Tragédia pessoal impulsiona luta de assistente social contra violência de gangues em Honduras

Para Santiago Ávila, 32 anos, a luta contra as poderosas gangues de rua que aterrorizam as comunidades de seu país, Honduras, é profundamente pessoal. Ele tinha 19 anos quando seu irmão Maurício, de 16 anos, foi sequestrado, torturado e assassinado por grupos criminosos. A morte do irmão desencadeou uma série de outras consequências traumáticas que se prolongaram por muitos anos, forçando Santiago e sua mãe a fugir do país para sobreviver.

Santiago passou anos tentando transformar o sofrimento de sua família em algo positivo para sua comunidade. Ele ajudou a transformar a emergente organização comunitária Jóvenes Contra la Violencia (Juventude Contra a Violência, em tradução livre) em uma das mais importantes forças que combatem gangues em Honduras.

O grupo, que começou há cerca de uma década e recebe apoio do ACNUR, conta atualmente com mais de 600 jovens embaixadores em Honduras, bem como com cerca de 200 embaixadores crianças, alguns com apenas seis anos de idade.

ACNUR registra 134 mil refugiados e migrantes da Venezuela no Brasil

O registro e a documentação das pessoas que fogem de guerras, conflitos políticos e perseguições nos países que as recebem são de extrema importância para assegurar sua proteção e acesso a serviços. No atual contexto de pandemia da COVID-19, a atividade de registro ganha ainda mais relevância como ferramenta de proteção fundamental, já que possíveis vulnerabilidades precisam ser mais rapidamente identificadas e atendidas.

A proteção de um refugiado, portanto, começa com seu registro e esta é uma das principais atividades da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em apoio às ações realizadas pelo governo do Brasil, no contexto do fluxo de refugiados e migrantes da Venezuela para o país.

OIM apoia plano de políticas para imigrantes da Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo lança nesta terça-feira (11) o I Plano Municipal de Políticas para Imigrantes (PPI) elaborado em conjunto por migrantes e poder público, com o apoio técnico da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

A apresentação será realizada em cerimônia online pelas redes sociais da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do município São Paulo a partir das 19h.

Hospital de campanha salva vidas de indígenas infectados pela COVID-19 no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia um hospital de campanha em Boa Vista (RR), construído pela Operação Acolhida – resposta governamental ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil.

O hospital tem capacidade para receber até 1.782 pacientes confirmados ou com suspeita de COVID-19. Até o momento, atendeu 625 venezuelanos e muitos brasileiros, incluindo indígenas.

O ACNUR disse estar ciente de pelo menos 19 mortes relacionadas à COVID-19 entre refugiados, dos quais nove eram venezuelanos indígenas, enquanto mais de 570 se recuperaram da doença. Conheça a história da indígena venezuelana, Dialisa Mata, que se recuperou da COVID-19 neste hospital em Boa Vista.

ONU leva ajuda humanitária imediata para apoiar Beirute após explosão

A resposta à explosão desta terça-feira (4) em Beirute, no Líbano, exige apoio global para “superar o impacto devastador” da crise que o povo libanês enfrenta, afirmou o vice-coordenador especial da ONU para o país, Ján Kubis. Para ajudar a atender às necessidades imediatas, 9 milhões de dólares foram liberados do Fundo Humanitário Libanês.

As explosões mataram cerca de 140 pessoas, deixaram 5 mil feridos e centenas de pessoas desaparecidas. Cerca de 80 mil crianças estão entre as 300 mil pessoas deslocadas pelas explosões de Beirute, e três hospitais estão inoperantes e outras duas instalações de saúde sofreram danos substanciais – o equivalente a 500 leitos hospitalares perdidos.

O Líbano é a nação que abriga a maior população de refugiados per capita do mundo. No total, abriga mais de 925 mil refugiados registrados, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). E é no Brasil onde vive a maior comunidade de libaneses do mundo, com uma população maior do que a do próprio Líbano.

