Deslocada desde 2012, família síria volta para casa e encontra antigo bairro em ruínas

Após anos de deslocamento, o menino sírio Abdelmalik, de 12 anos, e sua família voltaram a viver em Al-Qusour, uma região em Homs que já foi um vibrante bairro residencial. Seu pai, Jihad, de 44 anos, morava no local havia décadas, desde que era menino.

Mas os combates violentos esvaziaram essa parte da cidade, e há poucos sinais de vida atualmente. Das mais de 100 famílias que moravam na região antes da guerra, apenas meia dúzia retornou. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Venezuela conversa com oficial de proteção do ACNUR após cruzar a fronteira para Cúcuta, na Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Maioria das pessoas que foge da Venezuela necessita de proteção internacional para refugiados

Dado o agravamento da situação política, econômica, humanitária e de direitos humanos na Venezuela, que já deslocou globalmente mais de 3,6 milhões de pessoas, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) considera que a maioria dos que fogem do país precisa de proteção internacional para refugiados.

Em uma nota de orientação emitida nesta terça-feira (21), o ACNUR reitera seu apelo aos Estados para que permitam o acesso dos venezuelanos a seu território e forneçam proteção e tratamento adequado, destacando a necessidade crítica de segurança das pessoas forçadas a fugir por suas vidas e por liberdade.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

ACNUR lança consultas sobre os direitos dos refugiados LGBTI

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta semana uma série de consultas para identificar formas de assegurar que refugiados lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI) estejam mais bem protegidos e possam buscar justiça e apoio quando sofrerem situações de violência e discriminação.

Ecoando o tema escolhido para o Dia Internacional contra a LGBTIfobia, “Justiça e Proteção para Todos”, a primeira rodada de consultas com organizações e defensores LGBTI aconteceu no dia 16 de maio, em Genebra, na Suíça. Outras consultas serão realizadas em diferentes partes do mundo nos próximos meses.

Família camaronesa em colchonete improvisado ao ar livre no campo de refugiados de Agadom, em Ogoja, na Nigéria. Foto: ACNUR/Will Swanson

Refugiados camaroneses encontram dificuldades para recomeçar vida na Nigéria

Embates violentos entre militares de Camarões e separatistas armados já provocaram o deslocamento de aproximadamente 437 mil pessoas dentro das fronteiras do país e forçaram outras 35 mil pessoas a buscar refúgio na Nigéria.

Entre a população deslocada, a maioria é composta por mulheres e crianças advindas de áreas anglófonas. Elas estão tendo dificuldades para retomar suas vidas na Nigéria, devido à falta de espaço em abrigos e de escolas para as crianças. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: ACNUR/Caroline Irby

Exposição de fotos e mostra de filmes sobre refugiados chega a Brasília

Este ano, as comemorações do Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, terão início um mês antes, na capital federal. Para lembrar a data, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) traz para o Brasília Shopping a exposição e mostra de filmes “Faces do Refúgio”. A programação, que poderá ser conferida entre os dias 20 de maio a 2 de junho, conta com uma exposição de fotos e uma mostra com quatro filmes sobre o tema.

Vista de Florianópolis, Santa Catarina. Foto: EBC

Em Florianópolis, ONU promove capacitações sobre integração de refugiados e migrantes

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) está com inscrições abertas para a edição de Santa Catarina do ciclo de formações ‘Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil’.

De 5 a 7 de junho, evento vai promover simpósio, oficinas e minicursos em Florianópolis. As inscrições são gratuitas. Quatro agências da ONU participam da série de atividades.

Uma mãe rohingya atravessa um rio com seu filho no colo em busca de segurança em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ACNUR conta a história de 5 mães refugiadas que fizeram o impossível por seus filhos

Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que nos impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Leia os relatos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

‘A guerra não destrói só sua casa, ela destrói seu coração’, diz refugiada síria no Brasil

Rama caminhava por Damasco com suas duas filhas pequenas quando a família foi atingida por uma bomba. As meninas Lamar e Celin ficaram gravemente feridas, mas sobreviveram.

Depois do ataque, a mãe decidiu abandonar o país para buscar segurança no Brasil, onde as três vivem há dois anos e meio. Por meio de um programa de empregabilidade de agências da ONU e empresas brasileiras, Rama está reconstruindo sua vida e seus sonhos.

