Estádio Urbano Caldeira - Vila Belmiro. Foto Wikimedia Commons/Nelson R. de Lima Filho (CC)

ACNUR e Santos FC firmam parceria para inclusão de pessoas refugiadas no esporte

Como pontapé inicial da parceira, 11 crianças refugiadas de diferentes nacionalidades entrarão em campo com os jogadores do Santos na partida contra o Red Bull Bragantino, quinta-feira (23), às 19h15, na Vila Belmiro, em Santos (SP), no primeiro jogo da equipe pelo Campeonato Paulista de Futebol 2020.

Após a entrada em campo, as crianças acompanharão os jogos das arquibancadas com seus pais, proposta que será mantida ao longo do ano. A partir de fevereiro, as crianças refugiadas já poderão ser inscritas nas 60 escolas de futebol franquiadas, em 13 unidades da federação.

Canarinhos na Praça da Antena de TV, em Brasília (DF). Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Coral de crianças Canarinhos da Amazônia apresenta-se no Palácio do Planalto

O coral infantil Canarinhos da Amazônia, que reúne crianças brasileiras e venezuelanas e conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), foi convidado pelo governo federal para se apresentar no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), ao lado do mais alto escalão do Executivo brasileiro.

O evento marcou a troca de comando da Operação Acolhida, a resposta humanitária do governo brasileiro ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos.

Refugiada somali Asha Abdikadir Ahmed, 42, cozinha usando briquetes energeticamente eficientes em seu restaurante em Bur Amino, Etiópia. Foto: ACNUR/Eduardo Soteras Jalil

Ervas daninhas viram fonte de energia na Etiópia

Quando a somali Asha Abdikadir Ahmed cozinhava com lenha, seu restaurante ficava cheio de nuvens de fumaça. Mas agora, quando ela coloca um briquete no fogo, além de não produzir fumaça, o fogo dura toda a manhã.

“O briquete é melhor do que a lenha que eu estava usando antes. É mais barato e mais eficiente”, diz Asha, de 42 anos, que dirige seu próprio restaurante no campo Bur Amino para refugiados somalis. O local fica no sul da Etiópia e Asha está lá desde que foi inaugurado, em 2011. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiado sírio cultiva flores e constrói vida nova no Líbano

Várias vezes por semana, quando as rosas estão em plena floração, o refugiado sírio Salem al-Azouq e sua família se levantam ao amanhecer para a colheita manual no Vale do Bekaa, no Líbano. As vívidas flores cor de rosa ficam mais perfumadas no ar fresco da manhã.

Além de garantir o sustento da família, as flores mantêm viva a conexão com sua terra natal. Durante a maior parte de sua vida, Salem trabalhou com o pai em sua fazenda em Damasco. Eles cultivavam as famosas “rosas de damasco”, que levam o nome da capital da Síria. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A Comunidade Batista de Pacaraima, com o apoio do ACNUR, da União Europeia e da Operação Acolhida, oferece três refeições diárias para as mais de 116 pessoas acolhidas pelo projeto. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Projeto em Pacaraima (RR) acolhe refugiados e migrantes em situação de rua

O casal de brasileiros Gideão Ferreira de Vasconcelos e Sandra Santos de Vasconcelos abriram as portas da Comunidade Batista de Pacaraima (RR) para acolher famílias venezuelanas.

“Já oferecíamos alimentação para algumas famílias que viviam nas ruas, mas, após alguns conflitos entre a população local e a comunidade venezuelana, decidimos abrir as portas da igreja e abrigar o máximo de pessoas possível”, diz Sandra ao contar sobre como o projeto começou, ainda em 2018. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Omar faz o acompanhamento de pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade, como é o caso da jovem Johanny Castillos*, grávida de 8 meses. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Promotores comunitários fortalecem rede de proteção a refugiados e migrantes em Manaus

Aos 70 anos, o venezuelano Omar percorre as ruas de Manaus (AM) há mais de dois prestando assistência a refugiados e migrantes que chegam à cidade. Seja no acompanhamento de pessoas para emissão de documentos ou indicando acesso a serviços públicos, ele está sempre a postos para ajudar seus conterrâneos.

Ele é um dos dez promotores comunitários que fazem parte do projeto Outreach Volunteers em Manaus, uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com a Cáritas Manaus, que promove oficinas de capacitação para que mais líderes comunitários possam levar adiante informações sobre direitos e auxiliar pessoas em situação de deslocamento forçado.

