Manifestantes em Manágua participam de protesto pedindo o fim da violência na Nicarágua. O cartaz diz "esta luta é não violenta" em espanhol. Foto: Artículo 66

ONU: Nicarágua precisa impedir assassinatos de manifestantes e buscar solução política

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na noite de segunda-feira (16) que o governo nicaraguense ponha fim à violência contra manifestantes que custou cerca de 280 vidas e dê início a um diálogo político para acabar com a crise que atinge o país há quase três meses.

Em visita à Costa Rica, Guterres disse que era uma “responsabilidade essencial do Estado proteger seus cidadãos, e esse princípio básico não poderia ser esquecido, especialmente quando, infelizmente, temos um número de mortos absolutamente chocante”.

Ao menos 12 pessoas foram assassinadas durante o último fim de semana no país, a maioria manifestantes atacados por policiais e paramilitares pró-governo. Os protestos começaram em abril como uma rejeição à proposta de reforma previdenciária, mas ganharam corpo e agora exigem a renúncia do presidente Daniel Ortega.

2,5 bilhões de pessoas ainda sofrem com a falta de acesso a serviços de saneamento básico. Foto: UNICEF/Karin Schermbrucker

Relator da ONU lança desafio para jovens sobre saneamento e direitos humanos

O relator especial da ONU Léo Heller anunciou neste mês (12) uma competição para jovens de todo o mundo. O prêmio: uma viagem para Genebra, onde o vencedor participará de um evento das Nações Unidas.

Para participar, pessoas com idade entre 15 e 24 anos devem criar um post original no Facebook, Twitter, YouTube ou Instagram, em que demonstrem seus conhecimentos e sua paixão pelo tema dos direitos humanos a água e saneamento. Prazo para fazer publicação é 6 de agosto.

Deportação é solução ‘inviável’ para migração, critica relator da ONU

Deportar migrantes é mais trabalhoso e mais caro do que abordagens baseadas em direitos humanos, como a regularização migratória. A avaliação é do relator especial da ONU sobre os direitos dos migrantes, Felipe Morales. Especialista ressalta que famílias não devem nunca ser separadas, a não ser que a medida favoreça os interesses da criança. Menores também não podem ser presos por causa do próprio status migratório ou de seus parentes.

Assento vago pelos Estados Unidos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Islândia ocupa lugar deixado pelos EUA no Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Islândia foi pela primeira vez eleita para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, preenchendo a vaga deixada pelos Estados Unidos, que se retirou no mês passado citando suposto viés político do órgão.

A Islândia não herda responsabilidades dos EUA, o que levanta questões sobre ações futuras em temas fundamentais de direitos humanos promovidos especificamente por Washington, como Sudão, Sudão do Sul e direito à liberdade de expressão.

O evento de encerramento ocorreu no Museu de Imagem e Som (MIS) em São Paulo. Foto: Léu Britto.

Como as empresas brasileiras podem apoiar a agenda LGBTI?

“Parem de nos matar e comecem a nos contratar” é o lema do filme TRAN$RICO, do diretor Ariel Nobre, exibido durante o encerramento da Mostra TransDocumenta na segunda-feira (9), em São Paulo. Ao trazer à tona o universo trans e seus desafios, o evento mostrou a importância de estimular a inclusão de pessoas LGBTI no mercado de trabalho do país que mais mata pessoas trans no mundo em números absolutos.

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU lembra que as empresas brasileiras podem ajudar a agenda LGBTI apoiando e participando de iniciativas que traçam como meta o fim da discriminação. São a partir de ações simples e conscientes que pessoas trans podem se sentir menos marginalizadas, tanto social quanto profissionalmente.

Segundo os especialistas da ONU, cinco dos dez pesticidas mais vendidos no Brasil não são autorizados em diversos outros países devido a seus riscos à saúde humana ou ecossistemas. Foto: EBC

Mudanças na lei de agrotóxicos no Brasil violariam direitos humanos, afirmam relatores da ONU

Relatores das Nações Unidas enviaram no início de junho (13) um comunicado ao governo brasileiro manifestando preocupações com as propostas de mudança da lei de agrotóxicos no país. Os especialistas alertaram que, caso aprovadas, tais alterações violarão direitos humanos de trabalhadores rurais, comunidades locais e consumidores dos alimentos produzidos com a ajuda de pesticidas.

