Casas palestinas e assentamentos israelenses na área H2 em Hebron, na Cisjordânia. Foto: ONU/Reem Abaza

ONU lamenta decisão dos EUA de legitimar assentamentos israelenses

O posicionamento de longa data da ONU em relação aos assentamentos de Israel nos Territórios Palestinos Ocupados se mantém o mesmo: eles violam as leis internacionais. A afirmação foi feita pelo porta-voz da ONU Stéphane Dujarric durante coletiva de imprensa na terça-feira (19), em Nova Iorque, na qual abordou a decisão do governo norte-americano de tentar legitimar esses assentamentos.

Dujarric afirmou que a ONU “lamenta muito” o anúncio da nova posição dos Estados Unidos, comunicada na segunda-feira (18), e que a Organização se mantém “comprometida com uma solução de dois Estados, com base nas resoluções das Nações Unidas”.

Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Chefe de direitos humanos da ONU diz que repressão pode piorar situação na Bolívia

A alta-comissária de direitos humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, manifestou no sábado (16) preocupação com a possibilidade de intensificação da crise na Bolívia caso polícia e exército não atuem de acordo com as normas e padrões internacionais de uso da força.

“O país está dividido e as pessoas dos dois lados do espectro político estão com muita raiva. Em uma situação como esta, ações repressivas por parte das autoridades simplesmente aumentarão essa raiva e podem prejudicar qualquer caminho possível rumo ao diálogo”, declarou.

“A mídia é o único recurso das comunidades sem voz”, afirmou a rede ACM. Foto: StockSnap/Pixabay.

Capacitação promovida pela Missão da ONU na Somália inspira campanha de rádio em prol da inclusão

Workshop de dois dias sobre estratégia e engajamento de mídia promovido pela Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM) capacitou grupos a usarem as tecnologias de comunicação a seu favor. Integrantes da rede dos Ativistas de Comunidades Marginalizadas (ACM) que participaram do treinamento da ONU criaram uma campanha de rádio para impulsionar a inclusão social na Somália.

As sessões de 15 minutos serão transmitidas por emissoras de rádio de todo o país, incluindo dois canais de televisão, e cobrirão tópicos como igualdade e não discriminação, participação política, empoderamento de mulheres, igualdade de acesso à educação, saúde, emprego e atividade econômica, direitos sociais e culturais.

Na sociedade somali, dividida por clãs, as minorias são excluídas da participação política, do emprego e do acesso à justiça. O objetivo da campanha intitulada “Igualdade e justiça para todos” visa incentivar governos e organizações da sociedade civil a advogar pelos direitos das minorias e a construir políticas e estratégias eficazes.

Foram apresentados na oficina promovida pela campanha Livres&Iguais da ONU os cinco padrões de conduta para o enfrentamento à discriminação LGBTI+ no setor privado. Foto: ACNUDH/Livres&Iguais.

Em Brasília, ONU realiza oficina para empresas sobre enfrentamento à discriminação LGBTI+

A Campanha das Nações Unidas Livres & Iguais e seus parceiros realizaram uma oficina para profissionais de recursos humanos e responsabilidade social da iniciativa privada na Casa da ONU, em Brasília.

Foram debatidos conceitos e terminologias relacionados à comunidade LGBTI+ e detalhes dos Padrões de Conduta para Empresas – enfrentando à discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans e intersexo. O documento, elaborado pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), visa fortalecer o envolvimento das empresas na promoção da igualdade de direitos e tratamento justo da população LGBTI.

A atividade aconteceu no dia 1º de novembro com a participação de parceiros da sociedade civil e da iniciativa privada. Mais de 20 empresas brasileiras integram a lista de apoiadores oficiais dos Padrões de Conduta do ACNUDH.