Mustafa e seu filho do lado de fora de sua mercearia improvisada no campo de refugiados de Bardarash, no Iraque. Foto: ACNUR/Firas Al-Khateeb

Refugiado sírio é forçado a deixar tudo para trás pela quinta vez

A vida de refugiado não é novidade para o sírio Mustafa, de 36 anos. Ele nasceu em Ras al Ain, região próxima da fronteira norte da Síria com a Turquia. Desde o começo do conflito, em 2011, já somam cinco as vezes que ele e sua família foram obrigados a deixar o país rumo ao Iraque. Após o mais recente episódio de violência, ele diz não ter certeza se retornará.

“Nas vezes anteriores, eu sabia que voltaríamos em breve. Ficaríamos no Iraque por três ou quatro meses até que a situação melhorasse”, explicou. “Mas desta vez não acho que será tão fácil. Perdemos nossa casa, nossos móveis, nossas mercadorias, nossa terra, nosso carro. É uma situação muito difícil”, contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO). Foto: MONUSCO

ONU: violência na República Democrática do Congo pode representar crimes contra humanidade

Uma investigação conduzida pelo Escritório Conjunto de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNJHRO) na República Democrática do Congo descobriu que pelo menos 701 pessoas foram mortas e 168 ficaram feridas após ataques envolvendo as comunidades Hema e Lendu, na província de Ituri, no nordeste do país.

Os ataques foram realizados entre dezembro de 2017 e setembro de 2019. Os números também apontam que pelo menos 142 pessoas foram vítimas de violência sexual, a maioria mulheres e crianças da comunidade Hema.

O presidente do COI, Thomas Bach, concede a Taça Olímpica ao Alto Comissário do ACNUR, Filippo Grandi. Foto: COI/ Christophe Moratal

ACNUR é homenageado com a Taça Olímpica por contribuição ao esporte

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) recebeu, na última sexta-feira (10), a Taça Olímpica do Comitê Olímpico Internacional (COI) por seu trabalho de apoio a refugiados e comunidades de acolhida por meio do esporte e pela promoção dos valores olímpicos em todo o mundo.

O esporte é um pilar crucial da missão do ACNUR de proteger e capacitar crianças e jovens deslocados, além de promover a inclusão social e as boas relações com as comunidades de acolhida.

Voluntários Karmele Villarroel Labanda (ajoelhada) e Begoña Herrero entretêm a família em um passeio de um dia ao Museu Guggenheim em Bilbao. Foto: ACNUR/Markel Redondo

Comunidades na Espanha abrem suas portas para famílias de refugiados sírios

“As pessoas me perguntam: ‘o que você está fazendo consigo mesma ao ajudar essas pessoas?’ E eu digo: ‘o correto seria: o que elas estão fazendo por mim?’ Elas mudam você e te ajudam a pensar de uma maneira diferente”, disse a voluntária basca Begoña Herrero, que apoia famílias sírias.

Um programa-piloto de patrocínio comunitário visa prestar assistência a cinco famílias de refugiados instaladas no País Basco, uma comunidade autônoma no norte da Espanha. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A artesã Doreles Maria, que espera ter nos produtos alternativa de geração de renda. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Venezuelanos produzem artesanato com materiais recicláveis em Manaus (AM)

Em novembro, uma oficina do projeto Reciclo apresentou para 15 pessoas venezuelanas que moram em Manaus (AM) métodos inovadores e de baixo custo para produção de artigos como cadernetas, caixas recicladas e até luminárias.

Fruto de uma parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com a ONG Hermanitos e a Fundação Pedro Jorge, a ação busca facilitar a integração local e estimular a geração de renda sustentável para a comunidade venezuelana na cidade, incluindo mulheres e pessoas LGBTI em situação de vulnerabilidade.

Vumuli, de 35 anos, do lado de fora de uma igreja usada como abrigo temporário para pessoas deslocadas internamente em Drodro, província de Ituri, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/John Wessels

Milhares fogem de conflitos no leste da República Democrática do Congo

Há mais de seis meses, grupos armados tem sido os responsáveis por assassinatos, estupros e sequestros que já forçaram mais de 300 mil pessoas a abandonar seus lares na República Democrática do Congo.

As comunidades locais são acolhedoras, mas seus hospitais e escolas estão sobrecarregados. Cerca de 16 mil pessoas deslocadas internamente, principalmente mulheres e crianças, chegaram à cidade de Drodro nos últimos meses. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados assistem à aula de português. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

UniSantos abre processo seletivo para bolsas de estudos destinadas a refugiados

A Universidade Católica de Santos (UniSantos) recebe até 22 de janeiro inscrições para o concurso de bolsas de estudos para refugiados e solicitantes de refúgio.

Desde 2003, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) implementa a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) em cooperação com centros universitários nacionais e com o CONARE. A UniSantos é uma das 19 universidades brasileiras conveniadas que compõem o quadro da CSVM.

