Cerca de 100 venezuelanos solicitantes de refúgio que vivem em Manaus (AM) receberam na segunda-feira (5) os certificados de conclusão dos cursos de qualificação profissional oferecidos pelo projeto Oportunizar. Foto: ACNUR

Venezuelanos recebem certificados de curso de qualificação profissional em Manaus

Cerca de 100 venezuelanos solicitantes de refúgio que vivem em Manaus (AM) receberam na segunda-feira (5) os certificados de conclusão dos cursos de qualificação profissional oferecidos pelo projeto Oportunizar, iniciativa lançada em agosto, fruto de uma parceria entre a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Centro de Ensino Técnico (CENTEC).

A cerimônia de formatura aconteceu no Palacete Provincial, no centro da cidade. O objetivo do projeto é aumentar as chances de acesso dos venezuelanos solicitantes de refúgio a empregos e renda, por meio da oferta de cursos de qualificação e oficinas voltadas para desenvolvimento profissional.

Refugiadas participam de treinamento em mídias sociais e empreendedorismo na Estação Hack, do Facebook. Foto: Fellipe Abreu

Projeto em SP treina refugiadas para empreendedorismo e uso de mídias sociais

Cerca de 50 mulheres em situação de refúgio reuniram-se na sexta-feira (9) na Estação Hack, centro de inovação do Facebook, em São Paulo, para o último workshop da edição 2018 do Empoderando Refugiadas, projeto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres. A iniciativa promove a inserção de refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. O tema do encontro foi empreendedorismo e as ferramentas oferecidas pelas mídias sociais.

O estádio Jesús Martínez 'Palillo', na Cidade do México, foi transformado em abrigo para migrantes e refugiados da caravana da América Central. Na foto, uma mulher segura um cartaz com a pergunta "Você tem medo de voltar para o seu país?". Foto: UNIC México/Antonio Nieto

ONU diz que EUA têm obrigação de receber pedidos de asilo de migrantes ilegais

Em resposta à decisão do presidente norte-americano Donald Trump de negar asilo político a migrantes entrando ilegalmente nos Estados Unidos, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou na sexta-feira (9) que o país tem obrigação de dar proteção e assistência a solicitantes de refúgio. O chefe de Estado anunciou o novo decreto em meio ao deslocamento da caravana de migrantes e refugiados que atravessam a América Central e o México rumo aos EUA.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU: número de refugiados e migrantes venezuelanos chega a 3 milhões

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciaram nesta quinta-feira (8) que o número de refugiados e migrantes oriundos da Venezuela já atingiu 3 milhões de pessoas no mundo todo.

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela — mais de 1 milhão. Em seguida vem Peru, com mais de 500 mil venezuelanos, Equador, com mais de 220 mil, Argentina, com 130 mil, Chile, com mais de 100 mil, e Brasil, com 85 mil.

Homem senta em centro de recepção lotado de Moria, na ilha grega de Lesbos. Foto: Yorgos Kyvernitis

Grécia precisa agir frente a situação humanitária ‘repugnante’ em centros de refugiados, diz ONU

Autoridades da Grécia precisam adotar medidas urgentes para responder à situação humanitária “repugnante” à qual são submetidos cerca de 11 mil solicitantes de refúgio nas ilhas de Samos e Lesbos, alertou na terça-feira (6) a agência de refugiados das Nações Unidas.

Em Samos, o Centro de Recepção e Identificação atualmente abriga cerca de 4 mil pessoas, seis vezes mais que a capacidade de 650. Cerca de 2 mil solicitantes a refúgio em Lesbos tiveram que se abrigar em um olival adjacente, uma vez que o centro de recepção está sobrecarregado com 6,5 mil pessoas – três vezes mais que sua capacidade.

Hassan Naser, de 61 anos, foi obrigado a fugir de casa em Áden, no Iêmen, há três anos e, agora, vive com esposa e quatro filhos na casa de parentes na capital, Sanaa. Foto: ACNUR

Apoio de agência da ONU para refugiados é essencial para salvar vidas no Iêmen

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) intensificou os esforços para garantir que as pessoas deslocadas pelo conflito no Iêmen tenham acesso a recursos para suprir suas necessidades mais urgentes de abrigo e proteção.

Até o momento, o ACNUR utilizou mais de 41 milhões de dólares, beneficiando 700 mil deslocados internos, retornados e comunidades receptoras afetadas pelo conflito, bem como 130 mil refugiados e solicitantes de refúgio no país.