Myshara, de 13 anos, refugiada rohingya de Mianmar, com suas amigas no programa de saúde mental para crianças no campo de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR/Will Swanson

Projeto da ONU promove saúde mental de jovens rohingya em Bangladesh

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, participou na semana passada (2) em Kutupalong, Bangladesh, de uma rodada de atividades com 18 crianças refugiadas rohingya com idade entre 12 e 17 anos, que fizeram perguntas, intercaladas com danças e exercícios.

A maioria foi forçada a fugir com suas famílias das violências e atrocidades cometidas contra sua comunidade em Mianmar. Elas participam de um projeto inovador de saúde mental cujo objetivo é ajudá-las a falar sobre preocupações e tristezas. A ação, que teve início com apenas dois grupos, hoje reúne mais de 40.

Em Manaus, jogo de futebol defende solidariedade para refugiados e migrantes venezuelanos

Em Manaus (AM), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) se uniu a times de futebol para promover a solidariedade com os venezuelanos que vivem atualmente na capital amazonense. O organismo internacional apoiou a realização de um amistoso entre o Lendas do Flamengo, time de veteranos da equipe carioca, e o Amigos do Iranduba, uma tradicional equipe manauara. Partida animou o público do estádio Arena da Amazônia.

Prédios destruídos em Trípoli, na Líbia. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU renova pedido de trégua humanitária da Líbia

Desde que os confrontos começaram no início de abril em torno da capital da Líbia, Trípoli, mais de 42 mil pessoas foram deslocadas e milhares ainda podem estar presas dentro da cidade.

Enquanto equipes humanitárias das Nações Unidas trabalham incansavelmente para fornecer assistência vital, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, destacou a necessidade urgente de um cessar-fogo imediato e de corredores humanitários para civis.

“O agravamento de ataques em áreas residenciais, incluindo o uso de artilharia, foguetes e ataques aéreos, é profundamente preocupante. Milhares de crianças, mulheres e homens estão com suas vidas em risco”, afirmou Bachelet.

Autora de livro infantil e ex-refugiada somali, Habso Mohamud posa com estudantes depois de uma sessão de leitura numa escola de Washington, D.C.. Foto: ACNUR/Arielle Moncure

Escritora e ex-refugiada somali percorre escolas dos EUA para inspirar crianças

Habso Mohamud nasceu na Somália, de onde fugiu em busca de refúgio no Quênia. No campo de refugiados de Dadaab, ela chegou a passar fome, mas não deixava de frequentar a escola local. Mais tarde, a jovem foi reassentada para os Estados Unidos, onde se tornou escritora de livros infantis. Aos 24 anos, Habso percorre escolas da nação norte-americana para inspirar meninos e meninas e encorajá-los a seguir seus sonhos.

Antigo Parlamento em Trípoli, na Líbia. Foto: UNOCHA/Giles Clarke

Milhares se abrigam em clínicas em Trípoli; confrontos recentes já deixaram mais de 260 mortos

Três semanas após o começo de conflitos perto da capital líbia, Trípoli, a agência de saúde das Nações Unidas alertou que um grande número de pessoas está se abrigando em clínicas médicas, enquanto civis continuam sendo mortos e feridos. Segundo dados mais recentes, 264 pessoas foram mortas e 1.266 ficaram feridas.

Porta-voz da Agência Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu acesso humanitário para milhares de refugiados e migrantes que podem estar presos em centros de detenção administrados pelo Estado ao sul da capital. Para responder às crescentes necessidades de cerca de 32 mil pessoas deslocadas pela violência, a OMS está recrutando mais equipes médicas especializadas em emergência para serem enviadas a hospitais em Trípoli.

Moçambique começa a realocar vítimas do Ciclone Idai para comunidades próximas às suas residências originais. Foto: ACNUR/Alissa Everett

Moçambique: sobreviventes do Ciclone Idai começam retorno para áreas próximas de suas casas

Em Moçambique, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o governo e outras organizações parceiras iniciaram a realocação de famílias deslocadas pelo Ciclone Idai para áreas mais próximas de suas casas. No último final de semana, 200 famílias deixaram os abrigos na cidade central da Beira. Nos próximos dez dias, cerca de 70 mil pessoas devem sair de centros de residência montados em meio à catástrofe do mês passado.

