Meninas venezuelanas logo após uma manhã de atividades em um dos espaços de educação e proteção da criança e adolescente em Boa Vista. Foto: ACNUR | Allana Ferreira.

ACNUR apoia espaços de educação e proteção da criança em Roraima

A interrupção da educação de crianças e adolescentes é um dos grandes desafios que envolvem o deslocamento forçado.

No Brasil, o ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, tem apoiado espaços de educação e proteção da criança e do adolescente implementados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF Brasil) em Boa Vista e Pacaraima, em resposta ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos que chegam a Roraima.

São 23 unidades no estado, que já atenderam mais de 15,5 mil crianças e adolescentes até junho de 2019. Os espaços oferecem educação não formal e assistência social e psicológica para crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos.

Onze venezuelanos foram interiorizados para Montes Claros, no norte do estado de MG, inclusive o pequeno Dylan, de apenas 1 mês. Foto: Exército/Comunicação Social 12 de Guerra

Fórum sobre inclusão laboral de refugiados reúne empresários em MG

Empresários, poder público e organizações da sociedade civil se reuniram na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) na quarta-feira (11) para a 3ª edição do Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes.

O encontro foi organizado por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Rede Brasil do Pacto Global, em parceria com a FIEMG. Na ocasião, foi lançada a plataforma Empresas com Refugiados, cujo objetivo é auxiliar empresas no processo de contratação e ampliar inserção de refugiados no mercado de trabalho brasileiro.

Por indicação de amigos, Fátima veio ao Brasil em busca de trabalho para ajudar sua família na Venezuela. Foto: Fellipe Abreu

Projeto Empoderando Refugiadas recebe participantes para sua 4ª edição

Cerca de 50 mulheres se reuniram na sede do Grupo Mulheres do Brasil na última terça-feira (10), em São Paulo (SP), para o início da quarta edição do projeto Empoderando Refugiadas – iniciativa conjunta de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres com foco na empregabilidade de mulheres em situação de refúgio.

O projeto, que já atendeu 110 mulheres em edições passadas, tem como foco capacitação profissional, integração cultural e facilitação do acesso ao mercado de trabalho brasileiro. Também prioriza o engajamento de empresas e organizações na contratação de refugiados e migrantes.

Adolescentes em uma aula no ‘Diamond Adolescent Club’, cabana de bambu que funciona como escola em Bangladesh. Foto: ACNUR | Iffath Yeasmine.

Jovens refugiados rohingya lutam para manter vivo o sonho por educação

Em Cox’s Bazar, assentamento para refugiados mais populoso do mundo localizado em Bangladesh, crianças e jovens da etnia rohingya desafiam obstáculos para estudar.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), entre as 7,1 milhões de crianças refugiadas em idade escolar, 3,7 milhões – mais da metade – não vão à escola.

Shehana, uma adolescente rohingya de 16 anos cuja família fugiu da violência em Mianmar há dois anos, se considera com sorte. Ela estuda em um dos poucos centros comunitários que oferecem oportunidades de aprendizado para crianças acima de 15 anos, administrado por um parceiro local do ACNUR.

Pela primeira vez, quatro instituições de ensino superior de um único estado se juntam para a realização do seminário nacional da cátedra — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Fundação Casa de Rui Barbosa. Foto: Flickr/Guilherme Torelly (CC)

Seminário no Rio marca 15 anos da Cátedra Sergio Vieira de Mello no Brasil

Ao completar 15 anos, a Cátedra Sérgio Vieira de Mello realiza seu 10º Seminário Nacional nos dias 11, 12 e 13 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ). A cátedra é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e reúne atualmente 22 instituições de ensino superior públicas e privadas.

As instituições associadas promovem ensino e pesquisa sobre deslocamento forçado, difundindo as temáticas de forma transversal em diferentes áreas de conhecimento acadêmico. Além disso, facilitam a integração de pessoas refugiadas ao prestarem serviços de atendimento a essa população e acesso ao ensino superior.

Refugiados que vivem no Brasil podem se inscrever em vestibular específico para graduações da Universidade Federal de São Carlos. Foto: Cáritas Arquidiocesana de São Paulo

ACNUR e Pacto Global lançam em Belo Horizonte plataforma para integração laboral de refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Rede Brasil do Pacto Global lançam na próxima quarta-feira (11), em Belo Horizonte (MG), a plataforma Empresas com Refugiados. A iniciativa, que será apresentada durante a 3ª edição do Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes, visa auxiliar as empresas no processo de contratação e ampliar a inserção de refugiados no mercado de trabalho brasileiro.

