No campo de Moria, na ilha de Lesvos, no norte da Grécia, uma frase expressa o desejo de milhões de refugiados e migrantes pelo mundo: ‘Movimento de Liberdade’. Foto: Gustavo Barreto (2016)

Crianças enfrentam situação ‘terrível’ em centro de recepção de refugiados na Grécia, alerta UNICEF

A superlotação de centros de recepção de migrantes e refugiados em ilhas na Grécia tornou as condições para as crianças nessas unidades cada vez mais “terríveis e perigosas”, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta sexta-feira (21). A agência da ONU alertou para o fato de “estresse emocional severo” estar afetando muitas dessas crianças, provocando risco elevado de auto-mutilação.

Priscilla, de 48 anos, e seu filho Joshua, de 7 meses, vivem em um acampamento improvisado em Oicha, território de Beni. Foto: ACNUR/Natalia Micevic

Violência crescente leva milhares de congoleses a deixar suas casas

Os assassinatos brutais no território de Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, obrigaram milhares de pessoas a abandonar suas casas nas últimas semanas. A região ficou conhecida como “triângulo da morte”.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) chama a atenção para a deterioração da situação humanitária no território de Beni — que tem uma população de 1,3 milhão de habitantes.

A farmacêutica Salsabil Matouk morava em Douma, a dez quilômetros da capital da Síria, Damasco. Foto: ACNUR/Érico Hiller

‘Eu nunca imaginei que iria viver no Brasil’

A farmacêutica Salsabil Matouk morava em Douma, na Síria, a dez quilômetros da capital Damasco. Quando a guerra eclodiu no país, em 2011, a cidade virou alvo de bombardeios e operações militares.

Em 2014, Salsabil se viu forçada a deixar a Síria e veio com o marido Salim e sua filha Jury para o Brasil. Em São Paulo, ela busca reconstruir sua vida vendendo comida árabe, usando as receitas que aprendeu com a mãe. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Duas crianças pequenas brincam com uma caixa na cidade de Nubul, no norte da Síria. Foto: ACNUR/Hameed Marouf

ONU pede US$ 270 mi para prestar assistência a refugiados sírios

Desde 2011, a guerra na Síria já expulsou 5,6 milhões de cidadãos do território para países vizinhos. Desse contingente, 2,6 milhões são crianças.

Cerca de 44 milhões de dólares são essenciais para que a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) não interrompa em novembro o auxílio financeiro à população refugiada. No Líbano e na Jordânia, 68% e 85% dos sírios, respectivamente, vivem abaixo da linha da pobreza.

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foto: OIM

Agências da ONU continuam a apoiar o governo brasileiro na interiorização de venezuelanos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o apoio de outras agências das Nações Unidas, continuam a trabalhar com o governo brasileiro para promover a transferência de venezuelanos da região Norte para outras cidades do país.

Desde o início do programa de interiorização em abril, quase 2 mil pessoas se mudaram do estado de Roraima para outras cidades brasileiras, como Brasília, Cuiabá, Manaus, Porto Alegre e São Paulo. Estima-se que outros 800 venezuelanos serão interiorizados até o final de setembro.

Artista Raquel Poti na 22ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro AndradeArtista Raquela Poti na 22ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Em São Paulo, ONU discute migração e direito à cidade com foco na população LGBTI

Para debater desafios da população LGBTI e migrante, agências da ONU promovem na próxima semana uma série de atividades gratuitas durante a 4ª Conferência Internacional SSEX BBOX — Sexualidade Fora da Caixa. Evento acontece em São Paulo, dos dias 20 a 23 de setembro. Organismos das Nações Unidas discutem inclusão no ambiente de trabalho, discriminação contra mulheres refugiadas e ativismo em prol dos direitos sexuais e reprodutivos.

Brasil também tem sido destino de refugiados que deixam a Síria por conta do conflito que já dura mais de cinco anos. A nação em guerra foi apontada como uma das que registra níveis preocupantes de perseguição religiosa. Nesta foto, mãe e filha em Barja, no Líbano, preparam as malas para seu reassentamento na Alemanha. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

No Paraná, agência da ONU promove congresso latino-americano sobre refúgio

Têm início amanhã (12), na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, a III Conferência Latino-Americana e o IX Seminário Nacional da Cátedra Sergio Vieira de Mello. Promovido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o evento reunirá pesquisadores brasileiros e profissionais humanitários das Nações Unidas para debater temas como os conflitos armados do século XXI e os fluxos de venezuelanos que chegam ao Brasil.

