Agências da ONU pedem doações para dar assistência a refugiados sírios

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A guerra na Síria é responsável pela maior crise de refugiados do mundo. Mais de 4,9 milhões de pessoas deixaram o país. A maioria buscou segurança em países vizinhos, onde agências humanitárias prestam assistência e fornecem moradia, alimentos, cuidados médicos e educação. Falta de recursos, porém, preocupa a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A guerra na Síria é responsável pela maior crise de refugiados do mundo. Mais de 4,9 milhões de pessoas deixaram o país e outros milhões estão deslocados dentro do território sírio. A maioria desses homens, mulheres, crianças e idosos têm buscado segurança em nações vizinhas, como Líbano, Jordânia, Iraque e Turquia. Nesses países, a falta de recursos das agências humanitárias ameaça a prestação de assistência.

Organismos da ONU, como a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), precisam de doações para continuar ajudando indivíduos que fugiram da guerra e carecem de moradia adequada, cuidados médicos, alimentos e educação. As agências reuniram histórias de refugiados que tiveram suas vidas transformadas pela assistência humanitária.

Fatima, uma síria na Vale do Bekaa

Fatima, de 37 anos, morava em Alepo e teve deixar a cidade — e a Síria — por causa dos confrontos. Atualmente, a refugiada mora no Vale do Bekaa, no Líbano, onde o inverno rigoroso trouxe neve e temperaturas abaixo de zero para sua rotina.

Fatima do lado de fora de seu abrigo no Líbano. Foto: ACNUR/Diego Ibarra

Fatima do lado de fora de seu abrigo no Líbano. Foto: ACNUR/Diego Ibarra

“Ontem, quando veio a chuva, não conseguimos nos aquecer a noite toda. Tínhamos ao todo quatro cobertores e mesmo assim não dava para nos aquecer. O vento gelado vinha por debaixo da tenda”, conta, após uma tempestade ter atingido o assentamento onde ela mora com a família.

Com as temperaturas em queda em todo Oriente Médio, o ACNUR está doando suprimentos essenciais, como roupas e cobertores, para salvar as vidas das pessoas deslocadas.

Sanaa, mãe de quatro filhos

Sanaa, de 30 anos, é uma mãe solteira de quatro crianças. Ela está morando na Jordânia com seu filho Ali, de dez anos, Hamsa, de três, e filhas Shayla e Islam, de cinco. A família fugiu da Síria há quatro anos.

“Nossa casa foi destruída por uma bomba. Foi assustador”, lembra Sanaa. “Shayla era muito pequena e ela parou de falar por três meses depois do que aconteceu. Tinha medo de tudo.”

Sanaa, com seus quatro filhos pequenos. Foto: ACNUR/David Azia

Sanaa, com seus quatro filhos pequenos. Foto: ACNUR/David Azia

Agora, eles moram em uma sala fria e úmida, que Sanna aluga por 120 dinares jordanianos. Ela está na lista de espera para receber ajuda financeira do ACNUR. Programas de transferência de renda como o implementado pela agência da ONU são o que mantém muitos refugiados sírios na Jordânia. É com esse dinheiro que eles conseguem pagar por moradia e medicamentos.

“Ali, meu filho mais velho, tem asma e o remédio é caro. Hamsa, meu caçula, tem um problema no intestino e precisa de cirurgia, mas não posso pagar por isso”, explica a moça. “Se eu receber (a ajuda financeira), consigo pagar o aluguel e os remédios. Seria de grande ajuda para mim e minha família.”

Aisha: capacitação profissional que empodera

Aisha trabalha como encanadora para sustentar a família. Foto: PNUD

Aisha trabalha como encanadora para sustentar a família. Foto: PNUD

Aisha, seu marido e os cinco filhos fugiram das condições devastadoras em Alepo para um abrigo. Lá, ela recebeu treinamento do PNUD para se tornar encanadora porque a família não conseguiria sobreviver apenas com uma fonte de renda — o trabalho do esposo da refugiada.

“A necessidade é a mãe da invenção”, diz Aisha. “Não há nada de errado se uma mulher trabalha para ajudar o marido. Juntos, podemos ter resultado mais produtivo”

Utilizando o kit de ferramentas de drenagem que recebeu no curso, ela começou a consertar torneiras no abrigo e a aumentar sua renda. A maior preocupação de Aisha é sustentar os filhos. “Eu vou usar o dinheiro para comprar o uniforme escolar deles”, conta.

O trabalho como encanadora coloca o pão na mesa, mas Aisha está orgulhosa mesmo não por conta do dinheiro, mas por ser capaz de consertar canos e levar água limpa e potável para outras famílias sírias.

Para fazer doações ao PNUD, acesse http://bit.ly/2i6SB3s.

Para doações ao ACNUR, acesse http://bit.ly/2lgNDli.


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