Gift, de 14 anos, fugiu da guerra que estava devastando sua terra natal, o Sudão do Sul, um conflito que acabou com a vida de seu pai. Foto: ACNUR/John Wessels

Refugiado do Sudão do Sul luta para manter estudos na República Democrática do Congo

O adolescente sul-sudanês Gift, de 14 anos, teve o melhor desempenho entre os estudantes de sua classe no assentamento de Biringi, na República Democrática do Congo (RDC), nos últimos três anos. Mas isso pode não ser suficiente para mantê-lo estudando. Gift está em seu último ano da escola primária, enquanto as vagas na escola secundária são poucas e em lugares distantes. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Representantes de ACNUR, PUC Minas e entidades governamentais e da sociedade civil participaram de oficina temática em Belo Horizonte (MG), na qual se formalizou o ingresso da instituição na Cátedra Sérgio Vieira de Mello. Foto: Divulgação

PUC Minas passa a fazer parte da Cátedra Sérgio Vieira de Mello

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) assinou no fim de julho (29) convênio com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), oficializando sua adesão à Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM).

Com esta inclusão, já são 22 instituições de ensino superior no Brasil a integrar a cátedra, comprometendo-se a desenvolver ensino, pesquisa e extensão acadêmica voltados à população refugiada e ao tema do deslocamento forçado.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

ACNUR e parceiros lançam relatórios em SP sobre educação de refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lança na próxima quarta-feira (4), às 10h, na sede da Associação Compassiva (Rua da Glória, 900, São Paulo), o relatório global “Stepping Up: Refugee Education in Crisis” (Intensificando: Educação de Refugiados em Crise, em tradução literal).

O documento mostra que, globalmente, à medida que as crianças refugiadas crescem, as barreiras que impedem o acesso à educação se tornam mais difíceis de serem superadas.

Como resultado, mais da metade das crianças refugiadas em idade escolar no mundo não está matriculada em escolas. De acordo com o ACNUR, do total de 7,1 milhões de crianças refugiadas em idade escolar, 3,7 milhões não frequentam a escola.

Mãe e criança venezuelana no abrigo de Pintolândia em Boa Vista, norte do Brasil. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ARTIGO: Situação de refugiados e migrantes venezuelanos precisa de maior atenção global

Em artigo, o representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, afirma que somente através de uma resposta regional coerente, previsível e harmonizada é que os países da América Latina e do Caribe poderão enfrentar o desafio humanitário e responder às necessidades de um número crescente de refugiados e migrantes venezuelanos.

“Embora reconheça o direito soberano dos Estados em decidir quais medidas tomar para permitir o acesso a seus territórios, incentivo os países da região a preservar o acesso ao refúgio e a fortalecer os mecanismos que permitem a identificação de pessoas que precisam de proteção internacional.” Leia o artigo completo.

Iniciativa foi resultado de parceria entre Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da Cáritas RJ e o Instituto Ver e Viver (IVV), com apoio da fabricante de lentes Essilor e do Instituto Nissan. Foto: Luciana Queiroz

Atendimento oftalmológico e doação de óculos beneficiam 120 refugiados no Rio

Em ação solidária realizada em 21 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ), cerca de 120 refugiados e solicitantes de refúgio de países como Venezuela, Angola, República Democrática do Congo, Síria, Nigéria, Marrocos e Cuba, entre outros, receberam atendimento oftalmológico gratuito e, em muitos casos, um novo par de óculos.

​A iniciativa foi resultado de uma parceria entre o Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da Cáritas RJ e o Instituto Ver e Viver (IVV), que, com o apoio da fabricante de lentes Essilor e do Instituto Nissan, levou seu projeto “Como você vê o mundo?” ao encontro das pessoas em situação de refúgio. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

ACNUR inicia credenciamento de imprensa para 1º Fórum Global para Refugiados, em Genebra

Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2019, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Governo da Suíça sediarão em Genebra uma reunião mundial sobre refugiados: o primeiro Fórum Global de Refugiados (GRF, da sigla em inglês). A conferência global de dois dias é a primeira reunião em nível ministerial a dar seguimento à implementação prática do Pacto Global sobre Refugiados, firmado na ONU, em Nova Iorque, em dezembro de 2018.