Em São Paulo, curso sobre apólices de seguro teve a participação de adolescentes refugiados e brasileiros. Foto: Instituto Techmail

Adolescentes refugiados e brasileiros concluem curso profissionalizante em São Paulo

Brasileiros e refugiados concluíram em São Paulo um curso profissionalizante sobre apólices e modalidades de seguro. Oferecida pelo Instituto Techmail e pela Escola Nacional de Seguros, a formação teve a participação de 26 jovens com idade entre 16 e 20 anos. Entre os alunos, quatro eram refugiados da República Democrática do Congo e de Angola. Com o diploma em mãos, a turma está pronta para ingressar no mercado de trabalho.

Famílias venezuelanas são recebidas em Manaus pela equipe do ACNUR. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Com apoio da ONU, Manaus reabre abrigo público para acolher venezuelanos vindos de Boa Vista

Para acolher 180 solicitantes de refúgio e migrantes venezuelanos que estavam vivendo em Boa Vista, Roraima, e aumentar sua participação no processo de interiorização desta população, a cidade de Manaus reabriu nesta semana (4) um abrigo público na zona leste da cidade.

Após desembarcarem de um avião da Força Aérea Brasileira, as famílias foram acolhidas no Abrigo do Coroado por equipes da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos e do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, que custeou as reformas de infraestrutura da instalação.

Migrantes resgatados do Mediterrâneo na costa da Sicília, na Itália. Foto: OIM/Francesco Malavolta (arquivo)

Mortes no Mediterrâneo atingem proporção inédita, aponta agência da ONU para refugiados

Divulgado no domingo (2), um relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) revela que as travessias no Mar Mediterrâneo se tornaram mais mortais do que nunca. Apenas em 2018, mais de 1,6 mil pessoas morreram ou desapareceram nessas rotas oceânicas com destino à Europa. Óbitos aumentaram, mesmo com a diminuição do número de migrantes e refugiados que chegam ao continente europeu.

No campo de Moria, na ilha de Lesvos, no norte da Grécia, uma frase expressa o desejo de milhões de refugiados e migrantes pelo mundo: ‘Movimento de Liberdade’. Foto: Gustavo Barreto (2016)

ONU alerta para situação insustentável de centro de acolhimento de refugiados na Grécia

O governo da Grécia foi instado pelas Nações Unidas a fazer mais para ajudar milhares de solicitantes de refúgio e migrantes que foram “amontoados” em centros de acolhimento nas ilhas no país, em meio a relatos de que crianças tentaram tirar suas próprias vidas diante da situação insustentável.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que divulgou o apelo nesta sexta-feira (31), descreveu os centros como “miseráveis, inadequados e em rápida deterioração”.

Refugiado participa da Copa dos Refugiados de 2015, evento promovido para dar visibilidade à causa do refúgio e promover a integração desta população por meio do esporte. Foto: ACNUR / Emiliano Capozoli

Etapa São Paulo da Copa dos Refugiados terá campeão neste fim de semana

A etapa São Paulo da Copa dos Refugiados, já em sua quinta edição, terá as semifinais neste sábado (1) e a grande final no domingo (2), com jogos a serem realizados na zona leste e no bairro da Aclimação.

O evento contou com a participação de 16 seleções (Angola, Camarões, Coreia do Sul, Gana, Guiné Bissau, Iraque, Líbano, Mali, Marrocos, Nigéria, Níger, República Democrática do Congo, Senegal, Síria, Togo e Venezuela), envolvendo mais de 300 jogadores. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Projeto Empoderando Refugiadas promoveu workshop sobre mercado de trabalho. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Refugiadas participam de workshop sobre cultura brasileira e mercado de trabalho em SP

O desafio de adaptação a uma nova cultura e a um novo mercado de trabalho por quem vem ao Brasil em situação de refúgio motivou a realização de workshop sobre o tema para as participantes do projeto Empoderando Refugiadas. Promovido pelo Carrefour, uma das empresas apoiadoras do projeto, o encontro aconteceu em São Paulo, na quarta-feira (29) e reuniu cerca de 30 mulheres refugiadas.