De acordo com os relatores, alguns pontos do projeto de lei revisam as regulações para registro de pesticidas e seu uso no Brasil com o objetivo de tornar as regras mais flexíveis, facilitando o registro e a propaganda desses produtos no país. Essas modificações podem enfraquecer a regulação e o controle de pesticidas perigosos no Brasil, maior consumidor e importador desses produtos no mundo.

Em Atenas, Grécia, uma mulher carrega uma caixa, enquanto refugiados e migrantes fazem fila perto de contentores no campo de refugiados Skaramagas. Foto: UNICEF / Gripiotis

Estados usam leis de migração para justificar políticas racistas, diz especialista da ONU

A relatora especial das Nações Unidas, Tendayi Achiume, afirmou na semana passada (2), em Genebra, que muitos políticos e partidos constantemente aproveitam o descontentamento econômico e os medos relacionados à segurança pública para promover ideologias racistas e xenofóbicas contra estrangeiros, povos indígenas e minorias sociais.

No relatório apresentado ao Conselho de Segurança, Achiume chama alguns Estados e atores dentro do Sistema das Nações Unidas de “corajosos” por terem condenado publicamente a xenofobia.

“No entanto, na maioria dos casos de racismo, nacionalismo étnico e xenofobia, muitos Estados permanecem em silêncio”, criticou a especialista, acrescentando que o silêncio de alguns países equivale à cumplicidade.

Dezenas de migrantes dormem em instalações apertadas no centro de detenção Tariq al-Sikka em Trípoli, Líbia. Foto: ACNUR/Iason Foounten

Agência da ONU alerta sobre situação humanitária em centro de detenção na Líbia

Mais de uma dúzia de pessoas foram mortas ou feridas por traficantes de pessoas ao tentar escapar de um centro de detenção na Líbia em maio, segundo informações da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que descreveu o acontecimento como a “mais recente história de horror” a acontecer no país.

O porta-voz do ACNUR, William Spindler, afirmou a jornalistas em Genebra que os sobreviventes relataram a forma como “pessoas levaram tiros enquanto tentavam escapar, e durante tentativas de recaptura”. Sobreviventes foram transferidos para um centro de detenção próximo a Trípoli, onde receberam utensílios de primeiros socorros e apoio psicossocial.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua: chefe de direitos humanos da ONU pede ação de autoridades para acabar com violência

Semanas de protestos e violência na Nicarágua revelaram a grave situação dos direitos humanos no país e a necessidade de o governo adotar medidas significativas para evitar novas mortes, combater a impunidade e garantir justiça às vítimas, disse o alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“Peço ao governo que ponha fim à violência do Estado e desmobilize os indivíduos armados pró-governo que têm sido cada vez mais responsáveis ​​pela repressão e pelos ataques. Aqueles que instigaram ou permitiram que tais elementos armados atuassem devem ser responsabilizados”, disse Zeid.

Comboio da MINUSMA passa por rua de Meneka, nordeste do Mali. A região testemunhou uma escalada da violência e da insegurança. Foto: MINUSMA/Marco Dormino

Relator da ONU alerta para aumento das violações de direitos humanos no Mali

No Mali, um especialista das Nações Unidas descreveu um cenário de deterioração “alarmante” da segurança, dos direitos humanos e da situação humanitária no norte e leste do país.

Os comentários de Alioune Tine foram feitos após dois ataques mortíferos nos últimos dias contra forças internacionais no Mali, incluindo um homem-bomba em Gao, que deixou ao menos dois civis mortos e mais de 15 feridos.

Crianças coletam água limpa e segura no campo de Kyein Ni Pyin, que abriga quase 6 mil rohingya deslocados pela violência no estado de Rakhine, em Mianmar. Foto: UNICEF/Thame

Chefe de direitos humanos da ONU pede investigação do TPI sobre crise rohingya em Mianmar

As autoridades de Mianmar deveriam ter vergonha depois de tentar convencer o mundo de que estão tentando receber de volta centenas de milhares de refugiados que fugiram de uma campanha de “limpeza étnica” no ano passado, dado que nenhum retornou oficialmente ao país, disse o chefe de direitos humanos da ONU nesta quarta-feira (4).