O Iêmen está enfrentando uma catástrofe humanitária. Sem ajuda, mais vidas serão perdidas pela violência, por doenças que poderiam ser tratadas ou pela simples falta de comida, de água e de abrigo, alertou a agência da ONU.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com a enviada especial do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, em setembro de 2017. Foto: ACNUR

Enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie pede soluções duradouras no Iêmen

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, pediu nesta quarta-feira (7) o estabelecimento urgente de um cessar-fogo no Iêmen e uma solução duradoura para o conflito.

Jolie elogiou as recentes discussões para suspender hostilidades, e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que vem trabalhando com os países da região, uma solução para o conflito com base na defesa das leis internacionais para a proteção de civis.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

ONU fornece ajuda a migrantes centro-americanos em caravana rumo aos EUA

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo apoio e assistência a migrantes da América Central que estão atravessando o continente rumo aos Estados Unidos em diferentes caravanas, mas manifestou preocupação com “o estresse a as demandas” que essa movimentação está colocando nos países por onde passam.

Na estação migratória de Tapachula, no México, a OIM e a secretaria mexicana de Assuntos Externos estão fornecendo alimentos e kits básicos de higiene para mais de 1,5 mil migrantes que buscam abrigo no país.

Equipe do ACNUR orienta venezuelanos recém-chegados à cidade peruana de Tumbes sobre seus direitos e exames de saúde. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ONU reforça resposta nas fronteiras com aumento do fluxo de venezuelanos rumo ao Peru

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reforçou sua resposta em pontos cruciais da fronteira de Peru, Equador e Colômbia na semana passada, à medida que milhares de refugiados e migrantes da Venezuela partiram rumo ao Peru antes do prazo final para a obtenção de permissões de permanência temporária.

Na quarta-feira (31), o número de refugiados e migrantes venezuelanos que entraram no Peru vindos do Equador pela principal fronteira de Tumbes atingiu o recorde de mais de 6.700 pessoas em um único dia, número três vezes maior do que o registrado duas semanas antes. O Peru agora abriga cerca de meio milhão de venezuelanos.

Após viverem na rua por três meses, Marcelo (nome fictício) e sua família foram atendidos no centro de registro e documentação de Boa Vista e encaminhados para um dos abrigos da cidade. Foto: ACNUR/Flávia Faria

Centros de registro e identificação atendem mais de 20 mil venezuelanos em Roraima

Coletar informações precisas de quem chega a um novo país é fundamental para proteger as pessoas mais vulneráveis. E para os venezuelanos que chegam a Roraima, ser registrado e documentado pelas autoridades brasileiras é o primeiro passo para regularizar sua situação no país, acessar serviços básicos e facilitar a identificação e resposta a necessidades e vulnerabilidades adicionais.

Para fortalecer a resposta liderada pelo governo federal e tornar mais eficaz a coordenação entre os diferentes atores humanitários, dois centros públicos de registro e documentação estão em pleno funcionamento no estado: um em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e outro em Boa Vista, capital roraimense.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas apoiam os centros de registro e documentação, onde atuam órgãos públicos como a Polícia Federal, a Receita Federal e os ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social – além de organizações da sociedade civil.

Famílias venezuelanas são recebidas em Manaus pela equipe do ACNUR. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Cursos profissionalizantes formam primeiras turmas de venezuelanos em Manaus

O Centro de Ensino Técnico (CENTEC) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam na segunda-feira (5) a formatura dos primeiros alunos participantes do projeto Oportunizar, que qualifica venezuelanos solicitantes de refúgio para atuarem no mercado de trabalho local.

Ao todo, 100 pessoas foram capacitadas para as funções de auxiliar de cozinha e confeitaria; auxiliar administrativo; manicure, pedicure e designer de sobrancelha; além de instalador de refrigeração e climatização doméstica.

Aula de defesa pessoal faz parte de projeto da ONU e instituições de Roraima para abordar o respeito à diversidade de gênero e orientação sexual. Iniciativa é voltada para venezuelanas e venezuelanos LGBTI. Foto: UNFPA Brasil/Yareidy Perdomo

Em Roraima, ONU apoia aulas de defesa pessoal para mulheres e indivíduos LGBTI da Venezuela

Em Boa Vista (RR), agências das Nações Unidas e instituições locais oferecem aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres e pessoas LGBTI que deixaram a Venezuela. Projeto visa diminuir os riscos de violência de gênero ou motivada por questões de orientação sexual. Com encontros semanais previstos até 15 de dezembro, o programa também promove diálogos sobre temas de saúde e desigualdades entre homens e mulheres.