Norberto (à extrema esquerda, na primeira fileira) comemora a entrada no processo de revalidação de diplomas com representantes do ACNUR e da Compassiva em Manaus. Foto: ACNUR

Indígena venezuelano começa revalidação de diploma universitário no Brasil

O venezuelano Noberto Jesus Núñez Zapata tem 26 anos e chegou a Manaus (AM) em abril de 2018. Formado em Administração, é também cacique de um dos grupos do povo indígena Warao que receberam abrigo na capital amazonense. Nesta semana, a liderança se tornou o primeiro membro dessa etnia a começar o processo facilitado de revalidação de diploma no Brasil, pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

Sobreviventes do ciclone Idai, que destruiu Moçambique no dia 14 de março, estão enfrentando um mundo de destruição enquanto recordam o terror que viveram. Mais de 1 mil pessoas morreram só em Moçambique, com outras mortes no Zimbábue e Malauí. “Estávamos lutando por nossas vidas na escuridão”, disse Antonio Momphasa, que mora em Buzi, a quase duas horas de barco da segunda maior cidade de Moçambique, Beira. Seu município foi duramente atingido pelo ciclone. A ONU e parceiros humanitários correm contra o tempo para apoiar a população local e evitar ainda mais perdas.

VÍDEO: ‘Estávamos lutando por nossas vidas na escuridão’, diz sobrevivente do ciclone Idai

Sobreviventes do ciclone Idai, que atingiu Moçambique no dia 14 de março, estão enfrentando um mundo de destruição enquanto recordam o terror que viveram. Mais de 1 mil pessoas morreram só em Moçambique, com outras mortes no Zimbábue e Malauí.

“Estávamos lutando por nossas vidas na escuridão”, disse Antonio Momphasa, que mora em Buzi, a quase duas horas de barco da segunda maior cidade de Moçambique, Beira. Seu município foi duramente atingido pelo ciclone.

A ONU e parceiros humanitários correm contra o tempo para apoiar a população local e evitar ainda mais perdas; confira nesse vídeo e saiba como ajudar.

O analista do Banco Central Fabiano Alberton deu orientações sobre como organizar gastos e receitas mensais, de forma a evitar o endividamento. Foto: Cáritas RJ/Diogo Felix

Palestra sobre educação financeira reúne refugiados e migrantes no Rio

Quais são as formas de crédito existentes? Como elaborar um orçamento doméstico? Quais documentos são necessários para se abrir uma conta bancária? Essas e outras dúvidas comuns para quem vem de outro país foram tema da palestra “Educação Financeira para Imigrantes”, realizada na última sexta-feira (12) na sede do Banco Central no Rio de Janeiro (RJ).

O evento teve apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Programa de Atendimento a Refugiados (PARES) da Cáritas RJ. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Maria e sua família no abrigo em Boa Vista. Foto: ACNUR/ Victor Moriyama

Sem dinheiro para sustentar filhos na Venezuela, professora retoma vida em Boa Vista

Ao lado de sua família, a venezuelana Maria percorreu um longo caminho até Boa Vista (RR). No percurso, foi roubada e teve que dormir por um mês na rua com seu neto de 20 dias até conseguir ser acolhida em um abrigo apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Hoje, está reconstruindo sua vida, sendo uma das fundadoras de um projeto de educação para crianças.

Professora há 16 anos, Maria, de 45 anos, dava aula em uma cidade rural da Venezuela até que viu seu salário mensal equivaler a 60 reais por conta da inflação. Sem meios para sustentar a família, ela deixou tudo para trás em busca de uma vida digna e segura. Emocionada, compartilhou com o ACNUR como tomou a decisão impossível que envolveu deixar dois filhos para trás. Leia o relato completo.

A brasileira Eloá Prado, de 33 anos, trabalha há dez meses como assistente de proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Pacaraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Funcionária da ONU em Pacaraima relata momentos marcantes do acolhimento de venezuelanos

A brasileira Eloá Prado, de 33 anos, trabalha há dez meses como assistente de proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Pacaraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela. Ao longo dos últimos meses, ela já viveu momentos intensos por conta da situação na Venezuela. Na cidade, ela compartilhou alguns momentos marcantes de seu trabalho no ACNUR salvando vidas.

“Ao longo desses dez meses de operação, tenho uma coletânea de histórias marcantes. Foram nascimentos, restauração de laços familiares, empoderamento e superação, além de confrontação com a miséria humana. Ver uma mãe que não conseguia amamentar seu filho porque estava desnutrida me abalou. Ver a fome, mesmo com tanto desenvolvimento no mundo, mexe comigo.” Leia o relato completo.

A rua em que Heni vivia. Foto: ACNUR/Christopher Reardon

ARTIGO: Passei pela sua casa na Síria hoje, mas ninguém estava lá

Em carta, o chefe de conteúdo multimídia da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Christopher Reardon, fala sobre sua ida a Homs, na Síria, onde visitou as ruínas do que um dia foi a casa de seu amigo Hani Al Muliam, que hoje vive como refugiado no Canadá.