Falando ao Conselho de Direitos Humanos da ONU após uma atualização sobre a crise de refugiados que viu mais de 700 mil rohingya fugirem de Mianmar a Bangladesh para escapar de uma onda de violência por parte das forças militares, Zeid pediu que o Conselho de Segurança encaminhe o país ao Tribunal Penal Internacional (TPI) imediatamente.

A ONU Brasil, a partir da Campanha Livres & Iguais, concluiu no início de julho (3) a segunda edição do projeto Trans-Formação, cujo objetivo é fortalecer lideranças e formar redes entre ativistas trans no Distrito Federal e entorno. A iniciativa, cuja primeira edição ocorreu no ano passado, durou quatro meses e formou 30 pessoas trans — entre travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não binárias — com idade entre 17 e 55 anos. Houve oficinas sobre educação, saúde, empregabilidade, mídia, direitos humanos, autocuidado e participação social. Foto: UNFPA/Webert da Cruz

ONU Brasil conclui segunda edição de projeto de formação para pessoas trans no DF

A ONU Brasil, a partir da Campanha Livres & Iguais, concluiu nesta semana (3) a segunda edição do projeto Trans-Formação, cujo objetivo é fortalecer lideranças e formar redes entre ativistas trans no Distrito Federal e entorno.

A iniciativa, cuja primeira edição ocorreu no ano passado, durou quatro meses e formou 30 pessoas trans — entre travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não binárias — com idade entre 17 e 55 anos. Houve oficinas sobre educação, saúde, empregabilidade, mídia, direitos humanos, autocuidado e participação social.

Manifestantes protestam contra a decisão do governo norte-americano, em janeiro do ano passado, de proibir a entrada nos Estados Unidos de refugiados e de pessoas vindo de sete países de maioria muçulmana. Foto: Flickr CC/Joe Piette

Líderes nacionalistas enfraquecem direitos humanos e instituições multilaterais, denuncia comissário da ONU

Para o chefe de direitos humanos da ONU, o alto-comissário Zeid Ra’ad Al Hussein, as atuais políticas de governantes nacionalistas “estão recriando a lei da força bruta e da exploração, dentro dos países e entre eles”.

“O verdadeiro patriotismo consiste em ver cada Estado, e a humanidade como um todo, como uma comunidade de responsabilidade mútua, com necessidades e metas compartilhadas”, defendeu o dirigente na segunda-feira (2), em pronunciamento em Genebra.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida em 2015, em Brasília. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Direitos das mulheres estão sob risco no mundo todo, dizem especialistas da ONU

Especialistas do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Discriminação contra as Mulheres na Lei e na Prática afirmaram na sexta-feira (22) em Genebra que os direitos das mulheres estão sob ameaça de um “retrocesso” devido ao avanço do conservadorismo e do fundamentalismo no mundo.

“Isso não deve ser tolerado ou normalizado. Há uma necessidade urgente de proteger as conquistas passadas e avançar para garantir a igualdade para as mulheres em todos os lugares”, enfatizaram.

Kaye sugeriu que os governos devem reforçar o papel das autoridades públicas, especialmente da Justiça, na determinação da legalidade do conteúdo online. Foto: Flickr/ ilouque (CC)

Relator da ONU pede que governos e empresas garantam liberdade de expressão na Internet

Um importante relatório de especialista em direitos humanos da ONU alertou na semana passada (19) que governos e empresas correm o risco de minar a liberdade de expressão na Internet, e instou autoridades públicas e privadas a lidar com problemas como discurso de ódio e desinformação online.

“Os governos têm a responsabilidade de garantir o cumprimento das leis nacionais e internacionais, mas devem agir agora para garantir que o espaço para a liberdade de expressão na Internet não seja prejudicado”, disse David Kaye, relator especial da ONU para a promoção e a proteção do direito à liberdade de opinião e expressão.

Eduardo, de 31 anos, com sua filha Sara em sua casa em Chiapas, no México. Eduardo, sua mulher e quatro crianças fugiram da crescente onda de violência de gangues em El Salvador e foram reconhecidos como refugiados em território mexicano. Foto: ACNUR/Markel Redondo

Decisão de Trump não resolve situação de crianças já detidas nos EUA, dizem relatores da ONU

A decisão do governo dos Estados Unidos de acabar com sua política fronteiriça de deter e separar crianças migrantes de seus pais não resolve a situação de milhares delas que já estão detidas, disseram especialistas em direitos humanos das Nações Unidas nesta sexta-feira (22). Eles pediram a libertação dessas crianças e a reunião com suas famílias.