Crianças desacompanhadas estão entre os migrantes da América Central que caminham em direção aos Estados Unidos. Na foto, são retratados nas ruas de Tapachula, Chiapas, México, em 21 de outubro de 2018. Foto: UNICEF México

Comitês da ONU pedem proteção dos direitos humanos de migrantes da América Central

Estados de trânsito e de destino têm a obrigação de proteger os direitos humanos de migrantes da América Central, independentemente de seus status de migração, disseram na sexta-feira (26) dois comitês de especialistas das Nações Unidas sobre direitos humanos.

Durante os últimos dias, milhares de homens, mulheres e crianças estão caminhando rumo aos Estados Unidos pelo México, em busca de oportunidades e segurança. Durante a jornada, eles podem ser vítimas de extorsões cometidas por autoridades de segurança e grupos criminosos, assim como estar sob risco de roubos, violência sexual e morte.

Pessoas deslocadas internamente durante distribuição de alimentos no local de proteção de civis da ONU em Malakal, Sudão do Sul. Foto: OIM/Bannon

Campanha visa reduzir suicídios desencadeados pela guerra no Sudão do Sul

Especialistas em saúde mental acreditam que o impacto negativo na saúde mental dos civis afetados pelo conflito no Sudão do Sul tem sido devastador. Estima-se que 2 milhões de pessoas tenham fugido para países vizinhos e 1,9 milhão tenham sido internamente deslocados.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros estão desenvolvendo um plano de ação conjunto para prevenir a ocorrência de suicídios entre a população do país, detectando pessoas que estejam sob maior risco e construindo um sistema de referência.

Cristina, Santiago e os filhos na porta de sua casa, em Manaus. Com o programa de transferência de renda, a família conseguiu se estabelecer na cidade. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Transferência de renda reduz riscos e melhora vida de famílias venezuelanas em Manaus

Em Manaus, um programa de transferência de renda financiado pela Ajuda Humanitária e de Proteção Civil da Comissão Europeia (ECHO) apoia o acesso de venezuelanos à moradia.

Implementado pela Cáritas Arquidiocesana, entidade parceria do da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), quase 300 pessoas já foram beneficiadas e puderam alugar casas em diferentes bairros da cidade. Atualmente, mais de 90 casas já foram alugadas por essas famílias.

A venezuelana Vincent Hernández (centro) foi uma das dez pessoas atendidas pelas dentistas Ingrid e Júlia desde que elas iniciaram o serviço gratuito, em julho. Foto: Caritas RJ

Dentistas prestam serviços gratuitos a refugiados no Rio de Janeiro

Duas irmãs dentistas do Rio de Janeiro abriram as portas da clínica odontológica onde trabalham, na zona norte da cidade, para atender gratuitamente pessoas em situação de refúgio.

Ingrid e Júlia Cocchiarale Pepino tiveram a ideia depois de acessarem as redes sociais do Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES), da Cáritas do Rio.

“Nos sensibilizamos e procuramos oferecer ajuda com algo que estivesse ao nosso alcance”, conta Júlia. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ESPECIAL: ONU Brasil apoia governo federal na recepção de refugiados e migrantes venezuelanos

A crise na Venezuela tem gerado um forte aumento no fluxo de entrada de venezuelanos no Brasil. Eles deixam o país por razões como insegurança e perda de renda devido à crise econômica. Desde 2015, mais de 85 mil venezuelanas e venezuelanos procuraram a Polícia Federal para solicitar refúgio ou residência.

As agências da ONU no Brasil têm apoiado os governos municipal, estadual e federal no recebimento dos venezuelanos tanto por meio do ordenamento de fronteira, abrigamento, atendimento de saúde e processo de interiorização.

Confira neste documentário especial produzido pela ONU Brasil.

Sandy Alqas Botros assume posição de liderança no ACNUR por um dia. Foto: ACNUR/Suzy Hopper

ARTIGO: Meninas devem ser livres para sonhar e ter liberdade para liderar

Este ano, mais de 1 mil meninas em todo o mundo assumiram papéis de presidentes, prefeitas, diretoras e outras lideranças, com o objetivo de demonstrar que meninas devem ser livres para sonhar e ter liberdade para liderar. A iniciativa foi promovida pela organização não governamental Plan International.