O albinismo é uma condição rara, não contagiosa e genética presente no nascimento. É encontrada em ambos os gêneros, independentemente de etnia, em todos os países. Foto: Corbis Images/Patricia Willocq

Relatora da ONU aponta vulnerabilidade das pessoas com albinismo no Brasil

A relatora independente das Nações Unidas para os direitos humanos das pessoas com albinismo, Iponwosa Ero, concluiu nesta semana uma visita de 12 dias ao país. A especialista constatou que essa população muitas vezes passa despercebida pelas políticas públicas, já que o albinismo é uma condição relativamente rara. Ela destacou, no entanto, que com algumas ações de baixo custo, a situação pode melhorar significativamente.

Entre os dias 28 de outubro de 8 de novembro Ero teve encontros em Brasília (DF), Maceió (AL), Salvador e Ilha da Maré (BA) e São Paulo (SP). Ela se reuniu com representantes dos governos federal, estaduais e municipais, organizações da sociedade civil, acadêmicos, além de pessoas com albinismo e suas famílias.

Relatora especial da ONU sobre raciscmo, Rendayi Achiume - Foto: Manuel Elias/ONU

Países que tiveram escravos devem reparar vítimas, afirma relatora independente

A relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo, Tendayi Achiume, apresentou relatório à Assembleia Geral pedindo reparações por discriminação racial como forma essencial de cumprimento dos direitos humanos.

Achiume afirmou que racismo e discriminação são inseparáveis de suas raízes históricas e defendeu que países que tiveram colônias ou escravos devem aceitar que têm obrigações e responsabilidades, incluindo o pagamento de indenizações às vítimas e seus descendentes.

Para ela, a maior barreira às reparações por colonialismo e pela escravidão é falta de vontade política e coragem moral.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

ONU e ativistas brasileiras lembram importância da visibilidade intersexo

A campanha da ONU Livres & Iguais, a Associação Brasileira de Intersexos (ABRAI) e a Associação Brasileira Profissional pela Saúde Integral de Travestis, Transexuais e Intersexos (ABRASITTI) unem-se no Dia Internacional da Visibilidade Intersexo para promover maior conscientização sobre esse tema.

Pessoas intersexo nascem com características sexuais (incluindo genitais, gônadas e padrões cromossômicos) que não se encaixam nas típicas noções binárias de corpos masculinos e femininos.

Intersexo é um termo guarda-chuva usado para descrever uma ampla gama de variações naturais do corpo. Em alguns casos, características intersexuais são visíveis no nascimento, enquanto outras não são aparentes até a puberdade.

Forças Especiais de Policiais vigiam protesto em Santiago, no Chile, em 19 de outubro de 2019. Foto: Wikimedia Commons/Jorge Morales Piderit (CC)

Escritório de direitos humanos da ONU investigará denúncias no Chile

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) anunciou nesta sexta-feira (25) que realizará missão no Chile para analisar denúncias de violações nos recentes protestos ocorridos no país.

“Acompanhamos de perto a crescente crise no Chile, incluindo denúncias de violações e abusos aos direitos humanos no contexto das recentes manifestações e da declaração de estado de emergência” no país, afirmou o ACNUDH em comunicado.

Na Bolívia, o ACNUDH manifestou preocupação com as denúncias de violência e uso excessivo da força durante manifestações após as eleições de domingo passado (20).

Especialista independente das Nações Unidas para os direitos humanos das pessoas com albinismo, Ikponwosa Ero - Foto: ACNUDH

Especialista independente da ONU para direitos das pessoas com albinismo visita Brasil

A especialista independente das Nações Unidas para os direitos humanos das pessoas com albinismo, Ikponwosa Ero, fará sua primeira visita ao Brasil entre os dias 28 de outubro e 9 de novembro.

Durante a visita, ela terá encontros em Brasília, Maceió, Salvador e São Paulo. Ikponwosa Ero dará uma coletiva de imprensa às 12 horas do dia 8 de novembro na Casa da ONU, em Brasília (DF), para compartilhar suas observações preliminares.