Os especialistas, indicados pelo Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, disseram que a ordem simplesmente “não resolve a situação das crianças que já foram separadas de seus pais”.

“Pedimos que o governo dos EUA liberte essas crianças das detenções de migrantes e as reúna com seus familiares com base em seus melhores interesses e nos direitos das crianças à liberdade e à unidade familiar”, disse o comunicado.

Manifestantes em La Castellana, bairro do leste de Caracas, fogem das bombas de gás lacrimogêneo durante protesto em maio do ano passado. Foto: IRIN News/Helena Carplo

Chefe de direitos humanos da ONU pede investigação internacional sobre situação na Venezuela

Na Venezuela, “relatos confiáveis e chocantes de execuções extrajudiciais” e impunidade para os perpetradores indicam que o Estado de direito “está virtualmente ausente” no país, disse nesta sexta-feira (22) o alto-comissariado da ONU para os direitos humanos, pedindo uma investigação internacional sobre as alegadas violações.

O apelo de Zeid Ra’ad Al Hussein ao Conselho de Direitos Humanos da ONU para uma investigação de alto nível se segue à publicação de um novo relatório do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) sobre o país latino-americano, detalhando sérios relatos de abusos.

O cantor e compositor recifense Johnny Hooker foi nomeado Campeão da Igualdade da campanha da ONU Livres & Iguais no Brasil. Foto: ONU Brasil

ONU Livres & Iguais e iniciativa privada lançam Padrões de Conduta para Empresas no Brasil

A campanha da ONU Livres & Iguais e líderes da iniciativa privada lançam os Padrões de Conduta para Empresas – enfrentando a discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans e intersexo. O documento, elaborado pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), visa fortalecer o envolvimento das empresas na promoção da igualdade de direitos e tratamento justo da população LGBTI.

A atividade acontece em São Paulo no dia 26 com a participação de Liniker, Johnny Hooker e Aíla e faz parte das comemorações do Mês do Orgulho LGBTI. Mais de 17 empresas brasileiras integram a lista de primeiros apoiadores.

Foto: Andrew Bardwell

Relator da ONU critica práticas de confinamento em nome da saúde pública

O relator especial da ONU para o direito de todos aos mais altos padrões de saúde física e mental, Dainius Pūras, pediu nesta terça-feira (19) aos países que criminalizam e confinam cidadãos com base em estigma, preconceito ou condições de saúde para revogarem tais leis.

“O uso do confinamento e da privação da liberdade tornou-se ferramenta padrão de controle social em nome da segurança pública, da ‘moral’ e da saúde pública”, afirmou Pūras.

Mãe e filho refugiados em centro de detenção na fronteira com a Hungria. Foto: ACNUR/Kitty McKinsey

Hungria: chefe de direitos humanos da ONU critica lei que criminaliza ajuda a migrantes

O alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, condenou nesta quinta-feira (21) a decisão do parlamento húngaro de aprovar uma lei que criminaliza indivíduos e grupos que ajudam migrantes em situação irregular, entre os quais, refugiados e solicitantes de refúgio.

Ele reiterou sua crítica à penalização da ajuda àqueles que podem estar enfrentando situações de extrema necessidade. “Criminalizar aqueles que lidam com os mais vulneráveis, simplesmente porque são estrangeiros, é verdadeiramente vergonhoso”, disse.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Após saída dos EUA, ONU diz que Conselho tem importante papel na defesa dos direitos humanos

Em resposta à saída dos Estados Unidos na terça-feira (19) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que preferiria que o país permanecesse no órgão.

Em comunicado emitido pelo porta-voz Stéphane Dujarric, o chefe da ONU disse que o órgão com sede em Genebra era parte da “arquitetura” de direitos humanos das Nações Unidas, que tem papel importante na promoção e proteção dos direitos humanos no mundo todo.

Agências da ONU manifestaram preocupação com caso de judicialização de esterilização de uma mulher em situação de rua no interior de São Paulo. Foto: EBC

ONU manifesta preocupação com esterilização de mulher em situação de rua em SP

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a ONU Mulheres e o Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) manifestaram nesta quarta-feira (20) preocupação com o caso de judicialização da esterilização de uma mulher em situação de rua no interior do estado de São Paulo, revelada por reportagens jornalísticas recentes.