Em artigo, a refugiada iraquiana Sandy Alqas Botros conta como foi sua experiência ao assumir por um dia o comando da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Leia o artigo completo.

ONU apoia venezuelanos que estão em Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU convida organizações a apresentar propostas para ações com refugiados em 2019

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil convida organizações governamentais e não governamentais (ONGs) a apresentar notas conceituais e/ou propostas para a implementação de atividades em 2019.

O propósito do edital de “Chamada para Manifestação de Interesse” é dar às entidades a oportunidade de estabelecer parcerias com o ACNUR na entrega de proteção e soluções mistas para refugiados e requerentes de refúgio no Brasil.

Painelistas da mesa da abertura do seminário ibero-americano, realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP). Foto: ASCOM/ESMPU

Encontro em SP reforça necessidade de acolhida humanitária de venezuelanos

A necessidade de abrigar, acolher e proteger refugiadas e migrantes vindos da Venezuela foi o principal tema debatido na abertura do Seminário Ibero-Americano “Proteção aos direitos de Venezuelanas e Venezuelanos – Por uma acolhida humanitária na América Latina”, que aconteceu esta semana (23 e 24), em São Paulo.

O evento reuniu representantes de defensorias de oito países (Colômbia, Chile, Equador, Espanha, Bolívia, Argentina, Peru e México), agências internacionais — como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) —, organizações nacionais e da sociedade civil.

Sobreviventes do desastre realizam busca nos destroços de sua casa na aldeia de Petobo, em Palu, na ilha indonésia de Sulawesi. Foto: ACNUR/Fauzan Ijazah

Devastação em ilha na Indonésia após desastre natural está ‘além da imaginação’; ONU apoia país

Continuam as operações de ajuda humanitária na Indonésia após um recente terremoto seguido de tsunami devastar a ilha de Sulawesi. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) confirmou que mais suprimentos estão chegando aos abrigos de emergência.

Estima-se que mais de 2 mil pessoas foram mortas, 80 mil ficaram desabrigadas e 70 mil casas foram destruídas. Além disso, cerca de 680 pessoas continuam desaparecidas. Brasil doou US$ 100 mil para vítimas.

Quem chega no novo abrigo de Boa Vista para venezuelanos gerido pelo ACNUR Brasil e Exército Brasileiro recebe itens de higiene, alimentos e um novo teto, ainda que temporário. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Agências da ONU lançam edital para campanha contra xenofobia em Roraima e Amazonas

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançaram na quarta-feira (24) edital para a contratação de empresa para desenvolver materiais promocionais e de comunicação para campanha de combate à xenofobia em Roraima e no Amazonas contra migrantes e solicitantes de refúgio vindos da Venezuela. As propostas devem ser enviadas até 31 de outubro.

Adolescentes deportados do México para a Guatemala, seu país de origem, em maio deste ano. Foto: UNICEF/Bindra

ONU amplia apoio em meio à caravana de migrantes e refugiados rumo aos EUA

Com mais de 7 mil refugiados e migrantes centro-americanos em marcha pelo México em direção à fronteira sul dos Estados Unidos em busca de segurança e trabalho, todos os países envolvidos estão sendo instados pela ONU a colaborar com as principais agências locais que fornecem apoio.

Respondendo a perguntas de jornalistas na segunda-feira (22), o porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) vêm aumentando os recursos locais, enquanto a caravana formada principalmente por refugiados e migrantes hondurenhos segue para o norte, cruzando a fronteira entre Guatemala e México.

A Enviada Especial do ACNUR, Angelina Jolie (à direita) conversa com refugiados sírios na fronteira da Jordânia em 18 de junho de 2013. Foto: ACNUR/O. Laban-Mattei

Enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie realiza visita oficial ao Peru

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, realiza uma visita oficial ao Peru nesta semana. O país é um dos mais afetados pelo aumento no fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, o maior deslocamento de pessoas na história recente da América Latina.

Durante sua missão, a enviada especial se encontrará com refugiados, representantes do governo do Peru e organizações que contribuem para a resposta humanitária. Ela visitará programas de proteção e de assistência a solicitantes de refúgio, refugiados e famílias anfitriãs, e observará a generosa resposta do Peru aos refugiados e migrantes venezuelanos.