Hoje, mais de 70 milhões de pessoas são deslocadas à força pela violência e perseguição em todo o mundo. O objetivo do Fórum Global de Refugiados é acelerar as ações de governos, setor privado, instituições e organizações internacionais, setor não governamental e sociedade civil na implementação do novo Pacto Global sobre Refugiados. O Fórum Global para Refugiados tem como objetivo gerar compromissos impactantes e outras promessas desses atores, voltados para a realização de mudanças tangíveis de políticas e práticas a longo prazo para melhorar a vida dos refugiados e das comunidades de acolhida em todo o mundo.

Requerentes de refúgio e migrantes em embarcação próximo à costa da Líbia em novembro de 2016. Foto: ACNUR/Giuseppe Carotenuto

Ao menos 40 refugiados e migrantes desaparecem em naufrágio na costa da Líbia

Ao menos 40 pessoas desapareceram na costa da Líbia no mais recente naufrágio envolvendo barco que transportava refugiados e migrantes para a Europa, informou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na terça-feira (27). A organização renovou seu pedido para que os países tomem medidas com o objetivo de salvar vidas.

“Não podemos conceber estas tragédias como inevitáveis”, disse o enviado especial do ACNUR para o Mediterrâneo Central, Vincent Cochetel. “A solidariedade precisa se transformar em ações que previnam mortes no mar e a perda de esperança que leva pessoas a arriscar suas vidas.”

Agência da ONU instala bombas d’água no maior campo de refugiados do mundo

Três horas. Este era o tempo que a refugiada rohingya Sura, de 35 anos, levava para coletar água para sua família. Todos os dias, ela atravessava o terreno montanhoso do assentamento de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh, caminhando por trajetos íngremes até alcançar uma bomba d’água.

Nos últimos 22 meses, porém, o cenário mudou. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros construíram 679 poços tubulares com bombas d’água fáceis de usar. “Hoje, levo um pouco mais de um minuto para caminhar da minha casa até o ponto de água”, contou Sura.

Desde agosto de 2017, milhares de refugiados rohingya foram forçados a fugir de Mianmar com destino ao sudeste de Bangladesh para escapar de ataques brutais contra suas aldeias promovidos pelas forças de segurança birmanesas. A aldeia em que Sura morava foi um dos alvos desses ataques.

Florence Idiongo, refugiada de Lotuko, no Sudão do Sul, em frente a uma de suas casas recém-construídas no assentamento de Kalobeyei, no Quênia. Foto: ACNUR/Will Swanson

Agência da ONU financia construção de casas em campo de refugiados do Quênia

Quando a sul-sudanesa Florence Idiongo se uniu aos milhares de refugiados que buscavam proteção no Quênia há três anos, ela teve que viver em uma barraca de plástico com 12 pessoas, incluindo seus filhos, irmãos e outros parentes.

O ambiente era quente, superlotado e oferecia o mínimo de proteção para sua família, que precisava vigiar constantemente alimentos e pertences. “Às vezes, tínhamos que cozinhar dentro da barraca durante as temporadas de chuvas e era muito arriscado para a saúde das crianças”, contou.

Mas a situação mudou. Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela teve acesso a recursos para se juntar a outros 1 mil refugiados que estavam construindo suas próprias casas, mais seguras, no assentamento de Kalobeyei.

Em 20 de agosto, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) participou de audiência pública na Câmara dos Deputados organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Foto: Câmara dos Deputados/Luis Macedo

ONU participa de audiência na Câmara sobre políticas públicas para refugiados

A resposta humanitária do Brasil e a solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela têm sido positivas. E apenas com o trabalho de todos os atores envolvidos será possível manter uma resposta que atenda às crescentes necessidades de proteção destas pessoas. Esta foi a mensagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 20 de agosto, em Brasília (DF).

No entanto, embora o Brasil venha sendo considerado um país referência na forma como tem respondido ao fluxo de venezuelanos, ainda há grande dificuldade de conseguir inserir essa população no mercado de trabalho nacional, alertou a agência da ONU.