“Na sua rua, não havia nenhum cachorro ou gato perdido. Nem mesmo pássaros. O único som era o zumbido distante de uma serra cortando metal. Seu bairro, Hani, é uma cidade-fantasma”, contou.

Após oito anos de conflito, metade da população do país saiu de casa. Hoje, 5,6 milhões de sírios ainda estão vivendo como refugiados em países vizinhos. Outros milhões continuam deslocados dentro da Síria. Leia a carta completa.

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana. Foto: UNAIDS

Missão da ONU destaca necessidade de ação urgente para HIV na República Centro-Africana

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana, com a prevalência do vírus em 11,9%, em comparação com uma média nacional de 4%.

Alertados por relatos de falta persistente de medicamentos, atendimento precário e barreiras de acesso a serviços de saúde e HIV devido à insegurança, uma missão conjunta do Ministério da Saúde da República Centro-Africana, Conselho Nacional de AIDS, Organização Mundial da Saúde (OMS), Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) visitaram Haut-Mbomou de 8 a 12 de abril.

Localizada a 1.000 km da capital Bangui, a província é uma das mais carentes em serviços sociais e de saúde. Metade dos serviços de saúde da província estão fechados devido à falta de profissionais ou instalações degradadas.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua: após um ano de crise, mais de 60 mil pessoas foram forçadas a fugir do país

Após um ano de crise política e social da Nicarágua, 62 mil pessoas já foram forçadas a deixar seus lares em busca de refúgio em países vizinhos, sobretudo na Costa Rica, que abriga 55,5 mil nicaraguenses.

Muitas das pessoas que compõem os fluxos de refugiados recorreram a travessias irregulares para evitar a detenção. Muitas vezes, nicaraguenses andam horas a fio por caminhos perigosos, expostos ao calor, à umidade e ao risco de malária. Inicialmente, grande parte dos fluxos eram compostos por adultos, mas famílias, incluindo crianças pequenas, também estão atravessando as fronteiras.

A Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) elogia os esforços da Costa Rica em permitir que as pessoas entrem em seu território e iniciem o pedido de refúgio. Estes esforços são ainda mais louváveis dada a pressão significativa sobre o sistema de refúgio no país e as comunidades locais.

Refugiado congolês Kitungano Kinga ajuda uma mulher afetada pelo Ciclone Idai a carregar seus pertences para um centro de realocação em Beira, Moçambique. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Refugiados congoleses ajudam sobreviventes do ciclone Idai em Moçambique

Em Moçambique, dois jovens congoleses estão na linha de frente da resposta humanitária aos desdobramentos do ciclone Idai. Kinga e Kevin se voluntariaram para ajudar as pessoas afetadas pela tempestade na cidade portuária de Beira.

Para a dupla, o trabalho é uma forma de retribuir a solidariedade dos moçambicanos, que acolheram os congoleses quando esses deixaram seu país de origem em busca de segurança. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A terceira reunião técnica internacional sobre mobilidade humana de venezuelanos nas Américas (Quito III) foi concluída na quinta-feira (11). Foto: OIM

Países latino-americanos destacam importância da cooperação na acolhida de venezuelanos

A terceira reunião técnica internacional sobre mobilidade humana de venezuelanos nas Américas (Quito III) foi concluída na quinta-feira (11) com uma declaração que destaca a importância da cooperação internacional e da coordenação, comunicação e articulação entre os governos dos países receptores de refugiados e migrantes na região.

“Os esforços de apoio no nível regional devem ser redobrados em vários aspectos, mas especialmente no contexto da assistência humanitária e na cooperação internacional”, disse Eduardo Stein, representante especial conjunto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes da Venezuela.

Organizações de cooperação internacional e organismos financeiros como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial participam do processo de Quito. Um tema prioritário identificado foi a necessidade de uma maior cooperação internacional e participação de mecanismos de cooperação financeira.

Crianças de famílias deslocadas coletam água em uma torneira em Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. A crise humanitária na região forçou centenas de milhares a deixar suas casas e depender de assistência humanitária. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

ONU ajuda países a administrar impactos ambientais dos deslocamentos de população

Em janeiro de 2018, a ONU Meio Ambiente, em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), lançaram um projeto com o objetivo de fortalecer a capacidade dos países de enfrentar os impactos ambientais das respostas humanitárias a populações deslocadas em Guatemala, Líbano e Nigéria. As atividades do projeto também foram ampliadas para Brasil, Turquia e Vanuatu.

