Agências da ONU lançam campanha para conscientizar viajantes sobre comércio ilegal

Iniciativa “Suas Ações Contam – Seja um Viajante Responsável” estimula apoio à luta contra comércio ilegal de vidas selvagens, artefatos culturais, drogas, produtos piratas e tráfico humano.

Polícia das Nações Unidas e Polícia Nacional do Timor-Leste realizam operação contra tráfico de pessoas e drogas. Foto: ONU/Martine Perret

A Organização Mundial do Turismo (OMT), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançaram na quarta-feira (5) a iniciativa “Suas Ações Contam – Seja um Viajante Responsável“, que estimula o apoio à luta contra o comércio ilegal de vidas selvagens, artefatos culturais, drogas, produtos piratas e tráfico humano.

A campanha fornece um guia com informações sobre como identificar possíveis situações de tráfico e que ação deve ser tomada caso isso aconteça. Por meio da conscientização de turistas e da indústria do turismo sobre como fazer as escolhas corretas e éticas, a iniciativa espera reduzir a demanda por produtos ilegais.

“Os viajantes são cidadãos globais e com mais de 1 bilhão de turistas viajando pelo mundo a cada ano, eles podem se tornar uma força do bem”, disse o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, no lançamento da campanha em Berlim, Alemanha.

O diretor executivo do UNODC, Yuri Fedotov, acrescentou que “os viajantes têm a responsabilidade de não contribuir para os lucros gerados por meio do crime organizado”, enfatizando que os turistas precisam entender a natureza exploradora da venda de pessoas, produtos de origem animal, drogas, artefatos culturais e falsificação de mercadorias.

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, explicou que “os turistas são alvos fáceis para traficantes que vendem artefatos culturais de proveniência duvidosa”, já que “geralmente não sabem que esses ‘souvenirs‘ podem ser artefatos roubados, arrancados de suas configurações originais, ilegalmente escavados de sítios arqueológicos ou comercializados por indivíduos sem escrúpulos que oferecem pagamento insuficiente”.

Estima-se que as transações ilegais de artefatos culturais cheguem a 60 bilhões de dólares por ano.