Temas relacionados à integração das pessoas refugiadas no Brasil serão discutidos entre profissionais de campo, pesquisadores e os próprios refugiados. Foto: Daniele Batemarque e Camila Seabra

ACNUR lança podcast que discute integração de refugiados no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com universidades da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM), lançaram na quinta-feira (6) o podcast “Refúgio em Pauta”, que discute temas de integração das pessoas refugiadas no Brasil com profissionais de campo, pesquisadores e os próprios refugiados.

O primeiro episódio trata da segurança alimentar no contexto de pandemia da COVID-19. O coordenador de campo do ACNUR em Boa Vista (RR), Arturo de Nieves, fala sobre a resposta do ACNUR e de seus parceiros em um contexto de emergência humanitária.

Grandes áreas de Beirute foram destruídas como resultado da explosão no porto da cidade. Foto: UNIFIL

Líbano: apoio aos hospitais é prioridade da ONU após explosão em Beirute

A Organização das Nações Unidas (ONU) está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades do Líbano para apoiar a resposta contínua após a enorme explosão que abalou Beirute na terça-feira (4), destruindo grandes áreas da capital.

Mais de 130 pessoas morreram na explosão, que atingiu o porto e os arredores, deixando inúmeros feridos e milhares de desabrigados. O governo declarou estado de emergência por duas semanas.

Falando na quarta-feira (5), o vice-porta-voz da ONU Farhan Haq disse a jornalistas que o apoio a hospitais e à resposta a traumas é uma prioridade.

Refugiada eritreia sobrevivente de abuso sexual recebe apoio para recomeçar vida na Suécia

A refugiada eritreia Samrawit, de 20 anos, foi torturada, espancada e estuprada por quase dois anos na Líbia. Samrawit deixou a Eritreia após a partida de um parente próximo que, temendo por sua vida, fugiu do alistamento militar. Sem família no país, ela também decidiu fugir. Mas foi sequestrada e levada por traficantes de pessoas para uma cidade no Sudão, perto da fronteira com a Líbia.

Em outubro de 2019, Samrawit foi levada para Ruanda junto com outros 123 refugiados que estavam detidos na Líbia. Hoje, Samrawit está reassentada na Suécia e faz parte do programa de reassentamento do ACNUR para refugiados altamente vulneráveis. Leia a reportagem completa.

Desde 2018, mais de 38 mil venezuelanos deixaram Roraima rumo a outros estados brasileiros

Desde 2018, mais de 38 mil venezuelanos foram interiorizados de Roraima para mais de 570 municípios de 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Esses são resultados da Estratégia de Interiorização da Operação Acolhida, que conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas e da sociedade civil.

O tema foi debatido na quinta-feira (30) no seminário online “Integração Socioeconômica de Refugiados e Migrantes Venezuelanos e a Estratégia de Interiorização”, realizado em parceria com a União Europeia, que doa recursos ao ACNUR que possibilitam fortalecer a resposta emergencial brasileira. O evento contou também com a participação do Ministério da Cidadania, Operação Acolhida e Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Minas terrestres e explosivos representam riscos mortais para os deslocados no Sahel e no Lago Chade

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pede mais esforços para mitigar os riscos enfrentados por refugiados e deslocados internos em relação a minas terrestres e dispositivos explosivos improvisados ​​nas regiões da bacia do Sahel e do Chade, em conflito na África.

Desde o início de 2020, há um número crescente de incidentes fatais envolvendo populações deslocadas à força.

Minas, engenhos explosivos não detonados (UXO) e uso mais frequente de dispositivos explosivos improvisados ​​(IEDs) estão resultando em uma ameaça crescente para comunidades locais, refugiados e deslocados internos.

Em Manaus (AM), embarque de Unidades de Habitação para refugiados do ACNUR em avião da Força Aérea do Peru. Foto: ACNUR

ACNUR fornece unidades de habitação emergencial para apoiar resposta à COVID-19 na América Latina

À medida em que a pandemia do novo coronavírus se espalha pela América Latina, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil segue fornecendo apoio de resposta às emergências humanitárias na região.

Nesta semana, foi concluído o embarque de 336 Unidades de Habitação para Refugiados para Peru, Venezuela, República Dominicana, Haiti, Aruba e Guiana, fruto da cooperação entre os escritórios do ACNUR nos diferentes países.