Em 2016, na 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Estados-membros, por meio da Declaração de Nova Iorque para Refugiados e Migrantes, se comprometeram a fornecer assistência a comunidades anfitriãs para proteger e reabilitar o meio ambiente em áreas afetadas por amplos movimentos de pessoas deslocadas, assim como garantir cooperação e encorajar o planejamento conjunto entre atores humanitários e outros, como trabalhadores de desenvolvimento.

Filippo Grandi, alto-comissário da ONU para Refugiados, em pronunciamento no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Evan Schneider

ONU critica linguagem tóxica contra refugiados

Em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, o alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, alertou na terça-feira (9) para a linguagem tóxica disseminada na imprensa, nas redes sociais e entre políticos para falar sobre refugiados, migrantes e estrangeiros.

Dirigente cobrou respostas do Conselho a diferentes conflitos armados, que estão por trás do deslocamento forçado de quase 70 milhões de pessoas no planeta.

Evento em SP lançou plataforma online "Empresas com Refugiados", banco de dados sobre boas práticas e incentivos à contratação de refugiados. Foto: Rede Brasil do Pacto Global

Plataforma ajuda a integrar refugiados ao mercado de trabalho brasileiro

O crescente número de pessoas que buscam refúgio no Brasil – em 2018, foram cerca de 80 mil solicitações formais, segundo dados da Polícia Federal – faz com que setor público e privado, assim como agências das Nações Unidas, busquem soluções para o acolhimento digno dessas pessoas no país.

Pensando na ampliação do acesso ao mercado de trabalho, a Rede Brasil do Pacto Global e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o apoio da ONU Mulheres, lançaram na semana passada (3), em São Paulo (SP), a plataforma online “Empresas com Refugiados”, um banco de dados sobre boas práticas e incentivos à contratação de refugiados.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam ponte Simon Bolívar com destino à Colômbia. Foto: ACNUR

ONU e governos sul-americanos discutem como proteger direitos de crianças venezuelanas

Durante uma Reunião Técnica de Alto Nível nos dias 27 e 28 de março em Buenos Aires, Argentina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), junto ao Instituto de Políticas Públicas e Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH), convocaram representantes institucionais de países da América do Sul receptores de refugiados e migrantes da Venezuela para trocar experiências sobre os desafios e oportunidades para a proteção de crianças e adolescentes venezuelanos.

Com um número de pessoas venezuelanas refugiadas e migrantes chegando a 3,4 milhões no mundo todo, crianças e adolescentes são os grupos mais afetados, enfrentando sérios riscos de proteção como separação familiar, falta de regularização migratória, exploração laboral e sexual, tráfico de pessoas, recrutamento forçado, limitações no acesso à certidão de nascimento e aos serviços básicos de saúde e educação.

Para a cenografia, a agência disponibilizou tendas familiares usadas na operação humanitária de Roraima, que seriam descartadas, para compor um campo de refugiados fictício. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

ACNUR firma parceria técnica com ‘Órfãos da Terra’, nova novela das seis da Globo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) selou uma parceria inédita com a próxima novela das seis da Globo, “Órfãos da Terra”, que tem estreia prevista para 2 de abril. A obra, que conta uma história de amor, superação e empatia, traz como pano de fundo o universo de refugiados de diversos lugares do mundo, vítimas de guerras, conflitos e perseguições – e também pessoas que deixaram seus países por razões econômicas ou devido a desastres naturais.

Após uma longa viagem, venezuelanos chegam a Dourados para uma nova vida. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Com assistência da ONU, 130 venezuelanos são interiorizados para Mato Grosso do Sul

Dormindo nas ruas de Boa Vista (RR) por quase um mês, o venezuelano Daniel Andrade, de 29 anos, buscou apoio no centro de registro e documentação da Operação Acolhida na cidade e conseguiu, por meio da estratégia de interiorização, um emprego em Dourados (MS). Em busca de melhores oportunidades de integração, ele confirmou sua participação, refez as malas e embarcou rumo a uma nova vida.

Daniel é um dos 100 venezuelanos embarcados há uma semana para Dourados. Outros trinta, divididos em diferentes voos comerciais, também se juntaram ao grupo, que começa a trabalhar na cidade em 8 de abril. Todos receberam auxílio financeiro emergencial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O voo foi fretado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).