“As organizações das Nações Unidas desejam destacar que os acordos internacionais preveem que as decisões sobre a quantidade de filhos ou filhas, independentemente do mérito do caso, pertencem às mulheres, não sendo admissível a interferência do Estado nessa esfera”, disseram as agências em comunicado conjunto.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Relator da ONU pede que FMI proteja os mais pobres dos efeitos da austeridade

O Fundo Monetário Internacional (FMI) precisa fazer mais para proteger indivíduos mais vulneráveis e de baixa renda que acabam carregando o fardo das políticas de austeridade, disse nesta terça-feira (19) o relator especial da ONU para a pobreza extrema e os direitos humanos, Philip Alston.

“Agir para ajudar aqueles que não estão bem financeiramente têm até agora sido pouco mais do que uma reflexão tardia no trabalho do FMI no mundo todo. Mas se há pretensão de responder efetivamente nos anos futuros aos desafios de um mundo em que tanto a globalização quanto as democracias liberais continuam a ser atacadas, o FMI precisará de uma mentalidade diferente”, disse Alston.

O chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra'ad Al Hussein, também manifestou profunda preocupação com a política de proteção de fronteiras adotada recentemente pelos Estados Unidos, que forçou milhares de crianças migrantes a serem separadas de seus pais. Foto: UNICEF

ONU diz que as crianças migrantes não podem ser separadas de seus pais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta segunda-feira (18) que os refugiados e migrantes devem ser tratados com respeito e dignidade, criticando políticas migratórias que separam crianças de seus pais.

“Como questão de princípio, o secretário-geral (da ONU) acredita que os refugiados e migrantes devem ser sempre tratados com respeito e dignidade, e de acordo com a lei internacional existente. As crianças não podem ser traumatizadas ao serem separadas de seus pais. A unidade familiar precisa ser preservada”, disse o porta-voz do secretário-geral da ONU.

Dois idosos aposentados conversam nos jardins de Kamegdan Fort, em Belgrado, na Sérvia. Foto: Banco Mundial/Celine Ferre

Em dia mundial, especialista denuncia abuso financeiro de idosos pelas próprias famílias

Em pronunciamento para o Dia Mundial de Conscientização sobre Violência contra a Pessoa Idosa, lembrado nesta sexta-feira (15), a especialista independente da ONU, Rosa Kornfeld-Matte, alertou para a exploração financeira contra quem chega à terceira idade. Segundo a analista, os responsáveis por esse tipo de violação de direitos são majoritariamente parentes da própria vítima. Problema “é desenfreado, mas amplamente invisível”.

Os jovens artistas têm até 31 de outubro para inscrever suas obras. Foto: The Gabarron

ONU promove concurso de desenho para crianças sobre direitos humanos

O Serviço de Informação das Nações Unidas (UNIS) em Genebra, na Suíça, e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) se uniram ao artista espanhol Cristóbal Gabarrón e à Fundação Gabarrón para lançar um concurso internacional de desenho com o objetivo de mobilizar crianças e pré-adolescentes a refletir sobre a importância dos direitos humanos.

A competição convida pessoas de 10 a 14 anos a produzir obras criativas sobre um dos três temas: um direito humano que queira defender fortemente; uma pessoa que admire por seus esforços na defesa e na promoção dos direitos humanos; como defender os direitos humanos de sua própria maneira. As inscrições vão até 31 de outubro.

Protestos na Nicarágua começaram em abril, após anúncio de proposta de reforma da previdência. Foto: Artículo 66/Álvaro Navarro

Relatores da ONU pedem que governo da Nicarágua ponha fim à violência e retome diálogo político

Especialistas em direitos humanos da ONU pediram nesta quinta-feira (14) o fim imediato da violência e da repressão na Nicarágua para pôr fim à crise que já dura dois meses, em meio a revoltas sociais e políticas que deixaram ao menos 148 mortos e 1,3 mil feridos.

Os especialistas manifestaram preocupação com o uso indiscriminado e excessivo da força pelo Estado contra manifestantes. Isso resultou em um grande número de pessoas assassinadas ou feridas, detenções arbitrárias, fechamento de veículos de mídia e ataques cibernéticos, assim como ataques contra universidades, disseram os relatores.