A Unidade de Habitação para Refugiados, em inglês Refugee Housing Unit (RHU), é uma estrutura utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência humanitária. Durante a pandemia de COVID-19, as unidades serão utilizadas para diversos fins de proteção, principalmente como áreas de isolamento para casos confirmados ou suspeitos de COVID-19.

ACNUR amplia apoio a refugiados e brasileiros para frear consequências devastadoras da COVID-19

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está intensificando os esforços no Brasil para proteger dezenas de milhares de refugiados e migrantes da Venezuela e as comunidades que os acolhem, enquanto o país luta contra a pandemia da COVID-19.

O Brasil abriga mais de 345 mil refugiados e solicitantes de refúgio, para os quais as consequências da pandemia são especialmente severas.

Embora o número total de refugiados que contraíram o vírus no Brasil seja desconhecido, o ACNUR informou ao menos 19 mortes relacionadas à COVID-19, das quais nove entre indígenas venezuelanos.

Juan Batista Ramos shows one of the murals he painted at Tancredo Neves shelter, in Boa Vista, Brazil. Photo: Allana Ferreira/UNHCR

In Roraima, Brazil, Venezuelan volunteers help keep refugees and migrants safe from COVID-19

Giving life and colour to the shelter in which he lives is what gives joy to 69 year-old Venezuelan Juan Batista Ramos. Like him, another 480 refugees and migrants sheltered in Roraima, Brazil, found a way to contribute to the places they temporarily call home. “Every time the shelter needs me, I’m happy to be able to help”, said Ramos, who arrived alone in Brazil in October of 2019 and has lived in the shelter since January of this year.

O artista Ramos mostra com alegria um dos murais que pintou no abrigo Tancredo Neves, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Em Roraima, venezuelanos voluntários ajudam a manter refugiados e migrantes seguros da COVID-19

Dar vida e cor ao abrigo em que mora é o que dá mais alegria ao venezuelano Juan Batista Ramos, de 69 anos. Assim como ele, outros 480 refugiados e migrantes abrigados em Roraima encontraram no trabalho comunitário uma forma de contribuir para os locais que eles chamam temporariamente de casa.

“Toda vez que o abrigo precisa de mim, fico feliz em poder ajudar”, diz Ramos, que chegou sozinho ao Brasil em outubro de 2019 e mora no abrigo desde janeiro deste ano. Leia reportagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Jovens artistas desenham um mundo onde a bondade vence o coronavírus

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou nesta quinta-feira (23) os vencedores do seu primeiro Concurso de Arte “Juventude com os Refugiados”, lançado em abril de 2020 em meio à pandemia da COVID-19, com objetivo de incentivar jovens de 12 a 25 anos a refletir criativamente sobre o tema: “Todos importam na luta contra o vírus, incluindo refugiados”.

Mais de 2.000 participantes de 100 países enviaram desenhos e histórias em quadrinhos, e 25% deles eram refugiados ou solicitantes de refúgio.

Indígenas Warao em Manaus participam de projeto de rádio comunitária. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Mais da metade dos indígenas venezuelanos no Brasil já recebeu apoio do ACNUR

Monitoramento feito pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) revela que dos 5 mil indígenas venezuelanos registrados no Brasil, cerca de 2,3 mil foram beneficiados com com kits de higiene, limpeza, cozinha, entre outros itens, em Roraima, Amazonas e Pará.

Nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (RR), mais de 1,4 mil indígenas estão em abrigos da Operação Acolhida com apoio do ACNUR. Em Belém e Manaus, em parceria com as prefeituras das cidades, outros 776 estão abrigados.

Venezuelanos recebem doações do ACNUR para recomeçar a vida em outras partes do país

Usando máscaras, mantendo distanciamento físico e malas nas mãos, 27 venezuelanos abrigados em Boa Vista (RR) foram para o aeroporto da cidade na última quinta-feira (16) para embarcarem, junto com suas famílias e sonhos, rumo a Juiz de Fora (MG).

Os participantes dessa rodada do programa de interiorização – um dos pilares da resposta governamental ao fluxo de venezuelanos que chega ao país desde 2016 – receberam apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para terem proteção social e apoio financeiro e material para este novo recomeço em plena pandemia no país, com um dos maiores índices de infectados e mortos no mundo.