O Empoderando Refugiadas é um projeto de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres que promove o treinamento e inserção de refugiadas no mercado trabalho brasileiro. A iniciativa, que já intermediou a colocação de 21 mulheres no emprego formal, está em sua terceira edição este ano e busca atender cerca de 50 mulheres.

Refugiados rohingya aguardam distribuição de comida no campo de Kutupalong, em Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Andrew Mconnell

Chefe da ONU pede que Conselho de Segurança trabalhe com Mianmar para pôr fim à crise

Apesar dos esforços feitos pelas Nações Unidas no ano passado para ajudar a criar salvaguardas para todas as comunidades no estado de Rakhine, em Mianmar, está claro que as condições ainda não são adequadas para o retorno seguro, voluntário e sustentável dos refugiados rohingya, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (28).

O chefe da ONU informou o Conselho de Segurança sobre a situação em Mianmar, onde 12 meses atrás uma operação militar no norte do estado de Rakhine provocou um êxodo de refugiados rohingya que rapidamente se tornou uma das piores crises humanitárias e de direitos humanos do mundo.

Maryam (9) é aluna da 2ª série da Escola Primária para Meninas, financiada pelo ACNUR, na aldeia de refugiados de Khazana, no Paquistão. Ela gosta de ir à escola porque lá aprende sobre o mundo. Foto: ACNUR/Asif Shahzad

Mais de 4 milhões de crianças refugiadas não vão à escola no mundo, diz ONU

Quatro milhões de crianças refugiadas não frequentam a escola, afirmou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em relatório divulgado nesta quarta-feira (29). Este dado representa um aumento de 500 mil crianças fora da escola em apenas um ano.

O relatório “Turn the Tide: Refugee Education in Crisis” (Inverter a Tendência: Educação de Refugiados em Crise, em tradução literal) mostra que, apesar dos esforços dos governos, do ACNUR e de seus parceiros, a matrícula de crianças refugiadas na escola não consegue acompanhar o crescimento da dessa população no mundo.

No final de 2017, havia mais de 25,4 milhões de refugiados em todo o mundo, 19,9 milhões deles sob o mandato do ACNUR. Mais da metade (52% ) eram crianças – 7,4 milhões em idade escolar.

Com o tema “Não me julgue antes de me conhecer”, a Copa dos Refugiados é um evento que vai muito além do futebol. Realizada pela ONG África do Coração, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a iniciativa envolveu cerca de 320 refugiados e migrantes na disputa, representando seus respectivos países de origem – Angola, Camarões, Coreia do Sul, Gana, Guiné Bissau, Iraque, Líbano, Mali, Marrocos, Nigéria, Níger, República Democrática do Congo, Senegal, Síria, Togo e Venezuela.

Copa dos Refugiados, um evento muito além do futebol; vídeo

Com o tema “Não me julgue antes de me conhecer”, a Copa dos Refugiados é um evento que vai muito além do futebol.

Realizada pela ONG África do Coração, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a iniciativa envolveu cerca de 320 refugiados e migrantes na disputa, representando seus respectivos países de origem – Angola, Camarões, Coreia do Sul, Gana, Guiné Bissau, Iraque, Líbano, Mali, Marrocos, Nigéria, Níger, República Democrática do Congo, Senegal, Síria, Togo e Venezuela.

Neste ano, a Copa dos Refugiados foi realizada nas capitais Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Confira nesse vídeo como foi a etapa no Rio de Janeiro, realizada no início de agosto.

Refugiados participam de Feirão do Emprego em São Paulo. Foto: Governo de São Paulo (Arquivo)

ACNUR e parceiros lançam relatórios em SP sobre educação de pessoas refugiadas

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lança nesta quarta-feira (29) em São Paulo, o relatório global “Turn the Tide: Refugee Education in Crisis” (Inverter a Tendência: Educação de Refugiados em Crise, tradução literal).