Vista da cidade de Quito, no Equador. Foto: Flickr (CC) / David Berkowitz

Missão no Equador investiga alegações de violação de direitos humanos em protestos

Uma equipe de três pessoas do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) chegou no domingo (20) ao Equador para investigar até 8 de novembro alegações de violações e abusos de direitos humanos cometidos no país no contexto dos recentes protestos.

Durante sua visita, a equipe se reunirá com oficiais do governo, líderes indígenas, representantes da sociedade civil, jornalistas e outras partes interessadas para coletar informações em primeira mão sobre as circunstâncias da violência que se espalhou pelo país a partir de 3 de outubro.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Bachelet pede diálogo imediato para resolver crise no Chile

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, pediu nesta segunda-feira (21) a todos os atores políticos e da sociedade civil do Chile que se envolvam em um diálogo imediato e evitem polarizar ainda mais a situação com palavras ou atos, após a violência e a agitação que assolaram o país nos últimos dias.

“É preciso haver um diálogo aberto e sincero entre todos os atores envolvidos para ajudar a resolver essa situação, incluindo um exame profundo da ampla gama de questões socioeconômicas subjacentes à crise atual”, disse.

A alta-comissária alertou que “o uso de retórica inflamatória servirá apenas para agravar ainda mais a situação, arriscando criar medo generalizado”.

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Venezuela, Polônia e Sudão estão entre 14 novos membros do Conselho de Direitos Humanos

Quatorze novos membros foram eleitos para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas nesta quinta-feira (17), após votação realizada na Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque. Entre os novos membros, estão Venezuela, Polônia e Sudão. O Brasil foi reeleito para um segundo mandato consecutivo.

O Conselho, que se reúne durante o ano no escritório da ONU em Genebra, é um organismo internacional, dentro do Sistema Nações Unidas, composto por 47 Estados, e é responsável por promover e proteger os direitos humanos no mundo. Tem o poder de lançar missões de investigação e estabelecer comissões de inquérito em situações específicas.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que violência de gênero é pandemia global. Foto: ONU/Loey Felipe

ONU diz estar disposta a apoiar diálogo em meio às manifestações no Equador

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na quinta-feira (10) estar preocupado com os recentes acontecimentos no Equador e instou todas as partes a reduzir as tensões, evitar atos de violência e exercer a máxima moderação.

A ONU confirmou ter recebido solicitação por parte do governo equatoriano para facilitar o diálogo com os diferentes setores da sociedade civil, após os protestos iniciados na semana passada por conta da alta dos preços dos combustíveis anunciada pelo presidente Lenín Moreno.

Idoso conversa com crianças seguindo a tradição oral da língua caribenha mapoyo. Foto: Centro da Diversidade Cultural

Número de pessoas com mais de 60 anos deve subir 46% até 2030

Na próxima década, projeta-se que o número de pessoas com 60 anos ou mais no mundo cresça 46%, tornando o aumento daqueles oficialmente classificados como idosos uma das “transformações mais significativas deste século”, disse a ONU nesta terça-feira (1), Dia Internacional dos Idosos.

Os países em desenvolvimento estão registrando os maiores aumentos. No sudeste da Ásia, os idosos representam quase 10% da população desde 2017, em comparação com 8% em 2010. Esse número continuará a subir, com as pessoas idosas representando 13,7% da população até 2030, de acordo com dados regionais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Austeridade fiscal frequentemente provoca violações de direitos humanos, diz especialista

Medidas de austeridade fiscal impostas aos países por organizações financeiras internacionais como Fundo Monetário Internacional (FMI) frequentemente provocam violações de direitos humanos, disse na terça-feira (10), em Genebra, o relator da ONU sobre dívida externa e direitos humanos.

“Embora a austeridade possa ser uma ferramenta útil contra o desperdício de recursos, é preciso lembrar que ela afeta grupos sociais distintos de maneiras diferentes, especialmente os mais vulneráveis e marginalizados”, disse o especialista sobre relatório que será apresentado à Assembleia Geral da ONU em outubro.