“Os dados sobre a população de refugiados reconhecidos no Brasil nos permitem afirmar que (eles) têm alto nível de educação. É uma população majoritariamente masculina e jovem, e que já vem com diploma de seu país de origem”, disse o oficial de meios de vida do ACNUR no Brasil, Paulo Sérgio Almeida. No entanto, 25% deles estão desempregados ou desocupados, segundo estudo da organização.

ONU Mulheres promove rodas de conversa para venezuelanas em Roraima

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

Profissionais da Compassiva fazem atendimento aos venezuelanos no segundo dia de mutirão para a revalidação de diplomas de pessoas em situação de refúgio no Brasil. Foto: ACNUR/Gisele Netto

Organização social realiza mutirão para revalidar diplomas de refugiados em São Paulo

Entre os dias 12 e 14 de agosto, 70 solicitantes de refúgio, sendo 67 venezuelanos, foram atendidos em um mutirão realizado pela organização social Compassiva em sua sede, na Liberdade, em São Paulo (SP). A maior demanda por parte dos venezuelanos reflete o desejo dessa população de ter seus conhecimentos reconhecidos para atuarem em suas áreas de formação.

A revalidação do diploma de profissionais qualificados recém-chegados ao Brasil que solicitaram o reconhecimento da condição de refugiado é um elemento fundamental do processo de melhor integração destas pessoas à sociedade. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Evento incentiva empreendedorismo para refugiados e brasileiros em Boa Vista

Com o objetivo de promover oportunidades de integração social e econômica em Roraima, o evento Inspira Boa Vista reuniu no início de agosto mais de 80 instituições da área de educação financeira e empreendedorismo. O encontro, que foi idealizado para inspirar refugiados, migrantes e brasileiros a iniciar seus próprios negócios na região, ofereceu aos participantes oficinas e palestras voltadas à geração de renda e ao planejamento financeiro.

O evento, idealizado pelo Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), foi uma ação colaborativa entre organizações da sociedade civil, setor público, privado e agências do Sistema das Nações Unidas.

Yumiko aprende sobre algumas das atividades neste centro infantil em Alepo. Foto: ACNUR/Hameed Maarouf

Trabalhadora humanitária escreve diário sobre vida cotidiana em Alepo, na Síria

A japonesa Yumiko Takashima trabalha para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na Síria — a mais de 8,7 mil km de sua cidade natal, Tóquio. Ela se juntou à organização vinte anos atrás e trabalhou em lugares como Timor Leste, Sudão, Tailândia, Afeganistão, entre outros. Desde 2018, está em Alepo.

Mais de 5,6 milhões de pessoas fugiram da guerra na Síria desde 2011, buscando segurança em Turquia, Líbano, Jordânia e outros países. Milhões estão deslocados dentro da Síria.

Yumiko contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) como é viver e trabalhar em um país que enfrenta um dos mais sangrentos conflitos armados do mundo.

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Equipe do Líbano posa para foto coletiva com medalhas de campeão da etapa Porto Alegre. Foto: ASAV/Matheus Kiesling

Porto Alegre conhece vencedores da Copa dos Refugiados e Imigrantes 2019

Mais que um torneio de futebol, a 3ª Copa dos Refugiados e Imigrantes Porto Alegre (RS) fez do Estádio Passo D’Areia um verdadeiro palco de confraternização entre povos e culturas. A competição foi realizada no domingo (18), reunindo cerca de 200 participantes entre refugiados e migrantes representando Angola, Chile, Colômbia, Costa do Marfim, Guiné Bissau, Haiti, Líbano, Nigéria, Palestina, Peru, Senegal e Venezuela.

A equipe do Líbano conquistou o torneio, mas foram as arquibancadas, com centenas de pessoas torcendo e incentivando, que fizeram um espetáculo à parte no qual a solidariedade e a integração social mostraram que todos saíram vencedores. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Mais de 500 mil refugiados rohingya recebem documento de identidade em Bangladesh

Mais de 500 mil refugiados rohingya de Mianmar foram registrados em um exercício conjunto das autoridades de Bangladesh e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), informou na semana passada (16) o porta-voz da organização, Andrej Mahecic, em Genebra.

Para muitos desses refugiados, é a primeira vez que têm um cartão de identidade. Os cartões biométricos, à prova de fraude, estão sendo emitidos conjuntamente pelas autoridades de Bangladesh e pelo ACNUR a todos os refugiados com mais de 12 anos de idade.