O documento mostra que, apesar dos esforços de governos, ACNUR e parceiros, a matrícula de crianças refugiadas em instituições de ensino no mundo não está acompanhando o crescimento da população refugiada. São 4 milhões de crianças refugiadas que estão fora da escola, um aumento de 500 mil pessoas em um ano.

Em Roraima, venezuelanos passam por avaliação médica antes de seguir para outras cidades brasileiras - Foto: OIM

UNICEF e parceiros discutem ações para melhorar água e saneamento para venezuelanos em Roraima

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e seus parceiros em Roraima realizaram na semana passada (23) uma reunião para discutir as necessidades de água, saneamento e higiene dos imigrantes venezuelanos abrigados no estado.

Agentes governamentais, não governamentais e agências do Sistema ONU que atuam dentro dos abrigos conversaram sobre os principais problemas envolvendo água, saneamento e higiene nas moradias coletivas e receberam orientações de Martin Ede, especialista no tema.

ACNUR distribui café da manhã fornecido pelo Exército Brasileiro. Solicitantes de refúgio venezuelanos que vivem no abrigo receberão três refeições por dia. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Mais de 270 venezuelanos serão transferidos de Roraima a seis cidades brasileiras

Seis cidades brasileiras receberão nesta semana venezuelanos que vivem em Roraima e se voluntariaram para participar do processo de interiorização. Na terça-feira (28), 63 pessoas irão viajar de Boa Vista para Manaus (AM), 71 para João Pessoa (PB) e 55 para São Paulo (SP). Na quinta-feira (30), 60 devem ser transferidos para Goioerê (PR), 25 para o Rio de Janeiro (RJ) e quatro para Brasília (DF).

Com esta etapa, sobe para mais de 1 mil o número de venezuelanos transferidos para outros estados. De abril a julho, 820 pessoas foram levadas a sete cidades: 287 a São Paulo, 119 a Cuiabá (MT), 165 para Manaus, 86 ao Rio de Janeiro, 69 para Igarassu (PE), 50 para Brasília e 44 para Conde (PB).

Funcionários do ACNUR entregam assistência humanitária para venezuelanos em Roraima. Foto: ACNU/Reynesson Damasceno

Com apoio de ONU e governo federal, municípios gaúchos receberão venezuelanos vindos de Roraima

Com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e do governo federal, municípios gaúchos e entidades da sociedade civil irão promover a interiorização de cerca de 600 venezuelanos de Roraima para o Rio Grande do Sul. A ação humanitária ocorrerá entre 6 e 18 de setembro, e os migrantes e solicitantes de refúgio serão transportados em voos da Força Aérea Brasileira (FAB).

Na sexta feira (24), o Ministério do Desenvolvimento Social assinou com as prefeituras das cidades gaúchas de Esteio e Canoas termos de compromisso para repasses de 1,5 milhão de reais do governo federal. Os municípios estão localizados na região metropolitana de Porto Alegre, capital do estado.

Em maio de 2018, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou de Boa Vista levando 233 homens, mulheres e crianças venezuelanos para as cidades de Manaus (AM) e São Paulo (SP). Foto: ACNUR/João Paulo Machado

ONU e parceiros debatem proteção a grupos em situação de vulnerabilidade em Manaus

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove esta semana, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus, a primeira oficina de fortalecimento da rede de proteção à vítima de violência, com foco na proteção de mulheres, crianças, adolescentes, LGBTIs e migrantes em Manaus.

Participarão do evento profissionais das áreas da saúde, educação, assistência social, justiça e segurança pública, além de organizações da sociedade civil que compõem a rede de proteção da capital amazonense. Também será discutido como desenvolver, de forma articulada, as atividades do processo de interiorização de solicitantes de refúgio e migrantes vindos da Venezuela, uma das linhas de ações da Força Tarefa Humanitária em Roraima, apoiada pelo Sistema ONU no Brasil.

Noor e sua filha Roshida. Foto: ACNUR/Brian Sokol

Agência da ONU lembra um ano dos ataques contra muçulmanos rohingya em Mianmar

Há um ano, mais de 700 mil refugiados rohingya caminharam durante dias, enfrentando viagens perigosas até alcançar a segurança em Bangladesh.