O especialista independente defendeu existir base jurídica sólida para afirmar que o uso de políticas de austeridade durante períodos de recessão são incompatíveis com a obrigação de garantir os direitos humanos.

Durante reunião sobre o comércio livre da tortura, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “a liberdade contra a tortura é um direito absoluto em todas as circunstâncias, em todos os países”, acrescentando que “é hora de promover o consenso global sobre a necessidade de eliminar tortura com uma ação concreta para acabar com este comércio”. Michelle Bachelet também disse, na reunião ocorrida em setembro, que “sob a convenção contra a tortura, os Estados devem proibir e banir a tortura”. Devem ainda “tomar medidas efetivas para evitar a prática [do comércio de itens utilizados para a tortura]”, pois “permitir que este produto seja feito porque as eventuais vítimas vivem em outro país não é uma opção”.

Mudança climática é realidade que afeta todas as regiões do mundo, diz Bachelet

A mudança climática é uma realidade que afeta todas as regiões do mundo, disse nesta segunda-feira (9) a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, durante a abertura da 42ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na Suíça.

“As implicações humanas dos níveis atualmente projetados de aquecimento global são catastróficas. As tempestades estão subindo e as marés podem submergir nações insulares inteiras e cidades costeiras. Incêndios assolam nossas florestas e o gelo está derretendo. Estamos queimando nosso futuro — literalmente.”

Enquanto o conflito no Iêmen continua matando civis, a vida de bebês recém-nascidos em enfermaria de hospital de Áden corre perigo. Foto: UNICEF/Saleh Baholis

Especialistas da ONU veem possíveis crimes de guerra cometidos no Iêmen

A coordenadora humanitária da ONU no Iêmen, Lise Grande, descreveu na segunda-feira (2) os ataques aéreos na cidade de Dhamar como “hediondos”, considerando o número de mortes como “chocante”. “Estes são tempos difíceis para o Iêmen”, declarou. “Há dias de confrontos e ataques no sul do país com centenas de mortos.”

Paralelamente, um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU apontou a possibilidade de crimes de guerra estarem sendo cometidos no país. “Todas as partes (envolvidas) no conflito são responsáveis por inúmeras violações de direitos humanos, da lei internacional e humanitária”, disse Kamel Jenoubi, presidente do painel de especialistas. “Algumas destas violações podem configurar crimes de guerra.”

Durante o mês de agosto são realizadas atividades que buscam reconhecimento e valorização de mulheres lésbicas em diversas esferas da sociedade. Ilustração: Ani Ganzala

Mulheres lésbicas falam sobre mobilização por direitos e desafios para cidadania

Agosto é o mês da mobilização de mulheres lésbicas por direitos. Duas datas – 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, e 19 de agosto, Dia do Orgulho Lésbico – movimentam o calendário de atividades de coletivas, grupos e organizações em defesa dos direitos das mulheres lésbicas em todo o Brasil.

De acordo com ativistas lésbicas entrevistadas pela ONU Mulheres, os últimos dois anos têm sido marcados pela intensificação da mobilização por direitos. Elas avaliam que, desde 2017, há uma organização maior e agenda ainda mais unificada para a realização de atividades políticas e culturais durante todo o mês de agosto.

Apesar dos avanços em termos de representatividade, mobilização e união, as ativistas ressaltam o atraso em políticas públicas direcionadas a este grupo, principalmente em questão de saúde e segurança. Leia a reportagem completa.

ONU marca Dia da Visibilidade Lésbica celebrando diversidade de identidades

No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a campanha da ONU Livres & Iguais lança vídeo e uma série de cards celebrando as diversas identidades das mulheres lésbicas. Explorando o tema “Sem medo de ser feliz”, a campanha das Nações Unidas entrevistou várias mulheres para entender o que significa ser lésbica hoje.

