Agências da ONU pedem esforços conjuntos para combater todas as formas de má nutrição

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Reunidas em Roma para a 44ª sessão plenária do Comitê Mundial de Segurança Alimentar (CFS), as três agências da ONU com sede na cidade instaram governos, organismos internacionais, empresas privadas e outros atores a trabalhar juntos para melhorar o sistema alimentar global.

A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) destacaram que tanto a fome quanto a obesidade estão aumentando no mundo. Cerca de 815 milhões de pessoas passaram fome em 2016, e as taxas de obesidade vêm crescendo em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Seca na Etiópia em 2015 foi a pior em 30 anos, levando o país a uma crise alimentar que deixou milhares passando fome. Foto: UNICEF Etiópia / Tanya Bindra

Seca na Etiópia em 2015 foi a pior em 30 anos, levando o país a uma crise alimentar que deixou milhares passando fome. Foto: UNICEF Etiópia / Tanya Bindra

Reunidas em Roma, na Itália, para a 44ª sessão plenária do Comitê Mundial de Segurança Alimentar (CFS), as três agências da ONU com sede na cidade instaram governos, organismos internacionais, empresas privadas e outros atores a trabalhar juntos para melhorar o sistema alimentar global.

A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) destacaram que tanto a fome quanto a obesidade estão aumentando no mundo. Cerca de 815 milhões de pessoas passaram fome em 2016, e as taxas de obesidade vêm crescendo em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

A 44ª sessão plenária do CFS aconteceu no início de outubro (de 9 a 13). O comitê oferece uma plataforma inclusiva para todos os atores, como governos, sociedade civil e setor privado, trabalharem juntos e desenvolver recomendações e orientações para políticas em temas que afetam a segurança alimentar e a nutrição.

O CFS já promulgou orientações sobre direito à terra, investimentos responsáveis em agricultura e segurança alimentar e nutricional em crises. Este ano, o foco político é urbanização e exploração florestal sustentável. O Painel de Especialistas de Alto Nível lançou um novo relatório sobre nutrição e sistemas alimentares.

Em mensagem de vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou o fato de que o comitê desempenha um papel fundamental no alcance da Agenda 2030. Ele afirmou que as mudanças climáticas e eventos climáticos extremos estão afetando os mais pobres, e que a migração tem relação direta com a insegurança alimentar. “Nós temos as ferramentas e o compromisso de acabar com a fome”.

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, mencionou que a fome está aumentando. “Isso pode comprometer gerações futuras”, disse, lembrando a necessidade de criação de sistemas alimentares sustentáveis. “Essa é uma enorme tarefa que os governos não serão capazes de realizar sozinhos”.

“Para acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição, precisamos de coerência entre políticas e coordenação entre diferentes atores e setores — o que fazemos aqui no CFS”, afirmou a chefe do CFS Amira Gornass, do Sudão.

O diretor-executivo do PMA, David Beasley, afirmou que, para atingir o ODS 2, não podemos continuar no mesmo rumo em que estamos. “Precisamos ser mais estratégicos e as agências com sede em Roma precisam ampliar sua cooperação”, disse.

Ele afirmou ainda que o foco deve ser a assistência de longo prazo, como a construção de infraestrutura para criação de resiliência. “Ajuda humanitária e de desenvolvimento é a primeira linha de defesa contra o terrorismo. A alimentação deve ser uma arma de paz, não de guerra”.

John Agyekum Kufuor, que presidiu Gana de 2001 a 2009, período em que as taxas de fome e pobreza do país caíram, fez a palestra de abertura do evento. Ele lembrou aos presentes que a liderança dos países e a governança global são igualmente necessárias para impulsionar sistemas alimentares e lidar com as consequências das mudanças climáticas. “O que afeta um país no mundo afeta todos os outros”, disse.


Mais notícias de:

Comente

comentários