Refugiados e migrantes resgatados por navio da guarda costeira espanhola preparam-se para desembarcar no porto de Algeciras, no sul da Espanha. Foto: ACNUR/Markel Redondo

ONU pede mais esforços de líderes europeus para pôr fim às mortes no Mediterrâneo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram nesta sexta-feira (19) que as lideranças europeias tomem medidas urgentes para lidar com a taxa recorde de mortes no mar Mediterrâneo este ano.

Com mais de 1,7 mil vidas perdidas desde o início de 2018, a taxa de morte de pessoas que tentavam atravessar o Mediterrâneo aumentou bruscamente este ano. Somente em setembro, uma em cada oito pessoas que cruzaram o Mediterrâneo Central para chegar à Europa morreu ou desapareceu. Em grande parte, este aumento está ligado à redução da capacidade de busca e de resgate na costa europeia.

Treinamento faz parte da série de ações do projeto que visa ao empoderamento financeiro de mulheres refugiadas no Brasil. Foto: Fellipe Abreu

Mulheres refugiadas aprendem sobre educação financeira e empreendedorismo em SP

Na busca por espaço no mercado de trabalho brasileiro, muitas refugiadas optam pelo caminho do empreendedorismo. Porém, abrir seu próprio negócio requer disciplina em diversas áreas, entre elas, a financeira. A relevância do tema no cenário atual dos negócios motivou a realização na quarta-feira (19), em São Paulo, do workshop “Educação Financeira e Empreendedorismo” para as participantes do Empoderando Refugiadas, projeto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ONU Mulheres e Rede Brasil do Pacto Global.

Milhares de crianças chegam a Tapachula, no México, fugindo da violência em países da América Central. Foto: ACNUR

Governo federal seleciona projetos para reassentar refugiados centro-americanos no Brasil

O governo federal publicou na quinta-feira (18) edital para selecionar organização da sociedade civil interessada em celebrar parceria com a União com o objetivo de promover o reassentamento de refugiados provenientes de países da América Central no Brasil. O edital é a concretização de compromisso assumido pelo presidente Michel Temer durante a abertura da Assembleia Geral da ONU em 2016.

Serão reassentadas até 28 pessoas, entre adultos, adolescentes e crianças a partir de 6 anos vindas de países do norte da América Central que buscaram refúgio originalmente na Costa Rica.

Podem participar do processo seletivo entidades privadas sem fins lucrativos (associação ou fundação), sociedade cooperativa e organizações religiosas que se dediquem a atividades ou projetos de interesse público e cunho social. O prazo de inscrição é 16 de novembro. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A campanha foi lançada em 13 de outubro em Lima, cidade que mais recebeu venezuelanos no Peru. Foto: OIM

ONU lança campanha de combate à xenofobia contra venezuelanos no Peru

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançaram uma campanha denominada “Sua causa é a minha causa”, que tem como objetivo fortalecer a solidariedade, promover a integração e mitigar a xenofobia contra os venezuelanos no Peru.

Quase 500 mil venezuelanos chegaram ao Peru desde 2016 e, desses, mais de 150 mil pediram status de refugiado, enquanto 108 mil foram regularizados entre 2017 e 2018 por meio da Permissão Temporária de Permanência (PTP).

Thaís Moraes em treinamento no Níger. Foto: Arquivo pessoal

Do Brasil ao Senegal: brasileira a serviço da ONU promove direitos dos refugiados

“Sempre que eu sinto que conseguimos mudar, mesmo que um pouco, preconceitos em relação às pessoas refugiadas, sinto que vale a pena”. Morando longe de casa, em Dakar, no Senegal, a brasileira Thaís Moraes é uma dos 11 mil funcionários da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Em depoimento ao organismo internacional, ela explica por que decidiu ingressar nessa carreira, em defesa das pessoas vítimas de deslocamento forçado.

Mulheres e crianças congolesas chegam a Chissanda, Lunda Norte, em Angola, após fugir de ataques de milícias na Província de Kasai, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Pumla Rulashe

Congoleses expulsos de Angola estão retornando para ‘situação desesperadora’, diz ACNUR

Cidadãos congoleses forçados a atravessar a fronteira de volta à República Democrática do Congo (RDC) após serem expulsos da vizinha Angola “estão retornando para uma situação desesperadora”, disse nesta terça-feira (16) um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

A movimentação em massa de pessoas segue uma decisão do governo angolano de expulsar migrantes congoleses, muitos deles trabalhando informalmente na mineração no nordeste do país.