Em celebração realizada nesta quinta-feira (29) na Casa da ONU, em Brasília (DF), representantes de governos, sociedade civil, ativistas e comunidade diplomática participam de uma conversa sobre gênero, raça, etnia, classe, idade, religião e deficiência, entre outros elementos que moldam as experiências de vida e afetam de modo distinto a garantia dos direitos humanos e tratamento justo dessa população.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua deve cessar represálias contra jornalistas, dizem especialistas em direitos humanos

O governo da Nicarágua deve cessar represálias contra funcionários da Radio Dario e acabar com a censura a outros trabalhadores da mídia, disseram nesta segunda-feira (26) relatores de direitos humanos das Nações Unidas.

“Alegações recentes mostram a repressão sistemática de jornalistas e trabalhadores da mídia, que relataram terem sido assediados, silenciados, ameaçados e agredidos”, disseram os especialistas.

Ataques contra a mídia e os defensores de direitos humanos aumentaram consideravelmente desde abril de 2018. Especialistas da área estão preocupados com o impacto que tais ações têm não só nas liberdades de expressão e de reunião pacífica mas também na redução acelerada do espaço cívico em um momento crítico para a sociedade nicaraguense.

Lavoura recebe fumigação de agroquímicos - Foto: Pixabay/CC

Comitê de Direitos Humanos da ONU responsabiliza Paraguai por violações no uso de agrotóxicos

O Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou que o Paraguai precisa realizar uma investigação eficaz e minuciosa sobre fumigações de agroquímicos e o consequente envenenamento de pessoas, incluindo crianças, além da contaminação de água, solo e alimentos. O órgão também pediu que o governo paraguaio processe os responsáveis, compense as vítimas e publique a decisão em um jornal diário de grande circulação.

As vítimas trabalham em agricultura familiar no departamento de Canindeyú, no noroeste do país e na fronteira com os estados brasileiros do Mato Grosso do Sul e Paraná. A região tem forte expansão do agronegócio e amplo cultivo mecanizado de soja geneticamente modificada.

Portal do ACNUDH tem novos conteúdos e seções

Escritório de Direitos Humanos da ONU na América do Sul ganha novo site

O Escritório para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lançou uma versão renovada do site acnudh.org, em espanhol e português, com atualizações de navegação, segurança e experiência para os usuários.

A versão atual inclui novos conteúdos, como seções sobre os mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas, sites especiais sobre direitos humanos na região e um portal relacionando a Agenda 2030 com os direitos humanos.

As duas organizações trabalharão mais próximas para monitorar ameaças contra defensores dos direitos ambientais. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Agências da ONU assinam acordo para proteger direito humano a um meio ambiente saudável

As ameaças a indivíduos e comunidades que defendem seus direitos ambientais e fundiários se intensificam em muitas partes do mundo. Neste contexto, a ONU Meio Ambiente e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) uniram esforços para promover e proteger os direitos humanos e ambientais por meio de um novo acordo de cooperação assinado na sexta-feira (16).

As duas organizações trabalharão mais próximas para monitorar ameaças contra defensores dos direitos ambientais, advogar por melhor proteção, apelar para uma responsabilização mais eficaz dos perpetradores de violência e intimidação, desenvolver redes de defensores de direitos humanos ambientais e promover a participação significativa na tomada de decisões ambientais.

O Estado tem a obrigação de proteger os direitos humanos, principalmente das pessoas que estão sob sua custódia, segundo representante da ONU Direitos Humanos na América do Sul. Foto: EBC

ARTIGO: Prisões e insegurança no Brasil — efeito dominó

Em artigo publicado na imprensa, a representante da ONU Direitos Humanos na América do Sul, Birgit Gerstenberg, afirma que a recente chacina de presos em Altamira (PA) evidenciou uma realidade chocante de condições subumanas, caos, crime organizado, tortura e morte nos presídios brasileiros.