Existem mais de 900 mil refugiados rohingya vivendo em assentamentos no sudeste de Bangladesh, dos quais aproximadamente 741 mil fugiram de uma violenta repressão por parte das forças armadas de Mianmar desde agosto de 2017.

Prestes a serem interiorizados, venezuelanos recebem o cartão com assistência financeira fornecido pelo ACNUR em parceria com o Social Bank. Foto: ACNUR/Aline Maccari

Cartão Apoio do ACNUR ajuda integração de refugiados no Brasil

Após dois anos vivendo em Boa Vista (RR), o venezuelano Mateus, de 38 anos, conseguiu trabalho em Fortaleza (CE) por meio do programa de interiorização voluntária da Operação Acolhida, resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada pelo governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil. E até receber o primeiro salário na sua nova cidade de moradia, ele poderá cobrir despesas imediatas com um apoio adicional da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Por meio de um inovador programa de proteção social, Mateus e sua família receberam o cartão Apoio ACNUR, uma espécie de cartão pré-pago com o qual é possível fazer diferentes tipos de pagamentos ou sacar dinheiro para cobrir despesas básicas, como aluguel, alimentação e transporte.

A brasileira Tainanda Oliveira, de 26 anos, trabalha há dois anos na região Norte do Brasil com os venezuelanos que chegam a Boa Vista e Pacaraima (RR). Foto: ACNUR

Trabalhadora humanitária fala sobre experiência de apoiar venezuelanos em Roraima

A brasileira Tainanda Oliveira, de 26 anos, trabalha há dois na região Norte do Brasil com os venezuelanos que chegam a Boa Vista e Pacaraima (RR). Ela sentiu necessidade de ajudar os refugiados e migrantes ao ver tantas pessoas chegando ao país em busca de apoio.

“É fundamental mostrar que eles podem começar uma nova vida aqui. E que todos têm direito a regularização migratória, podem obter documentos, como refúgio, CPF, Carteira de trabalho e cartão do SUS (Sistema Único de Saúde)”, disse. Leia a entrevista completa feita pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Chefe de agência da ONU pede apoio internacional para ajuda a venezuelanos no Brasil

O alto-comissário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, concluiu uma visita de quatro dias ao Brasil com um apelo urgente por maior engajamento internacional, inclusive por instituições financeiras e agentes de desenvolvimento, nas comunidades que abrigam refugiados e migrantes venezuelanos.

“A solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela tem sido exemplar. Mas o impacto sobre as comunidades anfitriãs em estados como Roraima e Amazonas tem sido avassalador”, disse Grandi, durante visita a Brasília (DF) no domingo (18).

Ann Encontre visita o assentamento de refugiados Mulongwe, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/ Georgina Goodwin

Representante regional do ACNUR fala sobre seu trabalho com ajuda humanitária

Ann Encontre é a atual representante regional da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Kinshasa, na República Democrática do Congo. Ann fez uma corajosa mudança profissional — trocou o Direito corporativo e passou a trabalhar com a proteção de refugiados. Há 23 anos, integra a equipe do ACNUR, tendo trabalhado em Serra Leoa, Chade, Sudão do Sul e Suíça.

“Como profissional de ajuda humanitária feminina, vi como as mulheres são julgadas de maneira diferente quando trabalham em zonas de guerra ou em lugares onde não podem levar seus filhos. Invariavelmente, você encontra funcionários da própria organização que te perguntam: ‘Você está sozinha? Onde está sua família? O seu marido deixou você vir aqui sozinha?’. Eu enfrentei essas perguntas o tempo todo sobre minhas responsabilidades como mãe”. Leia a entrevista completa.

A iniciativa, de acesso gratuito, busca tornar-se referência na cooperação entre agentes públicos, organizações sociais e mercado privado. Foto: Adriana Duarte

Evento em Boa Vista fomenta desenvolvimento local em contexto de fluxos migratórios

A inclusão socioeconômica de parcela da comunidade em situação de vulnerabilidade, composta principalmente por brasileiros e migrantes venezuelanos, foi o foco do evento Inspira Boa Vista, realizado no início de agosto (3 e 4) na capital de Roraima.

Promovido pelo Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) e pela Funcação IOCHPE, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre outros parceiros, o encontro promoveu atividades diversas nas áreas de inovação, criatividade, economia colaborativa e economia digital.

Centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima (RR) identifica e emite documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU Mulheres e organizações parceiras prestaram apoio humanitário a 235 mil pessoas em 2018

A ONU Mulheres e suas organizações parcerias estiveram presentes em 33 países para o desenvolvimento de ações humanitárias e atividades de redução de risco e recuperação de desastres. Cerca de 235 mil mulheres e meninas e 89 mil homens e meninos foram atendidos. Do total de mulheres, 61,5 mil receberam apoio para subsistência e 35,2 mil foram beneficiadas com programas de liderança em contextos de crise.

O Brasil é parte desta resposta com ações humanitárias, a exemplo do apoio prestado a refugiadas, migrantes e solicitantes de refúgio da Venezuela. De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), em todo o mundo, 132 milhões de pessoas precisaram de assistência humanitária devido a conflitos, repressões e desastres naturais. Metade desse grupo é representado por meninas e mulheres que diariamente enfrentam discriminação e violência.

Seminário realizado em Esteio contou com público de mais de 200 pessoas. Foto: Prefeitura de Esteio/Luciana Abdur

Eventos no RS discutem acolhimento de refugiados e migrantes

Com cerca de 270 participantes, o Seminário de Engajamento Humanitário e Atendimento a Migrantes e Refugiados, realizado na semana passada (7), na cidade de Esteio (RS), proporcionou um dia de reflexão e debate sobre temas que envolvem a realidade dos refugiados e o reassentamento dessa população.

O evento foi promovido pela Prefeitura de Esteio, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Empreendedorismo (SMCTE), e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Esteio é uma cidade que hoje serve como referência ao se falar de interiorização de venezuelanos – o município já recebeu mais de duzentos refugiados e migrantes da Venezuela.

Jogadores da Guiné-Conacri reúnem-se para foto com troféu e medalhas. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Guiné-Conacri vence etapa Brasília da Copa dos Refugiados e Imigrantes 2019

O ar seco e o sol da capital federal não atrapalharam o duelo entre as seleções da Guiné-Conacri e da Colômbia, que disputaram no domingo (11) a final da etapa de Brasília da Copa dos Refugiados e Imigrantes 2019.

A equipe guineense, estreante na competição, foi superior aos colombianos durante todo o jogo, consagrando-se campeã no Estádio Valmir Campelo, no Distrito Federal, com um sólido placar de 5 a 2.

A Copa dos Refugiados e Imigrantes é organizada pela ONG África do Coração e apoiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Instituto Migração e Direitos Humanos, Cáritas Brasileira e Sodexo.

Para responder à situação da Venezuela, a ONU Brasil prevê um investimento de 146 milhões de dólares. Desse total, 53% foram arrecadados por meio de doações de países como Estados Unidos, Japão, Brasil e da União Europeia. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Chefe de agência da ONU para refugiados elogia solidariedade do Chile com venezuelanos

Durante visita ao Chile, a primeira de um alto-comissário da ONU para refugiados, Felippo Grandi elogiou a solidariedade e a hospitalidade do povo do país ao receber venezuelanos em momento de necessidade, lembrando o fato de a Venezuela já ter recebido refugiados chilenos no passado.

“Também reconheço os esforços que o Chile e as comunidades locais fizeram para acolher, documentar e integrar os refugiados e migrantes venezuelanos e de outras nacionalidades. É importante continuar e intensificar esses esforços para que essas pessoas possam viver de maneira digna e contribuir para a economia e a sociedade do Chile”, declarou Grandi.

Duante sua visita à ponte internacional Simon Bolivar, o chefe do ACNUR, Filippo Grandi, conheceu Yinaica Quintero e sua filha Shaina, de 9 meses. Elas cruzaram a fronteira da Colômbia para acessar os serviços de saúde. Foto: ACNUR/Fabio Cuttica

Chefe de agência da ONU para refugiados inicia visita ao Brasil nesta quinta-feira (15)

O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, inicia nesta quinta-feira (15) uma visita ao Brasil para conhecer de perto a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos que têm sido forçados a deixar seu país devido à piora da situação política e socioeconômica, de direitos humanos e da ordem pública.

