Agências da ONU se reúnem no DF pelo fim da violência contra mulheres no Brasil

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Estimativas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que aproximadamente 35% das mulheres em todo o mundo sofreram violência física ou sexual por parte de parceiro ou terceiros durante a vida.

Diante desse cenário, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ONU Mulheres participaram na segunda-feira (26) de atividade em Brasília (DF) para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, lembrado no dia 25 de novembro.

Organizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o evento também lembrou os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres que, no Brasil, se inicia em 20 de novembro com o Dia da Consciência Negra.

Oficiais do UNFPA e da ONU Mulheres participaram de atividade em Brasília (DF) para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher. Foto: UNFPA/Thais Rodrigues

Oficiais do UNFPA e da ONU Mulheres participaram de atividade em Brasília (DF) para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher. Foto: UNFPA/Thais Rodrigues

Estimativas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que aproximadamente 35% das mulheres em todo o mundo sofreram violência física ou sexual por parte de parceiro ou terceiros durante a vida.

Diante desse cenário, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ONU Mulheres participaram na segunda-feira (26) de atividade em Brasília (DF) para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, lembrado no dia 25 de novembro.

Organizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o evento também lembrou os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres que, no Brasil, se inicia em 20 de novembro com o Dia da Consciência Negra.

O representante da OPAS no Brasil, Joaquín Molina, lembrou a importância das datas para as lutas das mulheres, e destacou o papel dos homens para a luta contra a violência de gênero.

“Sabemos que a violência contra as mulheres é um grave problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres, que ocorre em todas as classes sociais e pode assumir várias formas – física, moral, sexual, financeira e psicológica”, relatou o representante.

A oficial da ONU Mulheres Ana Carolina Quirino afirmou o compromisso de enfrentar as diversas formas de violência contra as mulheres em um contexto de desafios. “A resposta passa pela quebra do silêncio e, também, por uma reflexão dos homens sobre seu papel na sociedade que também aprisiona os próprios homens”.

Em 2018, o mote da campanha dos 16 dias de Enfrentamento pelo Fim da Violência Contra as Mulheres é “Me escute também”, com o objetivo de acabar com o ciclo de silenciamento das mulheres, ampliando suas vozes.

Na cerimônia, o representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, disse que a violência baseada em gênero se soma de forma perversa a outras violações de direitos, gerando o que chamamos de desigualdades agravadas.

“O racismo, as desigualdades socioeconômicas e a discriminação não só impedem que mulheres possam ter o poder de escolha sobre suas próprias vidas, como também se configuram como fatores que influenciam na ocorrência de problemas de saúde – os determinantes sociais das condições de saúde”, afirmou.

“Os fatores estruturantes das desigualdades, como a invisibilidade, a discriminação de gênero, de raça e etnia, precisam ser vencidos para que todas as mulheres tenham seus direitos assegurados, para que a campanha dos 16 dias de Ativismo seja, cada vez mais, efetiva, para que as mulheres tenham o poder da escolha, para que nenhuma fique para trás e, assim, possam alcançar todo o seu potencial”, completou Nadal.

Como exemplo de uma estratégia focada nessa premissa, ressaltou a participação do UNFPA na resposta a situação de emergência humanitária em Roraima e informou que o escritório tem buscado construir caminhos para o acesso universal à saúde sexual reprodutiva, apoiando os governos nacionais e locais, organizações humanitárias e as comunidades locais a defender a dignidade e os direitos de todas as pessoas afetadas, com enfoque naquelas mais vulneráveis, em especial mulheres, meninas, pessoas LGBTI, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

Durante o evento, a OPAS também lançou seu Guia para a Implementação das Prioridades Transversais para facilitar a incorporação nas relações e nos processos de trabalho da agência.

Desde 2012, o “Dia Laranja” é lembrado todo dia 25 de cada mês para dar visibilidade à prevenção e ao enfrentamento à violência contra mulheres e meninas em todo o mundo. No Brasil, a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres termina em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.


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