Angelina Jolie, enviada especial ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em reunião do Conselho de Segurança sobre violência sexual em conflitos armados. Foto: ONU/Nabil Midani

Violência sexual em conflitos é usada como tática de guerra e arma psicológica, alerta ONU

A violência sexual é usada como uma tática de guerra e uma ferramenta política para desumanizar, desestabilizar e desalojar populações em todo o mundo, disse a especialista da ONU sobre o assunto ao Conselho de Segurança na sexta-feira (17), pressionando os países a adotarem uma abordagem centrada nos sobreviventes que garanta que as vítimas não sejam esquecidas.

Angelina Jolie, enviada especial ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), também participou da reunião do Conselho de Segurança sobre violência sexual em conflitos armados.

ACNUR e Ação da Cidadania doam alimentos para venezuelanos no Norte do Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a ONG Ação da Cidadania irão entregar cerca de 5.000 cestas de alimentos não perecíveis para refugiados e migrantes venezuelanos no Norte do Brasil, a partir de Boa Vista e outras cidades do Estado de Roraima, que faz fronteira com o país vizinho.

As entregas iniciaram na última quarta-feira (15) e vão até o dia 22 de julho. Cada cesta é suficiente para alimentar uma família de até quatro pessoas durante 15 dias. Numa primeira fase, os alimentos chegarão até a fronteira com a Venezuela, em Pacaraima.

ACNUR e parceiros distribuem roupas de frio para venezuelanos no Distrito Federal

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros locais distribuíram mais de 680 peças de roupas de frio doadas pela empresa japonesa UNIQLO em São Sebastião, região administrativa do Distrito Federal. A ação aconteceu no último domingo (12) e beneficiou cerca de 350 pessoas, das quais cerca de 100 eram venezuelanas.

Na Praça da Bíblia, ao lado da administração da cidade, a ação solidária também contou com um café da manhã e apresentação musical de crianças, tudo organizado por voluntários brasileiros, venezuelanos e até de outras partes do mundo – como Cuba e República Dominicana.

Foto: ACNUR Brasil/Felipe Irnaldo

Novo abrigo aprimora acolhimento de refugiados e migrantes indígenas venezuelanos em Manaus

Para aprimorar o acolhimento de indígenas venezuelanos da etnia Warao na capital do estado do Amazonas, a Prefeitura de Manaus, com apoio de agências das Nações Unidas, inaugurou na terça-feira (14) um novo abrigo na região do Tarumã-Açu, zona oeste da cidade.

Ao todo, 158 pessoas refugiadas e migrantes desta etnia foram realocadas nesta etapa, que dá seguimento à estratégia de resposta do município ao fluxo desta população venezuelana para a cidade.

A ação contou com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

ACNUR apoia refugiados e migrantes venezuelanos fora de abrigos em Roraima

Enquanto a pandemia do novo coronavírus avança no mundo, tendo o Brasil como um dos seus epicentros, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) chama atenção para os desafios enfrentados pela população venezuelana fora de abrigos em Roraima.

De acordo com o recente Relatório de Ocupações Espontâneas produzido pelo ACNUR, 3,4 mil pessoas em Boa Vista e em outras cidades de Roraima viviam nestes locais até junho de 2020.

Entre as principais dificuldades enfrentadas por essa população ao chegar no país estão o acesso a alimentação, saneamento básico, trabalho e moradia.

Saiba como apoiar os refugiados durante a crise do coronavírus

Muitos refugiados já conheciam a sensação de isolamento por viverem longe das suas redes de apoio e com medo do futuro. Durante a pandemia do novo coronavírus, inúmeros exemplos estão sendo mostrados sobre como eles estão retribuindo ajuda às comunidades que os receberam, seja cozinhando para os profissionais de saúde da linha de frente, seja fazendo compras de supermercado para idosos e doentes, seja doando suprimentos ou trabalhando como médicos, enfermeiros e cientistas.

O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, preparou para você cinco maneiras de demonstrar solidariedade com as pessoas refugiadas durante a pandemia.