Gabriela Peña encontrou estabilidade e segurança em São Paulo, onde trabalha no departamento de recursos humanos de um laboratório. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Interiorização traz novas perspectivas aos venezuelanos no Brasil

A venezuelana Gabriela Peña fugiu da fome, da escassez generalizada e da repressão política em sua terra natal. Buscou segurança no Brasil, no estado de Roraima. Mesmo depois de finalmente ter acesso a alimentos e medicamentos, não conseguia encontrar o trabalho de que precisava para se sustentar.

Ela participou então do processo de interiorização promovido pelo governo federal com apoio de agências das Nações Unidas. Hoje, trabalha no departamento de Recursos Humanos de um laboratório de diagnósticos. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Centro inaugurado em Manaus oferece apoio para refugiados e migrantes na cidade. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Posto em Manaus (AM) atende mais de 5 mil refugiados e migrantes em dois meses

Com cerca de 224 mil venezuelanos no país, a coleta dos dados facilita a resposta local, apoia a adequação de serviços básicos como saúde, educação e abrigamento, e auxilia o mapeamento de fluxos de mobilidade internamente.

Para facilitar esses serviços em Manaus (AM), um novo Posto de Interiorização e Triagem foi inaugurado há dois meses para atender a comunidade refugiada e migrante, com serviços de documentação, registro, vacinação e encaminhamento para a estratégia de interiorização.

Os visitantes da exposição puderam conversar diretamente com as artesãs para compreender melhor o processo de produção das peças. Foto: A CASA/Rodrigo João

Palha do buriti ganha vida na mão de artesãs indígenas venezuelanas em Roraima

As venezuelanas indígenas warao Marcelina e Hermínia tiveram em novembro uma semana repleta de novidades. Abrigadas em Roraima, elas fizeram sua primeira viagem de avião e chegaram a São Paulo, onde expuseram o artesanato que produzem a partir da palha do buriti.

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONG Fraternidade — Federação Humanitária Internacional (FFHI) e da União Europeia, o artesanato com palha de buriti tem se tornado uma fonte de renda para essa população.

Refugiados de Somália, Síria e Eritreia, libertados de centros de detenção na Líbia, passam pelo procedimento de evacuação com funcionários do Centro de Acolhimento e Partida do ACNUR em Trípoli, Líbia. Foto: ACNUR/Mohamed Alalem

Líbia: ACNUR manifesta preocupação com bombardeios perto de suas instalações

Os bombardeios perto de uma grande instalação administrada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Trípoli, capital da Líbia, na quinta-feira (2), provocaram profunda preocupação pela segurança dos refugiados e requerentes de refúgio no país.

Após notícias de que três morteiros caíram perto do seu Centro de Acolhimento e Partidas (GDF), Jean-Paul Cavalieri, chefe de missão do ACNUR para a Líbia, emitiu um comunicado pedindo que todos os lados do conflito no país protejam civis e a infraestrutura civil.

Saleema trata mães e bebês no Holy Family Hospital, Paquistão. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Refugiada afegã quebra barreiras para realizar sonho de ser médica

O monitor cardíaco produz uma batida lenta e constante, enquanto um grupo de médicos se reúne em torno de uma mesa de operação. A luz ilumina o estômago de uma mulher.
Com um aceno de cabeça, a Dra. Saleema Rehman sinaliza que está pronta.

Refugiada afegã no Paquistão, a jovem de 28 anos enfrentou uma vida inteira de barreiras em sua busca por educação. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Centro vocacional apoiado pela OIT na Zâmbia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Ação conjunta de ONU e parceiros visa apoiar refugiados e comunidades anfitriãs

Os Países Baixos, o Grupo Banco Mundial – incluindo o Banco Mundial e a Corporação Financeira Internacional (IFC) – o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançaram em dezembro a Parceria PROSPECTS, um programa internacional que visa melhorar o acolhimento e a proteção de refugiados e comunidades anfitriãs.

A parceria visa mudar o paradigma de uma abordagem humanitária para uma abordagem de desenvolvimento, em resposta a crises de deslocamento forçado. A iniciativa está fundamentada no consenso do Pacto Global sobre Refugiados de que ajudar os refugiados e as refugiadas e suas comunidades anfitriãs a prosperar, e não apenas sobreviver, reduzirá o risco de estadias prolongadas e diminuirá a dependência dos refugiados em ajuda humanitária.

