiados e migrantes nas escolas estaduais é uma das responsabilidades da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Além de culturas e tradições diferentes, as crianças e adolescentes de fora do país dão maior pluralidade à rede de ensino.

A pasta desenvolveu documentos para nortear o atendimento desses estudantes dentro das unidades escolares. Lançados em 2018, os materiais contribuem para auxiliar as escolas desde o momento da matrícula até o acolhimento em sala de aula.

“O ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, reconhece a importância da produção destes materiais para facilitar o ingresso e adaptação de crianças e jovens refugiados ao contexto escolar, sendo a escola um espaço fundamental de aprendizados e sociabilidades para o desenvolvimento humano integral”, afirma Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório do ACNUR em São Paulo.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ONU pede esclarecimento da Índia sobre retorno de família rohingya a Mianmar

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lamentou na sexta-feira (4) a decisão da Índia de repatriar um grupo de muçulmanos rohingya para Mianmar, no segundo retorno do tipo em três meses.

A estimativa é de que haja 18 mil refugiados e solicitantes de refúgio rohingya registrados no ACNUR indiano, vivendo em diferentes lugares do país. Eles fogem de perseguições das forças de segurança principalmente no estado de Rakhine, em Mianmar.

Migrantes que atravessavam o Mar Mediterrâneo são resgatados por navio belga. Foto: Frontex/Francesco Malavolta

Agência da ONU pede que países ajudem 49 refugiados presos no Mar Mediterrâneo

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu no último dia de 2018 para Estados-membros da ONU fornecerem locais seguros para desembarque de 49 refugiados e migrantes, incluindo crianças pequenas, a bordo de embarcações de resgate no mar Mediterrâneo.

Um navio de uma organização não governamental chamado The Sea Watch 3 tem 32 pessoas a bordo desde 22 de dezembro, enquanto outras 17 foram resgatadas pelo Sea Eye em 29 de dezembro.

A perigosa jornada pelo Mediterrâneo é feita por milhares de pessoas que tentam chegar à Europa em busca de uma vida melhor.

Bertine Bahige deu aulas de matemática por dez anos, antes de se tornar diretor de uma escola de ensino fundamental em Gillette, no Wyoming. Foto: ACNUR/Cynthia Hunter

De criança refugiada em Moçambique a diretor de escola nos Estados Unidos

Bertine Bahige viu sua vida mudar da noite para o dia quando sua cidade, no leste da República Democrática do Congo, foi invadida por rebeldes que o recrutaram para fazer parte de um grupo armado. Ele tinha apenas 13 anos.

Após conseguir fugir do seu país, o menino chegou a Moçambique, onde viveu por cinco anos num campo de refugiados. O jovem foi encaminhado para um programa de reassentamento, que o transferiu para os Estados Unidos, onde Bertine teve a oportunidade de cursar faculdade e se tornar professor.

Crianças venezuelanas cantam músicas tradicionais de seu país. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Crianças venezuelanas participam de coral em abrigos de Boa Vista

Na semana que antecedeu o Natal, os Canarinhos da Amazônia, coral formado por 50 crianças e adolescentes venezuelanos, se apresentaram em seis dos dez abrigos de Boa Vista que acolhem refugiados e migrantes em situação de vulnerabilidade.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia os Canarinhos da Amazônia desde 2017, quando estabeleceu seu escritório em Boa Vista para responder mais adequadamente ao fluxo de venezuelanos na região.

Desde julho de 2018, o ACNUR e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) têm aportado recursos adicionais no projeto em parceria com a União Europeia, por meio do seu Instrumento de Contribuição para a Estabilidade e a Paz (IcSP, da sigla em inglês).

Anuarite e Boniface foram obrigados a se casar prematuramente. Na República Democrática do Congo, a pobreza é tamanha que o casamento é visto pelas famílias como uma solução a curto prazo para aliviar a situação financeira. Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a situação é ainda pior na região de Tanganyika, onde milhares de mulheres e crianças foram obrigadas a abandonar suas casa. Confira no vídeo.

Na República Democrática do Congo, conflito e pobreza aumentam chance do casamento infantil

Anuarite e Boniface foram obrigados a se casar prematuramente. Na República Democrática do Congo, a pobreza é tamanha que o casamento é visto pelas famílias como uma solução a curto prazo para aliviar a situação financeira.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a situação é ainda pior na região de Tanganyika, onde milhares de mulheres e crianças foram obrigadas a abandonar suas casa. Confira no vídeo.