Zeinabou, de 42 anos, é fotografada no quintal da casa de seus parentes, em Burkina Faso. Três dias antes, ela presenciou o assassinato de seu marido. Foto: Sylvain Cherkaoui

Seis histórias para entender a crise no Sahel

Em Burkina Faso, quase nenhum lugar é seguro. Grupos armados, extremistas e facções criminosas aterrorizam a população diariamente, matando aqueles que se recusam a lutar ao lado deles. Assassinos atiram nas famílias até que elas morram. Estupram e torturam mulheres. Destroem qualquer coisa que simbolize o Estado: escolas, delegacias e até hospitais.

O cotidiano em Burkina Faso – um país sem litoral, com 19 milhões de habitantes – é precário. Conheça seis pessoas – fotografadas e entrevistadas no início de fevereiro de 2020 – cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Entenda como o deslocamento forçado é tratado em nova série de ficção

A nova série da Netflix, Estado Zero, estréia hoje (8) e conta a história de quatro personagens cujas vidas acabam se cruzando em um centro de detenção para imigrantes na Austrália: uma mulher enfrentando uma crise, um guarda, um oficial do governo e um solicitante de refúgio que acaba de chegar do Afeganistão.

O drama desperta reflexões sobre o que significa ser um refugiado e deseja capturar o sentimento de se estar perdido, tanto nos universos particulares como frente ao cenário mundial.

A série é cocriada e produzida por Cate Blanchett, Embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Ismenia works daily to ensure the protection of those who live in the Rondon 1 shelter. Photo: Tainanda Soares/ACNUR

Venezuelan helps the fight against COVID-19 in a Brazilian refugee shelter

Ismenia is a 46-year-old Venezuelan who currently lives in the Brazilian city of Boa Vista, where she lives and works in the refugee shelter Rondon 1, which operates with support from the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR). She left Venezuela after failing to find adequate medical treatment for her thyroid cancer, leaving behind not only her husband and children but also her career as a nurse.

Currently, Ismenia is part of the Rondon 1 shelter’s health committee. With the new coronavirus, the community leader was recruited by WHO for the noble mission of making sure that other residents of the shelter are following hygiene recommendations against COVID-19.

A venezuelana Ismenia trabalha diariamente para garantir a proteção da população que vive no abrigo Rondon 1, em Boa Vista – Foto: Tainanda Soares/ACNUR

Venezuelana atua no combate ao coronavírus em abrigo de refugiados no Brasil

A venezuelana Ismenia tem 46 anos e mora em Rondon 1, abrigo em Boa Vista apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Ismenia teve câncer de tireoide e deixou a Venezuela por não conseguir encontrar tratamento médico adequado. Sem opção, ela também deixou para trás o marido, filhos e a carreira como enfermeira.

Atualmente, Ismenia faz parte do comitê de saúde do abrigo Rondon 1. Com a chegada do novo coronavírus, a líder comunitária foi recrutada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma nobre missão: garantir que outros moradores do abrigo Rondon 1 estejam seguindo corretamente recomendações de higiene para proteger todos contra o novo coronavírus.

Pessoas refugiadas no Brasil já contam com esforços adicionais do ACNUR e de seus parceiros para garantir os mecanismos de acesso e de permanência de estudantes nas universidades brasileiras. Foto: ACNUR/Fellipe Abreu

ACNUR e parceiros fortalecem integração de refugiados nas universidades brasileiras

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem ampliado suas respostas às demandas das pessoas refugiadas em face da realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus. Duas delas se referem a quem está no ambiente acadêmico ou já têm formação superior.

Como as aulas em universidades estão suspensas ou sendo realizadas de maneira virtual, tornou-se fundamental garantir meios complementares de integração destes estudantes refugiados e migrantes.

Para isso, o ACNUR apoiou a produção e lançamento do livro “Passarela – português como língua de acolhimento para fins acadêmicos”, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um material didático inédito em sua proposta pedagógica.

Prêmio de jornalismo reconhece reportagens sobre cobertura humanitária focadas nas vítimas

Estão abertas a partir desta quarta-feira (1) as inscrições para o Prêmio CICV de Cobertura Humanitária, uma iniciativa do Comitê Internacional da Cruz Vermelha para dar voz às vítimas.