Marileth Aellano, Nieves Gutierrez e Gerinez Perez tiveram a ideia de usar material descartável para transforar o que seria lixo em obra de arte. Foto: ACNUR / Allana Ferreira

Refugiadas venezuelanas criam presépio natalino com materiais recicláveis em Boa Vista

Pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas transferidas para o abrigo Rondon 2, em Boa Vista (RR), tiveram uma surpresa natalina. Na entrada do espaço, um grande presépio feito de materiais recicláveis que seriam jogados no lixo levou ao abrigo o espírito de Natal.

Trabalhado durante um mês, as venezuelanas Marileth Aellano, Nieves Gutierrez e Gerinez Perez coletaram, limparam e arranjaram os materiais recicláveis para criar a obra inspirada em memórias e esperanças. Trabalharam noite e dia no projeto até, finalmente, concluí-lo poucos dias antes do Natal. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Funcionários do ACNUR e moradores do bairro pintam o chão da praça. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Brasileiros e venezuelanos atuam juntos em Pacaraima para melhorar comunidade de acolhida

Começou cedo. No último sábado (14), enquanto os moradores de Pacaraima (RR) acordavam, um mutirão comunitário na cidade brasileira localizada na fronteira com a Venezuela iniciava a limpeza e reforma da praça esportiva do bairro de Suapi.

Promovido por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), associação de moradores do bairro e Prefeitura, o mutirão contou com mais de 150 brasileiros e venezuelanos. Além da limpeza da praça, outras atividades promoveram a convivência pacífica no município que testemunha o impacto do maior fluxo de deslocamento forçado da história recente da América Latina.

Nos stands e eventos paralelos ao fórum, o Brasil esteve presente por meio de iniciativas que têm promovido a integração local e a convivência entre pessoas refugiadas e a população brasileira. Foto: ACNUR/Jesus Cova

Brasil apresenta em Genebra experiências bem sucedidas no acolhimento de refugiados

Com mais de 770 compromissos e propostas apresentadas para apoiar milhões de pessoas refugiadas e comunidades de acolhida pelo mundo, o Fórum Global para Refugiados foi concluído esta semana em Genebra como uma reunião histórica que teve a participação de países, líderes empresariais e de instituições financeiras, além de representantes da sociedade civil, das pessoas refugiadas e de outras agências da ONU.

O Brasil participou do fórum com uma delegação governamental e também com iniciativas que promovem a integração de longo prazo e a convivência pacífica entre a comunidade refugiada e a população brasileira.

Refugiados rohingya em campo de Cox's Bazaar, Bangladesh, durante visita do secretário-geral da ONU em julho de 2018. Foto: ONU

Países e bancos de desenvolvimento prometem mais de US$10 bi para apoio a refugiados

O primeiro Fórum Global sobre Refugiados, que teve fim na última quarta-feira (18), em Genebra, resultou em mais de 770 promessas de apoio, que cobrem áreas como proteção, empregabilidade e educação para refugiados e para as comunidades que os acolhem.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), bancos em desenvolvimento, assim como Estados e outras partes interessadas, assumiram compromissos financeiros que totalizaram mais de 10 bilhões de dólares.

Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

Mundo precisa transformar forma como responde à situação dos refugiados, diz Guterres

O mundo precisa transformar a maneira como responde à situação dos refugiados e fazer mais pelos países que abrigam a maioria deles, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (17), no primeiro Fórum Global sobre Refugiados. Realizado em Genebra, o encontro busca soluções para uma década de aumento dos fluxos migratórios.

“É o momento de deixar para trás um modelo de apoio que muitas vezes deixou refugiados por décadas com suas vidas em espera: confinados em acampamentos, apenas sobrevivendo, incapazes de progredir ou contribuir. É o momento de construir uma resposta mais igualitária através da partilha de responsabilidades”, declarou.

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Luxemburgo apoia programa da ONU para empoderamento de mulheres venezuelanas no Brasil

Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, liderado por ONU Mulheres, em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em Roraima.

O acordo foi assinado este mês (12) pela secretária-geral assistente das Nações Unidas e diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres, Åsa Regnér, e pelo embaixador Christian Braun. A assistência humanitária tem duração estimada de dois anos, com contribuição de 600 mil euros do governo de Luxemburgo ao programa conjunto implementado pelas três agências da ONU no Brasil.

Refugiado sírio de Deir ez-Zor carrega cobertores após distribuição do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Foto: ACNUR/Diego Ibarra Sánchez

Encontro global sobre refugiados começa em Genebra após década de deslocamento

Um encontro global de três dias, destinado a transformar a maneira como o mundo responde às situações de refugiados, começa nesta segunda-feira (16) em Genebra, na Suíça.

O objetivo do Fórum é gerar novas abordagens e compromissos de longo prazo de vários atores para ajudar os refugiados e as comunidades em que vivem.