A maioria são mulheres e crianças. Muitos falam de violência extrema. Alguns ainda possuem os itens que levaram consigo quando fugiram, guardando-os como lembretes de entes queridos ou de uma vida que deixaram para trás.

O projeto fotográfico “A coisa mais importante” traz respostas surpreendentes e cuidadosas. Nele, 11 refugiados rohingya falam sobre o que teve importância e significado para sua trajetória. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

No campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh, Hamida, de 22 anos e seu filho Mohammed, de 1 ano, esperam para receber ajuda alimentar junto com centenas de outros refugiados rohingya. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

ONU convoca comunidade internacional a ampliar apoio para refugiados em Bangladesh

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) convocou nesta sexta-feira (24) a comunidade internacional a aumentar seu apoio a cerca de 900 mil refugiados rohingya apátridas em Bangladesh, e a mostrar solidariedade aos países que os acolhem e que têm agido de forma generosa.

Desde agosto do ano passado, mais de 720 mil refugiados rohingya apátridas fugindo da violência e da discriminação sistêmica no estado de Rakhine, em Mianmar, encontraram abrigo e segurança no distrito de Cox’s Bazar, em Bangladesh. Lá, eles se juntaram a cerca de 200 mil refugiados rohingya de ondas anteriores de deslocamento.

Haiti foi o vencedor da primeira edição da Copa dos Refugiados, em 2014. Foto: ACNUR

Etapa São Paulo da Copa dos Refugiados será lançada na sexta-feira (24)

A Etapa São Paulo da Copa dos Refugiados será sediada pela quinta vez na capital paulista, com chaveamento das seleções a ser definido nesta sexta-feira (24), a partir das 9h. O evento contará com a participação de autoridades realizadoras e apoiadoras, assim como representantes das 16 seleções que disputarão o torneio.

Com o tema “Não me julgue antes de me conhecer”, o campeonato realizado pela ONG África do Coração, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), envolverá cerca de 320 refugiados e migrantes na disputa, representando seus países de origem.

A estimativa é de que 2,3 milhões de venezuelanos estejam vivendo no exterior, mais de 1,6 milhão deixaram o país desde 2015, 90% dos quais dirigiram-se a países sul-americanos. Foto: OIM

Agências da ONU pedem apoio da comunidade internacional a países que recebem venezuelanos

O alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, e o diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing, fizeram um chamado destinado a obter um maior apoio por parte da comunidade internacional para os países da região que estão recebendo uma quantidade cada vez maior de refugiados e migrantes da Venezuela.

A estimativa é de que 2,3 milhões de venezuelanos estejam vivendo no exterior, mais de 1,6 milhão deixaram o país desde 2015, 90% dos quais dirigiram-se a países sul-americanos.

Thais no campo de Kutupalong, em Bangladesh, o maior do mundo. Foto: ACNUR

DEPOIMENTO: ‘Por meio do nosso trabalho podemos fazer a diferença na vida das pessoas’

Thais Severo trabalha há seis anos para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e já atuou no Brasil e no Paquistão. Atualmente, é responsável pelo registro de pessoas vulneráveis no campo de refugiados de Kutupalong, o maior do mundo, localizado em Bangladesh.

Para celebrar o Dia Mundial Humanitário, ela compartilhou como é o dia a dia de um trabalho tão desafiador quanto recompensador.

O refugiado de 38 anos Firaz com sua mulher, duas filhas e o recém-nascido Mohammad. Foto: ACNUR

Mais de 50 mil crianças refugiadas sírias poderão ser registradas no Líbano

No Líbano, um recém-nascido deve ser registrado dentro de um ano após o nascimento. O não cumprimento do prazo implicaria em um processo judicial caro e complexo, algo que muitas famílias refugiadas em situação de pobreza não têm condições de pagar.

Mas após uma importante mudança legal no início deste ano, o governo suspendeu o prazo de registro para as crianças sírias nascidas no Líbano entre janeiro de 2011 e fevereiro de 2018.

A medida permitirá que mais de 50 mil crianças sírias não registradas adquiram a documentação necessária, em um país onde uma pesquisa da ONU de 2017 descobriu que apenas 17% dos refugiados sírios com menos de 5 anos tiveram seus nascimentos registrados. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).