Este ano há a categoria especial “ACNUR 70 anos”, que premiará produtos jornalísticos ou de caráter documental voltados exclusivamente a temas relacionados a refúgio e apatridia.

A categoria é oferecida pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), parceira do prêmio, que neste ano completa 70 anos. O período de inscrição vai até 1° de setembro.

Conheça o projeto que ajuda refugiadas a acessarem o mercado de trabalho brasileiro

A quarta edição do projeto “Empoderando Refugiadas”, que promove o acesso de mulheres em situação de refúgio ao mercado de trabalho brasileiro desde 2015, foi encerrada em junho deste ano. Duas turmas foram formadas, uma em São Paulo (SP) e outra em Boa Vista (RR), onde o projeto operou de formas distintas e atingiu resultados inéditos em relação às edições anteriores.

A iniciativa conjunta da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres realizará sua quinta edição no segundo semestre de 2020 e seguirá promovendo workshops de formação para a empregabilidade dessa população, agora no ambiente virtual, diante dos desafios impostos pela pandemia da COVID-19.

O que significa ser um refugiado LGBTQI+

Existem cerca de 26 milhões de refugiados no mundo que fugiram da guerra, conflitos violentos ou perseguição. De acordo com o direito internacional, qualquer pessoa com fundado temor de ser perseguida com base em sua raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em um determinado grupo social deve ser protegida como refugiada.

As diretrizes emitidas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) consideram que pessoas perseguidas pela sua identidade de gênero, orientação sexual ou características sexuais têm direito a essa proteção. Às vezes, os refugiados LGBTQI+ são vítimas de leis severas de seus governos. Outras vezes, sofrem nas mãos da sociedade local ou de suas próprias famílias – com uma atitude indiferente do Governo, que pode até participar do abuso.

Prudence teve que interromper o sonho de ser uma artista famosa em seu país de origem depois de ser vítima de perseguição política. Foto: Acervo Pessoal

Refugiada negra comandará redes sociais do ACNUR Brasil durante o fim de semana

Mulher, mãe de cinco filhos e avó. É assim que Prudence Kalambay gosta de se apresentar. Se a vida de qualquer pessoa com essa biografia já seria cheia de histórias e desafios, imagina quando se trata de uma mulher negra, nascida na República Democrática do Congo, que chegou ao Brasil grávida, com uma criança de colo, sem falar português e sem conhecer ninguém.

Prudence teve que interromper o sonho de ser uma artista famosa em seu país de origem depois de ser vítima de perseguição política. É nas mãos dessa mulher que a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deixará suas redes sociais durante este final de semana (27 e 28 de junho).

Pabllo Vitar conversa com refugiado venezuelano Elvis Messias sobre os desafios da comunidade LGBTQIA+ especialmente no contexto da pandemia do novo coronavírus. Foto: Divulgação

Pabllo Vittar e Liberatum se unem ao ACNUR em apoio a refugiados e lançam vídeo

Como parte de projeto humanitário global e das celebrações do Dia Mundial do Refugiado, a organização internacional Liberatum lança na quarta-feira (24), em apoio à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), um episódio em vídeo sobre os desafios de pessoas LGBTIQIA+ e refugiadas no Brasil e no mundo, especialmente em tempos de pandemia.

Em conversa com a drag queen e cantora Pabllo Vittar, o assistente de laboratório e refugiado venezuelano Elvis Messias fala sobre a realidade de seu país de origem, as barreiras que encontrou quando chegou ao Brasil e como o ACNUR contribuiu para que hoje tenha uma vida digna e já consiga ajudar outros em situação similar. Pabllo Vittar, por sua vez, conta e compartilha suas vivências como pessoa queer.

Conheça as ações realizadas pelo ACNUR para proteger refugiados da COVID-19 no Brasil

No Brasil, os efeitos da pandemia impõem desafios adicionais a um contexto já emergencial. Por isso, o ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, intensificou seus esforços para frear a disseminação entre os refugiados e a comunidade que os acolhem.