“O fato de que vários dos casos mais brutais de violência carcerária derivem de confrontos entre internos — relacionados a causas estruturais mais amplas e abrangentes — não dispensa o Estado de sua responsabilidade de proteger a vida e integridade das pessoas presas e, certamente, a de seus agentes penitenciários.” Leia o artigo completo.

Bachelet pede investigação sobre violência policial em Hong Kong

Diante dos protestos dos últimos dias em Hong Kong, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse nesta terça-feira (13) que “a única maneira de atingirmos estabilidade política e segurança pública de longo prazo” é com a criação de canais para as pessoas participarem de assuntos e decisões públicas que afetam suas vidas”.

O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) confirmou a existência de “provas confiáveis” segundo as quais autoridades de Hong Kong teriam usado medidas anti-distúrbios contra manifestantes proibidas pelas normas e padrões internacionais.

“O ACNUDH pede que as autoridades de Hong Kong investiguem esses incidentes imediatamente, para garantir que os oficiais de segurança cumpram as regras de engajamento (com manifestantes) e, onde necessário, alterem regras adotadas por agentes da lei nos casos em que estas não estejam em conformidade com os padrões internacionais”, disse o porta-voz de Bachelet.

Participantes da 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista. Foto: Fotos Públicas/Leo Pinheiro

Discriminação aumenta risco de jovens LGBTI irem morar na rua, dizem relatores

Relatores da ONU alertaram nesta semana que jovens LGBTI correm riscos mais altos de viver em situação de rua devido à rejeição familiar e à discriminação na escola. Uma vez desabrigadas, essas pessoas podem ter outros direitos humanos violados, além de ter chances maiores de desenvolver problemas de saúde mental.

“Como resultado da intolerância religiosa e cultural, que pode incluir violência sexual e de outras formas, as jovens lésbicas, os jovens gays, bissexuais, trans e de gênero diverso em todo o mundo enfrentam exclusão socioeconômica”, ressaltaram Victor Madrigal-Borloz e Leilani Farha.

Indígena carrega criança durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas, Tocantins. Foto: Tiago Zenero/PNUD Brasil

Especialistas dizem que políticas de assimilação podem destruir povos indígenas

Em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto, relatores da ONU alertaram para os riscos de desaparecimento das línguas indígenas.

Estima-se que, de todos os 7 mil idiomas falados no mundo, 40% estão em perigo e podem deixar de existir — a maioria deles é de línguas indígenas. Para os relatores, o atual cenário é reflexo de políticas estatais de assimilação que podem “destruir uma cultura e até mesmo um povo”.

Crianças caminham por uma parte do centro de Craiter, em Aden, no Iêmen. A área foi seriamente danificada pelos ataques aéreos em 2015, quando os houthi foram expulsos da cidade pelas forças da coalizão. Foto: OCHA / Giles Clarke

ONU alerta para crescente atividade de Al Qaeda e Estado Islâmico no Iêmen

Movimentos armados afiliados aos grupos terroristas Al-Qaeda e Estado Islâmico teriam intensificado suas atividades no Iêmen nas últimas semanas, disse nesta terça-feira (6) a porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, lembrando “preocupantes acontecimentos” que afetaram seriamente a vida de civis iemenitas nos últimos dez dias.

Em comunicado, a porta-voz afirmou que, durante esse período, o escritório verificou que 19 civis foram mortos e 42 ficaram feridos nos distritos de Taiz, Sa’ada e Aden. A maioria das mortes resultou de um ataque em um mercado da província de Sa’ada em 29 de julho, no qual 14 civis foram assassinados e 26 ficaram feridos.

Segundo a imprensa internacional, uma das consequências do conflito entre os rebeldes houthis e as forças pró-governo foi o reforço da presença dos grupos terroristas da Al-Qaeda e do Estado Islâmico no sul do Iêmen, onde os extremistas reivindicaram dezenas de atentados nos últimos anos.