Grandi iniciará sua visita por Brasília, onde se reunirá com autoridades nacionais, organizações da sociedade civil e do Sistema ONU, além de doadores e famílias venezuelanas vivendo no Distrito Federal.

Grandi conversa com crianças na escola Al-Shuhada em Souran, na Síria. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Alto-comissário da ONU para refugiados visita Chile e Brasil esta semana

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, visita Chile e Brasil nesta semana (entre os dias 13 e 18 de agosto) para conhecer de perto a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos que têm sido forçados a deixar o país devido à piora da situação política e socioeconômica, de direitos humanos e da ordem pública.

O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) visitará o Brasil entre os dias 15 e 18 de agosto. Seu roteiro no país inclui reuniões com o governo federal em Brasília e uma visita a Boa Vista e Pacaraima (RR).

Em Roraima, ele se encontrará com pessoas venezuelanas que recém chegaram ao Brasil e escutar os riscos que sofreram durante a jornada. Ele também terá a oportunidade de conhecer a resposta emergencial que tem sido dada no estado, incluindo ações de abrigamento, alimentação, assistência legal para venezuelanos e projetos de promoção à integração local.

A cada manhã, centenas de meninos e meninas atravessam a fronteira da Venezuela para embarcar em ônibus rumo a Cúcuta, na Colômbia. Foto: UNICEF/Arcos

Colômbia: OIM elogia concessão de nacionalidade a crianças venezuelanas nascidas no país

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) elogiou a decisão tomada pela Colômbia na segunda-feira (5) de conceder nacionalidade a mais de 24 mil bebês venezuelanos que nasceram no país, após seus pais atravessarem a fronteira.

“Esta resolução é uma contribuição para uma migração segura e regular, a qual esperamos que facilite o reconhecimento dos direitos fundamentais de crianças venezuelanas, além de contribuir para integração delas na sociedade”, disse Ana Durán Salvatierra, chefe de Missão da OIM na Colômbia, nesta terça-feira (6).

De acordo com a imprensa internacional, a medida irá garantir um caminho para que estas crianças obtenham passaportes colombianos, até agosto de 2021, facilitando acesso a serviços de saúde e educação. A medida também previne uma crise de apatridia dentro do país.

Refugiados e migrantes resgatados desembarcam em porto siciliano de Catânia, na Itália, em janeiro. Foto: ACNUR/Alessio Mamo

ONU critica multa de €1 milhão para barcos que resgatarem migrantes no Mediterrâneo

Uma iniciativa de parlamentares italianos para impor multas de até 1 milhão de euros a embarcações e organizações que realizam busca e resgate de migrantes na costa do país provocou preocupação das Nações Unidas nesta terça-feira (6), uma vez que a medida pode impedir futuros esforços de salvamento no mar Mediterrâneo.

Em Genebra, o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Charlie Yaxley, explicou que a iniciativa dos parlamentares ocorre em um momento em que outros países europeus interromperam as operações de resgate marítimo.

“Sob as mudanças aprovadas pelo Parlamento, as multas para embarcações privadas que resgatarem pessoas e não respeitarem a proibição de entrada em águas territoriais subiram para até 1 milhão de euros”, disse. “Além disso, os barcos serão agora automaticamente apreendidos”, completou.

O casal de venezuelanos Carlos e Marifer. Foto: ACNUR/Érico Hiller

Família venezuelana reconstrói vida em solo brasileiro após sequestro na Venezuela

Carlos, de 35 anos, tinha uma vida confortável na Venezuela. Formado em Jornalismo e trabalhando como gerente de produção em uma emissora estatal de TV, levava uma vida tranquila com Marifer, que é sua companheira há oito anos.

Em 2016, em meio à crise no país, o jornalista foi sequestrado e espancado. Na sequência do crime, o venezuelano começou a receber ameaças contra seus pais. Carlos decidiu que era hora de se separar da esposa e da filha para buscar segurança no Brasil. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Treinamento da ONU aborda o combate e a prevenção ao abuso e exploração sexuais de venezuelanos. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em Roraima, agências da ONU treinam militares brasileiros para combater violência sexual

Em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês um treinamento com militares brasileiros sobre como combater o abuso e a exploração sexuais em contextos de emergência. Os oficiais fazem parte do novo contingente que vai integrar a Operação Acolhida — a resposta do governo federal à chegada de venezuelanos ao Brasil.

A capacitação foi realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).