Crianças albinas sofrem perseguição em países do sul da África. Foto: UNICEF/Patricia Willocq

ONU alerta para estigma e exclusão social contra pessoas albinas

Hoje, 13 de junho, é Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo.
Em algumas comunidades do Burundi, Malauí e Tanzânia, pessoas albinas são vítimas de criminosos que as mutilam para vender partes de seus corpos, considerados sagrados ou mágicos. Órgãos e membros de indivíduos com albinismo chegam a ser comercializados num mercado ilegal extremamente lucrativo: braços e pernas podem custar 2 mil dólares, enquanto que um corpo inteiro chega a 75 mil dólares.

Sem-teto em Nova Iorque. Relator da ONU disse que estratégia do governo norte-americano parece ser dirigida principalmente pelo desprezo e às vezes até pelo ódio aos pobres. Foto: Flickr/Tina Leggio (CC)

Relator da ONU critica ‘ataque sistemático’ do governo dos EUA ao bem-estar de sua população mais pobre

A principal estratégia dos Estados Unidos para lidar com a pobreza extrema tem sido “criminalizar e estigmatizar” aqueles que precisam de assistência, de acordo com um especialista independente em direitos humanos da ONU, em comunicado divulgado no início de junho (4).

Segundo o relator Philip Alston, o governo Donald Trump introduziu incentivos fiscais “massivos” para corporações e para os mais ricos, ao mesmo tempo em que orquestrou o que o especialista chamou de “ataque sistemático ao sistema de bem-estar social”.

Conselho de Segurança foi palco de divergências sobre medidas para pôr um fim à violência na Faixa de Gaza. Foto: ONU/Loey Felipe

Estados Unidos vetam resolução do Conselho de Segurança sobre proteção de palestinos

Na semana passada (1º), o Kuwait apresentou uma proposta de resolução para garantir a segurança de civis palestinos. Medida pedia um relatório do secretário-geral das Nações Unidas sobre um possível mecanismo internacional de proteção, mas o texto foi vetado pelos Estados Unidos.

Na Cisjordânia, relatores especiais denunciaram possível crime de guerra contra palestinos beduínos. População vivendo ao leste de Jerusalém terá suas casas destruídas pelas autoridades de Israel.

Protestos na Nicarágua começaram em abril, após anúncio de proposta de reforma da previdência. Foto: Artículo 66/Álvaro Navarro

ONU pede que Nicarágua autorize acesso de oficiais de direitos humanos ao país

As Nações Unidas pediram que a Nicarágua autorize o acesso de equipes do escritório de direitos humanos da Organização ao país em meio a informações de que mais de 100 pessoas foram assassinadas e mais de 1 mil ficaram feridas após semanas de protestos anti-governo.

Em comunicado publicado na semana passada (1), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que o governo nicaraguense “considere favoravelmente” os pedidos do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) de visitar o país.

Família cruza fronteira sobre o Rio Grande, que conecta Reynosa, no México, e McAllen, no Texas, Estados Unidos. Foto: UNICEF/Adriana Zehbrauskas

ONU diz que crianças migrantes estão sendo separadas de seus pais na fronteira sul dos EUA

A atual política dos Estados Unidos de separar crianças pequenas de seus pais migrantes ou requerentes de refúgio ao longo da fronteira sul do país “constitui-se uma violação dos direitos da criança”, disse o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) na terça-feira (5).

Desde outubro do ano passado, centenas de crianças — incluindo um bebê de 12 meses — foram separadas de suas famílias enquanto seus pais cumpriam pena por terem entrado nos EUA ilegalmente ou aguardavam detidos enquanto seu pedido de refúgio era processado, disse a porta-voz do ACNUDH, Ravina Shamdasani, durante coletiva de imprensa em Genebra.

Reserva de vida silvestre no condado de Kent, em Maryland, nos Estados Unidos. Na imagem, vê-se o rio Chester, um dos cursos d'água que desemboca na Baía de Chesapeake. Foto: Programa da Baía de Chesapeake/Will Parson

Relator e chefe ambiental da ONU cobram reconhecimento do direito humano a um planeta saudável

Formalização do direito em nível global poderia vir por meio de resolução da Assembleia Geral, afirmaram o relator das Nações Unidas John Knox e o chefe ambiental da ONU Erik Solheim, em pronunciamento para o 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Especialistas lembraram papel fundamental dos ambientalistas na proteção da natureza, mas alertaram: por semana, em algum parte do mundo, em média quatro ativistas morrem por defender o planeta.