Durante reunião sobre o comércio livre da tortura, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “a liberdade contra a tortura é um direito absoluto em todas as circunstâncias, em todos os países”, acrescentando que “é hora de promover o consenso global sobre a necessidade de eliminar tortura com uma ação concreta para acabar com este comércio”. Michelle Bachelet também disse, na reunião ocorrida em setembro, que “sob a convenção contra a tortura, os Estados devem proibir e banir a tortura”. Devem ainda “tomar medidas efetivas para evitar a prática [do comércio de itens utilizados para a tortura]”, pois “permitir que este produto seja feito porque as eventuais vítimas vivem em outro país não é uma opção”.

Todos os países têm responsabilidade de proteger cidadãos dos crimes de ódio, diz Bachelet

A principal autoridade da ONU para os direitos humanos adicionou sua voz à condenação global aos ataques ocorridos nas cidades de El Paso e Dayton no fim de semana, insistindo nesta terça-feira (6) que “não apenas os Estados Unidos, mas todos os países” devem fazer mais para acabar com a discriminação.

Falando a jornalistas em Genebra, o porta-voz de Michelle Bachelet, Rupert Colville, do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), elogiou a condenação norte-americana ao “racismo, ódio e à supremacia branca” após essas “duas horríveis tragédias” que deixaram 29 mortos no Texas e em Ohio no sábado (3).

“Condenamos inequivocamente o racismo, a xenofobia e a intolerância, incluindo a supremacia branca, e chamamos todos os Estados, não só os Estados Unidos, mas todos os países, a tomar passos positivos para erradicar a discriminação”, disse Colville.

Posto de controle de Israel em Nablus. Foto: IRIN/Kobi Wolf

ONU manifesta preocupação com estado de menino palestino baleado por forças israelenses

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) expressou na semana passada (30) preocupação com o estado de saúde de um menino palestino de 9 anos baleado na cabeça por forças de segurança de Israel em 12 de julho.

Em comunicado, o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, afirmou que, embora tenha sido relatado que as forças de segurança iniciaram uma investigação interna, é preciso que autoridades “realizem uma investigação minuciosa, eficaz, imparcial e independente” sobre o incidente. Abdul Rahman Shteiwi foi atingido no que aparenta ter sido um exemplo de uso excessivo da força.

Nove artigos do la Wikipedia em espanhol foram atualizados na maratona em Buenos Aires, utilizando fontes oficiais das Nações Unidas. Foto: ACNUDH

Na Argentina, maratona fortalece conteúdo de direitos humanos na Wikipedia em espanhol

Com 19 artigos editados na versão em espanhol da enciclopédia online Wikipedia, foi concluída em julho (13) em Buenos Aires a primeira maratona de edição sobre direitos humanos, organizada pelo Escritório para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Wikimedia Argentina.

Trata-se da primeira edição da maratona, que surge de uma colaboração entre o ACNUDH e a Fundação Wikimedia em nível global, que busca gerar instâncias participativas para compartilhar conhecimento, promover multilinguismo e consulta a fontes oficiais das Nações Unidas na Wikipedia. A expectativa é replicar a experiência em outros países da região e do mundo, com foco em diversos temas de direitos humanos.

Mulheres refugiadas manifestam apoio à campanha contra o tráfico de pessoas no campo de Wad Sharife, leste do Sudão (24 de julho de 2018). Foto: ACNUR/Bahia Egeh

Conflitos e mudanças climáticas alimentam tráfico de pessoas, diz secretário-geral da ONU

Para marcar o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, o secretário-geral das Nações Unidas destacou que a prática é “um crime hediondo que afeta todas as regiões do mundo”, especialmente mulheres e crianças. Segundo António Guterres, a maior parte das vítimas registradas foi traficada para exploração sexual, além de trabalho forçado, recrutamento como crianças-soldado e outras formas de exploração e abuso.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), 72% das vítimas detectadas são mulheres e meninas. A porcentagem de vítimas crianças mais que dobrou de 2004 a 2016.