As empreendedoras receberam cestas com produtos doados pelos parceiros do Consulado da Mulher e foram premiadas com dinheiro para compra de utensílios para o aprimoramento dos seus negócios. Foto: ACNUR/Emerson Castro Araújo Ferreira

Assessoria ajuda venezuelanas a desenvolver seus próprios negócios em Manaus

Quatro mulheres refugiadas e solicitantes de refúgio da Venezuela tiveram a oportunidade de apresentar, no início de dezembro (6), em Manaus (AM), projetos de empreendedorismo gastronômico que marcam o recomeço de suas vidas no Brasil.

O evento simbolizou o encerramento da primeira etapa da assessoria de empreendedorismo, conduzida pelo Consulado da Mulher, ação social da empresa Consul, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Os colombianos Boris e Miguel descobriram nas redes sociais da PARES Cáritas RJ, parceiro do ACNUR, a oferta de graduação gratuita oferecida pela UNISANTOS a pessoas em situação de refúgio. Foto: ACNUR

Irmãos colombianos concluem faculdade em Santos (SP) com bolsa integral para refugiados

Os irmãos colombianos Boris e Miguel descobriram nas redes sociais da organização Cáritas no Rio de Janeiro, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a oferta de graduação gratuita destinada a pessoas em situação de refúgio.

Agora, eles estão prestes a ser formar, juntos, em Relações Internacionais, graças a uma bolsa de estudos oferecida pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS).

Os refugiados e solicitantes de refúgio, assim como os migrantes que vivem em São Paulo, participam de processos de consulta com o poder público para aprimorar as políticas de acolhimento e integração na maior metrópole da América do Sul. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Um terço dos migrantes com ensino superior no mundo tem qualificação excessiva para trabalho que realizam

Mais de um terço dos migrantes com ensino superior do mundo considera ter qualificação excessiva para o trabalho que desenvolvem nos países em que vivem. A conclusão é de estudo publicado nesta quinta-feira (20) por Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundação Education Above All.

O documento estima que apenas 30% dos migrantes e refugiados que vivem nos países da Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico (OCDE) e têm qualificações de ensino superior obtidos fora da Europa e da América do Norte ocupam posições de alta qualificação. Menos de 15% deles acreditam que seu trabalho está à altura do seu nível educacional.

José chegou ao Equador perto do Natal de 2017. Ele vive com o vírus HIV e precisou fugir da Venezuela, onde estava recebendo medicamento antirretroviral vencido. Quase 900 mil venezuelanos chegaram ao Equador em 2018. Assim como José, cerca de 20% deles têm necessidades especiais: são grávidas, crianças e pessoas com doenças crônicas, por exemplo. Graças à lei equatoriana, essas pessoas podem receber tratamento. Confira a história de José neste vídeo da Agência da ONU para Refugiados, ACNUR.

VÍDEO: No Equador, um novo começo para José

José chegou ao Equador perto do Natal de 2017. Ele vive com o vírus HIV e precisou fugir da Venezuela, onde estava recebendo medicamento antirretroviral vencido.

Quase 900 mil venezuelanos chegaram ao Equador em 2018. Assim como José, cerca de 20% deles têm necessidades especiais: são grávidas, crianças e pessoas com doenças crônicas, por exemplo. Graças à lei equatoriana, essas pessoas podem receber tratamento.

Confira a história de José neste vídeo da Agência da ONU para Refugiados, ACNUR.

Steven Jose participou da oficina e pôde resgatar um hobby que há muito não praticava: a pintura. Foto: ADRA/Fernando Borges

ONU, venezuelanos e brasileiros inauguram centro de assistência para refugiados em Manaus

Famílias venezuelanas participaram no último domingo (16), em Manaus (AM), da abertura do Centro de Apoio e Referência a Refugiados e Migrantes (CARE). Inauguração arrecadou quase quatro toneladas de alimentos para os estrangeiros, que receberam atendimento de saúde e odontológico e puderam cortar o cabelo gratuitamente durante o evento. Programação também promoveu oficinas de arte e doações de roupas e livros.

Jovens refugiados e solicitantes de refúgio recebem certificados de participação em oficinas de empregabilidade. Foto: ACNUR/Tainá Aragão

Jovens refugiados participam de oficinas de empregabilidade em Brasília

Na segunda edição das Oficinas de Criatividade com refugiados e solicitantes de refúgio, 13 jovens participaram de atividades em Brasília (DF) voltadas para a inserção no mercado de trabalho.