Para responder à esta crise de saúde, o ACNUR e parceiros apoiaram a construção um hospital de campanha para COVID-19, distribuiu itens de emergência e informações seguras sobre a prevenção ao novo coronavírus, ofereceu auxílio financeiro emergencial e realocou refugiados para espaços seguros.

Williams com seu desenho sobre o que ele deseja para seu futuro no Brasil. Foto: ACNUR/ Allana Ferreira

Por meio da arte, venezuelanos revelam o que esperam de seu futuro no Brasil

Cores e palavras marcaram as produções artísticas feitas por refugiados e migrantes venezuelanos em celebração ao Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) nos abrigos temporários das cidades de Boa Vista, Pacaraima (RR) e Manaus (AM).

A data homenageia a força, coragem e resiliência de milhões de pessoas que foram forçadas a se deslocar de suas cidades e países por causa de guerras, conflitos e perseguições, deixando sonhos e vidas para trás. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Famílias de refugiados chegam ao aeroporto de Beirute, no Líbano, antes de serem reassentadas em países terceiros. Foto: OIM/Angela Wells

OIM e ACNUR anunciam retomada das viagens de reassentamento para refugiados

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciaram na quinta-feira (18) a retomada das partidas de reassentamento de refugiados.

A suspensão temporária das viagens de reassentamento, necessária devido a interrupções e restrições às viagens aéreas internacionais causadas pela pandemia de COVID-19, atrasou a saída de cerca de 10 mil refugiados para os países de reassentamento.

Uma mãe cuida de seu bebê dentro de um ginásio que foi transformado em assentamento de refugiados em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Mundo tem recorde de quase 80 milhões de deslocados internos e refugiados

O deslocamento global atingiu impressionantes 79,5 milhões de pessoas no ano passado – quase o dobro do número registrado há uma década – devido a guerra, violência, perseguição e outras emergências, informou nesta quinta-feira (18) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Falando a jornalistas em Genebra, o chefe do ACNUR observou que, embora a questão do deslocamento afete todas as nações, os dados mostram que os países mais pobres hospedam 85% dos que foram expulsos de suas casas.

Refugiados instalam pias para frear disseminação da COVID-19 na República Democrática do Congo

Uma iniciativa orientada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está ajudando refugiados na República Democrática do Congo a instalar dispositivos de lavagem de mãos artesanais para combater a COVID-19 no país.

Desde que o primeiro caso foi confirmado no país, em março, o ACNUR adotou medidas para impedir que o vírus se espalhasse entre refugiados, deslocados internos e comunidades que os acolhem.

Até o momento, mais de 300 torneiras foram instaladas nos assentamentos e 200 refugiados foram treinados para produzi-las.

Refugiados e migrantes venezuelanos indígenas Warao são realocados para um espaço seguro em Manaus (AM) durante a pandemia de COVID-19. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

ACNUR e parceiros promovem agenda nacional para celebrar Dia Mundial do Refugiado

Atividades artísticas e de entretenimento com a população refugiada, eventos virtuais nas redes sociais e a divulgação das tendências sobre o deslocamento forçado no mundo marcam, neste ano, as celebrações em torno do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) no Brasil.

A agenda está sendo organizada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros. O governo brasileiro estima que o Brasil tem cerca de 43 mil pessoas reconhecidas como refugiadas de mais de 50 nacionalidades, além de quase 300 mil solicitantes de refúgio.

Refugiados tornam-se guardiões de florestas na Guatemala

Ameaças de facções, violência extrema e perseguição no norte da América Central forçaram cerca de 720 mil pessoas na região a fugir de suas casas. Elas buscam segurança em partes mais afastadas do país ou mesmo no exterior. Até dezembro de 2019, cerca de 121.300 hondurenhos haviam solicitado asilo ou refúgio no exterior, segundo estatísticas da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Josué e Alejandro fazem parte de um grupo de nove solicitantes de refúgio e refugiados que foram contratados e treinados para trabalhar como guardas florestais no sistema nacional de parques da Guatemala. Conheça a história destes jovens que ousaram resistir ao recrutamento de facções e conseguiram um emprego estável em meio a tantos desafios.