Em todo o mundo, mais de 70 milhões de pessoas foram deslocadas por guerras, conflitos e perseguições. Mais de 25 milhões deles são refugiados, tendo sido forçados a cruzar fronteiras internacionais e impossibilitados de voltar para suas casas.

No Rio de Janeiro, oficinas com trabalhos manuais e rodas de conversas propiciaram a construção de vínculos entre mulheres que vivenciaram relacionamentos abusivos. Foto: CARJ/Luiza Trindade.

ACNUR e parceiros promovem atividades em SP e Rio sobre prevenção à violência de gênero

No contexto da campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, mobilização global liderada pelas Nações Unidas anualmente entre 25 de novembro e 10 de dezembro, a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e parceiros promoveram debates e capacitações em prevenção à violência de gênero.

Oficinas ocorreram nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para as equipes de trabalho e a população refugiada e migrante, com o intuito de assegurar os direitos e a participação de mulheres cis, trans e travestis nos espaços onde circulam.

Iniciativa também promoveu atividades culturais, em que mulheres refugiadas e migrantes puderam se expressar artisticamente, compartilhar histórias e superar traumas relacionados à violência de gênero. No Rio, resultado do trabalho poderá ser conferido no Sesc Madureira, a partir do dia 21 de dezembro.

Nurul Salam, de 35 anos, senta-se com Janatara, sua filha de 8 anos, na loja de chá que administra em Kutupalong, no assentamento de refugiados de Bangladesh. Foto: ACNUR / Caroline Gluck

ACNUR promove em Genebra primeiro Fórum Global sobre Refugiados

O primeiro Fórum Global sobre Refugiados, um encontro mundial com a presença de líderes e ministros de várias partes do mundo, acontecerá entre os dias 16 e 18 de dezembro de 2019 em Genebra, Suíça.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Governo da Suíça sediarão conjuntamente essa reunião global no Palácio das Nações, sede do Escritório das Nações Unidas em Genebra.

Os três dias do Fórum Global sobre Refugiados apresentarão compromissos e contribuições significativas, além de promover o intercâmbio de boas práticas que envolvem os Estados, as pessoas refugiadas, o setor privado, entidades das Nações Unidas, organizações da sociedade civil, ONGs, academia e líderes religiosos, entre outros, para desempenhar ações de forma coordenada e articulada.

Mulheres empreendedoras posam em frente aos produtos feitos a partir de figuras femininas histórias e atuais. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Campanha pelo fim da violência de gênero dá voz a refugiadas e migrantes venezuelanas

“Vivi muitos anos sofrendo violência, sem ao menos perceber”. “Não entendia que os gritos e palavras rudes eram também um tipo de violência”. “O que mais me doía era quando ele usava meus filhos contra mim”. “Nós mulheres somos penalizadas por tentar manter a família unida, por tentar fazer o certo”.

As autoras destas frases são refugiadas e migrantes venezuelanas que participaram, no último dia 10, em um dos eventos promovidos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros para marcar o fim dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” em Boa Vista, capital de Roraima.

Samuda, refugiada rohingya e mãe solo de 35 anos, recebe assistência financeira do ACNUR em Bangladesh, em abril de 2018. Foto: ACNUR/Caroline Gluck

Assistência em dinheiro ajuda refugiados a suprir necessidades básicas

Com seu cartão, a viúva síria Manar Al Sayer vai até um caixa eletrônico em Beirute, no Líbano, digita um código PIN e saca algumas libras libanesas. Com dinheiro na mão, ela é capaz de priorizar os gastos mensais de sua família. Ela tem três filhos: Aseel, de 6 anos, Abdullah, de 9, e Osaima, de 12.

A jovem de 29 anos está entre os milhões de refugiados em vários países do mundo que conseguiram administrar melhor suas vidas desde que o ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, começou a expandir seu programa de assistência financeira em 2016.

Promotores são grupo de voluntários que disseminam informações para a comunidade refugiada na cidade. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Refugiadas e migrantes venezuelanas acessam rede de proteção para mulheres no Amazonas

Refugiadas e migrantes venezuelanas em Manaus podem acessar uma rede de serviços de proteção para casos de violência contra a mulher. Uma oficina realizada na semana passada por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Instituto Mana e Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc-AM) apresentou a promotores comunitários venezuelanos e de outras nacionalidades o sistema local de assistência e combate à violência de gênero, disponível gratuitamente na cidade.

O evento faz parte da campanha 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero, promovido pela Nações Unidas com o objetivo de conscientizar sobre a erradicação da violência sexual e de gênero e alertar sobre suas graves consequências.