Fruto de parceria entre Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH) e Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), o projeto visou capacitar e assistir jovens refugiados e solicitantes de refúgio na busca de uma oportunidade de estágio ou de jovem aprendiz.

Refugiados rohingya em centro de trânsito em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ONU presta apoio a quase 80 milhões de refugiados e deslocados no mundo

No começo do ano, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) prestava assistência a um número inédito de pessoas forçadas a abandonar suas comunidades e países — 71,4 milhões de indivíduos, entre deslocados internos, solicitantes de refúgio, refugiados e pessoas sem nacionalidade (apátridas). A menos de duas semanas para o fim de 2018, o organismo deve bater um novo recorde — o contingente de indivíduos que recebe ajuda deve chegar a 79,8 milhões.

Feira gastronômica de refugiados e migrantes em Brasília. Foto: Instituto Migrações e Direitos Humanos

Reunião familiar, permissões para trabalho e estudo ajudam mais refugiados, diz pesquisa

Dados divulgados nesta quarta-feira (19) mostram que, nos últimos oito anos, os países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm recebido mais pessoas advindas dos países com as maiores crises de refugiados da atualidade por meio de licenças não humanitárias do que por meio dos planos de reassentamento.

Um estudo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da OCDE, intitulado “Caminhos Seguros para Refugiados”, mostra que mais de 560 mil pessoas da Síria, Afeganistão, Iraque, Somália e Eritreia entraram nos países da OCDE por meio de reunião familiar e permissões para trabalho e estudo em um período de oito anos.

Restaurante na Itália administrado por refugiados e empreendedores locais na Catânia. Foto: ACNUR/Alessio Mamo

Saiba as diferenças entre os pactos globais para refugiados e migrantes

Os termos “refugiado” e “migrante” têm sido utilizados sem distinção para descrever as milhões de pessoas em todo o mundo que fogem de conflitos ou buscam melhores condições de vida.

Ao mesmo tempo em que as Nações Unidas se propõem a garantir pactos globais para melhor protegê-las, é essencial entender as diferenças que existem entre os dois grupos.

Um novo acordo internacional para desenvolver uma resposta mais forte e justa aos grandes movimentos de refugiados, conhecido como Pacto Global sobre Refugiados, foi endossado pelos membros da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (18). Saiba mais nesta reportagem especial.

Meninas fazem lição de casa em frente a tenda em campo de refugiados sírios no oeste de Erbil, no Iraque. Foto: UNICEF/Romenzi

Estados chegam a acordo histórico e se comprometem com resposta mais eficaz e justa para refugiados

Em decisão histórica, os Estados-membros da Assembleia Geral da ONU firmaram nesta terça-feira (18) um novo plano de ação internacional — conhecido como Pacto Global sobre Refugiados — que irá transformar a maneira como o mundo responde aos deslocamentos em massa, beneficiando tanto refugiados como as comunidades de acolhida.

“Nenhum país deveria responder sozinho aos grandes fluxos de refugiados”, disse o alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi. “As crises de refugiados exigem uma responsabilidade global compartilhada, e o pacto é uma expressão poderosa de como podemos trabalhar juntos no mundo fragmentado de hoje”.

Em agosto de 2018, em Rumichaca, na fronteira entre Equador e Colômbia, a venezuelana Laila Dalila Leon, de 3 anos, olha para autoridades de fronteira nos ombros de seu pai, Jose Ramon Leon. Foto: UNICEF

Organizações lançam plano de emergência para refugiados e migrantes da Venezuela

Diante do maior fluxo de populações na América Latina nos últimos anos, 95 organizações que atuam em 16 países têm trabalhado juntas para estabelecer uma resposta abrangente às necessidades urgentes de milhões de refugiados e migrantes da Venezuela e comunidades anfitriãs. Esse esforço é coordenado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Lançado nesta sexta-feira (14) em Genebra, o Plano Regional de Resposta Humanitária para Refugiados e Migrantes da Venezuela (RMRP) é o primeiro deste tipo nas Américas: um plano operacional, modelo de coordenação e estratégia para responder às necessidades dos venezuelanos em deslocamento e garantir sua inclusão social e econômica nas comunidades que os recebem.